Ler Beast Alert – Capítulo 75 Online

❀ Capítulo 75
Embora Jeongseo fosse conhecido por ter um grande apetite, era difícil terminar uma quantidade tão enorme de comida.
A mesa de jantar estava cheia de pratos, e Jeongseo ergueu o olhar para Pyo Yoontae, que soltou um pequeno suspiro.
— Você podia ter ido com calma. Pra que todo esse trabalho?
— Como eu poderia? Yoontae, você nunca trouxe um amigo quando sua mãe estava em casa.
Pyo Yoontae abriu a boca para responder, mas a fechou novamente, sem encontrar palavras.
Quando ele se sentou à mesa, Jeongseo o seguiu e se acomodou ao seu lado.
‘Então isso significa que eu sou o único amigo dele que já conheceu a mãe?’
O pensamento fez Jeongseo sentir um orgulho estranho, e um sorriso surgiu em seus lábios.
— Obrigado pela comida! Está com uma cara incrível!
Com o comentário animado, Han Jaehee sorriu suavemente, e o formato de seus olhos fez Jeongseo se surpreender — era exatamente igual ao de Yoontae.
Na noite anterior, ele não achou que eles se parecessem tanto, mas agora aquele sorriso era inconfundível.
— Tem algo que você quer dizer? Ou… tem alguma comida que você não pode comer? Eu devia ter perguntado antes, mas acabei me empolgando e esqueci…
Jeongseo, que estava olhando distraidamente para Han Jaehee, rapidamente acenou com as mãos e balançou a cabeça.
— Não, não! Não é isso. Por favor, pode falar comigo de forma mais à vontade.
— Tem certeza?
— Sim, com certeza!
Enquanto Jeongseo sorria abertamente e conversava com Han Jaehee, Pyo Yoontae os observava em silêncio ao lado, com uma expressão nada agradável.
Irritava-o ver Jeongseo falar de forma tão casual e aberta com alguém, mesmo sendo sua própria mãe.
Racionalmente, ele sabia que não havia motivo para se incomodar, mas o sentimento não desaparecia.
— Você vai voltar de ônibus ou quer que a gente peça pro motorista te deixar?
— Vou de ônibus!
Não parecia certo incomodar o motorista em um domingo.
Pyo Yoontae assentiu, como se já esperasse essa resposta, e perguntou:
— São 8:36 agora. Que horas passa o ônibus?
— Às nove! Não falta muito!
Só então os três começaram a comer de verdade.
Embora não conseguissem terminar tudo, a comida de Han Jaehee estava deliciosa.
Jeongseo lamentou não conseguir comer mais.
No caminho para a escola, Jeongseo olhava pela janela do ônibus, segurando o celular junto ao ouvido.
— Ah, então a vovó mandou eu usar um chapéu porque estava preocupada que algo ruim pudesse acontecer comigo por eu ser uma espécie rara.
Depois que o incidente recente foi resolvido, Jeongseo ficou curioso e decidiu perguntar à mãe.
Fazia sentido, mas saber que era por causa de sua raridade o deixava com sentimentos mistos.
Ele apoiou a testa na janela gelada do ônibus, sentindo o frio se espalhar pelo corpo e arrepiar a pele.
— Então isso quer dizer que eu vou ter que voltar a usar chapéu?
— Hum… Não, você não precisa, se não quiser. Naquela época você era mais novo, e agora as leis e proteções para espécies raras estão muito mais fortes. Crimes contra espécies raras diminuíram bastante. Desde que você tome cuidado para não revelar que é um arminho, deve ficar tudo bem.
Jeongseo suspirou aliviado, mexendo nas pontas das orelhas.
— Entendi! Obrigado!
— Certo, se cuida na escola, e me liga se acontecer alguma coisa.
Ao ouvir “se acontecer alguma coisa”, Jeongseo sentiu um leve peso na consciência, mas disfarçou com uma resposta casual antes de desligar.
Ele ainda não tinha contado para a mãe ou para o irmão sobre a reação alérgica à tinta de cabelo.
Como tudo acabou bem, decidiu que era melhor guardar aquilo para si.
Jeongseo sempre acreditou que esconder algo ou mentir nunca era aceitável, independentemente da situação.
Mas naquele ano, começava a perceber que ser totalmente honesto o tempo todo nem sempre era viável.
Quanto mais pessoas entravam em sua vida e mais experiências ele vivia, mais seus valores pareciam mudar.
Enquanto refletia sobre isso, o ônibus parou.
Ele se dirigiu à porta traseira para descer e, através do vidro, viu alguém parado no ponto. Seus olhos se arregalaram.
Com um clique metálico, a porta se abriu, e Jeongseo saltou para fora com um sorriso radiante, seus cabelos brancos esvoaçando.
— Yoontae!
Pyo Yoontae estava encostado em um poste do ponto de ônibus, com as mãos nos bolsos do casaco acolchoado preto.
— Você ficou me esperando?
— Eu saí mais cedo, então achei que podia esperar. Você não está preocupado em não cobrir o cabelo?
— Não! As leis estão mais fortes agora, então crimes contra espécies raras são quase inexistentes!
— Que bom ouvir isso. Mesmo assim, toma cuidado, e vamos voltar juntos depois da escola.
Pyo Yoontae instintivamente levou a mão em direção à orelha branca de Jeongseo, mas parou no meio do caminho.
Embora o inchaço tivesse diminuído, ainda podia doer.
Ele começou a recuar a mão, mas Jeongseo inclinou a cabeça na direção dele.
Era um reflexo de tanto Yoontae tocar suas orelhas.
No começo, Jeongseo se esquivava, mas agora se inclinava como se estivesse convidando o toque.
Pyo Yoontae conteve um leve sorriso e acariciou suavemente a orelha arredondada.
— Ainda tem neve perto da minha casa. Eu fiz um boneco de neve com o Seobok. Quer ver?
Jeongseo se aproximou mais, aproveitando a sensação, e pegou o celular para mostrar as fotos.
Pyo Yoontae olhou para ele com uma expressão suave, respondendo calmamente.
Na noite anterior, depois que Jeongseo foi embora, Yoontae havia se arrependido brevemente de não ter sido mais aberto sobre seus sentimentos.
As emoções podiam mudar a qualquer momento, e Jeongseo tinha o hábito de ser amigável demais e distribuir sua atenção.
Foi essa ansiedade que o fez sair mais cedo naquele dia.
Mas ver Jeongseo sorrindo para ele e se aproximando assim o encheu de alívio.
Enquanto Jeongseo falava animadamente, eles atravessaram os portões da escola.
Um vento frio da manhã cortava o ar, e um aluno que mastigava um picolé parou ao notar Pyo Yoontae.
Ele ia cumprimentá-lo quando viu a figura de cabelos brancos ao lado e congelou.
— Não pode ser… Hayan?
A maioria dos alunos sabia que Hayan e Pyo Yoontae não se davam bem, mesmo que não fosse algo dito abertamente.
Rumores de que Hayan havia sido empurrado para o segundo lugar por Yoontae haviam se espalhado pela escola.
Por isso, ver os dois juntos era chocante.
Seu olhar desceu até as orelhas brancas e arredondadas na cabeça do outro aluno.
— Jeongseo!
As orelhas se ergueram quando Jeongseo se virou, sorrindo amplamente. Não era Hayan, afinal.
— Ah, oi, Hyunsoo!
— Espera, seu cabelo…?
— Ah!
Hyunsoo apontou para a cabeça de Jeongseo, fazendo-o rir sem jeito enquanto passava a mão pelos cabelos.
Como sempre usava o chapéu que sua avó fez, ninguém na escola sabia sobre seu cabelo branco.
Hyunsoo o observou com curiosidade, depois bateu palmas como se tivesse entendido algo.
— Você trocou de pelagem? Mas espera… você não era um arminho?
Enquanto Hyunsoo refletia se arminhos podiam ficar brancos, Pyo Yoontae passou o braço pelos ombros de Jeongseo, puxando-o para mais perto.
— Está frio. Vamos entrar.
Ignorando completamente Hyunsoo, Pyo Yoontae guiou Jeongseo em direção ao prédio da escola.
Embora já esperasse reações assim, a ideia de mais pessoas demonstrarem interesse em Jeongseo deixava um gosto amargo em sua boca.
Ainda assim… aquilo logo passaria.
Mas aquilo era um engano de Pyo Yoontae.
No ano anterior, havia se espalhado pela escola o boato de que Seo Jeongseo usava um chapéu estranho e peludo porque havia passado por uma “troca de pelagem” branca.
Até mesmo alunos do terceiro ano não conseguiam evitar olhar para a turma 4 do segundo ano ao passar.
Em uma escola pequena como aquela, até um aluno de cabelo comprido cortar o cabelo curto já chamava atenção.
Uma mudança de cor de cabelo, então, causaria um alvoroço ainda maior — algo que Pyo Yoontae não havia previsto.
— Uau… seu cabelo branco é realmente muito bonito. Mas ele é assim com essas mechas?
Encostado na janela do corredor, Yeonwoo observava Jeongseo com os olhos brilhando.
Jeongseo, envergonhado, coçou a nuca e balançou a cabeça.
— É porque eu tentei pintar, mas não deu certo…
— Pintar? Não pinta. Está perfeito assim.
Depois de conversar algumas vezes com Jeongseo, Yeonwoo já se sentia à vontade para falar com ele mesmo sem os outros amigos por perto.
A essa altura, Yeonwoo parecia não se importar mais com Pyo Yoontae — depois de alguns olhares discretos no início, agora nem se dava ao trabalho de olhar para ele.
Enquanto Yeonwoo e Jeongseo conversavam, a porta dos fundos da sala se abriu, e Hayan entrou.
Ao ver Jeongseo, Hayan caminhou rapidamente em direção a ele.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna
Ler Beast Alert Yaoi Mangá Online
Sinopse:
“Predadores, nem falem comigo.”
Um alfa dominante, um transmorfo de pantera negra e herdeiro de um chaebol.
Yoontae, que parece o herói de um drama de TV, se muda para a cidade rural de Jeongseo, dizendo que está à procura de seu “primeiro amor”.
Jeongseo, um feroz transmorfo de doninha, odeia predadores!
Ele achou que fazer amigos estava fora de questão desta vez também…
— Jeongseo, seja meu amigo.
— E-eu não faço amizade com pessoas de gênio ruim.
Por algum motivo, Yoontae continua se envolvendo com Jeongseo.
Mas o que ele deve fazer?
Parece que o “primeiro amor” que Yoontae está procurando… provavelmente é Jeongseo.
— Então, o que você faria se encontrasse seu primeiro amor?
— Eu acasalaria com ele na hora.
“Certo, eu nunca posso deixar que ele descubra!”
Mas Jeongseo não sabe. Já é tarde demais.
Nome alternativo: Predator Alert