Ler A Tatuagem de Camélia – Capítulo 56 Online

Modo Claro

Depois de passar dois dias observando Iona de perto, Amber percebeu algo com clareza. Apesar da idade, Iona não era muito diferente de Jason.

Se comparado a jogar quebra-cabeças, Amber costumava “brincar com” Jason, mas com Iona, ela “brincava junto”, genuinamente aproveitando o tempo.

Outra semelhança entre Iona e Jason era o amor por comida; ambos mal conseguiam se controlar quando recebiam algo saboroso.

Ao ver os rostos deles sujos de gordura, sorrindo de orelha a orelha, Amber se sentiu tomada por uma emoção intensa.

Ela se perguntou quantas mulheres como Iona ainda havia no mundo.

Além disso, Iona era analfabeta.

‘Se atrairmos ativamente os jogos de esqui e gerarmos algum dinheiro extra das lutas contra monstros, então… é hora de construir uma escola.’

Viajando pela vila, ela descobriu que o analfabetismo era generalizado no Norte.

Diferente de Shadroch, onde até crianças pequenas gostavam de pegar livros emprestados na biblioteca, o Norte era completamente diferente.

Não se tratava apenas de não educar meninas; na verdade, nenhuma das crianças recebia educação. Parecia ser um pressuposto básico que plebeus não precisavam saber ler.

‘Isso não pode estar certo. Para o território avançar, precisamos de mais pessoas inteligentes.’

Quantas crianças existiriam por aí, sem saber de seus próprios talentos, sedentas por conhecimento?

‘Há tanta coisa que quero fazer. Eu não tinha ideia do que posso fazer sendo a senhora do território!’

Quando Nidhogg for derrotado, as crianças poderão ir à escola em segurança.

Se os portões não precisassem mais ser fechados, as vilas do Norte também poderiam trocar mais entre si.

— Amber.

Nesse momento, a porta da sala de recepção se abriu levemente, e Igmeyer apareceu. Como todos os sacerdotes haviam sido expulsos, Iona já não corria para abraçar Igmeyer nem se exibia para ele.

Ela apenas permanecia ali, segurando seu barrigão, observando em silêncio.

Amber afagou a cabeça de Iona e de Jason, então seguiu caminhando.

— Fiquem e brinquem. Vou pedir à cozinha que traga mais biscoitos.

— Sim!

A simples menção a biscoitos fez seus rostos se iluminarem com alegria infantil. Apesar de seus corpos terem crescido, suas mentes permaneciam pouco desenvolvidas.

— Não entendo por que você mantém aquela mulher tão perto.

— Acho que, se eu a convencer, ela pode revelar alguma informação importante. Além disso… é simplesmente lamentável.

— Eu não gosto disso. Está claramente encenando.

Igmeyer franziu profundamente a testa. Seu desconforto com Iona não era apenas porque ela era “suspeita”. Ele particularmente desprezava como Iona parecia se esforçar demais para conquistar o favor de Amber.

‘Aparecendo com uma mentira tão absurda e depois agindo de modo fofo com Amber? Ridículo.’

Se não fosse pela gravidez, ele já a teria sequestrado à noite e jogado em um ninho de monstros.

Igmeyer rangeu os dentes com esses pensamentos sombrios.

— Jason e Iona são iguais. Eles só estão… implorando por amor e carinho.

— Aff.

— Mas você sabe que eu adoro você mais do que todos, não é?

Somente após a gentil garantia de Amber, Igmeyer relaxou sua expressão.

Emocionalmente, ele queria expulsar os dois, mas racionalmente… bem…

Era bom que Amber tivesse encontrado seu meio-irmão.

Iona também, embora ele odiasse admitir, poderia eventualmente revelar algumas informações valiosas se manipulada adequadamente antes que Raphael chegasse à Madame Étoile e sua gangue.

Ainda assim, o irritante era que ela havia vindo para perturbar seu relacionamento com Amber.

Igmeyer abraçou Amber com força, enterrando os lábios em seu pescoço e resmungando baixinho.

— Querida.

— …

— Amor.

— Por que você está assim hoje?

Depois de chamá-la várias vezes em tom suplicante, Amber acabou cedendo e acariciou sua cabeça.

Satisfeito, Igmeyer fechou os olhos e beijou repetidamente seu pescoço.

— Não posso viver sem você. O que eu faço?

— …Sério?

— Sim. Por isso dói tanto sentir esse vento frio entre nós ultimamente.

Desde o dia em que Igmeyer revelou que estava tomando contraceptivos e não tinha intenção de ter filhos, eles não tinham feito sexo.

Claro, entre a aparição de Iona e os problemas causados pelos sacerdotes, tudo estava caótico, e eles nem sequer haviam trocado um beijo.

Mesmo ao dormir, Amber ficava voltada para frente. Não de costas, mas ainda assim… era decepcionante.

Ele sabia que havia causado parte da decepção, mas não podia evitar se sentir daquela maneira.

Durante o dia, estava tão ocupado com treinamentos e papelada que mal tinha tempo para respirar, então valorizava muito os momentos noturnos com a esposa. Saber que Iona e Jason passavam o dia inteiro com Amber o deixava profundamente frustrado.

— A propósito, Igmeyer. Vou contratar uma nova empregada. Com a Nora fora, é demais para a Betty lidar sozinha.

— Tudo bem.

Ele tentou chamá-la com apelidos carinhosos, esperando conquistá-la, mas Amber o cortou de forma seca.

Isso só piorou as coisas, e Igmeyer se agarrou a ela, não querendo se separar.

Ele podia choramingar e parecer lastimável como um cachorro repreendido, mas não era tão pequeno nem adorável como um filhote.

E era exatamente isso que tornava tudo tão frustrante.

Igmeyer não sabia como fazer Amber voltar a olhar para ele.

‘Mas… sem filhos.’

Não era por teimosia. Nem era por causa de suas visões pessoais sobre não gostar da ideia de ter filhos.

Igmeyer realmente queria explicar por que não podiam ter um.

Agora que um método de autossuficiência estava surgindo no Norte, a ideia de ter filhos se tornava ainda mais inviável.

No entanto, ele não conseguia explicar. Não conseguia articular o motivo além de simplesmente dizer que não era possível.

Era como uma maldição. Algo que amarrava sua língua e bloqueava sua garganta, impedindo-o de proferir uma única palavra sobre o assunto.

— Vou escolher uma criada pessoal. Faça o que precisar fazer.

— …Tudo bem.

Igmeyer assentiu tristemente, mas Amber se virou bruscamente.

Incapaz de segurá-la ou abraçá-la, ele só pôde engolir seus suspiros.

Seu coração doía.

Com as chuvas da estação caindo intensamente, a temperatura no castelo caiu rapidamente.

Depois de reunir candidatas para a posição de empregada pessoal, Amber, elegantemente vestida com um casaco feito de pele de Fenrir, sentou-se graciosamente em sua cadeira.

As criadas engoliram em seco diante da aparência digna de sua senhora, perguntando-se por que apenas criadas veteranas com mais de cinco anos de experiência haviam sido convocadas.

No final da fila, Iona estava de pé, aparentemente alheia ao desconforto que estava causando ao seu redor.

— Chamei vocês aqui para selecionar mais uma empregada pessoal.

— !

— Essa pessoa trabalhará sob a supervisão de Betty e receberá o mesmo tratamento que Nora e Betty… Alguma voluntária?

O anúncio calmo de Amber instantaneamente trouxe um rubor aos rostos das empregadas.

Todas cobiçavam a posição de empregada pessoal.

Uma oportunidade dessas fazia anos de serviço leal parecerem finalmente recompensados. As criadas veteranas seguraram o peito acelerado, pensando nisso.

— Aqui! Eu, eu quero fazer isso. Esse trabalho…!

Nesse instante—

— Eu consigo fazer bem!

A declaração ingênua de Iona pegou as empregadas veteranas desprevenidas. Algumas demonstraram desagrado ou hostilidade. Essa é uma recompensa reservada àquelas que provaram sua dedicação ao longo do tempo.

Claro, há casos especiais como Nora, que recebeu tais privilégios porque serviu bem à senhora desde o primeiro dia neste castelo.

E Betty é conhecida entre as empregadas por suas habilidades excepcionais.

Então, de repente, uma mulher que surgiu do nada — e ainda mentiu dizendo carregar o filho do Grão-Duque — quer se tornar criada pessoal? Isso já era ousadia em outro nível.

As criadas veteranas morderam os lábios e olharam para Amber, confiantes de que ela não permitiria algo tão absurdo.

— Iona, eu disse que você poderia observar, não que poderia falar.

Como esperado.

A reprimenda afiada de Amber pareceu acalmar as criadas, como se tivessem bebido água fria.

‘Exatamente. Nossa senhora não faria algo tão impróprio.’

As empregadas assentiram aliviadas, mas Iona teimosamente tentou novamente.

— Eu faço bem, de verdade. Eu até massageio e cuido dos seus pés todos os dias. Sou boa nisso.

— Hahaha.

As empregadas riram e zombaram de sua alegação. Ser boa em tais tarefas não qualifica alguém para ser uma empregada pessoal.

Claramente, aquela mulher não entendia nada de como o mundo funcionava. Bem, isso explicava sua descarada ousadia.

— Haa. Iona, por favor, saia por enquanto.

— Mas…!

— Essa posição não é para você.

Amber dispensou Iona com firmeza. Em seguida, voltou-se para as empregadas para continuar.

— O mordomo e a anciã Greta conduzirão alguns testes. Apenas aquelas que passarem em todos receberão um broche dourado.

— !

— Esse broche será o símbolo da empregada mais excelente. Os exames das qualificadas ocorrerão a cada três anos, e apenas servas com pelo menos cinco anos de serviço poderão participar.

A disciplina do castelo era quase perfeita.

O que faltava era um sistema de promoção.

Até então, eram classificadas pelo tempo de serviço: as de primeiro ano como novatas, as de terceiro como criadas regulares e as com mais de cinco anos como veteranas.

Com a chegada de Amber, um posto muito especial de “criada pessoal” foi criado, mas extremamente limitado.

Originalmente, uma criada permanente recebia uma moeda de ouro extra, três presuntos defumados, um bloco de queijo de Shadroch e um barril de cerveja amanteigada por mês, com apenas dez vagas disponíveis. Não havia necessidade real de aumentar esse número.

No entanto, esse sistema pouco incentivava o esforço.

Assim, Amber decidiu criar o posto de “criada qualificada”, disponível para aquelas com mais de cinco anos de serviço, separado das classificações existentes.

— Uma vez que se tornem criadas qualificadas, vocês receberão vários bônus especiais, mais prioridade e, claro, mais dias de folga remunerados.

— Folga remunerada?

— Sim, significa que vocês recebem mesmo quando estão de folga.

Até agora, o entendimento comum era que você não recebia em seus dias de folga.

As criadas ficaram visivelmente empolgadas com o anúncio inesperado.

— Escolherei minhas criadas pessoais entre essas qualificadas. Naturalmente, elas devem residir dentro do castelo.

Os olhos de várias delas brilharam com a perspectiva de sucesso.

Amber observou-as calmamente, então levantou-se da cadeira.

— O mordomo anunciará os detalhes esta noite. O exame será difícil, mas é isso que torna o posto de criada qualificada tão prestigioso, não é?

Ela estava bastante curiosa para ver quantas delas conquistariam o broche que simbolizava o status de “qualificada”.

Continua…

Tradução: Elisa Erzet 

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Amber, era uma princesa tão linda quanto uma fada.
Seu marido, que viveu como mercenário, era muito diferente dela em todos os sentidos.
Devido a um casamento forçado, Amber caiu em desespero. Ao longo dos anos de seu casamento, se ressentia veementemente de tudo sobre seu marido.
No entanto, quando ele encontrou seu fim tentando protegê-la e ao filho que ela estava esperando, Amber foi tomada pelo arrependimento e desejou voltar no tempo…
O ponto de partida da regressão foi a noite de núpcias.
— Você não olhou para mim nem uma vez durante o banquete do casamento, pensei que estivesse chateada por se tornar esposa de um homem humilde.
Ela já era como cinzas queimadas, mas ele parecia um espírito de fogo dançando sobre as ruínas.
O abraço dele era forte demais para suportar, então Amber desviou finalmente o olhar.
🌸🌸🌸
‘Foi só após te conhecer que percebi que havia um vazio dentro de mim. E então fiquei feliz, sabendo que você vai completar esse vazio.
Mas conforme essa parte em mim era preenchida, fui ficando mais ganancioso.
Ah, se eu fosse um pouco mais perverso, eu teria devorado você inteira.
 
Ps: Meu outro maridinho

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