Ler Lamba-me se puder – Capítulo 240 – Extra 14 Online

Dia do Casamento (continuação)
Depois disso, os dois terminaram de jantar, tomaram banho e foram para a cama. Naquela noite, Ashley demorou muito mais do que o normal antes de finalmente possuir Koy.
—Daqui pra frente, vou fazer mais devagar.
Foi só quando Koy já choramingava agarrado a ele que Ashley finalmente empurrou o membro para dentro dele, dizendo aquilo entre respirações pesadas.
Sentindo o interior do corpo ser preenchido aos poucos, Koy, já meio fora de si, conseguiu responder com dificuldade:
—M-mais devagar…? Ainda mais do que agora…?
Ashley inclinou a cabeça, beijou seus lábios e esboçou um leve sorriso.
—Não podemos assustar o bebê.
—Ah…
Fazia sentido. Mas, mesmo assim, Koy não conseguiu concordar tão facilmente.
Ashley beijou as lágrimas acumuladas no canto dos olhos dele antes de começar a se mover devagar. Gemendo baixinho, como se estivesse sofrendo, Koy o abraçou com força.
Meu.
Ashley apertou ainda mais contra si o corpo de Koy, que cabia perfeitamente dentro de seus braços, e continuou entrando e saindo lentamente. Cada vez que penetrava, as paredes apertadas se contraíam ao redor dele, agarrando-o com força. Pareciam desesperadas para não deixá-lo ir. Mas o excesso de lubrificação atrapalhava. Toda vez que Ashley empurrava fundo, o membro acabava escorregando para fora, coberto pelo líquido quente, arrancando pequenos gemidos frustrados de Koy.
—Ash… Ash… aí… mais fundo… me toca mais fundo…
—Mais fundo onde?
Sabendo muito bem a resposta, Ashley perguntou. A voz carregava um claro tom de diversão misturado à respiração pesada, mas Koy não tinha cabeça para reclamar da provocação. Desesperado, ele passou as pernas ao redor da cintura de Ashley. No mesmo instante, um gemido profundo escapou de Ashley.
—Onde você aprendeu a fazer isso?
Só de imaginar aquelas pernas perfeitas enroladas em sua cintura, uma onda intensa de prazer subiu imediatamente pelo corpo de Ashley, quase o fazendo gozar naquele instante. Com muito esforço, conseguiu se conter e parou por um momento apenas para recuperar o fôlego.
—Você fez isso de propósito, não foi? Quem foi que te ensinou a usar essas pernas sensuais desse jeito?
A voz de Ashley saiu afiada, quase como uma acusação. Mas a mente de Koy já estava tão enevoada que ele apenas piscou, sem entender direito o que aquilo significava.
—Eu só… fiz porque quis…
Assim que respondeu de maneira hesitante, Ashley mordeu seus lábios. Mesmo contendo a própria excitação e tomando cuidado para não machucar, a mordida foi suficiente para estimular Koy. No mesmo instante, Ashley sentiu as paredes internas dele estremecerem. O membro enterrado dentro dele foi apertado outra vez, quase arrancando seu orgasmo à força. Com muito esforço, Ashley conseguiu resistir. Debaixo dele, Koy se agarrou choramingando:
—Mais… rápido Ash… goza dentro de mim… Me enche todinho… quero sentir tudo dentro da minha barriga… rápido…
Koy já parecia completamente fora de si, como se estivesse em pleno cio. Talvez Ashley tivesse prolongado demais. Mas ele também já tinha aproveitado o suficiente. E, sinceramente, estava chegando ao próprio limite.
Ashley pressionou os lábios contra a têmpora de Koy, soltou um longo suspiro e finalmente começou a se mover com vigor. As pernas de Koy enroladas em sua cintura dificultavam os movimentos. Por isso, Ashley passou a investir em movimentos curtos e rasos, balançando a cintura repetidamente enquanto atingia o interior dele sem parar.
Com a sequência contínua de estímulos, o corpo inteiro de Koy tremia violentamente. Desesperado, ele tentou abraçar Ashley com mais força, mas as mãos escorregavam repetidas vezes por causa do suor.
Sem aguentar mais, Ashley segurou as nádegas dele e as ergueu. Recuando apenas um pouco antes de avançar outra vez, encaixou-se completamente dentro dele, sem deixar qualquer espaço entre os dois. Então, enterrando-se até a base, Ashley parou de se mover.
—Haaah…
Com o som do suspiro, o esperma encheu seu interior. Koy, sentindo o calor se espalhar dentro de si, tremeu por inteiro e revirou os olhos. Seus olhos desfocados pareciam já ter perdido a consciência. Ashley moveu os quadris mais algumas vezes para terminar a ejaculação e só então percebeu que o esperma que escorria do membro de Koy tinha espirrado até seu peito.
Quando ele tirou lentamente o membro, a grossa haste encharcada de fluido saiu com um som de plop. Mesmo depois de sair, ainda pulsava de excitação, com as veias saltadas.
Uma gota espessa escorreu da ponta e se misturou ao líquido que transbordava do orifício de Koy, formando um fio longo antes de finalmente se romper. A respiração irregular de Koy ecoava baixinho pelo quarto. Parecia que ele tinha adormecido quase imediatamente.
Cada vez que inspirava e expirava, os fluidos misturados dos dois escorriam lentamente da abertura ainda dilatada.
Ashley ficou observando aquela cena por um longo tempo enquanto recuperava o fôlego. As pernas perfeitas abertas sem qualquer defesa, o líquido escorrendo do orifício entre elas… e, misturado ali, parte do próprio sêmen que ele tinha acabado de derramar dentro de Koy.
Além disso, havia também a visão de Koy coberto pelo próprio orgasmo. Tudo naquilo era perfeito. Soltando um gemido profundo, Ashley voltou a se inclinar. Passou a língua lentamente sobre o sêmen espalhado pelo abdômen de Koy, sentindo imediatamente o aroma intenso dos feromônios dele. Sem parar, Ashley continuou lambendo cada vestígio deixado sobre o corpo de Koy enquanto subia devagar. Quando chegou perto do peito, mordiscou de leve um dos mamilos, mesmo sem haver nada ali. Assim que pressionou os dentes contra o pequeno broto sensível, Koy franziu a testa e se remexeu levemente.
Ashley soltou uma risada baixa antes de envolver o mamilo com os lábios e sugar devagar. Ainda preso naquele estado entre acordado e dormindo, Koy reagiu de maneira desajeitada, quase inconsciente.
Depois de se deliciar com o peito dele, Ashley deslizou a mão para baixo. Acariciando as nádegas firmes e depois as coxas, o calor voltou a crescer dentro dele imediatamente. No fim, não conseguiu resistir. Ergueu uma das pernas de Koy e a passou ao redor da própria cintura antes de se deitar de lado. O orifício que já o tinha recebido seu membro antes se abriu facilmente de novo e o sugou sem dificuldade.
—Haa…
Assim que se enterrou naquele interior apertado e quente, uma sensação profunda de estabilidade e satisfação tomou conta de seu peito. Ashley fechou os olhos e soltou um longo suspiro.
Será que existe felicidade maior do que essa?
Sem se mover por alguns instantes, ele apenas abraçou Koy com força. Beijando alternadamente as bochechas e os lábios do homem adormecido em seus braços, Ashley sussurrou:
—Eu te amo, Koy.
Depois da confissão dita em voz baixa, ele beijou os lábios dele mais uma vez antes de voltar lentamente a mover a cintura. O quarto inteiro foi se enchendo do doce aroma dos feromônios de Ashley.
***
—Haaah…
Sem conseguir conter o bocejo, Koy abriu bem a boca e, ao enxugar as lágrimas que naturalmente se formaram nos cantos dos olhos, seus olhos encontraram os da mulher que o observava. Ela mantinha o mesmo semblante inexpressivo de sempre. Mas, justamente por isso, Koy acabou ficando ainda mais constrangido.
—D-desculpa…
Mesmo depois que Koy adormecia profundamente, Ashley raramente parava. Como isso acontecia quase todas as noites, Koy acabava sem conseguir dormir direito e vivia sofrendo com falta de sono, bocejando o tempo todo. Mas mostrar justamente aquele lado tão acabado numa hora dessas era constrangedor demais. Ele queria simplesmente cavar um buraco e se esconder. Quando se desculpou apressadamente, ela respondeu sem alterar minimamente a expressão:
—Não tem problema. Os preparativos de casamento costumam ser bem cansativos.
Era uma frase comum, o tipo de coisa que qualquer pessoa diria. Ainda assim, ouvir aquilo vindo dela fez Koy sentir uma pressão estranha. Naquele instante, ele percebeu claramente como as mesmas palavras podiam soar completamente diferentes dependendo de quem as dizia.
—Desculpem pela demora, senhor Niles, senhorita Bernice.
A funcionária voltou carregando vários catálogos e, depois de pedir desculpas aos dois alternadamente, colocou tudo sobre a mesa. Enquanto ouvia as explicações que vieram em seguida, Koy lançou olhares discretos para Bernice.
Quando Ashley disse que colocaria uma secretária para ajudá-lo, Koy ficou desconfortável, mas acabou aceitando. Ele mesmo reconhecia que não conseguiria lidar sozinho com os preparativos do casamento. Não entendia praticamente nada daquilo, então, em teoria, receber ajuda deveria ser algo bom. Mas, no dia em que Bernice apareceu diante dele, incontáveis pensamentos passaram por sua cabeça.
Talvez fosse melhor fazer tudo sozinho…
O que será que Ash estava pensando ao mandar justamente ela?
E se ela disser algo cruel de novo? Como eu vou responder? Não podia ser outra pessoa?
Claro, no fundo Koy sabia que quase todos aqueles pensamentos eram impossíveis. Se Ashley tinha enviado Bernice, devia haver um motivo.
Não era um assunto para ser tratado com emoção. Ashley já estava ocupado demais, e Koy não queria sobrecarregá-lo ainda mais com problemas desse tipo. Por isso, continuou resolvendo os preparativos do casamento ao lado dela em silêncio. Mesmo assim, o desconforto nunca desaparecia.
O tempo todo, Koy permanecia tenso como um ouriço eriçado, esperando que Bernice dissesse alguma coisa que o machucasse. Mas, ironicamente, o que ele temia nunca aconteceu.
Pensando bem, talvez esse fosse o resultado mais natural. Para Bernice, aquilo era apenas trabalho. Trazer emoções pessoais nesse tipo de situação e atacar Koy verbalmente seria algo completamente irracional. Ainda assim, Koy não conseguia deixar de se perguntar.
Então por que ela agiu daquela forma naquela época…?
—Senhor Niles?
Ao ouvir seu nome, Koy voltou a si. Quando percebeu, Bernice estava olhando diretamente para ele. Assustado, Koy baixou rapidamente os olhos para o catálogo e tentou se concentrar, mas não estava conseguindo. Como se enxergasse perfeitamente o que se passava dentro da cabeça dele, Bernice perguntou:
— Há algo que esteja o incomodando?
“Não. Não é nada.”
Era isso que Koy pretendia responder, de forma madura e calma, como se já tivesse esquecido tudo o que tinha acontecido no passado. Mas, no fim, as palavras que saíram de sua boca foram totalmente diferentes.
—Naquela época… por que você nos tratou daquele jeito?
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Continua….
Tradução: Ana Luiza
Revisão: Thaís
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Em breve será disponibilizado uma sinopse!
Nome alternativo: Kiss Me If You Can