Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 167 Online

↫─Capítulo 167
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Os dois se olharam fixamente no espaço vazio entre eles. Ambos respiravam superficialmente, olhando um para o outro com ansiedade, examinando o outro com pressa. Checaram os rostos um do outro, certificaram-se de que todos os membros estavam intactos e confirmaram, repetidamente, que ambos haviam sobrevivido para se encontrar de novo.
Shinu foi o primeiro a se desprender da tensão. Ele respirou fundo e deu um passo para dentro da estufa, fechando a porta com cuidado atrás de si. Ele acendeu a lanterna de sua arma para inspecionar a estufa por segurança, mas tudo o que viu foi bagunça, nada de especial. Seu olhar demorou-se na cabeça sem vida e esmagada do Devorador caído ali antes de apagar a lanterna.
Então, ele se aproximou de Taebaek .
— Você está machucado em algum lugar?
Sua voz baixa estava cheia de preocupação.
— ……
Taebaek olhou fixamente para Shinu, com os lábios firmemente pressionados um contra o outro, recusando-se a responder à sua pergunta. Com outro suspiro, Shinu começou a examinar o corpo de Taebaek .
— Por que tem tanto sangue em você? Não é o seu sangue, certo?
Shinu limpou um rastro de sangue da bochecha de Taebaek com as costas da mão. O cheiro pegajoso e fétido sugeria que era do Devorador com a cabeça esmagada ali perto.
Shinu queria perguntar por que ele não tinha usado sua arma, por que não tinha desabafado sua raiva de outra maneira. Ele queria saber se aquilo o tinha feito se sentir melhor, mas segurou a língua, sabendo que perguntar só deixaria Taebaek mais irritado.
Em vez disso, Shinu puxou alguns lenços umedecidos de sua mochila e tirou alguns, com a intenção de limpar o rosto de Taebaek .
— Vamos limpar o sangue primeiro, e depois precisamos encontrar um lugar para dormir—
Naquele momento, uma mão grande agarrou Shinu pelo colarinho. O aperto foi brutal e feroz, erguendo-o de modo que seus calcanhares mal tocavam o chão. O colarinho de sua camisa apertou seu pescoço com força, tornando difícil respirar.
Contudo, Shinu não emitiu nenhum som, nem empurrou Taebaek para longe. Ele simplesmente segurou os lenços umedecidos com firmeza em sua mão, absorvendo silenciosamente a fúria de Taebaek .
Isso só deixou Taebaek mais irritado. Sua visão era um vermelho ofuscante, como se tivesse sido atingido pelo sol. Sua cabeça parecia estar queimando, como se os vasos sanguíneos de seu cérebro estivessem estourando um a um.
Taebaek puxou Shinu para mais perto, deixando seus rostos a centímetros de distância. A respiração irritada e arfante de Taebaek chocava-se com a respiração calma e estável de Shinu.
— Só tente… tente fazer isso de novo, eu te desafio.
A voz baixa e rosnada de Taebaek transbordava fúria. Seu rosto contraía-se de raiva, e sua mão apertou ainda mais, cortando a respiração de Shinu até que suas bochechas ficassem vermelhas, visíveis mesmo na escuridão.
Finalmente, Taebaek o soltou, com o rosto retorcido de frustração. Shinu massageou a garganta, respirou fundo para se recuperar, ajeitou o colarinho amassado e afrouxou a gravata.
Taebaek fulminou Shinu com o olhar, com as mãos cerradas em punhos como se estivesse se contendo para não desferir um soco. Ele murmurava xingamentos baixinho, mal conseguindo conter a raiva fervorosa dentro de si.
— Droga… que se dane tudo…
Taebaek esfregou o rosto com força, como se tentasse arrancar a frustração.
Ele desprezava Shinu com cada fibra de seu ser. Ele o odiava tanto que queria esmurrar aquele rosto bonito até virar polpa. Embora tivesse se contido, incapaz de realmente machucá-lo, desejava apenas que aquilo… acabasse.
A imagem de Shinu virando as costas e deixando-o nunca havia saído de sua mente. Desde o momento em que foram separados até agora, Taebaek havia revivido o momento da partida de Shinu incontáveis vezes.
A jornada até a estufa sozinho tinha parecido interminável. Não era nem tão longe, mas tinha parecido como cruzar um deserto estéril sozinho, como flutuar em um universo vazio sem um traje espacial.
Ele sabia que Shinu voltaria ileso. Estava confiante, porque Shinu era uma pessoa inteligente e capaz.
Mas e se não voltasse? E se ele nunca mais retornasse? E se, uma hora depois, ou três, ou dez, amanhã, ou no dia seguinte, ele ainda estivesse sozinho naquela estufa decadente?
Uma vez que os pensamentos negativos começavam, eles não paravam. O desespero inundou-o como um temporal, afogando-o em visões do sangue de Shinu, de seu cadáver, de sua morte. Shinu, agora uma das criaturas, vindo para devorá-lo de todos os lados.
Os pensamentos espiralavam em arrependimento e culpa. Ele deveria tê-lo seguido. Ele não deveria tê-lo deixado ir sozinho. Mesmo que isso significasse morrerem juntos, teria sido melhor do que imaginar a morte dele sozinho. Por que Shinu o deixou? Como ele pôde fazer aquilo?
Os olhos injetados de sangue de Taebaek encararam Shinu enquanto ele agarrava o pulso dele com força, o suficiente para quase quebrá-lo. Mas a expressão de Shinu permaneceu calma.
Isso só enfureceu Taebaek ainda mais. Ele queria explodir, libertar o medo e o ressentimento reprimidos em seu coração. Ele queria mostrar a ele o quão destruído se sentira naqueles breves minutos em que estiveram separados. Ele queria culpá-lo e reprová-lo por tudo.
— Como… Como você pôde me deixar sozinho desse jeito, hyung?
— ……
— Você disse que não se importava com mais nada, contanto que não me deixasse sozinho!
— ……
— Você prometeu que viveríamos juntos, morreríamos juntos…
Mas como você pôde me deixar sem um segundo de hesitação… A voz de Taebaek tremeu, e suas pernas cederam debaixo dele. Sua coxa, que ele não tinha percebido que estava doendo, ardeu agudamente, e ele desabou no chão.
— Taebaek-ah.
Shinu, sobressaltado, ajoelhou-se para apoiá-lo, mas Taebaek afastou a mão dele com um tapa. Shinu olhou para a própria mão rejeitada com olhos vazios. Seu rosto parecia o de um filhote perdido, mas Taebaek não se importava em sentir pena dele agora.
Taebaek olhou para Shinu com olhos arregalados e cheios de lágrimas. As lágrimas brotaram e escorreram por suas bochechas em um instante.
— Eu te odeio, hyung…
Droga… eu realmente te odeio… Taebaek deu um soco forte no chão, espalhando terra e cascalho.
Na realidade, eles só tinham ficado separados por cerca de vinte minutos — um mero instante, na verdade. Mal, apenas, somente… palavras que pareciam tão insignificantes para o que ele havia sentido.
Mas não para Taebaek . Aqueles vinte minutos pareceram mais longos do que toda a sua vida, estendendo-se além da eternidade. A sensação de ser deixado sozinho neste mundo horrível era um terror indescritível.
Taebaek chorou amargamente. Ele não conseguia entender por que continuava sendo deixado sozinho naquela solidão miserável.
Ele queria amaldiçoar os céus, gritar com o céu noturno completamente escuro para se desabafar. Seus punhos estavam cerrados, com poeira e pequenas pedras escorrendo de seu aperto. Shinu segurou a mão dele quando ela estava prestes a golpear o chão novamente e limpou suavemente a sujeira de seus nós dos dedos machucados, onde a pele havia se rompido.
— Eu tomei a melhor decisão que pude para manter você seguro, como seu protetor.
— O quê…?
Taebaek olhou para ele com incredulidade, com a boca aberta. Lágrimas deslizavam por seu rosto. Shinu limpou uma delicadamente com as costas da mão.
— Havia riscos demais para nos movermos juntos. Um de nós precisava ser a isca, e eu era a escolha lógica. Sou menor e não estou machucado.
— …Ha…
— E se aquela situação acontecesse de novo, eu faria a mesma escolha.
— Você está brincando comigo?
Taebaek agarrou Shinu pelo colarinho novamente, desta vez com as duas mãos. Shinu parecia um estranho para ele. Ele havia esquecido todos os sentimentos que haviam compartilhado, as conversas sinceras e as inúmeras horas que haviam passado juntos? Ele não conseguia entender como ele podia dizer uma coisa daquelas.
Taebaek rangeu os dentes com um som agudo e abriu a boca para acusar Shinu. Mas antes que pudesse falar, Shinu torceu a mão de Taebaek , que agarrava seu colarinho, e a afastou. Ele nem usou muita força, no entanto a mão de Taebaek caiu desamparada. Shinu então pegou a mão de Taebaek entre as suas, pressionando a bochecha de Taebaek contra a sua própria palma grande e quente.
— Como seu guarda-costas, talvez sim, mas como seu amante…
Shinu respirou fundo, com a tristeza invadindo seus olhos antes secos.
— Me desculpe por ter deixado você sozinho, Taebaek-ah.
— ……
— Eu realmente sinto muito. Não farei isso de novo.
Ele pressionou os lábios firmemente contra o pulso de Taebaek antes de soltá-lo, exatamente como Taebaek costumava fazer. Então ele olhou para ele, com os olhos cheios de amor e anseio.
Deixar Taebaek sozinho também não havia feito bem a Shinu. Embora soubesse que Taebaek conseguia lidar com a travessia de qualquer ponte por conta própria, uma sensação incômoda recusava-se a desaparecer, como se estivesse deixando uma criança à beira da água.
Mas ficar agarrado ao lado de Taebaek também não era uma opção. Se aquele Devorador mordesse a mão de Taebaek , ou se sua mão fosse rasgada e ele perdesse o apoio no corrimão e caísse no rio, aquilo seria o fim de tudo.
O pensamento da morte de Taebaek era um pesadelo muito pior do que este mundo infestado de Devoradores; era o esquecimento total. Outros poderiam chamar de exagero, mas para Shinu, parecia real demais.
Shinu havia lutado até aqui, não para se apegar a esta vida sem valor, mas para estar com Taebaek . Por isso, ele precisava manter Taebaek vivo e tomar as decisões que permitissem isso.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.
Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive