Ler A Tatuagem de Camélia – Capítulo 59 Online

Modo Claro

Igmeyer sabia muito bem que o príncipe não podia ser morto nem gravemente ferido, então garantiria que ele estivesse devidamente protegido.

Além do mais, se o príncipe decidir não ir, tudo bem. Se ele for e fizer birra porque está com muito medo… basta perguntar se a caçada ao monstro parecia uma brincadeira.

Na verdade, Amber não desgostava tanto assim de Loki. Ela apenas o achava extremamente, extremamente cansativo. Por isso, só esperava que ele nunca mais voltasse ao Norte.

— Descobri algo inesperado sobre Madame Étoile.

— Algo diferente do fato de ela estar envolvida em atos semelhantes ao tráfico de pessoas?

— Jean disse que tudo bem te contar. Afinal, também precisamos ouvir sua opinião…

Amber suspirou suavemente ao ouvir isso.

Jean Halleway. Um filho ilegítimo nascido de uma famosa família acadêmica.

Sua mãe era uma dançarina errante que enganou o ingênuo Conde Halleway e teve um filho com ele… essa é a história pública.

Mas, na verdade, a dançarina era uma mulher de Madame Étoile.

— Alguém a contratou para extorquir dinheiro por meio de golpes matrimoniais.

— Oh…

— O Conde Halleway realmente a amava. A traição foi ainda mais dolorosa quando ele descobriu a verdade. O status da dançarina, seu passado e até a forma como ela se comportava diante dele eram todos falsos…

Igmeyer fez uma pausa, tomando um gole de sua bebida.

Depois, falou em voz baixa.

— Jean quer ter autoridade para lidar com as mulheres de Madame Étoile.

— E o que vai acontecer com Madame Étoile?

— Ela será executada publicamente.

Amber assentiu diante da declaração calma. Era melhor impedir que esse tipo de coisa voltasse a acontecer.

— Não vá à praça nesse dia. Elas ficarão enforcadas por uma semana… Prefiro que você não veja isso. Por favor.

— …Está bem.

Mesmo sem o pedido, ela não pretendia ir, mas com a insistência de Igmeyer, Amber decidiu que definitivamente não pisaria na praça naquela semana.

— Quanto à autoridade sobre as mulheres de Madame Étoile… acho que são inocentes e seus crimes não são graves. Não posso conceder autoridade a menos que isso leve a um resultado positivo.

— É um ponto justo.

— Ouça o que Jean tem a dizer e depois tome sua decisão. Ele não é alguém sem juízo.

Amber sentiu um pouco de alegria por ter o que parecia uma conversa normal de casal. Ela deixou de lado sua postura fria pela primeira vez em um bom tempo e compartilhou o que havia descoberto com um tom um pouco mais suave.

— Iona revelou algo sobre o cliente. Ele tinha olhos verdes.

— Oh. Isso é muito útil. Madame Étoile tem se mantido em silêncio sobre o cliente, então isso é um alívio.

Sumo Sacerdote Mikael. No fim das contas, ele era o único mentor por trás desse plano ridículo.

Agora que foi identificado, eles podem passar para o próximo passo.

— Pressione Madame Étoile por mais informações com base no que Iona revelou. Se ela confessar, teremos duas testemunhas. Nem mesmo o Sumo Sacerdote conseguirá negar.

Amber, após umedecer a garganta com vinho, expôs calmamente os próximos passos.

— Prendam imediatamente o Sumo Sacerdote e enviem uma carta de protesto à ordem sobre suas ações. Em seguida, afirmem que a profecia que ele alegou ter recebido era falsa. Diga que ele inventou esse plano absurdo por medo de que suas mentiras fossem expostas…

— E se não acreditarem?

— Vão acreditar. Não existe ninguém no mundo sem inimigos. Desde que o Sumo Sacerdote seja humano e não um deus, alguém vai querer derrubá-lo. Mesmo que seja mentira, vão acreditar que é verdade.

É assim que a política funciona.

Algo em que Igmeyer não era bom. Mas Amber amava política e a entendia profundamente.

‘Eu preencherei as lacunas onde ele falha, e ele cobrirá as áreas onde eu sou deficiente.’

Parecia que haviam alcançado a imagem perfeita de um casal que ela imaginara por tanto tempo, e Amber sorriu.

— Amber? O que há de errado? O que está acontecendo?

‘Hã?’

Ela achava que estava sorrindo… mas não estava?

Sua visão ficou turva. O rosto preocupado de Igmeyer parecia oscilar.

‘Eu deveria estar satisfeita. Isso… só isso já é suficiente. Era só o que eu queria…’

Então por que parecia que seu coração estava sendo despedaçado?

‘Pensar que não há tatuagem para mim… só… só isso.’

Igmeyer, profundamente chocado, levantou-se de um salto e a abraçou. Durante todo esse tempo, lágrimas fluíram dos olhos de Amber como as de uma criança.

Amber chorou dolorosamente, sem sequer entender por que se sentia tão desolada.

Parecia que quem estava prestes a morrer era Igmeyer.

Pelo que ele sabia, Amber nunca foi do tipo que chorava sem motivo. Ela não era alguém que simplesmente desabava assim.

‘Então devo ter cometido um pecado gravíssimo. Disse algo errado? Ou minha atitude agora causou isso?’

Apesar de tentar desesperadamente descobrir, ele não conseguia encontrar nada. Na verdade, Amber era quem esteve agindo friamente o tempo todo.

Levado ao limite, Igmeyer deu tapinhas nas costas dela em pânico.

Mas isso só pareceu fazê-la chorar mais.

— Fiz tudo errado. Sou eu quem merece ser punido. Devo ter cometido um grande pecado. Não é? Por favor, me perdoe, Amber. Está bem?

No passado, ele não entendia homens que pediam desculpas de forma tão impulsiva.

Achava que certo e errado deviam ser claramente definidos e que ninguém poderia ser totalmente culpado sozinho. Por que alguém pediria desculpas primeiro… Ele pensava assim, de forma tola.

Mas agora Igmeyer entendia.

Ver sua amada esposa chorar fazia sua mente ficar completamente em branco.

Amber soluçando, ofegante, como se fosse desmaiar, foi um choque tão grande quanto ver o mundo desmoronar ao seu redor.

Se ao menos ela o batesse ou expressasse seu ressentimento caso ele tivesse feito algo errado… mas não. Ela apenas balançava a cabeça e mordia os lábios. A ideia de que seus lábios preciosos pudessem se machucar fez com que ele não conseguisse respirar.

Talvez devesse se ajoelhar. Talvez isso fizesse suas lágrimas pararem.

A ansiedade e o medo que ele nunca sentira, nem diante de um monstro colossal, agora surgiam com o choro dela.

‘Nosso casamento foi realmente tão horrível até agora?’

Assim que esse pensamento passou por sua mente, sua expressão ficou sombria. O desespero perfurou seu coração como uma lança.

‘Ela deve ter me odiado… Mas ela é tão gentil que não conseguiu expressar isso, apenas reprimiu tudo até explodir assim?’

Perdido em pensamentos sombrios, Igmeyer nem percebeu que acabara de pensar nela como sua “amada” esposa.

Ele não conseguia compreender a fonte dessas emoções sombrias e pegajosas. Apenas apertou ainda mais o corpo delicado dela contra si.

‘Não posso abrir mão dela.’

A boca de Igmeyer se fechou em uma linha dura.

‘Mesmo que ela diga que quer ir embora, não posso deixá-la ir.’

Se fosse apenas saudade de Shadroch, ele poderia consolá-la assim.

Se fosse o frio do Norte que ela odiava e fosse insuportável… tudo bem.

Ele poderia quebrar os braços do príncipe e torcer seu pescoço agora mesmo, e então jogá-lo na rua em frente ao palácio como comida de cachorro. O orgulho do Imperador ficaria gravemente ferido, e ele não teria escolha a não ser começar uma guerra.

Mas os porcos da capital seriam páreos para o exército do Norte?

Se Amber desejasse, ele poderia destruir o palácio e colocá-la na posição mais alta.

Ele encontraria a coroa imperial mais adequada para Amber, colocaria em seus lindos cabelos loiros e beijaria seus preciosos pés.

Sim. Ele até começaria uma guerra de conquista se necessário…

Ele não podia deixá-la ir.

Assim que imaginou Amber o deixando porque não conseguia mais suportar, sentiu como se seu coração estivesse queimando. A intensidade desse sentimento logo queimou sua garganta, fazendo vasos sanguíneos estourarem em seus olhos.

Desde que se apaixonara por ela, nunca tivera pensamentos tão angustiantes.

O mundo parecia suportável, não tão terrível.

Em alguns dias, até parecia brilhar.

Tudo por causa de Amber…

‘Ah… eu acabei de dizer que a amo?’

Sua cabeça estava fervendo.

Igmeyer continuou olhando para Amber, que ainda soluçava, e sussurrou docemente:

— Você odeia quando eu te toco?

— …

— Se você não gosta, me empurre para longe. Você pode até morder minha língua. Vou parar com apenas um pequeno sinal de recusa sua.

Com isso, ele capturou seus lábios.

Enquanto agarrava seu peito macio com uma mão e avançava a língua de forma ousada, Amber estremeceu e se encolheu.

Ainda assim, ela não o afastou. Pelo contrário, sua resposta foi tão submissa, quase acolhedora, que os olhos de Igmeyer enlouqueceram.

Alguma vez ele já desejara tocá-la tanto quanto hoje?

Ele sempre gostou de fazer amor com ela, mas essa sensação de urgência era nova.

‘Se você não conseguir me deixar só porque gosta disso…’

‘Eu ficaria satisfeito.’

Se ela chorou agora porque queria fugir, ele esperava que esquecesse esse pensamento.

Desejando isso, Igmeyer tirou o fôlego de Amber e apressadamente baixou suas roupas.

Ele lambeu e chupou os ombros expostos, deixando marcas rapidamente. Sua pele era tão delicada.

Ela parecia uma mulher frágil que poderia voar se fosse tocada ou desaparecer se fosse abraçada com força demais. Sua esposa era uma fada.

‘…Minha Amber.’

— Ugh…!

As carícias foram breves. Sem conseguir respirar, o peito dele parecia apertado e, em seu estado urgente, logo a penetrou.

Sem remover completamente sua calcinha, seu membro grosso já estava duro o suficiente, então não houve problemas para entrar.

Amber, embora não totalmente pronta, estava molhada o suficiente para permitir algum movimento.

— Vejo que você também andou chorando aqui.

Sussurrando de maneira lasciva, ele ergueu os quadris com força, fazendo lágrimas brotarem nos olhos de Amber novamente. Igmeyer as lambeu enquanto esfregava seus mamilos com ambas as mãos. Enquanto torcia seus mamilos endurecidos dolorosamente, Amber soltou um gemido agudo.

Ele levou os mamilos endurecidos à boca e, ao contrário de antes, gentilmente os lambeu. Os mamilos ficaram ainda mais inchados e sensíveis.

Amber gemeu repetidamente enquanto sentia a língua provocando seus seios.

Desde antes, o membro dele a esticava até o limite. Era avassalador, quase insuportável, mas ele não se movia.

Seu corpo, consciente do prazer, implorava com fervor.

Eventualmente, Amber envolveu seus braços ao redor do pescoço de Igmeyer e começou a mover levemente os quadris.

— Igmeyer… por favor?

Ela estava desesperada. A boca seca.

Se sentia profundamente angustiada. Era evidente que não havia nada em suas costas, e ver isso com seus próprios olhos seria doloroso demais, até mesmo humilhante.

Por isso, chorou ainda mais.

Suas lágrimas finalmente pararam só depois que ele a beijou.

‘Eu amo estar conectada assim…’

A essência escorregadia dentro dela se agarrava firmemente a ele, engolindo-o até a raiz, ainda exigindo mais, como se não fosse suficiente.

Amber não queria fazer isso com mais ninguém além dele.

Continua…

Tradução: Elisa Erzet 

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Amber, era uma princesa tão linda quanto uma fada.
Seu marido, que viveu como mercenário, era muito diferente dela em todos os sentidos.
Devido a um casamento forçado, Amber caiu em desespero. Ao longo dos anos de seu casamento, se ressentia veementemente de tudo sobre seu marido.
No entanto, quando ele encontrou seu fim tentando protegê-la e ao filho que ela estava esperando, Amber foi tomada pelo arrependimento e desejou voltar no tempo…
O ponto de partida da regressão foi a noite de núpcias.
— Você não olhou para mim nem uma vez durante o banquete do casamento, pensei que estivesse chateada por se tornar esposa de um homem humilde.
Ela já era como cinzas queimadas, mas ele parecia um espírito de fogo dançando sobre as ruínas.
O abraço dele era forte demais para suportar, então Amber desviou finalmente o olhar.
🌸🌸🌸
‘Foi só após te conhecer que percebi que havia um vazio dentro de mim. E então fiquei feliz, sabendo que você vai completar esse vazio.
Mas conforme essa parte em mim era preenchida, fui ficando mais ganancioso.
Ah, se eu fosse um pouco mais perverso, eu teria devorado você inteira.
 
Ps: Meu outro maridinho

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