Ler Deflower Me If You Can – Capítulo 75 Online

. Capítulo 75
— O que… o que é isso?
Eina deixou escapar uma exclamação, parecendo atordoada. Por um instante, o rosto de Bliss passou pela mente de Cassian, e ele logo ficou pálido de preocupação.
— Cassian, espere aí! Cassian!
Eina gritou atrás dele, mas ele já estava correndo. “Será que aconteceu algo com aquele garoto? Eu sabia que não deveria tê-lo deixado sozinho. Eu poderia ter dito à Eina para conversarmos depois. E se ele sofreu um acidente…?”
Quando a imagem de Bliss chorando, com o rosto inchado e dolorido por ter comido cogumelos venenosos, surgiu em sua mente como um pesadelo…
… Mas que diabos é isso?
Cassian parou abruptamente, completamente confuso. A cena diante de seus olhos era o exato oposto do que ele havia imaginado.
* * *
“Como esse desgraçado ousa não conhecer o seu lugar…!”
Bliss varreu o ambiente com um olhar feroz. Ele precisava encontrar algo adequado. Não podia deixar passar assim. Tinha que lhe dar uma lição inesquecível. Para que aquele sujeito nunca mais ousasse sequer sonhar com tal coisa.
— Soluço.
O álcool continuava a subir, mas a fúria não desaparecia. “O Cassian é meu. Castigar aquele cara é tarefa minha. Não admito que ninguém ouse cobiçá-lo!”
E, naquele momento, a figura de uma violinista entrou no campo de visão de Bliss. Ela segurava exatamente o que ele procurava. Algo comprido. Um bastão. Qualquer coisa que pudesse ser brandida…!
“É aquilo.”
Sem hesitar mais, Bliss lançou-se à frente. Mais rápido do que nunca, em linha reta, em direção ao alvo.
— Hã?
Quando a violinista, surpresa, soltou um grito reflexivo, Bliss já havia arrebatado o violino e avançado. O músico sentado ao lado, que tocava oboé, também arregalou os olhos ao ver as mãos vazias. Ao virar a cabeça, viu um garoto de cabelos loiro-platinados correndo com um violino em uma mão e um oboé na outra.
— Hein?
O homem que conversava e ria alto virou o rosto distraidamente. Parecia que seu instinto o alertara do perigo, mas já era tarde demais. Bliss, que havia saltado no ar, golpeou a cabeça dele com o violino.
— Agh!
— Aaah!
Tanto o sujeito atingido quanto os homens ao lado gritaram de susto. Com um som sinistro de impacto, o violino partiu-se ao meio, e o homem, alvo do ataque repentino, gritou de dor, cobrindo a cabeça com as mãos e agachando-se.
Mas não parou por aí. Bliss jogou fora o violino quebrado e começou a brandir o oboé desta vez.
— Seus filhos da puta, morram, morram! Como ousam!
— Ah, aaaah!
— Porra, o que é isso?!
— Louco, ele deve estar louco!
Os homens, que até então agiam com arrogância e riam à vontade, empalideceram e trataram de fugir, encolhendo os ombros. No entanto, o oboé de Bliss atingiu cada um deles, sem exceção.
— Ai!
— Dói! Está doendo!
Infelizmente, o oboé também não aguentou muito tempo. Bliss logo descartou o instrumento entortado e olhou ao redor. E então, algo perfeito entrou em sua mira.
— Me empreste isso!
Bliss tomou subitamente a bengala de um idoso de cabelos brancos, que observava a situação confuso, e partiu para cima dos homens. Eit, eit. A bengala rígida tinha um excelente impacto. “Sim, é isso aqui.” Bliss começou a espancá-los com entusiasmo.
— Onde, como vocês ousam! — Bliss gritava enquanto avançava por todos os cantos. — O Cassian é meu! Quem vocês pensam que estão cobiçando? Morram todos!
— Aaaaah, socorro!
Em um instante, a festa transformou-se em um caos completo. Ninguém conseguia detê-lo; todos apenas corriam de um lado para o outro. Naquela confusão, apenas Bliss voava para todos os lados, atingindo os alvos com precisão. Com um pedaço do oboé quebrado em uma mão e a bengala na outra, ele estava prestes a golpear as costas de um homem corpulento que gritava, quando…
— Bliss!
Ao ouvir seu nome ser chamado de repente, a mão de Bliss, que segurava o colarinho do homem para desferir o golpe de bengala, hesitou. Ao olhar para trás, viu Cassian com o rosto pálido, observando-o.
“Lá vem ele, o meu inimigo.”
Com um baque seco, ele terminou de bater no sujeito que segurava e, deixando o homem gemendo de dor no chão, Bliss se virou. “Que bom te encontrar. Quem deveria apanhar com esta bengala é justamente você.”
— Uryaaa!
Com os olhos em chamas, Bliss correu em direção a Cassian. Exatamente como na infância, quando avançava contra quem falava mal de sua família.
Naquele momento…
— Hã?
A lembrança de Cassian lançando-o subitamente pelo ar ressurgiu, e, simultaneamente, ele acabou pisando no freio sem perceber. No entanto, aquilo foi um erro fatal. Seus pés escorregaram no chão de mármore e seu corpo foi projetado violentamente para trás.
— Bliss!
Cassian gritou enquanto corria em sua direção. Mas era tarde demais. Com um baque, Bliss desmaiou ali mesmo.
* * *
“Hum, hum, hum…”
Penelope cantarolava enquanto olhava para o relógio na parede. Já tinha perdido a conta de quantas vezes fizera isso. A noite já ia alta e a festa devia estar em seu auge. A esta hora, o Conde já devia estar completamente encantado pelo charme de Bliss, não é?
— Ah.
Ao imaginar os dois trocando olhares intensos, um suspiro de empolgação escapou naturalmente. “Quão radiantes eles devem ter ficado na festa? Não existe ninguém tão galante quanto o Conde e ninguém tão adorável quanto Bliss, então eles certamente são o casal perfeito. Todos devem ter ficado deslumbrados com a beleza de Bliss, certo? E o Conde, ao ver isso, certamente ficou inseguro. Deve ter sido o gatilho para ele perceber seus sentimentos.”
Será que ele já se declarou?
‘Bliss, não posso permitir que outros homens olhem para você desse jeito.’
Ao imaginar o rosto de Cassian cheio de fúria, Penelope pensou: “Ah, espere”, percebendo uma falha na sua fantasia.
“O Conde o conhece como Blair.”
Inspirando profundamente, Penelope forçou o rosto em uma expressão séria e soltou a frase com uma voz grossa e forçada:
— Blair, não posso permitir que outros homens olhem para você desse jeito.
Em seguida, movendo-se rapidamente para o outro lado, Penelope sussurrou imitando uma voz frágil:
— Conde, eu só tenho olhos para o senhor…
— Blair!
— Conde!
— Abraço!
Gritando a onomatopeia enquanto agitava os braços no ar como se abraçasse o vazio, o alarme de seu celular tocou subitamente. Ao checar rapidamente, a boca de Penelope se abriu em um sorriso largo. Era a notificação de que o carro do Conde acabara de passar pelos portões de ferro do castelo.
— Eles chegaram, chegaram!
Penelope, mais animada do que nunca, saiu correndo do castelo com passos leves. Logo o carro cruzaria o jardim. Quem sabe algo indecente não estivesse acontecendo dentro do veículo agora mesmo? Meu projeto “O Conde e o Servo” finalmente caminha para o clímax…!
— Oh, sejam bem-vindos. Conde, Bli… Blair!
Penelope, que esperava ansiosamente diante da mansão, abriu a porta do banco traseiro com um sorriso radiante. “Hehe, os dois, que estavam se beijando fervorosamente, vão se assustar com a governanta sem noção e se separar às pressas…”
— Hein?
Penelope deixou escapar uma exclamação estranha involuntariamente. A cena dos dois dentro do carro era totalmente diferente do que ela imaginara.
Em contraste com Cassian, que estava sentado com uma expressão séria e o mais colado possível à porta, Bliss estava completamente jogado, roncando enquanto dormia. Quando Bliss, que estava encostado na outra porta, murmurou algo e tentou levantar o corpo, Cassian, horrorizado, esticou a mão imediatamente e o empurrou de volta. Após espernear por um momento, Bliss logo caiu em um sono profundo novamente. Longe de Cassian.
— Oh, Conde…
Ela queria perguntar o que havia acontecido, mas não houve tempo. Diante da confusa Penelope, Cassian desceu rapidamente do carro e empertigou-se.
— Oh, Conde. Conde?
Surpresa ao vê-lo se afastar, Penelope o chamou apressadamente.
— Conde, como pode ir sozinho! Vai dormir em quartos separados hoje? Sem o Bli… Blair?
Ao ouvir aquilo, Cassian estancou. Um silêncio constrangedor pairou no ar. Ele ficou imóvel por alguns segundos, como se enfrentasse um conflito interno profundo, até que soltou um suspiro amargo e sofrido. Após resmungar algo baixo, Cassian girou o corpo, caminhou a passos largos até o outro lado do carro e hesitou antes de abrir a porta onde Bliss estava.
— Esse moleque… não tem nada nas mãos dele, tem?
Ao ouvir a pergunta feita com uma expressão totalmente contorcida, Penelope inclinou a cabeça e olhou para dentro.
— Não tem nada, nadinha.
Somente após a confirmação de Penelope, Cassian abriu a porta do carro. Ele amparou imediatamente o corpo de Bliss, que tombou para fora, e varreu rapidamente os arredores com os olhos. Só após verificar tudo pessoalmente é que Cassian finalmente pegou Bliss nos braços.
— Hum…
Bem naquele momento, Bliss murmurou algo baixo e esfregou o rosto no peito dele, fazendo-o congelar instantaneamente como gelo. Somente após confirmar que ele havia voltado a dormir profundamente com uma respiração pesada é que Cassian começou a andar.
“Exatamente como eu previ.”
Observando as costas de seu mestre, que caminhava com o semblante pálido e a testa franzida, Penelope cobriu a boca com uma das mãos, contendo a custo o riso que escapava.
“O Conde voltou morrendo de medo!”
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna
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Sinopse:
Bliss Miller, o filho mais novo da família Miller e um ômega dominante, apaixona-se à primeira vista por Cassian Strickland quando ainda era criança. Chega até a pedi-lo em casamento com a inocência da sua idade.
Cassian, herdeiro da poderosa família Strickland, não leva a sério essa promessa e eles se separam após um ano. No entanto, Bliss nunca esquece o que aconteceu.
Anos depois, ao ver por acaso o rosto de Cassian no noticiário, lembra-se de tudo o que aconteceu entre eles. A promessa, a traição e a humilhação que sofreu. Decidido a se vingar, Bliss toma uma decisão extrema: infiltrar-se na casa de Cassian como empregado para fazer com que aquele homem arrogante acabe de joelhos pedindo perdão.
Mas o reencontro entre ambos não será tão simples como ele imaginava.