Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 144 Online

↫─Capítulo 144
Sua mão, que estava no meio da aplicação de um curativo, tremeu ligeiramente, e ele mal conseguiu manter a compostura enquanto engolia em seco.
— …Hyung, por que você não sabe falar de forma indireta?
— Eu deveria?
— Não, não é isso. É que meu coração, uh… ele está, sério, doendo por sua causa.
Com essas palavras, Shinu recuou surpreso. Seu rosto claro instantaneamente ficou pálido, e ele levantou a camisa de Taebaek.
— Seu coração? Deixe-me ver. É o seu coração que está doendo exatamente? Ou é apenas o seu peito? Você pode estar com uma costela fraturada. Como está sua respiração? Se for pleurisia ou pneumonia…
Taebaek segurou suavemente as bochechas de Shinu , silenciando seu falatório, e plantou um beijo em seus lábios. E depois outro, e mais outro, até que Shinu , cujos lábios haviam sido inesperadamente mordiscados, ficou com uma expressão atordoada.
Mantendo seus narizes próximos, Taebaek sussurrou: — Eu gosto de você, hyung.
— …
— Eu gosto de você, Shinu .
A voz suave e melodiosa de Taebaek flutuou docemente pelo ar, fazendo Shinu sorrir levemente enquanto voltava à realidade. Envolvendo seus braços em volta do pescoço de Taebaek, ele se puxou para o seu abraço amplo, e seus lábios se encontraram novamente. Taebaek naturalmente circulou sua cintura.
Suas cabeças se inclinaram enquanto o beijo se aprofundava. A língua de Taebaek deslizou para dentro da boca de Shinu como uma serpente macia, e Shinu a sugou ansiosamente, como se desejasse que ela alcançasse até o fundo de sua garganta. Se fosse possível, ele queria mastigá-la e guardá-la dentro de si.
O gosto de suas salivas se misturando era doce. Ele apreciava a mão de Taebaek que deslizava sob sua camisa para acariciar sua coluna, seu hálito aquecido aquecendo os lábios de Shinu , a ponte afilada de seu nariz roçando sua bochecha e o olhar intenso com o qual ele o observava através dos olhos semicerrados.
Justo quando Taebaek colocou a mão na nuca de Shinu e o puxou para mais perto, Shinu subitamente estremeceu e afastou o rosto. Taebaek, sem se deixar abater, abaixou a cabeça e beijou a lateral de seu pescoço, pressionando os lábios suavemente repetidas vezes. Sua mão, enquanto isso, já havia começado a desabotoar a fivela do cinto de Shinu .
— Taebaek, espera…
— Mm.
Ignorando as palavras de Shinu , Taebaek gentilmente o puxou para mais perto, deitando-o no colchão. Ele estava prestes a entrar totalmente em território íntimo quando Shinu virou a cabeça, evitando seus lábios e empurrando-o pelo peito.
— Sua… coxa, sua coxa…
— O quê?
— Eu tenho que checar sua coxa primeiro, Taebaek.
Taebaek soltou uma risada curta.
— …Você está falando sério?
Você vai mesmo quebrar o clima assim? Meu corpo já está preparado para a ação, esperando que tenhamos sexo. Agora o que eu deveria fazer com isso?
Às vezes, o talento de Shinu para provocar era excepcional. Com aquela expressão inocente, ele conseguia virar as coisas de cabeça para baixo, deixá-lo tonto, até mesmo fazê-lo girar em círculos de modo que não conseguisse pensar direito.
Taebaek comprimiu os lábios, parecendo visivelmente injustiçado, mas Shinu não hesitou. Afinal, Taebaek era quem estava ferido, então era justo priorizar isso. Embora Taebaek não parecesse perceber, qualquer complicação em seu ferimento seria um grande problema.
— Sim, estou falando sério. Deixe-me ver.
Shinu deu um tapinha no braço de Taebaek e, com um suspiro relutante, Taebaek se afastou.
Felizmente, a coxa de Taebaek não estava em estado grave. A ferida havia aberto ligeiramente, mas não exigia pontos adicionais. Shinu refez o curativo e completou o tratamento. Então, ele cobriu os lábios amuados de Taebaek com pequenos beijos, terminando com um beijo firme em sua testa.
— Podemos continuar de onde paramos mais tarde esta noite, tudo bem? Não fique emburrado, ok?
Acalmando-o com uma voz gentil, Shinu observou a expressão rígida de Taebaek suavizar.
Os dois prepararam uma refeição tardia, embora fosse principalmente Taebaek quem fazia o trabalho enquanto Shinu carregava balas em carregadores vazios e ligava o rádio. Era um rádio pequeno que eles pegaram em uma loja de camping caso tivessem que se separar do carro de Taebaek. Após ajustar a frequência, ouviram uma voz familiar surgir em meio à estática.
— …Sobreviventes, mantenham-se em segurança. No dia 13 de outubro, às 20h, o 57º navio de resgate para a Ilha de Jeju partiu em segurança do Porto de Mokpo. Repetimos: indivíduos infectados não serão permitidos a bordo. Mokpo está protegida tanto pelas forças sul-coreanas quanto pelas forças da ONU. Por favor, dirijam-se à zona de segurança o mais rápido possível.
— Hyung. A comida está pronta.
Ao ouvir o rádio, Shinu saiu de seu foco e olhou para cima.
Os dois comeram um jantar simples de galbitang, arroz instantâneo, kimchi e alga marinha. A refeição foi silenciosa. Pensar em viajar a pé sem um carro a partir da madrugada o fazia se sentir sufocado. A sensação de inquietação o corroía, tanto que ele nem tinha comido metade de sua refeição antes de se sentir desconfortavelmente cheio.
Eventualmente, Taebaek largou a colher primeiro, mas Shinu o convenceu a terminar. Comer bem era crucial, especialmente quando se estava ferido, pois era importante para a recuperação.
Relutantemente, Taebaek terminou sua refeição sob os cuidados atentos de Shinu .
Shinu recolheu a louça, que consistia em apenas dois conjuntos de colheres e hashis. Ele pegou um pequeno frasco de detergente e uma esponja, garantindo estar preparado. Ele também prendeu uma garrafa de água ao seu lado caso o banheiro não tivesse água corrente.
Usar água potável para lavar a louça era lamentável, mas manter a limpeza era primordial. Uma dor de estômago ou intoxicação alimentar seria desastroso.
Utensílios descartáveis seriam mais convenientes, mas carregar uma dúzia ou mais também acrescentava peso.
— Vou lavar a louça.
— Eu vou com você.
Taebaek tentou se levantar para acompanhá-lo, mas fez uma careta leve. Caminhar estava bem, mas levantar-se da posição sentada fazia sua coxa latejar. Shinu pressionou gentilmente seu ombro para baixo.
— São só duas colheres; vai ser rápido. Apenas descanse. Aqui, coma isso enquanto espera. Mantenha sua arma por perto. E se algo acontecer, peça ajuda.
Ele entregou a Taebaek uma bala de limão e colocou uma pistola em sua outra mão, bagunçando seu cabelo de um jeito que dizia: — Espere aqui pacientemente até eu voltar.
O rosto de Taebaek se inflou em um beicinho.
— Eu sou criança?
— Sim. Você é uma criança.
— Quando eu queria que tivéssemos sexo, eu era subitamente um adulto, certo?
Shinu parou na porta, contemplando algo antes de se virar com um sorriso brincalhão.
— Taebaek é apenas uma criança grande… com algo bem impressionante…
— …
— Então apenas seja bonzinho e espere. Volto logo para… cuidar disso para você.
Um sorriso confiante e divertido brincava nos lábios de Shinu . Era surreal ouvi-lo dizer algo tão ousado com aquele rosto angelical e voz suave.
Taebaek foi deixado sentado ali com uma expressão atônita. Shinu saiu, deixando-o de olhos arregalados, apenas para se recompor assim que a porta se fechou. Ele esfregou a testa.
— Uau…
Shinu estava evoluindo, de verdade. Toda vez que ele dizia casualmente algo tão ousado, Taebaek não conseguia acreditar que era realmente ele. Ele se perguntava se tinha morrido lá atrás e se tudo isso era um sonho. Sentia-se metade encantado, metade ansioso.
— …
E ele disse que ia… cuidar disso para mim. Talvez ele me deixe fazer por ele também… eu também quero.
Taebaek estalou os lábios, sorrindo para si mesmo. O pensamento de uma noite apaixonada pela frente o fez se mexer animadamente.
Ele alcançou sua mochila e tirou uma escova de dentes. Com a possibilidade de selar os lábios com Shinu esta noite, ele teria que garantir que seus dentes estivessem impecáveis. Ele até pegou a escova de dentes de Shinu , levantando-se no momento em que—
Clang! Um ruído agudo repentino seguido de um baque reverberou pelo quarto. Taebaek derrubou sua escova de dentes, agarrou rapidamente sua arma e correu para fora da porta.
Shinu dirigiu-se ao banheiro com as colheres. Ele não o tinha verificado minuciosamente porque ouvira Taebaek murmurar: — Este é o banheiro — enquanto fazia o reconhecimento mais cedo. Então ele foi para lá sem pensar duas vezes.
Assim, Shinu seguiu para o banheiro com tranquilidade. Afinal, Taebaek não era tolo. Não havia como ele não ter verificado o banheiro adequadamente. Ele aprendia rápido, era razoavelmente cauteloso e bastante minucioso.
Além disso, não era um cômodo espaçoso, mas apenas um banheiro. Mesmo que houvesse um Devorador ou uma pessoa escondida, não havia muitos lugares onde poderiam se esconder. No máximo, havia apenas a banheira ou o box do chuveiro.
De fato, o banheiro estava silencioso. Embora houvesse vestígios de visitantes errantes que haviam passado por ali, não havia sangue espalhado. O espelho tinha apenas manchas de água, sem uma única rachadura. De um lado, havia uma banheira, coberta por uma cortina de textura plástica, e estava estranhamente imóvel.
Dobrando as mangas de sua camisa, Shinu preparou-se para começar a limpeza. Não saía água. Não importava como ele girasse a torneira para um lado e para o outro, havia um silêncio absoluto.
Não que ele esperasse que a água ligasse em primeiro lugar, ele começou a limpar sem qualquer decepção em particular. Mas seu olhar continuava voltado para o espelho. Para ser exato, para o reflexo da banheira no espelho.
Enquanto esfregava a colher com um som de limpeza estridente, ele não conseguia tirar os olhos dali. Sentia-se estranho. Taebaek teria verificado a banheira, certo? Então por que ele puxou a cortina de volta sobre ela? Havia algo lá dentro? Um cadáver medonho? Ou talvez apenas algum lixo?
Com tais pensamentos, Shinu deu-se conta de que estava se aproximando da banheira sem perceber. A cortina parecia maior a cada passo. Como o banheiro não era tão grande, três passos foram tudo o que bastou para cruzar a distância.
Shinu sacou uma pistola do bolso e agarrou a borda da cortina. Respirando fundo, ele a puxou rapidamente. Uma cena carmesim foi gravada em suas retinas.
— …….
Os olhos de Shinu se arregalaram em choque. Suas pupilas, sem vida e rígidas como as de um boneco, dilataram-se, seus cílios tremeram para cima e sua boca se abriu. Através daquela abertura, seu próprio espírito parecia escapar em fluxos.
Na banheira cheia de água jazia um homem de meia-idade, aparentando estar no início dos seus cinquenta anos. Ou, mais precisamente, o cadáver de um homem de meia-idade.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.
Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive