Ler Lamba-me se puder – Capítulo 185 Online

Modo Claro

O caminho até entrar em casa pareceu anormalmente longo. Enquanto o porteiro os cumprimentava e Ashley lhe entregava uma gorjeta, trocando algumas palavras leves, Koy olhava ansiosamente para o elevador.

O elevador privativo, como era de se esperar, continuava parado no primeiro andar onde eles haviam descido. Diferente de Koy, que entrou primeiro e se contorcia de ansiedade, Ashley permaneceu conversando tranquilamente com o porteiro, e chegou até a rir de uma piada casual — relaxado como sempre.

— Tenha uma noite agradável, senhor Miller.

O porteiro que também fez uma breve reverência para Koy, sorriu por entre as portas do elevador que se fechavam. Quando finalmente ficaram a sós, o coração de Koy começou a bater de forma ensurdecedora, como se estivesse pulsando bem ao lado de seus ouvidos. Ao lançar um olhar de relance, viu seu reflexo no espelho da parede do elevador. As bochechas estavam coradas, os olhos ansiosos balançando para lá e para cá eram claramente suspeitos. Ele ficou nervoso, pensando se o porteiro não teria suspeitado de algo, mas não podia voltar para confirmar.

‘Está tudo bem. Por fora não dá tanto na vista’. 

‘…Provavelmente’.

Nesse instante, um pequeno sino soou e, em seguida, o elevador parou. Assim que as portas se abriram, a ampla sala de estar entrou em seu campo de visão.

Ashley afastou-se para o lado e sorriu, como se o estivesse convidando a entrar primeiro. Sem alternativa, Koy deu o primeiro passo. Ao abrir as portas duplas de vidro, a sala espaçosa se revelou por completo diante dele.

Gulp.

Ele engoliu em seco, e logo atrás de si ouviu o som do elevador se fechando. Apressado, Koy entrou de vez na sala e se virou. Ashley fechou a porta intermediária e voltou-se para ele. Um silêncio constrangedor caiu entre os dois.

— E-eu… bom…

Koy forçou as cordas vocais secas para conseguir falar.

— Ahn… hoje foi divertido. Então… é… bons sonhos… d-durma bem…

Recuando aos poucos, de forma hesitante, ele se virou de repente. A intenção era fugir dali imediatamente — mas, claro, isso não funcionaria com Ashley.

— Fique aí, Koy.

A voz baixa o fez parar antes mesmo de perceber. Atrás dele, passos se aproximaram. Um passo, depois outro. Eram calmos, como sempre, quanto mais se aproximava, mais o coração de Koy era golpeado com força.

— Ah…!

Antes que pudesse imaginar o que viria a seguir, e já tenso ao extremo, Koy foi erguido do chão de repente. Com o corpo suspenso no ar, ele se assustou e começou a agitar os braços, até que, por instinto, acabou envolvendo o pescoço de Ashley. Diante de seus olhos arregalados, surgiu o rosto sorridente de Ashley.

— Bom garoto.

Num instante, o sangue subiu até o topo da cabeça dele. Sem saber o que fazer com o rosto em brasa, Koy permaneceu nos braços de Ashley enquanto ele avançava com passos largos.

Como se fosse a coisa mais natural do mundo, Ashley subiu as escadas. Koy piscou, inquieto. Já não havia mais como negar para onde eles estavam indo.

— A-Ash…

Ao chegarem diante do quarto de Ashley, Koy gritou com urgência, bem no momento em que ele ia abrir a porta. Conseguindo detê-lo por um fio antes que a porta se abrisse por completo, Koy falou com a voz trêmula.

— E-então… o que… o que você está tentando fazer agora…?

Ele já sabia a resposta, mas não teve escolha a não ser perguntar. Diante daquela voz sem confiança, Ashley sorriu. Num tom que soava estranhamente lânguido, ele respondeu:

— Você disse que ia me mostrar, Koy.

E, olhando nos olhos vacilantes dele, Ashley empurrou a porta com o ombro. O quarto era amplamente espaçoso a ponto de arrancar uma exclamação, mas o caminho até a cama pareceu absurdamente curto se comparado à distância percorrida desde a entrada.

— Pronto, Koy.

Depois de colocá-lo sobre a cama, Ashley sorriu e olhou para baixo, fitando-o.

— Agora me mostra.

Ashley se levantou, e os braços de Koy, que envolviam seu pescoço, perderam a força. Sob o olhar que o observava de cima, Koy não podia mais negar.

De repente, ele se lembrou de que algo semelhante havia acontecido antes.

‘Quando foi mesmo a primeira vez que fiz isso com o Ashley’?

Koy tentou contar as datas, mas logo desistiu. Forçando sua mente, que tentava fugir da realidade, ele finalmente se concentrou em Ashley, que estava de pé diante dele. Ele ainda esperava. Não, ele provavelmente esperava há muito tempo. O dia em que Koy vestiria aquilo e mostraria a ele.

— Koy.

— Hmn?

Com a mão trêmula, Koy segurou o cós da calça, mas Ashley o chamou de repente. Ele parou o movimento por reflexo e ergueu o olhar. Com uma mão na cintura e a outra tocando o próprio queixo, Ashley falou:

— Você deveria tirar a camisa primeiro.

— …Hã?

‘Não era só mostrar a parte de baixo’?

Koy ficou confuso, mas Ashley apenas fez um gesto com o queixo, como quem diz para ele se apressar. Sem alternativa, Koy engoliu em seco e moveu as mãos com dificuldade. Ashley observou em silêncio enquanto aquelas mãos trêmulas desabotoavam um por um os botões e retiravam a camisa.

Assim que a camisa branca, que já havia cumprido seu papel, foi removida, o corpo nu ficou à mostra. Era constrangedor, mas aquilo não passava de um começo. Uma tarefa muito pior do que tirar a camisa ainda o aguardava, e o evento que Ashley queria estava apenas começando.

Koy levou as mãos hesitantes até a fivela da calça, soltou-a e abriu o zíper. Por alguma razão especial, a calça de algodão grudava desconfortavelmente em suas pernas, e Koy, com as mãos na cintura, puxou-a para baixo lentamente.

— Haah……

Um suspiro baixo escapou dos lábios de Ashley. Desde o instante em que a faixa preta envolvendo a cintura entrou em seu campo de visão, ele já estava excitado. À medida que a visão se ampliava, aquilo que ele tanto sonhara começava, pouco a pouco, a se tornar realidade. Quando Koy finalmente se livrou da calça por completo, Ashley cobriu a boca com a mão que estava apoiada no queixo.

‘Perfeito…’

Nenhuma palavra saía. Koy estava sentado sobre a cama usando apenas uma meia-calça preta. Encolhido, com os joelhos erguidos como se quisesse se esconder, ele olhava em volta com um ar apreensivo; o rosto estava não apenas vermelho, mas completamente ruborizado, como se tivesse amadurecido demais. Ashley tentou falar, mas parou no meio do caminho e, ainda cobrindo a boca, pigarreou secamente para limpar a garganta.

— Koy.

Ao ouvir seu nome numa voz ainda mais grave, Koy se sobressaltou. Diante daquele nervosismo evidente, Ashley continuou:

— Abaixe as pernas. Não consigo ver direito.

Na verdade, Koy pensou a mesma coisa. Mas a vergonha era grande demais para permitir tal coisa, e ele chegou a nutrir uma esperança mínima de que Ashley simplesmente deixasse passar. Evidentemente, isso não aconteceu.

Ashley observou em silêncio enquanto Koy, hesitante, abaixava os joelhos. As pernas longas foram descendo devagar e, quando aquelas linhas elegantes, com as quais ele sonhara tantas vezes, se revelaram por completo, Ashley não apenas suspirou — chegou a prender a respiração.

Koy, sentado de lado na cama de Ashley com as mãos apoiadas, olhava para ele com as pernas estendidas. Através da meia-calça fina, seu contorno era claramente visível. O formato arredondado do quadril, e até mesmo o pequeno pênis encolhido, tudo se destacava.

— Você não está usando cueca…

Ashley murmurou, sem sequer tentar disfarçar a rouquidão na voz. O rosto de Koy se contorceu, como se estivesse prestes a chorar, e ele protestou, magoado:

— Vo-você que disse para eu não usar…….

Ele se lembrava do quanto ficou chocado ao ler o bilhete que veio junto. Passou um bom tempo ponderando se realmente deveria seguir aquilo à risca ou não. No fim, o senso de obrigação falou mais alto, mas mesmo assim… tirar a calça e a cueca dentro de um boxe individual e vestir uma meia-calça feminina — ainda que ninguém estivesse vendo — fez com que ele se sentisse um completo pervertido, a ponto de querer sair correndo. Observando o rosto de Koy, retorcido de vergonha, Ashley finalmente abriu a boca para falar.

— Sim, foi o que eu disse.

Seu olhar, que havia percorrido as pernas de Koy, voltou ao rosto dele. Um leve rubor surgiu no rosto de Ashley.

— Fico feliz que você tenha feito exatamente o que eu pedi.

‘É claro… eu prometi’.

Koy pensou isso, mas não conseguiu falar nada. Ashley apoiou um joelho sobre a cama. Koy apenas observou, imóvel, enquanto ele se inclinava para a frente como um animal, aproximando-se devagar. Ainda mantendo o olhar fixo nele, Ashley ergueu a mão.

Quando os dedos tocaram de leve o pé coberto pela meia-calça fina, Koy estremeceu e o corpo inteiro se retesou. Ashley abriu um sorriso leve e baixou o olhar para a própria mão. A mão que acariciava o pé de Koy deslizou lentamente até o tornozelo, envolvendo-o com suavidade.

— Ah!

De repente, Ashley puxou o tornozelo, e Koy acabou soltando um grito assustado. Quando se deu conta, já estava deitado sobre a cama. Ashley havia se posicionado entre suas pernas abertas, segurando um tornozelo em cada mão, com um joelho apoiado e o corpo meio erguido, observando-o de cima.

 

°

°

Continua….

 

Tradução:  Ana Luiza

Revisão:  Thaís

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Em breve será disponibilizado uma sinopse!
Nome alternativo: Kiss Me If You Can

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