Ler Things That Can’t Be Done (Novel) – Capítulo 07ª Parte – Online

07ª Parte
Como ele se aproximava, o rosto da pessoa com quem Beomjin estava conversando também se revelou.
— Olá, cunhada. Prazer em conhecê-la.
O homem tinha dito cunhada, mas estava olhando para ele. Seojae, que olhou para o lado, confirmou que não havia ninguém ao seu redor.
— ….
— Não é bem uma cunhada ainda. — Beomjin acrescentou, como se achasse divertido.
— Mas não é alguém que logo vai se tornar cunhada?
Quando o homem desconhecido disse tal coisa, Beomjin riu alto. Apenas Seojae ficou ali parado, com uma expressão vazia, sem saber o que era tão engraçado.
Depois disso, sons de “porra” e “caralho” foram trocados. Naquele espaço escuro, o fato de que a única pessoa que ele conhecia era Beomjin de repente fez Seojae sentir medo. Poderia haver algo tão desesperador quanto ter Beomjin como a única pessoa em quem confiar? Seojae deu um passo para trás e desviou o olhar dos dois que conversavam no meio de palavrões.
— Venha aqui, hyung-nim.
Beomjin, que estava rindo baixinho, acenou novamente para Seojae, que havia recuado.
— Brigue com esse babaca por um tempo.
A pessoa para quem Beomjin apontou com o queixo era o homem que o tinha chamado de cunhada. Estava escuro, então nada era claramente visível, mas parecia certo que os dois eram amigos.
Em vez de Seojae, que não deu um único passo, o homem deu um passo à frente e estendeu a mão para ele.
— Vamos nos divertir juntos daqui a pouco.
O homem se apresentou como Park Changhyun. Quando Seojae aceitou o aperto de mão, ele abaixou a cabeça e fez uma saudação adequada pela primeira vez.
Beomjin estava observando os fundos. Ele perguntava as horas a Park Changhyun e, caralho, alongaria o corpo.
— Só brinque um pouco.
Era um prédio de videokê que não estava mais em funcionamento. Beomjin, que apontou para uma sala na frente, virou a cabeça para os fundos novamente. Pensando bem, parecia que algum som vinha daquela direção. Seojae sentiu um medo repentino de que algo pudesse acontecer por causa de Beomjin. Ele não queria passar tempo com Park Changhyun, que estava parado em silêncio ao seu lado, encarando-o.
— Vou ficar no carro.
Park Changhyun, que observava Seojae de lado, abaixou a cabeça e riu. Em sua mão estava algo como uma chave que fazia um som metálico.
— A porta está fechada, então como você vai subir?
O olhar de Beomjin caiu sobre a entrada do videokê. Estava fechada com uma porta de ferro, mas ele não podia simplesmente abri-la de novo? Seojae, que havia levantado a cabeça em direção a Beomjin, imediatamente se virou, segurou a maçaneta da porta de ferro e a girou. Por alguma razão, a porta não abria.
— Você tem que usar mais força para abrir.
Beomjin, que havia se aproximado de repente, olhava para baixo, direto para ele e sorria de forma descontraída. Seojae, que havia virado a cabeça para o lado, vislumbrou Park Changhyun encostado no balcão.
— … Não quero ficar com aquela pessoa.
— … Por quê?
— Ele é um estranho….
— Esse babaca é meu amigo.
Beomjin parecia pensar que havia ganhado uma grande confiança. Seojae olhou para aquelas pessoas que eram farinha do mesmo saco e suspirou.
— Então só aqui….
— Ou você quer me seguir por aí?
— … O que você está fazendo?
— Como assim o que eu estou fazendo? Estou trabalhando.
Já que ele disse que era trabalho, poderia ser perigoso.
Seojae, que se perdeu em pensamentos por um momento, ergueu os olhos e olhou para Beomjin. Ele sorria de forma suspeita, mas não parecia que estava fazendo aquela expressão por ter outras intenções.
— Tudo bem.
— O quê?
— Vou ficar com você.
— Faça como quiser. — Beomjin disse e acenou com a cabeça.
Então ele abriu os braços e forçou Seojae a entrelaçar o braço dele. Enquanto caminhavam pelo corredor estreito no qual logo entraram, ele dava socos nas paredes. Talvez por ser um prédio negligenciado há muito tempo, algo como pó de cimento caía das paredes e do teto.
— Você não vai brincar comigo? — Quando a voz de Park Changhyun foi ouvida, apenas Beomjin praguejou.
Ele riu, dizendo que era uma puta merda. Não sabia o que era tão engraçado, mas Seojae não queria mais saber de tais coisas. Havia pelo menos uma luz fraca perto da entrada, mas conforme entravam no corredor, apenas salas escuras e vazias se alinhavam no caminho. Não era como se estivessem explorando uma casa mal-assombrada, então ele não sabia por que tinha que estar fazendo aquilo. Seojae parou e olhou ao redor enquanto caminhava. Beomjin parecia estar indo para a sala bem no final. Apenas a porta daquela sala estava devidamente fechada.
— Você disse que queria ver, então dê uma olhada.
— Eu não disse que queria ver….
Enquanto conversavam, a ponta de seu pé tocou a porta bem no final. Seojae, que inconscientemente puxou o braço de Beomjin para trás, verificou brevemente o interior através do vidro comprido no meio da porta.
Um rosto coberto de sangue roçou no vidro.
Ele viu um homem tão grande quanto Beomjin de pé, e ele ergueu o joelho e atingiu impiedosamente o rosto do homem que já estava coberto de sangue.
Seojae olhou apenas até ali e virou a cabeça. Ele olhou para Beomjin e balançou a cabeça.
— Ei, eu vou ficar aqui mesmo.
— É por isso que eu te disse para ficar com aquele babaca.
— …
Estando tão perto, o som de impactos podia ser ouvido vividamente. Seojae, que franziu o cenho com o som, deslizou o braço para fora de onde estava entrelaçado com o de Beomjin. Seria melhor ficar com aquela pessoa chamada Park Changhyun do que ver uma coisa daquelas. — Então vou ficar ali — Seojae disse, abrindo a boca, mas saiu do corredor sem terminar a frase.
Park Changhyun, que estava atrás do balcão, falou com ele, dizendo: — Por quê? Não vai assistir?
Ele não era particularmente alto ou grande, então dava uma impressão de agilidade primeiro.
As maçãs do rosto e o maxilar eram nitidamente proeminentes, o que parecia enfatizar ainda mais essa imagem.
Os olhos de Park Changhyun tocaram várias partes do rosto de Seojae. Park Changhyun, que estendeu a mão em direção a uma sala com uma luz relativamente brilhante acesa, inclinou levemente a cabeça em direção a Seojae.
— A palavra “brincar” foi um pouco demais, não foi, cunhada?
A palavra ‘cunhada’ era a mais estranha de todas.
Mesmo ao entrar na sala para a qual Park Changhyun o guiou, Seojae desejava não ser chamado por tal título. Ele não sabia o quanto eles brincavam e faziam piadas entre si, mas desejava que pelo menos não rissem ou zombassem na frente da pessoa envolvida.
Ao contrário das outras salas que eram velhas e negligenciadas, a sala em que Seojae entrou estava limpa, e era um espaço devidamente equipado com mesas e cadeiras. Parecia que estavam usando todo aquele lugar de videokê como uma base secreta, já que o propósito de cada área parecia claro. Seojae, que tocou o próprio rosto, puxou uma cadeira e se sentou nela. Ele não estava de pé há horas, mas suas pernas fraquejaram e ele não tinha forças.
Enquanto Park Changhyun estava fora de vista, Seojae ligou para a creche em seu telefone.
Já passava das 2 horas.
Quando ele disse que, devido às circunstâncias, provavelmente chegaria no final da tarde ou à noite, a diretora disse que estava tudo bem e, em vez disso, tranquilizou Seojae. À pergunta de se a criança estava bem, ela respondeu que ele estava indo muito bem, e até enviou uma foto separadamente. Seojae sentiu que finalmente conseguia respirar apenas depois de ver a foto do filho brincando com um brinquedo. Uma foto do filho na imagem, sorrindo brilhantemente e levantando as mãos. Ele não sabia qual era a situação, mas a criança costumava levantar as duas mãos bem alto quando estava de bom humor.
— Cunhada, você deve estar com sede.
— …
Seojae, que desligou a tela do telefone, olhou para Park Changhyun entrando.
Nas mãos de Park Changhyun estavam duas latas de bebida. Se ele tivesse colocado algo em um copo, ele nem teria pensado em beber, mas quando Park Changhyun mostrou que estava abrindo a lata bem na frente dele, ele pensou que tudo bem beber aquilo. Sim, Seojae acenou com a cabeça e aceitou a bebida gaseificada com sabor de uva.
Talvez ele tivesse saído e comprado no meio tempo, já que a superfície da lata estava fria como gelo. Seojae agradeceu e bebeu mais da metade do conteúdo. Sua garganta ardia, mas era refrescante e tinha um gosto bom. Seojae, que franziu o cenho com a sensação de gás em sua boca, piscou os olhos algumas vezes.
No espaço moderadamente escuro, ele podia ver a luz se espalhando como gotas de chuva. Alguém acendeu as luzes? Seojae, perante a cena diante de seus olhos, que de repente parecia estar se dissipando, fechou e abriu as pálpebras com força.
Parecia que ele conseguia ver a expressão de Park Changhyun enquanto ele estava parado perto da entrada segurando uma lata, e ao mesmo tempo, parecia que não conseguia. As luzes que pareciam estar se espalhando caoticamente agora estavam se apagando uma a uma. Seojae, pensando que nem sabia o que estava pensando, não conseguia abrir facilmente os olhos outrora fechados. Ele forçou suas pálpebras pesadas a se abrirem algumas vezes, mas logo seus olhos se fecharam completamente. Seu tronco desabou sobre a mesa, e um som de baque foi ouvido.
— Hyung-nim, hyung-nim.
Um título que ele odiava ouvir vinha de algum lugar novamente.
Seojae, que abriu os olhos, olhou para a frente. Ele tinha pegado no sono por um momento? Beomjin estava sacudindo seu ombro pelo lado.
— Hyung-nim. Quanto tempo você vai dormir?
— Não…
— E por que seus olhos estão assim?
— Hã? Talvez seja porque o ar está ruim…
Seojae nem sabia o que havia de errado com seus olhos, mas assim que acordou, culpou o ar. Era quase como falar dormindo. De Beomjin, sentado ao seu lado, vinha um cheiro misturado de sangue e óleo. Sua camisa estava uma bagunça com manchas de sangue. Seria porque ele viu tal cena que palavras estranhas saíram por conta própria? Em seu estado de espírito nebuloso, as palavras que ele conseguia entender e as palavras que conseguia dizer eram limitadas.
— Vamos.
— Ah… sim.
Ele estava apenas um pouco atordoado quando estava sentado, mas quando se levantou, suas pernas fraquejaram. Seojae se levantou da cadeira e imediatamente se sentou de novo. Ele começou a não ouvir bem o que Beomjin, que havia se levantado quase ao mesmo tempo, estava dizendo.
— O que foi?
— …Uh…
— Ei, se recomponha.
Um braço deslizou por toda a extensão da mesa. Seojae sabia que tinha que endireitar o tronco e recolher o braço, mas não conseguia manter o equilíbrio adequadamente. Quando colocou força para puxar o braço, seu centro de gravidade colapsou como se fosse cair para trás. Beomjin, que observava Seojae de lado, inclinou a cabeça para um lado.
— Está com sono? — Ele perguntou e deu um tapa na bochecha de Seojae.
— Não, não me bata.
— O que, você quer ir a algum lugar e dormir para passar isso?
Pensando que Beomjin não o deixaria simplesmente dormir, Seojae balançou a cabeça mesmo naquele estado. Enquanto o chão subia e o teto baixava, ele forçou os olhos a se abrirem.
— … Vamos. Eu estou bem…
Seojae subiu as escadas, confiando quase todo o centro de seu corpo a Beomjin. Cada vez que Beomjin tentava carregá-lo nas costas, ele resistia, tentando caminhar com os próprios pés. Embora para quem estivesse assistindo parecesse que Beomjin estava carregando a cintura de Seojae de forma torta com um braço, Seojae, em sua mente nebulosa, acreditava que estava subindo com as próprias forças. Ele apenas pensou que era um alívio não estar sendo carregado nas costas de Beomjin.
— Esse caralho, onde ele conseguiu isso?
Assim que entrou no carro, ouviu Beomjin praguejar. Seojae, perguntando-se se as palavras eram direcionadas a ele, olhou em direção ao banco do motorista. Beomjin estava no telefone com uma expressão surpreendentemente alegre. Seojae, piscou os olhos, levantou a mão e tocou o pescoço. Ele deveria beber água? Ele tinha pensado que estava apenas um pouco atordoado, mas sentia uma sensação de queimação dentro da garganta.
— Hyung-nim.
— Sim…
— Temos que comer.
— … Sim…
Seojae acenou com a cabeça. Ele não sabia quando a ligação havia terminado, mas de Beomjin, que havia aproximado o rosto, um aroma amargo único vibrava fortemente.
— Você cheira…
Independentemente do que Seojae disse, Beomjin arrancou a própria camisa. Beomjin, que havia amassado a camisa manchada de sangue como lixo, jogou-a no banco de trás. Com um farfalhar, o odor corporal que permanecia na camisa voadora atingiu Seojae diretamente. Beomjin esticou o braço para o banco de trás, tirou uma camisa nova, ainda na embalagem, e começou a vesti-la rapidamente. Parecia que não era a primeira ou segunda vez que ele fazia aquilo.
— Hyung-nim.
— Sim…
— Você poderia abotoar isso para mim?
— … O quê?…
— Os botões.
— Você mesmo faz…
Como os botões da camisa foram fechados de qualquer jeito, as tatuagens densas em sua clavícula e peito ficaram expostas sem nenhum filtro. Seojae encarou por um longo tempo o peito de Beomjin, que parecia uma massa negra, e também como uma parede densamente rabiscada. Ele não tinha forças para desviar os olhos. Apenas encarar, e pensar, “o que é aquilo”, era o melhor que Seojae conseguia fazer agora.
— Não fique só encarando, faça isso para mim.
— …
— Hã? Sua mão.
Beomjin agarrou um dos pulsos de Seojae. A mão flácida ia de um lado para o outro no ar sem nenhuma força. Beomjin, que sacudiu aquela mão algumas vezes, levou-a ao seu próprio peito exposto. Seojae, cuja mão de repente tocou o peito duro de Beomjin, tentou puxar a mão de volta, mas não foi como ele desejava, e ele apenas moveu a boca, boquiaberto.
— Ei, aí… — ele disse, falando algo fora de contexto.
— Aí o quê?
— Então…
Beomjin levou a mão de Seojae ao peito e fez com que ele tocasse todo o seu corpo musculoso. Seojae, cuja mão tocava o peito quente e duro, não conseguia discernir adequadamente a situação à sua frente.
— Você…..isso — ele dizia, abrindo apenas o começo de uma frase, mas não conseguia expressar adequadamente seus pensamentos ou sentimentos.
— Ah… bem…
— Levante esta mão também.
Beomjin levantou a outra mão de Seojae também. Como ambas as mãos estavam direcionadas para Beomjin, Seojae perdeu o equilíbrio e quase caiu para a frente. Sua cabeça estava prestes a bater no console central. Beomjin levantou a cabeça oscilante de Seojae e olhou para o seu rosto não muito sóbrio.
— Ei.
— … Uuungh…
— Você, porra, pode simplesmente pegar e engolir qualquer coisa ou não?
Embora falasse de forma ameaçadora, um canto da boca de Beomjin permanecia levantado.
— Ah, não…
— Pode?
— Ah, não… não posso.
— Não pode. Hã?
Achando divertido provocar Seojae, que estava prestes a perder o equilíbrio e cair para a frente, Beomjin não parou com suas travessuras. Ele olhou diretamente no rosto de Seojae, colocou o dedo em sua boca aberta e também pressionou a própria boca contra aquela boca. Seojae, cujos músculos estavam completamente relaxados, deixou a saliva que havia se acumulado dentro de sua boca escorrer pelo queixo durante o beijo de Beomjin. O Alfa olhou para aquilo, depois, limpou o queixo dele.
— Você, porra, não tem consciência de como está transparecendo?
Beomjin, ainda sorrindo, deu um leve tapa na bochecha de Seojae com a mão.
Seojae, que não entendia as palavras, olhou fixamente para o rosto de Beomjin. Sua testa às vezes se franzia como se sua cabeça doesse, mas não havia reação às palavras de Beomjin.
— Não consegue me ouvir?
— … Não…
— Você pode beber esse tipo de coisa ou não?
Beomjin repetiu a pergunta que havia feito antes. Sem nem ligar o carro, ele estava apenas sorrindo de forma descontraída, falando como se estivesse ensinando Seojae. Seojae, que estava com a boca aberta o suficiente para mostrar a língua, emitiu um som de “euh”.
— Euh… não…
— Não pode, certo?
— Euh… sim…
— Onde você aprendeu a falar de forma tão informal assim do nada?
— … Siim…
Beomjin olhou para Seojae, que havia mudado sua resposta, com olhos famintos. Ele estava sorrindo até um momento atrás, mas gradualmente não era mais apenas engraçado. Tanto quanto ele estava se sentindo bem, o pau de Beomjin estava ficando ereto. O gavião de suas calças, que havia se elevado moderadamente, estava inchando em um formato grande. Beomjin mexeu no zíper e olhou para Seojae.
— Devo enfiar isso no seu rabo do caralho?
Dizendo isso intencionalmente, Beomjin abriu o zíper de vez e começou a tocar no próprio pau. Seojae, cujas pálpebras haviam perdido a força, olhou para o rosto de Beomjin frouxamente. Ele abriu a boca novamente, “uueuh”, mas desta vez não deu uma resposta separada. Beomjin, como se estivesse frustrado, passou a língua pelos lábios.
— O que foi, porra? Diga alguma coisa.
— Euh…
— É.
Ao contrário de Beomjin cada vez mais excitado, Seojae apenas encarava Beomjin com a boca aberta.
— Essa puta.
Beomjin, sentindo-se frustrado porque uma reação adequada não vinha, bateu forte no volante. Os ombros de Seojae, não particularmente assustados com o som, já estavam caídos. Ele apenas encarava Beomjin com a boca meio aberta, sem dizer ou fazer nada que satisfizesse Beomjin. Beomjin pisou no acelerador com o pau para fora. Depois de olhar para cima através do para-brisa dianteiro, ele girou o volante em direção ao motel mais próximo.
— Me dê qualquer quarto.
Um homem que parecia estar no final dos seus 30 anos olhou para o rosto de Beomjin. Alguém estava sendo carregado em suas costas, mas não era a primeira vez que ele via tais pessoas. O homem entregou a Beomjin um cartão-chave e ligou a tela do monitor localizada ao seu lado. Era simples curiosidade. Nem era o começo da noite ainda, e eles já entravam caindo de bêbados? O homem se lembrou do rosto sóbrio de Beomjin e exibiu um sorriso sombrio. Lembrar das histórias de fundo de hóspedes como este era o único hobby do homem. Talvez por ser um covil de gângsteres, ele ocasionalmente conseguia ver ômegas masculinos chapados de drogas. A pessoa sendo carregada parecia ser desse tipo. O homem assistiu às duas pessoas sendo capturadas pelo CCTV do corredor do 5º andar com interesse.
— Eu… agora pare…
Beomjin, que havia segurado o cartão-chave na porta do quarto do 5º andar, franziu o cenho. Seojae parecia ter voltado a si mais do que antes, sua voz bastante firme. A droga que Park Changhyun havia lhe dado era um afrodisíaco especial que funcionava adequadamente em dominantes em vez de recessivos. Beomjin nunca a tinha dado a um ômega recessivo antes, então não conseguia prever com precisão como Seojae reagiria. Foi divertido ouvi-lo ficar atordoado e falar obedientemente, mas parecia que aquela diversão agora havia acabado.
— Você está se sentindo bem, hyung-nim.
— … O quê?…
Seojae piscou os olhos e respondeu a Beomjin lentamente. Ele agora conseguia ouvir as palavras de Beomjin até certo ponto. Seu rosto estava pressionado contra as costas duras e largas, mas ele teve até a lucidez de pensar que eram as costas de Beomjin e afastar a bochecha. Seojae aceitou em silêncio ser colocado na cama por Beomjin, enquanto ao mesmo tempo pensava que tinha que sair daquele lugar. Olhando ao redor, parecia que tinham entrado em um motel.
— Eu, estou…
Pensamentos estavam entrando em sua cabeça um por um como se uma luz tivesse se acendido, mas seu corpo ainda estava flácido como se estivesse preso em um pântano. Seojae, enquanto dizia “eu estou”, não conseguia mover a boca adequadamente, então abriu a boca como se bocejasse e tocou a área com a mão. Sua mão também se movia desajeitadamente, como se não fosse sua.
— E quanto a você, hyung-nim?
Com um som de pano rasgando, Beomjin tirou a camisa, sem se importar se os botões seriam arrancados ou não. Seojae, que levantou a cabeça, olhou para as tatuagens que preenchiam seu peito, clavícula e ombros no tronco superior.
— … Por quê?…
— O quê?
— Roupas… por que…
Um dos três botões que haviam sido fechados voou para a cama. Na mente de Seojae, a imagem de Beomjin mudando para uma camisa nova surgiu vagamente.
— Por que estou tirando minhas roupas?
Seojae primeiro evitou Beomjin, que havia tirado a camisa e estava se aproximando da cama. Ele puxou o tronco em direção à cabeceira e observou Beomjin se aproximar.
Beomjin, que observava aquela cena, aproximou-se com um passo largo e curvou o tronco. Como ele era muito grande, até mesmo aquele movimento criou uma pequena lufada de vento.
— Para te foder.
— …
Estando tão perto e dizendo tais coisas, Beomjin e este espaço pareciam um sonho ou uma ilusão para Seojae. Ele ainda não conseguia ver claramente à frente. Embora as cicatrizes de Beomjin fossem vividamente visíveis de perto, ler a emoção exata em seus olhos era difícil. Seojae colocou a mão no rosto, esfregando-o como se não fosse o seu próprio. Como se estivesse acordando de uma anestesia, as sensações que retornavam lentamente pareciam entorpecidas.
— Ei.
— …
— O que você está fazendo?
Beomjin agarrou o pulso de Seojae, impedindo-o de esfregar o rosto ainda mais. Embora parecesse um aperto casual, Seojae sentiu a força avassaladora de Beomjin. Olhando para o pulso capturado, Seojae voltou o olhar para os olhos de Beomjin.
— … Hyung-nim, você não tomou algum tipo de droga porque queria fazer isso comigo, não é?
Beomjin soltou uma declaração ridícula.
Seojae nunca tinha tomado nenhuma droga, nem jamais havia pensado em querer estar com Beomjin, mas sentiu que não conseguia argumentar contra as palavras dele. Algo devia ter acontecido, porque, caso contrário, seu corpo não pareceria tão desconhecido. Era como se ele estivesse vestindo uma armadura espessa, incapaz de se mover naturalmente. Seojae engoliu a saliva que se acumulava em sua boca, tentando suprimir a tensão.
O pulso que Beomjin estava segurando parecia que ia quebrar.
Ainda segurando aquele pulso, Beomjin subiu na cama, ao mesmo tempo que esfregava a frente saliente de suas calças. Sua ereção já proeminente estava sendo manipulada rudemente pela mão de Beomjin. Seojae, erguendo os olhos, virou a cabeça quando o órgão saltou para fora.
— Faça isso para mim, então tire as calças. Quer que eu tire para você?
— Ah…
“Quem é que puxa aquele pedaço grotesco de carne…” Seojae não sabia o que ele queria dizer com “faça isso”.
Aquele pensamento foi passageiro, pois o alcance repentino de Beomjin fez Seojae instintivamente baixar a mão primeiro.
— Eu vou… — Seojae começou a dizer, movendo a mão para o zíper de suas calças.
Mesmo com a cabeça baixa, o órgão ereto de Beomjin pairava na borda de sua visão. Enquanto Seojae tateava ao redor do zíper, ele de repente se sobressaltou e fechou as pernas quando a mão de Beomjin se moveu rapidamente para dentro.
— O que…!
— Droga, você acha que é o único que consegue olhar?
Excitado, Beomjin de repente se lançou para a frente. Seojae caiu para trás, agarrando desesperadamente as próprias calças, mas não conseguiu superar a força de Beomjin. Suas calças foram arrancadas, deixando-o apenas de cueca branca.
— Usando algo bonito.
— … Eu vou, eu vou fazer isso…
— Você está dizendo que vai fazer desde antes, mas não está fazendo nada.
Beomjin tocou as nádegas redondas e empinadas de Seojae por cima da cueca. Ele deu um leve tapa nelas, depois as massageou, repetindo o movimento de afastar a mão. Cada vez que Beomjin agarrava suas nádegas, a mão de Seojae também tocava a si mesmo. A área entre suas nádegas já estava molhada, e o tecido úmido era perceptível para Seojae. Cada vez que Beomjin batia e massageava, parecia humilhante.
— Pare… eu vou chupar você…
— Com o hyung-nim nesse estado, como eu, como seu dongsaeng*, poderia simplesmente deixar passar?
*N/T: irmã(o) mais novo(a)
Beomjin falou de brincadeira, mas Seojae balançou a cabeça, dizendo que estava tudo bem.
Seojae tentou parar Beomjin, que estava rindo e tentando arrancar sua cueca. Ele usou as pernas para empurrar a estrutura massiva de Beomjin. Em sua imaginação, ele estava chutando ferozmente, mas, na realidade, seus esforços eram como os de uma criança espirrando água. Beomjin, indiferente aos movimentos de Seojae, despiu a cueca de algodão branca. O órgão ligeiramente ereto de Seojae, provavelmente devido aos efeitos da droga, atraiu os olhos de Beomjin.
— Bem, caramba, isso é um pau.
Beomjin alternou o olhar entre seu próprio pau escuro e de aparência rude e o de Seojae, que era liso. Os pelos corporais escassos estavam bem aparados, e o órgão levemente corado tremia lamentavelmente no centro. Sem hesitação, Beomjin deslizou a mão entre as nádegas de Seojae. Afastando a carne com os dedos, ele esfregou perto da entrada que já estava molhada desde antes no carro.
Seojae, que estava cobrindo a frente e negligenciando as costas, assustou-se e moveu a mão para lá. Cobrir um lado expunha o outro, e cobrir o outro expunha o primeiro, deixando-o em um dilema.
— Não, não faça isso…
— Você está tão molhado e dizendo isso?
Beomjin retrucou, correndo o dedo ao longo das dobras delicadas que cercavam a entrada. Seojae, fechando o punho reflexivamente, agarrou o pulso de Beomjin e olhou para ele. A força em cada osso tornava difícil acreditar que era um pulso humano. Olhando nos olhos de Seojae, Beomjin de repente inseriu um dedo na entrada. A respiração silenciosa de Seojae ficou alta o suficiente para Beomjin ouvir.
— Hyung-nim.
— Tire, tire…
— Você está falando bem agora.
— … Tire, ah…
Beomjin pressionou firmemente contra a parede interna perto da entrada. Com a mão de nós dos dedos proeminentes, Seojae sentiu como se o órgão de uma pessoa comum tivesse sido inserido. O fluido escorregadio que brotava de dentro cobriu as pontas dos dedos de Beomjin.
— Você realmente não gosta?
— Não gosto… ugh… seu louco…!
Beomjin aceitou tudo o que Seojae disse. Apesar dos apelos para parar ou não fazer, Beomjin fez o que quis. Seojae, à sua própria maneira, xingou asperamente, acrescentando “seu bastardo” sob a respiração, mal audível para si mesmo.
Em seu estado de agitação, tais palavras escaparam naturalmente.
Suas coxas tremiam incessantemente devido ao toque habilidoso de Beomjin. Seu órgão, que estava apenas parcialmente firme, agora estava totalmente ereto. Como um ômega recessivo, o corpo de Seojae reagia de maneira diferente do de um alfa dominante aos estímulos. Estimular a frente só causava dor. Ele sabia melhor do que ninguém que a verdadeira excitação vinha da estimulação interna. Exibir seu corpo daquela forma parecia humilhante e infeliz o suficiente para trazer lágrimas. No entanto, ele não conseguia impedir a si mesmo de ficar excitado. Cada vez que Beomjin pressionava e mexia lá dentro, seus joelhos tremiam e seu órgão ficava rígido. Lágrimas brotaram quando Seojae olhou para Beomjin.
— Só… só faça isso…
Ele achou que o sexo seria melhor do que aquilo.
Ele não sabia por quantos minutos tinha sido provocado por aqueles dedos. Beomjin parecia determinado a explorar cada centímetro do interior de Seojae, tocando meticulosamente cada dobra do revestimento interno. Quando as pernas de Seojae tremeram pesadamente, Beomjin raspou, acariciou e cutucou aquela área com as pontas dos dedos, alargando repetidamente a entrada em movimentos circulares. Cada vez que Beomjin afastava a entrada, o revestimento interno de Seojae ficava exposto, vazando fluído. O lençol branco estava encharcado como se água tivesse sido derramada. Mesmo sem olhar para trás, Seojae sabia que estava feio assim. Fechando os olhos, repetiu:
— Só faça isso. — Lágrimas escorreram de seus olhos.
— Uau, é tão bom que você está chorando?
Não era isso, mas Seojae não respondeu. Ele pressionou os lábios firmemente e fechou ambos os punhos com força.
Sua cabeça não estava tão tonta quanto antes, nem ele estava tão desorientado pela situação.
Naquele momento, Beomjin puxou o dedo que havia inserido. Na ponta, o fluído escorregadio agarrava-se como geleia derretida, brilhando de forma transparente. Afastando os dedos para formar um fio fino e claro, Beomjin levou-o aos olhos de Seojae para lhe mostrar.
— Você diz que não gosta, mas está vazando assim?
— …
Seojae, com o rosto corado, olhou dos dedos de Beomjin para o rosto dele. Ele sabia que as palavras tinham o objetivo de envergonhá-lo, mas permanecer inafetado era difícil. Seojae rangeu os dentes.
Beomjin, levantando um canto da boca de forma estranha, deu um tapa em uma das nádegas de Seojae, fazendo um som alto. O órgão ereto de Seojae balançou para cima e para baixo com o impacto. Apesar de estar tão excitado, não parecia bom. Seojae fungou e inclinou-se para trás contra o lençol. Beomjin agarrou ambas as nádegas de Seojae, puxando-o em sua direção, fazendo com que o corpo de Seojae caísse para trás. Beomjin não conseguia tirar os olhos do órgão ereto. Se aquilo era um pau, era difícil chamá-lo de rude.
— Mostre-me isso com frequência. Isso.
Seojae virou a cabeça.
— Para onde você pensa que…
Beomjin agarrou o queixo de Seojae e forçou-o a virar de volta.
Seu rosto irritado estava claro até para Seojae. Por que ele estava tão zangado? Seojae estremeceu quando o queixo pressionado pareceu que ia se despedaçar. Momentos antes, Beomjin estava provocando-o calmamente, mas seu humor mudou rapidamente. Colocando a mão no joelho de Seojae, Beomjin aplicou força, abrindo bem as pernas de Seojae.
— Não vai abrir as pernas?
Já afastadas, Beomjin tentou abri-las ainda mais. Quando disse: “Abra-as” e olhou para ele, Seojae, que estava olhando direto para a frente sem desviar o olhar, deixou toda a tensão escoar de suas pernas. Entre as pernas agora abertas, a entrada que Beomjin havia atormentado implacavelmente foi revelada. O buraco entre as nádegas brancas abria e fechava a cada respiração de Seojae. Sentindo isso, Seojae continuou tentando puxar os joelhos para dentro.
— Você está brincando comigo? Que porra.
O rosto de Beomjin mostrava raiva genuína. Ele não tolerava as tentativas instintivas de Seojae de se cobrir. Seojae sentiu a mão de Beomjin em seu joelho de repente apertar. Conforme suas pernas foram forçadas a se afastar, quase rasgando, a mão de Seojae moveu-se para a virilha. Ele achou que elas poderiam realmente se romper.
— Dói, ah!
— Só fique parado…
Beomjin, encarando a entrada, levantou levemente os quadris de Seojae. Conforme ele pressionava a parte inferior do corpo mais perto, os dedos de Seojae, que estavam em sua virilha, apontavam para cima. Embora pretendesse resistir, as pontas de seus dedos roçaram nos pelos pubianos grossos de Beomjin. Seojae rapidamente puxou a mão de volta, enfiando o polegar para dentro e fechando o punho. Ele já conseguia sentir a ponta de Beomjin passando as dobras de sua entrada.
— Eu disse que ia chupar você…
— Sim, vá em frente e chupe.
Pressionando o punho fechado de Seojae com sua mão grande, Beomjin empurrou lentamente seu pau escuro para dentro da entrada. A abertura, já relaxada, permitiu que até mesmo algo massivo deslizasse facilmente para dentro. Beomjin, tendo inserido até a ponta, olhou para o rosto de Seojae. Seus olhos delicados tremeram. O revestimento exposto e as dobras delicadas ao redor da entrada estavam sendo empurrados para dentro com o órgão de Beomjin. Quando metade do corpo do pau foi inserido, o soluço de Seojae ficou audível.
— Ah… dói… ugh.
— Ei, droga… esta é a sua primeira vez? Alguém pode pensar que sou o seu primeiro.
Beomjin sorriu zombeteiramente, inclinando-se para a frente e batendo no rosto de Seojae com o dedo.
Seojae tentou abafar os sons, mas o pau de Beomjin era avassalador até para segurar na boca. Acomodar o órgão de um alfa, com a diferença significativa de tamanho entre eles, não era uma tarefa fácil. A mandíbula de Seojae tremeu quando o órgão pareceu totalmente inserido. As paredes internas esticadas criaram pressão em seu abdômen. Fechando os olhos, sentiu a mão de Beomjin tocar seu rosto. Beomjin disse para ele não fechar os olhos.
— Você não está olhando direito…
— …
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Flower, Faby&Othello
Ler Things That Can’t Be Done (Novel) Yaoi Mangá Online
SINOPSE:
Conheci aquele homem em um bairro sombrio e deprimente.
Um homem que vivia despejando palavrões a qualquer hora do dia e que até invadia a minha casa.
Após a morte do meu companheiro, tudo o que me restou foi o filho que tivemos juntos. Foi por causa dessa criança que acabei indo para um lugar desconhecido, mas a minha vida, que já era instável, virou completamente de cabeça para baixo depois que conheci aquele homem.
— Quero que você chupe isso para mim.
Aquele homem não tinha vergonha, nem consciência, nem sequer o mínimo de decência.
O que se pode fazer com um homem assim?
Há coisas que simplesmente não podem ser feitas.
E, com esse homem, existem coisas demais que não podem ser feitas.
Nome alternativo: Something I Couldnt Do Things I Cant Do Cosas Que No Puedo Hacer