Ler 7 Minutes of Heaven (Novel) – Capítulo 37 Online


Modo Claro

❀ 7 Minutes Of Heaven 3

Após caminharem por alguns minutos, tateando o caminho através do espaço invisível, Chase parou. O coração de Jeong-in estava transbordando de excitação e tensão.
Com a visão bloqueada, seus outros sentidos tornaram-se mais aguçados. O vento roçando suas orelhas, o som suave do farfalhar da terra e das folhas secas sob seus pés. Caminhar às cegas em uma escuridão desconhecida normalmente seria angustiante, mas com Chase ao seu lado, ele não tinha medo.
— Chegamos. Pode abrir os olhos agora.
Jeong-in abriu os olhos cuidadosamente ao som da voz suave de Chase. Por um momento, sentiu como se sua respiração tivesse parado.
Foi um momento mágico.
Os dois estavam parados lado a lado em uma colina coberta por uma grama macia. E, abaixo de seus pés, o cenário noturno de Belacove estendia-se infinitamente.
Luzes cintilantes preenchiam a Belacove noturna. Prédios, estradas e a linha costeira conectavam-se como pontos, como se as estrelas tivessem descido à terra. As trajetórias como caudas de cometas criadas pelos carros passando, e o horizonte levemente iluminado além da margem silenciosamente ondulante.
A vista era magnífica demais para ser descrita apenas como “bonita”.
Jeong-in respirou fundo e então exclamou excitado como uma criança:
— Uau! Consigo ver Belacove inteira! Ali! O Cove Mall! E ali! Consigo ver o seu bairro também!
Jeong-in apontava para aqui e para ali, derramando admiração em direção ao centro brilhante. Chase o observava silenciosamente com um pequeno sorriso nos lábios.
— Aqui, sente-se.
Chase estendeu o tapete de piquenique na grama. Colocou a almofada macia sobre ele e dispôs a comida que haviam comprado.
Só então Jeong-in percebeu. Isso, agora mesmo, era o que ele queria dizer com uma after party. Sem luzes chamativas ou música alta, mas uma celebração tranquila apenas para os dois, decorada pela vista noturna de Belacove e pelo céu estrelado.
De repente, a curiosidade o atingiu.
Quem mais Chase Prescott, que parecia tão familiarizado e natural com tudo aquilo, trouxera aqui? Quantas pessoas estiveram aqui antes dele? Assim que esse pensamento ocorreu, seu ânimo excitado murchou um pouco.
— Este lugar…
Prestes a perguntar inadvertidamente, Jeong-in fechou a boca rapidamente. Ele quase deixou escapar a curiosidade que brotara em sua mente. Mas Chase parecia já ter percebido e soltou um suspiro leve.
— Você quer saber quantas pessoas eu já trouxe aqui?
— N-não!
Jeong-in balançou as mãos em sinal de embaraço. Mas Chase perguntou casualmente com o canto da boca levemente inclinado:
— Então o que você ia dizer?
— …
Ele precisava improvisar, mas sua mente estava em branco, como se estivesse vazia. Olhando para Jeong-in movendo os lábios desajeitadamente, Chase disse com o rosto sério:
— Você é o primeiro.
Os olhos escuros de Jeong-in voltaram-se para Chase. Sua expressão era como se tivesse ouvido algo inacreditável.
— Até a minha família parece ter esquecido que este lugar existe. O que é uma sorte para mim.
Chase falou em uma voz calma. Ele disse que costumava visitar este lugar quando sua mente estava complicada, quando queria escapar dos olhares das pessoas, quando queria se distanciar do mundo temporariamente.
Só então Jeong-in virou a cabeça para olhar para o lado oposto de onde a vista noturna se estendia. A primeira coisa que chamou sua atenção foi uma estrutura com um teto de cúpula redondo.
— O que é aquilo?
— Um pavilhão.
Pavilhões eram estruturas usadas para contemplação em mansões europeias ou americanas e eram também vestígios da cultura aristocrática. Começou a parecer um pouco mais real que Chase vinha daquele mundo.
Conforme os olhos de Jeong-in se ajustavam à escuridão, ele gradualmente distinguia as formas ao seu redor. Estátuas, uma antiga fonte sem água corrente, até mesmo um coreto de madeira. Traços de um tempo perdido permaneciam em toda parte.
— Para… para que serve este lugar?
— Era um observatório e um salão de banquetes ao ar livre.
— Salão de banquetes ao ar livre?
Jeong-in perguntou incrédulo diante de palavras que pareciam pertencer a um drama de época.
— É usado desde o tempo dos meus bisavós.
Com a resposta de Chase, Jeong-in percebeu com frescor os longos anos que este lugar guardava.
O esqueleto de uma estufa, fracamente revelado na escuridão, chamou sua atenção. A maioria das janelas de vidro estava quebrada ou embaçada pela poeira, e apenas as armações de ferro mantinham sua dignidade. Mas, estranhamente, mesmo em meio àquelas ruínas desoladas, podia-se imaginar o quão esplêndido aquilo fora um dia.
Ele quase podia ver as luzes suaves dos lustres brilhando gentilmente, e talheres de prata organizados com esmero sobre luxuosas mesas de mármore, reluzindo. Ele teve a ilusão de ouvir, vindo de algum lugar, uma música de cordas elegante e o riso de pessoas brindando com taças de champanhe.
— É como o Gatsby.
Jeong-in murmurou com uma expressão vaga.
— Jeong-in… sinto muito, mas, por favor, não diga isso.
— Hein?
— Tenho memórias ruins de O Grande Gatsby. Alguém de quem eu gostava me criticou ferozmente enquanto me comparava ao Gatsby.
Os ombros de Jeong-in estremeceram como se tivessem sido picados.
— Ah… desculpe.
— Estou brincando. Na verdade, eu gostava até de quando estávamos brigando.
Jeong-in olhou para Chase como se aquilo não pudesse ser verdade. Ele pensou que Chase estava dizendo coisas que não sentia apenas para animá-lo.
— Ninguém nunca falou comigo daquela forma. Aquelas… palavras perfurantes.
— Eu me senti mal por aquela vez.
— Você não disse nada de errado. Eu também lhe disse coisas duras, chamando você de vulgar e tudo mais.
Como se fosse uma das memórias que queria esquecer, Jeong-in sorriu sem jeito e virou o corpo para frente, observando a vista noturna estendida diante dele. A noite de Belacove, espalhada abaixo da colina distante, era uma das cenas mais bonitas que Jeong-in já vira.
— Lindo…
Um sussurro leve, que era ao mesmo tempo admiração e um suspiro, fluiu entre os lábios de Jeong-in. Chase, que o observava silenciosamente, perguntou:
— Já viu tudo o que é bonito?
Diante da voz baixa de Chase, Jeong-in assentiu levemente, pensando que ele quisera dizer que era hora de ir embora.
— Sim.
— Então deixe-me ver algo bonito agora também.
A mão de Chase segurou o queixo de Jeong-in e o virou para si. Com a outra mão, ele enganchou o dedo indicador sob a ponte dos óculos de Jeong-in e os ergueu. Os óculos de Jeong-in foram removidos de seu rosto.
Só então Jeong-in percebeu que, quando Chase disse “deixe-me ver algo bonito também”, ele estava se referindo ao próprio Jeong-in.
O olhar de Chase escaneou minuciosamente o rosto de Jeong-in. Como ele pudera falhar em notar tal rosto, mesmo com óculos? Ele não conseguia entender seu eu do passado.
A pele lisa de Jeong-in, sem um poro visível, brilhava suavemente sob a luz do luar. Os contornos gentis de seu rosto, a ponte de seu nariz fina e reta e, abaixo disso, seus lábios formando uma curva distinta. Era o tipo de rosto que se poderia perder a noção do tempo apenas observando.
Chase ergueu levemente a mão que segurava o queixo de Jeong-in e abaixou a cabeça devagar.
O calor de seus corpos se encontrou de perto, e uma respiração quente se aproximou. Finalmente, seus lábios se sobrepuseram suavemente. Parecia a atração natural de polos opostos de ímãs, como o yin e o yang se harmonizando em um só, uma lei da natureza inteiramente natural e inevitável.
O que começou como um toque leve logo se aprofundou. Chase saboreou lenta e persistentemente cada parte da boca de Jeong-in. Aquela exploração longa e demorada deu a Jeong-in uma sensação inteiramente nova.
Seu corpo começou a relaxar como se estivesse entrando em água quente. Parecia que seu corpo inteiro havia se transformado em gelatina.
Chase jogou de lado os óculos de Jeong-in e usou aquela mão para puxar a cintura dele para mais perto de seu próprio corpo.
Tão absorto na sensação quente, úmida, escorregadia e desconhecida, Jeong-in sequer percebeu que seu corpo estava gradualmente se inclinando para trás.
Seu corpo foi deitado sobre o cobertor macio. Somente após seus lábios se separarem com um som úmido é que Jeong-in percebeu que estava completamente deitado no chão.
Assim que abriu os olhos, encontrou o olhar de Chase bem de perto. O corpo grande de Chase o cobria.
Embora não estivesse pesado, já que Chase se apoiava com os joelhos e cotovelos, o problema era a posição deles.
“Esta não é uma situação um tanto perigosa?”
O coração de Jeong-in estava disparado descontroladamente. Esta era uma situação que não se acalmaria nem após beber cem xícaras de chá de camomila.
Chase sorriu de forma travessa, esticando os lábios úmidos. Então, abaixou o corpo gentilmente e beijou de leve a ponta do nariz de Jeong-in.
— Acho que consigo ouvir seu coração batendo. Você é muito fofo.
— Ugh… não tente me seduzir!
Chase ergueu as sobrancelhas como se não tivesse ideia do que Jeong-in queria dizer e então sorriu abertamente. Era um sorriso verdadeiramente encantador. Jeong-in não pôde deixar de se perguntar se no Ocidente também existiam espíritos de raposa, do tipo que encantam as pessoas e roubam seus fígados.
— Você já não estava seduzido?
Chase inclinou o rosto novamente. Seus lábios, que haviam tocado levemente a bochecha de Jeong-in, deslizaram lentamente ao longo da linha da mandíbula.
Os olhos de Jeong-in se fecharam involuntariamente diante da sensação requintada.
Seria talento natural ou habilidade nascida da experiência?
Conforme os beijos continuavam abaixo de sua mandíbula, a mente de Jeong-in ficava turva. Cada ponto onde os lábios de Chase roçavam sua pele tornava-se quente.
Jeong-in estava aprendendo com Chase coisas que nunca aprendera em nenhum livro e nunca poderia aprender.
— Haa…
Chase soltou um suspiro profundo.
O aroma suave roçando seu nariz, o calor tênue da pele. Tudo deixava sua mente nublada.
Cada lugar que ele tocava era incrivelmente liso, fazendo sua cabeça girar. “Uma pessoa poderia ficar bêbada pelo toque?” Ele se pegou tendo pensamentos ridículos.
A mão de Chase, que estivera segurando a cintura de Jeong-in, moveu-se instintivamente. As pontas de seus dedos deslizaram para baixo da camisa, roçando o baixo abdômen de Jeong-in. Era tão macio quanto tocar em creme. Um calafrio emocionante percorreu sua espinha.
— Jeong-in…
Como se tentasse deliberadamente instilar um sentimento sensual, Chase deixou escapar uma voz misturada com um leve gemido perto do ouvido de Jeong-in.
O hálito quente derramou-se na nuca de Jeong-in. Com ele, veio uma sensação distante. Ele podia sentir as pontas dos dedos de Chase, um pouco ásperas e endurecidas por calos, tocando sua cintura. Justo quando aquelas pontas de dedos traçavam suas costelas e estavam prestes a se aprofundar—
— Pare…
Jeong-in agarrou firmemente a mão que estava se infiltrando cuidadosamente em sua camiseta.
— O-o que você está tentando fazer?
Jeong-in olhou para Chase com os olhos arregalados. Embora seu foco estivesse embaçado sem os óculos, ele percebeu que Chase estava paralisado de surpresa.
— Hein? Bem…
Ele realmente precisava explicar aquilo? Não era óbvio o que ele estava tentando fazer?
Como se o clima tivesse sido completamente quebrado, Chase abriu a boca com uma expressão desajeitada, mas nenhuma resposta plausível saiu. Durante esse momento de silêncio, Jeong-in removeu a mão de Chase que estivera sentindo seu abdômen.
Como um cachorro que de repente tem seu osso retirado, Chase apenas observou fixamente enquanto sua mão era empurrada para fora da camiseta de Jeong-in. A sensação em seus dedos desapareceu instantaneamente.
Em contraste, Jeong-in parecia ter recuperado a compostura. Ele assumiu uma expressão adequada, tateou o chão até encontrar seus óculos e os colocou.
Ao ver essa atitude calma, Chase sentiu um estranho desapontamento. O Jeong-in que estivera derretendo em seus braços como uma vela diante da chama não estava em lugar nenhum; agora, o que restava era a versão racional e resoluta de Jeong-in.
Jeong-in empurrou o peito de Chase e começou a falar.
— Sabe, tem um programa coreano na Netflix que eu e minha mãe gostamos de assistir. É sobre jovens estudantes que se tornam pais enquanto ainda são menores de idade.
Observando Jeong-in discutir subitamente seu programa favorito da Netflix, Chase se perguntou o que apontar primeiro.
Havia coisas demais que ele queria dizer a Jeong-in.
“Eu te amo, mas ainda não pensei em ter filhos e, de qualquer forma, não poderíamos ter filhos mesmo se fizéssemos isso.”
— A maioria dos participantes lá tem uma coisa em comum. Eles não admitem que ainda não são adultos, que são seres imaturos. Decisões tomadas nessa época podem afetar suas vidas inteiras. Não apenas suas próprias vidas, mas as de outros também.
Chase olhou silenciosamente para Jeong-in. Sua expressão endureceu com um pressentimento sinistro. Era um rosto estranho, nem sorrindo, nem franzindo a testa.
— E… por que você está contando essa história agora?
— Enquanto assistia a esse programa, fiz uma promessa a mim mesmo. Se, e somente se, eu tivesse um parceiro romântico, eu o protegeria até atingir a idade legal de idade adulta.
A expressão de Chase ficou vazia. Ele questionou como se tivesse ouvido algo absurdo.
— Então, o que você está dizendo agora é… que você quer me proteger?
Jeong-in assentiu com um rosto determinado. Olhos claros e inabaláveis olharam para Chase.
Chase estava atônito. Ele já vira muitas pessoas pedindo para ele pular na cama e acabar com elas. Mas esta era a primeira vez que alguém declarava que o protegeria. Nunca antes, e provavelmente nunca mais.
Embora sua vida não tivesse sido tão longa, foi a coisa mais absurda e, simultaneamente, a mais adorável que ele já ouvira.
— Haah…
Chase desabou em cima de Jeong-in como se todas as suas forças o tivessem deixado. Conforme o corpo grande repousava sobre ele, Jeong-in soltou um arquejo enquanto o ar era empurrado de seus pulmões.
Chase encostou a testa no ombro fino de Jeong-in. Então, soltou um gemido como um suspiro. Seu baixo ventre já estava dolorosamente tenso, mas não havia nada que pudesse fazer a respeito.
— Jeong-in… você realmente…
O que ele poderia dizer? Jeong-in estava dizendo que o protegeria. Com aquele brilho determinado em seus olhos escuros como contas, olhando para ele como se tivesse tomado uma resolução tremenda.
Chase finalmente explodiu em uma risada. Seu corpo tremia, fazendo o corpo de Jeong-in tremer também.
— Por que você está rindo…?
— Apenas… porque você disse que me protegeria…
— Por que isso é engraçado?
— Estou grato… Não, não estou nem um pouco grato… Não, eu estou grato…
Sua voz baixa, misturada com o riso, fez cócegas no ouvido de Jeong-in.
Passou-se um longo tempo antes que Chase, que mantivera o silêncio enquanto respirava fundo, se sentasse. Uma brisa leve roçou seu cabelo dourado despenteado.
Jeong-in o seguiu naturalmente, sentando-se e olhando ao redor. O ar da noite estava fresco, mas a paisagem noturna da cidade, com suas luzes fluidas, transmitia um calor sutil apenas ao ser observada.
Chase olhou para Jeong-in, que estava sentado encolhido com os joelhos contra o peito, e tirou o paletó. Então, colocou-o silenciosamente sobre os ombros de Jeong-in.
— Vista isto.
Jeong-in assentiu em silêncio e deslizou os braços pelas mangas do paletó. Embora sua experiência com romance fosse limitada ao que vira em dramas e livros, aceitar esse tipo de gesto de um amante parecia a coisa certa a se fazer.
O paletó, ridiculamente grande para Jeong-in, cobria completamente seus ombros, e as mangas largas engoliam suas mãos. Jeong-in estendeu os braços para frente e caiu na risada, divertido por parecer que estava imitando um fantasma.
Mesmo em Belacove, que é amena até para os padrões da Califórnia, a temperatura raramente cai abaixo de 15°C, mesmo nas horas mais frias antes do amanhecer. Mas Chase fechou cuidadosamente o paletó de Jeong-in e até o abotoou como se estivessem na Antártida.
Jeong-in fez uma reclamação alegre.
— O que é isso? Me sinto como um burrito.
— O burrito mais fofo do mundo.
Os dois sentaram-se lado a lado sob a luz das estrelas, comendo os lanches que haviam comprado e brindando com latas de cola para celebrar a vitória de Jeong-in.
— Qual é o seu jogo de tabuleiro favorito?
— Clue. E o seu, Jeong-in?
— Uno. Embora eu não jogue há anos. Minha vez agora? Estação favorita?
— Outono. As ondas são maiores, bom para surfar.
A conversa trivial continuou, passando por acontecimentos da escola, histórias sem importância sobre professores e colegas, até quais cores gostavam e quais filmes mais apreciavam.
— Qual é o seu número favorito?
— Sete. É o número da minha camisa. E o seu, Jeong-in?
— i.
— Hein?
— O número imaginário. A raiz quadrada de -1.
Chase exalou um “Ha” surpreso diante da resposta que fugia completamente da faixa esperada.
Jeong-in continuou falando meticulosamente.
— i também é chamado de número imaginário, certo? É um número que cria uma nova dimensão além do eixo real. Embora invisível, ele abre possibilidades tremendas na matemática.
A voz de Jeong-in carregava naturalmente um calor enquanto falava sobre algo que gostava.
— É considerado algo que não existe na realidade, mas aparece lindamente em fórmulas como a de Euler. Também é essencial no eletromagnetismo e na mecânica quântica. Isso é muito legal, não é?
Chase observava Jeong-in em silêncio, ouvindo suas palavras.
— É um número que nos mostra que, entre as coisas que as pessoas consideram inexistentes, existem algumas com um significado tremendo. É por isso que eu gosto dele.
— …
Jeong-in era o i de Chase. Uma existência que ele não sabia que existia, mas que se tornou a coisa mais significativa em sua vida.
— Haah… o que eu devo fazer?
Chase enterrou o rosto nos braços, que abraçavam seus joelhos, como se algo deprimente tivesse acontecido.
— O que foi?
Chase suspirou profundamente e ergueu levemente o rosto para olhar para Jeong-in.
— Eu não sabia que era possível gostar ainda mais de você. Jeong-in, o que você fez comigo?
Jeong-in fez uma careta como se tivesse mordido uma casca de limão e então bateu no ombro de Chase. Chase caiu exageradamente para o lado e rolou pelo tapete. Jeong-in era do tipo que não tinha imunidade a expressões de afeto.
Um pequeno sorriso apareceu nos lábios de Chase.
Algum dia, chegaria um momento em que Jeong-in aceitaria qualquer coisa que ele dissesse como algo natural. Um momento em que ele não coraria com nenhum sussurro doce, mas os veria como familiares.
O pensamento lhe deu uma sensação estranhamente emocionante.
Chase propôs naturalmente outro brinde ao pegar a lata que havia colocado no chão.
— Vamos brindar de novo. Temos mais uma coisa para comemorar.
— O que é?
— Parabéns por conseguir um namorado, Jeong-in.
— …Você também.
As latas que eles seguravam tilintaram mais uma vez. O som alegre espalhou-se pelo ar da noite.
Embora não tivessem nada além de batatas chips e bebidas espalhadas no tapete de piquenique, este momento repleto de histórias e risadas era verdadeiramente digno de ser chamado de uma “festa”.
Antes que percebessem, as luzes da cidade começaram a diminuir levemente e o céu noturno escureceu. Chase deitou-se de costas e estendeu o braço.
— Vamos, deite-se usando meu braço como travesseiro.
Jeong-in hesitou brevemente antes de repousar a cabeça no braço de Chase e se deitar.
— Ugh, é muito alto e duro.
Apesar de suas reclamações, Jeong-in não se afastou do braço de Chase.
À medida que as luzes artificiais diminuíam, a luz natural tornava-se mais visível. Era como se o céu noturno tivesse sido estendido sobre eles como um cobertor.
O céu de cor azul-marinho profundo mudara gradualmente para um tom roxo suave. Neste momento em que a fronteira entre a noite e o amanhecer se dissolvia lentamente, estrelas cintilando como a Via Láctea adornavam silenciosamente o céu acima deles.
Era um momento que não exigia palavras. Os dois, fitando infinitamente o céu noturno, fecharam os olhos em uníssono, como se por um acordo.
Por que está tão frio hoje? E o travesseiro parece estranhamente duro.
Jeong-in abriu lentamente os olhos enquanto estava encolhido. Em vez do pelúcia de furão branco que costumava ver, cabelos dourados foram a primeira coisa a entrar em sua visão. Sob o cabelo suavemente despenteado, cílios longos e luxuosos, uma ponte nasal perfeitamente reta e lábios distintos e cheios revelaram-se diante de seus olhos.
“Ele é muito bonito. Mas por que o Chase está na minha cama?”
Jeong-in, pensando com a mente anuviada, de repente sentou-se ereto de um salto.
— Ch-Chase!
Jeong-in sacudiu o corpo de Chase freneticamente. Ao mesmo tempo, pegou o telefone com a outra mão para verificar a tela. 06:24. O rosto de Jeong-in empalideceu.
— Acorda! Chase!
— Mmm…
Chase franziu levemente as sobrancelhas e sentou-se devagar. Parte de seu cabelo dourado caíra sobre a testa, cobrindo seus olhos e parecendo completamente despenteado, e sua camisa estava toda amassada, mas mesmo aquela aparência parecia algo saído de um editorial de moda. Mas não havia tempo para admirar.
— Quando foi que adormecemos…
Chase murmurou em uma voz lânguida enquanto passava a mão pelo cabelo bagunçado. Então, sorriu com os olhos ainda estreitados pela sonolência.
— Bom dia, Jeong-in.
— Como você pode dizer “bom dia”? Já são quase 7 horas!
Chase espreguiçou-se como se dissesse “e daí?” e tentou se inclinar para trás novamente. Sua atitude ainda era extremamente relaxada.
— Qual é o problema? É fim de semana.
Naquele momento, a mão de Jeong-in disparou como um relâmpago e agarrou o colarinho da camisa de Chase. Então, olhando para baixo com olhos faiscantes, ele ordenou:
— Chase Alexander Prescott! Leve-me para casa agora mesmo!
Diante da exclamação firme de Jeong-in, Chase piscou os olhos surpresos algumas vezes e respondeu em tom de brincadeira:
— Sim, chefe.
Não havia tempo para discutir sobre não fazer piadas. Jeong-in juntou o lixo espalhado e o enfiou em um saco de papel, enquanto Chase enrolava o tapete de piquenique ao seu lado de qualquer jeito.
Jeong-in estava visivelmente ansioso e não sabia o que fazer. Para aliviar a ansiedade dele, Chase dirigiu mais rápido do que o habitual.
Quando pararam em um sinal vermelho, ele olhou de relance para Jeong-in, que encarava a janela com o rosto preocupado.
O conceito de um horário de recolher parecia um tanto desconhecido. Do que Jeong-in tinha tanto medo? A mãe de Jeong-in, que ele já vira antes, parecia nada além de uma pessoa gentil e calorosa. Ela não parecia do tipo que imporia regras rígidas.
— Você fica muito encrencado por quebrar o horário?
— Não é exatamente isso… é que eu quebrei uma promessa.
— Ah…
Não se tratava apenas de levar uma bronca. Jeong-in odiava decepcionar sua mãe ao quebrar uma promessa. Só então Chase percebeu que aquele assunto era mais importante para Jeong-in do que ele imaginava.
Eventualmente, o carro parou em frente à casa de Jeong-in, e Chase se desculpou com uma expressão séria.
— Sinto muito por eu ter caído no sono também. Quer que eu entre e explique no seu lugar? Ela pode não ficar tão brava assim. Por algum motivo, os adultos tendem a gostar de mim.
Jeong-in olhou para Chase como se ele fosse digno de pena. Fosse jovem ou velho, como alguém poderia não gostar dele?
Talvez os adultos gostassem dele ainda mais. Como não gostariam? Ele era o herdeiro de um império financeiro massivo, do tipo que alguém poderia nunca conhecer em uma vida inteira, e ainda por cima tinha uma personalidade amigável.
— Está tudo bem.
Apesar de dizer isso, Jeong-in parecia ocupado demais desafivelando o cinto e pegando sua mochila.
— Dirija com cuidado. Eu te ligo.
Jeong-in, que estava prestes a abrir a porta do carro apressadamente para sair, hesitou por um momento. Agora ele se sentia um pouco culpado por ter apressado e pressionado Chase devido ao seu próprio nervosismo.
Após uma breve hesitação, Jeong-in inclinou-se em direção ao banco do motorista e beijou levemente a bochecha de Chase. O som do beijo pareceu particularmente alto.
Assustado e estremecendo ao se virar, Jeong-in saiu rapidamente do carro e correu em direção à sua casa sem tempo para recuperar o fôlego.
— Ha…
Chase passou levemente a palma da mão na bochecha. Parecia que o calor residual que Jeong-in deixara para trás ainda estava lá.
Antecipando um banho matinal mais longo do que o normal, ele dirigiu em direção a casa.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

Ler 7 Minutes of Heaven (Novel) Yaoi Mangá Online

Aviso: ※ Conversas em coreano são expressas usando 〈 〉, enquanto conversas em inglês e outros idiomas utilizam travessão —
Sinopse:
Lim Jeong-in é um nerd acostumado a ser tratado como se fosse invisível na selva do ensino médio. Ele participa de duas atividades de clube com seu melhor amigo, Justin Wong. Uma é o clube de matemática ‘Mathleet Society’, e a outra é o ‘Clube de Ódio ao Chase’.
— Longa vida ao Clube de Ódio ao Chase.
Escrever um ‘livro da vergonha’ que repete boatos sobre o maior galã da escola, Chase Prescott, era um dos pequenos prazeres dos dois nerds. No entanto, através de uma reviravolta inesperada, o caderno de Lim Jeong-in é descoberto por Chase.
Mas, em vez de ficar zangado, Chase demonstra interesse por Jeong-in.
— Você é realmente engraçado.
— O livro? Quando você vai devolvê-lo?
— Hmm. Quando você parar de me odiar?
Ironicamente, o relacionamento que começou com o livro da vergonha torna-se gradualmente especial e, à medida que Jeong-in descobre os lados ocultos de Chase, ele se vê cada vez mais atraído para o mundo dele.
[Então, você gosta um pouco mais de mim agora?]
A verdade é que você me cativou não apenas agora, mas muito antes. Desde o momento em que bati os olhos em você pela primeira vez.
Jeong-in entra em confusão ao encarar seus verdadeiros sentimentos, que ele deliberadamente ignorou e escondeu até agora. Amizade, estudos e uma paixão de longa data.
Nesse relacionamento instável com alguém que abala todo o seu mundo, será Jeong-in capaz de manter o seu lugar?
Nome alternativo: 7 7 Minutes In Heaven

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