Ler Pivô Profundo (Novel) – Capítulo 48 Online

Deep Pivot — Capítulo 48
— Felizmente, suas roupas estão intactas.
Seojoon entregou a camisa do uniforme escolar que havia recuperado do carro. Ela havia caído debaixo do banco de trás, enterrada sob sacolas de compras.
— Obrigado.
As pontas dos dedos se roçaram, provocando um arrepio no corpo de Yeonwoo, ainda remanescente da sessão de orientação. Ele não conseguiu evitar fixar o olhar nos lábios de Cha Yeonwoo, ligeiramente inchados e ainda úmidos.
— Tenente Ji, pegue o Bebê e suba ali. Vamos para o centro acertar as declarações.
O Coronel Jin instruiu, apontando para um carro preto além da barricada.
— Sim, senhor.
Seojoon respondeu.
Depois de ouvir a resposta de Seojoon, o coronel foi embora, dando instruções aos outros.
Já era de manhã cedo.
— Descanse um pouco no caminho. Você deve estar cansado, pois não dormiu bem ontem.
Seojoon disse, olhando para Yeonwoo. Seus olhos se voltaram para baixo, enquanto ele pensava no que se escondia sob as roupas intactas.
— … Se troque primeiro em casa.- acrescentou.
Abaixando o olhar, Yeonwoo assentiu silenciosamente.
— Não tenha pressa. Eu espero no carro.
— OK.
Depois de dar um tapinha no braço de Yeonwoo, Seojoon cruzou a barricada e sentou-se no banco de trás do carro que o Coronel Jin havia mencionado. Observando-o partir, Yeonwoo rapidamente voltou para casa. A cada passo, ele se lembrava intensamente das sensações de antes, causando arrepios na espinha.
Assim que entrou, tirou a camiseta. Os efeitos da sessão de orientação fizeram seus músculos tensos se contraírem e relaxarem em ondas.
Yeonwoo tirou as calças e a cueca úmida. Seu membro contraído se libertou, a cabeça brilhante e inchada ficou vermelha, como se pudesse explodir a qualquer momento.
— Ah, não…
Desabando no chão, Yeonwoo se recompôs. Os músculos das costas subiam e desciam lentamente com a respiração ofegante.
Não acostumado a esse tipo de ação, seus movimentos desajeitados e impacientes continuaram. Mesmo assim, com apenas algumas investidas, ele sentiu uma vontade avassaladora gozar, uma liberação que havia sido reprimida por muito tempo.
— Hngh… ngh.
Com a testa pressionada contra o chão, Yeonwoo cerrou os dentes e gemeu baixinho. Abra. Mais. As palavras sussurradas de antes ecoaram vividamente em sua mente, provocando um arrepio em seu corpo já febril.
— Não.
Sêmen espesso escorria por entre seus dedos. Haa, haa… Respirações quentes escapavam pelos lábios entreabertos. Apesar de vários jatos, seu membro continuava a se contrair, ainda não totalmente acalmado.
— Ah, há… ngh, ha…
Gemidos desenfreados escapavam de seus lábios, ainda ofegantes. Por um tempo, Yeonwoo não conseguiu se mover daquele lugar.
Ele sabia que tais reações corporais eram inevitáveis durante a orientação. No entanto, usar a voz de Seojoon como ferramenta para atingir o clímax o enchia de vergonha e culpa.
Não fazia muito tempo que ele havia percebido completamente seu desejo por Seojoon, mas esta não era a primeira vez que Yeonwoo se encontrava nessa situação.
Seu primeiro sonho molhado, seu primeiro ato de auto-prazer — Seojoon sempre esteve lá, consciente ou inconscientemente.
“Você está machucado, bebê?” “Você é lindo.” “Você está bem agora.” “Relaxa”. “Bebê, bebê, você é lindo…” Inúmeras noites, essas palavras envolveram Yeonwoo enquanto ele chegava ao clímax. Sempre que pensava naquela voz, inevitavelmente se aquecia.
“—
Eu te amo. Eu te amo.
O que eu faço? Acho que te amo tanto, Tenente…
As palavras que ele não suportava pronunciar em voz alta voltaram à sua garganta. Suspirando silenciosamente, Yeonwoo fechou os olhos com força. Seu hálito quente espalhou-se pelo chão pegajoso enquanto ele soltava um suspiro cálido.
✽✽✽
Quando Yeonwoo entrou no carro, Seojoon assentiu em cumprimento.
— Você está usando as roupas que eu comprei.
— Sim.
— Elas ficaram bonitas.
Seojoon se aproximou para sentir o cheiro persistente em Yeonwoo, um leve toque de água e seu cheiro corporal único, como se ele tivesse acabado de tomar banho.
O carro começou a andar. O motorista era um funcionário do centro que conheciam apenas de passagem. Ele não era tão simpático quanto Songhee ou Yoo-jung, então o silêncio se instalou no carro.
Seojoon falou, um tanto distraído.
— Que tipo de perfume você usa, Yeonwoo?
— Eu? …Eu não uso perfume.
— Então, que tal sabonete líquido?
— Só… sabão.
Seojoon acrescentou: — Você sempre cheira bem.
— …
— Fiquei curioso para saber o que você usou.
A proximidade das coxas se tocando era desconfortável, então Seojoon se moveu em direção à borda, apoiando o braço na janela.
Yeonwoo também se moveu para o outro lado, virando a cabeça em direção à janela. Seojoon olhou brevemente para a mão de Yeonwoo apoiada no assento.
— …
Ele pegou delicadamente o mindinho de Yeonwoo e o soltou. Surpreso, Yeonwoo se virou para encará-lo.
— Obrigado por hoje.
Seojoon sussurrou as palavras tão suavemente que apenas os movimentos dos seus lábios puderam ser ouvidos. Então, virou-se para olhar pela janela com indiferença, seu perfil brevemente iluminado pelas luzes da rua.
Quando os três finalmente chegaram ao centro e saíram do carro, ninguém havia dito uma palavra.
— Por aqui, por favor.
O funcionário que os levou foi na frente.
Depois de passar por uma sala de conferências onde vários funcionários convocados às pressas estavam sentados, Seojoon e Yeonwoo entraram na sala de investigação para prestar depoimento. Seojoon explicou brevemente a situação a Cheong-oh, que ouviu atentamente.
— Primeiro, ouvi o dialeto yanbiano ou algo parecido. Acho que eles estavam nos seguindo desde mais cedo.
Cheong-oh franziu as sobrancelhas enquanto ouvia, com os braços cruzados.
—Então, presumimos que os dois que morreram eram de Yanbian, ou talvez das províncias de Hamgyeong ou Pyeongan. Mas aquele outro cara? Ele só falava russo.
Seojoon apertou os olhos.
— Ele só falava russo?
— É. É por isso que eles tiveram dificuldade em encontrar alguém fluente em russo a essa hora.
— Mas ele falou coreano comigo. No dialeto yanbiano.
— O que?
Seojoon pensou um pouco. Ele não tinha certeza devido à dor intensa que sentiu naquele momento.
Ele disse algo como: “Sem nome. Não importa onde, você é um incômodo. Vamos ver se você não morre, mesmo com a cabeça arrancada.” Ou algo assim.
Cheong-oh soltou um suspiro incrédulo.
— Então esse cara está mentindo?
— Ah, e antes disso, ele falava coreano claramente. Ele me disse para esperar um pouco. A voz dele era baixa, então isso me marcou.
— É, aquela voz estranha. Um barítono, aquele careca desgraçado.
O apelido provavelmente irritaria Min-gun (careca). ‘”Por que ele tinha que raspar a cabeça, afinal?” Cheong-oh murmurou distraidamente enquanto refletia sobre o assunto.
— O que você estava fazendo aí, Bebê?
— Ah, eu…
Quando a pergunta chegou até Yeonwoo, ele se endireitou e começou a explicar.
— Cheguei em casa, abri a janela e mandei um recado para o tenente. Tinha deixado minhas roupas no carro.
Escolhendo as palavras com cuidado para garantir que descrevesse os eventos com precisão, Yeonwoo explicou. Ele ouviu algo acontecendo lá fora e tentou ligar para Seojoon, mas como ele não atendeu, teve um mau pressentimento.
Ele decidiu sair por precaução. Ele havia recebido um revólver e uma licença para porte de arma mais cedo naquele dia, então essa foi a primeira coisa que lhe veio à cabeça.
Ele sabia que raramente o usaria, mas, por precaução, ele o levou consigo.
— Mas, à distância, vi dois homens parados na frente do tenente. Foi então que enviei uma mensagem urgente ao Líder de Equipe Jin.
…Mesmo que ele nunca tenha imaginado que precisaria usar a arma.
Cheong-oh ouviu atentamente, assentindo enquanto Yeonwoo falava. Apesar de toda a experiência com portais e criaturas estranhas, nem Cheong-oh nem Seojoon jamais haviam considerado a possibilidade de serem alvos de assassinato.
Mesmo que um Sem Nome fosse um alvo de proteção de alta prioridade, quem imaginaria que algo assim aconteceria? Eles não esperavam uma guerra, então quem em sã consciência ousaria tentar algo tão imprudente?
Não havia necessidade de tamanho caos; o mundo inteiro já estava em crise. Seus próprios portões já eram difíceis o suficiente para lidar, então por que perseguir o Sem Nome em outros países?
…A menos que não tivessem outra escolha.
— Aqueles desgraçados também não mataram o Sem Nome que desapareceu em Moscou? -, perguntou Cheong-oh, virando-se para Seo-joon. Um dos doze Sem Nome havia desaparecido e outro quase fora assassinado.
Um silêncio pesado pairava sobre a sala de investigação enquanto os três estavam sentados juntos.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna
Ler Pivô Profundo (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Devido a um trauma, o esper Ji Seo-joon se recusava a ter um guia exclusivo. Por causa de sua aversão ao contato com guias e das constantes baixas taxas de compatibilidade, ele vinha recebendo guiamentos de baixa qualidade há anos.
Diante de Seo-joon, que estava à beira de explodir devido ao acúmulo de fadiga, surgiu um guia com uma taxa de compatibilidade milagrosa.
【98,8%】
O protagonista com um número sem precedentes, Cha Yeon-woo, ainda era um estudante do ensino médio que nem sequer havia se formado. Ele foi lançado ao campo sem passar por treinamento, como se não se importassem se ele morresse.
“Ah, eu não sou uma criança. Tirei um ano de folga, então tenho vinte anos… Espero que você não diga que sou muito novo, mesmo que não saiba os outros motivos.”
Seo-joon não pôde deixar de sentir um aperto no peito diante da aparência inocente e dedicada do guia novato…
Nome alternativo: Piv Profundo Deep Pivot