Ler Things That Can’t Be Done (Novel) – Capítulo 08ª Parte – Online


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08ª Parte

Não dava para saber se era um pau ou um porrete que afastava suas nádegas. Seojae fechava e abria os olhos repetidamente diante da sensação de que suas entranhas estavam prestes a despedaçar. Embora o pau estivesse sendo inserido lentamente, ele só conseguia pensar que era avassalador. Ele via Beomjin, que abaixara a cabeça vindo de cima, encarando intensamente seu rosto agoniado.
— Hooo.
— Ah, ahh, heu… heuk.
— Merda, está apertado pra caralho.
— Ah, heu… Pa….
— Quando foi a última vez?
O ritmo aumentava lentamente. Beomjin, movendo os quadris sem pressa, agarrou o rosto de Seojae e o pressionou por uma resposta que ele não conseguia dar. Conforme ele puxava vagarosamente o pau para fora e o empurrava de volta, as paredes internas retorcidas se abriam amplamente e envolviam o membro com suavidade.
— Quando… foi… a última… vez?
Beomjin falava, pausando as palavras deliberadamente. “Quando” ele dizia, então enfiava o pau e puxava; “foi” continuava falando, e empurrava de novo antes de recuar; ”a última vez?” finalizava a pergunta e dava outra estocada profunda.
Com o corpo dando solavancos para cima e para baixo a cada estocada, Seojae mordeu o lábio inferior com força. Doía tanto que as lágrimas acumuladas em seus olhos não resistiram ao solavanco e caíram com um baque. Beomjin inclinou o tronco para a frente e olhou para aquele rosto bem de perto. Ele prendeu os ombros de Seojae com os braços e enfiou o pau novamente, com força.
— Eu não sei, eu… eu, heuk.
Com Beomjin tão perto que seus narizes quase se tocavam, parecia que ele precisava dizer algo. Mesmo sendo fodido, com os baques ecoando e sacudindo, Seojae conseguiu gaguejar algumas palavras.
— Como você, seu filho da puta, pode não saber disso…?
Beomjin levantou a blusa de Seojae. Enquanto socava para cima, mantendo seus corpos o mais colados possível para que Seojae não conseguisse fechar as pernas, a virilha de Seojae rapidamente ficou vermelha. Beomjin ergueu uma mão e beliscou seu mamilo com força, continuando a enfiar o pau para cima. O som de carne batendo contra carne ecoava obscenamente no espaço.
— Heuk, heuk! Ah… heuk, ah, heuk!
Ele queria chorar baixinho, mas Beomjin nem sequer permitia isso. Seojae queria de alguma forma conter os sons que escapavam cada vez que o pau de Beomjin penetrava nele. Mas ele não conseguia aceitar com calma as estocadas de Beomjin, que não apenas pressionavam suas paredes internas, mas também vinham carregadas de uma força selvagem. Quando atingiu a mucosa mais profunda, Seojae soltou um grito agudo.
— Puta merda, está gostoso?
Como se estivesse excitado com aquele som, Beomjin parou de se mover e agarrou o queixo de Seojae.
Com o queixo erguido, Seojae manteve os lábios firmemente selados. Suas bochechas estavam vermelhas e seus olhos cheios de lágrimas, mas ele queria segurar, fossem palavras ou sons, se pudesse. Sua mente parecia mais ou menos sob controle, mas seu corpo ainda estava em um estado febril. Fungando, Seojae olhou para Beomjin com uma expressão de ressentimento.
— Você faz essa cara sabendo que é bonito?
Beomjin riu de forma sinistra e bateu na bochecha de Seojae com o dedo.
— Hã? — ele disse, e levantou a pálpebra de Seojae até que o branco de seu olho aparecesse.
Como se um sadismo estranho surgisse em seu rosto, ele dizia “caraaalho” e afastava os lábios dele para cutucar suas gengivas, ou enfiava um dedo no fundo de sua língua para fazê-lo engasgar. Puxando o dedo encharcado de saliva para fora, Beomjin balançou os quadris com ainda mais força. Marcas de dedos rapidamente se formaram no rosto atormentado. Enquanto metia com habilidade, Beomjin mantinha os olhos fixos naquele rosto e fazia seu pau inchar ainda mais rígido. Sentindo-o crescer dentro de si, Seojae tremia as pernas e balançava a cabeça, dizendo que doía.
— Dói, ah… pa…
— Você tem que aguentar a dor, merda, hooo.
Depois de meter assim por um tempo, Beomjin jogou uma das pernas de Seojae sobre o próprio ombro e continuou a estocar.
A perna flácida balançava de leve no ar cada vez que o pau entrava.
Beomjin esfregava o pau contra as paredes internas de forma selvagem e beijava Seojae nos lábios. A perna de Seojae, que estivera em seu ombro, não ficou lá por muito tempo e caiu para o lado, abrindo-se.
Conforme a perna caía, Beomjin o beijava na boca enquanto enterrava o pau nele. Com apenas algumas fricções, a pele de Seojae ficava vermelha. Com uma perna presa de forma grotesca enquanto o pau entrava nele, Seojae levantou as mãos e tentou empurrar os ombros de Beomjin. Com a boca e a bunda bloqueadas por Beomjin, ele não conseguia respirar e seu peito parecia apertado.
— Ueup! Ueu-eu!
Beomjin não afastou os lábios até que todo o rosto de Seojae ficasse carmesim. Apenas o som lamacento da carne sendo esmagada se registrava nos ouvidos de Seojae. Isso por si só era uma agonia.
Afastando a boca tardiamente, Beomjin apertou as nádegas de Seojae com força.
— Vire-se.
Seojae limpou as lágrimas com as costas do braço e olhou para Beomjin. Ele se incomodava com a camisa, que estava erguida de forma indecente até as axilas, e queria puxá-la para baixo, mas não houve tempo para isso, pois Beomjin apontou com o queixo como quem diz para ele andar logo e ficar de bruços. Seojae, com o rabo meio aberto, virou-se e apresentou as nádegas. Conseguir assumir tal posição com tanta facilidade era em parte por causa daquela coisa estranha que havia ingerido, mas também simplesmente porque o próprio Beomjin era pavoroso e assustador. Com o pensamento de que estava em uma posição humilhante, ele já não conseguia mais suportar. Seojae apoiou-se no lençol, dos cotovelos às mãos, e instintivamente tentou fechar a bunda aberta. Encarando o buraco escancarado por trás, uma luz flamejante piscou nos olhos de Beomjin.
Beomjin agarrou as nádegas de Seojae e inseriu seu pau ereto de volta no buraco.
Não havia necessidade de ir tão devagar quanto antes, e a sensação de aperto lá dentro era menos acentuada.
Beomjin segurou as nádegas fartas de Seojae e moveu o pau quente para dentro e para fora.
A visão do buraco se retorcendo e se agarrando ao seu pau era um espetáculo de qualquer ângulo.
Com os olhos fixos no ponto de união, Beomjin continuou a foder com força. Quando ele dava um tapa ou dois nas nádegas de Seojae, o som dele choramingando para não fazer aquilo também o fazia se sentir bem. Quando Seojae dizia para não fazer algo, Beomjin sentia o impulso de fazer ainda mais. Tapa, ele bateu na bunda de Seojae novamente.
— Ahk, heu… não bata… heuk, em mim…! Heuk!
O rosto de Seojae, cheio de vergonha, às vezes se voltava para trás. Por mais que tentasse cobrir as nádegas com as mãos, a situação de Beomjin afastar sua mão e batê-lo se repetiu várias vezes. Só porque estava de bruços não significava que tudo bem levar palmadas na bunda. Mesmo com o corpo sendo empurrado para a frente pelo pau que entrava continuamente em seu rabo, Seojae cobriu a nádega avermelhada com uma das mãos.
Beomjin, que olhava para ele intensamente, desta vez deixou a mão de Seojae em paz. Ele pareceu observar por um momento, então empurrou os quadris para a frente com força. Incapaz de manter o equilíbrio devido à força repentina, o rosto de Seojae foi pressionado diretamente contra o travesseiro.
Como se estivesse ainda mais estimulado por aquilo, Beomjin moveu os quadris rudemente. Com o pau entrando consecutivamente, Seojae só conseguia erguer e baixar a ponta dos pés repetidamente. Por causa das nádegas fartas de Seojae, um som estalado e úmido se espalhava explicitamente. Excitado até por aquele som, Beomjin enterrou seu pau escuro no rabo de Seojae ainda mais rápido. Por causa de Beomjin, que não lhe dava a chance de se levantar, a bochecha de Seojae permaneceu pressionada.
— Geu-eu, heuk, heuk! Ah! Heuk!
De repente, seu tronco prostrado foi erguido. Foi Beomjin quem agarrou seus cotovelos para levantar seu torso. Com o pau ainda entrando nele no meio de tudo aquilo, as coxas de Seojae se tencionaram. Quanto mais seus cotovelos eram puxados para trás, mais fundo o pau parecia estocar, sem fim. No final, Seojae, que soltou um grito com a cabeça jogada para trás, não conseguiu mais engolir os soluços e chorou copiosamente.
— Porra, o que foi, tem um funeral acontecendo em algum lugar?
Beomjin, que começara a estocar o pau diminuindo o ritmo, perguntou enquanto puxava um dos dois cotovelos com certa força.
Seojae mostrou o lado do rosto.
Beomjin empurrou o pau fundo no rabo, sem nunca tirar os olhos daquele rosto.
Seojae, sob aquele olhar, simplesmente fechou os olhos.
Baque, o braço que foi solto de repente caiu direto no lençol.
Ele estava de bruços novamente, mas dava no mesmo com o pau de Beomjin inserido. Afastando o travesseiro que estava bem à sua frente, Seojae esforçou-se para se posicionar. É menos difícil se você se ajeitar rápido quando Beomjin não está se movendo. Beomjin, observando Seojae por trás, afastou as nádegas dele para os lados e abriu a boca.
— Está gostoso?
— …
Seojae, ainda de bruços, acenou com a cabeça.
Beomjin empurrou os quadris fundo lá dentro e deu palmadas moderadas nas nádegas molhadas.
Baque, o pau cravado provou as paredes internas novamente e começou a correr solto. Beomjin, que tentara beliscar as duas bandas da bunda, empurrou seu pau grosso repetidamente. O rabo agora engolia o pau de Beomjin naturalmente. Do rabo escancarado, o pau, brilhando com o lubrificante natural, movia-se para a frente e para trás rapidamente. Exceto pelos soluços de Seojae, apenas um som lamacento preenchia o quarto. Nas duas mãos de Seojae que agarravam o lençol, veias finas saltavam implacavelmente.
Beomjin, acelerando o ritmo como quem vai gozar, segurou as nádegas e a pélvis de Seojae com tanta força que marcas de mãos foram deixadas para trás.
Conforme o pau se movia para dentro e para fora rapidamente, o lubrificante que havia se acumulado lá dentro também respingava com sons estalados.
Olhando para as costas lisas de Seojae quando ele começou a gemer de novo, Beomjin inclinou o tronco para a frente.
Cada vez que a carne de Seojae tocava sua boca, Beomjin a sugava.
Literalmente, onde quer que ele conseguisse alcançar. Beomjin o fodia enquanto tocava com a língua vários lugares do rosto de Seojae.
Os sons de tapas e fluídos se misturavam.
Na cama caótica, Seojae chorava enquanto estava de bruços. Dentro de suas paredes internas, Beomjin estava gozando como se estivesse jorrando. A porra ecoou em seu estômago, espalhando-se com uma sensação de formigamento. Os braços de Seojae, apoiados no lençol, tremiam. Em meio à dor, um prazer fraco o invadiu, e os dedos de seus pés se encolheram implacavelmente para dentro. Era por causa do efeito da droga que ainda restava de leve.
Beomjin, que estivera arduamente jorrando sua porra, abocanhou a orelha avermelhada de Seojae. Ele botou a língua para fora e lambeu gananciosamente entre as dobras do pavilhão auricular e, como toque final, enfiou a língua no canal auditivo.
Os braços de Seojae, sem mais forças, escorregaram do lençol.
Beomjin continuou a sugar a orelha, depois levantou o tronco.
Conforme ele puxava lentamente seu pau profundamente enterrado para fora, ele conseguia ver uma parte do buraco de Seojae sendo puxada junto. O seu pau, que era completamente diferente do pênis de Seojae, saía completamente encharcado. Beomjin sentiu até a última sensação de seu pau roçando ao longo das paredes internas enquanto saía. Quando ele puxou tudo até a cabeça, conseguiu ver a porra e o fluído que haviam se acumulado lá dentro, misturados, despejando-se para fora. Sentindo uma sensação estranha, Seojae tentou fechar as pernas, mas Beomjin usou as duas mãos para afastar suas nádegas, deixando suas partes íntimas expostas por um longo tempo. Com apenas a bunda para o ar, Seojae segurou as lágrimas por um longo período.
A primeira coisa que Seojae fez depois de voltar a si foi ligar para a creche. Por mais que limpasse os olhos ou pigarreasse, era impossível falar normalmente. Ele não sabia quantos copos de água tinha bebido. Seojae ligou tarde e, com dificuldade, conseguiu dizer que iria na manhã seguinte. Ele queria ir na mesma hora, mas foi porque Beomjin o havia mandado ir amanhã.
Mesmo ao telefone, sua bunda doía tanto que ele sentia vontade de chorar. Fazia tempo demais desde a última vez que transara. Ele nem sabia quanto tempo havia se passado, e certamente não sabia que acabaria fazendo isso com um alfa violento como Beomjin. Cada vez que Beomjin saía do quarto, sua mão ia automaticamente para a bunda. Mesmo sem tocá-la, um tremor permanecia, e todo o seu corpo doía como se tivesse sido espancado.
Seojae foi atormentado pela lembrança do que havia acontecido com ele, bem até o momento em que caiu no sono.
Beomjin saiu mesmo no meio da noite. Ele desligou a luz antes de sair, mas não pareceu um gesto de consideração. Seojae adormeceu com o rosto banhado em lágrimas e, quando acordou de madrugada, sobressaltou-se ao ser segurado no braço largo de Beomjin. A partir daquele momento, o sono não veio mais.
Quando ele empurrava Beomjin de leve com a mão, Beomjin ficava irritado mesmo dormindo e jogava um braço ao redor de seu ombro.
Até com os resmungos de “ei, caralho” dele dormindo, seus ombros se contraíam. Seojae deitou na mesma posição até que suas costas doessem e, sempre que parecia que Beomjin estava se movendo, ele encolhia o corpo e estudava o rosto dele.
— Não vai dormir?
— …
Sua testa se franziu algumas vezes, e então um dos olhos de Beomjin se abriu.
Sem responder, Seojae apenas levantou a cabeça e olhou para Beomjin. Ele deveria simplesmente não ter voltado. Fora um breve momento em que pegou no sono enquanto Beomjin estava fora, Seojae passara a noite com os olhos bem abertos por várias horas. Embora seu corpo e mente estivessem exaustos, seus olhos não fechavam facilmente. Sua bunda ainda doía, e seu estômago parecia apertado e rígido.
— Mas o hyung-nim deve estar com fome.
Embora não tivesse comido nada, o pensamento de estar com fome havia desaparecido em algum momento.
Seojae permaneceu em silêncio mesmo diante das palavras aparentemente atenciosas de Beomjin.
A luz do sensor automático perto da entrada continuava piscando.
— Vista-se. Vamos comer alguma coisa.
Beomjin sentou-se rapidamente, olhou para baixo para Seojae, que estava deitado de forma desajeitada, e falou.
— Ah… eu não estou com tanta fome assim, na verdade.
— Você está mentindo.
— Não é mentira… sério, não estou me sentindo bem por dentro…
— Você tem que comer algo se não estiver se sentindo bem por dentro. Vista-se.
Dizendo isso, Beomjin começou a se vestir. Ele deve ter trazido uma camisa nova em algum momento, pois a rasgou da embalagem e a vestiu.
Seojae ficou ali sentado com uma expressão atônita antes de sair da cama para pegar as roupas que havia deixado sobre a mesa.
Ele estava usando apenas um roupão porque não tinha mais nada para vestir. Queria vestir suas roupas originais porque se sentia um pouco estranho dormindo nu como Beomjin, mas ele o havia impedido. Só depois de contar a mentira de que não conseguia dormir se não usasse roupas é que ele pôde vestir o roupão que estava pendurado no armário. Tinha um cheiro e um toque ruim contra a pele, mas não havia outra escolha.
Conforme Seojae começava a se vestir, Beomjin o observava com as mãos nos bolsos.
Mesmo se sentindo pressionado por aquele olhar, não havia nada que pudesse fazer.
Seojae enfiou as pernas nas calças e abriu o roupão. Fingindo ignorar o olhar de Beomjin fixo em seus mamilos, ele desdobrou a camiseta amassada e a vestiu.
Como se quisesse deixar óbvio que estava encarando, enquanto saíam, Beomjin disse que os mamilos nus do hyung-nim também eram bonitos.
Seojae não respondeu.
Em frente à recepção do motel, havia alguns sofás duros e quadrados. Tendo sido instruído por Beomjin a esperar ali, Seojae encostou o corpo contra um dos sofás e se sentou. A sensação da parede fria contra suas costas era boa.
Parecia que alguém o estava observando da recepção, mas Seojae tentou ao máximo ignorar o olhar.
Só de imaginar o estado em que estava quando entrou naquele motel, seu rosto parecia que ia ficar vermelho.
Seojae fechou os olhos por um momento, depois mudou o olhar em direção à entrada.
Mesmo que o olhar na parte de trás de sua cabeça estivesse incomodando, ele não podia fazer nada a respeito. Como se não estivesse nem tentando ser discreto, o olhar do homem refletido no vidro da recepção tinha uma qualidade obsessiva. Se ele vinha e ia com um homem suspeito como Beomjin, até mesmo uma pessoa comum que não conseguia cheirar feromônios provavelmente o reconheceria como um ômega recessivo. Seojae tentou apagar o pensamento vago. Não havia o que fazer.
O motel não tinha estacionamento próprio, então Beomjin disse que havia estacionado o carro no subsolo de outro prédio. Ele conseguia ver luzes iluminando os arredores escurecidos. Seojae se levantou e deu um passo ao som da buzina de um carro que se seguiu — biii.
Apesar de ser madrugada e parecer ser dentro de um beco, Beomjin não se importava.
Parecia que ele nem conseguia conceber a ideia de que alguém pudesse se incomodar com o som da buzina.
Seojae caminhou com um andar desajeitado e parou em frente ao banco do passageiro do carro de Beomjin. Quando abriu a porta e entrou, uma lufada de ar frio e um cheiro abafado saíram ao mesmo tempo. Seojae respirou o máximo possível apenas pela boca.
— O que você quer comer?
Seojae virou a cabeça em direção ao som.
— Perguntei o que você quer comer. — Beomjin disse novamente.
Seojae checou as horas e olhou ao redor. Não tinha lembrança do que havia por perto. Assim que chegou a Seul com Beomjin, entrou em um prédio suspeito e de lá saíra chapado de drogas. Sua convicção de que o que havia tomado era uma droga estava ficando cada vez mais clara.
— … Vamos só ali.
Se dissesse que comeria qualquer coisa, parecia que Beomjin dirigiria para longe.
Seojae olhou ao redor das proximidades, encontrou um restaurante com as luzes acesas e apontou para fora com o dedo.
Era uma área densa de casas residenciais, então nem mesmo bares comuns estavam à vista.
Beomjin girou o carro naquela direção e parou no meio de uma rua de mão única.
— Saia.
Seojae pensou que Beomjin provavelmente estacionaria o carro em outro lugar. Como não havia um estacionamento adequado por perto, parecia que teriam que encontrar uma vaga vazia nos becos. Seojae abriu a porta, saiu do carro e olhou para a traseira do veículo de Beomjin. No entanto, apenas Beomjin saiu do carro, que não se moveu um centímetro. Beomjin saiu do carro com um cigarro na boca e olhou para Seojae, que estava com uma expressão vazia.
— O que você está fazendo que não entra?
— Você vai estacionar o carro aqui…?
— É.
Por mais que fosse noite, onde já se vira estacionar um carro no meio de um beco de mão única?
Seojae, atônito, observou Beomjin passar por ele, soltando fumaça com um “huu”.
Não, isso não está certo. O restaurante é bem na frente, então tudo bem?
Mesmo sabendo que não ficaria tudo bem, não reclamou com ele.
O corpo de Beomjin, visto sob a luz do poste, parecia ainda maior do que o normal.
Seojae, que caminhava seguindo aquelas costas, recebeu um aceno de cabeça de Beomjin para entrar primeiro e abriu a porta de correr do restaurante.
Assim que entrou, o cheiro de uma sopa de carne picante flutuou pelo ar. Seojae fora ali apenas por ver a placa que dizia “restaurante”; ele só descobriu o que vendiam especificamente depois de entrar. O cardápio estava cheio de vestígios de muitos itens apagados. Em um pedaço de papel colado por cima, apenas Gamjatang* estava escrito em letras grandes.

*N/T: é um ensopado coreano, tradicionalmente picante, feito com a espinha dorsal ou pescoço do porco.

— Gostariam de fazer o pedido?
Era um homem que parecia estar no final dos seus 40 ou início dos 50 anos. Ao som da voz vinda da direção do balcão, Seojae olhou uma vez em direção à porta de entrada.
Como era um cardápio de prato único, parecia que ele podia apenas pedir duas porções de Gamjatang.
— Vou pedir duas porções de Gamjatang.
Seojae olhou para o homem que parecia ser o dono e pediu o Gamjatang.
— Sim — o homem respondeu, e tocou a pequena tela do monitor com o dedo.
Perto dali, homens mais velhos estavam bebendo e, em uma mesa de canto, quatro mulheres conversavam animadamente. Ele conseguia ver os homens, com os rostos vermelhos, brindando com seus copos.
Beomjin, que entrou logo em seguida, também abriu a porta brutalmente.
— Por que você tinha que vir para um lugar de merda como este, logo aqui? — Beomjin disse em voz alta.
Foi Seojae quem ficou consciente dos arredores. O dono, no balcão, coçou o pescoço e olhou para lá.
— … Ainda assim, é um estabelecimento comercial…
Beomjin, sentado à sua frente, levantou a mão sem nem ouvir a história de Seojae. Beomjin ergueu a cabeça em direção ao dono que se aproximava.
— Vocês vendem cigarro?
— Como?
— Me dê um maço de cigarros.
— Er, cliente, nós somos um restaurante comum…
Beomjin tirou um maço de cigarros que parecia leve e o estendeu para o dono.
— Este aqui. — O maço de cigarros que ele ofereceu estava ligeiramente amassado.
O dono, olhando de Beomjin para o maço de cigarros, fez uma expressão perturbada.
Em pouco tempo, os olhos de todos estavam voltados para lá. Nenhum traço de emoção aparecia no rosto de Beomjin. O dono encarou fixamente o maço de cigarros vermelho e depois voltou o olhar para Seojae.
— Ah… não. Não é nada.
Seojae, sentindo-se envergonhado sozinho, balançou a cabeça. Beomjin ainda olhava para o dono e dizia:
— Cigarros.
Quando o dono olhou para Seojae, ele bateu o maço de cigarros na mesa com um baque.
— Ei, não estou falando com você agora?
— Cliente, nós…
— O que vocês têm?
Beomjin, contraindo o rosto em uma carranca profunda, empurrou o maço de cigarros para o lado como se estivesse irritado. O maço, que caiu com um baque, chegou a bater no pé do dono uma vez.
— Você não vai vender os cigarros? — Beomjin perguntou como quem queria confirmar.
O dono, cujo olhar agora estava fixo apenas em Beomjin, disse:
— Não, nós vendemos. — O dono curvou o tronco para pegar o maço de cigarros, mas Beomjin disse: — Jogue isso fora de uma vez.
— … Sim.
O dono, que acenou com a cabeça, suspirou e deu um passo para trás.
— Isso foi para mim?
Como se tivesse ouvido o suspiro, Beomjin perguntou, até virando a cabeça para o lado.
A pessoa sentada na mesma mesa estava prestes a causar uma cena irracional, mas Seojae nem sequer ousava impedi-lo. Ele ainda temia que as faíscas pudessem voar em sua direção. O dono, que estava prestes a ir para o balcão, virou-se rapidamente e disse:
— Não, não foi.
Seojae, sentindo pena, continuou olhando para as costas do dono que havia saído.
Ele queria acenar com o braço para dizer para ele parar, mas não conseguia.
Seojae estava sentado de forma desajeitada na cadeira devido à sensação estranha e à dor entre as nádegas.
Nesta situação, o que ele poderia dizer a Beomjin? Se isso tivesse sido possível, a situação não teria ficado assim. Sentindo-se subitamente miserável, Seojae moveu os lábios como se os estalasse. Beomjin olhou para o rosto de Seojae e disse:
— Você deve estar com muita fome.
Seojae apenas soltou uma tosse seca diante daquelas palavras.
Da área da cozinha, um som alto de panelas batendo foi ouvido uma vez. Não muito tempo depois, uma funcionária segurando uma panela de Gamjatang caminhou até a mesa.
O Gamjatang foi colocado em cima do fogareiro a gás localizado no centro da mesa. A mão da funcionária que colocou a panela e acendeu o fogo foi rápida. Seojae colocou um dos dois pratos de servir, que foram entregues em seguida, na frente de Beomjin. Talheres, e olhando para o rosto de Beomjin, que tinha um sorriso nele, Seojae tirou silenciosamente colheres e pauzinhos do recipiente de utensílios. O significado do sorriso era desconhecido.
— Podem comer agora — a funcionária disse e, assim que ela saiu, eram apenas os dois novamente.
Beomjin olhou para a panela e disse:
— Aqui.
Ao som daquela voz, todos no restaurante olharam para Beomjin. Então ele perguntou:
— Você não vai nos dar bebida? — e pediu bebida que nem sequer havia pedido antes.
A funcionária que estava parada bem ao lado da geladeira disse:
— Ah, sim — e trouxe a bebida. Então ela foi até o balcão e apertou o monitor, mas seus olhos continuavam espiando para lá. Seojae virou a cabeça deliberadamente.
“É desconfortável quer haja pessoas ou não.” O breve pensamento cedeu com o som da porta se abrindo. Quem entrou no restaurante foi o dono. Ele segurava uma sacola plástica preta. Parecia que ele havia comprado cigarros em uma loja de conveniência próxima, já que parecia carregar apenas aquele peso. Beomjin, sem nem olhar para lá, apenas perguntou a Seojae o que ele estava olhando.
Seojae, que havia levantado a cabeça em direção ao dono que se aproximava, finalmente lançou um olhar para Beomjin também.
O homem nem sequer checou o conteúdo. Sem uma palavra de agradecimento, gesticulou com o queixo em direção a outra mesa para deixar ali e ir embora.
— Sim… — O dono, que respondeu resmungando, voltou para o balcão.
Óleo vermelho flutuava na superfície do caldo do Gamjatang que começava a ferver vigorosamente.
Ele estava com fome, e tinha o desejo de provar a comida à sua frente. Estava faminto desde o meio-dia, e a razão pela qual aceitaria beber o refrigerante fora por causa da fome e da sede. No entanto, sentar-se à mesma mesa com uma bomba-relógio como Beomjin tornava difícil fazer até mesmo aquela coisa simples. Ele estava ficando ansioso sobre o que poderia acontecer, e sua fome também estava ficando embotada. Seojae apenas encarava Beomjin com o olhar vazio, enquanto ele provava o caldo com a colher que havia lhe entregado.
— Está quente, seu filho da puta?
É claro que estaria quente, já que estava fervendo.
Seojae ficou pasmo que Beomjin dissesse tal coisa mesmo depois de ver claramente o Gamjatang borbulhando.
Logo, ele desligou a chama do fogareiro e perguntou se ele não ia comer.
Seojae, que apenas havia colocado sua colher na mesa, pegou-a e estendeu a mão para a frente sem dizer uma palavra.
Naquele momento, Beomjin, que havia aberto uma garrafa de soju ao seu lado, segurou o gargalo da garrafa e gesticulou em direção a Seojae.
Seojae, que estava prestes a pousar a colher e pegar a garrafa de soju, parou de se mover quando Beomjin disse: — Aonde vai? — e franziu o cenho. Beomjin virou a cabeça para o lado e abaixou o queixo ligeiramente. Ele estava ordenando que ele servisse a bebida pelo lado, não pela frente.
Ele nem sequer conseguia comer sua refeição, e Beomjin estava tentando tratá-lo como uma acompanhante em um lugar como este, o que feriu muito os seus sentimentos. Seojae, que levantou a cabeça e olhou para Beomjin, não fez aquela única coisa. Ele não desviou o olhar, encarando fixamente, e apenas Beomjin, que não sentia nada, acrescentou:
— Sirva-me algumas bebidas.
— …
Beomjin, que estava sacudindo a garrafa de soju como se quisesse confirmar, franziu as sobrancelhas diante do olhar continuamente penetrante de Seojae.
— O que você está fazendo, sua piranha do caralho?
O restaurante de repente ficou silencioso.
Ele de repente se sentiu como se tivesse se tornado um macaco em um zoológico.
Seojae olhou para as cicatrizes no rosto de Beomjin que estavam espalhadas de suas têmporas até as bochechas e engoliu a saliva. Ele queria dar um pulo e ir embora, mas não tinha coragem. Ele tinha até sido xingado na frente das pessoas e, se Beomjin fizesse do jeito dele, teria que ir para o lado dele e lhe servir uma bebida. Ele realmente não queria fazer aquilo. Quando homens faziam aquilo juntos, os olhares estranhos eram sempre direcionados apenas para ele, o ômega recessivo. Ele não queria explicar tais coisas de uma forma ou de outra, nem conseguia se livrar facilmente da humilhação que sentia no momento.
Seojae, que vinha mantendo a boca firmemente fechada, levantou-se silenciosamente de seu assento.
Beomjin, que colocou a garrafa de soju na mesa como se a batesse, ergueu os olhos para cima.
— Quer você coma… ou chame alguém para sentar ao seu lado… faça como quiser.
Seojae, que continuou suas palavras calmamente, afastou-se da mesa. Ele conseguia ver Beomjin à sua frente, com uma expressão perplexa, mas era tarde demais para parar de falar. Depois de dizer “faça como quiser”, Seojae saiu do restaurante sem fazer contato visual com os funcionários também. Beomjin havia entrado no restaurante abrindo esta porta com uma força que ameaçava quebrá-la. Não importa o quão forte abrisse, não poderia ser aberta daquela forma. Um cara sem bom senso, sem educação, sem o básico.
Assim que abriu a porta, o ar frio do início do verão o atingiu, e Seojae acariciou o antebraço exposto com a mão.
O beco se ramificava em várias direções. Havia uma grande estrada principal por perto, e parecia que haveria muitos táxis perto da área onde prédios altos se alinhavam ao longe. Se ele pegasse um até a estação, conseguiria se virar de alguma forma. Seojae, pensando que o último trem poderia não ter partido ainda, ligou o telefone para encontrar uma estação próxima. Ele sabia que havia um trem conectado a Gangwon-do, mas a rota para Taebaek, onde ficava sua casa, era complicada. O ônibus parecia ser a melhor opção, então ele se dirigiu ao ponto de ônibus mais próximo para encontrar um terminal. Ele planejava se sentar lá, resolver algo e depois chamar um táxi.
— …
Ele pensou que estava melhorando no restaurante, mas depois de caminhar alguns passos, sentiu dor nas nádegas. Sua condição não vinha sendo boa desde que deixou o motel, então foi um erro de sua parte esperar uma melhora repentina. Seojae caminhava e parava, depois caminhava novamente. Ele realmente não sabia que teria relações sexuais, as quais nem conseguia lembrar quando tivera pela última vez, de uma forma tão violenta. O seu buraco ainda não estava completamente fechado. Seojae aguentou e de alguma forma avançou. Seu estado miserável era sentido de imediato naquilo.
“Seu bastardo ruim.”
“Se ao menos eu tivesse comido direito, não estaria tão chateado.”
Seojae na verdade sentia suas emoções se intensificarem por causa da fome que estava sentindo tardiamente.
Foi por volta da hora em que o ponto de ônibus, que parecia distante, estava se aproximando.
Seojae parou por um momento novamente e depois deu um passo lento. Como teria sido se ele fosse uma pessoa comum? Se tivesse nascido não como um ômega recessivo, mas apenas como um homem beta. Seojae pensou em seu filho que estaria dormindo sozinho em uma área desconhecida, e também pensou no que havia suportado hoje, e não conseguiu mais conter as lágrimas. Conforme a brisa fazia cócegas em seu rosto, uma lágrima também caiu com um baque em sua bochecha.
Não apenas suas nádegas, mas também sua virilha, panturrilhas e estômago doíam como se fossem se rasgar. Seu pescoço também estava dolorido com uma dor lancinante, e havia uma dor latejante em sua cabeça. Vendo que sua nuca estava rígida, parecia haver também um efeito colateral de estar na postura errada.
Seu rosto também estava frio por causa das lágrimas.
Não havia autocompaixão como esta, mas era difícil suportar a tristeza.
Seojae continuou a caminhar pela calçada que parecia interminável. Talvez porque a estrada estivesse bem ao lado dele, os sons dos carros que ocasionalmente passavam zunindo também eram claramente audíveis. Ainda assim, era geralmente silencioso e sereno, então ele frequentemente ouvia sua própria respiração alta. Era uma condição em que ele não conseguia esconder seus fungados chorosos mesmo que quisesse.
Naquele momento, um som que quebrou o silêncio veio da estrada bem ao lado dele.
Era o som da buzina de um carro que devia estar buzinando por pelo menos alguns segundos. Seojae, que havia virado a cabeça inconscientemente, viu um veículo familiar. As janelas do carro estavam todas abertas, então o interior era claramente visível.
Beomjin, inclinando-se em direção ao banco do passageiro, ergueu os olhos e olhava para fora.
— O que você está fazendo?
Com um punho apoiado casualmente no volante, Beomjin perguntou com o cenho franzido.
Seojae, que olhava para a testa enrugada dele, virou o corpo para a frente. Agora que chegara a esse ponto, sentar-se no ponto de ônibus e depois ir embora estava fora de cogitação. Como era uma estrada onde carros não passavam com frequência, ele não conseguia pegar um táxi na mesma hora. Seojae também pensou que não conseguiria chamar um táxi daquele ponto. Como esperado, ele não poderia fazer nada além de caminhar sem rumo? Se caminhasse bastante, seria capaz de fazer algo. Olhando para as luzes visíveis ao longe, Seojae armou seu coração.
— Não vai entrar? — Beomjin estava ocupando uma faixa inteira e seguindo-o.
— …
— Por que você simplesmente não entra?
— …
— Estou começando a ficar puto, então entra logo?
Seojae, que havia evitado olhar para aquela direção o máximo possível, lançou o olhar para a traseira de outro carro que passou correndo. Não havia muitos carros, mas pelo menos um passava de vez em quando. No vento criado pelo carro, o cabelo arrumado de Seojae flutuou desordenadamente. Ele esteve chorando pateticamente até Beomjin aparecer, mas desde que Beomjin começou a segui-lo, suas lágrimas haviam parado abruptamente. Ainda assim, suas bochechas estavam tão frias que pareciam que iam quebrar por causa das lágrimas que havia derramado. Seojae, que limpou o rosto com a palma da mão como se o lavasse, continuou a caminhar para a frente.
— Ei, seu filho da puta.
— …
Em seu coração mal composto, Beomjin jogou outra pedra.
— Não vai entrar?! — E então ele gritou.
Seojae, que havia parado por um momento, engoliu a saliva seca e continuou a mover-se apenas para a frente. Beomjin abaixou a cabeça e depois parou o carro.
— Nossa, porra — ele disse, e abriu a porta do carro.
Ele havia ouvido o xingamento vagamente, mas Seojae não conseguia ver o que Beomjin estava fazendo.
Ele apenas pensou que Beomjin não o estava perseguindo.
— Ei!
Mas ao som vindo de trás, ele pensou: “Beomjin ainda está me perseguindo”, e percebeu que o som de “Ei!” novamente vinha logo atrás dele. Só então Seojae parou e se virou.
Não houve tempo para ver nada.
Assim que se virou, a palma da mão de Beomjin veio caindo em sua bochecha.
A cabeça de Seojae foi jogada para trás impiedosamente pela força pura de Beomjin. Tapa, o som de uma bochecha sendo atingida ecoou vazia na calçada. Incapaz de resistir à força, Seojae desabou e agarrou o rosto com as mãos. Parecia que todo o seu corpo ia quebrar. Mesmo se não tivesse sido atingido com toda a força, o físico de Seojae era diferente do de Beomjin para começar. Além disso, ele estava indefeso. A área sob os olhos de Seojae, que ficara sem expressão pelo choque, instantaneamente ficou vermelha.
— … Quantas vezes eu te disse para não me irritar? Sua piranha do caralho.
Ele parecia pronto para chutá-lo a qualquer momento.
— Porra! — Beomjin gritou e chutou o chão.
Com as mãos, puxou Seojae para cima sem qualquer consideração. Seojae, que foi forçado a se levantar, ergueu o rosto que avermelhava rapidamente e olhou para Beomjin. Lágrimas que haviam se formado em gotas em seus dois olhos caíram silenciosamente, sem som. Foi uma lágrima que o próprio Seojae não havia notado.
— Ei, porra. Quantas vezes eu já disse?
— …
— Eu te disse tantas vezes?!
Beomjin estava genuinamente zangado e não conseguia controlar sua raiva. “Por que ele estava tão zangado…?” Sua visão continuava desaparecendo porque seus olhos estavam molhados. O rosto de Beomjin aparecia claramente e depois borrava repetidamente. Seojae tocou a bochecha que começava a inchar e encarou fixamente o rosto irado de Beomjin.
— Seu filho da puta!
Beomjin, incapaz de vencer o próprio temperamento, ergueu a mão bem alto novamente. Seojae, que instintivamente se encolheu, perdeu o equilíbrio e caiu para trás. Conforme suas nádegas atingiram o chão duro diretamente, uma dor indescritível o invadiu. A parte inferior de seu corpo estava dolorida e doía como se tivesse sido quebrada em pedaços. Seojae, com a mão no chão, finalmente soltou um som de choro.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Flower, Faby&Othello

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SINOPSE:
Conheci aquele homem em um bairro sombrio e deprimente.
Um homem que vivia despejando palavrões a qualquer hora do dia e que até invadia a minha casa.
Após a morte do meu companheiro, tudo o que me restou foi o filho que tivemos juntos. Foi por causa dessa criança que acabei indo para um lugar desconhecido, mas a minha vida, que já era instável, virou completamente de cabeça para baixo depois que conheci aquele homem.
— Quero que você chupe isso para mim.
Aquele homem não tinha vergonha, nem consciência, nem sequer o mínimo de decência.
O que se pode fazer com um homem assim?
Há coisas que simplesmente não podem ser feitas.
E, com esse homem, existem coisas demais que não podem ser feitas.
Nome alternativo: Something I Couldnt Do Things I Cant Do Cosas Que No Puedo Hacer

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