Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 18 Online

↫─Capítulo 18
Kwon Saheon. Talvez o homem mais perfeito do mundo.
O carinho especial que eu tinha por esse homem doce, como açúcar, acabou se transformando em uma paixão.
Eu não tinha olhado para meu hyung, que desde o começo era como família, com outros olhos. Muito devagar, sem perceber, como se estivesse sendo molhado por uma chuva leve, notei o afeto que havia se infiltrado e percebi que havia cruzado o limiar do amor.
Olhando para trás, eu sempre tinha sentimentos especiais por Saheon mesmo na infância, quando não sabia de nada, então me perguntei se meu amor vinha se acumulando desde criança, mas não conseguia responder isso com confiança.
No entanto, quando aquela criança de quatro anos — que tinha dito com toda a audácia do mundo que ia se casar com o Saheon — entrou no jardim de infância e percebeu que meninos não podiam se casar, desabei em lágrimas. Era o desespero de uma realidade que me barrava antes mesmo de eu tentar. Foi aí que o Saheon prometeu que se casaria comigo quando crescessemos. E então meu hyung entrou na faculdade e já não conseguíamos nos ver com tanta frequência, e logo depois ele foi para o exército.
Eu não entendia claramente, mas sentia vagamente que os sentimentos de ‘gostar’ que sentia por Saheon e os sentimentos de ‘gostar’ que sentia por Chaehun hyung eram de natureza diferente.
Quando foi que isso começou? Parece que foi na época em que eu estava crescendo mais um pouco e me acostumando com as despedidas repetidas de Saheon.
A certa altura, notei que o meu olhar em relação a ele tinha mudado gradualmente. Me peguei cativado pelo sorriso do meu hyung, dando espiadas na pele visível entre as roupas confortáveis que ele usava em casa… E notar os músculos que antes não me chamavam a atenção, o pomo de adão no pescoço dele e suas mãos grandes fazia meu coração disparar.
Foi durante um daqueles momentos ambíguos depois que Saheon voltou do exército e antes de ele voltar para a faculdade. Eram as férias de verão, e meu hyung estava com tudo pronto para voltar no segundo semestre.
Enquanto Saheon estava fora no exército, Chaehun hyung conseguiu um emprego e estava ocupado como novo funcionário, então, durante todas as férias de verão, éramos apenas eu e Saheon ocupando a casa da minha tia. Naquele dia, estávamos só nós dois em casa.
–Está calor.
Resmunguei, já que o ar-condicionado tinha quebrado e eu estava dividindo um ventilador com ele. O vento daquele ventilador velho era fraco até na velocidade máxima.
— É… está calor para caramba. Vamos tomar um sorvete?
Saheon, que estava deitado, murmurou como se estivesse morrendo. Como eu me sentia em casa tanto na casa dos meus pais quanto na da minha tia, fui naturalmente até a geladeira e peguei dois sorvetes.
No caminho de volta com o sorvete, congelei no lugar sem perceber. Ao contrário de mim, que estava de manga curta e bermuda, meu hyung usava uma regata porque dizia que estava com calor. Eu não sabia por que estava salivando ao olhar para o corpo de Saheon.
Mesmo com o vento batendo, os traços leves de suor na pele dele a deixavam ainda mais radiante. Saheon, espalhado no chão com uma mão segurando o celular e a outra se abanando de vez em quando, olhou para cima ao me ver parado.
— O que está fazendo aí, Mungmung? Anda logo.
Aquele breve olhar foi passageiro, mas os pensamentos na minha cabeça foram longe. Será que a voz do hyung sempre foi tão bonita assim? Será que o hyung sempre foi tão alto? Será que o hyung sempre teve um corpo tão bonito? Será que hyung sempre foi… Tão bonito assim? Meu coração despencou com uma sensação que me surpreendeu, e minhas bochechas coraram.
Entreguei ao hyung o picolé de fruta, em formato de parafuso, que ele tanto gostava. Era uma preferência que eu sabia sem precisar perguntar. Meu coração, que tinha despencado, continuava a bater forte como um eco. Dei uma mordida no meu picolé sabor soda, torcendo para que o gelo resfriasse a minha cabeça.
Graças ao doce gelado que entrou no meu corpo, minha temperatura corporal foi gradualmente esfriando, mas a do meu coração não. Senti uma sensação estranha, porém familiar, por todo o corpo enquanto espiava Saheon de relance.
As pernas de Hyung estavam esticadas no sofá, com as pontas penduradas sobre o apoio de braço. Suas panturrilhas quase chegavam no apoio de braço, e ele parecia tão confortável que até cantarolava uma melodia de vez em quando. Com sorvete na boca, ele mandava mensagem para alguém com uma mão só, e os cantos da boca estavam levemente virados para cima.
Na TV, a reprise de um programa de variedades antigo passava sem que ninguém prestasse atenção. Fazer uma pergunta para ele foi quase um instinto. Dei uma lambida no picolé e perguntei ao meu hyung, que não tirava os olhos da tela do celular:
— O que está fazendo?
— Mandando mensagem.
— Para quem?
— …Um amigo.
Notei o leve silêncio que pairou após a resposta do hyung. Algo afiado espetou meu peito, gerando um incômodo ruim.
Não insisti no assunto, mas meu instinto me avisou na hora. Era uma namorada. Aquela pontada no peito cresceu. Com o desconforto aumentando, continuei a chupar o picolé em silêncio.
Até entrar no ensino médio, eu era mais magro e crescia mais devagar que meus colegas, parecendo muitas vezes uns três ou quatro anos mais novo do que realmente era, mas, naquela altura, eu já começava a entender as coisas. Minha imaginação começou a voar longe.
Será que Saheon já tinha beijado sua namorada? Será que eles se beijaram e deram as mãos, saíram em encontros e compartilharam momentos de amor?
Crescendo com pais professores, aprendi que essas coisas só deveriam ser feitas com a pessoa que você se casa. Naturalmente, a ideia de Saheon se casar fez meu coração afundar por um motivo diferente.
Passei o resto do dia num estado de melancolia profunda. Depois de jantar com os meus pais, fazer a lição de casa e ficar pensando em Saheon e na namorada dele até a hora de dormir, finalmente consegui pegar no sono bem depois da meia-noite.
E, naquela noite, Saheon apareceu no meu sonho. Não houve nada de especial nele. Eu simplesmente fiz, no lugar dela, as coisas que Saheon e a namorada teriam feito.
Andamos de mãos dadas, fomos a lugares divertidos, dividimos comida e passeamos em lugares com um clima gostoso. Então, assustado, acordei e percebi que minha cueca estava úmida.
Eu me lembrava perfeitamente de ter ido de fininho lavar a cueca de madrugada, com o corpo ardendo da cabeça aos pés. Graças às aulas de educação sexual na escola, eu sabia que aquilo era uma polução noturna, mas saber o termo técnico não ajudava em nada.
No entanto, os sonhos molhados envolvendo hyung continuaram. Os sonhos comuns de mãos dadas começaram a mudar à medida que meu conhecimento aumentava e minha imaginação florescia. Na maioria das vezes, meu sonho era apenas ficar encarando o corpo do meu hyung, em consequência disso, foi ficando cada vez mais difícil olhar para o rosto dele na vida real.
Eu me sentia culpado por ter sonhos safados com o hyung, mas também porque as sementes de afeto que eu não conseguia definir estavam começando a ficar mais pesadas.
A certa altura, me peguei olhando para Saheon com o coração disparado feito louco, indo do céu ao inferno com o menor dos gestos dele.
Quando notei os sentimentos que vinham me ensopando como uma chuva fina, percebi que já estava completamente encharcado pelas sensações doces e amargas de uma paixão platônica.
Assim, não tive escolha a não ser admitir: o fato de que eu gostava do meu hyung de forma romântica.
E, pela primeira vez desde que esse longo amor não correspondido começou, sonhei que beijava Saheon.
Nesse estado de quase-sono, esfreguei minha bochecha contra a cama que tinha o cheiro do perfume e do corpo de Saheon e, de repente, despertei para a realidade, percebendo que estava deitado na própria cama dele.
Como eu tinha dormido de bruços, meus ombros estavam rígidos, mas isso não importava nem um pouco agora. Fiquei tão assustado que ergui o tronco usando apenas a força dos braços e, ao ver o quarto de Saheon com mais clareza, desabei de volta no colchão.
Todo o meu corpo ferveu quando os detalhes vívidos do sonho voltaram como uma enxurrada. Quase soltei um gemido de pura angústia, mas cobri a boca rapidamente. O calor da minha bochecha contra a palma da mão era intenso.
Já fazia muito tempo que eu tinha admitido que gostava do meu hyung, mas aquela era a primeira vez que algo assim acontecia. Eu não conseguia controlar meu corpo trêmulo e, ao me virar de lado, o quarto de Saheon ficou ainda mais visível.
Fiquei desesperado com o medo de ter cometido um erro inconsciente. Dei uma checada por baixo do cobertor, perto da minha cueca, mas não estava úmido. Um suspiro profundo de alívio escapou de mim.
Pelo menos nada tão vergonhoso quanto ter um sonho molhado na cama de outra pessoa tinha acontecido, mas, logo em seguida, uma sensação de repulsa por mim mesmo se instalou. Parecia que eu tinha acabado de sonhar com um amontoado de impuros desejos.
—… Ah… Devo estar louco….
Afundei a cabeça violentamente no travesseiro do hyung, e o leve cheiro de xampu me fez querer morrer ainda mais. Dizem que se você dormir de bruços, terá sonhos travessos. Com a combinação da minha posição de sono e do cheiro do hyung, ficou claro que aquele desejo inconsciente havia se acendido.
Esfreguei a cabeça repetidamente contra o travesseiro, tirando um tempo para me culpar. Um gemido baixo e confuso acabou escapando. Depois de um tempo, enquanto eu remoía o rancor daquela luxúria que tinha me levado a fantasias tão indecentes, percebi que havia esquecido de algo.
O que era? Piscando sem expressão, percebi que o quarto estava muito claro. Virei a cabeça bruscamente para olhar pela janela, e uma luz branca entrava pelas cortinas.
Ofeguei involuntariamente. Eu tinha esquecido da aula. Fui mexendo na cama, mas não consegui encontrar meu celular. Levantei de um pulo e bati a porta do quarto com força, correndo para fora.
Saheon, vestindo roupas confortáveis de ficar em casa, estava sentado no sofá. Recuperei o fôlego a custo e perguntei:
— Hyung, que horas são?
— Onze horas.
— Ah… graças a Deus…
Fechei os olhos e soltei um suspiro de alívio. Hoje, as aulas começaram à tarde. Tinha bastante tempo para me arrumar e ir. O som da TV, que estava misturado ao fundo, parou de repente. Meu hyung tinha desligado o aparelho com o controle remoto.
— É por causa da aula? Eles não cobram presença durante a orientação. Você não precisa ir.
— Mesmo assim…
Crescendo com pais professores, eu tinha a compulsão de seguir rigorosamente a frequência. Mesmo tendo parado de falar a frase no ar, minha determinação em ir era evidente, e Saheon deu de ombros como se dissesse para fazer o que eu quisesse e falou gentilmente:
—Você está se sentindo bem? Trouxe sopa para a ressaca.
—Sim, estou bem. Eu te disse que aguento bem o álcool.
Apesar da minha resposta corajosa, Saheon franziu a testa como se não gostasse. Roçando a ponta do maxilar marcado com a ponta dos dedos, ele fez um gesto para que eu me aproximasse.
Quando fiquei na frente do hyung, ele deu um tapinha leve no assento ao lado, indicando que não era para eu ficar ali de pé. Ele estava me mandando sentar junto dele? Engoli em seco sem querer. O sofá parecia ter o tamanho exato para acomodar dois homens confortavelmente.
Tentei me sentar ao lado de Saheon sem demonstrar o quanto estava adorando aquilo. O estofado afundou de leve com o meu peso. Os dedos do meu hyung começaram a dar batidinhas rítmicas no lóbulo da minha orelha. Depois de um longo silêncio, ele finalmente falou:
— Você se lembra de quando fui te buscar ontem?
— Lembro. A gente estava bebendo na casa do Choi Hyun-oh, e aí você foi me buscar.
Saheon me olhou com um olhar crítico por um momento. Será que fiz algo errado? Rapidamente repassei minha memória, mas nada se destacou. Eu tinha acabado de beber com meus colegas e fomos para a casa do Choi Hyun-oh para beber.
—Por que você não atendeu minhas ligações?
A voz do meu hyung cortou meus pensamentos. Parecia que ele mesmo já tinha desvendado o mistério. A resposta certa seria “porque eu não ouvi”, então fiz menção de responder rápido, mas pareceu que ele nem precisava da minha resposta para começo de conversa.
— De agora em diante, não esqueça de atender a cada ligação minha, Cheongmyeong. Eu me preocupo com você.
— Tá bom…
Enquanto minha resposta morria no ar, Saheon sorriu e estendeu a mão na minha direção. A mão grande do meu hyung envolveu minha bochecha. Ao sentir aquele calor contra o meu rosto, meu coração disparou. Ele manteve a mão ali e começou a acariciar minha boca de leve com o polegar.
— Se você não atender da próxima vez, eu vou ficar bravo de verdade.
— Entendi…
Ao abrir a boca para responder, senti a textura dos dedos dele de forma ainda mais nítida. Mesmo depois que terminei de falar, meu hyung não afastou a mão. Saheon, com seus olhos semicerrados e caídos, ele mantinha o olhar fixo nos meus lábios, apertando-os e massageando-os como se estivesse mexendo em um bolinho de arroz, chegando bem perto do limite tentador da minha boca com o polegar.
— E o que mais?
Uma voz arrastada veio em seguida. Minha mente estava meio distraída pelo toque do hyung, e arregalei os olhos. Saheon continuava com aquele mesmo olhar observador.
— …O que mais o quê?
— Você não tem mais nada para se desculpar com o seu hyung?
“O que eu fiz?” A primeira coisa que me veio à mente foi o sonho em que beijei a Saheon, mas estava claro que o hyung não conseguia enxergar minha cabeça, então não era isso.
Parecia que meu hyung queria que eu confessasse o que tinha feito de errado, além de não ter dado notícias. Eu não conseguia lembrar de absolutamente nada, mas sob o olhar dele, me senti pressionado a falar alguma coisa. Fiquei desviando os olhos de um lado para o outro, tentando resgatar qualquer detalhe na memória.
No entanto, tudo o que eu conseguia lembrar era de beber com meus colegas, ir para a casa do Choi Hyun-oh, não atender às ligações do meu hyung nesse intervalo, ser buscado por ele e voltar em silêncio para casa. Eu não tinha mais nada de onde espremer alguma culpa. Uma das sobrancelhas de Saheon se arqueou.
— …Nada?
— Desculpa… eu realmente não sei…
Os lábios fechados de Hyung se curvaram em um sorriso. Era parecido com o sorriso de modelo de companhia aérea que ele tinha quando nos encontramos. O Hyung continuou tocando minha bochecha e perguntou:
— Como você acha que está o clima entre nós agora?
— O clima?
Saheon ainda falava de um jeito difícil de entender. O sorriso de Hyung se aprofundou um pouco mais. Palavras que pareciam sussurrar escaparam dos lábios de Saheon.
—… Você dormiu no meio disso ontem.
— Ah… verdade. Me desculpa.
Aparentemente, o erro tinha sido eu simplesmente apagar no carro quando ele foi me buscar. Após pedir desculpas, olhei para o rosto enigmático do meu hyung e acrescentei mais um pouco:
— Então… você me carregou? Desculpa… eu devia estar pesado.
Uma leve rachadura surgiu no sorriso de modelo de companhia aérea do meu hyung. A mão dele na minha bochecha parou, Saheon me encarou em silêncio e soltou um suspiro curto.
Ele afastou a mão do meu rosto, jogou o cabelo para trás com desdém e soltou outro suspiro breve.
Hyung parecia um pouco irritado, e enquanto eu ficava encarando em silêncio, ele deu um sorriso frio. Não era um sorriso nascido da vontade de querer rir; era mais como uma máscara. Enquanto o silêncio silencioso continuava, meus dedos se curvaram involuntariamente.
Depois de um longo tempo me olhando com um sorriso forçado, hyung finalmente falou claramente, como se mastigasse as palavras.
— …O nosso Cheongmyeong… está se fazendo de idiota?
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Natali Ferraz
Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar