Ler A Batalha pelo Divórcio – Capítulo 28 Online


Modo Claro

— Você… não foi você que disse que a Anna ouviu algo enquanto estava em viagem de negócios? E foi exatamente nessa hora que Max entrou sem cerimônia. — Daisy acusou, apontando para quem havia afirmado saber a história antes.

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.

— Então, quem é essa jovem? Estou morrendo de curiosidade, mas vocês continuam se esquivando da pergunta!

A verdade era que Daisy precisava dessa informação para conseguir o divórcio. Mas não podia dizer isso diretamente. Do ponto de vista das funcionárias, o Grão-Duque e a Grã-Duquesa de Waldeck eram um casal apaixonado que acabara de aproveitar um encontro de quarenta minutos no provador depois de dispensar a equipe.

— Preciso saber quem ela é para poder traçar um plano. Agora vou começar a frequentar eventos sociais e não posso ficar de braços cruzados enquanto alguém tenta roubar meu marido.

As mulheres trocaram olhares nervosas.

— Mesmo que ele me ame agora, como vocês disseram, o objetivo final de um homem é o poder. E eu sou apenas uma filha ilegítima com um ar estranho do interior, mesmo sendo bonita.

Ao repetir as palavras que ambas haviam dito antes, elas ficaram visivelmente tensas. Depois de pressioná-las, Daisy mudou de estratégia. Sua expressão suavizou, e sua voz tornou-se doce e persuasiva.

— Prometo que ninguém saberá que ouvi isso aqui. Por favor, me ajudem. Direi a Sua Graça que o atendimento foi perfeito e que vocês nos trataram de forma impecável. Vou elogiar esses vestidos maravilhosos e dizer que quero comprar apenas aqui a partir de agora. Falarei bem de vocês.

A essas palavras, uma das funcionárias hesitantes finalmente deu um passo à frente, falando em tom cauteloso.

— Vossa Graça realmente manterá isso em segredo? Nós atendemos a alta sociedade. Um único boato ruim poderia nos arruinar.

— Claro! Onde eu iria contar uma história dessas? Eu só pareceria uma mulher ciumenta enlouquecida por suas questões de origem. Seria cuspir na própria cara.

Ao dar de ombros, a desconfiança começou a diminuir.

— Além disso, em troca do silêncio, gostaria de ouvir fofocas assim de vez em quando.

— Fofocas? Vossa Graça?

— Sim. Sabe que minha tia e eu ficamos presas no interior por tanto tempo. Estou faminta por notícias da capital! Convidarei vocês duas para a casa da cidade em breve.

Tendo identificado a fraqueza delas, Daisy não viu motivo para não tirar proveito.

— Claro, se não me contarem, não posso simplesmente deixar essa experiência desagradável passar despercebida. Posso não ter conexões na alta sociedade, mas Sua Graça tem. — disse ela. Sua voz ficou sedosa e perigosa. — Vocês viram como estávamos apaixonados há pouco, certo?

A escolha diante delas era cristalina.

— A filha mais velha do Marquês de Langley, e a do Barão Bernstein…

— Psiu! — Daisy ergueu a mão de maneira autoritária.

— Escrevam no papel. Listem cada uma, de quem são filhas, sua aparência e nome completo. Posso ficar confusa ou esquecer detalhes tão cruciais.

Através de sua combinação magistral de ameaças e persuasão, Daisy obteve com sucesso o que particularmente apelidou de lista de amantes em potencial para Maxim von Waldeck.

— Vossa Graça possui a linha dos ombros mais espetacularmente elegante que se estende do colo. Escolhemos um designer que realça seus ombros em toda a sua glória. Sua clavícula é absolutamente divina, reta como o sonho de um escultor, fazendo-a parecer esculpida em mármore.

— Este vestido é devastadoramente sedutor, revelando as curvas naturais de uma mulher sem cruzar a linha da vulgaridade. Mesmo sem adornos elaborados, a mais fina seda oriental confere um ar de refinamento sofisticado.

— Vossa Graça possui uma pele de porcelana tão perfeita que até esse branco puro lhe cai maravilhosamente bem. Harmoniza-se perfeitamente com o brilho de seus cabelos. É como se um anjo do céu tivesse assumido forma humana. Absolutamente magnífica.

Se a cena anterior lembrava um salão de fofocas, esta parecia mais uma prisão dourada de elogios.

Anna e Hazel, funcionárias da boutique, despejavam elogios sobre sua beleza até ficarem roucas. Sem dúvida faziam aquilo porque sua indiscrição havia sido exposta, sua fraqueza revelada, mas Daisy não se sentia inclinada a desencorajá-las.

‘Eu sou bonita’— reconheceu em silêncio.

Daisy sempre aceitara que sua beleza transcendia o comum, um encanto radiante que nenhuma falsa modéstia poderia diminuir.

Enquanto absorvia os elogios, estudava seu reflexo de vários ângulos no espelho.

‘As roupas realmente fazem a mulher’ — pensou. 

A qualidade daquele vestido estava em um nível completamente diferente de seu antigo guarda-roupa.

Depois de abandonar aquele ar rural estranho que mencionaram, parecia ainda mais deslumbrante. Agora que vestia algo verdadeiramente caro, conseguia enxergar com dolorosa clareza o quão baratos e medíocres eram seus trajes anteriores.

Mesmo que Thereze não tenha uma esposa ou filha, o senso estético básico não é essencial para a nobreza?

— Com toda aquela riqueza, deveria gastar um pouco, murmurou. — Planeja levar cada centavo para o túmulo?

Embora operasse sua organização revolucionária clandestina, continuava sendo nobre. A julgar por aquela mansão magnífica, sua riqueza devia ser extraordinária.

‘Vou fazer você pagar por isso, Thereze…’

Os dentes de Daisy cerraram ao lembrar da cara insuportável dele.

— Vossa Graça, o que achou? — Anna perguntou com cuidado, observando sua expressão com ansiedade.

— Adorei. É absolutamente deslumbrante.

— Não é que o vestido faça Vossa Graça brilhar, mas o vestido parece reluzir por estar abençoado com sua presença.

Pura bajulação, mas Daisy não podia negar o prazer que aquele elogio evidente lhe proporcionava. Sempre apreciara elogios sobre sua aparência.

— Estou bastante satisfeita. Vamos ouvir as opiniões das outras também?

Como o vestido era caro, parecia prudente reunir o máximo de opiniões possível. Pretendia escolher com cuidado, afinal planejava comprar apenas dois.

Com o coração vibrando de expectativa, Daisy saiu do provador e se apresentou ao grupo reunido.

— Minha Senhora, está absolutamente divina. Como uma deusa da galeria de arte real que tivesse ganhado vida.

Marigold juntou as mãos, sua expressão sonhadora de admiração.

— Obrigada, Mel.

— Eu… acho que deveria desviar o olhar. Temo sofrer uma hemorragia nasal se continuar olhando.

— Por favor, não se esforce por minha causa.  

Essa admiração sincera era revigorante . Sua criada-chefe nunca deixava de encantá-la.

Um sorriso satisfeito adornou os lábios de Daisy.

— Coisas caras realmente têm seu valor, minha senhora. Parece valer cada centavo.

A resposta de Rose veio relutante, o sorriso forçado nos cantos da boca. A coitada claramente lutava para esconder o desagrado, provavelmente ardendo de inveja sob aquela aparência composta.

— Está lindíssima, e não é excessivamente ostentatório também. Ficaria perfeito para a ópera, e combinaria lindamente com sua pele. Parece bastante versátil.

A viúva Waldeck elogiou generosamente, aprovando a escolha. Suas observações práticas eram especialmente valiosas.

Restava apenas uma opinião — a do cavalheiro que pagaria a conta.

— Hum, Max, o que você acha desse vestido? 

Quando Daisy perguntou, tentando esconder o nervosismo, todos os olhos na butique se voltaram para Maxim.

— É lindo.

Depois dessa breve avaliação, Maxim pareceu incapaz de desviar o olhar dela em seu magnífico vestido.

‘Ele está completamente hipnotizado’ — pensou satisfeita. Não é de admirar, já que estou tão deslumbrante que o deixei sem palavras.

Daisy entendia perfeitamente o dilema de Maxim, ele estava simplesmente tão impressionado com sua beleza que não conseguia formar pensamentos coerentes.

— Então vamos decidir por este…

— Próximo.

Maxim estalou os dedos para as funcionárias, pedindo para ver o vestido seguinte.

‘Por que tanta pressa? Se é lindo, não é bom o suficiente para decidir?’

As funcionárias fizeram uma reverência respeitosa e se apressaram em cumprir sua ordem.

— Próximo.

O segundo vestido teve o mesmo destino.

— Próximo.

Assim como o terceiro.

— Próximo.

Até um vestido de estilo completamente oposto recebeu tratamento idêntico.

Maxim dizia apenas “É lindo” antes de imediatamente exigir outra opção. Era absolutamente enlouquecedor.

‘Querido Deus, isso é tortura…!’

A palidez tomou conta do rosto de Daisy enquanto continuava aquele desfile interminável de trocas de roupa. Em determinado momento, ele pareceu preguiçoso demais até para dizer próximo, limitando-se a inclinar a cabeça em comando silencioso.

‘Maldição! Se ele diz que é lindo, porque exatamente está sendo tão exigente?’

O homem parecia disposto a fazê-la experimentar todos os vestidos da boutique.

‘O que é isso… brincar de vestir uma boneca viva?’

Para ele podia ser simples — apenas levantar um dedo e vê-la surgir com outro vestido — mas para quem era obrigada a trocar de roupa incessantemente, era exaustivo.

No início, provar vestidos fora empolgante. Mas agora só queria comprar qualquer coisa e escapar daquele suplício.

Esperara desesperadamente que não chegasse a esse ponto, mas só conseguiu se libertar daquele desfile torturante depois de experimentar absolutamente todos os vestidos da boutique.

‘E ainda não escolhemos nada…’

Todo aquele sofrimento para nada. Parecia quase que ele a estava punindo deliberadamente, levando-a à beira da loucura.

A essa altura, honestamente não se importava mais com que Maxim escolheria. Seu corpo inteiro doía de exaustão, e queria nada mais que fechar os olhos, selecionar aleatoriamente dois vestidos e desabar em algum lugar confortável.

— Hum, o que vamos comprar, Max? Por favor, apenas escolha algo agora…

Enquanto Daisy implorava com desespero mal contido, Maxim ergueu uma sobrancelha e sorriu com satisfação enigmática.

Então, assumindo uma expressão perfeitamente impassível, chamou uma funcionária e fez uma declaração chocante

— Levaremos tudo o que ela experimentou. Lance na minha conta.

‘Meu Deus. Ele vai comprar todos?’

Mesmo ouvindo as palavras, parecia impossível de acreditar. Todos na butique, incluindo a própria Daisy, olharam com olhos arregalados em absoluto espanto.

(Elisa: Se a Daisy soubesse o quanto esse homem é totalmente cadelinha dela, já teria se entregado para ele a séculos )

Continua …

Tradução: Elisa Erzet 

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Protagonista Masculino: Maxim von Waldeck (26)
Ex-mercenário infame e cruel que espalhou sua má fama pelo continente. Um homem exímio com armas de fogo e tem talento para tortura. Filho ilegítimo da princesa, é herdeiro direto da linhagem real, mantido em segredo. Quando criança, jurou vingança contra os revolucionários que mataram seus pais e o sequestraram, e por isso se tornou o cão de caça da monarquia. Embora tenha sido enviado para uma guerra em que estava fadado a morrer, retornou como herói vitorioso, sem um único arranhão.
Frio e impiedoso por fora, mas surpreendentemente devotado à esposa. Faz de tudo para impedir Daisy de pedir o divórcio: chantagens, seduções, jogos de manipulação, nada está fora dos seus planos. Um estrategista carismático e articulado. Impossível saber o que realmente se passa por trás de seus olhos enigmáticos.
 
Protagonista Feminina: Daisy von Waldeck (23) Codinome “Easy”. Assassina de elite da organização secreta revolucionária “Clean”. Inteligente, ágil e calculista, mas surpreende por sua ingenuidade e doçura inesperadas, características que destoam de sua profissão implacável. Tem um ponto fraco por tudo o que é fofo e frágil: bebês, animais, flores… e Maxim. Uma típica durona com coração mole.
Após quase morrer em uma missão, é salva pela freira Sophia, que a leva a se batizar e buscar redenção. Decide se aposentar prometendo jamais matar de novo. Mas, o líder dos revolucionários a chantageia forçando a mulher a cumprir uma última missão.
 
Seu objetivo, se casar com um homem condenado à morte na guerra, e desaparecer assim que ele morrer. O nome? Maxim von Waldeck.
Mas o que não esperava… era que o marido “de fachada” voltaria vivo.
O pior que este homem seria o mais perigoso que ela já conheceu.
 
Quando quiser ler:
 
Uma batalha conjugal entre uma protagonista determinada a se divorciar e sair com os bolsos cheios, e um marido perturbado, pervertido e boca suja que fará de tudo para impedir esse divórcio. 
 
Frase que define a história:
 
— Quem em sã consciência exterminaria todo o exército inimigo só para transar?
 
Trecho da Novel:
 
[Torne-se a esposa de fachada, de Sua Graça, o Grão-Duque Maxim von Waldeck.]
 
Esse era o único e último trabalho de Daisy, agente secreta da revolução.
Maxim von Waldeck, bastardo da realeza e cão de caça da monarquia, foi enviado para a morte como um peão descartável.
Ninguém queria aquele posto de viúva antes mesmo do casamento.
 
O plano era simples: Se casar, aguardar o fim da guerra e, quando a derrota fosse declarada, desaparecer antes que o ducado fosse tomado.
Após a missão cumprida = Uma aposentadoria gorda a esperava.
 
— Até logo, querida esposa.
 
‘Sim, foi um prazer te conhecer. Já estou rezando pelo seu descanso eterno.’ 
 
— Teremos nossa noite de núpcias quando eu voltar.
 
‘Que sonhador. Espero que sua morte seja pacífica.’
 
Ela pensou que era apenas um sonho tolo de um homem com ilusões cor-de-rosa.
 
… Mas.
 
[Maxim von Waldeck obtém uma vitória sem precedentes!]
 
A realidade virou de cabeça para baixo.
 
[Grão-Duque Waldeck, herói da nação! O que deseja fazer primeiro ao retornar?]
 
— Abraçar minha adorável esposa, Daisy.
 
Impossível, isso é mentira, só podia ser. Uma distorção da imprensa.
 
Mas Maxim von Waldeck era um homem que levava promessas muito a sério.
 
— Voltei, querida esposa.
 
E com um abraço apertado, a envolveu.
 
O olhar de Daisy vacilou. Aquilo era loucura.
 
— Vamos para o quarto agora?
 
— Desculpa, o quê?
 
Ele sorriu languidamente e sussurrou em seu ouvido:
 
— Me perdoe, mas estou com um pouco de… pressa.
 
Seu corpo queimava de desejo, seu membro parecia prestes a explodir.  
 
‘Esse cara é louco, um… pervertido completo, não é?’
 
Será que Daisy conseguirá se divorciar em segurança antes que ele descubra quem ela realmente é?
Nome alternativo: The Battle Of Divorce

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