Ler Beast Alert – Capítulo 64 Online

❀ Capítulo 64
O ar se encheu com um leve aroma doce de chocolate, e seus olhares entrelaçados vacilaram.
Embora nenhum dos dois dissesse nada, ambos sabiam que a atmosfera havia se tornado estranhamente íntima.
O calor percorreu o corpo de Jeongseo, fazendo com que ele instintivamente se encolhesse e recuasse.
Sua respiração ficou irregular, e uma sensação desconhecida de formigamento se espalhou de sua garganta para todo o corpo.
Ele percebeu rapidamente o que estava acontecendo.
Era um cio.
No quarto fechado, sem mais ninguém por perto, o olhar trêmulo de Jeongseo vagou ao redor antes de se fixar em Yoontae.
Desde que aquilo começou, Yoontae não disse uma única palavra.
Seus olhos dourados, normalmente brilhantes, haviam escurecido consideravelmente.
— Y-Yoontae…
Quando Jeongseo abriu a boca para falar, o aroma intenso de feromônios escapou por seus lábios, fazendo sua visão ficar branca e suas pernas cederem.
Soltando um som fraco, seus instintos gritavam que ele precisava se afastar, mas seu corpo se recusava a obedecer.
Por que agora? Por que outro cio?
Ele havia sido diligente ao tomar seus supressores de feromônio, e o próximo só deveria ocorrer dali a um mês e meio.
“Tipos recessivos com baixos níveis de feromônio podem, às vezes, apresentar reações intensificadas quando próximos de um parceiro forte e compatível.”
Seria porque ele era recessivo, e Yoontae dominante?
Embora soubesse que o controle durante um cio era quase impossível, ele não podia deixar que aquilo continuasse acontecendo.
Isso atrapalharia sua vida.
Mas se afastar de Yoontae era impensável.
Por enquanto, ele sabia que não podia ficar ali.
Sua respiração se acelerava, e seus pensamentos se tornavam nebulosos.
Reunindo o pouco foco que lhe restava, tentou pegar sua bolsa — mas Yoontae já estava à sua frente.
— Não chegue mais perto…
Jeongseo estendeu a mão, tentando empurrá-lo, mas ela foi rapidamente segurada.
Seus olhos arregalados, tingidos de medo, fizeram Yoontae engolir em seco e franzir a testa.
— Droga…
Murmurando baixo, Yoontae puxou Jeongseo para si.
Sem forças para resistir, a cabeça de Jeongseo acabou pressionada contra o peito de Yoontae.
Envolto em seus braços, o aroma intenso se tornou ainda mais denso, fazendo o coração de Jeongseo disparar de forma irregular e seu corpo reagir de maneiras que ele não conseguia controlar.
Mesmo lutando, Yoontae apenas o apertou mais, os braços firmemente ao redor dele.
A pressão contra sua bochecha, combinada com os feromônios, o deixou ofegante.
Uma respiração quente roçou a nuca de Jeongseo, enviando arrepios por sua pele.
A mão de Yoontae, apoiada em suas costas, deslizou suavemente sobre o tecido do uniforme, o movimento sutil fazendo Jeongseo soltar um suspiro carregado.
— E-eu tenho remédio… na minha bolsa. Me solta…
— Quem mandou você espalhar seu cheiro assim?
Preso no abraço de Pyo Yoontae, cada respiração de Jeongseo estava preenchida com o aroma dele.
Era a primeira vez que ele era exposto a uma quantidade tão intensa de feromônios, deixando sua mente turva e saturada.
Pyo Yoontae enterrou o rosto na nuca de Jeongseo, esfregando-se insistentemente, até que, finalmente, orelhas negras e uma cauda surgiram.
A ponta da cauda preta de Jeongseo balançava suavemente no chão, enquanto um som baixo, quase um ronronar, vibrava no fundo da garganta de Pyo Yoontae.
Era como se ele não quisesse soltá-lo, mas também não pudesse avançar além disso, apenas mantendo-o firme em seus braços.
À medida que seus feromônios se intensificavam, o aperto de Yoontae em Jeongseo se tornava ainda mais forte.
Em certo momento, como se buscasse afeto, ele soltou um longo suspiro e apoiou a testa na nuca de Jeongseo.
Então, justamente quando suas mãos, que envolviam as costas de Jeongseo, começaram a deslizar para baixo, Jeongseo, que havia se aninhado inconscientemente ainda mais em seus braços enquanto sua mente se apagava, de repente recuperou os sentidos.
— Não, você não pode!
Assustado, Jeongseo empurrou o peito de Pyo Yoontae com ambas as mãos.
Felizmente, Yoontae recuou facilmente.
Quando ele afastou o rosto que estivera pressionado contra o pescoço de Jeongseo o tempo todo, o frescor repentino em sua nuca úmida pareceu estranhamente frio.
— Jeongseo — disse Yoontae.
Sua voz estava incomumente baixa naquele dia.
Jeongseo, que tentava se soltar, ergueu a cabeça.
Os olhos amarelos que encontraram os seus se estreitaram, depois se abriram, exalando uma intimidação primitiva.
Jeongseo recuou instintivamente.
Se eu continuar assim, vou ser devorado, pensou, enquanto suas orelhas castanhas caíam e o calor subia até seus olhos.
Tremendo, ele gaguejou:
— Eu… eu não quero… ter filhos agora.
Suas bochechas coradas e olhos marejados fizeram as pálpebras de Pyo Yoontae tremerem levemente.
Ao observá-lo exalar doçura, Yoontae sentiu sua paciência desgastada não apenas desaparecer, mas começar a sufocá-lo.
Pyo Yoontae respirou fundo para se acalmar, mas percebeu que inspirar só piorava tudo.
Prendendo a respiração, tentou recuperar o controle.
Ele não conseguia dizer se o calor crescente em suas mãos, apoiadas nas costas de Jeongseo, era culpa sua ou de Jeongseo.
Quando voltou a olhar para o rosto dele, cerrou a mandíbula.
Sua expressão estava à beira do choro, insuportavelmente adorável, fazendo Yoontae querer deixá-lo chorar — mas ele não podia permitir isso.
Apegando-se por um fio à própria razão, Yoontae finalmente soltou Jeongseo.
Este imediatamente correu até a bolsa e tirou um frasco de comprimidos.
Suas pernas trêmulas mal conseguiam sustentá-lo.
Quando Yoontae se levantou, Jeongseo, engolindo apressadamente água e os comprimidos, se encolheu e lançou um olhar cauteloso para ele.
— Está tudo bem — disse Yoontae.
— Eu vou sair do quarto. Vou chamar o motorista para você… apenas espere aqui um pouco.
Deixando um pedido de desculpas baixo, Yoontae saiu do quarto.
Só então Jeongseo relaxou a tensão em seu corpo.
Embora o ambiente ainda carregasse um leve resquício do aroma de Yoontae, seja porque o remédio agia rápido ou porque Yoontae havia saído, seus pensamentos dispersos começaram a se organizar.
O que foi aquilo agora?
Jeongseo soltou um longo suspiro, esfregando o rosto quente com a mão.
“Eu só vim aqui fazer um trabalho… Yoontae deve ter ficado tão surpreso quanto eu. Se ele continuar sendo arrastado pelos meus cios repentinos, será que não vai começar a se sentir desconfortável perto de mim?”
Com o humor despencando, Jeongseo abraçou os joelhos e enterrou o rosto.
Mesmo assim, inconscientemente, ele buscava o aroma invernal que ainda permanecia no ar.
Depois que Jeongseo chegou em casa em segurança, Pyo Yoontae desabou na cama, o rosto ainda corado pelo calor.
A doçura agora suave no ar o deixava inquieto.
Por impulso, ele enterrou o rosto no bichinho branco que Jeongseo havia manuseado, esfregando-se nele.
De alguma forma, ainda carregava um leve cheiro de chocolate.
— …Eu já imaginava.
Um dos motivos pelos quais Yoontae hesitou em trazer Jeongseo para casa naquele dia era porque seu período de rut estava se aproximando.
Embora não fosse algo que surgisse de repente, e normalmente fosse controlável com medicação, ele não esperava que o cio de Jeongseo se alinhasse tão perfeitamente ao seu.
O ciclo de cio de Jeongseo sempre foi um mistério para Yoontae, embora soubesse que ele era recessivo.
Recessivos geralmente entram no cio apenas uma vez a cada seis meses ou um ano.
No entanto, julgando pela reação de Jeongseo da última vez — e agora —, estava claro que aquilo era um cio inesperado.
Yoontae já ouvira dizer que recessivos inconscientemente sincronizam seus ciclos com dominantes que preferem, embora isso não fosse cientificamente comprovado.
Ele sempre descartou isso como um boato tolo.
Agora, queria acreditar.
Se Jeongseo gostava tanto dele assim…
— Eu… eu não quero… ter filhos agora.
A voz trêmula ecoou em sua mente, despertando algo profundo dentro dele.
“Agora não” significava que, no futuro, talvez estivesse tudo bem.
Pensando assim, Yoontae decidiu que poderia esperar até que Jeongseo estivesse pronto para dizer isso por conta própria.
Mesmo que Jeongseo não sentisse o mesmo que ele, não importava.
Ele apenas o amaria o suficiente para compensar isso.
Lutando contra o calor crescente em seu corpo, Yoontae trancou a porta.
O cio de Jeongseo durou mais do que da última vez, mantendo-o em um estado confuso e avassalador por dois dias inteiros antes que pudesse voltar à escola.
Yoontae, por outro lado, precisou faltar ainda mais.
Quando finalmente voltou na semana seguinte, Jeongseo se sentiu estranhamente constrangido ao vê-lo novamente.
Embora tivesse enviado mensagens pedindo desculpas pelo cio repentino, a lembrança do toque de Yoontae, de seu aroma e de sua respiração quente voltava com força, não importava o quanto ele tentasse suprimir.
Ele disse a si mesmo para agir normalmente — como se nada tivesse acontecido.
Se exagerasse, Yoontae poderia se afastar, e isso era a última coisa que Jeongseo queria.
Chegando à sala mais cedo do que o habitual, sentou-se em sua carteira, tentando se recompor em silêncio.
Enquanto se perdia em pensamentos, o som de passos firmes se aproximou.
A porta da frente se abriu, e os olhos de Jeongseo encontraram os de Yoontae.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna
Ler Beast Alert Yaoi Mangá Online
Sinopse:
“Predadores, nem falem comigo.”
Um alfa dominante, um transmorfo de pantera negra e herdeiro de um chaebol.
Yoontae, que parece o herói de um drama de TV, se muda para a cidade rural de Jeongseo, dizendo que está à procura de seu “primeiro amor”.
Jeongseo, um feroz transmorfo de doninha, odeia predadores!
Ele achou que fazer amigos estava fora de questão desta vez também…
— Jeongseo, seja meu amigo.
— E-eu não faço amizade com pessoas de gênio ruim.
Por algum motivo, Yoontae continua se envolvendo com Jeongseo.
Mas o que ele deve fazer?
Parece que o “primeiro amor” que Yoontae está procurando… provavelmente é Jeongseo.
— Então, o que você faria se encontrasse seu primeiro amor?
— Eu acasalaria com ele na hora.
“Certo, eu nunca posso deixar que ele descubra!”
Mas Jeongseo não sabe. Já é tarde demais.
Nome alternativo: Predator Alert