Ler Things That Can’t Be Done (Novel) – Capítulo 09ª Parte Online

09ª Parte
— Ugh… eu…
Sua garganta estava travada e ele não conseguia enxergar direito à sua frente.
Não era apenas o físico; o que aconteceria a seguir também era completamente incerto. Ele nunca, nem por um segundo, pensara que choraria por levar um tapa, e muito menos que faria isso no meio da rua. O que ele esperava de Beomjin? Havia saído intempestivamente do restaurante achando que não apanharia? Seojae não conseguia impedir que os pensamentos complexos se misturassem mesmo enquanto chorava. Ele limpou as lágrimas com as mãos sujas de terra, deixando o rosto lambuzado.
Beomjin, de pé, com o corpo inclinado, apenas encarava intensamente Seojae.
— Porra… — ele praguejou baixinho e suspirou.
— Escuta aqui, porra, preste bem atenção.
— Euk, eu-eu….
O rosto de Beomjin, em busca de uma resposta, estava bem na frente dele.
— Levanta — ele disse, e a força com que Beomjin agarrou seu braço e o puxou para cima foi forte demais. Seojae forçou o corpo para cima e olhou de novo para o Beomjin à sua frente.
Beomjin disse:
— Você entendeu? Escuta bem — como se o estivesse ameaçando.
Seojae balançou a cabeça mesmo chorando. Como se seu rosto tivesse ficado exposto em um dia frio, suas bochechas estavam congeladas e rígidas por causa das lágrimas. O verão chegou, então por que não está quente? Seojae olhou para a mão de Beomjin que o acenava para ir até ali e o seguiu lentamente. Ele limpou as lágrimas tocando o rosto com força, mas parecia estar ficando ainda mais sujo por causa da terra. Beomjin acendeu um cigarro ao lado do carro onde recém haviam chegado. Ele apontou o queixo em direção ao carro enquanto mantinha os olhos fixos em Seojae. Seojae, que olhara para aquele rosto, entrou no banco do passageiro do carro de Beomjin primeiro.
Beomjin, que estivera quieto até mesmo no elevador, só examinou o rosto de Seojae direito depois que entraram no quarto.
— Deixe-me ver o seu rosto.
— …
— Eu te avisei, seu filho da puta…
Beomjin agarrou o queixo de Seojae e o balançou como se estivesse usando as mãos pela primeira vez. Ele o havia golpeado uma vez, mas seu rosto estava mais machucado do que isso. Seu queixo e sua testa também estavam vermelhos. Mais do que tudo, seus olhos estavam inchados, e a pálpebra dupla de um dos olhos estava amassada e ainda mais fina, sem conseguir sequer ficar no formato correto. Em seus olhos injetados de sangue, as lágrimas ainda se acumulavam.
— Esses olhos vão inchar ainda mais.
— …
Sentado na beira da cama, Seojae apenas movia o rosto conforme Beomjin agarrava seu queixo e o balançava.
Atrás de Beomjin, que olhava para baixo em direção ao seu rosto, a luz piscava, acendendo e apagando.
Parecia que a lâmpada do corredor estava completamente queimada.
Seojae, que vinha fungando constantemente desde antes, fungou novamente mesmo enquanto Beomjin o observava.
— Por que você não para de chorar?
— … Não estou chorando, estava frio lá fora antes…
Mesmo falando, ele se sentia um tolo.
— É verão.
— …
— E você diz que está frio.
Beomjin balançou de leve o queixo de Seojae, que estava preso em sua mão.
— Hã? Está frio? — ele perguntou de novo.
Qual seria a coisa certa a dizer diante de tais palavras? Seojae estava apenas atordoado agora.
Ele manteve a boca bem fechada e tentou não perder o foco.
Beomjin não conseguia tirar os olhos do rosto de Seojae, onde os lábios e os olhos estavam inchados, e uma das bochechas estava estufada.
— Vá se lavar.
Ele não esperava que Beomjin, que abriu a boca com um “porra”, dissesse algo tão normal.
Seojae olhou para cima e acenou com a cabeça, dizendo que iria. A mão que segurava seu queixo foi solta um bom tempo depois. Seojae só se levantou da cama após ver Beomjin caminhar até a janela e abri-la totalmente.
Beomjin fumava um cigarro diante dela.
Ele cuspiu o pigarro no carpete e soprou a fumaça em direção ao céu fechado da noite profunda.
Seojae foi para o banheiro e examinou o rosto primeiro.
Ele tinha que ir buscar Junhee pela manhã, e seu rosto era uma bagunça tão grande que ele pensou: “E se ele não me reconhecer?”.
Não apenas o lugar onde fora atingido estava inchando, mas vários pontos estavam todos volumosos como se ar tivesse sido soprado por baixo da pele.
— Aeu…
Seojae levantou a mão e tocou a testa uma vez. Ele pressionou com firmeza como se quisesse checar, e pareceu que havia febre. Ele passara por todo esse sofrimento sem comer o dia inteiro, então como poderia estar bem? Seojae suportou a dor incômoda no baixo ventre, urinou e depois lavou o rosto e as mãos. O toque da água fez com que se sentisse um pouco mais estável.
Além da parede, havia um espaço separado para o banho.
Não fazia muito tempo que lavara o corpo, mas todo o seu ser estava tão rígido que ele sentiu o desejo de ficar sob a água quente.
Seojae tirou as roupas em um lugar onde a água não alcançaria e lavou o corpo com água quente.
Conforme a água atingia as áreas doloridas e rígidas, ele sentiu o corpo ficar revigorado, mesmo que fosse apenas uma sensação. Seojae saiu do banheiro depois de colocar todas as roupas que havia tirado, sem esquecer uma única peça.
— Resolva isso você mesmo. — Ele conseguia ver Beomjin ao telefone junto à janela. — Se não conseguir, você vai morrer nas minhas mãos.
Ele dizia isso como se brincasse, mas não parecia realmente uma brincadeira. Seojae, exatamente como antes, sentou-se com apenas as nádegas na beira da cama à sua frente. Já passava da meia-noite, mas o dia não passava facilmente. Lento, e lento novamente. Seojae, sentindo o nariz coçar e doer, espirrou com um som baixo.
O quarto estava cheio de um ar abafado e quente. Ele não sabia quantos cigarros haviam sido fumados, mas conseguia ver com os próprios olhos que o cômodo estava preenchido por uma fumaça espessa. O ar-condicionado funcionava no forte, mas não conseguia apagar o abafado. Seojae limpou a umidade do cabelo com uma toalha e tentou lembrar quando cortara o cabelo pela última vez. Suas costeletas, em particular, tinham crescido muito, a ponto de o cabelo ficar atrás das orelhas. Pensando que precisava de um corte logo, Seojae sacudiu a toalha.
— Hyung-nim.
Ele estivera ao telefone continuamente, mas aquilo soou como um pronome de tratamento usado para chamá-lo. Seojae virou-se.
— Não fique ofendido.
— …
— Me desculpe.
Seojae, que tardiamente acenou com a cabeça com um “uh”, acrescentou um “é”. Pensando que a conversa havia terminado, olhou para a parede novamente, mas ouviu o som de Beomjin caminhando em sua direção, baque, baque. Beomjin caminhou com passos largos e, em um suspiro, parou em frente à cama onde Seojae estava sentado.
Beomjin ergueu o queixo de Seojae, que estava meio abaixado, com a mão.
— Me desculpe.
— … Uh.
Ele não conseguiu dizer nada além de uma resposta curta. Deveria dizer que não sabia o que falar? Beomjin não agarrou seu queixo com tanta força quanto antes. Apenas ergueu o rosto dele e o encarou em silêncio.
— Por quê…?
— Por nada.
— …
Diante do ato sem sentido, Seojae também descartou quaisquer pensamentos profundos. Contanto que não doesse, aquilo era um alívio. Nos olhos de Seojae, enquanto olhava para o homem à sua frente, um pequeno Beomjin estava refletido. Preto, porém transparente. Beomjin, que não conseguia tirar os olhos dele como se aquilo fosse estranho, passou a língua nos lábios. Os cantos de seus olhos, contornados por uma faixa rosa-claro, estavam úmidos por causa da água. Era em parte porque chorara, mas também porque fora atingido por Beomjin, e várias partes de seu rosto estavam saltadas como se salpicadas de vermelho. Cada vez que ele fechava os olhos, Beomjin fazia uma expressão desapontada.
— Você vai continuar com os olhos fechados assim?
— O quê…
— Não feche.
Existe alguém no mundo que não feche os olhos? Seojae ainda não estava acostumado com as implicâncias de Beomjin. Por outro lado, ele estava irritado.
Seus olhos doíam como se estivessem inflamados e, quando tentava não fechá-los, as lágrimas logo escorriam. Seojae manteve os olhos bem abertos e, diante da sensação de uma lágrima caindo, fechou e abriu as pálpebras rapidamente. Beomjin, que viu aquilo, limpou a bochecha de Seojae com força usando o polegar. Depois, virou-se e apagou e acendeu as luzes do quarto. Deixando apenas a menor luz acesa, Beomjin disse:
— Vamos fazer mais uma vez.
Naquele espaço, o som de botões sendo arrancados, tuduk tuduk, foi ouvido.
— Uh. Vamos foder mais uma vez.
— Eu acabei de me lavar….
— Você tem que fazer justamente porque se lavou.
Os vestígios do ato anterior não haviam sido completamente apagados. A porra de Beomjin ainda escorria um pouco em sua cueca. Estivera assim quando saiu, e a sensação continuou mesmo quando estava sentado na cama depois de se lavar. Era porque fazia tempo demais desde a última vez que tivera relações sexuais, então seu corpo não conseguia reagir adequadamente. Mesmo para um ômega recessivo, levava tempo para ser afrouxado, e Seojae vivera de forma quase assexuada* com o falecido Changwoo. Ele detestava que seu corpo se abrisse de forma desajeitada, mas queria ainda menos que Beomjin domasse seu corpo. Seria melhor fazer sexo nesse estado e conseguir escapar dele.
Seojae, com o coração meio resignado, tirou as roupas e subiu na cama.
*N/T: é uma orientação sexual onde o indivíduo tem a falta ou baixa atração sexual por outras pessoas, mesmo assim pode sentir atração romântica, estética ou sensual, mas sem envolver atos sexuais.
Quando ele abriu as pernas, Beomjin gostou.
— Hyung-nim, porra, não pense mal de mim — ele disse, como se estivesse acalmando Seojae, e Beomjin imediatamente enterrou seu pau, que jorrava lubrificante, no rabo de Seojae.
— O rabo do hyung-nim, sempre fica escancarado como o de uma vadia? Ele queria confirmar que estava segurando seu pau.
Seojae olhou para Beomjin e não respondeu a tais palavras. Mesmo mostrando um rosto trêmulo e distorcido, ele odiava dizer palavras que não queria dizer, nem que morresse.
Quando a manhã chegou, uma luz tão forte quanto a do meio do verão atravessou a janela do quarto.
Não era verão pleno ainda, mas ontem e hoje o sol estava bastante forte.
Seojae tocou o rosto e sentou-se. Beomjin, que dormia ao seu lado, nem sequer havia acordado ainda, mas murmurava xingamentos como “merda, caralho”.
Seu rosto estava quente.
Marcas de hematomas que haviam se formado como uvas foram deixadas em seu rosto. Seojae tocou o rosto febril com a mão e olhou para o relógio.
9 horas.
Ele havia retornado do restaurante e feito sexo e, às três da manhã, comera um sanduíche de loja de conveniência que Beomjin havia comprado. Depois de comer, fizera sexo novamente e pegara no sono como se estivesse desmaiando. Quase não restava memória do que havia dito ou de quais ações havia tomado.
No chão estavam uma embalagem de sanduíche, latas de cerveja e o cigarro de Beomjin, que estava ligeiramente queimado na ponta, descartado.
Como o cigarro havia chamuscado o carpete, os pelos de cor marfim haviam ficado pretos. Seojae, sentado na beira da cama, tentou colocar os pés no chão.
Havia uma dor fraca, mas não estava em um nível terrível como na primeira vez.
Seojae olhou para a janela e suspirou baixinho. Agora que estava acordado, quando conseguiria chegar a Gangwon-do? Para Beomjin, ainda era o meio da noite.
Seojae, que se levantara de seu lugar, começou recolhendo e jogando fora o lixo que caíra no chão.
Na mesa também havia duas latas de cerveja, e sobras de amêndoas estavam espalhadas de forma bagunçada.
Seojae, que apoiou a parte de baixo da mesa com a mão, varreu as amêndoas, restos de comida e um único cigarro para a mão.
O quarto, que estivera bem, era uma bagunça.
O cigarro estava encharcado de cerveja, então a mão de Seojae também ficou molhada rapidamente. Seojae sacudiu aquela mão sobre a lixeira e foi ao banheiro para lavar as mãos e o rosto.
Quando saiu, pôde ver Beomjin se levantando com um resmungo
— Porra.
As tatuagens que preenchiam seus ombros, clavículas e peito retorciam-se como criaturas vivas. Beomjin bateu em seu grande músculo peitoral uma vez e depois forçou os ombros para trás. Um som estalado, ‘duduk’, pareceu vir bem de perto do seu ouvido. Seojae esfregou as mãos, que estavam quase secas, no roupão.
— Dormiu bem?
Quando olhou, Beomjin estava sorrindo. Embora seu rosto estivesse contraído por causa da luz forte lá de fora, sua boca estava definitivamente virada para cima.
— Sim.
Seojae balançou a cabeça e respondeu.
— … Por que você fica perambulando tanto de manhã?
Beomjin aumentava e diminuía o tom de voz conforme queria. Seojae, que estava prestes a passar pela cama, parou e olhou nos olhos de Beomjin.
— Para limpar o quarto um pouco.
— Por que está fazendo isso?
As sobrancelhas de Beomjin se franziram bruscamente. Inclinando seu tronco maciço para trás, ele disse:
— Você é esquisito pra caralho. — Logo, Beomjin, que se deitou de costas na cama, chutou o cobertor e expôs a parte inferior do corpo. Seu pau, que saltou para fora, estava ereto em um formato duro desde a manhã.
— Suba aqui.
— …
— Ah, eu vou usar só as suas mãos. Suba aqui.
Como Seojae ainda não dava sinais de se mover, Beomjin aumentou o tom de voz como se gritasse.
— Ei, caramba — ele disse, e até levantou a mão. — Você quer mesmo que eu estoure os seus tímpanos?
— … Não.
Seojae, que tocou a bochecha como se a limpasse com a mão, subiu na cama onde Beomjin estava deitado. Só de olhar para o pau cheio de veias pela manhã, ele só conseguia pensar que era nojento. Os pelos pubianos pretos e grossos também estavam mais claramente visíveis. Seojae, ajoelhado de forma desajeitada, mudou o olhar em direção ao rosto de Beomjin.
— Quando fizemos de madrugada, quase coube no meu pau perfeitamente — Beomjin disse com um sorriso.
Ele estivera irritado há um momento, e agora sorria daquele jeito de novo.
Seojae escutava as palavras de Beomjin com a boca fechada.
— Era pequeno assim, mas abriu tudo isso.
Quando disse “pequeno assim”, ele levantou o dedo mínimo, e quando disse “tudo isso”, estendeu o braço. Seojae não tinha interesse em quanto o próprio corpo se abria. Também era ridículo acrescentar palavras àquilo. Sabendo que Beomjin dizia tais coisas para envergonhá-lo, sua expressão endureceu ainda mais.
— Parece que não é nada para você agora.
Diante das palavras de Beomjin, que foram lançadas casualmente, Seojae ergueu os olhos novamente.
— Usar as mãos provavelmente é moleza agora.
Uma risada curta escapou de seus lábios. Beomjin apontou para a parte inferior do corpo com o queixo e encarou intensamente o rosto de Seojae.
Alguma coisa mudava ao resistir ou ficar parado? Seojae sentiu os eventos de ontem passarem por sua mente como um panorama. Seojae, que moveu o corpo um pouco mais perto de Beomjin, estendeu ambas as mãos e agarrou o pau dele. Por estar tão escuro, apenas as veias azuis estavam um pouco visíveis. Beomjin, que olhou para baixo em direção à mão de Seojae, disse:
— Pá — com uma exclamação curta. — Até as suas mãos, merda, são lindas pra caralho.
Era assim que Beomjin expressava que elas eram brancas e finas.
Mesmo falando em jatos curtos, a excitação vinha carregada em sua voz. Seojae, que fixara o olhar apenas no pau de Beomjin, moveu as mãos desajeitadamente. Para ser exato, seu olhar estava fixo na área da coxa. Seus olhos não suportavam olhar para o pau, que era como um animal grotescamente vivo. Conforme a palma macia de Seojae se movia, o pau de Beomjin ficava ainda mais duro e expandia-se como se fosse dobrar para trás.
O pau recuava repetidamente em sua palma. Por causa do pau que latejava e subia, Seojae tentou soltar as mãos várias vezes. Mas ele não tinha coragem de fazer isso, então chegou a usar a outra mão para esfregar o pau de Beomjin. Era para, inconscientemente, evitar se soltar, mas Beomjin gostou ainda mais.
— Ei.
Beomjin moveu a mão com um gesto de aceno.
Seojae, que tirara ambas as mãos do pau, trouxe uma das mãos de volta ao membro diante das palavras de Beomjin para continuar tocando com uma mão. Estava na cara que, se fizesse isso, seria xingado por não conseguir fazer direito, então ele estava tenso. Seojae, segurando o pau de Beomjin com apenas uma mão, moveu o corpo na direção em que Beomjin apontava com a mão. Beomjin puxou Seojae um tanto próximo e o segurou em seus braços. Era desconfortável para o seu braço ser segurado por Beomjin enquanto segurava o pau dele. Também era constrangedor quando sua bochecha tocava o peito duro e quente dele.
— Porra, você não vai me mostrar o seu rosto?
— …
Enquanto tocava lentamente o pau de Beomjin, Seojae ergueu a cabeça e olhou para Beomjin.
Beomjin puxou Seojae com o braço e empurrou sua língua grossa para dentro da boca fechada dele.
A princípio, apenas sua bochecha estava contra o peito dele, mas com a força de Beomjin o puxando, todo o seu corpo foi pressionado firmemente. Seu braço foi prensado para baixo, de modo que ele não conseguia sequer tocar o pau de Beomjin direito. Seojae fechou os olhos com força diante da língua de Beomjin que forçava sua boca a se abrir. Sua cabeça ficava cada vez mais inclinada para trás, de modo que ele não conseguia nem manter a postura direito. Seojae soltou um ganido abafado diante do beijo onde a carne de dentro de sua boca estava sendo mordida e sua garganta sendo cutucada.
— O quê?
Beomjin afastou os lábios e olhou para baixo em direção a Seojae.
De seus lábios redondamente abertos, a saliva de Beomjin escorria. Seojae olhou nos olhos de Beomjin e fechou a boca novamente. Beomjin, dizendo:
— Seu filho da puta, você não vai abrir o seu rabo até o fim? — beijou-o de novo.
Diante da inclinação repentina e brusca de sua cabeça, Seojae debateu-se. Beijando, encarando intensamente, beijando, encarando intensamente.
Beomjin, segurando Seojae em um braço, repetia apenas isso.
Seojae, cuja área ao redor da boca estava vermelha como se tivesse sido sugada por uma ventosa gigante, finalmente disse para ele parar.
— Parar?
— … Minha boca dói.
— Você, merda, sério, caralho, você está sendo um pé no saco.
Com o braço envolvido em Seojae, Beomjin levantou a mão. Ele cutucou a bochecha de Seojae com quatro dedos como se a empurrasse para longe. O rosto amassado de Seojae foi empurrado para trás impotente por aquela brincadeira de mão. Seus lábios projetaram-se para a frente, formando um formato redondo e pontiagudo. Beomjin, que olhava para aqueles lábios, abaixou a cabeça e os beijou de novo. Uma força grande foi aplicada, a ponto de todo o seu rosto ficar distorcido, e Seojae apenas disse que doía novamente.
— Eup, pare… dói.
— Porra, eu deveria mesmo te matar?
O riso escapou por entre os dentes de Beomjin. Seojae não ergueu mais a cabeça e apenas ficou imóvel, fazendo o que Beomjin fazia. Se fosse apenas ser segurado, ele poderia fazer o quanto quisesse. Mas com Beomjin, que beijava ou dava bicadas como se o estivesse golpeando, as palavras “pare” saíam por conta própria. Ele disse “eu deveria te matar” com um sorriso, mas os joelhos de Seojae tremeram mesmo naquele momento. Era um alívio que ele não o beijasse mais, mas se dissesse tal coisa de novo, parecia que Beomjin realmente o mataria.
— Só chupa o meu pau.
Depois de segurá-lo por um longo tempo e olhar para o rosto de Seojae, Beomjin apontou para a parte inferior do corpo com o queixo.
A força em seu braço também estava afrouxando gradualmente. Seojae, que sem perceber parara de segurar o pau, sentou-se e aproximou-se do pau de Beomjin, que estava mais ereto do que antes, arrastando a bunda.
Beomjin, que erguera o tronco ligeiramente, trouxe a mão para trás da cabeça.
Conforme baixava os olhos, ele encarava intensamente a boca de Seojae que se abria gradualmente.
Ele escaneava tenazmente a visão de seus lábios lisos e úmidos se afastando para a cabeça de seu pau.
Beomjin, que olhava para a mão que tocara seu estômago, colocou a própria mão em cima da mão dele. Ele dobrava de brincadeira os dedos, que eram fracos e pequenos comparados aos seus. O assustado Seojae tentou puxar a cabeça para trás, mas Beomjin o impediu com a outra mão. Ele pressionou firmemente a parte de trás da cabeça de Seojae para que ele não conseguisse cuspir o pau.
— Eu mandei você cuspir?
Com uma força tremenda, o pau semelhante a um canhão foi instantaneamente empurrado até o fundo da garganta de Seojae. “Ugh”, Seojae engasgou e derramou lágrimas dos olhos. Ele já havia feito isso com a boca muitas vezes, mas a menos que sua garganta fosse feita de borracha, não havia como ela esticar para caber aquele tamanho. Seojae derramou outra lágrima e fechou os olhos. Ele moveu lentamente a garganta para chupar o pau que preenchia sua boca. A mão de Beomjin, que estivera na parte de trás de sua cabeça, não aplicou força àquele movimento.
Encolhido, Seojae movia a cabeça com o pau de Beomjin na boca.
Beomjin fitava intensamente seu pau, que desaparecia pela metade e depois saltava da boca de Seojae.
O pau, inchado como um porrete, não era liso devido às suas veias. Cada vez que seus lábios passavam sobre a parte saliente, a saliva escorria da ponta do pau. Graças a Seojae chupando com a boca, aquela saliva também respingava em seus pelos pubianos. Uma expressão rude cruzou o rosto de Beomjin.
— Você chupa bem.
Olhando para Seojae, que não era bom em chupar, Beomjin deliberadamente dizia tal coisa.
Todo o rosto de Seojae apenas doía. Sua visão borrava e depois clareava de novo com o líquido que caía. Ele não sabia quantas vezes havia chorado na frente de Beomjin. Era porque o fundo de sua garganta era cutucado que as lágrimas saíam, mas ainda era humilhante. Seojae estava ajoelhado e chupando o pau de Beomjin. Beomjin havia colocado o cabelo lateral dele atrás da orelha, de modo que o lado direito do seu rosto estava claramente exposto. Sempre que ele movia deliberadamente o rosto um pouco para baixar o cabelo, Beomjin colocava o cabelo atrás da orelha de novo. Beomjin também olhava para o rosto de Seojae, que se contraía a cada vez, como se aquilo fosse interessante.
Depois de chupar por um longo tempo e até usar as mãos, Beomjin finalmente ejaculou.
Ele gozou fundo em sua garganta, então ele teve que cuspir metade e engolir metade. Seojae, que tossira por um longo tempo, ficou com o rosto vermelho como se estivesse pendurado de cabeça para baixo.
— Estava gostoso?
Beomjin ergueu o queixo de Seojae com um peteleco.
É claro que não tinha um gosto bom de forma alguma.
Seojae apenas manteve os olhos desviados para algum outro lugar e permaneceu imóvel, fazendo o que Beomjin fazia. Ele não respondeu, e ficou naquele lugar até que Beomjin ajeitasse o pau e entrasse no banheiro.
Beomjin, que saiu após cerca de 20 minutos, finalmente recolheu e vestiu a cueca que estava jogada de qualquer jeito no chão.
Ele vestiu as calças, jogou a camisa com os botões arrancados sobre o corpo nu e preparou-se para sair.
Seojae também mudou de roupa e arrumou ao redor da cama.
Beomjin aumentou o tom de voz por trás, dizendo que ele estava fazendo aquela palhaçada de novo, mas ele jogou o lixo de sua mão na lixeira. Até entrarem no elevador, Beomjin estava espumando, dizendo:
— Você está trabalhando aqui por acaso, porra? Seojae apenas olhou para Beomjin e balançou a cabeça.
Quando chegaram ao primeiro andar, ele fez contato visual com o homem que o havia escaneado persistentemente no dia anterior. Seojae seguiu Beomjin para fora do motel, e Beomjin devolveu a chave.
— O tempo está matador.
O sol estava pego na rede de sombra do motel, brilhando como uma estrela.
Seojae, que seguia Beomjin e olhava para cima, franziu o cenho. Não eram nem 10 horas, mas o sol estava forte.
O carro, que estava estacionado não muito longe, era obviamente o carro de Beomjin, não importava como se olhasse.
O carro de Beomjin ocupava de forma imprudente um espaço que normalmente acomodaria dois carros. Beomjin insistiu em pagar a taxa pelo uso de duas vagas. Seojae, que assistia àquilo do banco do passageiro, sentiu-se aliviado por ele pelo menos pagar o dinheiro obedientemente. Ele sentia que sua cabeça realmente ficaria em branco se começasse a discutir sobre tais coisas.
Assim que deram a partida, um rio brilhando com a luz e uma grande ponte entraram em vista.
Seojae apenas olhava pela janela e não prestava atenção em como Beomjin dirigia.
Ele não olhava deliberadamente para Beomjin, que xingava e batia no carro com um baque.
Sempre que ele pisava no freio bruscamente e cambaleava, Beomjin gritava alto com uma pessoa que não tinha culpa de nada. Ele dizia:
— Seu filho da puta, você quer morrer? — para o homem confuso.
Se não fosse isso, Beomjin cantarolava.
— O tempo está bom, né, hyung-nim? — ele dizia, e só então Seojae olhava para o lado.
— É.
Quando respondia assim, ele sorria fraco de novo.
Conforme o carro, que avançava pela estrada, deixava Seul, Seojae não conseguiu combater a sonolência avassaladora. Teriam sido 30 minutos? Quando abriu os olhos com um sobressalto, o que viu foi uma placa de parada de descanso. Quando saiu do carro, sentiu uma brisa moderadamente limpa tocar seu rosto. O vento soprava da montanha localizada nos fundos. Seojae esperou por Beomjin, que fumava um cigarro, e olhou ao redor.
— Vamos.
Um fiapo fraco de fumaça de cigarro permaneceu em frente ao rosto de Beomjin conforme ele o cutucava com um baque.
Cada vez que ele respirava, a fumaça se espalhava como névoa.
‘Kaak’, Beomjin juntou o pigarro e o cuspiu nas escadas onde as pessoas passavam.
— Mãe, me dá um pouco também. Eu também.
Uma voz ouvida de algum lugar. Seojae olhou ao redor.
Uma menina que parecia ter cerca de cinco anos saltitava para cima e para baixo. A pessoa que parecia ser sua mãe segurava um café, e parecia que ela estava curiosa sobre o gosto, então insistia para que lhe dessem um pouco também. Seojae olhou para aquela cena e sorriu, ainda que de leve, pela primeira vez hoje. Ele pensou em Junhee.
— Tem um monte de coisas que não pode, porra. — Diante da voz de Beomjin vinda da frente, Seojae olhou para a frente de novo.
Diante das palavras da funcionária de que um item específico do cardápio não estava disponível, ele resmungava para si mesmo tão alto.
Uma expressão de constrangimento surgiu no rosto da funcionária que lidava com Beomjin. Beomjin virou-se e perguntou:
— Hyung-nim, você quer algo quente? — As pessoas olhavam de Beomjin, que tinha um corpo enorme e uma cicatriz assassina no rosto, para ele mesmo. Seojae balançou a cabeça com o rosto corado.
— Não, qualquer coisa está bom. Qualquer coisa.
Ele respondeu rápido, mas parecia melhor decidir um item do cardápio. Seojae, que lançou o olhar além do balcão de pedidos, viu o lámen com bolinhos e abriu a boca.
— Vou querer o lámen de bolinho.
Beomjin olhou para Seojae e depois apontou para a foto do cardápio com o dedo. Vendo que ele pagava logo, pareceu que ele havia conseguido fazer o pedido de alguma forma. Seojae, que estivera tenso, seguiu Beomjin.
Ele havia visto Beomjin principalmente em casa, então não sabia como ele se comportava fora. Em Gangwon-do, suas memórias eram no máximo do restaurante de carnes e do hospital. Ele pensara que ele estava irritado no hospital, e pareceu que nenhum problema ocorrera no restaurante de carnes porque o dono o conhecia bem. Ele não sabia o quão perplexo ficara no restaurante de Gamjatang ontem. Quanto tempo havia se passado desde então?
Nem mesmo algumas horas haviam se passado, mas as pessoas estavam de novo olhando para ele e Beomjin com olhos suspeitos.
— Vamos sentar aqui.
Seojae aumentou o tom de voz deliberadamente. Beomjin sorriu abertamente e de repente apareceu por trás de Seojae.
— Agora você está até sugerindo coisas.
— … É.
Era uma mesa completamente separada da área onde os outros clientes estavam sentados. Seojae puxou rápido uma cadeira e sentou-se nela.
— Hyung-nim —, Beomjin começou a falar conforme puxava a cadeira oposta a ele.
— … Hã?
— Você é bonito mesmo com o rosto desse jeito.
Seojae levou a mão ao rosto. Ele não ouviu a palavra “bonito”, e estava apenas preocupado com as palavras de que seu rosto estava “desse jeito”. Uma bochecha estava inchada como se ele estivesse com caxumba. Como havia chorado muito, suas pálpebras também estavam estufadas, tornando difícil abrir os olhos.
Ele estava apenas constantemente preocupado: “E se Junhee não me reconhecer?”.
O som de uma notificação ding-dong, vozes de pessoas e música de longe misturavam-se.
Seojae olhou para o número 22 escrito no ticket e esperou que aquele número aparecesse em algum lugar. Ele planejava ir pegar a comida ele mesmo.
Quando não houve som por um tempo, Seojae enviou o olhar além da parede de vidro da área de descanso. Como Beomjin havia dito, o tempo estava realmente bom. O céu estava azul, e havia apenas algumas nuvens pequenas e claras flutuando. “Junhee gosta de dias claros também.” O rosto de Seojae, que pensava em seu filho que havia dormido em um lugar distante, escureceu rápido.
Ding-dong, ding-dong. Sua cabeça virou aos sons eletrônicos consecutivos. Ele também pôde encontrar o número 22 no painel eletrônico onde vários números eram exibidos. Seojae levantou-se.
— Você vai buscar, hyung-nim?
— Sim, me dê isso.
— Está de boa.
Beomjin empurrou a cadeira com um som de raspado, ‘deureureuk’. Conforme passava rápido entre as mesas, seus ombros largos eram imediatamente notados. Beomjin, que estivera usando uma camisa rasgada como a de um vagabundo, só havia mudado para uma camisa nova após chegar ao carro. Era uma camisa branca. Enquanto ele retornava com o rosto e o corpo todo machucados, Beomjin estava não apenas bem, mas andava pela parada de descanso parecendo mais arrumado do que o normal. Ele conseguia ver o vapor enevoado subindo da bandeja que logo recebeu.
Lámen de bolinho e três rolos de gimbap.
Seojae separou um par de utensílios e estendeu um conjunto para o Beomjin que retornara.
Beomjin empurrou a bandeja para longe e apenas aceitou os utensílios.
— Tudo bem comer só isso?
Beomjin inclinou os utensílios de qualquer jeito, apontou para o lámen e o gimbap e olhou para Seojae. Parecia que ele havia pedido todos os três rolos para si mesmo. Seojae, que respondeu com um “uh” baixo, pegou seus utensílios e começou a comer primeiro. Olhando para a mesa bem ao lado deles, pareceu que Beomjin havia pedido uma tigela de arroz separadamente. Havia mais um ticket.
Não muito tempo depois, Beomjin, que trouxe duas tigelas de arroz para a mesa, perguntou:
— Devo pedir uma para você também?
Seojae não estava confiante de que conseguiria terminar sequer o lámen e o gimbap à sua frente.
— Não, come você.
— Você não conseguiu comer ontem também.
— … Porque comi um sanduíche de madrugada.
Falando de forma evasiva, Seojae levantou o macarrão com os hashis. Um bolinho grande estava no caldo do lámen. Seojae trouxe o rosto para o lámen fumegante e soprou com um “huu”. Quando colocou o macarrão macio na boca, uma sensação quente e picante espalhou-se em sua boca. Seojae também provou o caldo. Tinha um gosto bom, e estava quente, então ele sentiu o corpo relaxar.
Beomjin acabou com duas tigelas de arroz direitinho. Seojae deixou muito do gimbap. Havia três rolos, e os grãos eram fartos, tornando difícil colocar em uma bocada só. Olhando ao redor, ele viu um painel de propaganda com as palavras “King Gimbap recheado até a boca” escritas nele. Pareceu que o que havia comido era aquele King Gimbap. Seojae pensou em levar os dois rolos fechados de gimbap para casa, mas não conseguiu fazer isso porque Beomjin recolheu a bandeja. Mesmo se levasse para casa, teria o tempo livre para comer?
Contanto que nada de especial aconteça, hoje passará rápido.
Após terminarem a refeição, os dois moveram-se para a cafeteria bem ao lado. Mesmo sendo uma cafeteria de parada de descanso, o aroma sutil de café trazia uma sensação de calma. Seojae, que gostava de cheirar o aroma mas não de beber, mal tocou no café.
Mesmo antes, ele não gostava particularmente de café ou bebida alcoólica. Quando estava grávido de Junhee, ele se distanciara completamente deles e, desde então, nunca os comprara com as próprias mãos. Seojae pensou que tinha um gosto ainda pior já que bebia após muito tempo e apenas fingiu colocar a boca no canudo. Apenas um gosto amargo vinha da água preta que fluía de pouco em pouco. Beomjin parecia realmente gostar de coisas que eram amargas e fortes. Ontem, ele havia comprado e mastigado algum tipo de chiclete. Ele havia mastigado aquele chiclete, que tinha um aroma amargo exatamente como seus próprios feromônios, tão bem.
Seojae, que recordava os eventos de ontem, sorriu amargo consigo mesmo.
Suas nádegas latejavam como se tivessem sido separadas e depois coladas de novo. Não doía tanto quanto logo após a primeira vez que fizeram sexo, mas a sensação de Beomjin ter entrado e saído permanecia. Cada vez que sentia um latejo, Seojae abaixava a cabeça e acariciava o copo de café inocente com a mão.
— Quer que eu peça outra coisa para você?
Conforme ele abaixava a cabeça, Beomjin falou com ele. Ele também o cutucou chutando sua perna. Seojae ergueu a cabeça e disse que estava tudo bem. Ele nunca tivera o pensamento descontraído de querer beber outra bebida. Ele apenas queria ir para casa rápido e ver seu filho. A diretora havia enviado uma foto, mas ele não continuaria preocupado? O rosto de Junhee flutuou como uma nuvem.
O carro, que partiu conforme o meio-dia se aproximava, avançou apenas em velocidade rápida. Beomjin dirigia de forma imprudente até mesmo na rodovia. Ele cortava caminho entre os carros e buzinava alto para as pessoas.
A cena dele xingando e o outro motorista olhando para o rosto de Beomjin antes de arrancar repetiu-se várias vezes em uma hora.
Quantas montanhas e túneis eles haviam passado?
O terminal de Taebaek passava piscando diante de seus olhos.
— Onde você disse que era mesmo?
Beomjin também sabia que ele havia deixado a criança na creche. Seojae apenas hesitou com um “uh” diante daquela pergunta. Seu telefone estava descarregado, e ele não conseguia lembrar o endereço. Ainda assim, lembrava os nomes do restaurante e do café que ficavam em frente ao prédio da creche. Vacilante, quando lhe disse os nomes comerciais, Beomjin, como se tivesse uma ideia da distância, imediatamente entrou em uma certa rua.
Apenas Seojae saiu em frente ao prédio onde haviam chegado. Seojae subiu, subindo os degraus de dois em dois. Mesmo estando mais perto, ele queimava com uma saudade de ver seu filho. Na creche, além de Junhee, muitas outras crianças pequenas brincavam. Embora se diga que há crianças que são deixadas por vários dias seguidos devido a circunstâncias… Seojae apenas sentia pena de seu filho porque sabia muito bem o que estivera fazendo enquanto deixava Junhee sob os cuidados deles. Como se estivesse lendo sua mente, a criança cumprimentou Seojae com uma expressão brilhante na sala de aula.
— Junhee, me desculpa.
Durante todo o trajeto carregando a criança escada abaixo, Seojae murmurou baixinho aquelas palavras.
A criança, que nem sequer sabia o significado, balançou a cabeça e moveu-se ligeiramente, apoiando a cabeça no ombro de Seojae.
Ainda assim, é um alívio que ele esteja sorrindo?
Seojae continuou olhando para o rosto de Junhee como se quisesse confirmar.
Ele estivera preocupado de que ele não reconheceria seu rosto, mas felizmente, coisas como o inchaço haviam diminuído muito. Ele fez contato visual com a criança que ergueu a cabeça e encarou fixamente, mas pareceu que ele não estava a ponto de não conseguir reconhecer seu rosto.
Uma vez no carro com a criança, ele apenas aguentou com o pensamento de que este era o último obstáculo.
Beomjin virava o carro de forma imprudente onde retornos nem eram possíveis e continuava gritando e xingando as pessoas.
— O quê? — Havia pessoas que tentavam discutir, mas logo pareciam entender o nível de Beomjin e seguravam a língua. Poderia haver um inferno como este? Ele não sabia o que estava fazendo em plena luz do dia.
Seojae, preocupado de que a criança tímida pudesse chorar, abaixou a cabeça várias vezes para checar o rosto de Junhee.
A cada vez, ele via o rosto da criança olhando para ele com um “Et?”.
Dizendo que não, Seojae acariciou gentilmente a bochecha branca e macia da criança com o dedo.
Foram mais alguns minutos depois disso que o bairro familiar entrou em vista.
Uma rua sem pessoas ou prédios.
Conforme uma sensação de desolação era detectada, ele finalmente começou a se sentir aliviado. Seojae relaxou lentamente a mão que segurava a criança. A criança, que fez um som “jii”, debateu-se nos braços de Seojae.
A cena da rua vazia era a mesma de sempre.
Lojas com fita verde bagunçada nelas, prédios que pareciam ter sido abandonados há muito tempo e janelas de vidro embaçadas. As árvores pequenas, em plena floração com flores, não mostravam sinais de terem sido podadas.
Talvez não houvesse esperança desde o início. Seojae tentou esconder o pensamento que lhe veio como um fragmento e deu tapinhas gentis nas costas da criança. Cada vez que dava tapinhas nele, a criança enfiava-se mais fundo em seu abraço.
Um prédio abandonado, dilapidado e baixo, podia ser visto na colina, e Beomjin virou em frente a ele.
O carro parou no meio de um beco onde prédios de vilas e casas estavam escassamente localizados.
Seojae preparou-se para sair em frente ao prédio de vila familiar. Beomjin encostou o carro em frente ao prédio e desligou o motor.
— Foi divertido, né?
— … É.
Beomjin, que disse isso e saiu do carro, seguiu atrás de Seojae como se estivesse passando em sua própria casa. Assim que Seojae chegou em casa, ele primeiro colocou a criança em seu quarto e, quando saiu, tratou Beomjin, que estava sentado à mesa de jantar, sem nenhum sinal de desconforto.
Ele até despejou suco em um copo e o entregou a Beomjin.
De Beomjin, que disse que fora realmente divertido enquanto bebia, nenhuma má intenção pôde ser sentida. Então é isso que é divertido. Seojae manteve uma expressão casual até mesmo diante da ação de Beomjin, que de repente se levantou e o beijou. Apenas sua garganta pareceu um pouco dolorida pelo aroma amargo que sentiu quando a língua entrou.
Beomjin, que pressionou o corpo contra o dele para continuar beijando, disse:
— Porra — ao som do telefone tocando em seu bolso.
Ele continuou ignorando a chamada recebida e só atendeu bem no final.
A voz de Beomjin estava alta enquanto falava, como se gritasse com eles por não conseguirem resolver sozinhos.
No final, Beomjin, que disse “vou dar uma passada aí daqui a pouco” ou algo assim, deixou a casa em menos de 10 minutos.
Seojae assistiu da janela da sala de estar até que a Range Rover de Beomjin deixasse o beco.
Como não havia pessoas caminhando ao redor e nenhum carro na rua, ele conseguia dizer o quão longe o carro de Beomjin havia ido apenas pelo som. Conforme o ruído característico do motor não era mais audível, Seojae foi apressadamente para o quarto. Lá dentro havia uma mala que passara a ser usada como suporte para a loção de Junhee ou um pequeno umidificador. Seojae, que olhou ao redor do quarto, pareceu pensar em algo por um momento, então, sem nem abrir a mala, ele segurou Junhee. Ele colocou a mão na gaveta e agarrou qualquer dinheiro que conseguisse pegar. Só por garantia, ele olhou pela janela da sala de estar uma última vez como se quisesse checar. Não havia ninguém, e nenhum som podia ser ouvido. Seojae deixou a casa enquanto segurava Junhee. Com o rosto acinzentado, ele desceu as escadas rápido.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Flower, Faby&Othello
Ler Things That Can’t Be Done (Novel) Yaoi Mangá Online
SINOPSE:
Conheci aquele homem em um bairro sombrio e deprimente.
Um homem que vivia despejando palavrões a qualquer hora do dia e que até invadia a minha casa.
Após a morte do meu companheiro, tudo o que me restou foi o filho que tivemos juntos. Foi por causa dessa criança que acabei indo para um lugar desconhecido, mas a minha vida, que já era instável, virou completamente de cabeça para baixo depois que conheci aquele homem.
— Quero que você chupe isso para mim.
Aquele homem não tinha vergonha, nem consciência, nem sequer o mínimo de decência.
O que se pode fazer com um homem assim?
Há coisas que simplesmente não podem ser feitas.
E, com esse homem, existem coisas demais que não podem ser feitas.
Nome alternativo: Something I Couldnt Do Things I Cant Do Cosas Que No Puedo Hacer