Ler Deflower Me If You Can – Capítulo 74 Online


Modo Claro

. Capítulo 74

​— Cassian, Cassian?
​Ao ouvir o chamado, ele recobrou os sentidos e ergueu a cabeça. Eina o olhava de baixo com uma expressão intrigada. Diante da reação de Cassian, que parecia subitamente desconcertado, Eina deu um sorriso sem graça.
​— O que houve? Você parece estar distraído o tempo todo.
— Eu estava ouvindo.
​Droga, ele respondeu rápido demais. Como esperado, Eina franziu o cenho. Cassian limpou a garganta com um pigarro e mudou de assunto com habilidade.
​— Então, já tem alguém que disse que vai investir agora?
— Ah, bem…
​Previsivelmente, ela não conseguiu responder com facilidade. “Eu já imaginei”, pensou ele ao olhar para a amiga, enquanto Eina dizia com um sorriso sem jeito:
​— Ah, sabe, tem muita gente interessada… Você não quer encontrar com ele pessoalmente e ouvir o que ele tem a dizer? Assim você também passaria a confiar.
​O motivo de Eina estar sendo tão insistente era óbvio. Se corresse o boato de que o “Conde Hellinger investiu”, seria muito mais fácil atrair a atenção e o capital de outras pessoas.
O problema era que Cassian não sentia o menor interesse naquele negócio.
​— Eina, sinto muito, mas essa história de navio tesouro naufragado não me parece muito confiável.
​Diante da recusa fria, Eina o segurou apressadamente.
​— Cassian, não faça isso… Encontre-se com ele, por favor.
— Sinto muito, Eina.
​O alarme ainda não havia tocado, mas aquilo já era o suficiente. Cassian se virou e disse:
​— A gente se vê depois.
​Por algum motivo, ele começou a se sentir ansioso. Provavelmente era por ter deixado aquele amendoim encrenqueiro sozinho. “É melhor voltar logo”, pensou ele, quando:
​— Espera, Cassian! Só um minuto!
​Eina segurou o braço de Cassian às pressas.
​— Soluço.
​Bliss sentiu os ombros sacudirem novamente. Ele cobriu a boca com uma das mãos e prendeu a respiração, mas o efeito foi oposto. O álcool que circulava lentamente pelo seu corpo começou a correr em alta velocidade.
​— Fuuu… soluço.
​Sem fôlego, ele foi forçado a inspirar, e o soluço veio novamente. Por fim, Bliss parou onde estava e olhou ao redor. “Será que não tem algum lugar para descansar?”
​— Ah, sinto muito.
​No momento em que tentava sair dali, acabou esbarrando em um homem que estava por perto. Ao pedir desculpas por reflexo e erguer a cabeça, viu um grupo de homens olhando para ele.
​— Ah, não, tudo bem. Você veio sozinho? — um deles perguntou com um sorriso.
​Havia um cheiro sutil. “Será que são feromônios?”, Bliss pensou instintivamente. Os feromônios de um Dominante são diferentes dos de um Alfa comum. No caso de um Dominante, o perfume é tão terrivelmente doce que entorpece a mente, enquanto o de um Alfa parece muito mais fraco e suave. O motivo de sentir o cheiro deles como algo fraco talvez fosse porque Bliss já estava acostumado com os feromônios Dominantes por causa de sua família.
​Enquanto ele permanecia ali parado, piscando os olhos marejados pela bebida, outro sujeito comentou:
​— Se veio sozinho, quer se divertir com a gente? Estávamos justamente entediados agora.
— Ah, espera. Esse cara parece ser o acompanhante do Cassian.
​De repente, um deles se intrometeu. No mesmo instante, o grupo olhou para o homem e depois voltou a atenção para Bliss.
​— É sério? Ele é o parceiro do Cassian?
​Diante da pergunta, o homem que falara antes assentiu e continuou:
​— Ele veio com o Cassian. Eu os vi cumprimentando o Barão Tammon mais cedo.
— Ah, é mesmo…?
​Com isso, o interesse de todos esfriou subitamente. Olhando uns para os outros com desdém, eles logo perderam o interesse por Bliss e deram as costas como antes. Ao ver Bliss ainda parado ali, confuso, um deles perguntou:
​— Mas por que está sozinho? Onde está o Cassian?
​Bliss hesitou diante da pergunta repentina e mordeu o lábio inferior. Ao lembrar do que acontecera, a raiva subiu novamente. Vendo-o bufar com os ombros trêmulos, os homens, intrigados, voltaram a olhá-lo um por um.
​— Aquele desgraçado me deixou aqui e saiu com uma mulher.
— O quê?
— O Cassian?
​Com aquela frase, o interesse de todos voltou para Bliss. Os homens, achando tudo muito instigante, começaram a disparar perguntas uns sobre os outros.
​— Saiu com uma mulher? Com quem?
— Como vocês vieram juntos? Qual a sua relação com ele?
— Conte-nos tudo. Sua taça está vazia, não está? Tragam algo para ele beber.
— Ei, aqui! Sim, você.
​Um deles levantou a mão e um funcionário que passava se aproximou apressadamente. O homem pegou uma taça de champanhe da bandeja e a estendeu para Bliss.
​— Aqui, beba. Vamos fazer um brinde.
— Um brinde?
​”Por quê?” Bliss inclinou a cabeça para o lado, e outro homem disse rindo:
​— Para comemorar o fato de termos nos conhecido.
​”Ah, entendi.” Assim que Bliss se convenceu, o homem olhou para os companheiros.
​— Vamos, todos juntos. Qual é o seu nome?
— Bli… Blair.
​Ele corrigiu o nome às pressas, e o homem assentiu, gritando em seguida:
​— Certo, um brinde ao Bliblair!
​”Esse filho da puta.”
​Sem perceberem que a expressão de Bliss havia se tornado sombria, eles esvaziaram suas taças de um gole só.
​— Mas me diga… — Um homem, segurando a taça vazia, começou a falar enquanto encarava Bliss. — Qual é exatamente a sua relação com aquele sujeito?
​”O que eu respondo?” Bliss forçou o cérebro a trabalhar rápido. Talvez por ter se movimentado demais antes, suas células cerebrais pareciam exaustas e nada vinha à mente com facilidade.
​— Bem, sabe, é que…
​Enquanto Bliss se esforçava para pensar em algo, mas falhava em ter uma ideia adequada, um dos sujeitos disse rindo:
​— Não me diga que você é… bem, aquele tipo de “parceiro” dele.
— O quê?
​”O que ele quer dizer com isso?” Enquanto Bliss apenas piscava os olhos novamente, outro comentou:
​— Isso é impossível. Aquele desgraçado do Cassian é impotente.
​”O quê?”
​Bliss arregalou os olhos, estupefato. Sem se importarem com a reação confusa dele, eles continuaram a conversar.
​— É verdade. Aquele cara nunca fez nada com nenhuma mulher.
— Será que é por causa da Eina? A última pessoa com quem ele saiu foi a Eina, não foi?
— Acho que não. Ele não saiu com alguém logo depois?
— Sei lá. O fato é que ele está há quase dez anos sem mulher, não está? Ou talvez mais tempo.
— Dez anos? Que absurdo. Se for isso, o negócio dele já deve estar podre.
— Quem vai saber se apodreceu ou não? Quem teria coragem de verificar se as partes de baixo do Conde Hellinger estão funcionando?
— De qualquer forma, se ele não consegue desempenhar a função, a linhagem do Ducado acaba por aqui.
— É por isso que eu estou espalhando minha semente com afinco. Pela posteridade da nobreza, sabe?
​Os outros caíram na gargalhada com o comentário. Bliss franziu o nariz diante daquela atmosfera desagradável, quando alguém disse:
​— Eu sempre quis dar uma lição naquele sujeito metido.
— E por que não daria? Existem várias formas.
— Pois é. Poderíamos convidá-lo para uma caçada, por exemplo.
— Às vezes acontecem acidentes, como atirar em alguém por confundi-lo com a caça.
​Novas risadas ecoaram. Eles pareciam estar fazendo piadas internas, mas Bliss não achou a menor graça. Um deles, enquanto bebia, declarou:
​— Apenas observem. Eu com certeza vou fazer aquele cara baixar a bola.
​”Hã?”
​Subitamente, Bliss aguçou os ouvidos. Quando ele olhou para o homem, este proclamou com um sorriso presunçoso:
​— Eu vou, sem falta, fazer aquele Cassian Strickland se ajoelhar. Ele vai acabar implorando para mim.
​”Esse desgraçado?”
​Naquele instante, faíscas saltaram dos olhos de Bliss. “O que ele está tagarelando?” De repente, sentiu o álcool subir até o topo da cabeça. Aquele homem estava alimentando pensamentos que jamais deveria ter. A pessoa para quem Cassian deveria se ajoelhar e implorar era Bliss. E não para um ovo de sapo como aquele. “O quê? Se ajoelhar e implorar para você?”
​”Como ele ousa não saber o seu lugar…!”
​Foi exatamente nesse momento. O violinista da orquestra que tocava a música entrou em seu campo de visão.
​”O que é isso agora?”
​Cassian franziu o cenho, e Eina, que segurava seu braço, perguntou com um sorriso forçado:
​— Escuta, então você não poderia apenas emprestar o seu nome? Eu diria apenas que o Conde Hellinger demonstrou interesse. Por favor, me ajude só com isso, sim?
​Cassian olhou para a amiga com um sentimento complexo.
Se o Conde Layrock visse sua querida filha caçula se humilhando dessa forma, implorando por investimentos, ele certamente teria um ataque cardíaco. Cassian também não queria perder mais tempo.
​— Caia na real, Eina. — Ele disparou friamente contra a amiga. — Esse cara é um vigarista. Pare de fazer essas bobagens e encare a realidade.
— O quê…
​As bochechas de Eina ficaram vermelhas de vergonha. Nesse exato momento, o alarme tocou. Cassian desligou o alerta do relógio e desviou o olhar do rosto dela, que estava contorcido em uma mistura de humilhação e raiva. Agora era realmente hora de ir. “Não posso mais deixar o Bliss sozinho.” No momento em que pensou isso:
​— Aaaaaah!
​Junto com um barulho estrondoso de algo se quebrando, gritos começaram a vir de dentro do salão onde a festa acontecia.

 

 

 

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

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Sinopse:
Bliss Miller, o filho mais novo da família Miller e um ômega dominante, apaixona-se à primeira vista por Cassian Strickland quando ainda era criança. Chega até a pedi-lo em casamento com a inocência da sua idade.
Cassian, herdeiro da poderosa família Strickland, não leva a sério essa promessa e eles se separam após um ano. No entanto, Bliss nunca esquece o que aconteceu.
Anos depois, ao ver por acaso o rosto de Cassian no noticiário, lembra-se de tudo o que aconteceu entre eles. A promessa, a traição e a humilhação que sofreu. Decidido a se vingar, Bliss toma uma decisão extrema: infiltrar-se na casa de Cassian como empregado para fazer com que aquele homem arrogante acabe de joelhos pedindo perdão.
Mas o reencontro entre ambos não será tão simples como ele imaginava.

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