Ler Beast Alert – Capítulo 54 Online

❀ Capítulo 54
— Jeongseo!
A cabeça e as patas dianteiras da doninha desapareceram completamente dentro da boca do cachorro, deixando apenas a parte traseira pendurada, mole, do lado de fora.
Balançando como um pêndulo, a doninha ficava presa na boca do cão, seu corpo oscilando a cada sacudida de cabeça.
Seo Kanghyun correu até eles e abriu à força a mandíbula de Seobok, obrigando o cachorro a soltar a doninha.
Com um som surdo, ela caiu no chão.
Coberta de baba, sacudiu o corpo vigorosamente para se livrar da sujeira grudenta na parte superior.
— Jeongseo, você está bem?
Kanghyun se aproximou, pegou a doninha e se afastou de Seobok.
O cachorro inclinou a cabeça, abanando o rabo como se nada tivesse acontecido.
Mas Kanghyun tinha visto tudo — o cachorro havia mordido seu irmão sem qualquer hesitação momentos antes.
— Pequeno, acho que esse cachorro pode ser perigoso.
Kanghyun olhou para Seobok com cautela enquanto levava a doninha de volta para o quarto, sem saber quando o animal poderia atacar de novo.
Mas antes que pudesse se afastar, a pequena doninha se contorceu, escapou de seus braços e correu em direção a Seobok, que ainda estava sentado tranquilamente.
— Espera, não vai! — Kanghyun correu atrás, mas Jeongseo chegou primeiro até o cachorro.
A doninha soltou um pequeno som.
Seobok respondeu com um latido animado, abaixando a parte da frente do corpo, levantando o traseiro e começando a pular ao redor de forma brincalhona.
Seu rabo abanando e sua empolgação eram inconfundíveis.
Kanghyun parou, observando a cena bizarra.
…É assim que os animais brincam normalmente?
Ele ficou ali, atônito, enquanto a pequena doninha disparava e Seobok a seguia de perto.
A cena lembrava assustadoramente um predador perseguindo sua presa, fazendo o coração de Kanghyun afundar.
Mas, para seu alívio, Seobok não mordeu Jeongseo novamente.
Em vez disso, os dois correram pela casa, enchendo o ambiente com sons de pura bagunça brincalhona.
Kanghyun, agora reduzido a espectador, sentou-se no sofá para observá-los.
Ele não pôde deixar de pensar como era uma sorte morarem em uma casa independente.
O tempo em Seul passou rápido e, antes que percebessem, chegou o dia anterior ao retorno para Dangang.
Kanghyun e a mãe estavam frequentemente ocupados demais com o trabalho para sequer conseguirem fazer refeições juntos.
Ainda assim, Jeongseo, entendendo os esforços deles para cuidar dele sempre que podiam, não se sentia sozinho.
Deitado de bruços no sofá, ele mexia distraidamente na ponta do tapete estendido no chão.
Será que hoje todo mundo vai chegar tarde de novo?
Ele olhou para o relógio na parede — passava um pouco das quatro da tarde.
“Espero que a gente consiga jantar junto hoje. Será que eu ligo pra eles?”
Estava imerso em pensamentos quando o som da porta sendo destrancada o tirou disso.
— Filho, chegamos!
As vozes eram de Kanghyun e da mãe.
Jeongseo pensou que talvez tivesse visto a hora errada, mas o relógio ainda marcava 16h16.
— Por que vocês chegaram tão cedo?
Animado, Jeongseo se levantou e correu até a entrada, mas parou de repente.
Um cheiro, ao mesmo tempo estranho e familiar, invadiu o ambiente.
A última pessoa a entrar fez seus olhos se arregalarem de surpresa.
— Jeongseo!
A voz grave e a figura imponente pertenciam a ninguém menos que seu pai, So Taebaek.
Totalmente despreparado para vê-lo, Jeongseo ficou paralisado.
Taebaek sorriu para o filho e, com uma mão enorme, o ergueu.
— P-Pai?
— Você cresceu tanto! Mas por que está tão magro?
A última vez que Jeongseo tinha visto o pai foi dois verões atrás, quase dois anos.
Como ele passava muito tempo no exterior por causa do trabalho, os encontros eram sempre raros.
O reencontro inesperado deixou Jeongseo estranhamente sem jeito.
Enquanto Taebaek o girava alegremente, Jeongseo sorriu timidamente, sua cauda balançando levemente no ar.
— Você está bem, pai?
— Eu estava solitário e miserável! Achei que ia morrer! Senti tanta falta de casa. Você não sentiu minha falta? Por que parece tão indiferente?
Taebaek abraçou o filho com força, esfregando o rosto grande contra a cabeça de Jeongseo.
Observando de lado, Kanghyun riu e puxou Jeongseo com cuidado.
— Pai, o Jeongseo está desconfortável. Você ainda acha que ele é uma criança?
— Ele sempre vai ser uma criança pra mim! Nem pense em dizer o contrário pelos próximos trinta anos.
A risada alta de Taebaek era contagiante, e logo Kanghyun começou a rir também.
Jeongseo olhou hesitante para o pai, depois deu um passo à frente e o abraçou, murmurando em voz baixa:
— Eu também senti sua falta, pai…
O corpo grande de Taebaek fazia Jeongseo parecer ainda menor.
Com as bochechas coradas pressionadas contra o peito do pai, Taebaek segurou o riso, enquanto Kanghyun levava a mão ao peito dramaticamente.
— Q-que fofo…
Assim, o último dia em Seul terminou com toda a família reunida, feliz.
No primeiro dia de agosto, Jeongseo estava no ponto de ônibus, nervoso e animado ao mesmo tempo.
Ao conferir o celular, viu que eram 12h30.
Ainda faltavam 15 minutos para o ônibus chegar.
Ansioso demais, ele tinha saído de casa cedo demais.
Hoje era o dia em que Pyo Yoontae iria visitá-lo.
A casa tinha sido completamente limpa no dia anterior, e Seobok até tomou banho.
Embora estivesse empolgado com a visita, Jeongseo também estava nervoso — nunca tinha convidado alguém para sua casa antes.
Seu coração batia acelerado de expectativa.
Para completar, amanhã era o aniversário de Pyo Yoontae.
Jeongseo havia comprado um bolo escondido e o guardado na geladeira.
Ele até pensou em fazer um bolo, mas sem forno e sem experiência, decidiu deixar isso para outra vez.
Enquanto andava inquieto pelo ponto, incapaz de ficar parado sob o sol de verão, seu celular vibrou.
[“Pyo Yoontae: Estou chegando.”]
Já passou tudo isso de tempo?
Jeongseo olhou para a estrada bem no momento em que o ônibus se aproximava.
O veículo parou, as portas se abriram, e Pyo Yoontae desceu.
— Yoontae!
Jeongseo correu para recebê-lo.
Vestindo uma camiseta de manga curta, bermuda até o joelho e um boné, Pyo Yoontae acenou com um sorriso caloroso.
— Há quanto tempo você está esperando?
Pyo Yoontae estendeu a mão e tocou de leve a bochecha de Jeongseo.
O calor do sol deixava ambos levemente corados.
Surpreso com o toque, Jeongseo se encolheu, mas logo abriu um sorriso.
— A viagem deve ter sido longa. Você está bem? As estradas ruins te deixaram enjoado?
— Foi longa, sim. Mas eu não passo mal em viagens, então estou bem.
— Ainda bem! Minha casa fica a uns 20 minutos a pé daqui!
…Mais 20 minutos?
Pyo Yoontae ergueu uma sobrancelha, surpreso com o quão afastada era a casa de Jeongseo.
Agora ele entendia por que Jeongseo parecia dormir tão cedo.
Conversando para se distrair do calor, os dois caminharam sempre que possível pela sombra.
Jeongseo contou animadamente sobre seu tempo em Seul, enquanto Pyo Yoontae ouvia, respondendo ocasionalmente.
— Ah, aquele portão verde ali — é a minha casa!
Apontando animado para o portão verde no fim do caminho, Jeongseo foi na frente.
Ao contrário do que Pyo Yoontae imaginava, a casa não ficava sombreada pela montanha — o lugar era surpreendentemente iluminado.
Parando diante do portão, Jeongseo hesitou.
— O Seobok é bem treinado, mas fica desconfiado com estranhos. Ele está preso, mas a coleira é longa, então deixa eu segurar ele primeiro. Só um instante.
Jeongseo entrou primeiro e, momentos depois, chamou Yoontae para entrar.
Ao atravessar o portão, Pyo Yoontae viu Jeongseo segurando a guia de um grande cão-lobo no meio do quintal.
O olhar afiado de Seobok se fixou imediatamente no recém-chegado.
— Então esse é o Seobok — murmurou Pyo Yoontae, dando um passo à frente.
Mas antes que pudesse dizer mais, Seobok se abaixou e rapidamente se escondeu atrás de Jeongseo.
A reação inesperada surpreendeu ainda mais o próprio Jeongseo.
— Seobok?
Com o rosto escondido na panturrilha de Jeongseo, o cachorro não conseguia sequer levantar a cabeça, mesmo sendo chamado.
Ele nunca tinha tido medo de ninguém antes…!
Mais uma vez, isso deixou claro para Jeongseo — Pyo Yoontae era, sem dúvida, um predador.
Sem saber o que fazer em uma situação assim, ele hesitou.
Foi então que Pyo Yoontae se agachou.
— Vem aqui.
Ele fez um gesto com os dedos, de forma despreocupada, quase parecendo um delinquente chamando alguém.
Provavelmente estava chamando Seobok, mas o cachorro não obedecia ninguém além de Jeongseo.
Bem, às vezes obedecia ao irmão dele depois de vê-lo algumas vezes, mas só.
E além disso, Yoontae nem sequer usou o nome dele — não tinha como Seobok ir!
Naturalmente, Jeongseo achou que ele não iria responder.
— Nem pensar!
Mas Seobok hesitou e então caminhou até Yoontae, deitando-se completamente no chão diante dele, com o rabo balançando levemente.
Os lábios de Yoontae se curvaram em um sorriso.
— Você estava certo. Ele é um cachorro inteligente.
Por algum motivo, Jeongseo sentiu uma estranha sensação de traição.
Depois de terminar o almoço que Jeongseo havia preparado, Pyo Yoontae não conseguiu ficar parado e começou a andar pela casa, explorando.
Isso em si não era problema, mas… Jeongseo inclinou a cabeça.
Por que ele está esfregando em tudo assim?
Enquanto observava o quarto de Jeongseo, Yoontae roçou o ombro contra a parede.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna
Ler Beast Alert Yaoi Mangá Online
Sinopse:
“Predadores, nem falem comigo.”
Um alfa dominante, um transmorfo de pantera negra e herdeiro de um chaebol.
Yoontae, que parece o herói de um drama de TV, se muda para a cidade rural de Jeongseo, dizendo que está à procura de seu “primeiro amor”.
Jeongseo, um feroz transmorfo de doninha, odeia predadores!
Ele achou que fazer amigos estava fora de questão desta vez também…
— Jeongseo, seja meu amigo.
— E-eu não faço amizade com pessoas de gênio ruim.
Por algum motivo, Yoontae continua se envolvendo com Jeongseo.
Mas o que ele deve fazer?
Parece que o “primeiro amor” que Yoontae está procurando… provavelmente é Jeongseo.
— Então, o que você faria se encontrasse seu primeiro amor?
— Eu acasalaria com ele na hora.
“Certo, eu nunca posso deixar que ele descubra!”
Mas Jeongseo não sabe. Já é tarde demais.
Nome alternativo: Predator Alert