Ler Lamba-me se puder – Capítulo 242 – Extra 16 Online

Dia do Casamento (continuação)
—Pronto. Já está tudo certo agora. Quer testar?
Koy deu um passo para trás depois de terminar o conserto. A dona da casa se aproximou da pia e abriu a torneira várias vezes para verificar. Quando viu a água escoando perfeitamente, assentiu satisfeita e se virou para ele.
—Funcionou direitinho. Muito obrigada. Nem acredito que resolveu tão rápido… achei que teria que jantar fora hoje.
Ao vê-la sorrindo tão alegremente, Koy sorriu de volta. Ele ia estender a mão para receber o pagamento, mas percebeu que estava coberta de graxa e sujeira, então rapidamente a escondeu atrás das costas.
—Ah… será que eu poderia lavar as mãos antes?
—Claro. É por aqui.
Guiado até o lavabo, Koy lavou as mãos rapidamente. Quando voltou, a proprietária já o esperava com o dinheiro do serviço e uma gorjeta bastante generosa. Com um sorriso enorme no rosto, Koy agradeceu educadamente.
—Muito obrigado. Se acontecer qualquer outro problema, pode me chamar.
Ele estava prestes a sair quando ela o chamou:
—Ah… só um instante. Você costuma vir para essa região com frequência?
Koy parou e se virou, intrigado.
Será que ainda tem mais alguma coisa pra consertar?
A mulher corou levemente antes de falar, constrangida:
—É que… talvez… se você tiver tempo algum dia… pensei que poderíamos jantar juntos…
Ela soltou uma risadinha nervosa. O rosto dela estava completamente vermelho. Koy ficou parado por um instante antes de finalmente entender.
Espera… isso é o que eu estou pensando?
No passado, provavelmente teria dito alguma besteira sem perceber nada, mas agora era diferente. Depois de tudo o que viveu, ele já tinha aprendido pelo menos um pouco sobre essas coisas e sabia perfeitamente que aquilo era uma demonstração clara de interesse. Também sabia que precisava rejeitá-la da maneira mais gentil possível. Então respondeu com educação:
—Fico muito agradecido pela gentileza, mas… tenho alguém com quem vou me casar. Me desculpe.
Dar voltas no assunto não ajudaria em nada. Koy acreditava que, na maioria das situações, sinceridade e objetividade eram o melhor caminho. Então, como sempre fazia, respondeu honestamente — embora tentando ser o mais gentil possível.
A mulher imediatamente se atrapalhou e começou a acenar com as mãos.
—Ah, não, tudo bem! Entendo… Na verdade, eu imaginei que talvez fosse assim… é que você não estava usando aliança…
O olhar dela deslizou discretamente para a mão de Koy. Ao perceber isso, Koy sentiu-se ainda mais culpado por ter acabado confundindo a mulher sem querer.
—É que… houve um imprevisto… De qualquer forma, me desculpe.
Depois de se desculpar mais uma vez, Koy acrescentou que ela poderia entrar em contato caso surgisse qualquer problema e que o serviço tinha garantia e qualquer ocorrência seria gratuita. Queria compensar de algum jeito o constrangimento causado. Talvez percebendo a intenção dele, a mulher apenas assentiu com um sorriso.
—Entendi. Muito obrigada. Vá com cuidado.
Depois de finalmente se despedir, Koy saiu rapidamente da casa. Ao conferir o horário, percebeu que conseguiria chegar em casa antes de Ashley voltar. Com a bolsa de ferramentas pendurada no ombro, seguiu apressado em direção à estação de metrô.
—Bem-vindo de volta, senhor Niles.
O porteiro o cumprimentou ao vê-lo, e Koy respondeu com um sorriso. Dentro do metrô, ele tinha deixado a bolsa no chão, mas carregar aquilo no ombro até ali tinha sido bem cansativo.
Não vou conseguir fazer isso por muito mais tempo…
Quando o bebê crescesse mais, aquele trabalho certamente ficaria ainda mais difícil. Além do peso da bolsa, haveria o peso da barriga. Mas pegar táxi estava fora de cogitação. Não fazia sentido trabalhar tanto para gastar tudo em corridas de táxi.
Talvez fosse melhor comprar um carro. Ou até um caminhãozinho usado. Mas isso também custaria muito dinheiro. Só de lembrar os preços dos veículos usados que tinha pesquisado no metrô, Koy suspirou sozinho.
De qualquer forma… não dá pra continuar trabalhando assim pra sempre. Vou precisar pensar em alguma solução…
Foi então que uma voz o chamou de repente:
—Ei, você aí.
Enquanto calculava quanto tempo ainda precisaria trabalhar para juntar dinheiro suficiente para comprar a aliança, Koy ouviu alguém chamando atrás dele. No começo, nem imaginou que fosse com ele. Continuou andando normalmente em direção ao elevador privativo. Então, desta vez, um homem gritou ainda mais alto:
—Ei! Você aí, o encanador! Pare!
—Hã?
Só então Koy parou e se virou. O homem era mais baixo que ele, mas tinha um corpo muito mais robusto e encarava Koy com olhos agressivos. Koy olhou ao redor confuso antes de apontar para si mesmo, perguntando em silêncio:
—Eu?
—Isso, você mesmo!
O homem ergueu o queixo arrogantemente e fez sinal com um dedo para que Koy se aproximasse. Depois de hesitar um pouco, Koy acabou indo até ele.
—Aconteceu alguma co—
—Como você entrou aqui? Você ao menos sabe que lugar é esse?
O homem examinou Koy de cima a baixo sem disfarçar o desprezo. A situação era tão inesperada que Koy apenas piscou, confuso. Desde que começou a morar com Ashley, nunca tinha passado por algo assim antes. Sua cabeça demorou alguns segundos para processar.
—Bem… eu moro aq—
Koy tentou responder com cuidado, mas o homem o interrompeu antes mesmo que terminasse:
—Mora aqui como o quê? Com as baratas? Ah, já sei. Veio dedetizar o prédio? Ou fazer manutenção no esgoto?
—Ah… bom… algo parecido…
Como ele realmente tinha acabado de fazer um serviço daquele tipo, respondeu sem pensar muito. Imediatamente, o homem soltou uma risada de desprezo ainda mais evidente.
—Então devia ter usado o elevador de serviço. Esse cheiro vai impregnar tudo. Esse seu cheiro de esgoto.
O homem fez uma expressão exagerada de nojo, tapando o nariz enquanto encarava Koy. Na mesma hora, Koy entrou em pânico.
Será que fiquei fedendo por causa do encanamento?
Como ele não conseguia sentir cheiros, não fazia ideia de como estava depois do trabalho. Mas, vendo a reação tão extrema do homem, começou a acreditar que realmente devia estar com um odor horrível.
Meu Deus… então as pessoas no metrô devem ter sofrido o caminho inteiro…
Constrangido, Koy abaixou um pouco a cabeça e pediu desculpas:
—Ah… me desculpe. Eu realmente não percebi… vou tomar mais cuidado.
Ao ouvir aquilo, o homem pareceu ainda mais incrédulo.
—Você realmente não sabe qual é o seu lugar, hein? Como ousa entrar aqui querendo usar o elevador principal? Gente como você normalmente passa a vida inteira sem sequer pisar em um lugar como esse. Não sei como conseguiu entrar…
O homem continuou despejando insultos e desprezo sobre Koy sem parar. Koy só queria voltar logo para casa e lavar o corpo inteiro. Mas estava tão pressionado pela situação que nem conseguia simplesmente virar as costas e ir embora. Ele permanecia ali, sem saber o que fazer, quando o porteiro que o havia cumprimentado na entrada apareceu correndo ao perceber a confusão.
—Aconteceu alguma coisa? Tem algum problema?
—Ah, você chegou bem na hora.
O homem imediatamente voltou sua irritação para o porteiro.
—Que tipo de segurança é essa? Como deixam até mendigos entrarem aqui? Ainda bem que eu percebi e parei esse sujeito antes! E se ele tivesse atacado algum morador?!
Um morador que estava saindo do elevador lançou olhares curiosos enquanto passava pelos três. Koy sentiu o rosto esquentar de vergonha e ansiedade. Ele estava prestes a dizer que simplesmente iria embora quando o porteiro, claramente constrangido, falou primeiro:
—Senhor… essa pessoa mora aqui. Ele é o noivo do senhor Ashley Miller.
O homem, que até então vinha despejando todo tipo de insulto sobre Koy, congelou imediatamente. O silêncio caiu sobre o lugar. Koy, percebendo o clima estranho, recuou discretamente um passo. No mesmo instante, os dois voltaram o olhar para ele. Assustado, Koy encolheu os ombros e abriu a boca com cautela:
—Com licença… será que eu já posso ir? Está quase na hora de o Ash chegar.
Ao ouvir aquilo, o porteiro lançou um olhar cauteloso para o outro homem. O sujeito, agora completamente pálido, encarou Koy por alguns segundos antes de voltar os olhos para o porteiro. Mesmo sem dizer nada, a pergunta estava estampada em seu rosto. O porteiro balançou a cabeça.
—O senhor Ashley Miller… do escritório de advocacia Miller. O proprietário da cobertura.
O homem não conseguiu dizer mais nada.
***
—Bem-vindo, Ash.
Ao ver seu amado vindo recebê-lo com tanta alegria, Ashley relaxou imediatamente a expressão rígida e abriu os braços, puxando Koy para perto. Koy sorriu radiante e se jogou em seus braços sem hesitar, abraçando-o com força. Assim que sentiu o calor familiar do corpo de Ashley, uma sensação de alívio e felicidade transbordou dentro dele.
Estou feliz…
De olhos fechados, Koy apenas aproveitava aquele conforto. Mas então percebeu Ashley afundando o rosto em seu pescoço e inspirando profundamente. Na mesma hora, Koy hesitou. Em qualquer outro dia, teria liberado os feromônios naturalmente para tranquilizá-lo. Hoje, porém… não conseguiu.
Ashley percebeu imediatamente a hesitação dele. Roçando o nariz de leve na sua orelha, perguntou em voz baixa:
—O que foi? Aconteceu alguma coisa?
—Ah… é que…
Koy hesitou antes de perguntar cuidadosamente:
—Ash… será que eu tô cheirando mal?
°
°
Continua….
Tradução: Ana Luiza
Revisão: Thaís
Ler Lamba-me se puder Yaoi Mangá Online
Em breve será disponibilizado uma sinopse!
Nome alternativo: Kiss Me If You Can