Ler O Marido Malvado (Novel) – Capítulo 217 Online


Modo Claro

Toda vez que o homem pronunciava seu nome, Eileen sentia um calor singular se espalhar dentro de si. O som da voz dele, grave e baixo junto ao seu ouvido, provocava um delicioso arrepio que percorria seu coração e seu corpo.

Ela virou a cabeça, como se antecipasse o seu olhar, e olhou para cima, para dentro dos olhos vermelhos-escuros e profundos dele.

— Você precisa voltar logo, não é? — perguntou baixinho.

Ela havia presumido que aquilo fosse apenas uma rápida pausa que ele roubara para vê-la. Mas a resposta dele foi lenta e despreocupada:

— Pretendo ficar até amanhã de manhã. — Então olhou para ela, com um leve toque de dúvidas no olhar. — Você está mandando seu marido embora?

— Não, nunca! — respondeu apressadamente, abaixando a cabeça.

Ela murmurou, com os olhos fixos nos próprios pés:

— Eu estou muito feliz, só isso.

Não havia fingimento em suas palavras; apenas alegria pura e sincera. Ela tinha certeza de que o tempo deles naquela casinha de tijolos havia chegado ao fim. Agora que ele ocupava uma posição tão alta, imaginava que os momentos vividos ali se tornariam apenas lembranças preciosas.

Ela saiu delicadamente de seus braços e voltou a observar suas roupas. Ele ainda usava o uniforme do Exército Imperial, mas, uma nova medalha brilhava em seu peito, o símbolo do Imperator.

Eileen se lembrou de uma história que havia lido certa vez: um rei-soldado que continuava vestindo seu uniforme para honrar sua identidade como homem da espada. Aquilo a deixou feliz, pois ela sempre o amou em trajes militares.

Com movimentos habituais, Cesare retirou o casaco e o colocou sobre o antebraço. Seu olhar percorreu a casa de tijolos. Os móveis simples, o ambiente familiar. No passado, sua presença ali parecia fora de lugar. Deslocada. Ela achava que a casa era pequena e humilde demais para ele. Mas agora era diferente. Estava acostumada com o homem naquele espaço, e sabia que era nessa casinha que ele se encontrava mais à vontade.

A energia afiada e constante da espada que ele representava permanecia embainhada, suavizada pela paz simples do lar dos dois.

Eileen tinha inúmeras perguntas. Estava curiosa sobre o destino de Leone. Mas os jornais ofereciam apenas especulações vagas, ofuscadas por artigos sobre o novo Imperador. Mas por enquanto, sua curiosidade ocupava um lugar secundário. Deu um pequeno passo à frente e agarrou a manga dele, ficou na ponta dos pés e depositou um beijo leve em seus lábios. Um estalinho vergonhosamente alto.

Rapidamente, levou a mão ao rosto, numa tentativa inútil de conter o calor crescente em suas bochechas quentes.

— …Senti sua falta — sussurrou, como se estivesse se desculpando.

Um sorriso se espalhou pelo rosto de Cesare. Ele se inclinou e beijou Eileen de volta, mas o dele não foi breve. Ele lambeu os lábios dela, os separou com perícia, e aprofundou o beijo, sua língua explorando a boca macia. Tão perdida naquele momento, Eileen fechou os olhos com força. O silêncio da casa de tijolos foi preenchido com os sons dos gemidos abafados de ambos. O corpo dela estremeceu, e ela estava sem fôlego.

Quando enfim se separaram, Cesare a pegou no colo. Estava tão perdida no momento, que o levantamento repentino fez seus olhos se arregalarem. Apesar da surpresa e de uma pequena resistência, ele a carregou escada acima com facilidade. 

Seu rosto, completamente vermelho, repousou contra o peito do homem enquanto se entregava silenciosamente nos braços dele. As pernas longas subiram as escadas em poucas passadas, e rapidamente estavam no segundo andar. Ele foi direto ao quarto, com a intenção de colocá-la na cama. Mas Eileen se agarrou a ele, sem querer se separar. Ele inclinou o corpo sobre o dela, e com ela ainda em seus braços, acomodou-a gentilmente sobre o colchão. Seu peso era imenso, embora sustentasse a maior parte do próprio peso, tentando aliviar o máximo possível.

Ainda assim, Eileen acabou admitindo:

— Está pesado.

Ele riu, levantando o corpo ligeiramente, como se estivesse esperando que ela dissesse isso.

Ela o encarou timidamente. As sobrancelhas ligeiramente caídas.

— Quero te beijar de novo — pediu, em voz baixa.

Ele imediatamente inclinou a cabeça para atendê-la. Enquanto os lábios deles se encontravam de novo, as mãos grandes do homem começaram a percorrer o seu corpo, desabotoando botões e fitas com facilidade.

Quanto tempo havia passado? Nos sonhos, estiveram tão próximos. Mas aquilo não foi realidade. Agora, fora daquela fantasia, tudo parecia um sonho distante.

A realidade do relacionamento deles carregava a mesma tensão e novidade da primeira vez. Um arrepio suave percorreu sua pele, a estremecendo levemente. Ele notou, e seus lábios traçaram um caminho por sua bochecha.

— Está com medo? — perguntou em voz baixa, como se já soubesse a resposta.

— Só estou um pouco nervosa — confessou honestamente. — Faz tempo.

Ele beijou suas pálpebras. Eileen moveu as mãos e começou a mexer desajeitadamente nos botões da camisa dele. Cesare observou aquelas mãozinhas, pegou uma delas e a levou aos lábios. Lambeu cada dedo, então se agarrou à mão dela, enterrando os lábios na palma. O gesto possessivo, como se para reivindicar o espaço que o anel em seu dedo há muito ocupava, mas não havia ansiedade nele. Seus corações agora estavam completamente expostos um para o outro. Sabiam que a verdade do amor que compartilhavam jamais mudaria.

Eileen gemeu. O tesão entre eles aumentava gradualmente. Logo, as roupas estavam espalhadas e os corpos nus. Ela já havia visto o corpo dele antes, ainda assim, a visão continuava tirando seu fôlego. Se inclinou e beijou seu ombro, de maneira brincalhona, deu uma mordidinha nele, seus dentes pequenos afundando no músculo firme do homem. O corpo de Cesare reagiu imediatamente, e ela se surpreendeu, arregalando os olhos. Tinha mordido forte demais?

— Doeu? — perguntou, se afastando rapidamente.

Ele sorriu ao ver a expressão alarmada dela, um brilho safado surgiu em seus olhos.

Em represália, deu uma mordida na ponta do seu nariz:

— Dói, sim.

Antes que ela pudesse se desculpar, ele pressionou o membro duro contra o corpo dela. A sensação firme e quente a deixou imóvel, com os olhos ainda arregalados, finalmente compreendeu o significado das palavras dele.

— Ah…

Um gemido escapou de seus lábios. Seu olhar parecia um pouco perdido. Então, subitamente tomada por determinação, ela começou a se mexer, levando as mãos à fivela do cinto dele. Seus dedos finos se atrapalhavam ao tentar soltá-la. A posição era desconfortável, não conseguia firmar bem as mãos. Ela olhou para cima, para ele, com as mãos ainda mexendo na fivela.

— Talvez… você pode se deitar? — sugeriu baixinho. — Eu quero ficar por cima.

Ela imaginava que aquela posição seria muito mais fácil, mas Cesare apenas riu. Uma risada grave e profunda que reverberou em seu peito. Ele a puxou para mais perto. E, em um único movimento ágil, inverteu às posições. Quando Eileen percebeu, já estava sentada sobre ele, montada em seu colo. Levantando uma sobrancelha, o homem perguntou:

— O que exatamente você estava planejando fazer ficando por cima?

Eileen hesitou antes de responder.

— Eu ia… desafivelar o seu cinto e tirar ele…

— Só isso? — perguntou ele, empurrando levemente os quadris para cima.

 

Eileen soltou um suspiro surpreso, apoiando as mãos sobre o peito dele. Seu corpo se inclinou involuntariamente para a frente, aproximando ainda mais seu rosto do dele. Cesare estreitou os olhos, um brilho de puro desejo nas profundezas deles.

— É só isso que você pretende fazer, Eileen? — perguntou ele.

Continua …

Tradução e Revisão: Elisa Erzet 

Ler O Marido Malvado (Novel) Yaoi Mangá Online

Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
 
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
 

 
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
 
 

 
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
 

Sinopse 

Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage 
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui

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