Ler O Marido Malvado (Novel) – Capítulo 146 Online


Modo Claro

[{Primeira Dose de Morpheu, 15 mg.}

Substância cristalina branca, sem cheiro, com sabor levemente amargo. Uma febre leve começou imediatamente após a administração, embora não seja intensa. Sensação agradável.

Preparei um emético para emergências e observei os efeitos. Nenhuma mudança significativa após 15 minutos. Prosseguindo para a segunda dose.

{Segunda Dose, 15 mg.}

A febre se intensificou ligeiramente. Leve tontura e náusea. Prosseguindo para a terceira dose após 15 minutos.

{Terceira Dose, 30 mg. Dose dobrada.}

Febre severa. Tontura. Prosseguindo para a quarta dose após 15 minutos.

{Quarta Dose, 30 mg.}

Fadiga. Tontura. Sensação de euforia sonolenta. Dor de estômago? Também muito sono. Lutando para permanecer acordada… Ah, Cesare está aqui!]

Eileen sentiu como se estivesse flutuando através de um sonho. Inicialmente, Morpheu mostrou pouco efeito. Embora ela nunca tivesse experimentado ópio, tinha alguma ideia dos seus efeitos e presumiu que Morpheu seria similar.

No entanto, aquilo era apenas uma teoria vaga. Experimentá-lo em primeira mão era completamente diferente.

Registrando diligentemente seu estado ao longo de quatro doses, a caligrafia organizada de Eileen gradualmente se transformou em rabiscos indecifráveis. Seus pensamentos antes claros, ficaram turvos

Na quarta dose, ela estava meio adormecida. Sua cabeça balançava involuntariamente e, enquanto cochilava, ela rabiscou letras trêmulas. Tentou manter os olhos abertos, mas foi inútil. Neste momento, ela ouviu a voz de Cesare:

— É claro que chegaria a isso.

Pensou ser uma alucinação — um efeito colateral do narcótico. Enquanto anotava a alucinação auditiva em seu caderno bagunçado, sentiu uma mão acariciar sua cabeça e levantou os olhos para encará-lo.

— Todos acham a Arquiduquesa gentil, mas se vissem como é teimosa, mudariam de ideia, hmm?

Piscando para o homem diante dela, Eileen escreveu distraidamente “Cesare está aqui” antes de soltar sua caneta-tinteiro.

A caneta caiu sobre a mesa com um pequeno ruído. Cambaleando ao se levantar, ela abriu um grande sorriso radiante e abraçou Cesare.

Queria apertá-lo, mas seu corpo não tinha energia suficiente, então simplesmente se inclinou contra ele. eram os braços de Cesare, e isso bastava. Eileen chamou seu nome com alegria.

— Cesare!

O homem, que a observava com uma expressão chateada, piscou levemente, então soltou uma risada suave e a envolveu em seus braços.

Com o rosto enterrado no peito do marido, Eileen inalou profundamente. Desde o primeiro encontro quando criança, ser abraçada por ele sempre a fez se sentir mais feliz.

Como sempre, ela se aninhou mais perto, absorvendo seu cheiro — uma mistura de floresta profunda e sombria e, hoje, um leve traço de tabaco.

Cheirando levemente, ela olhou para ele. Apesar de anos de observação e estudo, Cesare permanecia um enigma — um mistério que ela duvidava que algum dia desvendaria completamente.

Fitando seus olhos carmesim, que amava mais do que qualquer coisa, ela sussurrou:

— Você sabia, seus olhos são os mais lindos do mundo.

A confissão tímida tornou o sono irresistível. Tonta e exausta, ela não conseguiu resistir por mais tempo. Pouco antes de sucumbir ao sono, Eileen conseguiu murmurar uma despedida suave:

— Boa noite…

E então, ela caiu em um sono profundo. Cesare pegou seu corpo mole, rindo baixinho.

— Sempre fugindo.

Segurando a adormecida Eileen com um braço, ele pegou o caderno dela com o outro. Depois de calcular a quantidade que ela havia ingerido e confirmar que o emético preparado não era necessário, decidiu deixá-la dormir até passar.

Carregando-a até o sofá, Cesare sentou-se com ela ainda em seus braços. Estudou seu rosto adormecido, observando enquanto seus lábios meio abertos exalavam suspiros suaves e constantes. Os raios do sol se pondo filtravam-se através das cortinas, e o canto dos pássaros entrava por uma janela ligeiramente aberta, preenchendo o ambiente com uma tranquilidade serena.

Ajustando sua respiração à dela, Cesare apertou levemente o abraço, apreciando seu calor e o leve aroma de óleo aromático. Uma suave sonolência começou a dominá-lo. Afundando o nariz em seus cabelos, ele fechou os olhos. Por um momento, todos os seus desejos e ambições pareciam desaparecer, restando apenas a presença frágil e preciosa em seus braços.

Ele também adormeceu.

 

— Ugh…

Eileen acordou pálida, gemendo, o corpo dolorido pelos efeitos de Morpheu. Ela devia ter adormecido no meio do experimento. Cesare provavelmente a encontrara no laboratório e a levara até o sofá. Mas agora, ela estava sozinha.

‘Será que foi apenas uma alucinação causada pela droga?’

Eileen cambaleou em busca de um balde, vomitando violentamente — um efeito colateral típico da overdose.

Com as mãos trêmulas, pegou seu caderno para registrar os sintomas: náusea e uma dor de cabeça pulsante. A dose adequada, anotou, parecia ser 15 mg.

Folheando suas anotações, Eileen estremeceu com sua caligrafia bagunçada, mas parou abruptamente ao ver uma anotação organizada no final:

[Quinta Dose, 0 mg. Nenhuma dose adicional deve ser administrada.]

A caligrafia elegante e afiada pertencia inconfundivelmente a Cesare. Ele realmente havia ido ao laboratório, carregado-a até o sofá e permanecido ali até que ela adormecesse.

— Oh não…

Eileen momentaneamente esqueceu sua dor de cabeça latejante e náusea, dominada pelo constrangimento. Esperava conduzir o experimento discretamente, mas, em vez disso, acabou mostrando a Cesare os piores efeitos colaterais possíveis.

Mortificada, ela quis se esconder debaixo da mesa, mas não havia como desfazer o que aconteceu. Teria que se explicar para ele mais tarde. Por enquanto, precisava focar no problema imediato.

Recompondo-se, Eileen embalou as doses restantes de Morpheu — dez porções de 15mg — e saiu do laboratório.

— Senhora.

Sonio, ao vê-la pálida e desalinhada, ficou alarmado e imediatamente preparou-se para insistir que ela descansasse. Mas Eileen segurou a bolsa com Morpheu e disse:

 — Vou para a propriedade do Conde Domenico.

O céu noturno estava completamente escuro. Sua decisão repentina de sair a essa hora fez Sonio hesitar, mas após um longo suspiro ele respondeu:

— O ar da noite ainda está frio. Vou pegar um casaco para a senhora.

Com o casaco sobre seus ombros, Eileen percebeu que ainda estava usando o avental do laboratório e roupas simples, seu cabelo uma bagunça emaranhada. Mas não havia tempo para arrumar sua aparência.

Na propriedade do Conde Domenico, o homem pareceu ainda mais chocado do que antes. Enquanto a encarava incrédulo, Eileen abriu sua bolsa e disse, com a voz rouca:

— Conde, eu fiz um novo analgésico. Não é uma cura, mas pode tornar as coisas mais fáceis para sua esposa.

O conde permaneceu em silêncio por um momento, antes de seu rosto se desmanchar. Eileen instintivamente apertou a bolsa com mais força quando lágrimas começaram a escorrer pelo rosto do conde.

 

Continua …

Tradução: Elisa Erzet 

 

Ler O Marido Malvado (Novel) Yaoi Mangá Online

Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
 
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
 

 
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
 
 

 
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
 

Sinopse 

Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage 
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui

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