Ler Lamba-me se puder – Capítulo 193 Online

Modo Claro

— Koy!

— Al!

Assim que se viram, os dois se abraçaram com força, compartilhando a alegria do reencontro. Depois de se apertarem um pouco mais, como se quisessem confirmar que era real, soltaram-se. Koy, com um sorriso radiante, olhou para Ariel e falou:

— Você tem passado bem? Desculpa por não ter conseguido entrar em contato esse tempo todo.

— Está tudo bem. Eu sinto muito em te chamar por causa de uma coisa dessas.

Ariel, franzindo a testa em sinal de desculpas, convidou Koy para entrar no apartamento. Enquanto Koy esperava parado na sala, ela suspirou e continuou:

— Por mais que eu tentasse, não conseguia resolver sozinha. A única pessoa a quem eu podia pedir ajuda era você.

— Não tem problema. Se é algo em que eu posso ajudar, melhor ainda.

Koy respondeu prontamente, sorrindo. Ariel retribuiu com um sorriso constrangido e seguiu primeiro para a cozinha. Ao ver a pia que ela apontava, Koy abriu a torneira e verificou o escoamento da água antes de falar:

— Não parece estar totalmente entupido. Acho que dá para resolver desmontando a parte de baixo… Mas vai fazer um pouco de sujeira. Você tem alguma toalha velha ou roupa que não use mais? 

— Ah, espera um instante.

Ela entrou apressada e voltou trazendo um monte de panos nos braços. Enquanto Koy espalhava as toalhas ao redor da pia e começava o trabalho, Ariel sentou-se à mesa de jantar, observando-o.

Vendo-o mover as mãos com calma e habilidade, de repente ela pensou que ele parecia… admirável.

Recobre o juízo. Ele é como uma irmã.

Repreendendo-se mentalmente, Ariel deixou escapar um sorriso amargo. Ela sempre acabava se sentindo atraída por homens que eram profissionais dedicados ao que faziam. Ao lembrar que com Garrett tinha sido a mesma coisa, seu humor ficou ainda mais pesado.

— Quando Garrett estava aqui, era ele quem cuidava dessas coisas… É uma pena, na verdade.

— Onde ele está?

Koy perguntou sem pensar muito, imaginando que talvez tivesse viajado para fazer alguma reportagem. Ariel respondeu com naturalidade:

— Nós terminamos.

Surpreso, Koy parou o que estava fazendo e se virou para ela. Ariel continuou, como se não fosse nada demais.

— Quando se mora junto, sempre aparecem coisas que não combinam, não é? Na semana passada ele levou o resto das coisas dele, então acabou de vez.

— E-entendi…

Sem saber muito bem o que dizer, Koy hesitou e só conseguiu falar isso. Ariel sorriu como se quisesse tranquilizá-lo.

— Não é nada demais. A gente namora, termina, conhece pessoas novas, e assim vai. Vou acabar encontrando alguém legal.

Claro que encontraria. Ariel sempre esteve em relacionamentos; se ela dissesse que estava solteira, não faltariam homens no mundo dispostos a recebê-la de braços abertos. Ao vê-lo concordar com um aceno de cabeça, Ariel suspirou e continuou:

— O problema é o aluguel. Quando eu dividia com o Garrett, até que dava para aguentar. Mas sozinha… fica difícil bancar esse lugar.

Ao ouvir isso, Koy olhou ao redor do apartamento sem pensar. Com três quartos e dois banheiros, o espaço era grande, bem localizado e, consequentemente, bastante caro. Para morar ali sozinho, era preciso uma quantia absurda de dinheiro. A preocupação apareceu naturalmente em seu rosto, e Ariel acrescentou de maneira casual:

— Não se preocupe. Posso dividir a casa com alguém, sempre tem um jeito. Mas, e você? Pelo visto está se dando muito bem com aquele sujeito, não é?

Com a mudança repentina de assunto, Koy se assustou e arregalou os olhos. O rubor subiu rapidamente ao seu rosto, e ele desviou o olhar, completamente sem graça. Ao vê-lo assim, Ariel comentou com indiferença:

— Eu percebi assim que te vi, então não precisa ficar tão surpreso. Você está transbordando com os feromônios daquele cara, a ponto de ser sufocante.”

— S-sério?

Koy, aflito, começou a olhar para o próprio corpo, mas obviamente não tinha como perceber nada. Observando-o, Ariel continuou de forma provocadora:

— Quanto tempo vocês precisam grudados para um beta exalar cheiro de alfa dominante desse jeito? Se não fosse pela cor dos seus olhos, as pessoas iam achar que você é um alfa dominante. Na vinda para cá foi tranquilo? Se tivesse algum ômega por perto, acho que teria reagido.

— Ah…

Koy hesitou antes de responder:

— Foi tranquilo. É que… o pessoal da recepção que chamou um táxi para mim, então eu vim direto nele…

— Vocês estão morando juntos, então é natural.

Ariel franziu o cenho ao imaginar o rosto arrogante de Ashley. Não fazia ideia de que truque aquele sujeito ardiloso tinha usado, mas era óbvio que Koy tinha caído completamente e que tudo tinha avançado sem ele se dar conta. Ela simplesmente não conseguia entender o que passava na cabeça daquela raposa.

Ainda assim… era um alívio ver que Koy parecia estar bem.

Enquanto isso, Koy terminou o serviço. Depois de reconectar os canos e abrir a água para verificar, ele balançou a cabeça, satisfeito. Ariel, contente, segurou as mãos dele com força.

— Obrigada, Koy. Você terminou tão rápido.

— Não era nada muito sério.

Ao vê-lo todo envergonhado, Ariel sorriu e continuou:

— Já que não nos vemos há tempo, quer ficar mais um pouco? Vou preparar um chá e alguns biscoitos.

Logo em seguida, ela o olhou atentamente e acrescentou:

— Quer tomar um banho? Sua roupa ficou meio suja. Tem uma camisa que o Garrett deixou aqui. Ele disse que podia jogar fora, então vou te dar ela.

— Ah, tá. Obrigado.

Ariel o conduziu até o banheiro, entregou-lhe a camisa e voltou para a cozinha. Sozinho, Koy tirou a roupa e soltou um suspiro de alívio. Se Ariel tivesse visto seu corpo nu, teria levado um susto. Ele olhou para as marcas evidentes de mordidas e chupões por todo o corpo, então correu para se lavar e vestiu a camisa.

Ao sair, o aroma suave de chá de ervas preenchia o ar. Enquanto preparava a infusão, Ariel sorriu ao ver o rosto dele e perguntou:

— É um chá pelo qual eu ando completamente apaixonada ultimamente. Quer provar? Ou prefere outra coisa?

— Está bom, eu também quero provar esse.

Diante da resposta, ela colocou a xícara diante dele e arrumou a mesa. Depois de servir os biscoitos e se sentar à sua frente, finalmente foi direto ao ponto:

— Agora me conta. Como você está com aquele sujeito?

— Hã? Ah…

O rosto de Koy ficou imediatamente vermelho. Entre amigos, perguntar como andava o relacionamento um do outro era algo comum. Ariel tinha falado do término com Garrett com naturalidade; era natural que ela também tivesse curiosidade sobre ele. Mas, para ele, que não estava acostumado com isso, era extremamente constrangedor.

— Es… estamos bem, muito bem.

Koy manteve o olhar fixo na xícara de chá e respondeu baixinho. Sentindo o rosto cada vez mais quente e o coração prestes a explodir, finalmente confessou:

— Nós… nós gostamos um do outro.

A mão de Ariel, que levava a xícara aos lábios, parou no ar. Koy, ainda sem levantar a cabeça, continuou:

— Eu… quer dizer… acabei dizendo que gostava dele, meio sem pensar. E então o Ash…

Envergonhado demais para continuar, ele abaixou ainda mais a cabeça. Ariel pousou lentamente a xícara sobre a mesa. Por dentro, ardia de ansiedade, imaginando que tipo de conversa aquele canalha desprezível tinha usado para envolvê-lo. Por fim, Koy conseguiu terminar:

— Ele disse que me amou a vida inteira… que só existe eu para ele. Disse que sempre amou somente a mim.

Uau… que vigarista desgraçado.

Ariel ficou tão pasma que sua boca se abriu em choque. Ao ver Koy, sentado do outro lado da mesa, todo vermelho e sem saber onde enfiar o rosto de tanta vergonha, ela ficou ainda mais incrédula. Seduzir um Koy tão inocente e simplesmente devorá-lo assim. Era tão absurdo que ela ficou sem palavras.

Talvez fosse algo que já estivesse destinado a acontecer. Quando Koy não estava recebendo salário, foi Ariel quem contou isso a Ashley — a responsável tinha sido ela.

 ‘Quis evitar uma raposa, mas acabei encontrando um tigre’.

Sem saber como consertar aquela situação, Ariel se viu num impasse. Inúmeros pensamentos rodopiavam em sua cabeça, mas não conseguiu expressar nenhum. Koy estava ali, sorrindo timidamente, o rosto corado, com uma expressão de pura felicidade.

Ela sabia melhor do que ninguém o quanto Koy tinha sofrido em silêncio até agora. Aquele amigo que sempre lhe parecera tão digno de pena finalmente parecia feliz. Seria certo destruir isso?

‘Ashley teve uma noiva com quem pretendia se casar e ia a festas de feromônios toda semana’.

Ariel fez o possível para não deixar escapar o que sabia. Se Koy descobrisse isso, o quanto não ficaria magoado?

Talvez ele pensasse que não importava, por ser coisa do passado. Mas a razão e a emoção raramente caminham juntas. Com certeza aquilo ficaria martelando na mente dele, e a felicidade nunca mais seria a mesma.

Ele disse que o que sente pelo Koy é verdadeiro.

Ariel tentava se convencer. Quaisquer que fossem as intenções de Ashley, aquilo ao menos parecia verdade. Mas e se for mentira? Por um instante, ela insegurança a atravessou, mas logo negou veementemente. Ashley não teria motivo para ir tão longe com Koy. Por que se dar ao trabalho de fazer algo sem nenhum benefício aparente?

Mas, se aquele sentimento ainda permanecesse inalterado…

Ela simplesmente não conseguia ignorar as palavras sinistras que Ashley havia dito. Enquanto Ariel vacilava em seus próprios pensamentos, Koy voltou a falar:

— Então… o Ash disse que vai me indicar para um trabalho, mas como não sei quando isso vai acontecer, estou pensando em pegar um bico por enquanto.

— Hã? Um bico?

Voltando a realidade rapidamente, ela perguntou, e Koy respondeu, envergonhado:

— É para comprar um anel.

— Um anel?

Mais uma vez ela repetiu as palavras dele. Ainda ruborizado, mas com uma voz firme, Koy declarou:

— Eu vou pedir o Ash em casamento.

Ao ouvir aquilo, o queixo de Ariel simplesmente caiu.

 

°

°

Continua….

 

Tradução:  Ana Luiza

Revisão:  Thaís

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Em breve será disponibilizado uma sinopse!
Nome alternativo: Kiss Me If You Can

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