Ler Pivô Profundo (Novel) – Capítulo 125 Online


Modo Claro

Deep Pivot — Capítulo 125

— Para onde deveríamos ir na nossa viagem amanhã?

Sob o brilho fraco do abajur de cabeceira no quarto escuro.

— …Qualquer lugar. Pode ser divertido simplesmente ir para algum lugar por impulso.

Yeonwoo lembrava-se claramente do rosto de Seojoon da noite anterior. Ele tinha pensado que a vermelhidão nos olhos de Seojoon e o brilho não natural eram meramente devido à iluminação.

— Você acha que está frio demais para a praia? Eu realmente quero ver o oceano com você, Tenente…

Ele também se lembrou de quão fria a mão de Seojoon pareceu ao roçar em sua bochecha. Tolamente, Yeonwoo apenas se concentrou em aquecer a mão dele com a sua.

— Vamos para a praia. Faremos o que você quiser fazer, Yeonwoo.

— Mas você sente frio facilmente, Tenente. Há mais algum lugar para onde gostaria de ir?

— …

Aquele silêncio repentino e pesado deveria ter sido sua primeira pista.

Ele deveria ter percebido então. Verdadeiramente, ele deveria ter segurado Seojoon naquele momento.

Deveria tê-lo amarrado, prendido-o tão firmemente que ele não pudesse partir — não pudesse ir a lugar nenhum.

— …Para onde quer que você vá.

A voz dele, baixa e rachada, como se estivesse se despedaçando.

— É para lá que eu quero ir.

O tremor no corpo de Seojoon enquanto ele se aninhava mais perto.

Cada um daqueles momentos tinha sido um sinal. Por que Yeonwoo não havia percebido?

— Você é perigoso.

— Por quê?

— Porque você é lindo demais, Yeonwoo. …Não consigo evitar querer mais.

Ele deveria saber então. Deveria ter entendido que não era um sentimento casual, mas um apelo desesperado para continuar vivendo.

Apesar de estar tão perto, mesmo quando estava cortando o âmago mais profundo de Seojoon — seu coração, sua alma —, Yeonwoo não tinha sido capaz de vislumbrar aquela verdade vital.

— É tarde demais agora, Bebê…

Talvez pessoas inteligentes vivam com grandes convicções. Mas para Yeonwoo, cuja vida não tinha sido nada mais do que sobreviver dia após dia, esses ideais elevados estavam além da compreensão.

Seojoon era o início deste desastre, disseram eles. Que ele tinha que desaparecer para que o desastre terminasse. Que ele não era humano, para começar, mas uma força externa que havia trazido a calamidade para a Terra.

Que essa tinha sido a escolha inevitável de todos.

— A operação começou cedo esta manhã. Agora mesmo, o Tenente Ji está—

— Onde ele está?

Enquanto aquelas palavras incompreensíveis preenchiam o ar, Cha Yeonwoo apegou-se a apenas um pensamento.

O calor do corpo de Seojoon, que o havia abraçado naquela mesma manhã. O batimento cardíaco que sentira sob a palma da mão enquanto pegavam no sono. A respiração suave e rítmica que ele havia memorizado.

De alguma forma, não importava como, Yeonwoo tinha que trazê-lo de volta.

As convicções dos outros podiam ser grandes e sábias, mas se Yeonwoo tinha uma convicção, ela era Seojoon.

Seojoon era a fantasia que mantinha sua vida pesada e exaustiva flutuando.

Seojoon era a crença de Cha Yeonwoo, seu mundo e seu deus.

✽✽✽

— Você está dizendo que ocultou deliberadamente a verdade com má intenção?

— Eu não ocultei nada! Eu estava verificando a relação de causalidade!

Bum!

Hee-min bateu na mesa, seu grito ecoando pela sala de conferências, incapaz de conter sua raiva.

— É certo sacrificar alguém de forma imprudente sem saber toda a verdade?

— Doutor Kang…

Um dos oficiais, sentado um pouco afastado da cabeceira da mesa, expirou como se a situação fosse ridícula.

— O senhor continua alegando que não sabia, mas estava ciente dos assassinos enviados pelo Vice-Diretor do IGTS que tinham como alvo o nosso Sem-Nome. Não é verdade?

— …

— O senhor teve várias chamadas com o Vice-Diretor. Discutiram o desaparecimento de portais em Moscou e nos países vizinhos múltiplas vezes.

— Aquilo foi…!

— O senhor estava ciente de que a estrutura do DNA do Sem-Nome e a dos portais eram as mesmas. Confirmou isso com o Vice-Diretor e até verificou pessoalmente. Por que não relatou essa conexão aos superiores antes?

Evidências, incluindo registros de amostras de portais coletadas por meio do Coronel Jin e resultados comparativos com amostras do Sem-Nome, foram expostas diante deles — evidências apreendidas diretamente do laboratório de Hee-min.

— Depois disso, o senhor até viajou para Ohio, onde fica a base da NASA, levando o Sem-Nome junto. Isso é claramente um ato de enganar os altos escalões—

— Eu acreditava que havia outro caminho.

Hee-min cortou-o, com a voz resoluta.

— Eu pretendia encontrar esse caminho por mim mesmo.

Suas palavras foram recebidas com risadas de escárnio.

— As vítimas do desastre não faziam parte dos seus cálculos durante a sua busca por esse “caminho”?

— Não é isso…

A voz de Hee-min falhou, e ele engoliu as palavras.

Até recentemente, Sergei, da Rússia, vinha sendo a única amostra sugerindo uma possível ligação entre os portais e o Sem-Nome. Foi apenas depois que os Sem-Nomes de outros países começaram a surgir que a situação se tornou inegavelmente clara.

Era como assistir a uma balança delicadamente equilibrada inclinar-se irreversivelmente com uma única gota de água.

Agora, a alta administração, correndo para atribuir culpas, havia fixado os olhos em Hee-min — era inevitável.

A dúzia ou mais de ocupantes da sala suspirou, cruzando os braços ou encostando-se em suas cadeiras, todos encarando o agora silencioso Hee-min.

— Parece que o Doutor Kang deixou sentimentos pessoais nublarem seu julgamento.

— O peso da responsabilidade é grande, não é, Diretor Kang? Especialmente para o chefe de um centro de pesquisa de desastres encarregado de lidar com crises nacionais.

— …

— A decisão tola de um momento pode levar a consequências devastadoras.

A fachada de simpatia não passava de hipocrisia.

— Embora não seja reconhecido oficialmente, é inegável que a Coreia do Sul é uma nação que possui um Sem-Nome. Se esta questão ofender a China ou o Japão, poderá evoluir para uma crise diplomática.

Os argumentos apresentados eram tão bem construídos que nem mesmo Hee-min conseguia refutá-los.

— Se o senhor quiser continuar sua pesquisa sobre os portais, vá para a NASA ou para outro lugar. Mas quanto ao seu cargo como diretor do Centro de Pesquisa de Despertados, é hora de se afastar.

Este era o desfecho que Hee-min havia enfrentado há apenas dois dias.

— Eu ainda não entendo o que está acontecendo, Diretor — disse Song-hee, com o rosto branco de incredulidade, sem conseguir disfarçar a inquietação na voz.

Hee-min, empacotando seus pertences, ignorou-a e soltou um suspiro pesado.

As vítimas do desastre, a catástrofe em Shin Hee-dong, tudo enquanto ele mantinha a verdade oculta — tudo começou a pesar sobre ele. Não importa quão firme tivesse sido sua determinação, dias de críticas implacáveis de todos os lados haviam começado a desgastar suas convicções.

Talvez ele não fosse um médico tão bom quanto pensava.

…Estava acabado.

Ele não podia mais salvar Seojoon, nem tinha forças para tentar.

— Há poucos dias, o senhor estava voando para a NASA em um jato particular. Agora está empacotando tudo? Seu substituto já foi escolhido? Ninguém me disse nada — disse Song-hee, com a frustração clara.

— Eles vão preencher a vaga com alguém adequado logo — respondeu Hee-min com a voz cansada, batendo no ombro dela. Ele entregou a ela uma caixa pequena enquanto carregava uma maior nos braços e saiu do laboratório.

— Volto já para pegar outra carga. Afinal, tem mais coisas do que eu pensava.

— Mas por que o senhor foi demitido de repente? O que é sequer—

As palavras de Song-hee foram cortadas por uma grande confusão vinda de algum lugar abaixo. As cabeças de ambos se voltaram em direção ao barulho. Do andar de baixo, um som de estrondo ecoou pelo prédio, enviando um calafrio pelo ar.

✽✽✽

— Onde fica o local?

As palavras de Yeong-gyo foram cortadas pela voz baixa de Yeonwoo, afundando como se tivesse caído profundamente no subsolo.

Mesmo após ouvir toda a verdade, o rosto de Yeonwoo permaneceu estranhamente calmo. Calmo demais, como a quietude desolada de um abismo. Seus olhos azuis penetrantes moveram-se de Yeong-gyo para Cheong-oh.

— Onde está o Tenente Ji?

— …Bebê, por favor, sente-se. Vamos apenas conversar por um momento—

Cheong-oh não conseguiu terminar a frase. A estrutura imponente de Yeonwoo moveu-se em direção a ele em um instante. Percebendo que Yeonwoo queria seu telefone, Cheong-oh instintivamente o escondeu atrás das costas.

— Be—Bebê, acalme-se. V-vamos conversar— ugh!

Estrondo!

Yeong-gyo gritou quando uma mesa virou com um estrondo alto. A sala se encheu de caos enquanto Yeonwoo e Cheong-oh lutavam pelo telefone.

— Eu já te disse, não adianta ir lá— ah, que porra! Bebê, acalme-se! Me escuta— ai—!

Baque!

Uma cadeira voou pela sala quando a perna agitada de Cheong-oh a atingiu. Apesar de sua experiência militar, Cheong-oh não conseguia se equiparar à ferocidade pura de Yeonwoo, cuja força agora roçava a loucura.

— Então apenas me diga.

Imobilizado sob o peso de Yeonwoo, Cheong-oh percebeu rapidamente que não conseguiria escapar. A voz fria como gelo de Yeonwoo exigiu:

— Onde está o Tenente Ji?

— Não posso! O Seojoon me implorou— implorou para garantir que você não fosse— argh!

— Bebê, pare…!

Yeong-gyo recuou para o canto da sala de estar, com a voz tremendo de aflição.

Ela não conseguia se obrigar a intervir. O desespero de Yeonwoo era tão cru, tão implacável, que a deixava paralisada de piedade.

Preso ao chão, o aperto de Cheong-oh finalmente cedeu, e o telefone escorregou de suas mãos. Yeonwoo o agarrou, forçando a cabeça de Cheong-oh para o lado para desbloqueá-lo por meio do reconhecimento facial.

— …

O som da respiração pesada de Cheong-oh e os soluços abafados de Yeong-gyo preenchiam o silêncio tenso. Yeonwoo estava sentado em cima de Cheong-oh, estranhamente composto agora, com o foco totalmente voltado para o telefone em suas mãos.

[Centro Central de Gerenciamento de Desastres]

Distrito 2 de Seul, Restrições de Acesso a Yeonwol-dong

Localização: Canteiro de obras do TH Megatower e arredores.

As estradas próximas estão restritas, levando a uma previsão de congestionamento de tráfego. Por favor, procure rotas alternativas.

Áreas afetadas: Yeonwol IC, Segunda Linha Anelar Externa, etc.

Yeonwoo leu a mensagem de alerta de desastre, então colocou calmamente o telefone ao lado da cabeça de Cheong-oh. Levantando-se, ele virou-se para encarar os dois oficiais.

— …Sinto muito. Eu realmente peço desculpas.

Ele se curvou profundamente para ambos.

Yeong-gyo, incapaz de conter sua angústia, afastou-se da porta da sala de estar. Ela havia enfrentado inúmeras anomalias aterrorizantes sem vacilar, mas o desespero de Yeonwoo a deixava sem defesas.

Por um breve instante, os olhos de Yeonwoo encontraram os dela. Eles estavam cheios de uma determinação tão frágil que parecia que ele poderia se despedaçar a qualquer momento.

 

 

↫─☫ Continua….

⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna

Ler Pivô Profundo (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Devido a um trauma, o esper Ji Seo-joon se recusava a ter um guia exclusivo. Por causa de sua aversão ao contato com guias e das constantes baixas taxas de compatibilidade, ele vinha recebendo guiamentos de baixa qualidade há anos.
Diante de Seo-joon, que estava à beira de explodir devido ao acúmulo de fadiga, surgiu um guia com uma taxa de compatibilidade milagrosa.
【98,8%】
O protagonista com um número sem precedentes, Cha Yeon-woo, ainda era um estudante do ensino médio que nem sequer havia se formado. Ele foi lançado ao campo sem passar por treinamento, como se não se importassem se ele morresse.
“Ah, eu não sou uma criança. Tirei um ano de folga, então tenho vinte anos… Espero que você não diga que sou muito novo, mesmo que não saiba os outros motivos.”
Seo-joon não pôde deixar de sentir um aperto no peito diante da aparência inocente e dedicada do guia novato…
Nome alternativo: Piv Profundo Deep Pivot

Gostou de ler Pivô Profundo (Novel) – Capítulo 125?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!