Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 146 Online

↫─Capítulo 146
Taebaek afrouxou a gravata que sufocava o pescoço de Shinu e tirou sua camisa. Em seguida, vestiu-o com um moletom grosso. Com o coração preocupado, ele examinou o corpo de Shinu , imaginando se havia algum ferimento decorrente do acidente de carro.
Havia hematomas em seus cotovelos, canelas e ombros, mas nada grave o suficiente para fazê-lo perder a consciência. Isso foi um pequeno alívio, mas logo surgiu uma preocupação ainda maior.
Então, por que ele estava assim? Desde que se conheceram, Shinu nunca estivera nesse estado. Mesmo durante a terrível provação em Yongin, ele se manteve composto, e mesmo após três noites sem dormir, não demonstrara sinais de fraqueza.
Mas por que agora? Nada de grave havia acontecido hoje, exceto por um acidente de carro repentino. Então, por que a pessoa que dissera que iria se lavar estava caída no chão do banheiro?
— Hyung… o que está acontecendo…?
Taebaek murmurou, pressionando o nariz contra o cabelo de Shinu , com a voz embargada pela emoção. Ele estava com medo. Terrivelmente assustado, tanto que lágrimas brotaram em seus olhos.
Ele já havia passado por isso antes: cuidar da doença de alguém, preocupar-se se a pessoa se recuperaria, temer a morte, temer ser deixado sozinho. Ele nunca imaginou que teria que vivenciar isso de novo. Por que tinha que ser Shinu a passar mal desta vez? Em um mundo como este, em uma situação como esta, Shinu também iria deixá-lo?
Sua mãe fora da mesma forma.
Ela era firme, mas sempre gentil e cheia de risos para ele. Ela faria qualquer coisa por ele, ouviria qualquer coisa que ele tivesse a dizer e sempre lhe deu um amor sem limites. Ele pensara que poderia viver naquele amor para sempre.
Mas, um dia, ela se tornou uma paciente. Perdeu 10 quilos em um mês, perdeu sua vitalidade, depois não conseguia mais andar e, por fim, passava mais tempo com os olhos fechados do que abertos.
O médico constantemente trazia más notícias, e os executivos da empresa que a visitavam regularmente insinuavam que sua doença era um inconveniente. Se não fosse pela empresa que ela fundara, eles mal teriam sobrevivido, mas ainda assim a culpavam por qualquer oscilação nas ações da companhia.
Taebaek planejava seguir sua mãe se ela morresse, chegando a coletar remédios pouco a pouco, o suficiente para morrer instantaneamente de uma overdose.
Mas ele não pôde morrer. Foi o último desejo de sua mãe antes de partir. Ela lhe dissera que ele poderia segui-la quando quisesse — mas apenas depois de viver apaixonadamente, experimentando a alegria e a felicidade ao máximo. Ela queria que ele tivesse todas as experiências que ela teve ao criá-lo.
Taebaek segurou a mão esquelética de sua mãe e se perguntou como cumpriria o último pedido dela. Ele pensara em fingir que não a ouvira e apenas segui-la de qualquer maneira. Mas ela era tão rigorosa quando necessário que ele não conseguiu fazer isso.
Então ele conheceu Shinu . E em um mundo mais pessimista que o inferno, ele de alguma forma se viu feliz.
Ele o amava intensamente, sentia-se totalmente feliz quando riam juntos e sentia uma alegria imensa quando compartilhavam momentos bobos.
— Ah…
Taebaek soltou um suspiro curto.
Então ele havia completado o último pedido de sua mãe sem sequer perceber. Seria por isso que isso estava acontecendo? A doença de Shinu era um sinal de que ele, também, o deixaria?
Taebaek abraçou Shinu com ainda mais força. Ele começou a se perguntar se a doença de seu amado era culpa sua. Talvez lhe faltasse algo; talvez tivesse enfurecido os deuses, e eles estivessem levando embora aqueles que ele amava.
Seu corpo tremeu. Os destroços de seu passado infiltraram-se como mofo sobre suas costas largas. Sua mente ligou a doença de Shinu à morte de sua mãe. Ele começou a imaginar um futuro onde Shinu , também, morreria, e ele seria deixado sozinho.
Ele tentou afastar esses pensamentos, mas quanto mais tentava, mais claros e vívidos eles se tornavam.
— Hyung… por favor, abra os olhos. Você só está cansado, certo? Você vai acordar amanhã de manhã, não vai? Você vai ficar bem amanhã, certo?
Taebaek, deitado ao lado de Shinu , sussurrou desesperadamente. Mas Shinu permaneceu em silêncio. Os olhos de Taebaek se contraíram de ansiedade. Ele se deitou ao lado de Shinu , observando seu rosto fechado e pacífico.
— Hyung, eu estou com medo…
— …
— Você sabe que eu sou um covarde, certo? Então, por favor, acorde amanhã de manhã. Tá bom?
— …
— Por favor… Hyung…
Taebaek segurou Shinu com força, temendo que ele pudesse escapar. Parecia que um estranho entraria de repente e o levaria embora. Por isso, ele continuou agarrado a ele, pressionando o rosto contra o peito de Shinu , levantando a mão inerte dele para descansá-la sobre seu ombro.
Ele conseguia ouvir os batimentos cardíacos de Shinu . Sua respiração, embora fraca, ainda estava lá.
Aquelas eram as provas de que Shinu estava vivo. Taebaek continuava repetindo, remoendo e lembrando a si mesmo dessa prova. Às vezes, não era o suficiente, então ele colocava o dedo sob o nariz de Shinu para verificar sua respiração. Percebendo um arranhão na bochecha de Shinu , ele aplicou pomada cuidadosamente e se aninhou de volta em seu abraço.
Mas algo parecia errado — Shinu estava anormalmente quente. A princípio, Taebaek pensou que havia se deitado acidentalmente sobre uma bolsa térmica. Então percebeu que o calor estava irradiando do próprio Shinu .
Sua temperatura estava subindo como se ele nunca tivesse sentido frio. Suor frio se acumulou em sua testa, e sua respiração suave tornara-se pesada e superficial.
Chocado, Taebaek levantou-se num salto.
***
Shinu estava sonhando. Não era um sonho especial. Ele não estava lutando contra alienígenas, fugindo de fantasmas de cabelos compridos ou rolando por um campo de batalha.
Era simplesmente um sonho cheio de portas.
A primeira coisa que ele lembrava era de estar descalço em frente a uma porta preta em um espaço escuro aos oito anos de idade, com hematomas e arranhões pintados em seu corpo como cores, vestindo uma camiseta com um personagem de desenho animado que ele não conseguia identificar bem.
Com nada ao seu redor exceto uma porta, ele distraidamente girou a maçaneta e atravessou.
Nada mudou a princípio. O espaço apenas clareou um pouco, e ele tinha nove anos. Sua aparência estava um pouco mais limpa, os hematomas mais leves e ele usava sapatos. Foi o momento em que entrou no orfanato. Assim que olhou para si mesmo, outra porta apareceu.
Shinu abriu aquela porta, e ele tinha dez anos. Depois de abrir mais algumas, viu-se em um uniforme de escola secundária de segunda mão. As mangas e as calças eram tão longas que ele parecia digno de pena apenas parado ali.
Mais portas passaram, e ele era um estudante do ensino médio, depois um soldado. Passou vários anos vestindo aquele mesmo uniforme.
Quando completou trinta anos, a escuridão ao seu redor desbotou para o azul. Não era exatamente cobalto; parecia mais o amanhecer, logo antes de o sol começar a nascer.
Shinu abriu outra porta. O céu ficou mais brilhante, assemelhando-se à manhã. Vestido com um terno, ele estendeu a mão para a próxima porta e, de repente, uma mão deslizou na sua que estava vazia. Assustado, ele olhou para o lado.
— Hyung.
Cabelos dourados, um sorriso radiante, olhos calorosos e um sorriso largo — Taebaek.
— Taebaek-ah.
Shinu sorriu. O que fora um sonho calmo transformou-se em um sonho feliz no instante em que Taebaek apareceu.
— Vamos juntos.
Taebaek sorriu suavemente, colocando sua mão sobre a de Shinu na maçaneta. Shinu assentiu.
Juntos, eles abriram a porta. Foram recebidos por uma luz solar diferente de tudo o que já tinham visto, como se o sol os estivesse parabenizando por terem aberto tantas portas.
Shinu espreguiçou-se energicamente. Ele se sentia leve. Embora fosse apenas um sonho, sentia uma alegria genuína. Ele se aconchegou ao lado de Taebaek, observando o sol nascente.
Taebaek riu e envolveu o ombro de Shinu com o braço, plantando um beijo firme em sua bochecha.
— Hyung.
— Sim?
— Você está feliz?
— Sim, eu estou.
— Então… acorde agora.
No momento em que essas palavras terminaram, os olhos de Shinu se abriram subitamente, trazendo-o de volta à realidade.
A realidade era mais escura que o sonho. Não porque fosse noite, mas porque cortinas grossas bloqueavam as janelas. Um fino feixe de luz entrava, o suficiente apenas para distinguir os arredores.
Ele reconheceu o quarto — o pequeno cômodo do segundo andar na casa do condomínio onde se escondera. A primeira coisa que Shinu fez foi procurar por Taebaek. Mas não houve necessidade; Taebaek estava bem ali, aninhado contra suas costelas como uma criança pequena buscando conforto nos braços da mãe. Era uma visão tão adorável que Shinu riu silenciosamente.
Enquanto estendia a mão inconscientemente para acariciar o cabelo de Taebaek, percebeu que seu braço parecia nu — completamente nu. Shinu piscou rapidamente. Será que ele… ele havia dormido com Taebaek na noite passada? Ele não tinha memória disso.
Ele recordou a noite anterior — a fumaça preta enchendo a banheira, a sombra com sua boca escancarada, ele desabando, e Taebaek correndo para o seu lado para segurá-lo.
— …
Shinu suspirou.
Então ele havia desmaiado. Não era comum, mas já acontecera antes. Ele estava acostumado, mas Taebaek deve ter ficado preocupado. Em um momento, ele dissera que iria se lavar e, no seguinte, estava inconsciente no chão do banheiro. Taebaek, com seu coração terno, provavelmente chorara.
Enquanto Shinu passava suavemente o polegar sobre o olho de Taebaek, ele olhou ao redor.
Seu terno e pijama estavam cuidadosamente dobrados de um lado. Uma toalha úmida estava pendurada no cabideiro, o kit de primeiros socorros estava aberto com analgésicos e antitérmicos espalhados, e uma bolsa térmica endurecida e fria rolava pelo chão.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.
Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive