Ler 7 Minutes of Heaven (Novel) – Capítulo 02 Online

❀ 7 Minutes Of Heaven 2
O cronograma da Wincrest High School era dividido em dias A, nos dias ímpares, e dias B, nos dias pares. Hoje era um dia A, e a última aula era Honors English Composition.
O prefixo “Honors” antes do nome da disciplina significava que, embora não fosse tão difícil quanto AP, abordava conteúdos mais avançados do que as aulas regulares. Era estruturado para levar naturalmente aos cursos AP depois.
Quando o orientador recomendou essa disciplina para Jeong-in, ele ficou tomado pela emoção. Apenas sete anos atrás, ele nem conseguia participar direito de conversas por causa das inúmeras gírias e vocabulários desconhecidos, e agora parecia um milagre estar cursando matérias avançadas em inglês, a língua nativa deles.
Depois de reunir os materiais e livros necessários para o dia, Jeong-in fechou o armário e girou o cadeado. Seu coração começou a bater um pouco mais rápido. Neste semestre, ele acabou ficando na mesma aula de Honors English Composition que Chase Prescott, que era do mesmo ano que ele.
Quando estava prestes a ir para a sala, ouviu uma voz feminina chamando seu nome.
— Jay!
A cabeça de Jeong-in se virou na direção do som.
A primeira coisa que chamou sua atenção foi um cabelo vermelho brilhante. Como no milagre de Moisés, os alunos no corredor se afastaram para os lados, abrindo caminho para ela.
Caminhando com o queixo levemente erguido, como se a boa vontade das pessoas fosse algo completamente natural, vinha Vivian Sinclair, a capitã das líderes de torcida do penúltimo ano. Ela também era a protagonista de um caso raro: havia sido coroada Rainha no Baile de Primavera do ano passado sendo apenas do segundo ano. Claro, o Rei naquela ocasião foi Chase Prescott.
Seu pai era conhecido como o fundador da rede de restaurantes “Goldenfield Grill”, e havia rumores de que a franquia já havia ultrapassado o número de unidades do Cheesecake Factory e agora estava competindo com o Olive Garden.
Vestindo um traje claramente caro e de design exclusivo, com um blazer por cima, Vivian avançava com passos confiantes, como se estivesse em uma passarela. Seus olhos verde-acinzentados estavam cheios de confiança, e, como sempre, seus seguidores se posicionavam em ambos os lados.
Por que alguém como ela me chamaria? Será que ela sabe que eu existo? Ou quer que eu faça a lição de matemática dela?
Jeong-in piscou atrás dos óculos, apontando para si mesmo com confusão. Mas Vivian passou por ele sem demonstrar interesse, franzindo levemente a testa como se tivesse visto lixo no caminho.
Aquela expressão de desagrado não durou muito. Como se tivesse se transformado em outra pessoa, ela sorriu intensamente ao se aproximar de Chase Prescott, que estava ali.
— Chase, por que você não atendeu o telefone?
O rosto de Jeong-in ficou vermelho de vergonha. Só então percebeu que Vivian Sinclair não estava chamando por ele. A pessoa que ela procurava não era “Jay”, mas “Chase”.
Encostado na parede e conversando com seus companheiros de time, Chase Prescott ergueu levemente o queixo para cumprimentá-la.
Como se estivessem devolvendo um espaço temporariamente ocupado, Brian Cole e Darius Thompson deram um passo para trás. Ocupando aquele lugar com naturalidade, ela colocou ambas as mãos nos ombros de Chase Prescott. Então, ficando na ponta dos pés, deu um leve beijo em sua bochecha e apagou a marca de batom com o polegar.
— Eu esperei achando que você viria me buscar.
Como em uma cantiga infantil, Chase Prescott tinha um nome, mas três ou quatro apelidos.
Vivian parecia chamá-lo de “Chase”, enquanto os jogadores do time de futebol o chamavam de “Press” ou “C.A.P.”. Suas iniciais, C.A.P., coincidentemente também eram a abreviação de “Captain”. Os professores se referiam a ele como “Golden Boy” ou “King Prescott”, provavelmente porque ele foi coroado Rei no Baile de Primavera do ano passado.
— Thompson, o que aconteceu com a Srta. Kalinski?
— Por que Thompson? Tem algo rolando entre ele e a Srta. Kalinski?
— Ela disse que, se ele tirar outro D, vai tirá-lo do time titular.
— Ah não, que terrível. O Thompson deve ter perdido todos os neurônios depois de levar tantas pancadas.
— Quer tentar levar uma pancada também?
Quando Darius Thompson, com seu porte grande, deu um empurrão com o ombro, o convencido Max Schneider perdeu o equilíbrio e cambaleou para trás. Jeong-in, que tentava passar despercebido colado à parede, acabou sendo pego no meio da confusão inesperada.
Com o impacto repentino do jogador de futebol americano, Jeong-in perdeu o equilíbrio e tropeçou. Ele bateu contra os armários com um estrondo, e o rebote o fez cair no chão. Seus pertences se espalharam para fora da mochila aberta.
Jeong-in primeiro ajeitou os óculos que haviam caído, depois começou a recolher os itens espalhados pelo chão. Já havia pessoas que o atingiram de propósito antes, então um acidente como aquele não era nada demais.
Foi então que ele viu um par de tênis brancos como a neve à sua frente.
O próprio Chase Prescott estava se abaixando para ajudá-lo a recolher as coisas caídas. Sua mão grande desceu, quase cobrindo a mão de Jeong-in que acabara de pegar um caderno vermelho. No instante em que as pontas dos dedos de Chase tocaram os nós de seus dedos, Jeong-in se encolheu com a sensação, como um pequeno choque de eletricidade estática.
— Você está bem?
A voz baixa e profunda envolveu suavemente seu ouvido e permaneceu como um eco. Era uma voz macia como veludo.
Chase se levantou primeiro e estendeu a mão para Jeong-in.
— Aqui, aqueles chimpanzés ignorantes foram grosseiros.
— …E-eu estou bem.
Jeong-in se levantou sozinho, movendo-se de forma desajeitada. Chase apenas deu de ombros ao recolher a mão que havia estendido.
Sem querer chamar atenção, Jeong-in passou por ele com a cabeça meio abaixada. Atrás de si, ouviu a voz de Chase repreendendo o grupo.
— Comportem-se. Alguém poderia ter se machucado.
A mão de Jeong-in apertou com força a alça da mochila, e seus lábios se comprimiram firmemente.
Alguém. Bem, sim, eu sou alguém.
Para Chase Prescott, Jay Lim não passava disso. Um desconhecido qualquer. Um figurante. Mesmo sabendo que isso era natural, ele não conseguiu evitar o gosto amargo.
Todo mundo conhece ele, mas ele não conhece todo mundo.
Justin disse que eles frequentaram a mesma escola primária, mas até agora Chase só o chamou pelo nome duas vezes, e mesmo assim uma vez como Jacob e outra como Jasper. O que feriu ainda mais seu orgulho foi que tanto Jacob quanto Jasper eram nomes mais legais do que o seu.
— A pessoa que melhor utilizou jogos de palavras foi Shakespeare. Em Romeu e Julieta, Mercúcio diz a frase: “Amanhã vocês me encontrarão como um homem grave”, em que a palavra “grave” tem duplo significado. Um é “sério”, e o outro é literalmente “túmulo”, onde ele será enterrado após a morte.
O tema da aula de hoje era técnicas retóricas na literatura.
Jeong-in estava prestando muita atenção à aula. Parecia que a Sra. Davis, que lecionava Composição em Inglês Avançado, não gostava muito dele, ainda que de forma sutil. Ele ainda não conseguia esquecer o que ela disse quando foi contestar sua nota A- na disciplina de Literatura Inglesa Básica.
— Muitos alunos asiáticos já passaram pela minha aula. Todos são diligentes e inteligentes, mas também são teimosos em querer estar certos. Você seguiu bem as instruções, mas sua redação foi muito formulaica. Eu ia te dar um B+, mas considerando sua dedicação, acabei te dando uma nota mais alta.
A ideia de que asiáticos são bons em seguir instruções, mas carecem de criatividade, era um dos preconceitos racistas comuns entre ocidentais.
Ainda assim, Jeong-in não conseguia ter certeza se esse pensamento vinha realmente disso ou se era apenas fruto de sua própria insegurança, uma espécie de mentalidade de vítima.
Claro, no fundo ele achava que a Sra. Davis era racista, mas decidiu não causar problemas. Tinha medo de enfrentar desvantagens ainda maiores.
— Por exemplo… sim, olhem para aquelas duas pessoas. Eles estão usando roupas com a mesma frase, certo?
Ela apontou para Chase e Jeong-in, que estava sentado na diagonal atrás dele.
[“This is how we roll”]
Coincidentemente, ambas as camisetas tinham a mesma frase escrita.
A diferença era que a camiseta de Chase tinha um skate com o logotipo de uma marca de luxo famosa, enquanto a de Jeong-in mostrava um princípio da física de um círculo rolando pelo topo de um triângulo retângulo.
— “Roll” significa literalmente “rolar”, mas também pode significar “estilo de vida” ou “atitude”.
Risadinhas abafadas preencheram a sala de aula. Josh Turner e Vince Lowden, que haviam se levantado para conferir a roupa de Jeong-in, zombaram.
— Bela camiseta, nerd. Comprou na seção de descontos do Walmart?
— Josh, você tá desrespeitando o Walmart? Nem eles vendem coisa nerd desse nível.
Os dois eram conhecidos como encrenqueiros na escola. Andavam por aí com carros modificados, levantando poeira, e durante as aulas dormiam quando queriam ou, nas raras vezes em que estavam acordados, não hesitavam em fazer comentários de assédio sexual contra professores e atrapalhar a aula. O curioso era que, diante de professores homens com porte físico grande, eles subitamente ficavam dóceis, como se nunca tivessem feito nada de errado.
Normalmente, Jeong-in não se deixava afetar pelas palavras de idiotas assim. Se não fosse Chase Prescott ter olhado para trás na direção dele, desta vez também teria ficado tudo bem.
— Ficou legal. Não liga pra isso.
— ……
Jeong-in mordeu o lábio com força. Havia apenas uma coisa que ele queria de Chase Prescott.
Não quero atenção desnecessária por ser associado a você. Por favor, apenas ignore minha situação.
— Você acha isso legal? Prescott, seu julgamento tá comprometido?
Os encrenqueiros pareceram se animar com a resposta de Chase e elevaram o tom de voz.
— Ei, nerd. O que é esse desenho na sua camiseta?
Jeong-in sabia, por experiência, que esse tipo de pessoa ficava ainda mais agitado quando era ignorado, alegando desrespeito. Não valia a pena gastar energia emocional com eles, e era melhor responder o suficiente para encerrar o assunto.
— É uma fórmula de física sobre o equilíbrio de forças no movimento de rotação de um círculo descendo um plano inclinado.
— O quê?
Jeong-in acrescentou com um breve suspiro:
— …É uma nave espacial de Star Wars.
— Aí sim.
Naquele momento, ele viu os ombros de Chase tremerem levemente. Pareceu ouvir uma risadinha escapando.
Seu rosto esquentou. Era óbvio que Chase estava rindo dele. Talvez até estivesse sentindo pena por ele estar sendo zoado por aqueles idiotas.
Assim que a aula terminou, Jeong-in fugiu da sala e seguiu para a escada no fim do corredor.
Parando no patamar do meio, ele revirou a mochila e tirou uma camisa xadrez fina. Quando estava prestes a vestir a camisa por cima da camiseta, deu de cara com Chase descendo as escadas. O rosto de Jeong-in corou de vergonha com o encontro inesperado.
Uma voz baixa, levemente rouca, que estranhamente permanecia no ar, caiu de cima de sua cabeça.
— Oi.
O olhar dele pousou na camiseta que Jeong-in estava usando. Sem jeito, Jeong-in amassou a camisa em suas mãos e deu um passo para trás. Chase, que ia passar direto, parou como se tivesse se lembrado de algo.
— Sobre antes, eu não estava zombando de você. Eu realmente achei legal. Onde você conseguiu?
— …N-nosso clube fez. A Mathlete Society, é um clube de matemática… Quer uma?
Chase pareceu um pouco surpreso com a oferta inesperada. Ele pensou por um momento antes de balançar a cabeça levemente, sorrindo.
— Não, obrigado. Acho que não combinaria muito comigo.
Ao ver o rosto educado de Chase recusando, Jeong-in sentiu vontade de se jogar pela janela. Não suportava o quão patético se sentia.
“O que foi isso de ‘quer uma’? Ele só falou por educação, e eu fiquei todo animado!”
— Então tá — Jeong-in assentiu vigorosamente e estava prestes a fugir quando Chase deu um passo à frente e estendeu a mão na direção dele.
— Espera um pouco.
Uma mão grande, capaz de cobrir todo o rosto de Jeong-in e mais, se aproximou. Ela se dirigia à região do pescoço dele. Mesmo sem tocá-lo ainda, ele teve a sensação ilusória de sentir o calor do corpo.
A mão puxou a gola da camiseta de Jeong-in, que estava dobrada para dentro. No momento em que os nós dos dedos roçaram a nuca dele, foi como se todos os seus nervos se concentrassem ali, enviando uma sensação elétrica que se espalhou, fazendo seus ombros estremecerem.
— Pronto, assim está melhor.
Depois de arrumar pessoalmente sua aparência, ele deu um leve tapinha no ombro de Jeong-in.
— Até mais.
Mesmo depois de ele descer as escadas, Jeong-in não conseguiu se mover por um bom tempo.
Aquele homem… louco e pecaminoso.
Aquele tipo de gentileza sem sinceridade era o pecado original de Chase Prescott.
Quando foi mesmo? Houve uma garota a quem Chase Prescott elogiou casualmente, dizendo que a tiara dela era bonita.
A partir do dia seguinte, aquela garota passou a ir para a escola usando a mesma tiara todos os dias e ficava rondando Chase Prescott. Até que Vivian Sinclair a ridicularizou abertamente, chamando-a de patética e transformando-a em motivo de chacota na escola.
Jeong-in tocou o próprio ombro distraidamente. A mão de Chase Prescott era tão grande que cobria completamente um de seus ombros. Com aquelas mãos grandes o suficiente para segurar uma bola de rugby com firmeza, ele devia ter tocado garotas. Partes muito íntimas, de forma sensual.
Jeong-in balançou a cabeça para afastar os pensamentos inadequados que haviam surgido sem que percebesse e seguiu em direção à sala do clube de matemática.
— Ei, Jay-boy! Por que seu rosto tá tão vermelho?
perguntou Rajesh Kumar, um indo-americano e presidente da Mathlete Society. Jeong-in instintivamente encostou o dorso da mão na bochecha. Pelo quão fria sua mão parecia, seu rosto devia estar realmente corado.
— Não é nada.
Jeong-in desconversou e foi se sentar ao lado de Justin, que já havia chegado.
A Mathlete Society, o único clube de matemática da escola, era um clube pequeno, com apenas sete membros quando todos estavam presentes, e tinha a particularidade de ser o clube com a maior proporção de pessoas não brancas na Wincrest High School.
Observando todos os membros reunidos, Justin resmungou:
— Queria que nosso clube tivesse meninas também.
Outra peculiaridade da Mathlete Society era que, excluindo os times esportivos, era o único clube cuja composição era inteiramente masculina.
— Agora, não vamos esquecer nosso objetivo. Queremos vencer a competição estadual de matemática.
disse Rajesh, erguendo os materiais e olhando ao redor para os membros do clube.
— Esses são problemas que foram usados como treino no ano passado. A partir de hoje, vamos resolver um problema por dia.
Atividades extracurriculares ativas e histórico de prêmios em grandes competições eram essenciais para a admissão na faculdade. Jeong-in e os outros membros do clube receberam as folhas com os problemas distribuídas por Rajesh e começaram a se concentrar na resolução.
[Problema: Em cada caixa de cereal produzida pela Empresa A, um brinquedo é selecionado aleatoriamente entre n tipos diferentes de brinquedos. Quantas caixas é necessário comprar para coletar todos os tipos de brinquedos?]
Era um problema conhecido como o “problema do colecionador de cupons”, que ele já havia resolvido antes. Jeong-in, que terminou primeiro, colocou o lápis sobre a mesa e voltou o olhar para fora da janela.
A sala do clube ficava no final do prédio, oferecendo uma ampla vista panorâmica. Logo abaixo estava o estacionamento, e além dele, era possível ver o campo da escola de relance.
O campo onde o time de futebol americano normalmente treinava estava vazio. Isso porque era o período de inatividade após o fim da temporada regular. Ele tinha ouvido que eles ainda estavam treinando fora de temporada, mas a maior parte dos treinos acontecia em ambientes fechados, focados no condicionamento físico.
Com uma sensação estranhamente vazia, Jeong-in virou a cabeça e notou um caderno vermelho dentro de sua mochila aberta. Ele o retirou e abriu a capa silenciosamente. A página que ele mais costumava olhar se abriu sozinha.
Por que nós odiamos Chase Prescott?
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna
Ler 7 Minutes of Heaven (Novel) Yaoi Mangá Online
Aviso: ※ Conversas em coreano são expressas usando 〈 〉, enquanto conversas em inglês e outros idiomas utilizam travessão —
Sinopse:
Lim Jeong-in é um nerd acostumado a ser tratado como se fosse invisível na selva do ensino médio. Ele participa de duas atividades de clube com seu melhor amigo, Justin Wong. Uma é o clube de matemática ‘Mathleet Society’, e a outra é o ‘Clube de Ódio ao Chase’.
— Longa vida ao Clube de Ódio ao Chase.
Escrever um ‘livro da vergonha’ que repete boatos sobre o maior galã da escola, Chase Prescott, era um dos pequenos prazeres dos dois nerds. No entanto, através de uma reviravolta inesperada, o caderno de Lim Jeong-in é descoberto por Chase.
Mas, em vez de ficar zangado, Chase demonstra interesse por Jeong-in.
— Você é realmente engraçado.
— O livro? Quando você vai devolvê-lo?
— Hmm. Quando você parar de me odiar?
Ironicamente, o relacionamento que começou com o livro da vergonha torna-se gradualmente especial e, à medida que Jeong-in descobre os lados ocultos de Chase, ele se vê cada vez mais atraído para o mundo dele.
[Então, você gosta um pouco mais de mim agora?]
A verdade é que você me cativou não apenas agora, mas muito antes. Desde o momento em que bati os olhos em você pela primeira vez.
Jeong-in entra em confusão ao encarar seus verdadeiros sentimentos, que ele deliberadamente ignorou e escondeu até agora. Amizade, estudos e uma paixão de longa data.
Nesse relacionamento instável com alguém que abala todo o seu mundo, será Jeong-in capaz de manter o seu lugar?
Nome alternativo: 7 7 Minutes In Heaven