Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 171 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 171

Shinu passou a língua pela parte interna da bochecha. Como esperado, algo realmente havia acontecido no Porto de Mokpo. Era provável que o porto tivesse sido impactado pela chegada em massa de sobreviventes e por ataques dos Devoradores.

— O que está acontecendo no Porto de Mokpo? O exército está perdendo território? — ele perguntou.

— Não tenho muita certeza, já que faz um tempo que saí de lá, mas ouvi dizer que Devoradores foram encontrados na China e no Japão também. Parece que eles cruzaram o mar e se espalharam por lá também. Mas, como não eram muitos, não foi difícil contê-los. Embora, provavelmente, tenham ocorrido baixas relatadas na mídia.

— …

— Por causa disso, parece que o mundo inteiro está em estado de alerta. Até os soldados estrangeiros que vieram ajudar estão se retirando. Felizmente, nossa marinha está guardando os mares ao redor da Ilha de Jeju, então é seguro… pelo menos por enquanto.

Apesar das notícias sombrias, Shinu mostrou pouca reação, pois já havia antecipado esse resultado. No mundo de hoje, era impossível que uma epidemia permanecesse confinada a apenas um país. A segurança total era inalcançável enquanto compartilhassem o mesmo planeta.

Shinu olhou sutilmente para Taebaek , perguntando-se se ele estava entristecido ou chocado com as más notícias. Mas o rosto de Taebaek estava tão inexpressivo quanto o de Shinu, como se ele não se importasse com o que acontecia na China ou no Japão.

Shinu acariciou gentilmente as costas da mão de Taebaek com o polegar e virou-se novamente para perguntar à pessoa no traje de proteção: — Se não recebermos contato até o final do dia de hoje, vamos em direção ao Porto de Mokpo?

— Uh… bem…

A pessoa no traje de proteção hesitou, coçando a testa com a unha antes de pegar um telefone. Ela tocou na tela, que mostrava uma porcentagem de bateria de 12%, e encontrou uma foto. Taebaek e Shinu se inclinaram para olhar.

Era uma foto aérea, com prédios de ambos os lados e uma rua que parecia ter desmoronado, assemelhando-se a uma vala de esgoto. A trincheira estava cheia de criaturas que pareciam formigas se aglomerando.

Taebaek deu zoom com o polegar e o indicador. A trincheira estava repleta de Devoradores. As criaturas sangrentas olhavam para a câmera, muito provavelmente para o helicóptero que havia tirado a foto, com as bocas escancaradas.

Era uma cena aterrorizante, como pecadores nadando nas chamas do inferno.

A pessoa no traje de proteção explicou: — Se você caminhar por cerca de 30 minutos a partir daqui, há um pequeno rio que flui do mar. Para chegar ao Porto de Mokpo, você precisa cruzar esse rio, mas agora ele é chamado de Rio Devorador.

— …Rio Devorador?

— Sim, porque está cheio de Devoradores em vez de água. Eles foram impedidos de fluir para o Lago Yeongsan devido a uma barragem, então acabaram sendo empurrados para esse rio menor.

— …

— Está tão lotado de Devoradores que você mal consegue ver a água. A maioria das pontes que o cruzam foi destruída, e as que restaram estão infestadas de Devoradores rastejando. Além disso, as pontes não são muito altas, então os Devoradores conseguem escalá-las.

Shinu desviou o olhar da foto. Taebaek pegou o telefone, examinando a foto de perto, aparentemente fascinado, apesar de ser uma cena que já tinham visto muitas vezes. Enquanto isso, Shinu continuou sua conversa com a pessoa no traje de proteção.

— Há apenas alguns funcionários aqui?

— Sim, apenas nós dois.

— Não há nenhum soldado aqui? Eu pensei que os abrigos fossem obrigados a ter pessoal, como soldados ou policiais, capazes de manter a segurança e garantir a integridade dos sobreviventes.

— Eles estão… a maioria deles está ali — A pessoa apontou para um campo repleto de incontáveis túmulos.

— E o restante recebeu ordens para retornar. Eles foram convocados de volta para o Porto de Mokpo…

O rosto de Shinu se contorceu diante da afirmação. — Apenas os soldados?

— Sim, apenas os soldados. A primeira ordem veio há duas semanas, convocando urgentemente quaisquer soldados que tivessem prestado serviço por volta de 2016 ou 2017. Depois disso, começaram a convocar os de 2018, depois 2020 e então 2021, convocando-os gradualmente de volta.

Era estranho. Ordens para que os soldados retornassem eram compreensíveis, já que proteger o Porto de Mokpo era crítico. Se o porto caísse, não haveria saída, então garanti-lo era uma prioridade máxima, e convocar os soldados fazia sentido se houvesse falta de mão de obra.

No entanto, o fato de convocarem especificamente soldados de determinados anos era bizarro. Estariam procurando por alguém específico? Talvez o membro da família de alguma pessoa importante? Ou estariam investigando algo? Poderia a ONU ter encontrado alguma pista relacionada a um golpe?

Enquanto Shinu ponderava, acariciando o cano de sua arma, a pessoa no traje de proteção continuou: — Depois de irem embora, eles nunca mais voltaram. Os poucos que restaram ou desapareceram da noite para o dia, ou talvez pegaram as poucas armas que restavam e seguiram eles mesmos para o Porto de Mokpo. Não temos certeza.

Elas deram um sorriso amargo. Shinu cerrou os dentes. Pelo andar das coisas, não havia nada de valor restante ali. Provavelmente era melhor pegar o que precisavam e ir embora. Exatamente quando Shinu abriu a boca para perguntar se havia uma enfermaria, a pessoa no traje de proteção o interrompeu.

— Este lugar não tem comida, não tem soldados e não restaram armas para garantir a segurança.

— …

— Então… — Elas lamberam os lábios secos, deixando a frase no ar. Os olhos de Shinu se estreitaram, já tendo antecipado o que diriam a seguir. Estava claro que as pessoas que haviam bloqueado a entrada deles queriam algo.

— Vocês poderiam levar os sobreviventes restantes aqui com vocês para o Porto de Mokpo?

Shinu balançou a cabeça imediatamente. — Sinto muito. Como você pode ver, só temos duas armas. Não há como protegermos dezenas de sobreviventes—

— Doze pessoas — elas corrigiram.

— …Perdão?

— Há apenas doze sobreviventes aqui, incluindo nós dois.

As sobrancelhas de Shinu e Taebaek se ergueram diante do número surpreendentemente baixo. Apenas doze sobreviventes restantes em um abrigo tão grande.

— Sem comida ou água, a maioria das pessoas já foi embora, e isso é tudo o que resta.

— …

— É pedir demais? Nós dois podemos dar um jeito se vocês apenas limparem o caminho. Nós vamos vigiar as coisas conforme avançamos. Estamos apenas pedindo para vocês levarem os outros dez. Nós também queremos ir embora o mais rápido possível, mas não tivemos coragem de abandoná-los.

Sabendo que era um pedido difícil, a pessoa no traje de proteção abaixou a cabeça em tom de desculpa. Shinu soltou um suspiro. Doze sobreviventes. Não era um número grande de forma alguma, mas também não era pequeno.

Resgatar seis reféns presos na aldeia folclórica em Yongin já tinha sido um problema e tanto, e agora eram doze. Por mais capaz que Shinu fosse, proteger tantas pessoas era uma tarefa difícil.

Ele já tinha pensado em recusar, mas as palavras não saíram. Shinu suspirou novamente antes de finalmente responder: — Vou pensar a respeito.

— Ah, sim, claro. Por favor, pense.

— Há uma enfermaria aqui?

— Você está machucado?

— Só um pouco. Preciso refazer um curativo.

— Ah… mas não temos muitos suprimentos restantes. Ainda assim, me acompanhe.

A pessoa no traje de proteção liderou o caminho, e Shinu e Taebaek a seguiram com expressões sérias.

A enfermaria, que outrora provavelmente fora a sala de enfermagem da escola, estava impecável. Limpa demais, sem nada além de camas. Todas as gavetas estavam vazias, e os frascos de remédio no canto estavam desprovidos de conteúdo. Eles conseguiram encontrar uma única bandagem limpa.

Taebaek tirou as calças casualmente. Depois de oferecer sua coxa para tratamento várias vezes ao dia, ele não sentia mais nenhuma vergonha. Shinu era da mesma forma. Até mesmo as piadas cruas que Taebaek fazia para fazer Shinu olhar para a sua virilha haviam se tornado rotina.

Com Taebaek sentado na cama, Shinu checou seu ferimento, enquanto Taebaek arrastou uma mesa improvisada para preparar uma refeição. A pessoa no traje de proteção forneceu um fogareiro e uma panela, permitindo que eles desfrutassem de uma refeição quente pela primeira vez em algum tempo.

Em vez de pedirem comida ou reclamarem sobre as rações, as pessoas nos trajes de proteção apenas ofereceram o fogareiro. Parecia que elas mesmas tinham comida suficiente para cerca de dois dias. Com essa garantia, Shinu e Taebaek aceitaram o fogareiro sem hesitação.

Taebaek jogou três pacotes de arroz instantâneo e dois pacotes de molho de feijão preto em uma panela, cozinhando-os. Para a sopa, ele aqueceu um pacote de sopa de ovo. Ele também abriu um pacote de kimchi. Embora simples, era uma refeição reconfortante.

Por volta dessa hora, Shinu também terminou de cuidar dos ferimentos de Taebaek . Ele pegou um pouco de água de uma bacia larga para enxaguar as mãos. Essa água também havia sido fornecida pela equipe nos trajes de proteção. Em dias chuvosos, eles colocavam recipientes e bacias por todo o telhado para coletar a água da chuva, que depois usavam para lavar as mãos e o rosto.

— Hyung, vamos comer — Taebaek chamou Shinu enquanto desembrulhava uma colher descartável. Na mesa, havia um prato de plástico cheio de jajangbap e uma tigela fumegante de sopa de ovo. Shinu assentiu e começou a colocar algo em sua mochila.

O abrigo estava cheio de itens descartáveis empilhados: não apenas pratos, mas luvas, máscaras e todo tipo de suprimentos. Havia também kits preparados para os sobreviventes que passavam por ali, contendo itens como kits dentários, máscaras, meias, aquecedores de mãos, capas de chuva, vitaminas e sachês de café instantâneo. Shinu pegou cerca de três desses kits.

— Você deveria comer antes de sair fazendo loot — Taebaek provocou, batendo na mesa com a colher para apressá-lo. Shinu riu enquanto se levantava. Lootear — era uma palavra divertida, mas neste mundo onde a sobrevivência era uma batalha diária, ela havia se tornado incrivelmente útil.

Logo, Shinu acomodou-se em frente a Taebaek . A sopa de ovo era simples, mas quente, e o jajangbap, coberto com um pedaço de kimchi, estava tão satisfatório que o fez soltar um murmúrio de aprovação.

Eles comeram um pouco rápido, pois a fome que não haviam notado antes surgiu enquanto comiam. For para os coreanos, uma tigela quente de arroz e sopa não era apenas uma refeição — era às vezes uma alegria, às vezes um conforto, e um tipo diferente de consolo além do lar.

Embora três porções de arroz instantâneo fossem um pouco escassas para Taebaek e Shinu, eles decidiram não comer mais. Seus suprimentos de comida estavam começando a ficar baixos. Embora o Porto de Mokpo não estivesse longe, ainda era necessário racionar. Melhor ter sobras do que ficar sem.

Após a refeição, Taebaek fez café instantâneo misturando dois sachês em um copo de papel, e então entregou um para Shinu, que olhava pela janela. Shinu o aceitou com um sorriso.

— O que você está olhando?

— Ah… há crianças lá fora.

— Crianças?

Os olhos de Taebaek se arregalaram enquanto ele olhava pela janela.

↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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