Ler Beast Alert (Novel) – Capítulo Epílogo Parte 05 Online


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❀ Epílogo 2, Parte 1

— Uau, está mesmo azul.
O murmúrio baixo se dispersou no ar com a brisa fresca de abril. Os cabelos castanhos bem aparados balançavam na nuca, e os olhos, que continuavam grandes, refletiam o céu sem uma única nuvem.
Seo Jeong-seo, 29 anos.
Atualmente trabalhando como professor de educação física na Escola Secundária Dangang.
Entre a graduação na faculdade e o concurso público, ele se viu absorvido por tantas coisas que, quando deu por si, já estava estabelecido em sua cidade natal, Dangang. Este já era o seu segundo ano como professor de educação física ali.
No horário em que o sinal deveria tocar, Jeong-seo entrou no ginásio com passos pesados. Lá dentro, ecoava a barulheira de cerca de vinte garotos. Um aluno ruivo que estava na frente avistou Jeong-seo e curvou a cintura com energia.
— Olá, fessor!
— Sim, olá. Já fizeram o aquecimento, pessoal?
Enquanto Jeong-seo acenava levemente e olhava ao redor com calma, todos eles começaram a desviar o olhar, girando as pupilas para os lados. “Já imaginei”, pensou Jeong-seo, rindo com resignação e fazendo um sinal com a mão.
— Eu já tinha dito para deixarem pronto. Rápido, vamos formar quatro fileiras!
Os garotos começaram a se reunir um a um, mas duas alunas que estavam no canto do ginásio pareciam não ter notado nada.
— Ye-bin! Jeong-ah! Venham logo!
Somente após o grito estrondoso é que as duas correram apressadas. O monitor de educação física foi para a frente naturalmente, e quando Jeong-seo estava prestes a recuar, seus olhos castanhos captaram uma calça de uniforme escolar comum.
Prestes a fazer trinta anos, os dois olhos de Jeong-seo, que ainda eram redondos e infantis, se estreitaram. Quando Jeong-seo, com os lábios cerrados, encarou o aluno que usava a calça do uniforme, o garoto juntou as mãos e começou a implorar desesperadamente.
— Ah, fessor. É sério, eu guardei o leite no armário agorinha, mas ele estourou e molhou todos os meus livros e a minha roupa de educação física, por isso não tive como vestir.
O tempo ainda nem estava tão quente, então a história do leite ter estourado era extremamente suspeita.
— É mentira, não é? Fale a verdade.
— …… Na verdade, eu joguei futebol com ela, fui para casa direto e acabei esquecendo lá…… Me desculpe! Na próxima eu vou vestir de verdade, verdade mesmo!
— Traga direito da próxima vez. Mas, por ter mentido, você perde um ponto. Mentir é a pior coisa que existe, Min-chan.
— Ah, fessor!
— O quê? Está reclamando com o professor agora?
Quando Jeong-seo arregalou os olhos e o encarou, o aluno não conseguiu dizer mais nada, apenas murmurou um “Desculpe…” e voltou para o seu lugar. Logo em seguida, Jeong-seo apitou e o aquecimento começou.
Jeong-seo observava com satisfação os alunos se exercitando. Olhar para aquelas crianças o fazia lembrar automaticamente dos seus próprios tempos de escola.
Naquela época, ele realmente não imaginava que se tornaria um professor; a vida realmente é imprevisível. E pensar que ele se tornaria professor de uma escola secundária, sendo que ele mesmo nunca frequentou uma. Ao repassar mentalmente os rostos já embaçados dos antigos colegas, a pessoa de quem ele mais sentia saudades surgiu em sua mente.
“Que saudade……”
Se dependesse de sua vontade, ele pegaria o celular agora mesmo para entrar em contato, mas, como professor, não podia fazer isso. Mas hoje era sexta-feira, se aguentasse mais algumas horas, logo poderia vê-lo! Ele recompôs o coração que havia ficado um pouco melancólico e soprou o apito.
— Se terminaram o aquecimento, vamos começar vinte polichinelos sem o grito na última contagem!
Diferente de Jeong-seo, que gritava alegremente dizendo que “se errar, começa tudo de novo”, os garotos ficaram todos com expressões tensas. Na escola, Jeong-seo tinha fama de ser um professor legal, mas sutilmente assustador.
Depois das aulas, após orientar até o pessoal do clube de vôlei e voltar para a sala dos professores, Jeong-seo sentiu suas forças se esvaírem. Tinha a sensação de que, a cada ano que passava, sua resistência física caía drasticamente. Ele tinha certeza de que, antigamente, era confiante em sua forma física. Enquanto Jeong-seo se sentava e se espreguiçava, o professor de sociologia perguntou enquanto vestia o casaco:
— O professor Jeong-seo ainda não vai embora?
— Ainda tenho um pouco de……
O celular deixado sobre a mesa vibrou, e a tela se acendeu. O nome que apareceu em destaque no visor era [Gato Preto]. Assim que viu aquele apelido extremamente fofo, o rosto de Jeong-seo, que estava todo desgastado e cansado, se iluminou instantaneamente. Pegando o celular, ele se levantou de um salto.
— Eu já estou indo também. Tenha um bom descanso!
O professor de sociologia, vendo a mudança repentina de Jeong-seo, murmurou um “É a melhor fase da vida” e acenou com a mão para que ele fosse logo. Jeong-seo pegou suas coisas às pressas e saiu da escola com passos rápidos. Assim que cruzou o portão principal, um sedã preto familiar entrou em sua vista. Com um sorriso largo, Jeong-seo deu uma olhada no celular que vibrava novamente e o guardou no bolso.
Então, ele baixou o corpo sorrateiramente e caminhou em direção ao carro. Ao chegar em segurança no lado do motorista, Jeong-seo se levantou de uma vez e deu batidinhas no vidro.
Por causa do insulfilm escuro, não dava para ver bem o interior, mas Jeong-seo conseguia prever com clareza que tipo de rosto Pyo Yoon-tae estaria fazendo. Afinal, um som baixo e retumbante de ronronar já podia ser ouvido vazando de dentro do carro.
Logo em seguida, a janela abaixou e a figura revelada era, mais do que Jeong-seo imaginava……
— Jeong-seo.
Era adorável. O cabelo perfeitamente penteado para trás, as sobrancelhas marcantes e, abaixo delas, os dois olhos curvados em meias-luas como os de uma criança inocente. Pyo Yoon-tae ouvia dizerem que sua impressão havia ficado ainda mais agressiva devido ao porte físico que cresceu nos últimos anos e à linha do maxilar mais afiada, mas para Jeong-seo, ele continuava sendo apenas fofo.
— Por que não atendeu o telefone? Fiquei preocupado.
Diante da reclamação manhosa, Jeong-seo deu uma risadinha baixa, deu a volta na frente do carro e subiu no banco do passageiro. O olhar de Pyo Yoon-tae, que já estava com o rosto virado para ele, era cego, como se prometesse nunca se afastar. Jeong-seo estendeu a mão suavemente e acariciou a bochecha dele com o polegar.
— Por que veio tão cedo hoje? Não ficou esperando muito, não é?
Pyo Yoon-tae se inclinou profundamente, pressionando a bochecha contra a palma da mão de Jeong-seo, e esfregou o rosto levemente.
— Eu queria ver você, então terminei o trabalho rápido e vim.
— Pode fazer isso?
— Quem vai me dizer alguma coisa se eu decidir sair mais cedo?
Jeong-seo soltou uma risada nasal diante da resposta petulante. Como Pyo Yoon-tae disse, ninguém ousaria dizer abertamente ao filho do presidente do grupo que ele estava saindo cedo do trabalho. Mesmo assim, Jeong-seo deu um leve beliscão na bochecha de Yoon-tae, como se estivesse lidando com uma criança, e soltou.
— Ainda assim, você deveria trabalhar direito, Diretor Executivo Pyo.
O olhar de Jeong-seo, carregando um sorriso um tanto sedutor e travesso, era brincalhão, mas um aroma semelhante ao de chocolate começou a se espalhar pelo carro. As pupilas dentro dos olhos amarelos se dilataram intensamente antes de se acalmarem. Desde que Jeong-seo se estabeleceu em Dangang, o tempo que ele podia passar inteiramente com Pyo Yoon-tae era de apenas um dia por semana.
A distância de Seul era considerável, então não havia o que fazer, mas ele sempre sentia falta. Além disso, ultimamente havia muito trabalho nos fins de semana, e parecia que fazia ainda mais tempo desde que sentiram o cheiro da pele um do outro.
Por isso, ele queria sentir o outro ao máximo nesse curto período. Pyo Yoon-tae, percebendo agilmente as intenções de Jeong-seo, segurou suavemente o pulso da mão que tocava sua bochecha e encostou os lábios ali.
— Eu ia sugerir comermos fora, mas quer comer em casa, Jeong-seo?
O fôlego que roçava a pele era quente. Jeong-seo assentiu com a cabeça num tom baixo, como se a pergunta fosse óbvia demais. O carro partiu imediatamente, afastando-se da escola.
O lugar onde Jeong-seo morava atualmente era uma casa individual de tamanho moderado em uma área residencial de Dangang. Embora tivesse um quintal, não era grande o suficiente para entrar um carro, então ele precisava estacionar em um estacionamento público próximo. Felizmente, restavam duas vagas.
Assim que estacionaram e desceram do carro, Pyo Yoon-tae entrelaçou sua mão com a de Jeong-seo. Por causa do passo mais rápido que o normal, Jeong-seo teve que mover os pés como se estivesse sendo arrastado.
— Parece que o Yoon-tae gosta muito de ser chamado de Diretor Executivo.
— ……
Não houve resposta, mas a nuca exposta de Pyo Yoon-tae ficou ainda mais vermelha do que antes. O que aquilo significava era óbvio, e Jeong-seo não pôde evitar que o riso escapasse.
Assim que abriram o portão principal, Sobok-i, que estava no quintal, latiu alto:
— Au!
— Ah, Sobok-i, que bom te ver. Nos falamos daqui a pouco.
Pyo Yoon-tae, que cumprimentou Sobok-i apenas por educação enquanto o cão abanava o rabo vigorosamente, ignorou até o caminho de pedras feito de propósito no jardim e seguiu em linha reta para a porta da frente.
— Ah, uh.
Antes mesmo que a porta da frente, aberta às pressas, pudesse se fechar totalmente, os lábios de Jeong-seo foram empurrados contra o armário de sapatos e devorados brutalmente. Através da fresta aberta, a língua carregada de um calor ardente invadiu de uma vez as profundezas da boca. O som molhado e pegajoso ecoou nitidamente dentro de seus ouvidos.
Pyo Yoon-tae sugou a língua de Jeong-seo como uma fera que estivesse passando fome há dias, explorando cada canto como se fosse devorá-lo por inteiro. Sempre que Jeong-seo tentava virar o rosto levemente para conseguir respirar, Pyo Yoon-tae o seguia, prendendo seus lábios novamente. Somente quando parecia que Jeong-seo realmente morreria ali, Yoon-tae afastou os lábios devagar. Aproveitando a oportunidade, Jeong-seo tentava recuperar o fôlego quando…
— Huk…
Um aroma doce e gélido, tão intenso que chegava a turvar sua visão, impregnou o ar. Mesmo após anos lidando com isso, sempre que os feromônios densos daquele alfa dominante o atingiam, o corpo de Jeong-seo perdia as forças e seu baixo ventre latejava em uma coceira urgente.
Suas pupilas, sob as pálpebras pesadas de desejo, estavam úmidas. Enquanto ele encarava Pyo Yoon-tae com o olhar nublado, o outro traçou uma curva suave com os olhos e passou a língua demoradamente pelos cantos úmidos de seus olhos. A textura áspera da língua provocou um arrepio delicioso.
Pyo Yoon-tae, ignorando ou esquecendo que Jeong-seo era um recessivo, continuava a liberar feromônios que não escondiam sua luxúria quase violenta, sussurrando em seu ouvido:
— Vamos para a cama, professor?
Jeong-seo franziu o cenho diante do apelido que em nada combinava com aquela voz carregada de segundas intenções. Ele deveria dizer para não chamá-lo assim, mas, estranhamente, o calor se espalhou por todo o seu corpo. Seus lábios, brilhantes de saliva, se apertaram com hesitação, mas logo ele apenas assentiu com a cabeça.
Pyo Yoon-tae soltou uma risada que soou como um suspiro e o ergueu, segurando-o pelas nádegas. Mesmo que Jeong-seo estivesse mais pesado do que antes, Yoon-tae não hesitou nem por um segundo. Jeong-seo entrelaçou os braços no pescoço de Yoon-tae e enterrou o rosto em seu ombro. Ele sentia como se seu corpo inteiro estivesse sendo marinado no perfume que o cercava.
A excitação crescente fazia com que ele sentisse nitidamente sua parte de baixo ficar encharcada. Ao esfregar as pernas sem querer, sentiu o vinco entre as nádegas escorregadio. Pyo Yoon-tae olhou de relance para Jeong-seo, que gemia contra seu ombro enquanto esfregava a testa. Incapaz de conter o desejo ardente, feromônios adocicados escorriam livremente da nuca de Jeong-seo.
Yoon-tae enterrou o nariz ali e começou a morder a pele com delicadeza, usando os dentes. A pele em contato com sua língua era tão doce que o deixava zonzo. Ele subiu do pescoço, dando pequenas mordidas, até finalmente morder o lóbulo da orelha avermelhado de Jeong-seo.
— Ah!
Jeong-seo estremeceu com a dor aguda, e Pyo Yoon-tae, após tê-lo machucado, começou a lamber o local com sua língua áspera como se o consolasse. Ao chegarem ao quarto, Yoon-tae deitou Jeong-seo cuidadosamente na cama. Jeong-seo ficou meio apoiado na cabeceira, olhando para cima.
— Professor, coloque as outras orelhas para fora também.
— Pyo Yoon-tae… pare de me chamar assim…
— Mas o nosso professor fica doidinho quando eu as chupo.
Jeong-seo o encarou feio enquanto ele sussurrava sacanagens.
— Quando foi que eu… fiquei doidinho…
Apesar do protesto murmurado, quem acabou cedendo foi Jeong-seo. Entre os cabelos castanhos, duas orelhas arredondadas se ergueram lentamente. Os olhos amarelos de Yoon-tae, brilhando com intenções sombrias, capturaram cada detalhe daquela cena. Como Jeong-seo agora conseguia esconder bem as orelhas e a cauda, era difícil vê-las, exceto quando ele estava excitado.
Seus olhos já estavam avermelhados e seu peito subia e descia rapidamente à medida que o olhar de Yoon-tae se tornava mais obsessivo. Estava na cara que ele ansiava pelo que estava prestes a acontecer. Sentindo que cada pequeno detalhe massageava seu cérebro de forma estimulante, Pyo Yoon-tae controlou a respiração.
Ele acariciou as pontas das orelhas castanhas que tremiam. O som da penugem interna sendo roçada ecoava como um sussurro dentro do ouvido de Jeong-seo. Após brincar com as orelhas dele, Yoon-tae subiu na cama, envolveu a nuca de Jeong-seo e o puxou para si.
Ao abocanhar a ponta da orelha triangular que roçava seu buço, um gemido agudo escapou dos lábios de Jeong-seo. Yoon-tae chupou a orelha até a pelagem escurecer de umidade, esfregando a língua contra a carne sensível lá dentro. Jeong-seo tremia levemente, agarrando com força a cintura de Yoon-tae. Após torturar as orelhas da doninha por um tempo, ele se afastou devagar e segurou o queixo dele, levantando-o.
Ao ver o rosto exposto de Jeong-seo, Pyo Yoon-tae disse com malícia:
— Já está com cara de quem vai gozar, Jeong-seo.
Diante da fala explícita, Jeong-seo mal teve tempo de se sentir envergonhado antes que seus olhares tomados pela luxúria se cruzassem, e logo o quarto foi preenchido por feromônios tão fortes que chegavam a arder o nariz.
Pyo Yoon-tae também respirava com dificuldade; ele segurou a barra da própria camisa e a arrancou de uma vez. Jeong-seo engoliu em seco ao ver o tórax largo, com músculos que se tornavam cada vez mais sólidos com a idade. Quando ele estendeu a mão sem perceber, Yoon-tae deu um sorriso de raposa, capturou aquela mão e a colocou sobre o próprio peito. Jeong-seo, como se estivesse hipnotizado, começou a apertar o músculo peitoral.
— Como… como seu corpo consegue ser melhor que o meu, sendo que eu sou o professor de educação física…?
Era uma dúvida genuína, mais do que sexual. Seria por ele ser um alfa dominante? Mesmo assim, Yoon-tae trabalhava o tempo todo na empresa e não costumava se exercitar tanto, o que dava a Jeong-seo uma certa sensação de injustiça, já que ele perdia músculos fácil com o passar dos anos e precisava treinar muito mais.
Pyo Yoon-tae deu uma risadinha e deu de ombros, um gesto que parecia um tanto arrogante.
— Então quer tentar um treino de força pesado hoje, professor? Ou seria aeróbico?
Com uma postura relaxada, Yoon-tae segurou a panturrilha de Jeong-seo e a jogou sobre o próprio ombro.
— Ah!
Com isso, o corpo de Jeong-seo inclinou-se para trás instantaneamente e, antes que pudesse se assustar, suas calças e cueca foram puxadas para baixo de uma vez. Pyo Yoon-tae lambeu dois de seus dedos com a língua vermelha e os levou entre as nádegas dele. Ao esfregar levemente a entrada, a ponta dos dedos deslizou pelo líquido.
— Já está todo encharcado.
Com os dedos brilhando de saliva e lubrificação, ele percorreu do períneo até o buraco e, de uma vez, enfiou os dedos na entrada que pulsava.
— Argh, ahnn…!
O interior apertado se contraiu, engolindo os dois dedos com dificuldade. Naquele lugar quente e impregnado de um cheiro doce, Pyo Yoon-tae saboreou o momento enquanto tateava o interior. O som úmido e pegajoso ecoava de forma obscena pelo quarto. Quando ele abriu os dedos em um movimento de tesoura, a carne vermelha lá dentro ficou exposta de forma úmida.
O ar frio penetrou, fazendo Jeong-seo soluçar enquanto suas nádegas tremiam. À medida que ele cavocava seu ventre, o aroma de cacau se tornava mais forte. Pyo Yoon-tae respirou fundo, como se quisesse beber todos os feromônios que emanavam de Jeong-seo.
— Ah, hnn…
Quando os dedos que mexiam suavemente lá dentro foram retirados de uma vez, um líquido transparente escorreu do buraco. Jeong-seo olhou para Pyo Yoon-tae com o rosto ruborizado e o olhar vago. O desejo contido naquelas pupilas castanhas era nítido.
Pyo Yoon-tae abriu a gaveta do criado-mudo ao lado da cama com familiaridade. Ao abrir a pequena caixa que encontrou, viu que restava apenas um preservativo.
Sentindo que seria difícil terminar com apenas uma rodada, enquanto Yoon-tae hesitava por um momento, algo cutucou sua coxa.
Ao olhar para baixo, viu que era nada menos que a cauda de ponta preta. Sem que ele percebesse, Jeong-seo havia colocado a cauda para fora e estava cutucando a coxa de Yoon-tae.
Com pressa, ele tirou o seu pau, que já estava ereto a ponto de doer, rasgou a embalagem do último preservativo e o colocou. Diante de Jeong-seo, que o olhava com os olhos úmidos, Pyo Yoon-tae soltou um gemido baixo.
— Doninha atrevida.
Ao empurrar a cintura com urgência, Jeong-seo soltou um suspiro profundo. Em meio à temperatura corporal elevada, o tempo passou de forma íntima.
Ao sair do banho, já havia sobre a mesa da sala duas pizzas grandes, um frango frito, espaguete de forno e outros acompanamentos, além de garrafas grandes de bebida enfileiradas.
Como havia passado o tempo rolando na cama sem jantar, Jeong-seo ficou radiante e sentou-se logo ao lado de Pyo Yoon-tae.
— A entrega chegou rápido hoje, né?
— Chegou logo depois que você entrou no banho.
Pyo Yoon-tae apontou para a bebida e as bolinhas de queijo.
— Disseram que isso aqui é brinde.
— Oh, que beleza.
Como as opções de entrega em Dangang eram limitadas, aquela pizzaria e frangueira era o lugar favorito que os dois pediam constantemente desde o ano passado. Jeong-seo balançava os joelhos sentado em posição de lótus enquanto colocava na boca uma bolinha de queijo polvilhada com um pó salgadinho. Como se tivesse acabado de ser frita, o calor ainda aquecia sua boca, e o gosto estimulante, doce e salgado, fazia a saliva se acumular sob a língua.
Enquanto ele mastigava a bolinha de queijo, Sobok-i sentou-se logo ao lado e ficou encarando Jeong-seo fixamente. Sentindo-se pressionado por aqueles olhos brilhantes, Jeong-seo desviou o olhar bruscamente.
— Não adianta me olhar assim, Sobok-i.
“Sobok-i, que já está chegando aos 15 anos, continua com a audição apurada e uma disposição tão boa que o funcionário que pedimos para passear com ele durante a tarde nos dias úteis perguntou várias vezes, no início, se ele tinha mesmo 15 anos.”
Entendendo tudo o que dizíamos, Sobok-i logo desistiu de insistir, esticou as patas dianteiras e deitou a cabeça na coxa de Jeong-seo, esparramando-se. Na verdade, era uma pose estratégica para o caso de algum pedaço de comida cair. Parecia que, com o tempo… ele tinha ficado um pouco mais astuto.
Sabendo bem do truque de Sobok-i, Jeong-seo comia o frango segurando um prato de apoio por baixo. Pyo Yoon-tae também ia pegar um pedaço seguindo o exemplo de Jeong-seo, mas hesitou por um instante.
— Ah, é mesmo, Jeong-seo.
Jeong-seo, que estava com uma coxa de frango inteira na boca, virou a cabeça. Ao ver a bochecha estufada dele tremendo levemente, Pyo Yoon-tae soltou uma risadinha.
— As fotos do estúdio chegaram hoje. Disseram para escolhermos e avisarmos até a semana que vem.
Ao ouvir a palavra “fotos”, os olhos de Jeong-seo se arregalaram. Ele engoliu rapidamente o frango que enchia sua boca.
— As fotos já saíram? Que rápido!
— É, mandaram pela nuvem. Quer ver agora?
— Sim, sim! Vamos ver.
Pyo Yoon-tae pegou o notebook que estava no canto da mesa e o abriu. Em pouco tempo, centenas de fotos surgiram na tela. Ao ver aquilo, Jeong-seo murmurou com um semblante levemente atordoado:
— …… São muitas mesmo.
É claro que, como a sessão levou muito tempo… ele esperava que fossem muitas, mas a ideia de ter que escolher entre todas aquelas fotos trazia uma tontura inevitável. Olhando de relance para o lado, Pyo Yoon-tae parecia compartilhar do mesmo pensamento, pois suas pupilas tremeram levemente.
— Vamos olhar então?
Ao clicar na primeira foto, surgiu a imagem de Jeong-seo em um traje de gala branco e Pyo Yoon-tae em um preto, sentados no parapeito de uma janela, sorrindo um para o outro. Sim, aquelas centenas de fotos eram todas fotos de casamento.
O motivo de Jeong-seo estar tão atarefado ultimamente era justamente a preparação para o matrimônio.
Após o encontro formal entre as famílias no ano passado, quando se deu conta, a cerimônia principal já estava a apenas 4 meses de distância. Olhando para a foto que exalava uma atmosfera brilhante com a luz do sol entrando pela janela, Jeong-seo sentiu subitamente como o tempo passava rápido. Agora que as fotos do casamento haviam saído, era real.
— Uau, a gente vai casar de verdade mesmo…….
Desde pequeno, ele vagamente imaginava que continuaria ao lado de Pyo Yoon-tae, mas ver isso se tornando realidade trazia uma sensação estranha. Enquanto Jeong-seo olhava fixamente para a foto, Pyo Yoon-tae inclinou o rosto para o lado.
— Por quê? Ficou arrependido de casar comigo?
Era engraçado vê-lo fazer bico, chateado por causa de uma única frase. Jeong-seo balançou as mãos, como se dissesse para ele não tirar conclusões erradas.
— Não, não. Não é isso, é que é meio surreal. Eu sempre achei que acabaria casando com o Yoon-tae, claro. Mas…….
— Mas?
Jeong-seo cobriu suavemente as costas da mão de Pyo Yoon-tae com a sua e olhou para ele com os olhos brilhando.
— O fato de sermos o primeiro e o último amor um do outro… acho que isso é algo grandioso. Parece que nascemos feitos um para o outro.
Houve um período em que chegaram a terminar por um tempo. Na época, Jeong-seo estava se preparando para o concurso de magistério, e Pyo Yoon-tae já havia se estabelecido na empresa do pai logo após a formatura. Por ter reprovado uma vez no concurso, Jeong-seo se sentia muito miserável naquele período, e sentia pena de Pyo Yoon-tae, que não conseguia se divertir direito porque ficava apenas cuidando dele.
Jeong-seo, que recebia tudo com extrema sensibilidade, acabou tomando uma decisão drástica: resolveu terminar com Pyo Yoon-tae sozinho, após muito sofrimento interno.
Como não sabia se reprovaria novamente, ficar segurando Pyo Yoon-tae trazia apenas culpa e o fazia se sentir ainda mais incapaz. Jeong-seo, segurando as lágrimas de propósito, disse com firmeza:
“Yoon-tae, me desculpe. Vamos parar de nos ver.”
Jeong-seo nunca tinha visto Pyo Yoon-tae com uma expressão tão chocada. Ele ficou completamente paralisado, sem conseguir dizer nada por um bom tempo, até que finalmente abriu a boca:
“…… Por quê? O que você está dizendo de repente? Jeong-seo, parar o quê agora?”
“Não quero que você fique cuidando de mim enquanto os outros estão se estabelecendo e se divertindo por minha causa. Penso que, se não fosse por mim, você estaria aproveitando muito mais este momento, e passo a me odiar por isso. Pedir o término agora é, na verdade, uma escolha egoísta apenas para me proteger.”
Havia inúmeros motivos, mas Jeong-seo disse apenas uma frase. Dizer cada um daqueles motivos parecia humilhante demais. Foi o período mais pessimista da vida do sempre otimista Jeong-seo.
“Acho que meus sentimentos não são mais os mesmos. Me desculpe.”
Jeong-seo afastou Pyo Yoon-tae com palavras cruéis enquanto ele tentava segurá-lo, mas as memórias desse momento eram estranhamente borradas. Ele apenas sentia que havia dito muitas coisas que feriram Yoon-tae. Depois disso, Pyo Yoon-tae ligava e ia à sua casa todos os dias, mas após Jeong-seo, determinado, dizer que passaria a odiá-lo se ele continuasse agindo assim, as ligações e as visitas cessaram abruptamente.
A partir daí, embora tivesse sido ele quem pediu o término, Jeong-seo chorou copiosamente, mas não entrou em contato primeiro. Não, ele aguentou. Naquela época, acreditava que terminar com Pyo Yoon-tae era a melhor escolha para ambos. Mais duas semanas se passaram e, quando completou exatamente um mês de separação, a mãe de Yoon-tae ligou.
Disse que Pyo Yoon-tae sofrera um acidente de carro. Que ele estava andando à noite e não vira o carro vindo da rua lateral, sendo atropelado em cheio.
No instante em que ouviu aquilo, toda a determinação de Jeong-seo caiu por terra e ele correu direto para o hospital. O estado de Pyo Yoon-tae, que ele reencontrava após apenas duas semanas, era deplorável.
Nesse intervalo, as olheiras haviam afundado e seus olhos, que ele tanto amava porque brilhavam como estrelas, estavam sem vida, opacos.
Ao vê-lo naquele estado, assim que avistou Jeong-seo, Pyo Yoon-tae tentou segurar as lágrimas, mas logo começou a chorar amargamente, pedindo desculpas e implorando. Só então Jeong-seo percebeu o que havia feito e foi tomado por um arrependimento e uma culpa ainda mais intensos do que antes.
Não era para vê-lo assim que ele havia pedido o término; o erro fora dele, então por que Pyo Yoon-tae chorava tão dolorosamente e pedia perdão?
Jeong-seo, que escolhera a separação para se proteger, sentiu um autodesprezo maior do que nunca naquele momento. Porém, incapaz de expressar isso com palavras, ele também foi dominado pela emoção, e os dois choraram alto naquele quarto de hospital. Aquele breve término de um mês acabou, finalmente, em reconciliação.
Depois disso, Jeong-seo parou de tentar carregar tudo sozinho e passou a confiar em Pyo Yoon-tae, revelando seus sentimentos íntimos. Olhando para trás, ele sentia que fora apenas tolice ter ferido Yoon-tae por causa de um orgulho bobo.
Apesar de altos e baixos, todo o tempo que passou como namorado de Pyo Yoon-tae foi precioso e feliz para Jeong-seo.
Às vezes, ele sentia até um medo inexplicável ao imaginar como estaria se Pyo Yoon-tae não tivesse ido procurá-lo.
Sentia que sua vida sem Pyo Yoon-tae jamais poderia ser tão feliz. É claro que ele tinha sua família e Sobok-i, mas havia muito mais coisas que só puderam ser alcançadas porque ele estava com Pyo Yoon-tae.
Se ele não tivesse vindo, Jeong-seo talvez tivesse passado todo o ensino médio sozinho, e era óbvio que ele nem teria pensado em ir para a faculdade. Além disso, acima de tudo, se não fosse Pyo Yoon-tae, ele seria capaz de amar alguém tão profundamente, de valorizar e ter tanto carinho por outra pessoa?
Jeong-seo tinha certeza de que jamais sentiria uma emoção tão profunda e intensa por mais ninguém. Com o silêncio prolongado de Jeong-seo, Pyo Yoon-tae, que o observava atentamente, moveu levemente os dedos. Só então os lábios cerrados de Jeong-seo se abriram:
— Obrigado por ter vindo me encontrar, Yoon-tae. Eu te amo de verdade, muito mesmo. De agora em diante, e para sempre, cuide bem de mim.
Diante da confissão repentina, Pyo Yoon-tae se surpreendeu por um instante, mas logo um tom avermelhado começou a se espalhar por seu rosto. Pyo Yoon-tae entrelaçou seus dedos na mão de Jeong-seo que cobria a sua, levantou-a e esfregou-a contra sua própria bochecha. Um som de ronronar ecoou sem reservas.
— Eu também te amo muito, Jeong-seo. Cuide bem de mim também.
— Uau, vamos descansar um pouco? Sinto que meus olhos vão pular para fora de verdade.
Depois de escolher as fotos do casamento por um bom tempo, Jeong-seo se encostou no sofá primeiro, e Pyo Yoon-tae também deu uma boa espreguiçada.
— Vamos fazer isso. Escolhemos o resto amanhã, com calma.
Pyo Yoon-tae começou a arrumar as coisas sobre a mesa e Jeong-seo também tentou se levantar.
— Pode descansar, Jeong-seo. Eu faço isso rapidinho.
— Hmm, mas você também deve estar cansado…….
— Tudo bem, então vá esquentar a cama para mim, por favor.
Pyo Yoon-tae empurrou suavemente Jeong-seo, que finalmente se levantara, em direção ao quarto. Jeong-seo entrou, como se não tivesse escolha, mas não esqueceu de dizer “Obrigado”. Com o corpo tenso por ter ficado sentado tanto tempo, ele se jogou na cama como se estivesse mergulhando.
Os lençóis e o edredom trocados há pouco estavam aconchegantes.
— Yoon-tae ah! Vem logo!
Jeong-seo, afundado na cama, gritou a plenos pulmões, e do lado de fora veio uma risada junto com uma resposta afirmativa. Ao se deitar de costas e tirar o celular do bolso para ligar a tela, seu semblante travou imediatamente.
[Pai do Yoon-tae: Então, fico no aguardo do seu contato. — 20:12]
Já passava das 22h. De toda a família de Yoon-tae, a pessoa com quem Jeong-seo se sentia mais sem jeito e desconfortável era o pai. Isso se devia ao fato de não terem se visto muitas vezes e à postura autoritária dele, diferente da avó, o que deixava Jeong-seo um pouco intimidado.
— ……O que será que aconteceu de repente?
Oscilando entre o desejo de não ver a mensagem e a curiosidade, Jeong-seo acabou sendo forçado a abri-la. Não era qualquer pessoa, era o pai do seu futuro cônjuge; não dava para simplesmente ignorar.
[Pai do Yoon-tae: Ouvi dizer que estão ocupados com os preparativos do casamento ultimamente, mas não deveríamos pelo menos fazer uma refeição juntos ainda este mês? — 20:08]
[Pai do Yoon-tae: Logo seremos família, mas está difícil até de ver o seu rosto. Venha a Seul com o Yoon-tae. Assim que decidirem e me avisarem o dia, eu farei a reserva no restaurante. — 20:10]
[Pai do Yoon-tae: Então, fico no aguardo do seu contato. — 20:12]
Este mês… Já só faltavam duas semanas para o mês acabar. Isso significava que teria que ir vê-lo na próxima semana ou, no máximo, na seguinte. O sogro era desconfortável, mas, como ele disse, seriam família. Não podia fugir. Enquanto Jeong-seo encarava fixamente a mensagem, Pyo Yoon-tae entrou no quarto e se aconchegou ao seu lado.
— O que você está olhando com tanta seriedade, Jeong-seo?
Pyo Yoon-tae, que se grudou nele abraçando sua cintura com força, ficou com o rosto rígido no instante em que viu a tela do celular.
— O que é isso?
Com um tom de voz ríspido, ele pegou o celular de Jeong-seo.
— Desculpe, Jeong-seo. Você deve ter ficado surpreso. Eu vou falar com o meu pai, então não se preocupe com isso.
Pyo Yoon-tae parecia prestes a deletar a mensagem, mas Jeong-seo balançou a cabeça rapidamente.
— Não, tudo bem. E nós quase não o vimos desde o encontro das famílias. Eu também fico preocupado com isso, e ele é seu pai, então vamos vê-lo se tivermos tempo.
— Mas precisava mesmo…? Você não tem obrigação de vê-lo…
Pyo Yoon-tae parecia genuinamente não compreender por que Jeong-seo teria que se encontrar com seu pai. Jeong-seo sabia que a relação de Yoon-tae com a família não era boa e entendia o sentimento dele, mas ignorar um convite feito dessa forma parecia falta de educação.
E, acima de tudo:
— Yoon-tae, você liga sempre para a minha mãe e para o meu pai, envia presentes e até comemos juntos mês passado.
Isso porque Pyo Yoon-tae cuidava dos pais de Jeong-seo muito mais do que o próprio Jeong-seo. Como sempre fora grato por essa dedicação, ele não queria recusar a proposta do sogro.
— Isso é… porque são os seus pais, Jeong-seo…….
— Eu também não quero agir como se o seu pai fosse um estranho completo e ignorá-lo. Ele não está pedindo para nos vermos sempre, e faz tempo que não nos encontramos. Vamos visitá-lo, Yoon-tae.
— Hmm?
Não havia como Pyo Yoon-tae vencer aqueles dois olhos redondos que o olhavam com súplica. Ele suspeitava que seu pai diria bobagens para Jeong-seo, mas… como ele iria junto, poderia intervir se necessário. O fato de sua mãe certamente estar presente também era um alívio, já que ela adorava Jeong-seo como se fosse seu filho caçula.
— ……Se você está de acordo, tudo bem.
Embora tivesse aceitado, estava claro que ele não gostava nem um pouco da situação. Para consolar Pyo Yoon-tae, Jeong-seo estendeu o braço e acariciou suavemente o cabelo dele, deixando beijos leves em seus lábios e bochechas.
— Obrigado.
Pyo Yoon-tae cerrou os lábios, olhou para Jeong-seo e depois desviou o olhar. Então, projetou os lábios levemente e resmungou:
— ……Só uma vez?
Sentindo que ele estava ficando cada vez mais manhoso, Jeong-seo soltou uma risada, segurou as bochechas de Pyo Yoon-tae e selou seus lábios com firmeza. Logo após alguns selinhos rápidos, uma mão grande envolveu a nuca de Jeong-seo, massageando-a lentamente.
Através dos dentes entreabertos de Pyo Yoon-tae, uma língua pequena e macia invadiu, e o beijo que parecia brincadeira de criança tornou-se denso em um instante.
A respiração quente se entrelaçou e o calor dos feromônios começou a vazar. Haa… era mais calmo do que antes, mas a excitação que aquecia o baixo ventre permanecia a mesma.
— Hn, ng…… Yoon-tae ah……
De repente, Jeong-seo, que estava montado sobre o corpo de Pyo Yoon-tae, começou a balançar o quadril. O olhar transbordando luxúria de Yoon-tae era obsessivo, como se fosse devorar tudo em Jeong-seo. Com força no maxilar, Pyo Yoon-tae apertou com uma das mãos as nádegas de Jeong-seo.
— Ah……!
Sempre que a força dos dedos aumentava e diminuía, como se estivesse sovando uma massa, a carne macia se abria e o buraco entre elas se dilatava. O ventre de Jeong-seo começou a latejar e um líquido lubrificante viscoso passou a escorrer da entrada; ele olhou para baixo de forma sofrida, com os olhos úmidos.
— Yoon-tae ah, hah, hn, rápido…… Yoon-tae ah…….
Normalmente, a essa altura Pyo Yoon-tae já teria despido sua parte de baixo e o penetrado. No entanto, agora ele agia como se estivesse contendo algo, o que só deixava Jeong-seo mais ansioso. Jeong-seo já estava com o pau tão duro que a roupa que acabara de trocar estava ficando ensopada.
Finalmente, no momento em que Jeong-seo levou a mão para trás para tentar segurar o volume na frente de Pyo Yoon-tae, a mão que apenas massageava as nádegas por cima da roupa invadiu subitamente a cueca.
A ponta dos dedos raspou as pregas do buraco lubrificado. A entrada, ainda relaxada pela relação anterior, sugou os dedos grossos.
— Hnn, hsst….. você também está duro, hah…..!
O que antes apenas tateava os arredores invadiu o buraco. Diante da invasão inesperada de dois dedos, a mão de Jeong-seo sobre o peito de Pyo Yoon-tae se contraiu, amarrotando a roupa dele. Com o estímulo na mucosa sensível, o corpo de Jeong-seo vacilou, e Pyo Yoon-tae o segurou pela cintura com a outra mão, puxando-o para mais perto de seu rosto.
— Por que, por que……?
— Usamos todos os preservativos agorinha. Vou usar a boca para você, Jeong-seo.
Pyo Yoon-tae inclinou as costas ainda mais para trás, fazendo com que o pau duro de Jeong-seo ficasse bem diante de sua boca.
— Só, haaaah……!
A calça e a cueca de Jeong-seo foram puxadas para baixo e seu pau, ensopado de pre-porra, surgiu. Pyo Yoon-tae o colocou imediatamente na boca, rodeou a glande com a língua e sugou o pau como se estivesse comendo um pirulito. Enquanto isso, os dedos que provocavam o interior não paravam, movendo-se como se estivessem penetrando-o.
Sendo estimulado na frente e atrás simultaneamente, Jeong-seo não conseguia nem fechar a boca devido ao prazer avassalador, arquejando sem parar. A carne avermelhada do buraco inchou e, a cada investida bruta dos dedos, o líquido espirrava. Jeong-seo, incapaz de suportar, deixou o tronco desabar.
— Hah, ah, eu, vou gozar, hi……!
Um líquido quente e ralo foi despejado dentro da boca de Pyo Yoon-tae. Um aroma de cacau adocicado junto ao cheiro característico preencheu as cavidades nasais. O quadril de Jeong-seo sofreu espasmos intermitentes. Haa, hah… a respiração ofegante ecoava pelo quarto. Pyo Yoon-tae retirou o pau que ainda mantinha na boca e engoliu em seco.
O foco turvo de Jeong-seo retornou tardiamente e ele se assustou.
— Eu disse para não comer isso! Yoon-tae, cospe logo!
É sujo, eca. Jeong-seo tentou abrir a boca de Pyo Yoon-tae à força, mas não havia nada além dos vestígios esbranquiçados sobre a língua. Em vez disso, ele deu uma lambida no dedo que entrou em sua boca e abraçou Jeong-seo com ambos os braços, fazendo manha.
— Não é nada sujo. Estava gostoso pra caralho.
— Gostoso o quê…….
Jeong-seo já havia experimentado gozo antes, então sabia que gosto tinha. No máximo, ele provara quando Pyo Yoon-tae gozara entre seus peitos e o líquido respingara em seu rosto. Não era algo para se comer com tanto gosto, e Jeong-seo não conseguia entender por que ele insistia em querer comer o gozo alheio. No entanto, o próprio Pyo Yoon-tae nunca o deixara fazer o mesmo.
Jeong-seo, respondendo de forma ranzinza, esfregou os lábios de Pyo Yoon-tae com as costas da própria mão para limpá-los. Diante disso, Pyo Yoon-tae soltou um som de satisfação e se aconchegou a ele, parecendo feliz.
O jantar com os pais de Pyo Yoon-tae foi marcado para o final de semana seguinte. A casa da família de Pyo Yoon-tae era uma residência isolada, situada próxima ao rio. Assim que o carro em que os dois estavam parou na garagem, homens vestindo ternos pretos se aproximaram e abriram as portas.
— Cumprimentos, senhor.
Jeong-seo, ainda sem jeito com o tratamento formal, sorriu sem graça e fez uma reverência educada.
— Olá.
— O Presidente e a Senhora estão à espera lá dentro.
Pyo Yoon-tae saiu do carro e se aproximou de Jeong-seo, enquanto o homem os guiava para dentro da casa, dizendo algo pelo rádio comunicador. Mesmo já tendo visto aquilo algumas vezes, Jeong-seo não pôde deixar de admirar internamente.
“Realmente, o nível dos magnatas é outro”, pensou.
Pyo Yoon-tae massageou levemente os ombros tensos de Jeong-seo.
— Se sentir vontade de ir embora, dê um cutucão na minha coxa imediatamente, Jeong-seo.
— …….
— Aí a gente sai de mãos dadas. Hoje, pense apenas em você, entendeu?
Apesar do tom brincalhão, as palavras de Pyo Yoon-tae fizeram com que a tensão que se espalhava pelo corpo de Jeong-seo relaxasse um pouco. Só então Jeong-seo soltou um riso leve, como uma brisa escapando.
Ao entrarem na casa, Han Jae-hee já estava de pé no hall de entrada. Assim que viu Jeong-seo, ela abriu um grande sorriso e estendeu os braços suavemente.
— Jeong-seo, seja bem-vindo.
— Mãe, olá!
Jeong-seo também sorriu e trocou um abraço leve com Han Jae-hee. Por se conhecerem desde a infância, os dois tinham uma relação bastante próxima e sem formalidades.
— Você deve estar cansado por vir até aqui sem nem poder descansar no fim de semana.
— De jeito nenhum! Fazia tempo que eu queria vir ver a senhora. Tem passado bem?
— Sim, tenho passado muito bem, até porque nosso Jeong-seo me liga sempre.
Pyo Yoon-tae observou os dois em silêncio por um momento e deixou escapar um sorriso discreto. Quem visse de fora pensaria que Jeong-seo era o filho daquela casa.
— Mãe, e eu? Não está feliz em me ver? Sinto que também faz tempo que não venho em casa.
Só então Han Jae-hee deu um sorriso sem jeito e cumprimentou Pyo Yoon-tae. Como o fato de ela preferir Jeong-seo era algo que o agradava, ele apenas sorriu levemente, incentivando-os a continuar conversando.
Ao chegarem à sala de jantar, o pai de Pyo Yoon-tae, Pyo Hyun-seok, que já estava sentado à mesa, virou o rosto.
Seus olhos amarelos, idênticos aos de Pyo Yoon-tae, carregavam uma pressão ainda mais intensa. O rosto de Jeong-seo, que havia relaxado ao conversar com Han Jae-hee, voltou a ficar tenso instantaneamente. Percebendo isso, Han Jae-hee aproximou-se do marido e o repreendeu suavemente.
— Querido, não fique com essa cara amarrada. Está assustando o Jeong-seo.
— Eu não fiz nada.
Pyo Yoon-tae sentou-se primeiro no lado oposto e, logo em seguida, Jeong-seo fez uma reverência e se endireitou.
— Olá, senhor!
— Sim.
Jeong-seo deu uma olhada rápida ao redor e, assim que Pyo Yoon-tae puxou a cadeira ao seu lado, ele se sentou apressadamente. A atmosfera sufocante e estranha que dominou a sala de jantar assim que chegaram era difícil de suportar para Jeong-seo.
Especialmente pela pessoa em questão. Pyo Hyun-seok encarou o filho com um rosto inexpressivo e depois voltou o olhar para Jeong-seo.
— Tem passado bem?
— Sim, tenho passado muito bem! O senhor também passou bem nesse período?
— Passei razoavelmente.
— …….
Jeong-seo piscou os olhos, sem saber o que dizer, e Pyo Yoon-tae abriu a boca.
— A comida vai esfriar.
— Ah, é verdade. As crianças devem estar com fome, vamos comer primeiro. Jeong-seo, o ensopado de costela ficou ótimo hoje. Prove.
Han Jae-hee empurrou suavemente a travessa de costela para a frente de Jeong-seo. Pyo Hyun-seok franziu levemente o cenho, parecendo insatisfeito, e moveu os lábios como se fosse falar algo, mas não conseguiu dizer nada.
Isso porque Pyo Yoon-tae foi mais rápido e, com um tom de voz extremamente carinhoso, serviu a costela no prato de Jeong-seo, cortando qualquer tentativa de fala do pai.
— Você gosta de costela, não é, querido?
— ……Hn.
— Mastigue bem para não passar mal.
No fim, Pyo Hyun-seok apenas soltou um pigarro e a refeição começou sem que ele pudesse dizer mais nada.
O tempo tenso do jantar terminou em uma atmosfera mais confortável do que o esperado. Isso porque, sempre que Pyo Hyun-seok tentava dizer algo a Jeong-seo, Pyo Yoon-tae e Han Jae-hee percebiam rapidamente e mudavam de assunto. Pouco antes, Hyun-seok perguntara se Jeong-seo continuaria trabalhando após o casamento e, antes mesmo que ele pudesse responder, Pyo Yoon-tae retrucou: “Está perguntando o óbvio”. Pyo Hyun-seok não escondeu o descontentamento, mas Han Jae-hee mudou o foco da conversa e o assunto morreu ali.
— Mãe, a comida estava deliciosa!
Han Jae-hee sorriu orgulhosa e Jeong-seo massageou levemente a barriga cheia por baixo da mesa. Diferente do início, o clima estava relaxado e Pyo Yoon-tae observava Jeong-seo com ternura.
Foi então que Pyo Hyun-seok, que teve suas falas bloqueadas durante todo o jantar, soltou as palavras como um ataque surpresa:
— Quando casarem, gostaria que viessem morar em Seul.
— Pai, isso é algo que nós vamos decidir….
— Decidir o quê? Outros rapazes casam mais cedo e já têm até filhos, vocês também precisam se apressar.
Desta vez, não parecia que ele recuaria apenas com uma mudança de assunto. Pyo Yoon-tae pensou que tudo estava indo bem demais e olhou de relance para Jeong-seo. Jeong-seo encarava Pyo Hyun-seok com uma expressão enigmática, não parecendo nem surpreso, nem ofendido.
Embora o fato de Jeong-seo não ter se abalado com as palavras do pai fosse um alívio, não havia motivo para ficarem ali ouvindo aquilo. No momento em que Pyo Yoon-tae ia dizer que já estavam de saída, Jeong-seo pressionou firmemente a coxa dele.
Era um sinal para ele ficar quieto.
— Já que o casamento é tardio, pelo menos devem ter filhos logo. Por mais que você seja um dominante, se o parceiro for um recessivo, a gravidez é difícil, então enquanto são um ano mais jovens…!
— Querido. Pare com isso.
— Mas que droga, por que vive me mandando parar! Eu disse algo errado?
— É a vida privada deles.
— Ah, o quê, alguém disse para não casarem? Se vão ser um casal, devem pensar em formar logo uma família! O que foi, falta dinheiro nesta casa? Por que os dois querem trabalhar! Se o professor Jeong-seo vai continuar trabalhando, então você, Yoon-tae, desça para Dangang e cuide da casa!
— ……O quê?
Diante do desenrolar inesperado, tanto Pyo Yoon-tae quanto Han Jae-hee ficaram paralisados, olhando para Pyo Hyun-seok, que aumentava o tom de voz.
— Se ficarem separados assim, o neto que deveria vir não virá. Estão pensando em me mostrar um neto só depois que eu estiver no caixão?
Sim. O maior medo atual de Pyo Hyun-seok era o fato de que poderia morrer sem ver um neto.
Pyo Seol-ah não parecia ter a menor intenção de casar e, ao investigar secretamente, ele descobriu que a pessoa com quem ela saía atualmente era uma Beta e também uma mulher.
Naturalmente, Pyo Hyun-seok acabou ficando sem ninguém além de seu filho em quem depositar suas esperanças. Embora um ômega recessivo masculino tivesse uma constituição física difícil para engravidar, não era algo impossível. Além disso, vendo como os dois se davam tão bem, ele pensou que, se ficassem juntos, logo teriam filhos.
Jeong-seo finalmente percebeu. O pai de Pyo Yoon-tae não estava desgostoso pelo fato de ele ser um recessivo, mas sim preocupado em demorar a ver os netos. Jeong-seo cerrou os punhos e levantou-se num salto.
— Senhor, eu prometo que vou lhe entregar um neto antes que o senhor entre no caixão!
Diante daquele grito cheio de ambição, Pyo Hyun-seok o olhou surpreso por um instante, mas logo soltou uma risada estrondosa. Pyo Yoon-tae, que ainda não tinha processado como a situação chegou a esse ponto, acabou soltando uma risada incrédula.
Depois disso, Pyo Hyun-seok pareceu tão satisfeito com a promessa de Jeong-seo que até buscou um uísque de sua coleção particular para abrir. Jeong-seo, percebendo que o sogro não o odiava, relaxou e riu, bebendo até o anoitecer.
— Querido, precisamos ir agora. Hn?
Jogado no sofá, com as orelhas de furão saltadas no topo da cabeça, Jeong-seo não respondia. Pyo Yoon-tae suspirou com o cheiro forte de álcool e sacudiu os ombros dele.
— Acorde, professor de educação física.
“Professor” — ao ouvir essa palavra, os olhos semicerrados de Jeong-seo se abriram de repente.
— Ora, o que você está fazendo aqui? Você… você é o Yoon Ji-sung! O que eu disse que aconteceria se eu te pegasse fumando de novo? Sendo jovem… tem que… fazer um buraco no pescoço… com certeza… Ah, meu estômago não está bem…….
Completamente embriagado, Jeong-seo começou a dar sermões chamando por Ji-sung e outros nomes de alunos. Eram nomes de estudantes arruaceiros que Pyo Yoon-tae já tinha ouvido falar algumas vezes.
— Ai, o Jeong-seo exagerou. Não seria melhor ir no carro com o motorista hoje?
— Não se preocupe, mãe. Preciso levar o Jeong-seo para casa amanhã cedo.
Quando Pyo Yoon-tae finalmente o pegou no colo, Jeong-seo se pendurou no corpo dele como um bicho-preguiça, agindo com naturalidade. Atrás do corpo relaxado, uma cauda marrom balançava alegremente no ar.
— Tudo bem, então. Vão com cuidado.
— Sim, a senhora também descanse bem.
Ao sair de casa e ir em direção à garagem, o vento frio da noite roçou seus pescoços. Jeong-seo, sentindo frio, aconchegou-se ainda mais no peito dele.
— Por que bebeu tanto, bebê? Como vai ser amanhã?
Pyo Yoon-tae achava fofo o corpo quentinho se aninhando contra ele, mas não se sentia muito bem pensando no quanto ele sofreria amanhã. Enquanto caminhava para o carro dando tapinhas nas costas de Jeong-seo, ouviu-o resmungar.
— Bebê……. precisamos ter o nosso bebê……. Me desculpe… por eu ser um recessivo……..
Pyo Yoon-tae parou de caminhar. Com as pálpebras tremendo levemente, ele virou o rosto para olhar Jeong-seo, mas ele parecia ter caído no sono, com as costas subindo e descendo ritmadamente.
“Como Jeong-seo agira de forma tão natural antes… ele pensou que as palavras de seu pai não o tivessem ferido. Como dizem que a verdade surge na embriaguez, o pedido de desculpas de Jeong-seo devia ser um sentimento sincero guardado em algum canto de seu subconsciente.”
— ……Por que você estaria arrependido?
Deveria ter saído antes que o pai falasse mais bobagens. Pyo Yoon-tae foi atingido por um arrependimento tardio, mas já era tarde demais.
— Ser recessivo ou dominante não importa nem um pouco para mim. Não importa o que você fosse, eu amaria você, Jeong-seo. Então, não pense nessas coisas……
— …….
Não houve resposta. Jeong-seo talvez não se lembrasse deste momento amanhã. Na verdade, seria melhor assim. Ele queria que Jeong-seo simplesmente esquecesse tudo o que aconteceu hoje.
Após acomodar Jeong-seo no banco do passageiro e prender o cinto de segurança, Pyo Yoon-tae entrou no banco do motorista. Em vez de dar a partida imediatamente, soltou um longo suspiro. O ar escapou entre seus dentes e afundou pesadamente.
— Haa…….
Ele já tinha pensado que teria filhos algum dia após o casamento. Como o período de namoro foi longo, eles já haviam conversado sobre isso, e tanto Jeong-seo quanto ele pensavam de forma positiva. Jeong-seo queria formar sua própria família e ele também, então internamente planejava sugerir que tivessem um filho depois de algum tempo de casados. Para ser honesto, Pyo Yoon-tae também queria ter um filho logo, mas… ele já havia deixado esse desejo de lado por enquanto. Jeong-seo ainda amava trabalhar como professor e sentia muito orgulho disso. Além disso, fazia apenas dois anos que ele havia retornado para Dangang, seu sonho, para ser professor. O rosto radiante de Jeong-seo quando contou que havia sido transferido para lá ainda estava vívido em sua mente. Ter um filho era importante, mas para Pyo Yoon-tae, acima de tudo, a vida e a felicidade que Jeong-seo desejava eram a prioridade número um. E mesmo assim…….
— Seu idiota…….
“Fez com que aquelas palavras saíssem da boca de Jeong-seo; era o pior cenário possível. Daqui para frente, ele jamais permitiria que Jeong-seo pensasse que era difícil ter um bebê por ser um recessivo.”
Com esse juramento, Pyo Yoon-tae acariciou com carinho o cabelo e a testa de Jeong-seo, que dormia profundamente.
O tempo passou rápido demais. Em um piscar de olhos, quatro meses se passaram e Jeong-seo já estava…….
— Uau, o So Jeong-seo vai casar mesmo.
— Oi, Jeong-seo.
Ele estava sentado na sala de espera da noiva no salão de festas. Jeong-seo, que parecia um pouco nervoso, iluminou o semblante ao ver os rostos dos amigos do ensino médio após tanto tempo.
— Pessoal!
Eram Ha Yi-an, Ha Su-min, Hyun Jun-hyun e outros amigos que compartilharam a sala 4 do terceiro ano da Escola Secundária de Dangang. Com alguns o contato era raro e havia um certo constrangimento, mas Jeong-seo sentia uma gratidão sincera por eles terem reservado um tempo para vir, e tentou se levantar um pouco.
— Muito obrigado por virem, de verdade.
Ha Yi-an, que estava mais perto, fez Jeong-seo se sentar novamente.
— Você vai ter que ficar de pé o tempo todo daqui a pouco, então fique sentado por enquanto.
— Ah, obrigado.
Jeong-seo olhou para Ha Yi-an e depois desviou o olhar para o homem alto parado ao lado dele. Quando seus olhos se encontraram, o homem, que tinha o cabelo quase laranja preso em um rabo de cavalo arrumado, sorriu com os olhos e fez uma reverência.
— Faz tempo, Jeong-seo.
— Pois é! Tem passado bem?
Era Yeo Yu-han, que namorava Ha Yi-an há bastante tempo. Jeong-seo o vira algumas vezes e ouvira dizer que ele era um híbrido de gato Maine Coon. Talvez por trabalhar como modelo, ele era alto e tinha um rosto bonito, atraindo os olhares de alguns jovens ali por perto. “O Pyo Yoon-tae é mais bonito, de qualquer forma”, pensou Jeong-seo inconscientemente.
Yeo Yu-han deu seu sorriso característico e meio sarcástico, apoiando o braço no ombro de Ha Yi-an.
— Parabéns pelo casamento, Jeong-seo.
— Obrigado. E vocês dois, quando vão casar?
Quando Jeong-seo perguntou em tom brincalhão, Ha Yi-an empurrou o grudento Yeo Yu-han e respondeu rudemente:
— Quando o quê? A gente casa quando tiver que casar.
Mesmo assim, o fato de não dizer que “não casariam” deixava claro que Ha Yi-an gostava bastante de Yeo Yu-han. Yeo Yu-han parecia saber disso, pois olhava para Ha Yi-an com um sorriso bobo.
— Jeong-seo, parabéns pelo casamento.
Jeong-seo retribuiu os cumprimentos de Ha Su-min e dos outros com um sorriso.
— Sim, obrigado. Obrigado pelo esforço de virem até aqui, pessoal.
— Que nada, aqui tem bastante vaga de estacionamento, é ótimo.
— Que bom.
Enquanto conversava brevemente com os amigos, um deles disse: — Eu sabia que vocês iam casar — e os outros concordaram com a cabeça.
— Desde o ensino médio, a escola inteira sabia que o Pyo Yoon-tae era louco pelo Jeong-seo.
— Sério, diferente da primeira impressão, ele passou os dois anos inteiros seguindo o Jeong-seo para todo lado, era impressionante.
Com as histórias da juventude surgindo de repente, Jeong-seo sorriu com as bochechas coradas de vergonha, mas havia uma sombra sutil em um canto de seu rosto. Ha Yi-an observava Jeong-seo em silêncio.
Como não puderam conversar por muito tempo, os rapazes saíram da sala de espera, mas Ha Yi-an permaneceu até o fim.
— O que foi, Yi-an?
— Aconteceu alguma coisa entre você e o Pyo Yoon-tae?
— Hn?
Era uma pergunta muito repentina para se fazer a alguém no dia do casamento, mas Jeong-seo não conseguiu negar completamente. Ao ver a hesitação de Jeong-seo, Ha Yi-an estreitou os olhos e inclinou o corpo para frente.
— O Pyo Yoon-tae não fez nada de errado, fez?
— Não, não, absolutamente nada! O Yoon-tae sempre pensa em mim primeiro!
Diante da postura de Ha Yi-an, que parecia pronto para ir até a sala de espera do noivo brigar se Pyo Yoon-tae tivesse feito algo errado, Jeong-seo balançou as mãos apressadamente. Pyo Yoon-tae realmente não fizera nada de errado.
Ha Yi-an também percebeu que Jeong-seo não estava simplesmente defendendo Pyo Yoon-tae, então soltou um “hum” e deu um passo para trás.
— Se é assim, tudo bem. Mas é o dia do seu casamento, tente resolver o que puder antes da cerimônia. Se precisar que eu faça algo, é só falar, entendeu?
— Sim, obrigado, Yi-an.
— Estou indo. Parabéns pelo casamento.
Ha Yi-an acenou levemente e saiu da sala de espera.
Sozinho, Jeong-seo mergulhou em seus pensamentos. Não era como se houvesse algum problema real entre ele e Pyo Yoon-tae. Mesmo com a correria conforme o casamento se aproximava, Pyo Yoon-tae sempre reservava tempo para encontros e, nos dias de semana em que era difícil se verem, ele nunca falhou em ligar todos os dias, mantendo esse hábito por anos.
Para Jeong-seo, Pyo Yoon-tae era o parceiro mais carinhoso do mundo. Ele acreditava que essa atitude de Yoon-tae jamais mudaria, mas, recentemente, surgiu um assunto sobre o qual eles simplesmente não conseguiam conversar.
O assunto eram os filhos.
Na verdade, Jeong-seo estava pronto para começar a tentar ter um bebê logo após o casamento. Em parte, era porque sua condição de recessivo tornava tudo mais difícil, mas, acima de tudo, era pelo desejo imenso de ver logo uma criança que se parecesse com Pyo Yoon-tae.
No entanto, sempre que ele tocava no assunto, Pyo Yoon-tae o abraçava apertado e dizia:
— Não se sinta pressionado, Jeong-seo. Eu também gosto da ideia de aproveitarmos a nossa lua de mel sozinhos por um tempo. Apague tudo, absolutamente tudo o que meu pai disse naquele dia da sua cabeça. Combinado?
“Com certeza… eu devo ter dito algo muito sensível enquanto estava bêbado naquele dia na casa da família dele. Como minhas memórias estão borradas, não lembro exatamente o que falei, mas a imagem de Pyo Yoon-tae sussurrando um ‘me desculpe’ com uma expressão melancólica permanecia vagamente em minha mente.”
Por isso, quando ele perguntava o que havia dito naquela noite, Pyo Yoon-tae desconversava, dizendo que não fora nada demais, e se recusava a contar.
“Eu certamente… devo ter dito alguma coisa…….”
Enquanto Jeong-seo estava ali sentado, a porta da sala de espera se abriu e um funcionário entrou.
— Senhor Jeong-seo, por favor, prepare-se para a entrada.
— Ah, sim!
O casamento estava prestes a começar.
Os dois caminhavam de braços dados pelo altar. De todos os lados, gritos de “Vivam felizes!” e aplausos tão altos que preenchiam o salão podiam ser ouvidos. Jeong-seo, com os olhos levemente avermelhados, acenava para os convidados. Quando chegaram ao fim do altar, eles pararam e se entreolharam.
Visto de perto, os olhos de Pyo Yoon-tae também estavam sutilmente tingidos de vermelho. Nas pupilas que o observavam, parecia transbordar um afeto infinitamente profundo.
— Eu te amo, Jeong-seo.
— Eu também te amo, Yoon-tae ah.
Seus rostos se aproximaram e os lábios se selaram. O som dos aplausos começou a ecoar como se estivessem submersos e, naquele instante, parecia que apenas os dois existiam no mundo.
O longo namoro chegava ao fim, e uma nova vida começava.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

Ler Beast Alert (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
“Predadores, nem falem comigo.”
Um alfa dominante, um transmorfo de pantera negra e herdeiro de um chaebol.
Yoontae, que parece o herói de um drama de TV, se muda para a cidade rural de Jeongseo, dizendo que está à procura de seu “primeiro amor”.
Jeongseo, um feroz transmorfo de doninha, odeia predadores!
Ele achou que fazer amigos estava fora de questão desta vez também…
— Jeongseo, seja meu amigo.
— E-eu não faço amizade com pessoas de gênio ruim.
Por algum motivo, Yoontae continua se envolvendo com Jeongseo.
Mas o que ele deve fazer?
Parece que o “primeiro amor” que Yoontae está procurando… provavelmente é Jeongseo.
— Então, o que você faria se encontrasse seu primeiro amor?
— Eu acasalaria com ele na hora.
“Certo, eu nunca posso deixar que ele descubra!”
Mas Jeongseo não sabe. Já é tarde demais.
Nome alternativo: Predator Alert

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