Ler Lick me up if you can – Capítulo 70 Online

– G-verde Bell?
Em meio à animação que explodiu como se fosse algo natural, Koy gaguejou ao perguntar. Enquanto os outros membros do grupo já começavam a se dispersar, Ariel franziu a testa e o encarou.
— Sim, por quê? Tem algum problema?
— N-não, é que…
Koy desviou o olhar, hesitante, incapaz de dizer a verdade. Hoje ele realmente não tinha dinheiro. Como só trabalhava nos fins de semana, sua renda tinha diminuído significativamente — e mesmo nesses dias, acabava faltando por causa dos treinos. Do jeito que as coisas estavam, tinha medo de ser demitido. Cada centavo fazia falta.
‘Mas Sino Verde? Se fosse um restaurante fast-food baratinho ainda daria para considerar, mas Green Bell estava completamente fora de cogitação. Deveria simplesmente dizer que não poderia ir?’
No fundo, ele queria muito ir. Estava começando a se enturmar, finalmente consegui conversar e se sentir à vontade com os outros. ‘Seria ótimo poder conversar mais com eles. Queria um grupo como o de Ashley e seus amigos, mas a realidade era diferente’. Além disso, ainda tinha que comprar o uniforme de torcida. ‘No momento, não tinha mesmo de onde tirar mais dinheiro’.
Enquanto ainda lutava entre a vontade de ir e a realidade dura, Ariel desamarrou o laço que prendia seus cabelos e os soltou num movimento fluido.
— Hoje é melhor você ir. É um momento para todos compartilharem amizade.
Nesse instante, um vice-capitã apareceu atrás dela.
— Se não for, vai se arrepender. É hoje que vamos escolher o novo design do uniforme.
Com isso, Koy disse, cauteloso:
— Então… mesmo com o uniforme novo… eu ainda vou usar saia?
— Ah, claro que sim.
O vice-capitão respondeu cantando como um personagem exagerado de desenho da Disney, e logo se virou para terminar de guardar suas coisas.
‘Não dava mesmo. Preciso me controlar. Nem refrigerante posso pagar. Melhor deixar pra próxima. Haveria outra chance.
Ele tomou fôlego.
—É que…
— Não vai por causa da saia?
Ariel o interrompeu com uma expressão irritada. Koy se assustou, balançando a cabeça rapidamente.
— N-não é isso! É que… eu queria ir, mas…
— Então vá. Você não é um garoto para nós. Nem uma garota… é algo indefinido.
Será que isso é melhor do que jiromba…? Koy pensou por um momento, mas logo se recompôs.
— Não, eu sei que vocês não me veem como garoto. Claro, também não sou uma garota. Mas é que…
Ele não conseguiu terminar a frase. Ariel falou de novo:
— Vendemos sua lata velha.
— Hã?
Koy piscou, surpreso. Ariel contínua:
— Sua bicicleta velha. Meu pai vendeu.
— Vendeu? Aquilo?
Koy repetiu, incrédulo. Ariel confirmou com um aceno.
— Pois é, incrível como até sucata pode virar dinheiro, né?
— É… bom, é verdade, mas…
‘O que ela está falando’?
Ele ainda tentou entender o que aquilo fez quando Ariel completou:
— Era tão velha que só conseguia 12 dólares. Aqui.
— Hã?
De repente, ela tirou o dinheiro da carteira e estendeu para ele. Koy ficou tão surpreso que sua mente ficou em branco. Ariel insistiu com um gesto, mas ele hesitou.
— Por que tá me dando isso?
— É o dinheiro da sua sucata.
— Tá, mas…
Koy ainda não entendeu.
— Mas a bicicleta era sua. Você que me deu.
Ao ouvir isso, Ariel suspirou, olhando para o céu.
— Só aceita logo. Por que você fala tanto?
— Mas é verdade…
— Ah, sério.
Com conforto, Ariel empurrou o dinheiro no bolso da camisa molhada dele. As notas ficaram molhadas pelo suor e colaram no corpo de Koy, e antes que ele pudesse reagir, Ariel já estava de costas indo embora.
— Ninguém vacila! A reunião é importante!
Ela é completa e detalhada na direção do carro. Koy tirou com dificuldade o dinheiro grudado na pele e ficou apenas olhando para onde ela tinha ido.
***
No Green Bell, todos já haviam chegado antes de Koy. Ele era o único de bicicleta. Os outros foram de carro ou carona. Era, na verdade, uma forma indireta de dizer que ele poderia ir embora — afinal, era só um membro temporário. Mas, como sempre, Koy não entendeu o recado.
— Koy, aqui!
Um dos membros o viu primeiro na entrada e acenou animado. Eles já faziam parte do cardápio na mão escolhida pelos pedidos. Koy caminhou até elas, um tanto desajeitado.
O tempo de líderes de torcida era popular em qualquer escola. E os membros mais ainda. Vários adolescentes presentes no Green Bell os observaram discretamente. Quando Koy se juntou ao grupo, todos lançaram olhares estranhos. Envergonhado, ele foi espremer num canto da mesa.
— Já escolhemos. E você, vai comer o quê?
A vice-capitã passou o cardápio, mas Koy só tinha uma opção.
— C-coca-cola. Sem gelo.
— E mais?
— Só isso.
Ele balançou a cabeça. Mesmo com o dinheiro que Ariel deu, ainda preciso comprar o uniforme. Continuava apertado. Mas ignorar a gentileza dela também era difícil. Além disso, ele queria participar de algo assim pelo menos uma vez. Mesmo que fosse como uma figurante no meio das meninas.
— Por isso você não ganha músculos. Não vem nada.
Ariel resmungou, mas Koy apenas deu um sorriso sem graça. Logo os pedidos foram feitos e as conversas conversaram, elas falaram sobre seus namorados, maquiagem, estrelas pop favoritas… assuntos bobos, mas só de ouvir, Koy já se sentiu bem. No canto, com o rosto levemente dourado, ele ouvia tudo com atenção. Então, o sino tocou.
O que você acha que está mudando? Koy virou a cabeça instintivamente… e congelou. Com barulho e risadas, o tempo de felicidade da Buffalo High School entrou em grupo.
— Hã?
– Oh!
Eles se notaram ao mesmo tempo. Os meninos do time abriram os olhos surpresos e logo vieram em direção à mesa do time das líderes de torcida.
— Uau, vocês também estão aqui?
— O que está fazendo? Tem algum evento?
— Burro, é óbvio que viemos jantar. Por que mais viríamos a um restaurante? E vocês?
— Esses gorilas vieram destruindo o lugar de novo, né?
Apesar das provocações, todos riam. Ficava claro que se davam bem.
‘Ashley não veio…’?
Koy olhou atentamente para cada rosto. Como se adivinhasse seus pensamentos, alguém disse:
— Cadê o Ashley?
— Ah, o estacionamento estava lotado. Ele deixou o carro longe. Já deve estar vindo.
Ao ouvir isso, Koy se sentiu aliviado, mas ao mesmo tempo desconfortável. ‘Como seria Ashley numa situação assim’? Uma curiosidade cresceua. Então, os meninos sugeriram juntar-se às mesas.
— Ei, vamos mudar pra lá? Aqui tá apertado.
A ideia veio do Bill, e ninguém se opôs. As garotas pegaram seus copos, e os garotos logo puxaram cadeiras para que elas se sentassem.
Quando Ariel também se disse, Koy foi até ela.
— Ei… Al…
Ela virou o rosto. Koy, um pouco sem jeito, tomou coragem.
— Sobre antes… eu não consegui dizer, mas… obrigado. Pela bicicleta, e por tudo…
— Tudo bem. E não quero mais falar sobre isso. Fiz porque quis. Se você não está se sentindo mal, já está ótimo.
— Por que eu me sentiria mal? Claro que não!
Koy ficou surpreso. Ariel lançou um olhar de canto antes de desviar o rosto.
— Talvez eu tenha passado dos limites. Se está de boa, melhor assim.
Ao dizer isso, as bochechas dela ficaram mais coradas. Koy ficou surpreso. ‘Aquela Ariel… envergonhada’? Já era estranho o suficiente receber tamanha gentileza dela, mas ver a envergonhada era ainda mais inesperada. O coração de Koy se encheu de gratidão e carinho por ela.
—Al…
Ele murmurou o nome dela, pronto para segui-la, quando o sino tocou de novo. A porta se abriu e Ashley entrou. Ele deu uma olhada geral no ambiente e, ao ver Koy primeiro, abriu um largo sorriso, mas logo parou. Os olhos de Ashley passaram de Koy para Ariel, que estava perto demais dele, e depois voltaram para Koy.
‘O que vocês estão fazendo…’?
A pergunta parecia ter sido dita em voz alta. As garotas do tempo se cochichavam, e em seguida se dividiram em dois grupos, cercando Ashley e Ariel.
— Vem, senta logo.
— O que está esperando? Vamos começar!
Rindo e conversando, puxaram os dois e os colocaram lado a lado. Em seguida, preencheram rapidamente os lugares ao redor com membros do time de líderes de torcida e do familiar.
Enquanto tudo isso acontecia, Koy, parado, só poderia observar. E acabou sentado no lugar mais distante de Ashley.
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Continua….
Tradução: Ana Luiza
Revisão: Thaís
Ler Lick me up if you can Yaoi Mangá Online
Ídolo da escola, Ashley Miller. Connor Niles, que é tímido e não tem amigos, torna-se sócio de Ashley Miller, uma estrela do hóquei no gelo, aleatoriamente um dia quando está desesperado por notas por causa das suas notas. “Vamos começar hoje. Não seria melhor para você terminar rapidamente?” “Espere, Ashley. Não, Ash, espere!” Koi, que assumiu a tarefa devido à perda de contato com ele. Ainda assim, a tarefa foi concluída com sucesso, e Ashley se sentiu culpado por Koi que veio com um emprego de meio período para ajudá-lo, pois estava sendo intimidado por seus colegas de classe. A bondade que veio até ele pela primeira vez assim aquecendo o coração de Koi. “Vamos, a hora do almoço acabou. Connor Niles.” ‘Talvez isso tudo seja um sonho?’ Único amigo. Para Koi, que sempre foi um solitário, Ashley Miller se tornou um ser importante assim em um instante. No entanto, depois de ouvir a notícia de que ele está doente, Koi visita impulsivamente a casa e, sem querer, descobre o segredo de Ashley…? “Seus olhos estão roxo…Você se manifestou?”
Nome alternativo: Lick Me If You Can