Ler Desire Box (Novel) – Capítulo 09 Online


Modo Claro

9ª Parte

— Ah, sim… Haa…

O lugar de onde as contas foram retiradas sem piedade ficou dormente. As contas passaram arranhando a parede interna e pressionaram a próstata a ponto de doer, fazendo a espinha dorsal estremecer.

Cruzando os dois pés alternadamente, Tenen, que se contorcia naquela mesma postura vergonhosa, assustou-se com o toque frio que atingiu o orifício que ainda não havia se fechado e ergueu a cabeça. No entanto, o que entrava em sua visão coberta pela gravata era apenas uma luz tênue. Como se estivesse sendo possuído em um quarto com as luzes apagadas na escuridão total, ele já havia se acostumado com o breu e esquecido até mesmo que seus olhos estavam vendados.

— O que é… isso agora…

A mão que tateava tentando alcançar a gravata que cobria seus olhos foi contida por Landif. Landif puxou as duas mãos de Tenen levemente para trás das costas e as amarrou com uma toalha de rosto.

— Vou verificar onde está coçando.

— P-Pode parar! Já chega. Não precisa… m-me explicar mais nada… Haa…!

Clique. Clique. O som metálico ecoou de forma implacável. Landif, que havia empurrado o espéculo em formato de funil para dentro do orifício, girou a alavanca. O funil, que era estreito como o bico de um pássaro, abriu-se cada vez mais. Através da abertura arredondada, a parede interna de tom vermelho-vivo podia ser vista claramente.

— Certamente parece haver um problema. Visto que se contrai sem parar, de qualquer forma parece que uma verificação é necessária.

— N-Não olhe. Pare.

As mãos amarradas atrás das costas tentaram cobrir a parte de trás. No entanto, em vez de cobrir direito, ele acabou tocando e tateando logo acima do local, o que apenas atraía ainda mais o olhar.

Mesmo sem confirmar com os olhos, ele podia sentir que a parte de trás estava bem aberta. O ar externo entrava e saía pelo local aberto, trazendo uma sensação gélida para a parede interna que estava úmida e molhada. Conforme a parede interna que tentava estreitar o orifício se contraía sem parar e apertava o espéculo, o fluido lubrificante vazava por aquela fresta e escorria pela coxa. As nádegas pequenas e as coxas ficavam rígidas diante daquela sensação fria e depois relaxavam repetidamente, destacando o belo formato dos músculos.

Tenen, com os olhos cobertos, não percebia que o ato de mover o corpo para desviar do olhar e do toque de Landif apenas instigava o outro.

Landif segurou a baqueta que se estendia fina e longa como um chicote. E empurrou a extremidade para o fundo do orifício de Tenen, que estava aberto em formato arredondado pelo espéculo.

— Haa…! Ah, sim…!

A haste fina e cilíndrica tocava a parede interna de mansinho. Diante da sensação insuportável, como se dedos longos estivessem coçando diretamente o interior de seu ventre, Tenen abaixou o corpo o máximo que pôde e balançou a cabeça de um lado para o outro.

— Onde está coçando?

— A-Aí…! Ah! N-Não pode…!

A baqueta raspava a parede interna em movimentos circulares e depois se direcionava para um lugar um pouco mais profundo. Avançando aos poucos para o fundo que jamais poderia ser tocado com as mãos, a extremidade da baqueta pressionava e massageava as frestas rugosas entre a parede interna.

— Não…! Haa…!

Uma coceira insuportável envolveu todo o seu corpo. Tenen arfava e balançava as nádegas amplamente. Coçava, e coçava mais. Uma sensação arrepiante cobria a pele por inteiro. Diziam que penas eram utilizadas até para tortura, e aquela sensação de coceira passava dos limites a ponto de ser dolorosa.

O dorso de Tenen, que estava deitado completamente plano após se debater, elevou-se de forma arredondada. As nádegas e as coxas ficaram bem unidas e a carne macia foi pressionada como um marshmallow derretido, enquanto os dedos dos pés tingidos de vermelho se encolheram ao máximo.

Landif, sem se dar ao trabalho de erguer o corpo de Tenen, manteve a baqueta levemente apoiada no orifício e tateou o corpo dele com a mão que estava livre. Enquanto acariciava as costas onde os ossos se destacavam alinhados, ele segurava e massageava as nádegas firmemente, e esfregava suavemente com a palma da mão os pés que estavam inteiramente vermelhos.

— Haa… P-Pare… Landif, já chega… por favor.

Era totalmente diferente da vez anterior, em que parecia que o orifício iria se rasgar por completo. Ele ficava ansioso diante do toque de Landif que estimulava de leve, como se fosse tocar e depois recuasse. Agora, se o doutor Leon havia visto ou não o seu orifício, aquilo já não importava mais.

— Ora. Eu ainda não terminei todo o exame.

Diante da voz que respondia com desfaçatez, um soluço escapou de repente. O que Tenen desejava não era um instrumento com contas frias e rígidas enfileiradas, nem uma brincadeira que abria o seu orifício completamente para coçar o interior.

— Já… chega… Agora, ah, eu vou… receber.

— Diz que vai receber. O que exatamente?

O pulso de Landif moveu-se de forma flexível. A baqueta, que por um momento rondava o mesmo lugar raspando o interior do ventre, penetrou por entre as frestas da parede interna ondulada.

— O interior… está… coçando muito. Com o… seu…

Contraindo-se. A região lombar de Tenen saltou como se estivesse tendo um espasmo. O corpo inflamado e tingido de vermelho pelo prazer parecia uma rosa que ainda não havia desabrochado por completo. As pupilas vermelhas de Landif fixaram-se no corpo que brilhava de forma escorregadia pelo suor que brotava. Se o acolhesse nos braços seria caloroso, e se o beijasse seria perfumado. Embora ele fosse doentio se comparado a uma pessoa normal, aos olhos de Landif, o corpo de Tenen parecia uma cesta de doces açucarados e cheia de vitalidade.

— Ah…! Não aguento mais. Eu… não consigo…

A nuca ficou vermelha e quente. Tenen virou a cabeça e mordeu a coberta com força, soltando-a em seguida e liberando uma respiração violenta.

— Coloque o seu aqui, coloque tudo aqui até encher. Landif, por favor…

As mãos amarradas pela toalha separavam as nádegas desesperadamente. Por entre o interior do orifício que já estava bem aberto exibindo todo o fundo, a parede interna reagia com intensidade.

A mão de Landif, que acariciava a coxa de Tenen e massageava a pele úmida, retirou-se. O rosto de Landif, que afastou os cabelos que haviam caído, estava rígido como se estivesse zangado, ao contrário de antes.

Ele moveu os ombros amplamente uma vez, como alguém que recupera o fôlego, e em seguida retirou o espéculo de trás de Tenen. O objeto encharcado saiu facilmente e foi arremessado sobre a coberta.

— O senhor nasceu com o dom de seduzir um homem. Jovem mestre.

Junto a um sussurro baixo, Landif aproximou-se colando-se à traseira de Tenen. Tendo exposto o membro que a essa altura já estava rigidamente ereto, ele alinhou a extremidade ao orifício bem aberto, esperando que o espaço vazio fosse preenchido.

— Conforme as suas ordens. Vou preenchê-lo completamente.

A força foi aplicada nas mãos que seguravam o quadril de Tenen. O orifício moveu-se e aderiu à glande de Landif como se a beijasse. Sem dar tempo para Tenen liberar o ar que havia engolido às pressas pela expectativa, o membro de Landif empurrou a parede interna e penetrou profundamente.

— Haa…!

Mantendo as nádegas empinadas e o corpo rigidamente paralisado, Tenen contraiu o orifício intensamente. A entrada do orifício, que havia amolecido por ter sido castigada por Landif, envolveu o membro sem causar dor. A parede interna que aderia ao tronco era macia, calorosa e gananciosa.

— Haa.

Landif, que soltou um gemido baixo, franziu as sobrancelhas de leve. Algo oscilava nas pupilas que observavam as costas de Tenen, que estavam brilhantes e úmidas.

— Ah, sim… Haa, ah…

Deixando uma extensão de cerca de duas falanges de fora, o membro cravado profundamente não se movia de jeito nenhum, mas Tenen estava submerso no prazer, tremendo o corpo em espasmos.

Todo o seu corpo estava quente diante daquela satisfação que preenchia o interior como se estivesse sob medida para o seu orifício. Era diferente de um instrumento que era apenas rígido. O membro firme envolvido por uma pele fina era suficientemente elástico e pressionava a parede interna irregular com suavidade. A próstata era friccionada contra os vasos sanguíneos salientes, pulsando intensamente como se um coração estivesse instalado naquele lugar.

Quando Landif, que segurava e afastava as duas nádegas com as mãos, começou a retirar o membro lentamente, Tenen emitiu um som de choro enquanto os músculos da parte posterior das coxas sofriam pequenos espasmos. Seguido pela sensação de que todo o interior do ventre estava sendo puxado para fora, parecia que até mesmo a sua mente distante e flutuante estava sendo varrida.

Landif inclinou o tronco apoiando uma das mãos ao lado do ombro de Tenen, e com a outra mão envolveu a cintura dele. O peito que subia e descia por respirar de forma arfante colava-se à palma da mão dele.

— O lugar que estava coçando, como está.

Uma fagulha de calor surgiu na voz que antes era apenas gélida. A voz que havia emitido um tom manso para a encenação agora afundava de forma densa, arranhando o interior do ouvido de Tenen com aspereza.

Diante daquela sensação arrepiante, como se o interior de seu ouvido estivesse sendo possuído, Tenen estremeceu. Na escuridão profunda, a voz dele derretia de forma pegajosa e aderia à pele.

— Logo… preencha até o fundo… Rápido.

Instigando o membro que estava pendurado na altura da glande, Tenen moveu a cintura. O orifício amolecido aderiu ao membro como se o sugasse, envolvendo o tronco.

Landif penetrou lentamente até o fundo e depois retirou devagar, repetindo o movimento algumas vezes. Esperando que Tenen liberasse respirações profundas consecutivamente diante daquela satisfação que subia quente como se estivesse submerso em água morna, os movimentos dele foram acelerando aos poucos.

— Ah… Sim… Haa…!

O prazer doce estava impregnado nos gemidos que escapavam da boca aberta de Tenen. Conforme a velocidade aumentava a ponto de emitir sons molhados e lamacentos, Tenen mordia os lábios repetidamente, esfregava a bochecha na coberta molhada de suor e virava a cabeça em desalinho, revelando o prazer sem ocultar nada. Quando o prazer que não conseguia ser totalmente extravasado pelos gemidos subia como um clímax, o interior do orifício movia-se como se estivesse se debatendo, massageando o membro de Landif de forma obscena.

— Ah, haa! Sim! Ah, mmm…!

— O interior está quente, e o senhor está suando muito.

— Ah…! Es… estranho…! Mmm! Haa…! Haa…!

As nádegas, que eram golpeadas contra o baixo-ventre de Landif com sons de impacto molhado, ficaram tingidas de vermelho. Devido à rápida penetração, o fluido escorregadio se misturava e se prolongava de forma viscosa, e uma espuma branca surgiu nas dobras esticadas.

— Não…! Haa, sim…! Is… isso… Ah!

O prazer que parecia preencher o interior de forma satisfatória começou a correr desenfreado como um cavalo enfurecido. Era uma sensação incontrolável. Estrelas cintilavam diante de seus olhos e as pontas dos dedos das mãos e dos pés ficavam estonteantes. Lágrimas fluíam por conta própria e uma saliva límpida escorria da boca aberta.

O membro espesso criava um atrito quente contra a parede interna. Quando se cravava firmemente no fundo, parecia que todo o seu corpo estava em chamas pelo calor, e quando o membro saía raspando o interior, algo como um choro bloqueava a sua garganta. Visto que aquilo se repetia de forma tão rápida que ele não conseguia acompanhar de jeito nenhum, não havia outra forma de se expressar a não ser emitindo sons de choro.

— Ah…! Haa, ah! Sim! Landi…! Ah, sim!

O corpo, incapaz de suportar o prazer, sofria espasmos esporádicos. Segurando o membro espesso firmemente, a entrada do orifício tremia, e as costas magras e os ombros de Tenen, assim como as coxas, estremeciam e ficavam vermelhos.

— Parece que ainda não percebeu. Jovem mestre, isso não é algo estranho.

Landif, que sobrepôs completamente o tronco às costas de Tenen, deixou seus longos cabelos caírem. A mão dele que segurava a cintura agarrou o peito de Tenen, que palpitava a ponto de parecer que ia explodir. Quando ele colocou o pequeno mamilo rigidamente ereto entre os dedos e o girou, Tenen retorceu a cintura.

— Diga uma vez.

— Ah! Ah…! N-Não…! Ah!

— Diga “gostoso”, jovem mestre.

O sopro quente colou-se ao pé do ouvido. Landif encostou os lábios no pavilhão auricular de Tenen e proferiu as palavras como se o estivesse doutrinando. E estendeu a língua vasculhando profundamente o canal auditivo para que as palavras sussurradas não pudessem escapar. Enquanto o som molhado e pegajoso preenchia a sua mente, a voz de Landif invadiu a consciência de Tenen com um passo de atraso.

— Ah, ah… Go… gostoso…!

— Sim. Está indo muito bem.

— Ah, sim! Me… sinto… bem! Ah! Haa!

Ondas invadiram o seu peito por completo e depois varreram tudo ao recuar. Era uma libertação extrema que deixava a visão totalmente branca.

Onde afinal aquele calor esteve escondido? Tenen sentia que o corpo encharcado pelo prazer ficava mais leve cada vez que expelia pelos lábios o calor acumulado em seu interior.

Devido à constituição doentia, aquele corpo miserável que jamais havia conseguido correr desenfreado de forma livre flutuava leve como uma pena. Estava quente e distante. A carne que o havia aprisionado em uma vida tediosa foi despedaçada por completo, despertando o instinto que estava oculto no fundo.

Será que não era esse tipo de liberdade que o seu avô desejava lhe transmitir?

Cada vez que Landif se enterrava profundamente em seu interior, Tenen soltava um gemido alto, saboreando o calor que se tocava intensamente. Embora estivesse com os olhos cobertos e as duas mãos amarradas, ele estava mais livre do que em qualquer outro momento.

Tudo o que estava acumulado em seu peito era eliminado através do suor e dos fluidos corporais. Sem sequer perceber que o sêmen caía em gotas devido ao estímulo causado pelo membro espesso que entrava esmagando a parede interna, Tenen balançava o corpo tingido de vermelho.

Por causa do interior de Tenen que o agarrava sem parar, Landif teve uma longa ejaculação mantendo o membro enterrado no fundo dele.

Recebendo o sêmen que se derramava em abundância, Tenen emitiu um som nasal satisfeito e esfregou a bochecha na coberta. A gravata que havia coberto seus olhos o tempo todo foi removida ao roçar na coberta, revelando seus olhos que estavam úmidos de lágrimas.

As pupilas azul-claras estavam imersas em lágrimas e brilhavam de forma extasiante. No instante em que o mundo que estava rigidamente coberto clareou junto ao prazer extremo, Tenen percebeu que a sua vida jamais poderia ser a mesma de antes.

O calor que experimentava pela primeira vez na vida. Seus olhos, que haviam suportado uma rotina tediosa ao desistir de tudo precocemente e espremer a consciência em um corpo frágil, agora brilhavam como o sol do pleno verão.

Landif observou aquela cena sem sequer piscar os olhos.

O momento milagroso em que a vida brotava continuava belo e sem nenhum dano, mesmo sobre uma cama obscena e repleta de cheiro de suor e sêmen.

[3. Lábios úmidos e beijos]

— Para resumir a conclusão, ninguém além de mim viu o seu estado desalinhado.

Diante das palavras de Landif que proferia de forma comedida, Tenen assentiu com uma expressão aérea.

— Sim.

Meio-dia, sob um vento morno. Tenen, que havia tomado o café da manhã tardiamente, estava sentado apreciando a hora do chá com uma pequena mesa disposta na varanda do quarto do segundo andar. Visto que era uma distância em que os criados que andavam pelo jardim poderiam olhar para cima se erguessem a cabeça, Landif fingia ser um mordomo respeitável e permanecia de pé um passo atrás de Tenen.

— Está ouvindo direito?

— Ahn? Sim.

— Parece que ainda não acordou totalmente. Será que ainda não está se sentindo bem?

— ……

Tenen piscou os olhos aéreos lentamente mantendo o queixo apoiado na mão sobre a mesa de chá, como se as palavras de Landif já nem chegassem aos seus ouvidos. A xícara de chá erguida, quase tocando os lábios, também permanecia estática no ar. Tenen fitou um canto do jardim por um longo tempo, onde não havia nada de especial para se ver exceto os galhos das árvores balançando com o vento, e em seguida soltou um suspiro melancólico.

— Haa…

Junto ao suspiro, as pálpebras relaxaram e seus olhos ficaram semicerrados. Sem beber sequer um gole afinal, ele depositou a xícara de chá exatamente como estava e lambeu os próprios lábios secos com a língua. Ao contrário de seu rosto que tinha pouca cor, quando a língua vermelha contornou os lábios, uma atmosfera peculiar envolveu a sua figura que estava melancólica.

Observando o perfil de Tenen que começava a exibir um tom avermelhado na região dos olhos, Landif manteve o silêncio. Ao contrário de exibir movimentos melancólicos como se o sono estivesse se derramando, Tenen estava viçoso como um botão de flor ao amanhecer banhado pelo orvalho. Se comparado à figura de apenas dois dias atrás, que estava ressecada e sem vitalidade como alguém que estava prestes a morrer, parecia uma pessoa totalmente diferente.

Após a relação sexual do dia anterior que se estendeu da banheira para o quarto, Tenen, que havia acordado após dormir como se estivesse desmaiado, permaneceu o tempo todo nesse estado. Ele ficava aéreo com a mente distante e não ouvia direito quando o chamavam ao redor, ou ficava estático por um longo tempo segurando a colher na boca enquanto comia, ou emitia sons de lamentação esfregando a bochecha com a palma da mão de forma repentina ao se lembrar de algo.

— Sabe, Landif.

— Sim.

— ……É sempre tão gostoso assim?

Era uma frase ambígua e sem objeto, mas Landif entendeu imediatamente o que Tenen dizia. Afinal, havia apenas uma coisa que poderia ser chamada de “incidente” ocorrido com Tenen.

— Sabe, para mim… viver era muito tedioso.

Contornando a borda da xícara de chá com a ponta do dedo em movimentos circulares, Tenen soltou um riso baixo.

Embora dissessem que Tenen era o terceiro filho sem posses de uma família de visconde decadente, ele era um membro da linhagem colateral da tradicional família Felisto e sobrinho do atual conde. Apesar disso, Tenen era gentil com qualquer um e jamais perdia o sorriso. Ele distribuía o sorriso igualmente até mesmo para um criado com vestes sujas, e cruzava o olhar sem hesitação com os habitantes do território que eram pobres a ponto de não conseguirem pagar os impostos devidamente.

Isso não era porque a sua personalidade fosse gentil como a de um anjo. Também não era porque ele vivesse alegremente agradecendo por cada dia que lhe era concedido.

— Porque não haveria nada que eu pudesse alcançar com as minhas próprias mãos. O rumo da minha vida já estava definido há muito tempo, e eu sou apenas uma casca vazia que não possui talento, saúde ou determinação suficientes para mudar isso.

Para Tenen, de qualquer forma, tudo era apenas tedioso e sem significado. Dedicar sentimentos para desgostar de algo ou quebrar a cabeça avaliando o valor das pessoas também parecia inútil.

↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna

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Sinopse:
Como herança de seu avô, Tennen recebeu uma mansão silenciosa e um homem. Landiff, um espírito amaldiçoado que habitava a mansão sem dono. O homem, que jamais envelhecia e cuja beleza nunca desbotava, chamava a si mesmo de “Caixa”.
“A caixa é transferida para Tennen Skyler.”
O que foi herdado por Tennen, ao aceitar o bizarro testamento de seu avô, era a vergonha secreta do velho que não podia ser mostrada a ninguém. Era o próprio desejo impuro, preservado em seu estado mais cru. Até que o fundo da caixa fique completamente vazio, a herança, uma vez iniciada, não irá parar.
“Você já teve relações com um homem antes?”
O desejo trazido à tona pelo homem apático submerge completamente o jovem mestre nobre e puro.
“Seu talento é impressionante, meu mestre.”
Em meio a dias de luxúria que experimentava pela primeira vez, o desejo de Tennen se torna ainda mais profundo.
“Lembre-se bem de sensações como esta, meu mestre.” “Isso é o que chamam de desejo.”
Na terra de musgo azul, na vila de verão de Blue Moss, começa o verão mais quente de sua vida.
Nome alternativo: Desire Box Caixa Dos Desejos

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