Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) – Capítulo 121 Online

↫─Things That Deserve To Die ⚝ 121
Ja-kyung saiu correndo e desceu rapidamente pelo muro com Wang Lun. Ele olhou por cima da parede e confirmou que estava tudo calmo. O carro de Wang Han já havia encostado em frente ao mercado na entrada do beco. Eles pularam a cerca e correram para dentro do veículo.
— O que aconteceu?
Sentado no banco do motorista, Wang Han explicou o que acabara de ocorrer. Ele estava observando o carro do Promotor Jang de uma parte baixa do beco quando um táxi parou e o Promotor Jang desceu, cambaleando levemente como se estivesse bêbado.
No entanto, no momento em que ele pegou o rádio, um homem com o rosto coberto desceu de uma van preta que estava estacionada à frente dele e sequestrou o Promotor Jang em um piscar de olhos. Era difícil de acreditar. Não, ele poderia ser sequestrado… mas por que tinha que acontecer logo hoje?
Se o Promotor Jang fosse encontrado como um cadáver amanhã de manhã, a situação ficaria complicada. Os três que estavam no mesmo local ao mesmo tempo seriam todos considerados suspeitos. Por enquanto, deveriam voltar. Wang Han estava prestes a dar a partida e partir, mas Wang Lun, no banco de trás, de repente inclinou o rosto entre o banco do motorista e o do passageiro.
— Não deveríamos persegui-los?
Wang Han olhou para trás.
— Por quê?
Wang Lun tirou algo do bolso. Ja-kyung olhou e viu que era o panfleto de busca de pessoa desaparecida que ele vira na casa do Promotor Jang mais cedo. Ele o entregou a Wang Han. — Olhe isso, hyung. — Quando Wang Han tentou abri-lo, Ja-kyung o arrebatou. — Não olhe. O Lun hyung está falando bobagem.
Ja-kyung ia amassá-lo e jogá-lo fora, mas Lun o pegou de volta e entregou a Wang Han. Os olhos de Wang Han se arregalaram ao abri-lo para verificar. Depois de olhar para o rosto de Ja-kyung e para o papel várias vezes, ele esfregou o queixo e soltou um som abafado.
— Você se parece muito.
Ja-kyung respondeu com indiferença.
— Há muitas pessoas no mundo que se parecem.
Wang Han pareceu concordar e assentiu. De fato, poderia haver muitas pessoas parecidas. Apesar disso, Wang Lun não desistia e continuava insistindo para que perseguissem os sequestradores.
— E se o Wei for realmente a criança que essas pessoas perderam? Então esse promotor é o único irmão mais velho dele.
Wang Han franziu a testa.
— Você e eu somos os irmãos mais velhos do Wei.
— Quem não sabe disso? O que eu quero dizer é…
Ja-kyung balançou a cabeça e estalou a língua. Ele comentou que seus irmãos andavam assistindo a dramas demais ultimamente e estavam finalmente perdendo o contato com a realidade. Ele os apressou para começarem a se mexer logo.
No entanto, o carro não saiu do lugar. Ja-kyung olhou para o lado e viu que Wang Han parecia não conseguir largar o papel. Ja-kyung o arrancou de sua mão e o jogou de lado, instando-o a voltar para casa. Wang Han deu a partida, e Ja-kyung pensou que eles finalmente iriam embora, mas Wang Han virou na direção oposta.
Ja-kyung franziu a testa e olhou para trás, e Lun olhou alegremente para Ja-kyung com os braços entre os bancos.
— Wei. Parece que o Han hyung decidiu ficar do meu lado desta vez também.
Ja-kyung insistiu teimosamente que deveriam voltar para casa. No entanto, em vez de responder, Wang Han ativou o rastreador de localização no suporte do carro. A tela mudou e uma luz circular piscava à distância. Ja-kyung olhou para aquilo com uma expressão perplexa.
— Quando você instalou isso?
Wang Han tirou algo parecido com uma pistola debaixo do banco e a balançou. Era um dispositivo para fixar um rastreador, feito para que pudesse ser disparado e fixado de uma longa distância. Wang Lun, sentado atrás, também riu e disse: — Como esperado do nosso hyung — mas Ja-kyung estava irritado.
— Por que vocês fazem essas coisas estúpidas? O que devemos fazer, persegui-lo e salvá-lo?
Han sorriu em silêncio e chamou o nome de Ja-kyung. — Wei. — Ja-kyung se virou e encontrou Wang Han olhando para ele com carinho.
— Eu acredito que os filhos se assemelham aos pais. Claro, nem sempre é o caso. Por isso, às vezes eu me perguntava como uma criança como você nasceu de pais tão lixo.
Ja-kyung ficou em silêncio. Han dissera algo semelhante quando ele era jovem. Então Ja-kyung riu. Han disse que Ja-kyung era especial, mas isso não mudava o fato de que ele era um assassino de aluguel.
— Nunca se sabe. Os pais que te deram à luz devem ter sido boas pessoas.
Ja-kyung mordeu o lábio inferior. Nenhum dos dois parecia estar em seu juízo perfeito. Havia tantas pessoas parecidas no mundo. No entanto, ele não tinha autoridade para decidir agora. Eram dois contra um. Ele suspirou e verificou a hora. Imaginou se Kang Il-hyeon já havia chegado em casa. Que desculpa ele deveria inventar esta noite?
—
Havia modelos de Lee Ja-kyung, retratos de Lee Ja-kyung, a bala que Lee Ja-kyung havia disparado em sua coxa, a primeira mensagem de coração que Lee Ja-kyung lhe enviara e molduras com imagens impressas disso. Outros itens relacionados a Lee Ja-kyung estavam espalhados pelo quarto como decorações. Il-hyeon, que estava sentado no sofá, levantou-se e foi até o modelo de Ja-kyung.
Ele ficou de frente para o objeto, segurou a bochecha dele com a mão e falou como se estivesse conversando com o verdadeiro Ja-kyung.
— Querido, você vai me entender?
Não houve resposta. Seu rosto ficou sem expressão. Ele se sentia em conflito, exatamente como quando decidira matar o próprio pai, mas não queria mudar sua decisão. Ele não queria ver ninguém, fosse parente de sangue ou não, ao lado de Ja-kyung.
Quão agridoce seria se eles se encontrassem novamente após tanto tempo separados. Maldita seja. Ele odiava até mesmo o pensamento disso… Matar era a escolha certa.
Toc-toc, o som de batidas interrompeu seus pensamentos. Park Tae-soo entrou e começou a relatar a situação. O Promotor Jang sequestrado estava sendo levado para um contêiner no cais. Eles chegariam em breve e queriam saber se ele deveria matá-lo imediatamente ou se havia outras instruções.
Enquanto ponderava profundamente, Il-hyeon olhou de volta para o modelo de Ja-kyung à sua frente. Ele mergulhara profundamente na leitura de Romeu e Julieta quando era jovem. Poderia soar risível para outros, mas o amor que terminava em morte excitava Kang Il-hyeon.
— “O amor é algo terno? É rude demais, áspero demais, barulhento demais, e fura como um espinho. Isso é o amor.” — Ele murmurou uma fala da peça, sorriu amargamente e virou-se para caminhar em direção a Tae-soo.
— Vamos. Ele poderia ter se tornado meu irmão, então eu deveria, pelo menos, me despedir dele em sua jornada final.
—
Ja-kyung, Wang Han e Wang Lun estacionaram o carro a uma distância segura e observaram a situação. A van preta desapareceu dentro do cais, cercada por grandes contêineres alinhados em fila. Eles não tinham ideia de para onde foram.
Escondendo o carro para evitar atrair atenção, eles os seguiram de longe. Logo, um carro se aproximou à distância. Todos se esconderam e, quando o carro passou, seus olhos se arregalaram. O carro preto seguiu na mesma direção da van.
— Aquele… é o CEO Kang, certo?
— É.
Os três pensaram cuidadosamente. Será que Kang Il-hyeon dera as instruções? Considerando como ele os via como espinhos em seu pé, havia uma grande possibilidade. Ja-kyung levantou-se primeiro.
— Eu quero ir para casa.
— Por quê?
— Vocês nunca vão entender. Se ele descobrir que estamos aprontando de novo… Você acha que o CEO Kang vai deixar vocês em paz?
Wang Lun deu uma risadinha.
— Não se preocupe. Você tem um seguro.
— Seguro? — Ja-kyung não entendeu e olhou para Wang Lun, que apontava para entre as pernas dele. Ja-kyung entendeu instantaneamente e retrucou asperamente: — Não há mais nada para depilar agora!
Wang Lun perguntou se não havia crescido de novo, mas Ja-kyung não suportava admitir que o próprio Kang Il-hyeon o havia depilado recentemente. Ele chegou a aprender isso com um especialista em depilação. Que cara louco. A maneira como ele gostava de usar o que aprendera estava tão vívida em sua memória; ele ainda conseguia ver o rosto sorridente dele.
— Enfim, eu vou embora, então vocês dois cuidem de si mesmos.
Quando ele estava prestes a partir sozinho, o até então silencioso Wang Han segurou o braço de Ja-kyung com urgência.
— Wei, espere.
Ja-kyung olhou para trás com uma expressão cansada.
— Por que o hyung está assim?
Wang Han hesitou em falar ou não. Era apenas um palpite dele…
— Se você e o promotor lá dentro forem irmãos, e se o CEO Kang soube disso primeiro… Isso não explicaria um pouco o que está acontecendo agora?
Ja-kyung ficou perplexo. Por mais louco que Kang Il-hyeon fosse, por que ele o mataria se ele fosse o irmão mais velho de Lee Ja-kyung?
— O CEO Kang não é um cara tão ruim.
— …
— Ele pode estar agindo de forma louca, mas talvez seja porque ele está realmente sofrendo lá no fundo…
Ambos caíram em silêncio. Ja-kyung também evitou acrescentar algo mais, sentindo-se incerto mesmo após dizer aquelas palavras. Ficar mais tempo poderia causar problemas desnecessários, então ele se dirigiu ao carro primeiro.
— Não sei. Estou indo. Resolvam isso entre vocês.
Então, subitamente, a confissão de Kang Il-hyeon veio à mente. No quintal de sua antiga casa, Il-hyeon colhera uma bela flor do canteiro e dissera:
— “De agora em diante, eu te darei todo o amor que você precisar.”
— “Se você receber amor de outra pessoa, então este lugar será o seu túmulo.”
Seus passos desaceleraram. Ele se lembrou de repente da escova de dentes que desaparecera de manhã. Nem uma única vez qualquer pertence de Ja-kyung havia sumido. A equipe de limpeza nunca tocava em suas coisas sem permissão. Isso significava que alguém poderia tê-la levado intencionalmente.
No fim, Ja-kyung parou no meio do caminho e se virou. Wang Lun e Wang Han ainda estavam parados ali. Ja-kyung olhou ao redor. Era um lugar perfeito para matar alguém e não deixar rastros. — Porra. — Ele xingou e voltou, apenas para ter Wang Lun dando um tapinha em seu ombro e oferecendo sua camaradagem.
Os três moveram-se rapidamente entre os contêineres. Ao fazerem isso, avistaram uma luz fraca vindo de um contêiner à distância. Um homem de terno preto guardava a entrada. Era uma visão estranha à primeira vista.
Eles se esconderam atrás do contêiner e Wang Lun tirou um dispositivo de escuta do bolso. Ele conseguia captar sons mesmo através de barreiras significativas, semelhante a um estetoscópio usado por médicos. Wang Lun pressionou o resto do corpo contra a parede do contêiner enquanto usava os fones de ouvido.
Seus olhos moviam-se de um lado para o outro. Quando Wang Han perguntou se ele conseguia ouvir algo, Wang Lun fez sinal para ele ficar quieto e levou o dedo aos lábios. Ele não se movia, apenas mexia os olhos. Curiosos, tanto Ja-kyung quanto Wang Han o encaravam como lontras se reunindo para comer um peixe oferecido por seu treinador.
De repente, Wang Lun tirou os fones dos ouvidos e os entregou a Ja-kyung. Ja-kyung os aceitou e os colocou. Um bipe sonoro o fez pensar que seus tímpanos iriam explodir, então ele franziu a testa, e Wang Lun articulou um pedido de desculpas. Então, uma voz familiar surgiu.
Kang Il-hyeon.
Ja-kyung concentrou-se na voz dele. — Como acabamos assim é lamentável, e você não deveria ter sido intrometido, e desta vez, você cruzou a linha primeiro. — Etc… Era como esperado; não estava longe de suas previsões. Ja-kyung soltou um pequeno suspiro de alívio. Viu só, Kang Il-hyeon não era tão louco.
Justo quando ele ia tirar os fones, ouviu-se o som de passos se arrastando e a voz de Kang Il-hyeon ficou fraca. Ja-kyung parou. A voz sussurrante parecia atravessar a parede.
— “Adeus, Promotor.”
— “Ainda assim, você tem sorte. Viu com seus próprios olhos que seu irmãozinho está vivo.”
Ja-kyung estreitou os olhos. Suas pálpebras inferiores se contraíram lentamente, e a voz de Il-hyeon tornou-se clara novamente.
— “Ainda não entendeu? Yang Seon-woo. Esse é o seu irmãozinho.”
Um olhar atordoado surgiu no rosto de Ja-kyung. Ele rapidamente puxou o dispositivo dos ouvidos. Wang Han e Wang Lun perguntaram o que estava acontecendo, parecendo preocupados. Ja-kyung ficou imóvel como uma estátua, com o rosto ainda tomado pelo choque.
— O que você ouviu?
Ja-kyung ainda tinha uma expressão perplexa.
— Wei. Você está bem? Ja-kyung.
Várias emoções se misturavam no rosto de Ja-kyung enquanto ele se virava para olhar para Wang Han.
— Hyung.
— Sim?
— Você trouxe a arma?
Antes que Wang Han pudesse responder, Ja-kyung estendeu a mão.
— Dá ela para mim.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Sinopse:
Um dia, Lee Ja-kyung, um assassino de aluguel que vivia na Tailândia, recebeu uma proposta de 5 milhões de dólares. O alvo era Kang Il-hyeon, um gângster que vivia na Coreia. Havia apenas uma condição.
No entanto, Kang Il-hyeon não era um adversário nada fácil. Pelo contrário, sua armadilha vai se fechando cada vez mais em torno de seu pescoço, e ele se vê encurralado…
Será que Ja-kyung conseguirá matá-lo e voltar em segurança? Ou ele morrerá assim mesmo, nas mãos de Kang Il-hyeon?
Nome alternativo: Things That Deserve To Die Aqueles Que Merecem Morrer