Ler Beast Alert – Capítulo 10 Online


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❀ Capítulo 10

​Seo Kanghyun caiu para trás, e o recipiente com os acompanhamentos espatifou-se no chão. Jeongseo correu rapidamente em sua direção.
​— cachorrinho!
​O cão acabou investindo contra Seo Kanghyun, exibindo o focinho longo e revelando dentes afiados. Aquilo não era apenas um cachorro — era um lobo. No momento em que Seo Kanghyun estava prestes a gritar, seu rosto ficou pálido e ele apertou os olhos com força.
​— Se você morder o meu irmão, eu vou ficar bravo com você!
— Bravo com você, bravo com você — a voz de Jeongseo ecoou alto.
​A boca do animal, que estava a centímetros da garganta de Seo Kanghyun, congelou. Aproveitando o momento, Jeongseo envolveu a cintura do cão com os braços e o puxou para trás.
​— Cuidado, não faça isso!
​Contrariando o alarme de Seo Kanghyun, o cão permitiu docilmente que o puxassem. A postura feroz desapareceu enquanto o animal abaixava as orelhas longas e verticais, olhando para Jeongseo. Os olhos pretos brilhavam como se lágrimas estivessem surgindo.
​Ao ver aqueles olhos, Jeongseo sentiu subitamente uma pontada de tristeza. O cão soltou um ganido fraco e desanimado.
​— Não, eu não estou bravo com você. Eu falei sem querer.
​Só então o cão murchou completamente as orelhas, deitou-se no chão e rastejou em direção a Jeongseo. Sua cauda balançava de um lado para o outro, levantando poeira.
​Animais que foram abandonados tornam-se tímidos. A experiência de ser abruptamente expulso de uma vida confortável é inesquecível, e eles nunca querem passar por isso novamente. Jeongseo agachou-se e acariciou a cabeça do animal. A cauda do cão abanou ainda mais rápido.
​Seo Kanghyun, que observava tudo fixamente, estalou os lábios.
​— Er… Bebê, desculpe interromper este momento emocionante, mas talvez devêssemos limpar isso aqui primeiro?
​O recipiente grande jazia no chão. Felizmente, a tampa não havia saído, mas um dos lados rachou, fazendo com que um líquido vermelho escorresse. Jeongseo hesitou por um momento e depois apontou o dedo para Seo Kanghyun.
​— Totó, este é o meu irmão. Ele é da família, está bem? Você não pode ameaçá-lo.
​O cão latiu como se tivesse entendido.
​— Isso… isso é mesmo um cachorro? — Seo Kanghyun perguntou cautelosamente, e Jeongseo inclinou a cabeça.
​— Provavelmente?
​Não foi uma resposta muito confiante.

​❀ ❀ ❀

​A caixa térmica também havia sido chutada e rolada pelo cão, deixando seu conteúdo em desordem. Após limparem tudo, incluindo um acompanhamento que havia derramado do pote aberto, já passava das nove da noite.
​Jeongseo sentou-se no piso de madeira, enrolado em um cobertor, olhando para o céu. O céu noturno sem nuvens estava repleto de estrelas, quase opressor em seu brilho. Às vezes, quando olhava para o céu assim, ele sentia como se pudesse ser sugado por aquela vasta escuridão. A brisa fresca bagunçava seu cabelo castanho, e o coaxar dos sapos que acabavam de acordar do sono de inverno ecoava no ar.
​— Bebê, você não está com frio?
​Em vez de responder, Jeongseo balançou a cauda. Seu olhar permanecia fixo no céu. Seo Kanghyun, que terminara de secar o cabelo molhado com uma toalha, sentou-se ao lado dele. Ele seguiu o olhar do irmão para o céu e depois observou o cão deitado no quintal.
​— Bebê, você pretende ficar com esse cachorro? Nenhum dono veio procurá-lo?
​Os olhos castanhos profundos dele baixaram lentamente para o animal.
​— O cachorro está vagando por aqui há cerca de três semanas.
​Então ele havia sido abandonado.
​— Talvez devêssemos construir uma casinha no quintal.
— Uma casinha? — Jeongseo inclinou a cabeça com curiosidade.
— Pode ser perigoso se um cão tão grande vagar livremente pela vila. Se você vai cuidar dele, talvez seja melhor mantê-lo preso no quintal.
— Mas o cachorro não vem à nossa casa todos os dias. Ele ainda está…
​”Ele ainda está esperando pelo dono.”
​Jeongseo engoliu as palavras, sentindo uma pontada de compaixão. O cão continuava a olhar fixamente para os carros que passavam, assim como fazia na Colina Gangsan, o lugar onde fora abandonado. Ultimamente, o animal passava mais tempo em sua casa, mas tarde da noite, seus uivos lamentáveis ainda ecoavam da Colina Gangsan.
​— O cachorro provavelmente já percebeu que o dono não vai voltar. Então, por que não se tornar a nova família dele?
— Família…
— Eu me preocupo com você morando aqui sozinho também. Ter um cachorro grande por perto seria bom para a segurança.
​Seo Kanghyun desejava poder levar Jeongseo de volta para sua casa em Seul. Mas sabendo o quanto ele sentiria falta deste lugar se partisse, reprimiu seus próprios desejos egoístas.
​Um irmão que apareceu subitamente quando ele tinha 11 anos. Um recém-nascido que estava tão doente que sua sobrevivência parecia um milagre, mas que cresceu saudável e forte. Seu desejo pela felicidade de Jeongseo superava suas vontades pessoais, permitindo que ele guardasse suas esperanças para si.
​— O cachorro não ficaria infeliz se estivesse preso?
— Mas seria pior se ele ficasse preso em uma armadilha, fosse atropelado por um carro ou capturado devido a alguma reclamação.
— ….
​Ele tinha razão. A Colina Gangsan ficava nas montanhas, onde armadilhas eram frequentemente montadas para veados ou javalis, e o terreno íngreme e acidentado causava acidentes de carro frequentes.
​Jeongseo levantou-se de repente. Seo Kanghyun rapidamente segurou o cobertor que escorregava dele. Jeongseo calçou as sandálias e aproximou-se do cão. O animal, que estava deitado, ergueu as orelhas, mas sua cauda abanou levemente.
​— Totó.
​O cão abriu os olhos e levantou a cabeça.
​— Por que você não para de voltar para a Colina Gangsan e vem morar comigo? Vamos ser uma família.
​O cão abanou a cauda entusiasticamente ao som da voz de Jeongseo. Ele estava esquelético quando o encontrou pela primeira vez, mas agora havia ganhado um pouco de peso. Seo Kanghyun, que os observava com satisfação, perguntou:
​— Que tal dar um nome a ele?
​Um nome… um nome. Jeongseo encarou o cão por um momento. Sua pelagem, uma mistura de cinza, marrom e preto, era marcante e bela, e seu tamanho grande com orelhas longas e eretas lhe conferia uma aparência digna. Mas ainda havia uma tristeza inabalável em seus olhos escuros.
​— Que tal Seobok? O que acha desse nome?
​Naquele momento, o cão latiu alto. Os olhos de Jeongseo se arregalaram, e ele perguntou novamente:
​— Você gosta de Seobok?
​O cão latiu de novo, como se tivesse entendido. Jeongseo sorriu abertamente e acariciou a cabeça do animal.
​— Hyung! De agora em diante, o nome dele é Seobok!
​A voz animada pareceu aquecer o ar frio da noite. Seo Kanghyun dobrou o cobertor com cuidado e aproximou-se de Jeongseo.
​— Seobok? Isso significa “um fardo de sorte”?
— Não, eu tirei da palavra “felicidade”. Para fazê-lo feliz.
— É um nome bonito. Mas como é “So”, soa como “pequena felicidade”.
​Seo Kanghyun disse em tom de brincadeira, mas a expressão de Jeongseo, olhando para ele, era bastante séria.
​— Não, hyung. “Seo” significa “renascimento”. Significa “felicidade renascida”.
​Seo Kanghyun havia esquecido disso também. Ele murmurou baixinho:
​— É verdade, era “renascimento”.
​Se Jeongseo não tivesse mencionado hoje, ele talvez nunca se lembrasse, e nem haveria necessidade. Havia tantas outras coisas com que se preocupar que saber o caractere chinês de seu sobrenome não era uma prioridade. Pequenos detalhes são facilmente esquecidos se você não prestar atenção neles.
​— É um bom nome, Seobok.
​Seo Kanghyun afagou a cabeça de Jeongseo.
​— Vamos ao veterinário amanhã e depois compramos uma casinha, uma coleira, comida e outras coisas para o Seobok?
— Sim, parece ótimo!
​Seguindo a voz animada de Jeongseo, Seobok latiu:
​— Au, au!
​Jeongseo acordou com o som de um galo cantando. Ele espreguiçou seu corpo longo, pois sempre dormia em sua forma de doninha. Enquanto se desvencilhava do cobertor, notou um travesseiro ao seu lado, mas ninguém ali. Seu irmão havia partido na noite anterior e, mais uma vez, a casa estava vazia.
​No quarto silencioso, até o roçar do cobertor soava alto. Era uma ocorrência rotineira, mas a solidão sutil que se aproximava era inevitável. Em momentos como este, ele às vezes sentia um desejo persistente de simplesmente voltar para a casa da família em Seul.
​A doninha esticou as curtas patas dianteiras e traseiras, lambendo-as distraidamente. Ele precisava se arrumar para a escola, mas estava se sentindo preguiçoso. Enquanto a pequena doninha se remexia no cobertor, Seobok latiu do lado de fora:
​— Au!
— É mesmo, a comida do Seobok!
​Em um instante, Jeongseo transformou-se de volta em sua forma humana, embora suas orelhas e cauda ainda estivessem visíveis. Ele vestiu algumas roupas rapidamente, pegou um pouco de ração no cômodo ao lado e saiu. Seobok já estava na varanda, abanando a cauda.
​— Seobok, vamos comer.
​Seobok latiu: “Au!”. Embora estivesse preso a uma guia, ela era longa o suficiente para que ele alcançasse a maior parte do quintal. Com o som da corrente de metal se arrastando, Seobok seguiu Jeongseo. Ele havia perdido um pouco de liberdade, mas seus passos estavam mais leves do que antes.
​Jeongseo, também, não sentia mais aquela solidão vazia. Havia uma pequena placa fixada na casinha onde chegaram juntos, que dizia: “Cão-lobo, Casa do Seobok”, com a marca de uma pata desenhada desajeitadamente.
​Seobok era um cão-lobo.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

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Sinopse:
“Predadores, nem falem comigo.”
Um alfa dominante, um transmorfo de pantera negra e herdeiro de um chaebol.
Yoontae, que parece o herói de um drama de TV, se muda para a cidade rural de Jeongseo, dizendo que está à procura de seu “primeiro amor”.
Jeongseo, um feroz transmorfo de doninha, odeia predadores!
Ele achou que fazer amigos estava fora de questão desta vez também…
— Jeongseo, seja meu amigo.
— E-eu não faço amizade com pessoas de gênio ruim.
Por algum motivo, Yoontae continua se envolvendo com Jeongseo.
Mas o que ele deve fazer?
Parece que o “primeiro amor” que Yoontae está procurando… provavelmente é Jeongseo.
— Então, o que você faria se encontrasse seu primeiro amor?
— Eu acasalaria com ele na hora.
“Certo, eu nunca posso deixar que ele descubra!”
Mas Jeongseo não sabe. Já é tarde demais.
Nome alternativo: Predator Alert

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