Ler A Tatuagem de Camélia – Capítulo 61 Online
Enquanto o casal, cujos corações finalmente se alinharam, acariciava o rosto um do outro, secava as lágrimas e entrelaçava as almas com um fervor quase imprudente…
Em algum lugar do Norte, uma tortura brutal estava acontecendo.
— Havia uma… uma droga que simulava uma gravidez…
Raphael, o cavaleiro de cabelos prateados, era um especialista nessa área.
Ele exibia pouca mudança emocional e sentia quase nenhuma dor.
Por isso, assumia missões perigosas como emboscadas e assassinatos, além de infiltrar-se em lugares arriscados para obter informações. Da mesma forma, era habilidoso em causar dor na medida exata para arrancar informações sem matar.
— Explique melhor o que é essa droga.
— Uma mistura de várias coisas… cogumelos, peles tóxicas de arenque e raízes medicinais, que fazem o abdômen inchar….
— Só isso não enganaria alguém a ponto de acreditar que está grávida.
Naturalmente, Iona havia consultado um médico.
Não havia como um médico que conhecia Igmeyer há tanto tempo traí-lo. A droga precisava ser poderosa o suficiente para enganar até um médico.
— Ela altera o pulso para imitar uma gravidez, interrompe a menstruação e, após cinco meses… uma massa é expelida naturalmente, fazendo parecer que houve um aborto espontâneo….
Era algo que enganaria qualquer um. Afinal, quando alguém está determinado a fraudar, como não cair no golpe?
No entanto, Igmeyer não era apenas ‘alguém’ que poderia ser facilmente enganado. Raphael nunca o vira segurar o pulso de uma mulher.
— Eu confessei tudo, então, por favor… me polpe.
Madame Étoile, agora desfigurada, suplicou, mas Raphael nem sequer moveu uma sobrancelha.
Entre os cavaleiros aprendizes que observavam a cena horrível, alguns ficaram pálidos, incapazes de suportar o horror, mas ninguém interrompeu Raphael.
Era natural. As pessoas que Raphael trouxera eram candidatas a assumir seu papel caso ele morresse.
— Eu sei que foi o Sumo Sacerdote Mikael quem ordenou isso.
— …
— Vixson. Edden. Saiam.
Ele os filtrava um a um dessa forma. Aqueles que não suportavam a cena, que achavam a tortura desonrosa, ou aqueles que pareciam interessados demais, quase se deleitando com a violência, eram dispensados.
No final, apenas três permaneceram. Eles não demonstraram qualquer sinal de perturbação ao ver as unhas de Madame Étoile sendo torcidas e arrancadas uma a uma, nem exibiram interesse na própria violência.
Raphael ficou satisfeito. Eles compreendiam claramente para que aquilo servia e a quem estavam servindo.
— Você não sente nenhuma pena de mim? Isso ainda não é suficiente?! Por que você insiste tanto em me fazer confessar… Aaaah!
Mesmo depois de perder todas as unhas das mãos e dos pés, a voz de Madame Étoile continuava forte.
Sua natureza endurecida tornava difícil estimar quantas vítimas ela já havia feito sofrer. Criminosos que escapam da justiça por muito tempo acabam perdendo a noção da gravidade de seus atos.
— Extraiam a próxima informação sem matá-la. Conseguem fazer isso?
— Faremos o possível.
Raphael passou a tarefa para os cavaleiros aprendizes que estavam à espera, observando.
Isso podia parecer mais métodos de mercenários do que de cavaleiros, mas a Ordem do Gigante de Gelo sempre ensinou uma combinação das duas abordagens desde sua fundação: adaptabilidade com disciplina rígida, crueldade com senso de justiça.
— Aaaaah! Seus desgraçados imundos! Demônios malditos! Aaaaah!
…E proporcionar oportunidades para os aprendizes crescerem também é uma característica dos Gigantes de Gelo.
A eficiência em relação ao esforço investido era notável.
Raphael observava atentamente os aprendizes enquanto refletia sobre isso.
Isso também fazia parte da guerra psicológica.
Raphael não devia permanecer envolvido emocionalmente com o criminoso. Caso contrário, o criminoso poderia começar a se achar importante.
Mas quando aprendizes inexperientes se revezam na tortura, torna-se cada vez mais difícil para o criminoso suportar.
Por causa do ego ferido.
— …Broche.
Raphael, que estava atento ao tempo, virou-se silenciosamente ao ouvir o gemido fraco vindo da cabeça caída.
— Broche… broche de pomba…..
— Você sabe que é do Sumo Sacerdote, não sabe?
— Se quiser saber… eu posso contar…
Ela estava preparada para dar um falso testemunho.
Diante da resposta desejada, Raphael levantou a mão. Os aprendizes que estavam trabalhando em várias tarefas prontamente se retiraram.
— Investiguem o Broche de Pomba. Coloquem uma mordaça nela.
Finalmente, havia algo para relatar a Igmeyer. Deixando a cena sob os cuidados dos aprendizes, Raphael saiu pessoalmente.
Esperando que isso fosse um meio de expulsar de vez o hóspede indesejado.
Naquela noite.
— O que significa isso?! Como vocês ousam?!
O caos irrompeu no quarto do príncipe.
Loki, que tentava dormir confortavelmente de pijama, saltou assustado com a invasão repentina dos cavaleiros. Os criados tremiam e formaram um escudo humano ao redor do príncipe.
No entanto, os cavaleiros não demonstraram qualquer interesse no precioso príncipe.
— Procurem em todos os lugares!
— Revistem cada canto!
Na realidade, os cavaleiros do norte não tinham nenhuma antipatia particular por esse príncipe ingênuo.
Embora um pouco barulhento e problemático, ele era apenas uma criança, afinal.
Havia até quem sentisse pena dele por ter sido afastado dos pais e obrigado a viver como um convidado.
Mas se ele estava envolvido em artimanhas triviais, isso mudava a situação.
— Encontramos! O Broche de Pomba!
Momentos depois, ao grito de um cavaleiro, todos interromperam o que faziam e se reuniram.
De fato, na mão do cavaleiro estava o tal broche.
— O-o quê? O que é isso?!
O príncipe, que tremia de surpresa no meio da noite, finalmente gritou. Sua voz, tensa e rouca, estava longe de ser digna.
— Como ousam tratar um príncipe do reino assim por causa de algo desse tipo?!
Os cavaleiros não responderam às suas reclamações. Simplesmente se retiraram do quarto, onde vários objetos estavam quebrados e espalhados.
Quem respondeu ao Loki abalado e à beira das lágrimas foi o último a aparecer — o senhor do castelo.
Igmeyer Niflheim.
— Se esse príncipe cometeu atos malignos em minhas terras, a situação será diferente.
— O-o quê? O que eu fiz?!
Loki tremia de frustração.
Os olhos vermelhos, o coração disparado e a respiração ofegante revelavam o quão jovem ele realmente era.
Na verdade, tudo o que Loki fez foi assumir o papel do vilão para melhorar as relações entre eles, e até isso parecia ter sido um grave erro.
Ele não impedira Mikael, mesmo sabendo de seus planos. Depois que Iona apareceu, apenas tentou protegê-la, falhando em procurar a Grã-Duquesa e explicar honestamente que tudo fazia parte do esquema do Sumo Sacerdote.
Talvez esta fosse sua devida punição. Algo que ele estava destinado a pagar.
Embora fosse um pensamento infantil, os jovens raramente percebem a própria juventude.
Por fim, desistindo de qualquer resistência, Loki desviou o olhar como se aguardasse sua execução.
Ele não abaixou a cabeça, mas não conseguiu ver Amber, que estava atrás de Igmeyer. Suspeitava que ela escondia algo.
— C-como… como está o príncipe?
Amber, hesitando nas palavras, desistiu de qualquer tentativa de defesa. Parecia inútil de qualquer forma.
Na verdade, se alguém considerasse cuidadosamente, ninguém aqui havia explicitamente declarado qual era o crime de Loki, mas ele já havia se resignado à situação.
Foi assim que ele viveu até agora.
— O príncipe ficará detido até que a investigação seja concluída.
Loki nem sequer perguntou sobre o que era a investigação.
Enquanto observava os atendentes sendo arrastados para fora, ele cambaleou e desabou no sofá.
— O que está acontecendo?
Ele tentava acalmar seu coração acelerado o melhor que podia quando uma voz, como a de um salvador, chegou aos seus ouvidos.
— Posso perguntar em que o príncipe esteve envolvido?
A voz calma parecia estar do seu lado.
Loki levantou-se do sofá e, com uma expressão quase chorosa, olhou para o Sumo Sacerdote, Mikael.
— O crime é enviar uma mulher chamada Iona para falsamente alegar uma gravidez. Agora vamos descobrir lentamente quaisquer outros esquemas ele possa estar envolvido.
Continua…
Tradução: Elisa Erzet
Ler A Tatuagem de Camélia Yaoi Mangá Online
Amber, era uma princesa tão linda quanto uma fada.
Seu marido, que viveu como mercenário, era muito diferente dela em todos os sentidos.
Devido a um casamento forçado, Amber caiu em desespero. Ao longo dos anos de seu casamento, se ressentia veementemente de tudo sobre seu marido.
No entanto, quando ele encontrou seu fim tentando protegê-la e ao filho que ela estava esperando, Amber foi tomada pelo arrependimento e desejou voltar no tempo…
O ponto de partida da regressão foi a noite de núpcias.
— Você não olhou para mim nem uma vez durante o banquete do casamento, pensei que estivesse chateada por se tornar esposa de um homem humilde.
Ela já era como cinzas queimadas, mas ele parecia um espírito de fogo dançando sobre as ruínas.
O abraço dele era forte demais para suportar, então Amber desviou finalmente o olhar.
🌸🌸🌸
‘Foi só após te conhecer que percebi que havia um vazio dentro de mim. E então fiquei feliz, sabendo que você vai completar esse vazio.
Mas conforme essa parte em mim era preenchida, fui ficando mais ganancioso.
Ah, se eu fosse um pouco mais perverso, eu teria devorado você inteira.
Ps: Meu outro maridinho