Ler A Batalha pelo Divórcio – Capítulo 21 Online
Ao chegar à residência dos Waldeck na Capital, a antiga grã-duquesa viúva Waldeck parecia excepcionalmente animada. Daisy havia sido gentil com ela apenas para conquistá-la em favor do divórcio.
Nesse curto período, a velha senhora aparentemente baixara um pouco a guarda, e Daisy teve de ouvir sua tagarelice incessante durante todo o trajeto.
Ela explicou que antes não tinha motivos para sair da propriedade, mas agora que Maxim havia retornado como herói de guerra, a posição dos Waldeck na alta sociedade certamente mudaria de forma significativa.
Depois de falar sem parar, ela parecia exausta. Ordenou que preparasse um banho para aliviar o cansaço da viagem e recolheu-se ao quarto. Só então Daisy finalmente se viu livre, após ter passado todo o tempo atendendo a cada capricho dela.
— Ah, que dia cansativo — suspirou Daisy.
Ainda havia algum tempo antes do jantar. Maxim parecia estar fora, então decidiu tomar um banho e depois se jogar na cama, sem fazer absolutamente nada.
Imaginou que pensaria em um plano depois de uma soneca. Fosse porque Maxim insistira que dividissem o quarto ou não, o aposento de Daisy fora designado como o maior e mais bonito da residência.
Aquilo a deixava um pouco constrangida, mas não havia como evitar compartilhá-lo.
Um quarto espaçoso era certamente melhor do que um apertado. Melhor ver o lado positivo, pensou.
Com expressão levemente abatida, Daisy arrastou-se até lá.
— Bem-vinda, Vossa Graça — saudou uma criada.
— S-sim…! — Daisy gaguejou, surpresa.
Ela se assustou com a saudação inesperadamente formal ao entrar. Lá dentro, viu Karen, a governanta-chefe, ao lado de um rosto bastante familiar.
— Lorde Thereze enviou alguém para auxiliá-la — disse Karen respeitosamente. — Seu nome é Rose, se não me engano. Soube que ela costumava servi-la durante seu tempo lá.
Prometeram enviar alguém útil, mas por que justamente esse lixo?
‘A organização é completamente inútil mesmo.’
A expressão de Daisy endureceu levemente ao notar a cabeça curvada de Rose.
— Quanto tempo, senhorita. Como tem passado? — perguntou Rose com cordialidade.
— Ah… bem — respondeu Daisy, forçando um sorriso educado que não sentia de verdade.
Não esperava que Rose a cumprimentasse, e a súbita atenção a deixou um pouco desconfortável.
— Ela já foi instruída sobre Waldeck — continuou Karen. — Por favor, descanse agora. Se precisar de algo, basta avisá-la.
— Está bem, Karen.
— Vossa Graça, por que está falando tão formalmente comigo? Meu senhor ficaria descontente. Pode falar de forma casual.
Maxim tinha seus pontos positivos, ao que parecia. Karen, acostumada à formalidade de Daisy, naturalmente inclinou-se.
— Certo. Então pode se retirar.
Quando Karen se curvou profundamente e saiu, restaram apenas Daisy e Rose no quarto.
Clique.
A porta se fechou, e quando os passos se afastaram, Rose, que estivera de pé respeitosamente com as mãos entrelaçadas e a cabeça baixa, finalmente ergueu o olhar.
— Então você está levando uma vida boa, hein?
E finalmente mostrou sua verdadeira face.
Continuava sem tato, cutucando os outros sem considerar sentimentos. Sua grosseria não mudou nada.
Daisy respondeu sem ânimo:
— Se está com tanta inveja, faça você mesma. Estou exausta, pronta para desmoronar.
— Olha só quem fala, vivendo nesse casarão. O que foi? Virou cadelinha da Monarquia enquanto eu não estava olhando?
‘Cadelinha?’ Daisy rangeu os dentes.
— Sinceramente, aquele homem te mandou me espionar?
— Não. Você ficou choramingando que não conseguia lidar sozinha. Então, mesmo atolada de trabalho, arranjei tempo para vir.
‘Eu falei que não queria, mas jamais disse que não conseguia.’
O conde Thereze ainda tinha o hábito de distorcer as coisas ao seu favor. Ainda assim, por que mandar essa criança irritante?
Eu estava ansiando por um tempo sozinha na minha linda residência. Só de olhar para essa criatura já me sinto exausta.
— Por que eu sempre sou a criada e você é tratada como princesa?
— …Eu não sei.
Rose enfiou um grampo de cabelo esmeralda no cabelo e virou a cabeça de um lado para o outro, admirando-se no espelho.
Quando foi que ela roubou isso?
Estava na caixa de joias de Daisy, sempre trancada. Era uma das peças que o conde Thereze comprara para ela ao se casar com a família Waldeck, insistindo que precisava de um tesouro apropriado. Daisy nunca ousou usá-lo, com medo de perdê-lo.
— Você sempre sabe escolher os mais caros. Se for pega roubando qualquer coisa e for expulsa, você está morta.
Daisy afastou a mão de Rose com um tapa, tomou o grampo e o prendeu no próprio cabelo.
— Como alguém tão bonita quanto eu poderia ser criada? É ridículo. Sinceramente, sou melhor que você em aparência e talento.
— Talvez você apenas pareça uma criada.
— Você é cega? Sou muito mais elegante que você! Isso é absurdo!
Não aguentava mais sua teimosia.
Rose, para simplificar, era uma contradição ambulante. Desde seus tempos na CLEAN, ela insistia em ser conhecida como rival de Daisy.
Seu codinome era Key — a chave que podia abrir qualquer coisa. Odiava o codinome e forçava todos a chamá-la pelo pseudônimo, Rose.
Talvez ali tenha começado sua ridicularidade. Suas especialidades eram infiltração e furto.
Rose era um gênio em arrombar fechaduras e cofres. Suas mãos eram rápidas e ela se misturava facilmente em qualquer ambiente, infiltrando-se frequentemente como criada, como ela própria dizia. Claro, parecia acreditar que era extremamente especial.
Daisy até aprendera noções básicas de furto por causa da insistência convencida de Rose em ensiná-la.
De qualquer forma, Daisy não tinha energia para continuar essa discussão cansativa com Rose. Cada segundo parecia precioso, e tudo o que ela queria era descansar sozinha por um tempinho.
— Por que seu nome é Daisy? Não me diga que está me copiando?
— Que diabos… isso é absurdo.
— Você também tem nome de flor. Rose, Daisy. Não finja que não sabe. Sua nojenta. Fez isso de propósito, não fez?
De novo, ela estava arrumando briga sem motivo. Por que o chefe enviara alguém tão exaustivo? Estava tentando enlouquecer alguém?
Já era uma luta o bastante evitar o aspirante a viciado em sexo no quarto. Daisy suspirou profundamente.
— Está bem, vamos dizer que é verdade… Já que você é minha criada, estou lhe dando uma ordem como sua senhora. Preciso descansar um pouco, então saia.
— Agora que olho bem… vocês realmente se parecem.
— Pode ser clara?
— Estou falando de você. Não importa como eu olhe, você é a cara de Thereze. Não é à toa que é tão protetor, você se parece exatamente com ele.
‘Vá se foder.’ Daisy lançou um olhar fulminante e resmungou um palavrão
— Repita isso. Com o que você acha que eu me pareço?
— Ei, você já se olhou no espelho? Qualquer um acreditaria que é filha biológica dele. É a cor dos seus olhos, o jeito como se porta… há algo estranhamente familiar.
Daisy olhou para o espelho. No reflexo estava uma beleza incomparável, cansada da longa jornada e um pouco irritada por lidar com Rose.
‘Pareço? Que piada. Alguém tão bonito assim realmente poderia vir de Thereze?’
Olhar o espelho só a deixou ainda mais enojada.
— Retire o que disse. Agora.
— E se eu não retirar?
Num instante, Daisy prensou Rose contra a parede, apontando a ponta do grampo para a nuca dela.
— Se você se desculpar, considerarei nossa conexão passada e pouparei sua vida, já que não sou completamente sem coração.
— Achei que você tinha parado de matar. O Senhor Deus não estaria observando?
— Eu disse que parei, não que deixei de ser violenta.
— O quê?
Os olhos de Daisy brilharam com intenção assassina.
— Sou boa em matar, mas sou ainda melhor em ferir alguém o suficiente sem matar. Bem, se eu acidentalmente te matar, vou para o inferno com você.
— Sua vadiazinha. Cuidado com a língua.
— Então, como vai ser? Quer um passeiozinho pelo inferno? Ou prefere que eu te faça sangrar até quase morrer, só para te dar um bom gosto de anemia?
Daisy ameaçou, pressionando o grampo contra a garganta da outra. Rose estremeceu e prendeu a respiração.
Toc-toc.
Nesse momento, bateram à porta, e Daisy lançou um olhar na direção dela.
Toc-toc.
— Rose, você teve sorte hoje. Mas se aprontar de novo, está morta.
Relutante, Daisy recolheu a aura assassina e recuou.
— Pode entrar.
Com sua permissão, seu marido, Maxim von Waldeck, entrou. Rose o encarou, com espanto sua figura impressionante, alternando o olhar entre Daisy e Maxim antes de abaixar a cabeça rapidamente.
‘Ela provavelmente vai me provocar de novo sobre ter sorte de ter um marido tão bonito. Ela não faz ideia do que estou passando.’
— Que bom que chegou, Izzy. A viagem foi difícil? Está se sentindo bem? — perguntou Maxim, com voz repleta de ternura e preocupação.
A viagem foi tranquila, mas suspeito que o verdadeiro martírio começa agora.
— …Sim. Estou bem.
— Deixe-me ver.
Ele avançou, envolveu a cintura de Daisy com o braço e a puxou para perto, a palma acariciando suavemente sua testa.
— Sem febre. Você parece um pouco suada. Algo a está incomodando?
— Ah, é só o calor da chegada — disse Daisy, forçando um sorriso sob o peso de olhares invejosos.
— Ah, entendo. Você deveria se apressar para tirar essas roupas e… tomar um banho. Hmm?
O corpo de Daisy se enrijeceu bruscamente ao sussurro sugestivo em seu ouvido. As palavras foram chocantes para ela.
“Mesmo agora. Sinceramente, só de imaginar você se despindo e tomando banho, Izzy…”
— …
“…sinto que vou gozar.”
Foi arrepiante. Se lembrou das palavras ditas naquele dia. Como não ficar nervosa depois de ouvir aquilo?
E desta vez não estavam sozinhos — havia outras pessoas por perto. Aquilo estava enlouquecendo-a. A conversa secreta ainda não terminara.
— Izzy, há algo importante que preciso perguntar.
— …Sim?
— Você, por acaso… tem vergonha dos seus seios grandes?
Continua…
Tradução: Elisa Erzet
Ler A Batalha pelo Divórcio Yaoi Mangá Online
Protagonista Masculino: Maxim von Waldeck (26)
Ex-mercenário infame e cruel que espalhou sua má fama pelo continente. Um homem exímio com armas de fogo e tem talento para tortura. Filho ilegítimo da princesa, é herdeiro direto da linhagem real, mantido em segredo. Quando criança, jurou vingança contra os revolucionários que mataram seus pais e o sequestraram, e por isso se tornou o cão de caça da monarquia. Embora tenha sido enviado para uma guerra em que estava fadado a morrer, retornou como herói vitorioso, sem um único arranhão.
Frio e impiedoso por fora, mas surpreendentemente devotado à esposa. Faz de tudo para impedir Daisy de pedir o divórcio: chantagens, seduções, jogos de manipulação, nada está fora dos seus planos. Um estrategista carismático e articulado. Impossível saber o que realmente se passa por trás de seus olhos enigmáticos.
Protagonista Feminina: Daisy von Waldeck (23) Codinome “Easy”. Assassina de elite da organização secreta revolucionária “Clean”. Inteligente, ágil e calculista, mas surpreende por sua ingenuidade e doçura inesperadas, características que destoam de sua profissão implacável. Tem um ponto fraco por tudo o que é fofo e frágil: bebês, animais, flores… e Maxim. Uma típica durona com coração mole.
Após quase morrer em uma missão, é salva pela freira Sophia, que a leva a se batizar e buscar redenção. Decide se aposentar prometendo jamais matar de novo. Mas, o líder dos revolucionários a chantageia forçando a mulher a cumprir uma última missão.
Seu objetivo, se casar com um homem condenado à morte na guerra, e desaparecer assim que ele morrer. O nome? Maxim von Waldeck.
Mas o que não esperava… era que o marido “de fachada” voltaria vivo.
O pior que este homem seria o mais perigoso que ela já conheceu.
Quando quiser ler:
Uma batalha conjugal entre uma protagonista determinada a se divorciar e sair com os bolsos cheios, e um marido perturbado, pervertido e boca suja que fará de tudo para impedir esse divórcio.
Frase que define a história:
— Quem em sã consciência exterminaria todo o exército inimigo só para transar?
Trecho da Novel:
[Torne-se a esposa de fachada, de Sua Graça, o Grão-Duque Maxim von Waldeck.]
Esse era o único e último trabalho de Daisy, agente secreta da revolução.
Maxim von Waldeck, bastardo da realeza e cão de caça da monarquia, foi enviado para a morte como um peão descartável.
Ninguém queria aquele posto de viúva antes mesmo do casamento.
O plano era simples: Se casar, aguardar o fim da guerra e, quando a derrota fosse declarada, desaparecer antes que o ducado fosse tomado.
Após a missão cumprida = Uma aposentadoria gorda a esperava.
— Até logo, querida esposa.
‘Sim, foi um prazer te conhecer. Já estou rezando pelo seu descanso eterno.’
— Teremos nossa noite de núpcias quando eu voltar.
‘Que sonhador. Espero que sua morte seja pacífica.’
Ela pensou que era apenas um sonho tolo de um homem com ilusões cor-de-rosa.
… Mas.
[Maxim von Waldeck obtém uma vitória sem precedentes!]
A realidade virou de cabeça para baixo.
[Grão-Duque Waldeck, herói da nação! O que deseja fazer primeiro ao retornar?]
— Abraçar minha adorável esposa, Daisy.
Impossível, isso é mentira, só podia ser. Uma distorção da imprensa.
Mas Maxim von Waldeck era um homem que levava promessas muito a sério.
— Voltei, querida esposa.
E com um abraço apertado, a envolveu.
O olhar de Daisy vacilou. Aquilo era loucura.
— Vamos para o quarto agora?
— Desculpa, o quê?
Ele sorriu languidamente e sussurrou em seu ouvido:
— Me perdoe, mas estou com um pouco de… pressa.
Seu corpo queimava de desejo, seu membro parecia prestes a explodir.
‘Esse cara é louco, um… pervertido completo, não é?’
Será que Daisy conseguirá se divorciar em segurança antes que ele descubra quem ela realmente é?
Nome alternativo: The Battle Of Divorce