Ler Lick me up if you can – Capítulo 59 Online

A acusação direta e sem filtros de Ariel fez Koy se sobressaltar e negar de imediato.
— J-jiromba? Nem chega perto.
Foi o máximo que Koy conseguiu contestar, mas é claro que aquilo não afetou nada de Ariel. Ela soltou um “hum” pelo nariz, jogou os cabelos amarrados para trás do ombro e disse com um toque de desprezo:
— Deveria agradecer por isso. Desde o início, na nossa divisão, até o peperoncino (tipo de pimenta) é proibido.
Era uma forma de dizer que aquilo era realizado. Todos riram, mas para eles a situação era bem séria. Ariel contínua:
— Até a gente decidir aceitar um homem, houve muita oposição interna, muito debate. Mas fazer o quê? Já foram cinco casos assim, então é natural, no fim das contas.
—Cinco? Não eram só dois?
Koy, surpreso, arregalou os olhos, e Ariel tapou a boca com uma mão, soltando um leve “ops”. Um silêncio estranho se instalou, como se ela tivesse falado demais, mas logo ela suspirou como quem desistiu de esconder e falou:
— Foram cinco. Isso era segredo, mas…
Ela então olhou para Koy com firmeza.
— Agora que você também faz parte da nossa divisão, é melhor ficar de boca fechada.
E contínuo:
— Já estamos numa situação em que ninguém mais quer entrar para o tempo de líderes de torcida. Se continuar assim, com menos integrantes, o tempo vai ser desfeito. Não podemos deixar isso acontecer de jeito nenhum.
Com a expressão mais séria de todas, Ariel disse com força:
— Por isso, você precisa se sair muito bem, entendeu?
Ela empurrou o peito de Koy com o dedo indicador, o fazendo recuar, e arregalou os olhos com ameaça.
— Se não fizer direito, eu não vou deixar barato.
— T-Tá bom…
Koy respondeu sem pensar, pressionado pela intensidade dela. Ariel assentiu satisfeito e satisfeito por ele, saindo para a rua. Quando você tirou a chave do bolso e abriu o botão, as portas do carro estacionadas na calçada se abriram e ela olhou para trás e tentou:
— Coloque uma bicicleta.
— Hã?
Koy, confuso, perguntou. Ela, já indo em direção ao banco do motorista, respondeu:
— Vou te levar para casa. Então coloque uma bicicleta aí. Rápido.
—Ah…
Sem tempo de questionar mais nada, Ariel já tinha entrado no carro. Koy, ainda meio perdido, correu até o porta-malas com a bicicleta e a colocou dentro.
— Eu posso ir sozinho.
— Logotipo de entrada. Tô cansada.
Ariel respondeu irritada, colocando o cinto. Koy, apressado, fez o que ela mandou, fechou as portas-malas e entrou no banco do passageiro.
— O-obrigado…
— Coloca o cinto.
Mastigando um chiclete, Ariel ligou o carro. Com uma mão no volante, abriu o controle remoto do quebra-sol e fechou a garagem com habilidade, dando uma volta suave para sair do bairro. Koy, ainda atordoado, piscava várias vezes, sentado ao lado dela, a caminho de casa. As lágrimas que antes corriam em seu rosto já estavam completamente secas.
***
O carro de Ariel chegou rapidamente à rua onde Koy morava. Ele pediu para que ela parasse na calçada, puxou cuidadosamente a bicicleta do porta-malas e se virou para agradecer enquanto ela ainda estava no banco do motorista.
— Obrigado, Al. Posso… posso ligar para Al?
Koy perguntou timidamente. Ariel deu de ombros e respondeu:
— Você não é meu amigo, mas vou deixar. Afinal, estamos na mesma divisão… mesmo que só por um tempo.
— Ah… tá.
Koy, então, se perguntou: “Será que, enquanto eu estiver na mesma divisão, eu serei amigo da Ariel?”
Mas é claro que ele não teve coragem de perguntar em voz alta. Ariel começou a fazer um balão com um chiclete e arranjar com o carro. Koy ficou parado, vendo o carro dela se afastar, e então se virou. A bicicleta parecia mais leve que nunca, mas os passos dele, indo para casa, eram pesados.
Ariel estava estacionado exatamente no mesmo lugar onde Ashley o deixou da última vez. Ao se lembrar disso, a tristeza que ele tinha esquecido por um momento voltou e tomou conta de seu peito. “Será que aquilo tudo foi real?” — uma dúvida surgiu, mas ele sabia uma resposta. Tinha certeza de que não era sonho, nem um mal-entendido.
Com o nariz começando a arder, ele agrediu andando. O familiar trailer estava com as luzes apagadas, como sempre. Entrou, tomou banho, subiu devagar para a cama e se deitou. Ao encolher o corpo e fechar os olhos, surpreendentemente, o sono veio rápido. Koy dormiu profundamente, sem sonhar.
***
Na manhã seguinte, Ashley concordou com o humor péssimo. Ou melhor, ele já estava de mau humor desde a noite anterior. Passou quase duas horas procurando por Koy, mas não conseguiu encontrá-lo e teve que voltar para casa.
“Se eu comentar, teria insistido em saber onde ele mora…”
Era tarde para se arrepender. Tudo o que ele poderia fazer agora era ir à escola o mais cedo possível e perguntar o que tinha acontecido. Depois de um tempo inquieto, ele acordou mais cedo do que de costume e se arrumou imediatamente. Era a única maneira de encontrar Koy — desde que ele não faltasse à aula.
“Ele não vai faltar… né?”
Pensou, sentado ao volante. Se Koy também tivesse faltado, então algo muito grave aconteceu.
“Espero que você esteja tudo bem, Koy.”
Com o coração apertado, segurou o volante com uma mão e passou a outra com força pelos cabelos. O caminho até a escola parecia interminável.
***
– Cinzas!
Como sempre, Bill foi o primeiro a vê-lo e acenou. Ashley, tentando conter a segurança por causa da noite mal dormida, apenas tocou levemente a mão cortada dele como cumprimento.
— O que você fez ontem? Tá parecendo um zumbi.
Bill perguntou, curioso. Ashley respondeu de forma vaga:
— Nada demais.
— Ah… é?
Percebendo que havia algo estranho, Bill disfarçou e começou a falar de coisas planejadas — sobre o cachorro, tarefas escolares, essas coisas. Ashley respondeu mecanicamente enquanto seguia andando. A cabeça dele estava cheia de pensamentos sobre Koy.
—Ah…
Sem, soltou um suspiro e quis esfregar os olhos. Bill disse:
— Tá tudo bem? Tá fazendo?
— Não… é só…
Ashley sentiu uma ardência no fundo dos olhos e deixou a frase no ar.
— Nada demais.
A dor, que havia começado discretamente dias atrás, tinha piorado. Ele descobriu que era falta de sono, mas naquele dia, o incômodo era especialmente forte. Pensei em faltar ao treino e ir ao oftalmologista, mas sabia que ouviria que estava tudo normal. De novo.
“Acho que vou usar mais colírio.”
Lembrou-se do medicamento que o hospital receitara e andava continuamente. Perto dos armários, os colegas já estavam reunidos. O projeto de lei cumpriu eles primeiro, e os outros também acenaram. Ashley virou o rosto para responder, mas então parou.
No meio do grupo, ele viu alguém — alguém que ele não podia deixar de levar em conta. Foi um segundo, mas bastou. Mesmo que houvesse mil pessoas ali, ele teria encontrado Koy num piscar de olhos.
— Espera aí.
Disse para os amigos, indo direto ao grupo. Os colegas o observaram se aproximaram de Koy, depois se entreolharam. Mudaram de assunto, mas uma dúvida já havia sido instalada em suas mentes.
***
Koy, que havia ido de bicicleta à escola — presente de Ariel — chegou mais cedo do que de costume. Diferente da antiga que era pesada e os pneus frequentemente furavam, essa bicicleta era leve, firme, com pneus bons. “Acho que posso usar por mais uns 10 anos…” — pensado com gratidão, prendendo a bicicleta antes de seguir para o armário. Mas parou.
Os garotos do tempo de espera estavam reunidos ali perto.
Rapidamente, Koy se encolheu, tentando passar desesperado. Felizmente, Ashley ainda não parecia ter chegado. Koy começou a guardar as coisas no armário com pressa, querendo sair logo dali. Abriu a porta e, escondendo-se atrás dela, pegou os livros rapidamente. Terminado, fechou a porta — e então uma sombra caiu sobre ele.
– Koy.
— Hã?!
Surpreso, Koy deu um grito e olhou para cima. E lá estava a pessoa que ele mais queria evitar naquele momento.
– Koy.
Ashley o chamou de novo, com um rosto sério.
— Podemos conversar um pouco?
O entorno era barulhento, mas parecia que só os dois estavam num silêncio completo. Koy engoliu seco e olhou para ele. “Não tenho como fugir…” — pensou. E então, assentiu.
— Tá bom…
Mal a resposta saiu, Ashley agarrou seu ombro e começou a andar rapidamente. Koy não teve escolha e foi arrastado por ele, quase como se estivesse correndo.
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Continua….
Tradução: Ana Luiza
Revisão: Thaís
Ler Lick me up if you can Yaoi Mangá Online
Ídolo da escola, Ashley Miller. Connor Niles, que é tímido e não tem amigos, torna-se sócio de Ashley Miller, uma estrela do hóquei no gelo, aleatoriamente um dia quando está desesperado por notas por causa das suas notas. “Vamos começar hoje. Não seria melhor para você terminar rapidamente?” “Espere, Ashley. Não, Ash, espere!” Koi, que assumiu a tarefa devido à perda de contato com ele. Ainda assim, a tarefa foi concluída com sucesso, e Ashley se sentiu culpado por Koi que veio com um emprego de meio período para ajudá-lo, pois estava sendo intimidado por seus colegas de classe. A bondade que veio até ele pela primeira vez assim aquecendo o coração de Koi. “Vamos, a hora do almoço acabou. Connor Niles.” ‘Talvez isso tudo seja um sonho?’ Único amigo. Para Koi, que sempre foi um solitário, Ashley Miller se tornou um ser importante assim em um instante. No entanto, depois de ouvir a notícia de que ele está doente, Koi visita impulsivamente a casa e, sem querer, descobre o segredo de Ashley…? “Seus olhos estão roxo…Você se manifestou?”
Nome alternativo: Lick Me If You Can