Ler Lick me up if you can – Capítulo 47 Online

— Isso é impossível!
A ocorrência imediata de Koy, que coincide com a gravidade, pegou Ashley de surpresa. Ele não esperava uma resistência tão forte e, por dentro, ficou um pouco abalado.
— …Por quê?
A pergunta surgiu após um breve silêncio, com uma voz diferente do habitual. Mas Koy não sobreviveu e apenas continuou balançando a cabeça com firmeza.
— Não pode ser. Quer dizer, esse amigo… ele é um garoto. E o meu amigo também é. Os dois são garotos, como é que um pode gostar do outro?
Koy, achando que tinha dado uma resposta razoável e até didática, calou-se. Pensei que agora Ashley concordasse com ele, mas estava enganado. Ashley abriu a boca para falar:
— E se sem perceber, ele acabou se apaixonando por um garoto?
— O quê…?
A resposta inesperada deixou Koy sem palavras. Ele olhou de relacionamento para o rosto de Ashley, tentando ver se era alguma brincadeira, mas não havia nenhum sinal de ironia. Pelo contrário, a seriedade estampada em sua expressão só fez com que Koy ficasse ainda mais confuso.
‘Eu não esperava essa ocorrência dele. E agora? O que eu faço? O que eu digo? Será que eu tenho que concordar com ele? Mas não, isso não está certo. Deve ter alguma explicação, alguma coisa… alguma coisa…’
Inquieto, Koy falou apressadamente:
— Nenhum dos dois é ômega ou alfa. Nós, quer dizer, eles, os dois são betas.
Corrigindo-se rapidamente, ele olhou para Ashley, nervoso.
‘Será que ele descobrirá?’
Ashley apenas o encarou em silêncio. Não houve nenhum sinal de repulsa ou surpresa. Ele ainda se sentiu inseguro quando, enfim, Ashley falou:
— E por que isso seria um problema?
— O quê?
Koy ficou boquiaberto com uma resposta inesperada.
— Mas… eles são betas! Se fosse um ômega e um alfa, até poderia fazer sentido, mas sendo betas… é estranho.
— E por que exatamente isso é estranho?
Ashley insistiu, exigindo uma resposta. Enquanto Koy gaguejava sem saber o que dizer, ele continua falando:
— Se fosse um ômega e um alfa, estaria tudo bem, mas por serem dois betas não pode? E por quê? Porque ômegas e alfas podem ter filhos? Então só é válido gostar de alguém se para reprodução? Que diferença é esse tal de feromônio? No fim, se você só se envolve com alguém por causa disso, não passa de instinto. E você acha que isso é amor de verdade? Durante o cio, eles ficam com qualquer um, e isso é normal e aceitável. Mas dois homens se gostam, se não primeiro alfa e ômega, é estranho?
‘Não…’
Mesmo atordoado pelas palavras de Ashley, Koy só conseguia pensar em uma coisa.
‘Isso não faz sentido. Isso não pode ser verdade.’
Ashley deu um passo à frente. Koy, assustado, recuou, mas ele parou e disse:
— Koy — Ele contínuo: — Eu não acho que isso tenha nada de estranho.
Ashley olhou para Koy com uma seriedade nunca vista antes. Havia até um quê de urgência em seus olhos, sem motivo algum para isso.
— A genética não é o que importa. Gostar de alguém é algo que simplesmente acontece…
— Vamos nos atrasar para a aula.
Ele tentou convencê-lo novamente, mas Koy o interrompeu, em um tom desesperado.
— Tchau!
Ashley o chamou, mas Koy não parou. Virou-se de uma vez e saiu correndo em direção ao prédio onde eram aula, repetindo para si mesmo o mesmo pensamento, sem parar:
‘Não pode. Esse sentimento não pode.’
‘Ashley só respondeu daquele jeito porque achou que se tratava de outra pessoa. Só por isso foi tão abrangente. Ele nunca imaginou que… que poderia ser sobre nós.’
‘Além disso, pense bem: como alguém como eu poderia gostar de Ash Miller?’
Não importava se era ômega ou beta, a questão da dinâmica secundária depois. O maior problema é que ele era Konnor Niles. Por isso, dessa vez, Ashley estava errada. Definitivamente, Koy não poderia gostar de Ashley daquele jeito. Era só admiração, respeito, no máximo uma espécie de idealização. Nunca poderia ser mais do que isso.
Nunca. Nunca mesmo.
***
Ashley comentou as costas de Koy, que corria com todas as forças, se afastando. Ele provavelmente já estava ofegante de tanto correr, mas, mesmo assim, Ashley conseguiu alcançá-lo em poucos passos.
No entanto, em vez de correr atrás, Ashley caminhou devagar. Pensar no que tinha acabado de acontecer o fez perceber que precisava reconsiderar seus próximos passos.
‘Não imaginei que ele negaria tão veementemente.’
Ashley se arrependeu de ter subestimado Koy. Como ele estava sempre sorrindo e dizendo que gostava dele, pensou que, ao perceber seus sentimentos, o garoto confessaria sem hesitar. Mas estava completamente enganado.
Ao lembrar do rosto pálido de Koy, uma ruga profunda apareceu na testa de Ashley. Por algum motivo, as barreiras de Koy eram mais altas e sólidas do que ele imaginava. Para fazê-lo assumir seus próprios sentimentos, Ashley precisaria de muito mais esforço.
Um aluno que estava obedecendo Ashley, mas ele ignorou. Sua mente só tinha espaço para um pensamento:
‘Preciso mudar de tática.’
***
— Haaah…
Sentado sozinho na cafeteria enquanto fazia uma tarefa, ele suspirou profundamente, sem nem perceber. O dia todo estava tão tenso que sua cabeça começou a fazer. Felizmente, Ashley normalmente agiu depois do ocorrido. Koy ficou apreensivo, temendo que ele retomasse a conversa interrompida, e, quando a última aula acabou, ele estava exausto.
Mas não terminou por aí. Ainda tinha o treino de patinação. Enquanto Ashley treinava, Koy tentava fazer sua tarefa na cafeteria, como de costume, porém, naquele dia, por mais que tentasse, ele simplesmente não conseguia se concentrar.
No fim, acabou se assustando com o alarme que havia programado e, apressado, guardou tudo e saiu correndo. Pegou sua bicicleta e saiu pedalando com pressa, esperando onde Ashley parou o carro. Mas no caminho, acabou encontrando um rosto inesperado.
-Ei, Koy.
Era Bill, que tinha acabado de sair do treino da noite. Ele foi o primeiro a cumprimentá-lo. E não estava sozinho – vários membros do time de propriedade, inclusive os titulares, saíram do prédio em grupo. ‘Devem ter terminado o treino mais cedo hoje.’ Koy parou, meio surpreso, procurando por Ashley com os olhos, enquanto isso, Bill e os outros se aproximaram e puxaram a conversa.
— O que você está fazendo aqui a essa hora? Estudando?
—Ah? Aham…
Não era mentira, então ele assentiu automaticamente, ainda meio perdido. Outro rapaz entrou na conversa logo em seguida:
— Você já fez o trabalho do professor Martinez? Cara, ele passou coisa demais!
— Esse professor é sempre assim. Parece que acho que a gente só tem as tarefas dele pra fazer.
— Isso deve ser motivo para abrir uma denúncia de direitos humanos, não?
Koy ficou só ouvindo, sem saber como se enturmar na conversa cheia de piadas e reclamações. Mas, de repente, avistou um rosto familiar entre os que saíram do prédio. Seu rosto se ilumina sem que conseguisse evitar, e brilhe abertamente:
– Cinzas.
Bill, que balança seu olhar, virou para trás e soltou um “Ooh”, entendendo imediatamente.
— Por que você demorou tanto hoje? Você está fazendo o quê?
Ashley deu um leve tapa na nuca de Bill, não muito forte, mas o suficiente para fazê-lo rir, e respondeu com outra pergunta:
— E vocês? Por que estão todos aqui ainda? Não vai embora?
Foi então que Koy percebeu: todos os outros já tinham ido embora. Só os jogadores titulares do tempo, que sempre andavam juntos, ainda estavam ali. Ele ficou surpreso.
‘Já se passou tanto tempo assim?’
No lugar de Bill, outro garoto falou com Ashley:
— A gente estava indo e vimos o Koy saindo, por isso ficamos conversando com ele.
— O Koy ficou até agora fazendo uma tarefa. Incrível, não é?
As palavras explodiram em meio a risadas barulhentas, mas sem nenhuma maldade. Koy transmitiu sem jeito, envergonhado, quando de repente, Bill se apresentou a ele:
— Koy, você vai também, certo? Na festa do Ash.
— Hã…?
Diante do convite repentino, Koy piscou confuso. Bill, com seu rosto salpicado de sardas, mostrou-se de maneira travessa, como se fosse óbvio que ele estivesse incluído no grupo. Aquilo deixou Koy tão feliz que ele já ia abrir a boca para responder, mas antes que dissesse qualquer coisa, Ashley se antecipou:
— O Koy não vai poder ir. Ele sempre trabalha nos fins de semana. Não é?
—Ah…
Koy ficou sem palavras por um instante. Era verdade. Nos fins de semana, ele tinha que cuidar da loja o dia todo, já que durante a semana patinava com Ashley.
Todos se viraram para ele, esperando uma resposta. Sob aqueles olhares, Koy hesitou, depois assentiu devagar com a cabeça.
— S-Sim… é verdade. Eu não posso ir.
— Então é isso. Então vamos indo. Tchau, Koy. Até mais.
Mal a frase de Koy terminou e Ashley se despediu, dando as costas rapidamente. Antes que ele sequer reagisse, os outros também começaram a acenar e se afastar.
— Tchau, Koy!
— Bom fim de semana!
— Até mais!
Os cumprimentos vinham de todos os lados. Koy apenas ficou parado, meio perdido, respondendo com um fraco:
— Ah… é… tchau… tá…
Ashley e os demais se guardaram, rindo alto e compartilhando algo nos celulares, como se Koy nunca tivesse estado ali. Sozinho, observando aquela cena, sentiu o nariz formigar e respirou fundo às pressas.
‘Tudo bem, eu já ia dizer que não poderia ir mesmo.’
‘Foi até bom que o Ash tenha recusado por mim. Eu teria gaguejado, enrolado… Da próxima vez, tenho que aprender a responder direito.’
— Fuuuu…
Ele respirou fundo de propósito, tentando se rir. Ficou ali parado mais um pouco, sozinho, sem se mover. Não havia mais ninguém por perto, Naquele silêncio sufocante, uma realidade batida:
‘O Ash… também foi embora.’
‘Nem consegui perguntar sobre o treino de hoje. Fiquei até agora por isso…’
Embora, no fundo, eu saiba a verdade.
‘Ele não quer que os outros descubram que passa tempo sozinho comigo.’
Claramente Ashley queria manter isso em segredo. Era óbvio, já que ninguém do grupo sabia.
‘Ele é gentil comigo, mas deve sentir vergonha dos outros saberem que chegaremos.’
‘Que bom que eu nunca contei que treinamos na casa dele.’
Segurando o guidão da bicicleta com as duas mãos, ele caminhou com passos arrastados e fungou. Em segundos, as lágrimas caem a se acumular nos cantos dos olhos.
Koy segurou o guia com uma mão e limpou os olhos com a outra.
‘Que ridículo chorar por algo tão bobo. Por que isso faz tanto?’
Era só… um “não venha para a festa”. Só isso.
Então, por que seu coração estava apertado daquele jeito? Mas então veio o pensamento:
‘Estou triste por não poder ir à festa… ou porque Ash tem vergonha de mim?’
Talvez fossem os dois. Mas, na verdade, havia algo mais fundo, mais claro dentro dele.
O que você faria mesmo…
‘…Porque o Ash me deixou sozinho e foi embora.’
Foi então que ele ouviu.
— Tchau!
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Continua…
Ler Lick me up if you can Yaoi Mangá Online
Ídolo da escola, Ashley Miller. Connor Niles, que é tímido e não tem amigos, torna-se sócio de Ashley Miller, uma estrela do hóquei no gelo, aleatoriamente um dia quando está desesperado por notas por causa das suas notas. “Vamos começar hoje. Não seria melhor para você terminar rapidamente?” “Espere, Ashley. Não, Ash, espere!” Koi, que assumiu a tarefa devido à perda de contato com ele. Ainda assim, a tarefa foi concluída com sucesso, e Ashley se sentiu culpado por Koi que veio com um emprego de meio período para ajudá-lo, pois estava sendo intimidado por seus colegas de classe. A bondade que veio até ele pela primeira vez assim aquecendo o coração de Koi. “Vamos, a hora do almoço acabou. Connor Niles.” ‘Talvez isso tudo seja um sonho?’ Único amigo. Para Koi, que sempre foi um solitário, Ashley Miller se tornou um ser importante assim em um instante. No entanto, depois de ouvir a notícia de que ele está doente, Koi visita impulsivamente a casa e, sem querer, descobre o segredo de Ashley…? “Seus olhos estão roxo…Você se manifestou?”
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