Ler Deflower Me If You Can (Novel) – Capítulo 92 Online


Modo Claro

. Capítulo 92

— O que “não dá”? É perigoso, joga isso fora.
Bliss gritou de raiva ao ver Cassian arremessar sua “arma” para longe, como se estivesse descartando um lixo qualquer.
— Você acha que eu fiz aquilo à toa? Eu estava tentando derrotar o vilão! O fantasma que aparece no cemitério, o demônio!
Cassian soltou uma risadinha sarcástica.
— Ah, com certeza.
Ao ver aquela reação de desdém, Bliss ficou ainda mais impaciente e gritou:
— É verdade! Eu vi com meus próprios olhos! Por que não acredita em mim? Eu juro que é verdade!
— Tá, tá, deve ser sim.
— Aaaah! É sério!
Bliss berrava, possesso de frustração por não ser levado a sério.
— Aquele desgraçado estava me encarando. Quando você estava me abraçando, ele segurou minha cabeça e fez assim, e o beijo, u…
Antes que mais alguma asneira saísse por aquela boca, Cassian usou a mão livre para calar Bliss e começou a caminhar a passos largos. Enquanto era carregado por ele, que quase corria com suas passadas longas, Bliss continuava se debatendo, tentando provar sua inocência. No entanto, seus protestos morriam abafados contra a palma da mão de Cassian.
— Estão demorando bastante.
Fora do parque, o chefe da equipe de segurança checou o relógio de pulso e franziu a testa. O funcionário que esperava ao seu lado respondeu com um sorriso:
— Este parque é bem amplo. Se a pessoa resolver explorar outros pontos, metade do dia passa num piscar de olhos.
“Isso se fosse de dia”, pensou o chefe da segurança, estalando a língua mentalmente. O que diabos haveria para ver por tanto tempo no meio desse breu total? Aliás, vir aqui a esta hora já era algo difícil de processar.
“Quem vai entender o que passa na cabeça desses nobres?”
Ele decidiu deixar as dúvidas de lado. Diziam que o Conde Heringer tinha um bom caráter em comparação à maioria dos nobres arrogantes e insuportáveis, mas, no fim, ele ainda era um aristocrata. Justo quando ele pensava que essas atitudes incompreensíveis eram inevitáveis…
Passos foram ouvidos. O chefe da segurança relaxou os ombros e se virou para a direção do som. O homem que surgia das sombras era exatamente quem eles esperavam. Um homem com um porte físico impossível de não reconhecer, mesmo à distância. O secretário particular de Cassian apressou-se em recebê-lo.
— O senhor voltou? Vou preparar o carro agora mesmo. Caso precise de alguma co…
Ele travou no meio da frase. Assim que o Conde saiu da penumbra e revelou-se sob a luz ofuscante dos faróis dos carros, todos os que esperavam ficaram paralisados de choque.
A imagem impecável do Conde de antes de entrar não existia mais. O cabelo, sempre perfeitamente penteado para trás, estava todo bagunçado e caído sobre o rosto. O terno alinhado estava cheio de amassados e até a gravata estava torta, saltando para fora do paletó.
Mas o mais surpreendente era o rapaz que o Conde carregava debaixo do braço. Ele parecia ter muito a dizer, pois continuava tentando gritar algo, embora fosse impossível entender qualquer coisa com a mão enorme de Cassian tapando sua boca.
— Er, Conde… — começou o secretário, hesitante, tentando entender a situação, mas foi cortado por Cassian.
— Abra a porta do carro.
Ao ouvirem aquela voz exausta, tão pálida quanto o semblante dele, todos se moveram rapidamente. Assim que abriram a porta traseira, Cassian praticamente jogou Bliss lá dentro e bateu a porta em seguida. Ele deu passos largos, contornou o veículo e deslizou para o assento do lado oposto. O chefe da segurança fechou a porta prontamente. Bliss, observando pela janela a movimentação apressada das pessoas se preparando para partir, lançou um olhar mortal para Cassian.
— É sério, a estátua se mexeu!
Bliss insistiu mais uma vez na verdade pela qual lutara tanto para gritar enquanto estava sob o domínio da mão de Cassian. Mas a reação que recebeu foi de puro tédio.
— Tá, já entendi. Você está certo. Satisfeito? Agora chega.
Cassian fez um gesto no ar, como se estivesse adestrando um cachorrinho, o que fez Bliss cerrar os punhos de indignação.
— Hunf! Não venha reclamar comigo quando um zumbi morder sua perna depois. Vai ser tarde demais para se arrepender.
Cassian não fazia ideia do que uma estátua tinha a ver com zumbis, mas também não fazia questão de saber. Com o rosto emburrado, soltando ar pelo nariz com força, Bliss virou a cara e ficou encarando a janela obstinadamente. Cassian sabia que aquilo não duraria muito.
Logo ele cairia no sono.
Enquanto isso…
“Hunf, desgraçado.”
Bliss lançava olhares de soslaio para o perfil de Cassian, que estava encostado no banco de olhos fechados, e o xingava mentalmente. “Como ousa zombar de mim? Eu vi claramente”.
Bliss bufava com os olhos arregalados. Ele lembrava perfeitamente. Aquela estátua branca. Aquela coisa atrevida que ousou me encarar…
Me encarou.
… Como o Cassian me encarou.
*Tum-tum.* Seu coração começou a disparar de novo. “Ele ia me beijar, com certeza. O Cassian… em mim”.
De repente, seu rosto ardeu. Bliss, sem saber o que fazer com aquele calor repentino, começou a esfregar a testa contra o vidro frio da janela. “Ele não pode perceber! Esfria logo!”.
Enquanto girava o rosto de um lado para o outro tentando dissipar o calor, ele arriscou olhar para Cassian. Felizmente, o homem continuava de olhos fechados, na mesma posição.
Aliviado, Bliss suspirou e começou a abanar o rosto com as mãos para se refrescar enquanto tentava se recompor. Mas, num momento de distração, sua mente foi inundada novamente pela memória de instantes atrás.
“Lá vem você de novo com essas imaginações idiotas.”
Bliss começou a dar tapinhas na própria cabeça para espantar os pensamentos, mas parou bruscamente.
… Pensando bem, o que foi aquilo?
Outra memória, até então esquecida, surgiu de repente. “O que foi que eu pensei quando olhei para os lábios do Cassian agora pouco? Aquela cena que passou pela minha cabeça foi…”
A imagem de Cassian olhando para ele voltou nitidamente. Aquele rosto, que sempre o encarava com o cenho franzido, aproximando-se cada vez mais.
E então…
*Hic.*
Bliss quase soltou um grito. Tapou a boca com as duas mãos rapidamente para evitar o desastre e olhou para o lado para conferir Cassian. Apesar de toda a agitação ao lado, o homem parecia não notar nada. “Sujeito lerdo… esse negócio de insônia deve ser mentira”, pensou, lançando um olhar desconfiado. Ele tirou as mãos da boca devagar e voltou a mergulhar em seus pensamentos.
“Não me diga que eu realmente beijei esse cara?”
“Impossível. Que absurdo.” Bliss balançou a cabeça freneticamente. “Isso é só um delírio. Deve ter sido um sonho. É, tem gente que dorme de olhos abertos, não tem? Então deve ter sido um sonho rápido. É isso, só pode ser”. Bliss fechou o punho, convencido.
“Eu nunca beijaria esse idiota, nunca mesmo.”
Por outro lado…
“O que esse garoto está fazendo agora?”
Cassian soltou um suspiro baixo ao ver Bliss esfregando o rosto na janela de forma frenética. Ele já tinha desistido de entender Bliss há muito tempo, mas às vezes se perguntava se existia alguém no mundo capaz de compreender aquela capivara maluca.
Bliss passou um bom tempo batendo o rosto no vidro, espiando Cassian, batendo na própria cabeça e espiando Cassian de novo, até que finalmente se aquietou.
“Vai dormir logo.”
Cassian esperou o tempo passar.
— *Roooonc…*
Pouco depois, o som familiar de ronco surgiu. Ele abriu os olhos e, como esperado, Bliss estava em sono profundo. Vendo-o encolhido de forma desconfortável com a cabeça escorada no vidro, Cassian silenciosamente ajeitou a posição dele e o cobriu com a manta que estava no carro. Ao vê-lo dar um sorrisinho enquanto dormia, sentindo o toque macio da coberta, Cassian não pôde evitar um sorriso involuntário.
Ao se recostar novamente, ele finalmente pôde organizar seus pensamentos. Tentou focar na próxima agenda, mas infelizmente sua mente trouxe à tona uma memória completamente diferente.
“Eu quase cometi uma loucura.”
Ele massageou o vinco entre as sobrancelhas com uma mão, soltando um suspiro carregado de irritação. Era inacreditável. Mesmo que sua cabeça estivesse um caos pela falta de sono, mesmo que o luar naquele momento tivesse deixado o rosto daquele garoto estranhamente vulnerável, e mesmo que o corpo em seus braços parecesse frágil e adorável…
Como ele pôde sequer pensar em beijar aquela capivara maluca?
— … Porra.
Ele rangeu os dentes para conter o xingamento. Agarrou a cabeça com as duas mãos e apertou com força até que a razão voltasse ao lugar. Mesmo assim, o sentimento de autodepreciação não desaparecia.
“Recupere o juízo, Cassian Strickland. Você só precisa desse ‘amendoim de apoio’ para ter uma boa noite de sono.”
Ele se repreendeu severamente e olhou para o lado. Encarando Bliss, que dormia pesado, ele jurou para si mesmo:
“Nunca mais vou me deixar levar por esse farelo de amendoim.”
Enquanto ele se cobrava mentalmente, o carro cortava a escuridão rumo ao próximo destino.

 

 

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

Ler Deflower Me If You Can (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Bliss Miller, o filho mais novo da família Miller e um ômega dominante, apaixona-se à primeira vista por Cassian Strickland quando ainda era criança. Chega até a pedi-lo em casamento com a inocência da sua idade.
Cassian, herdeiro da poderosa família Strickland, não leva a sério essa promessa e eles se separam após um ano. No entanto, Bliss nunca esquece o que aconteceu.
Anos depois, ao ver por acaso o rosto de Cassian no noticiário, lembra-se de tudo o que aconteceu entre eles. A promessa, a traição e a humilhação que sofreu. Decidido a se vingar, Bliss toma uma decisão extrema: infiltrar-se na casa de Cassian como empregado para fazer com que aquele homem arrogante acabe de joelhos pedindo perdão.
Mas o reencontro entre ambos não será tão simples como ele imaginava.

Gostou de ler Deflower Me If You Can (Novel) – Capítulo 92?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!