Ler Roses And Champagne – Capítulo Side Story 03 – Parte 10 Online


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❬ Side Story 03 – Parte 10 ❭

⌽ Roses and a Kiss ⌽

Só quando chegaram à mansão de Caesar que puderam discutir o que havia acontecido.

— Um ato de terrorismo? — Won questionou enquanto Caesar o colocava na cama. — Exatamente — Caesar respondeu, tirando o paletó e removendo os abotoaduras. — Nada fora do comum. Seu pai ainda tem imenso poder dentro da Bratva, e você é seu herdeiro. Naturalmente, terá inimigos que fariam de tudo para te atingir.

Enrolando as mangas da camisa social, Caesar explicou que passara a maior parte dos últimos dias procurando os responsáveis pela bomba e supervisionando a restauração do apartamento de Won, recuperando todo o trabalho perdido.

O que – embora bastante atencioso – pouco fez para amenizar a irritação de Won. Ele pensara que Caesar estava no hospital se recuperando porque quase morrera. Enquanto esperava que Caesar se sentisse bem o suficiente para falar com ele novamente, Caesar estivera perambulando pela cidade, resolvendo todos os problemas de Won.

De novo, o gesto era aparentemente gentil, mas frustrava Won sem fim que Caesar parecia saber tudo sobre ele e tão casualmente se intrometia em cada aspecto de sua vida. Não havia nada para Won contar sobre o tempo que estiveram separados porque Caesar já sabia de tudo!

Ele precisava conseguir todas as informações que Dmitri tinha sobre Caesar, pensou. Com isso, talvez pudesse equilibrar um pouco o jogo. Era justo, já que Caesar aparentemente tinha acesso a toda sua existência.

— Então como você descobriu quem fez isso? — ele perguntou, esforçando-se para manter a voz neutra. — Eu não descobri. Chamei um especialista. De qualquer forma, tudo foi resolvido, então não tem com o que se preocupar.

“Chamou um especialista…” Won já podia ver como aconteceu. Caesar, no banco traseiro de seu carro, resolvendo tudo com uma única ligação. Não exigia grande esforço deduzir quem ele contataria.

— Dmitri — Won murmurou. Caesar estremeceu, virando-se para encará-lo. — Foi a ele que você ligou, não foi? O “especialista”.

Uma careta desfigurou a expressão de Caesar. — Nomes de outros homens não devem tocar seus lábios.

“Ah—?” Won parou. Era só uma pergunta; mas optou por deixar passar por agora. Sem dúvida, Dmitri fora alertado no exato momento em que Caesar colocara a faca em sua própria garganta. Se já odiava Won antes, ele não queria saber o que Dmitri pensava agora. Provavelmente compartilhara algumas palavras escolhidas com seu primo sobre seu advogado menos favorito. Falando nisso, Dmitri tinha companhia no “Clube do Ódio ao Won” que precisava ser resolvida.

Esfregando o tecido da calça entre os dedos, Won considerou como abordar seu futuro assassinato.

— Mas… você tem certeza que não foi Leonid, certo?

De olhos fixos no colo, Won não percebeu o silêncio subsequente como nada além de Caesar tomando seu tempo para responder – até que uma sombra escureceu seu lugar na cama. Quando olhou para cima, Caesar estava pairando sobre ele.

— Essa é a segunda vez que você diz esse nome — os lábios de Caesar se curvaram ao murmúrio, um sorriso banhado em malícia. — Por quê?

Não, não tinham tempo para isso. Won precisava ir direto ao ponto antes que Caesar fizesse suposições absurdas.

— Alguém colocou uma recompensa na minha cabeça.

O falso sorriso desapareceu. Um momento tenso passou entre eles – compreensão compartilhada da gravidade da situação.

— Ele apareceu no hotel — Won explicou, sobrancelhas franzidas, catando um fiapo na camisa. — Antes. Quando você estava lá. Foi ele que nos entregou para meu pai. Bem, não disse que era você, só que eu estava namorando alguém, mas foi por isso que você teve que conhecê-lo.

— Ele apareceu no hotel e contou ao seu pai sobre nós? — Caesar soou cético, mas Won acenou.

— Ele… nos viu. Nas fontes termais.

— Leonid te viu?

Ele acabara de dizer isso, não? Won olhou para Caesar novamente, confuso, e o encontrou franzindo o cenho com um olhar ameaçador.

— Ele viu seu corpo nu?

— Oh…

“Tenho quase certeza que viu o seu também.” Won escarneceu internamente, mas agora não era hora.

— Independentemente, foi quando ele me contou sobre a recompensa. Tentei investigá-lo depois com o que meu pai tinha sobre ele, mas não havia muito. Mandei um e-mail, pedindo para nos encontrarmos. Ele ainda não respondeu.

Won olhou para Caesar enquanto encolhia os ombros, tentando avaliar sua reação.

— Enfim, ouvi que bombas não são o estilo do Leonid, então sei que é improvável que tenha sido ele, mas queria ter certeza.

— Foram uns skinheads — Caesar declarou com finalidade. — Supremacistas brancos insignificantes querendo se tornar conhecidos assassinando o herdeiro Lomonosov, provavelmente. Já lidei com todos, então não são mais um problema. Mas Leonid…

Sua voz sumiu e Won teve certeza que suas mentes foram para o mesmo lugar. Uma ilha remota, uma nevasca, uma corrida por suas vidas. O vermelho manchando as roupas de Caesar, escorrendo e escorrendo, uma mancha horrível. Caesar dizendo para ele correr. Houve um período durante aquela noite terrível em que Won lembrava estar certo de que Caesar morreria em seus braços.

A expressão sombria de Caesar dizia que ele também se lembrava.

— Ok — foi tudo que Caesar disse. Mas o peso daquela única palavra carregava uma promessa de violência.

E Won aceitou. Seria um idiota se não o fizesse quando sua vida estava em jogo. A menos que a recompensa fosse cancelada, Won estava em perigo; e sem contato de Leonid, Caesar era a única pessoa a quem poderia recorrer. Seria loucura enfrentar sozinho alguém que até a máfia temia, então qualquer plano que Caesar tivesse, Won não pretendia impedi-lo.

Deixando a cabeça cair em suas mãos, Won agarrou os próprios cabelos e soltou um gemido profundo. “Um assassino de aluguel, skinheads, até Vladimir… Cristo, minha vida toda está desmoronando. O que restava dela, de qualquer forma.”

Ele gemeu novamente, levantando a cabeça para olhar desesperado para Caesar.

— Quem iria querer me matar? Quem pagaria tanto dinheiro para me assassinar?

— Não importa — Caesar cortou. — Você não vai morrer.

Won olhou para cima a tempo de ver Caesar ajustando as mangas enroladas, então executando uma reviravolta brusca onde toda sua postura se tornou perigosamente melosa.

— De qualquer forma — Caesar cantarolou. — Conte-me mais sobre esse Vladimir e porque ele estava te propondo algo.

Arrepios cobriram o corpo de Won. Ele pensara que estava livre. Caesar já havia repreendido Vladimir; estava resolvido. Mas aparentemente não.

Won deveria saber melhor, mas estava ocupado demais revirando o cérebro por uma explicação que Caesar aceitaria para sentir remorso pelo erro.

— Que tal começar do início? — O sorriso de Caesar era só dentes. — Conte-me tudo.

Sem qualquer pensamento consciente, Won recuou no colchão, seus instintos gritando para fugir; mas, desta vez, seus instintos só o tornaram mais vulnerável. Imediatamente, Caesar o seguiu, encurralando-o na cama, enjaulando-o e beijando-o.

Mais cedo do que esperado, Caesar se afastou. Won engoliu e havia algo em sua língua.

— O que-o que você acabou de me dar? — ele rouquejou, encarando Caesar em horror. O que quer que fosse tinha formato de cápsula. A expressão de Caesar era uma que Won não conseguia nomear, mas sabia que o perturbava. Algo predatório. Condescendente.

Então Caesar se inclinou para beijá-lo novamente e as pernas de Won se abriram antes que ele pudesse impedir.

“Não. Não.” Caesar não podia simplesmente ignorar que o drogou como se não fosse nada. E Won queria dizer exatamente isso. Queria exigir desculpas pelo que dissera; mas sua língua parecia grossa em sua boca, um véu nebuloso se colocando entre sua consciência e seu corpo.

“O quê.?” Sua boca engasgou com a palavra. Tudo ficou escuro…

Won acordou com um gemido na garganta e uma dor de cabeça excruciante. Tudo estava sensível, como se sua pele estivesse demasiado exposta. O zumbido nos ouvidos e a visão embaçada não ajudavam.

Ele piscou. Por que ele estava… Espere.

Vestígios de medo e raiva vieram à tona – ele não conseguia identificar a fonte exata, mas o impulsionaram a se mover. Foi um erro. Uma dor aguda atravessou seu crânio. Ele gritou e agarrou a cabeça, acabando por respirar fundo sob a escuridão reconfortante de suas próprias mãos sobre os olhos até a vertigem finalmente passar. Demorou ainda mais para ele entender onde estava.

O quarto de Caesar, ele percebeu, após algumas piscadas.

— Dormiu bem?

Won se sobressaltou, fazendo uma careta ao virar para a voz um pouco rápido demais. Tremendo, tentou novamente, mais devagar desta vez, e viu Caesar sentado a certa distância da cama, um copo de cristal com uísque na mão. Ele ainda estava de camisa social com as mangas arregaçadas e uma calça social.

A aparência de Caesar era inofensiva, mas sua normalidade era justamente o que deixava Won desconfiado. Era normal demais. Seguro demais. Won testou sua mobilidade. Todos seus membros e músculos pareciam se mover como ele queria. Ele ainda estava vestido…

Então por que estava dormindo na cama de Caesar sem Caesar? Won não lembrava de uma única vez em que acordara e não estivesse sendo usado. Era simplesmente assim. Ou Caesar o estuprava ou o segurava, impedindo-o de sair da cama sozinho.

Isso era… bizarro. Perturbador. Sem precedentes. Ele parecia intocado.

Olhar para o relógio na parede só aumentou sua confusão. Não fazia muito tempo que haviam chegado à mansão. Ele estivera inconsciente por menos de meia hora. Ao mesmo tempo, sentia-se incomumente descansado. Como se tivesse tido o melhor cochilo de sua vida.

— O que está acontecendo? — ele crocitou. — O que você está fazendo?

Porque algo não estava certo. Won apenas não sabia o quê ainda. Ele estava acordado, mas sua cabeça estava cheia de algodão. Observando Caesar da cama, tentou colocar seu cérebro para funcionar. De repente, memórias mais claras do que acontecera antes inundaram sua mente.

O beijo. O comprimido.

E de alguma forma, agora, Won se sentia completamente acordado, mas não fazia ideia do porquê. Que diabos Caesar lhe dera?

Levou a mão novamente à têmpora. — Desta vez você quis me matar?

Caesar se ofendeu e estalou a língua em afronta fingida. — Meu Deus, claro que não. Se quisesse, simplesmente teria atirado em você.

“Então por que me drogar?” Won passou a língua pelos dentes, olhos estreitados. Caesar encarou-o de volta enquanto tomava o resto de sua bebida.

Um tilintar abafado de vidro sobre madeira. Caesar se levantou, aproximou-se dele. Nenhum dos dois desviou o olhar, mesmo quando o colchão cedeu e Caesar subiu na cama.

Por um breve momento, permaneceram onde estavam, um quadro de perfeita animosidade – então a mão de Caesar ergueu-se para acariciar a face de Won e ele se inclinou para um beijo.

Seus lábios se encontraram, a língua de Caesar entrando em sua boca enquanto ele se acomodava sobre ele. Mas Won não estava prestes a ceder.

— Sai de cima de mim, seu bastardo — ele rosnou. — Não vou transar com você.

Apesar de todo seu calor, o olhar que encontrou Won era completamente vazio. Era muito mais assustador do que qualquer expressão de raiva. Won manteve sua posição.

— Porque não?

— Porque não?! Você acha que eu vou fazer isso com você em uma situação como essa? Você está louco? — Won continuou — Você age como se eu tivesse cometido algum grande pecado, como se você não fosse infinitamente pior. Com quantas centenas de pessoas você dormiu? Milhares? Ainda assim eu tenho a audácia de ter relacionamentos sérios e-…

— Relacionamentos. — A voz de Caesar era cortante. Won podia sentir o perigo, mas continuou.

— Sim. Relacionamentos. Plural. Aqui e na Coreia. Quer que eu conte sobre eles? Eu planejei me casar com uma, mas aparentemente isso é muito pior do que usar mulheres só para transar com elas.

Uma inclinação mínima da cabeça de Caesar foi o único sinal de que ele estava ouvindo. Após um tempo, ele ergueu a mão para afastar um fio de cabelo que caíra sobre a testa de Won. Seu toque foi gentil.

— Ah sim, eu me lembro agora — ele murmurou. — Você disse que tínhamos terminado, que nunca mais queria me ver. — Seu olhar ficou afiado. — Que encontraria outros bastardos para fazer sexo em vez de mim. Que se prostituiria com quaisquer vadias desprezíveis que te quisessem.

Won recuou a cabeça, pego de surpresa. Enquanto Won xingava frequentemente, Caesar não o fazia. Ele sempre suspirava ou estalava a língua, repreendendo a linguagem de Won. Isso deixava Won desequilibrado ao ouvir sua própria grosseria sair tão facilmente dos lábios de Caesar, como se ele fosse o que tivesse feito algo ruim.

E, talvez, de certa forma, ele tivesse. Porque terminar não deveria ser usado como ameaça vazia, não importa quão acalorada fosse a discussão. Não era certo, e Caesar obviamente estava magoado com isso.

Won sentiu sua ira se dissipar. — Eu não deveria ter dito essas coisas para você — ele disse a Caesar. — Eu me desculpo.

A mão de Caesar agarrou seu bíceps antes que Won percebesse que ele sequer se movera. Os dedos apertaram, mais forte, mais forte.

— O que me deixa furioso — Caesar sibilou — é que você as beijou. Que as tocou. — Won tentou se encolher para longe da dor e da malícia transbordando em seu ouvido. — Que faria de novo. Encontraria alguma vadia inútil e a levaria para a cama. Alguém que não sou eu.

Won estremeceu, mas sua voz foi firme. — Eu não estava pensando direito na época. Eu estava com raiva e disse coisas que não queria dizer. Você foi quem perguntou sobre isso em primeiro lugar. Eu não ia falar com você sobre ninguém com quem estive antes; você que me perguntou. — Ele encarou Caesar com olhar penetrante. — E não é como se você fosse tão inocente. — Ele zombou. — Por que o que você fez antes de nos conhecermos é diferente?

— Oh, você vai ver, Won, a diferença entre você e eu. — Caesar apertou um botão no interfone do quarto, e Won não precisou esperar muito até a porta se abrir e o mordomo entrar carregando uma bandeja.

Uma bandeja muito grande.

Transbordando de garrafas de álcool.

Won não tinha certeza de como o homem a carregava sozinho. Havia mais garrafas do que em alguns bares que Won frequentara. Para que diabos servia aquela quantidade de álcool?

— Você as amava, não é? — A pergunta puxou o olhar de Won da bandeja para Caesar. — Essas mulheres? Você saía com elas, sim? — A raiva de Caesar ficava mais aparente a cada palavra.

Caesar começou a desabotoar a camisa, e Won sentiu uma onda de medo como nunca antes experimentara. Só conseguiu observar enquanto Caesar se despia, revelando suas intenções, mas ele permaneceu absolutamente imóvel.

Caesar estreitou os olhos e tirou a camisa.

— Você as beijou e tocou. Disse o quanto as amava. Assim como faz comigo. É errado transar sem amor? — O cinto de Caesar foi o próximo. Won ouviu o clique da fivela e o barulho quando caiu no chão, a tira se enrolando no chão como uma cobra, mas se recusou a olhar para baixo.

— Eu estava suprindo uma necessidade biológica, pra mim, era só um ato — Caesar cuspiu. — Você? Você deu seu coração a outra pessoa. Era amor.

Won inspirou bruscamente. Ele sabia agora do que Caesar estava com raiva, mas isso não significava que entendesse. Tudo com aquelas mulheres estava no passado. Elas não significavam nada para ele agora. Por que deveriam importar?

— Caesar, qual é, pense na minha idade. Que tipo de aberração eu teria que ser para nunca ter saído com alguém até agora?

Talvez fosse duro, mas Won acreditava que era verdade. Em vão, ele procurou no rosto de Caesar algum traço de racionalidade. Não havia nenhum. Caesar estava inabalável.

Ele pode ter ouvido o menor suspiro, mas Caesar já arrancara suas calças e as jogara para o lado antes que ele pudesse identificar o som, muito menos impedir Caesar de expor sua parte inferior. Então Caesar o agarrou pelos tornozelos e forçou suas pernas a se abrirem. Won se sacudiu, mas Caesar já tinha suas garras nele e não havia escapatória.

Caesar se posicionou entre as pernas de Won no momento em que ele olhou para o lado e percebeu que a bandeja de álcool estava posicionada para que Caesar pudesse alcançá-la da cama.

Seguindo seu olhar, Caesar sorriu, mas não havia humor ali. — Eu começo a beber quando você desmaiar.

“O quê..?” Won não entendeu. Caesar simplesmente beberia antes de chegar? Seus pensamentos não foram muito adiante porque os dedos de Caesar se enfiaram em cada lado de sua camisa e a rasgaram, botões batendo nos postes da cama e nas paredes. O olhar de Won se prendeu a Caesar, olhos arregalados, e Caesar sorriu com arrogância.

— Vamos comparar, pequeno advogado. Você pode ver como é quando não está apaixonado. — Caesar se inclinou, sussurrou bem em seu ouvido. — Quero que você veja por si mesmo como o sexo que eu tive é diferente do sexo que você teve.

— Você finalmente vai entender o quanto eu estive me contendo com você. — E ele se enterrou no corpo de Won até o talo. A visão escurecendo, Won convulsionou sob a tensão insuportável enquanto Caesar continuava a fodê-lo. Nunca tinha sido assim. Nunca fora forçado a receber Caesar por completo e a seco. Nem mesmo na primeira vez, quando houvera algo para facilitar a penetração.

— P-para…

Won conseguiu gemer, mas Caesar parecia não ouvi-lo. Ele continuou se movendo, cada investida mais profunda e violenta. Won sentiu que ia vomitar. Desesperado, tentou se virar para escapar, mas Caesar o imobilizou, pressionando-o contra o colchão enquanto continuava a penetrá-lo. Cada movimento fazia Won sentir como se suas entranhas estivessem sendo dilaceradas, a dor tão avassaladora que ele nem sabia mais se o tempo passava, se Caesar já tinha gozado, ou se ele havia desmaiado.

Tudo que Won conseguia sentir era dor. A ideia de que um dia sentira prazer e tivera orgasmos com esse homem agora parecia uma memória distante e inacreditável. Cada investida era como se seus órgãos estivessem sendo arrancados.

— Ah… ahh…

Um gemido profundo ecoou atrás dele, e uma sensação quente se espalhou pelo abdômen de Won. Só então ele começou a recuperar os sentidos. Depois do que pareceu uma eternidade, Caesar havia gozado apenas uma vez.

“Meu Deus.”

O rosto de Won empalideceu. Ele sempre imaginara que o sexo com esse homem pudesse matá-lo, mas desta vez parecia uma possibilidade real. Pela primeira vez, Won temeu genuinamente por sua vida.

— P-para, ele gaguejou, tentando se soltar, mas Caesar o imobilizou novamente e recomeçou as investidas. Os movimentos estavam mais rápidos agora, provavelmente facilitados pelo fluido já dentro de Won. Mas a dor, a sensação de trituração em seu ventre, só piorava.

Era como se suas entranhas estivessem em chamas. Won gritou de dor, mas Caesar o ignorou, continuando implacável. Quando Caesar ejaculou nele pela quarta vez, Won se lembrou das palavras anteriores de Caesar:

“Você vai perceber o quanto eu estive me contendo.”

A escuridão que invadia sua visão avisou Won que isso era apenas o começo.

O som rangente das molas do colchão ecoou em seus ouvidos. Won mal conseguiu abrir os olhos, olhando para o teto. Os padrões no teto balançavam para cima e para baixo com cada movimento de seu corpo.

Algo estava dentro dele, entrando e saindo. Ah, ele está gozando…

Os pensamentos de Won divagavam como se estivessem acontecendo com outra pessoa. Mas o distanciamento não durou muito.

— …Ah!

Uma dor aguda o trouxe de volta à realidade. Caesar ainda estava penetrando-o. Won, mole e exausto, olhou fixamente para o homem que se movia implacavelmente entre suas pernas.

Normalmente, Won já estaria exausto e desmaiado há muito tempo, mas hoje era diferente. Qualquer droga que Caesar lhe dera, embotava sua consciência, mas nunca a deixava desaparecer completamente. Won permanecia dolorosamente consciente de cada sensação, totalmente presente para cada investida e cada vez que Caesar gozava dentro dele.

Mais uma vez, Caesar atingiu o clímax, e o excesso de fluido transbordou, espumando entre as coxas de Won. O cheiro do sêmen de Caesar encheu suas narinas, e parecia que ia transbordar em sua boca. Won lutou contra o impulso de vomitar.

Caesar fez uma pausa momentânea, depois retomou suas investidas mecânicas. Ele se sentou entre as pernas abertas de Won, focado apenas em seu próprio prazer, sem se preocupar em tocá-lo ou mudar de posição.

Won piscou incrédulo diante da cena. Caesar, enquanto movia os quadris, segurava a cintura de Won com uma mão e bebia copo após copo de álcool com a outra.

“Beber enquanto faz sexo?”

Mas não parou por aí. Caesar engoliu um copo de vodca de uma só vez, encheu outro e bebeu novamente. Ele repetiu isso várias vezes. Won estava completamente sobrecarregado.

Nesse ritmo, Caesar poderia desmaiar por intoxicação alcoólica. O padrão continuava: beber, gozar, beber, gozar, sem fim.

Caesar estava certo. Won percebeu o quanto Caesar estivera se contendo. Ele sabia que Caesar estava se reprimindo, mas não nessa extensão.

“Você vai perceber o quanto eu estive me contendo.”

As palavras de Caesar ecoaram em sua mente, e Won ficou pálido.

— …Ugh.

Outra dor aguda percorreu-o, e Won estremeceu, soltando um gemido. Caesar gozou dentro dele mais uma vez. Won sentiu como se até as células de seu corpo estivessem sendo preenchidas com o sêmen de Caesar. O cheiro disso invadiu seus sentidos, e parecia que ia sair por sua garganta.

Ele não aguentava mais.

Cegamente, Won agarrou a mão em sua cintura, segurando os dedos tanto quanto seus tremores permitiam.

— Elas não importam. — Won conseguiu dizer. Caesar, que acabara de terminar outro copo de vodka, olhou para ele através do copo vazio. Se isso continuasse, Won tinha certeza de que morreria. Em pânico, continuou: — Eu esqueci todas aquelas mulheres. Nem lembro mais de seus rostos ou nomes. Droga, seu bastardo, O único que amo é você! É você, pelo amor de Deus!

Won estava certo de que ou Caesar morreria de intoxicação alcoólica, ou ele morreria de exaustão – ou talvez ambos. Desesperado e furioso, Won gritou. Caesar olhou para ele em silêncio. Quando Caesar começou a se mover novamente, Won, agora aterrorizado, gritou: — Eu retiro o que disse sobre terminar! Não vamos terminar, eu não vou te deixar! Nunca mais vou dizer isso! Vou transar só com você até morrer, então por favor, pare!

Caesar parou subitamente. A pulsação pesada de seu pênis dentro de Won era palpável. Won soltou um suspiro trêmulo. Sob o olhar implacável de Caesar, Won acrescentou com dificuldade: — Vamos parar por hoje.

Caesar permaneceu em silêncio, observando Won. Finalmente, ergueu a cabeça, respirou fundo e esvaziou o copo em sua mão.

Quando Caesar começou a se mover novamente, o pênis que estava parcialmente retraído afundou profundamente.

— Ugh.

Won gemeu quando a sensação dentro dele começou a crescer novamente. Caesar se inclinou, puxando Won em um abraço apertado enquanto sussurrava em seu ouvido:

— Sou só eu, certo?

Pela primeira vez desde que esse sexo mecânico e repetitivo começara, Caesar falou. Sua voz, como um suspiro, soou como um apelo para Won. De repente, Won sentiu uma pontada de culpa.

“Por que me sinto culpado quando sou eu que estou sofrendo?”

O pensamento passou brevemente por sua mente, mas ele rapidamente decidiu que não importava. Suspirando, Won envolveu silenciosamente os braços nas costas de Caesar.

— Sim.

Ele sussurrou, mordendo o lóbulo da orelha de Caesar.

— Sim, Caesar.

Os ombros largos acima dele se tensionaram ao ouvir seu nome, dito com exaustão. Caesar pareceu relaxar, soltando um suspiro de alívio. Embora estivesse inchando dentro de Won novamente, ele não se moveu. Won hesitou por um momento antes de falar:

— Só mais uma vez.

Assim que as palavras saíram de sua boca, Caesar começou a se mover. Won estremeceu com a dor aguda cada vez que o pênis pesado de Caesar entrava e saía. Caesar o beijou repetidamente – nos lábios, nas pálpebras, nas bochechas, nos lóbulos das orelhas.

“Como podem os beijos do mesmo homem serem tão doces enquanto suas investidas são tão impiedosas?” Won refletiu, achando irônico que seus lábios ainda desejassem beijos enquanto sua parte inferior gritava de dor.

— Você nunca esteve em um relacionamento antes?

Won perguntou cautelosamente. A testa de Caesar franziu profundamente. Won rapidamente o puxou para outro beijo.

“O primeiro amor de um homem é verdadeiramente problemático.”

Enquanto Caesar recuperava o fôlego após um último orgasmo, Won, caindo no sono, se perguntou por que tinha que ser o tudo daquele homem.

✦ ✦ ✦

Como de costume, Leonid acordou, lavou-se, tomou café da manhã e finalmente sentou-se ao computador para completar sua rotina matinal.

Geralmente, não havia nada de importante para verificar ou responder, então ele navegava por alguns sites, jogava algumas partidas de paciência e seguia com sua vida.

Hoje, porém, não jogaria paciência.

Ao ligar o PC, descobriu uma (1) mensagem não lida em sua caixa de entrada – de um certo advogado muito bonito que conhecia.

Nunca haviam se comunicado por e-mail antes, mas Leonid sabia só pelo endereço que era Won. Ele investigava tudo sobre seus alvos; poderia dizer o número do telefone do veterinário de seus animais de estimação e sua marca preferida de papel higiênico – um endereço de e-mail era fichinha em seu ramo.

De qualquer forma, Leonid ficou intrigado. Por que Won queria entrar em contato com ele? Certamente não seria para implorar por misericórdia. O garoto não era desse tipo. Pelo menos, Leonid achava que não. Mas então, por que esperar tanto para contatá-lo?

Não faltava muito para a data de morte de Won; não era como se ele pudesse fazer muita coisa em apenas alguns dias.

Com sua curiosidade agitada em um estado agradável e espumante, Leonid clicou para abrir o e-mail.

“Solicitação de reunião: Café YY no Parque XX, às 14h. Gostaria de discutir uma comissão.”

Leonid piscou, balançou a cabeça, olhou fixamente para o monitor. Ele apertou os olhos, girou a roda do mouse, fechou e reabriu sua caixa de entrada. Se fosse uma carta física, estaria virando-a e procurando o resto no envelope.

Porque cadê o resto?!

Era só isso? Não podia ser.

Leonid encarou e encarou. Tentou todas as cifras e códigos secretos que conhecia (até aquele bobo para crianças onde D=4), reorganizou tudo até ter certeza de que havia trabalhado todas as permutações possíveis de letras e números para frente e para trás – e nada.

Não significava nada. Ele passou uma hora para descobrir que a mensagem na lata era… exatamente o que estava na lata…

Decepcionante, talvez, mas intrigante mesmo assim. Leonid recostou-se na cadeira do computador, contemplando que tipo de proposta Won poderia lhe fazer. O assassinato aconteceria; Won não poderia fazer nada sobre isso. Leonid sabia; Won sabia. Então por quê?

Tudo que Leonid conseguiu imaginar foi que Won pensou em um último pedido antes do fim – e Leonid certamente poderia fazer isso por ele. Ele era gentil assim.

Pegando uma de suas facas, Leonid acariciou a lâmina, admirando o brilho.

“Ninguém disse que Won precisava estar vivo enquanto fosse cortado em pedacinhos.”

E isso fez Leonid sorrir.

✦ ✦ ✦

A luz da manhã era dolorosamente brilhante.

Won esfregou seus olhos lacrimejantes e mal conseguiu virar a cabeça. Ele queria escapar da luz do sol, mas seu corpo não se movia. Por que não podia haver uma boa cobertura de nuvens para que aquele raio de sol agressivamente efervescente parasse de atacar seus olhos? Eles nem estavam abertos ainda. Tudo o que ele podia fazer era virar a cabeça ligeiramente.

Ele bocejou e espreguiçou, mas não ajudou muito. Sua pele parecia pegajosa, e ele não queria saber o quão ruins estariam as olheiras se olhasse no espelho. Estava dolorido, exausto. O mundo parecia inclinado alguns graus a mais para a esquerda do que o normal. Foi quando ele ouviu a voz de Caesar:

— Bom dia. — A saudação gentil veio acompanhada de uma carícia terna na sua testa. — O que você gostaria de comer?

“Algumas horas atrás, esse homem estava devastando meu ânus.”

Won nem conseguia rir, estava tão esgotado, muito menos responder à pergunta de Caesar. Felizmente, Caesar pareceu entender e olhou para ele silenciosamente por um momento antes de falar novamente.

— Vou pegar uma sopa para você, — saiu do quarto, deixando Won sozinho com seus pensamentos.

E apesar de sua exaustão, a cabeça de Won nadava em pensamentos.

Se ele entendia corretamente, o que experimentou no dia anterior era a verdadeira libido de Caesar, por assim dizer. Era assim que ele faria sexo normalmente. O que era uma coisa absurda para se contemplar, combinado com todo aquele álcool. Então Caesar conseguia ficar ereto enquanto bebia… o que significava que Caesar normalmente beberia até desmaiar. E era quando ele parava de fazer sexo.

Mas Caesar nunca bebeu com ele.

Won estremeceu. Quantos dias ele passou sendo empalado por aquela fera entre as pernas de Caesar sem que ela nunca amolecesse? Caesar já havia prendido as pernas de Won juntas e as fodido em mais de uma ocasião para saciar suas necessidades quando o pobre buraco de Won não aguentava mais.

Pênis deveriam ter coisas como períodos refratários e tempo limitado de atividade. A pessoa média só poderia ejacular tantas vezes antes de estar acabada por um dia “Quantas vezes Caesar teria que gozar para seu pau ficar mole?”

Won teria sido fodido até a morte muito antes que isso acontecesse, ele tinha certeza. Não muito reconfortante, mas isso o fez reconhecer a contenção de Caesar no passado. Enquanto Caesar conseguisse manter isso em níveis que Won pudesse suportar no futuro, ele ficaria grato.

Fechando os olhos, Won soltou um longo suspiro. Ele não sabia ao certo como se sentir sobre isso, mas Caesar o fez “apreciar” o quão gentil ele havia sido.

Houve uma batida na porta, e Caesar entrou. Won temeu tentar se sentar, mas Caesar percebeu que ele não estava em condições de se alimentar sozinho, então sentou-se ao lado da cama e deu a sopa para Won ele mesmo, com a expressão mais carinhosa do que nunca em seu rosto.

Won teve que se perguntar se o comportamento afetuoso vinha de remorso ou satisfação pela noite anterior. Teria que permanecer um mistério porque Won não ia perguntar, não estava com humor para isso.

Depois de algumas colheradas, Won percebeu que estava no limite e até ser alimentado com sopa estava se tornando demais; mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, Caesar estava afastando alguns fios de cabelo de sua testa e se inclinando para dar um beijo em sua testa exposta.

Won olhou para Caesar boquiaberto enquanto ele se afastava, suas bochechas aquecendo em um brilho rosado. Ele se sentiu envergonhado, de alguma forma. Tímido. Como ou por quê, ele não sabia explicar. Os dois haviam feito sexo, se visto nus milhões de vezes, ainda assim um pequeno beijo fez Won corar como uma colegial.

Caesar sorriu e se levantou para colocar a bandeja em uma mesa. Em vez de voltar para a cama, porém, Caesar começou a andar pelo quarto, pegando as roupas descartadas no chão e pendurando-as na cadeira.

Won achou isso muito doméstico e atencioso até que Caesar se virou com uma mão levantada, um triângulo de tecido branco pendurado em seu dedo.

— Todas as suas cuecas são assim, presumo.

Won apertou os olhos. O triângulo de tecido era uma cueca branca lisa. Sua cueca branca lisa. — Elas cumprem seu propósito — ele fungou.

Caesar na verdade soltou uma risada e balançou a cabeça enquanto voltava a arrumar o quarto. Claramente, ele preferiria que Won usasse roupas íntimas mais sexy, mas Won estava muito feliz com suas cuecas de algodão baratas. Eram simples. Confortáveis. Fáceis.

Won ainda estava acenando para si mesmo por suas excelentes e altamente práticas escolhas de vestuário quando Caesar terminou de limpar e deslizou na cama atrás dele.

— Agora não — Won resmungou, tentando se contorcer para fora do alcance.

Mas Caesar já o tinha de costas.

Inclinando-se, Caesar esfregou o nariz no cabelo de Won. — Você estava dizendo? — ele murmurou, um riso entrelaçado nas palavras. Havia um toque de diversão na voz de Caesar, mas Won não estava recuando.

— Agora-…

Dedos deslizaram sob o queixo de Won, levantando-o para dar a Caesar melhor acesso a seus lábios; o resto da declaração de Won foi levado pela língua de Caesar e varrido antes que pudesse ser falado. Um gemido de medo também passou por sua boca; mas, para grande surpresa de Won, tudo o que fizeram foi se beijar. Caesar não tentou tocá-lo ou abrir suas pernas com o joelho ou enchê-lo de pau.

Quando Caesar mordiscou os lábios inchados, acariciou as bochechas coradas, mordiscou sua orelha, Won já estava bêbado de beijos para saber o que estava acontecendo.

Então quando Caesar soltou sua orelha e sussurrou — Vamos… Diga. — A voz sussurrante de Caesar fez Won ficar perdido, dando algumas piscadas de coruja para Caesar, até que entendeu o que Caesar queria.

Ele teve que desviar os olhos. — Eu te amo…

E assim com a única e categórica declaração, um sorriso mais brilhante que o sol floresceu no rosto de Caesar. Won quase não conseguia acreditar que aquelas três palavrinhas pudessem deixar Caesar tão feliz – ou parecer tão devastadoramente adorável.

O comentário sarcástico distante na cabeça de Won começou a gritar que o apocalipse estava sobre eles! O fim está próximo! Porque sem algum tipo de desastre pseudo-mágico que pudesse usar como desculpa, ele teria que admitir que acabara de chamar Caesar de fofo porque realmente acreditava nisso; e quem em sã consciência chamaria um mafioso cruel de fofo?

Ele, aparentemente.

“Até eu não consigo acreditar que estou pensando isso.”

Então ele se inclinou para dar um pequeno beijo nos lábios de Caesar.

Segurando seu rosto, Caesar passou o polegar pela maçã do rosto de Won e gentilmente afastou o cabelo de Won de seu rosto. — Tenho algumas coisas para resolver hoje. Você ficará bem sozinho?

“Sozinho?” Essa era a melhor notícia que Won ouvira em tempos recentes – e foi aí que ele cometeu seu erro.

Sem pensar, Won quase sorriu radiante para Caesar. Ele se controlou antes que se tornasse um sorriso verdadeiro, mas Caesar viu o quase-sorriso-que-virou-cara-de-desgosto pelo que era.

Seus olhos se estreitaram.

Caesar mergulhou de volta, beijando Won agressivamente, lambendo sua boca e sugando hematomas em seus lábios.

— E-espere — Won tentou dizer entre respirações, empurrando o peito de Caesar, mas era tarde demais. Depois de horas e horas sem poder fechar, o buraco de Won ainda estava mole e solto. Não foi nada para Caesar escorregar além da resistência simbólica da margem abusada de Won e se enterrar o mais fundo que conseguisse.

— …Ah, ugh…

O gemido de Won se tornou um chiado quando Caesar o envolveu em seus braços e apertou. A pressão tornou a sensação de ser penetrado muito mais intensa, e Caesar parecia gostar que podia sentir-se entrando e saindo através da pele de Won. Seus movimentos eram longos e prolongados. Ele puxava até a cabeça estar prestes a passar pela margem de Won, então deslizava de volta até sua pélvis estar aconchegada contra as costas de Won.

Quando terminou, ele observou o buraco de Won. Ele se contraiu e ficou aberto; cada exalação via outro jorro de porra vazar.

O sorriso em seu rosto quando saiu era muito satisfeito consigo mesmo.

Won acabou adormecendo em algum momento antes de Caesar terminar. Quando acordou, estava no mesmo lugar onde Caesar o havia fodido, nu, meleca meio seca espalhada por sua bunda e pelos lençóis.

Ele olhou furioso para o teto. — Babaca inútil… — conseguiu falar.

Trêmulo, ele se levantou e deu alguns passos. Estava quieto; não parecia ter ninguém por perto. O interfone em uma das mesinhas chamou sua atenção, mas ele decidiu não chamar o mordomo. Verdade seja dita, ele não tinha vontade de fazer nada no momento.

No final, ele fez uma viagem instável e prolongada pelo quarto, até onde Caesar havia deixado suas coisas quando limpou, e vasculhou tudo para encontrar seu telefone. A tela acendeu, e seus olhos se arregalaram.

Leonid havia respondido.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna

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Ler o Manhwa Roses and Champagne Completo em Português Grátis Em um mundo de alto risco, Lee Won, um advogado lutando para sobreviver, se vê enredado em uma teia de intriga e perigo. Quando ele cruza o caminho de Caesar, um formidável chefe da máfia, descobre uma conexão oculta entre o Conselheiro Municipal Zdanov e o crime organizado. À medida que Lee Won se aprofunda no caso, desvenda uma conspiração sinistra que ameaça despedaçar o frágil equilíbrio da cidade. Preso entre a lei e o submundo, ele deve navegar por um jogo mortal de poder, decepção e desejos proibidos. A cada passo, o mundo de Lee Won se entrelaça com o de Caesar, enquanto ambos enfrentam seus próprios motivos ocultos e tentações proibidas. Em meio a noites regadas a champanhe e o aroma de rosas em flor, uma atração perigosa surge entre eles. À medida que os riscos aumentam e o perigo se intensifica, Lee Won deve escolher entre seus princípios e o fascínio do proibido. Em um mundo onde lealdade e traição se confrontam, ele precisa encontrar uma maneira de expor a verdade e proteger a si mesmo e aqueles que ama. Nesta envolvente história de amor, traição e a intoxicante luta pelo poder, Roses and Champagne explora a intricada dança entre desejo, dever e a frágil linha entre o bem e o mal.
Nome alternativo: Rosas Y Champagne Rosas E Champanhe Roses

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