Ler Desire Box (Novel) – Capítulo 02 Online


Modo Claro

2ª Parte

Tenen tentou conversar com Landif por mais algum tempo, mas ao perceber que não conseguiria obter as respostas que queria, estalou a língua.

— Então, por ora, vamos sair daqui.

— Para onde?

— Ora, sei lá. Para a ala dos criados ou para onde for… Mas espera, ei, por mais que eu seja apenas o filho de um visconde, não é um pouco demais você me tratar assim de forma tão informal?

— Você deseja essa configuração?

— Não, não é uma questão de configuração… E aquele traje que parece uma sacola, o que é isso também. Eu ouvi dizer que você serviu como mordomo desta mansão por muito tempo. Agora não vai mais trabalhar como mordomo?

Os olhos vermelhos como rubis fitaram Tenen. A aparência era deslumbrante, mas o que aqueles olhos continham era próximo ao vazio. Ele parecia não ter nenhum pensamento e não sentir absolutamente nada. Ao olhá-lo assim, em silêncio, era uma beleza capaz de fazer alguém perder as palavras, como se fosse enfeitiçado. Tenen decidiu sair daquele depósito apertado antes de perder ainda mais o juízo.

— De qualquer forma, quando precisar de você, vou chamar. Então fique em algum outro lugar que não seja aqui.

— Assim farei. Senhor.

Na voz que até pouco antes soava como o eco vazio de uma caixa, um leve calor se infiltrou. Nos olhos arregalados de Tenen, surpreso, entrou a imagem de Landif inclinando suavemente a cabeça em um gesto cortês.

— …Senhor, por quê.

Murmurou baixinho, mas não disse para que retirasse o tratamento. Para o filho de um visconde que nunca havia tido nada que valesse a pena chamar de seu, não era desagradável ter uma coisa tão singular quanto Landif em suas mãos.
Tenen saiu do depósito que estava cheio de ar pesado e respirou fundo.

— Oh, senhor. O senhor estava aí?

A governanta Susan o encontrou enquanto avançava com os braços cheios de lençóis. Tenen sacudiu os cabelos para limpar a poeira.

— Lamento ter aparecido de repente. Não precisa se apressar, pode preparar tudo com calma.

— O que está dizendo? De que adianta varrer e esfregar uma casa vazia? Para nós, é muito mais motivo de gratidão ter o senhor aqui.

Três anos desde que o avô falecera. Durante esse tempo, nenhum convidado havia visitado esta mansão. Por mais de dez anos, o único hóspede desta mansão havia sido o avô, e mesmo ele havia parado de aparecer desde que sua saúde piorou drasticamente cinco anos atrás.
Ou seja, Tenen era o primeiro hóspede em cinco anos. Os empregados, que haviam continuado varrendo, esfregando e cuidando da mansão para que ela não se deteriorasse mesmo sem ninguém morando lá, tratavam Tenen como um hóspede ilustre e cantarolavam alegremente.

— O quarto já está pronto. Se tivéssemos sido avisados com antecedência, poderíamos tê-lo preparado de forma ainda mais especial. Ah, mas o senhor não deve pensar que foi preparado às pressas, está bem? Não é que não o tenhamos mantido durante todo esse tempo.

Mesmo abraçando aquela pilha de lençóis quase do seu próprio tamanho, Susan não mostrava nenhum sinal de cansaço. Não é possível contratar muitas pessoas para uma mansão grande e vazia sem ninguém morando nela. Esta mansão, duas vezes maior do que a residência principal da família Visconde Skyler, era mantida por apenas cinco empregados além de Susan. Duas camareiras, dois criados, um estribeiro. E ocasionalmente jardineiros ou reparadores contratados de acordo com a estação.
O fato de conseguirem manter a mansão com esse número se devia inteiramente ao testamento do avô. Ele havia deixado uma herança para a manutenção da mansão, de forma que Tenen, que não tinha recursos abundantes, pudesse mantê-la. Era uma forma de alocar anualmente uma certa quantia da fortuna pessoal do avô para ser usada na mansão.
Como as finanças não eram geridas pela residência principal da família Conde Felisto, o fardo para Tenen era menor, e como o orçamento não podia ser aumentado se não fosse usado para a mansão, desvios também eram impossíveis.
Uma propriedade limpa e íntegra, sem precisar se responsabilizar por impostos nem se preocupar com a administração. Mesmo que Tenen ficasse completamente falido e sem ter para onde ir, enquanto tivesse esta mansão, não haveria risco de ficar sem onde dormir ou morrer de fome.

— Que preocupação. Eu sei que vocês trabalharam muito durante esse tempo. Tenho a intenção de aumentar o orçamento em breve e contratar mais pessoas, então aguentem mais um pouco.

— O senhor tem um coração tão bondoso!

— Aliás, eu queria te perguntar uma coisa.

Ele tinha intenção de perguntar sobre o tratamento de Landif, que estava largado no depósito. Certamente, enquanto o avô estava vivo, Landif ocupava o lugar de mordomo desta mansão (embora seu papel fosse mais próximo ao de um servo pessoal que seguia o avô por toda parte).
Ao receber a herança, seu tio Jeronhilt havia lhe dito que Susan, a governanta daquela mansão, trabalhava lá há quase dez anos. Portanto, ela devia saber melhor do que ninguém como Landif havia vivido antes do avô falecer.

— Pode falar à vontade sobre qualquer coisa.

— É que…

Como deveria abordar o assunto. Foi quando Tenen estava momentaneamente escolhendo as palavras que Susan olhou por cima do ombro de Tenen e exclamou:

— Ora!

Franzindo as sobrancelhas com energia. Quando Tenen se virou, naturalmente lá estava Landif. A presença de Landif, saído do depósito apertado para o lado de fora, era surpreendentemente marcante. Seus cabelos prateados, próximos ao branco, eram tão longos que arrastavam pelo chão, e sua altura e porte físico, que Tenen não havia conseguido notar porque ele estava agachado, também eram consideráveis.
Tenen também não tinha uma altura que o fizesse ser chamado de baixo em lugar algum, mas Landif era uma cabeça mais alto que ele. Mesmo com uma postura ligeiramente curvada, dava para ver que seus ombros eram largos, e mesmo pela silhueta das roupas que pendiam como sacos, os músculos firmes eram visíveis.
Mesmo assim, ele continuava sendo belo e misterioso como um deus da beleza. Revelado pela luz do sol que jorrava abundantemente pela janela, e não pela pequena luz de uma lanterna, ele era quase sagrado, como uma cena de mitologia.

— Senhor. Por acaso o senhor conversou com aquilo?

— Hmm. Na verdade, eu ia falar sobre seu alojamento.

As pontas das sobrancelhas de Susan se elevaram muito. Ela se moveu para ficar entre Tenen e Landif, como para protegê-lo, e fitou Landif com olhos cheios de hostilidade.

— Se o senhor conversar com uma coisa dessas, vai acabar amaldiçoado também.

— Amaldiçoado?

— Pense no falecido senhor. Por que um homem que não tinha do que precisar deveria ter passado uma velhice tão solitária? Não foi tudo por culpa desse maldito demônio que o seduziu?

Não imaginava que a situação seria tão ruim. Tenen mordeu levemente o interior da bochecha e soltou.

— As coisas ficaram assim. Desta vez, meu tio me deixou a mansão junto com Landif como herança. Foi o testamento do meu avô.

— O senhor menor… não, o Conde, disse isso?

Tenen apenas encolheu os ombros. Segundo as palavras do tio, ao organizar os bens pessoais do avô, ele havia descoberto tardiamente o testamento referente à mansão e a Landif. Os detalhes internos eram desconhecidos. Mas como a carta do tio explicando a herança estava acompanhada de uma cópia do testamento do avô, Tenen aceitou tudo de forma casual com um “parece que as coisas ficaram assim”.

— Afinal, o avô me deixou isso, não posso largar no depósito, não é mesmo?

— Se o senhor assim o diz…

Susan assentiu com a cabeça, sem conseguir esconder completamente seu desagrado.

— Há algum trabalho que possa ser designado a ele?

— Trabalho, o único que havia era servir ao senhor. Nunca troquei uma palavra com ele direito, senhor.

— Isso é inconveniente. Eu não me sinto bem sendo servido.

— Então, que tal fazê-lo rachar lenha?

— Nessa estação?

— Senhor, aqui é Bluemost. É muito mais frio do que na capital, sabia? À noite, se não acender a lareira, dá para pegar resfriado.

É verdade. Este era um chalé de verão. Lembrando-se do clima de Bluemost, onde ficava o chalé, Tenen assentiu e esfregou a bochecha. Não era um lugar onde se vinha de férias para escapar do calor escaldante que fazia o cérebro derreter? Era natural que fosse mais fresco do que o verão na propriedade. Pensando bem, ele estava com uma camisa de manga comprida e um casaco, e não sentia o calor sufocante a ponto de suar, mas sim uma leve sensação de calor agradável.
Susan sorriu um pouco ao ver Tenen bufar para cima para tirar um fio de cabelo que havia caído, com um ar levemente constrangido.

— E também é preciso aquecer a água e cozinhar.

— Caramba. Nisso eu não havia pensado. Desse jeito, sou mesmo um nobre donzelo.

A família Visconde Skyler administrava uma pequena vila que envergonharia o nome de propriedade. A renda era apenas um pouco acima da de um plebeu abastado, e os Skyler costumavam se misturar com os habitantes da propriedade sem cerimônias. Por isso, Tenen tinha uma consciência fraca de ser nobre.
Mas por mais simples que fosse, nobre era nobre. E sobretudo porque a residência principal era a família Conde Felisto, que comandava uma grande propriedade, o apoio recebido da residência principal a cada estação não era desprezível. Mesmo convivendo com os habitantes da propriedade sem distância, como vizinhos, Tenen era de fato um nobre. Ao chegar em casa, havia um criado que imediatamente aquecia a água do banho, e havia empregados que preparavam as refeições de acordo com seu gosto.
Bem, pensando assim. Quem mais, se não um donzelo nobre, aceitaria prontamente receber uma “coisa parecida com gente” como herança. Tenen se censurou com um sorriso sarcástico diante de sua própria absurdidade.

— Então, quanto a Landif, deixo nas mãos de Susan. Eu não sei nada sobre essa mansão.

— Entendido. Vou me encarregar de aproveitá-lo bem.

Susan, que só havia conseguido dar uma leve inclinação de cabeça por estar abraçando aquela montanha de lençóis, olhou para Landif com uma expressão que havia se tornado subitamente afiada.

— Você vem comigo. Vou encontrar alguma tarefa que até você consiga fazer.

Landif enviou um olhar a Tenen, como se pedisse permissão. Quando Tenen assentiu levemente para indicar que concordava, Landif perguntou com um rosto sem expressão:

— É essa a configuração?

As sobrancelhas de Tenen franziram levemente. Antes no depósito, e agora também. Que configuração, que história é essa. Era difícil entender o que Landif dizia. Seria por ter pouco contato com outras pessoas? Ou afinal, por não ser um humano comum? Tenen pensou por um momento sobre a verdadeira natureza de Landif, depois sacudiu a cabeça para jogar fora o pensamento.

“De qualquer forma, vou ficar aqui por pouco tempo e partir. Não adianta pensar muito nisso.”

Embora tivesse vindo à mansão seguindo os procedimentos da herança, não tinha intenção de ficar aqui por muito tempo.
Comparada a esta mansão, mesmo que fosse mais humilde e pequena, Tenen gostava da família Visconde Skyler. O burburinho animado dos familiares e dos empregados. Os rostos cheios de vitalidade dos habitantes da propriedade. Deitado exausto à sombra de uma árvore, encharcado de suor no calor sufocante, ele sentia que estava vivo. Era um dos poucos momentos especiais do ano para Tenen, que costumava ser impassível em tudo.
A primeira refeição na mansão foi perfeita.
O cozinheiro trazido às pressas de um vilarejo próximo tinha um talento extraordinário para preparar prato de frango. Pouco habituado a lidar com nobres, ele se curvava profundamente diante de Tenen, mas assim que Tenen o abordou de forma amigável e abriu espaço para a conversa, imediatamente começou a tagarelar animadamente.
Como a refeição havia sido feita em um horário ambíguo entre o almoço e o jantar, Tenen deu uma caminhada leve pelo jardim da mansão enquanto os empregados organizavam a bagagem. Embora houvesse galhos crescendo por aqui e ali, o jardim era magnífico. Acima de tudo, sua escala era tão grande que era impossível percorrê-lo todo de uma vez.
Tenen voltou do passeio, matou a fome levemente com chá de ervas e biscoitos, e tomou um banho com o ânimo levantado. As pétalas espalhadas pela água do banho eram as que ele havia encontrado durante o passeio. Vermelho, laranja, amarelo. Balouçando na banheira, pétalas tão frescas quanto o sol no auge do verão, Tenen mergulhou o corpo e cantarolou.
O quarto preparado por Susan era limpo e aconchegante. O cheiro dos anos nos móveis antigos e o cheiro fresco do sol se misturavam, criando uma sensação lânguida. A bagagem trazida na carruagem estava arrumada naturalmente, como se aquele quarto sempre tivesse sido o quarto de Tenen.

— Com umas férias assim, não faltaria nada para aproveitar a última liberdade.

Deitou-se na cama macia e contemplou a pintura no teto feita com tinta azul. Havia sido um dia perfeito.
Tenen ofereceu uma oração de agradecimento ao avô que lhe havia deixado a mansão e foi dormir. Uma noite silenciosa em que até os pássaros do jardim dormiam profundamente. Sem imaginar nem um pouco que alguém se esgueiraria até sua cama.

***

O rosto do homem banhado pela luz da lua exalava até uma certa sacralidade. Seria assim que um deus da beleza se manifestaria? O rosto luminosamente transparente do homem se inclinou, e os cabelos que brilhavam suavemente como fios de luz da lua se derramaram. Os dedos dos pés de Tenen se contraíram com a sensação de cócegas ao toque sobre sua pele nua.
Ninguém poderia ter previsto. Que aquele homem, que parecia jamais ter alimentado nem um pingo de desejo, se enfiaria entre as pernas de outra pessoa. Que os lábios que pareciam nunca ter abrigado uma palavra suja se abrissem e engolfassem o pênis completamente ereto, e que a língua vermelha deslizasse e lambesse entre as nádegas.

— Haa…!

Os pequenos gemidos que escapavam eram de Tenen. Mesmo dentro de sensações tão vívidas que faziam até os pelos se eriçarem, Tenen não conseguia se livrar da torpeza. Seu corpo inteiro estava pesado como algodão encharcado e ele não conseguia mover nem um dedo.
Tudo parecia um sonho. As sensações eram vívidas, mas o fato de não conseguir se mover, como se estivesse sendo esmagado por algo, era como estar preso em uma paralisia do sono, mas as sensações no corpo nu eram doces demais para serem chamadas de pesadelo.

— Um sonho… será?

A pronúncia que saía era mole como lama encharcada. Sua língua estava entorpecida como se anestesiada, e abrir os lábios era difícil. Tenen piscou as pálpebras lentamente e soltou pequenas respirações.

— Vim devolver o conteúdo.

Da boca com lábios molhados de saliva em uma cor lasciva, caiu uma voz indiferente. Sua voz estava ressecada sem uma gota de umidade. Mas a língua que apareceu entre os lábios se movia com a flexibilidade de uma serpente e acariciava o pênis de Tenen.

— Ugh, hmm…

— Você já se relacionou com um homem?

— Isso… jamais… huh…! claro que não.

— Você já usou este lado?

Uma das mãos que segurava a parte de trás das coxas apertou as nádegas e tocou o lugar discretamente fechado entre elas. Enquanto tocava levemente com as pontas dos dedos o que havia se contraído de tensão, pressionou o centro com firmeza, demonstrando a intenção de entrar. Com a estranheza que se sentia além da pele, Tenen torceu levemente o corpo e franziu a testa.

— Por, por que ali…?

Era uma parte do corpo que ele nunca havia imaginado que algo pudesse entrar. O polegar enrijecido pressionou o orifício como se fosse cutucar a qualquer momento. O orifício pressionado abaixo dos dedos se contraiu e se encolheu repetidamente.

— …

Landif, sem responder, apenas movia as pontas dos dedos. Enquanto friccionava com os dedos as dobras do orifício que havia se contraído como se tomado de medo, levou a outra mão ao abdômen de Tenen. A mão que avançava lentamente para cima sobre a pele nua empurrou a roupa até as axilas. Os dedos tão suaves quanto gesso polido cuidadosamente deslizaram pelo peito de Tenen.

— Ugh…

No momento em que os dedos frios passaram pelos mamilos que haviam ficado eretos de tensão, o abdômen de Tenen ficou côncavo de tensão e tremeu. Landif prendeu levemente o mamilo entre os dedos indicador e médio e friccionou os dedos. O pequeno mamilo foi ficando rosado e cada vez mais rígido.

— Não precisa ficar tenso. Não vou machucar.

De entre as coxas de Tenen, os dois olhos de Landif brilharam com um vermelho de rubi. Ele olhou diretamente para os olhos vacilantes de Tenen e abriu a boca. E mais uma vez engolfou seu pênis.
Landif engoliu o pênis de Tenen até a garganta, apertando-o suavemente, e o acariciou mexendo o interior da boca quente. Os cabelos que haviam caído faziam cócegas suaves no abdômen inferior. O pênis engolido pulsava ardentemente e se agitava cheio de vida, diferente da mente de Tenen que havia afundado em torpeza.

— Aah…

O calor se concentrou ao redor dos olhos e ele engoliu em seco. Tenen piscou os olhos com a visão tremeluzente e, sem perceber, agarrou os cabelos de Landif. Como a força não estava bem aplicada, ele poderia se soltar com facilidade. Mas Landif, em vez de afastar as mãos de Tenen, moveu a cabeça conforme ele pressionava e sugou o pênis.

— Ugh, hmm…!

Sentiu um arrepio e então o calor se espalhou por todo o corpo. A pele ficou úmida de suor frio e até a respiração estava quente. Tenen se debateu levemente e esfregou os calcanhares no lençol.

— Hoje é apenas o começo.

↫─☫ Continua….

⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna

Ler Desire Box (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Como herança de seu avô, Tennen recebeu uma mansão silenciosa e um homem. Landiff, um espírito amaldiçoado que habitava a mansão sem dono. O homem, que jamais envelhecia e cuja beleza nunca desbotava, chamava a si mesmo de “Caixa”.
“A caixa é transferida para Tennen Skyler.”
O que foi herdado por Tennen, ao aceitar o bizarro testamento de seu avô, era a vergonha secreta do velho que não podia ser mostrada a ninguém. Era o próprio desejo impuro, preservado em seu estado mais cru. Até que o fundo da caixa fique completamente vazio, a herança, uma vez iniciada, não irá parar.
“Você já teve relações com um homem antes?”
O desejo trazido à tona pelo homem apático submerge completamente o jovem mestre nobre e puro.
“Seu talento é impressionante, meu mestre.”
Em meio a dias de luxúria que experimentava pela primeira vez, o desejo de Tennen se torna ainda mais profundo.
“Lembre-se bem de sensações como esta, meu mestre.” “Isso é o que chamam de desejo.”
Na terra de musgo azul, na vila de verão de Blue Moss, começa o verão mais quente de sua vida.
Nome alternativo: Desire Box Caixa Dos Desejos

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