Ler A Batalha pelo Divórcio – Capítulo 19 Online

Modo Claro

‘Graças a Deus, estou salva.’

O apetite de Daisy voltou no instante em que ouviu a notícia. Enquanto ele estiver fora, finalmente terá tempo para descansar, pensar e planejar em silêncio o próximo passo.

Suprimindo um sorriso de satisfação, ela pegou os talheres e começou a comer com empenho. Do outro lado da mesa, Maxim a observava com um alívio silencioso, seus lábios se curvando em um leve sorriso ao vê-la finalmente se dedicar à refeição.

— Vai sair logo depois do café? — perguntou a tia, arqueando uma sobrancelha. — Sua Majestade está esperando. É melhor se apressar.

— Sim — respondeu Maxim, simplesmente.

— Honestamente, você é inacreditável. Por que parou aqui primeiro em vez de ir direto para a capital?

Sua tia continuou com suas repreensões intermináveis, mas Maxim não deu atenção.

A maioria dos heróis que retornavam seguiam primeiro ao palácio, especialmente alguém tão renomado quanto Maxim. O fato de ele ter escolhido vir para casa era inesperado.

— Tive assuntos urgentes — disse ele. — Sua Majestade certamente compreenderá.

— Assuntos urgentes?

— Tia, a senhora deve ter visto os jornais. — Maxim deu um sorriso astuto.

‘Não pode ser. Não é possível.’

— O que poderia ser mais urgente do que ter Izzy em meus braços?

Mas aquela possibilidade temida sempre se provou verdadeira. Maxim von Waldeck nunca falhava em corresponder às expectativas. Seu olhar constante e sorridente a forçou a baixar a cabeça, e sua garganta apertou, tornando impossível engolir a comida.

Sua tia fez uma expressão azeda, como se tivesse visto algo que preferia não ter visto.

— Ah, tia — disse Maxim casualmente, — estou pensando em levar Izzy para a capital.

Era a primeira vez que Daisy ouvia aquilo. O anúncio repentino fez o sangue sumir de seu rosto.

‘O que eu faço agora?’

Se fosse com ele, seria exibida como um ornamento precioso. Qualquer esperança de planejar o divórcio em silêncio desapareceria, substituída por atenção indesejada e notoriedade crescente.

‘Eu realmente não quero ir.’

Só de pensar já era sufocante. Maxim sozinho já era mais do que ela conseguia suportar. Acrescentar a capital à equação parecia dobrar o fardo.

Após uma breve pausa, Daisy surgiu o que esperava ser uma desculpa convincente.

— Estou me sentindo um pouco cansada. Minha digestão anda ruim, e estou com uma leve dor de cabeça…

‘Por favor, vá sozinho.’

Ela baixou os cílios e suavizou a expressão, interpretando o papel da esposa delicada.

— Está tudo bem? Devo chamar um médico?  — Maxim perguntou de imediato, com preocupação sombreando seu rosto enquanto estudava suas bochechas pálidas.

— Estou bem — disse Daisy suavemente.

— Só fiquei um pouco tensa ontem. Acho que só preciso descansar.

— Eu não estou bem — respondeu Maxim, em voz baixa e sincera. — Como posso partir se minha Izzy está doente e eu estou tão preocupado?

— Não é nada sério, então não precisa se preocupar tanto…

— O Palácio Real pode esperar — declarou Maxim. — A saúde da minha esposa vem primeiro. De que adianta aquela formalidade vazia?

— M-Mas…

Não era assim que deveria ter sido.

Há poucos instantes, ela apenas fingia estar indisposta. Mas agora, seu estômago realmente se retorcia de inquietação, e uma dor aguda pulsava nas têmporas.

— Maxim, pelo menos avisou Sua Majestade, que se atrasaria?

— Não.

— Meu Deus! — o rosto da tia empalideceu. — Maxim, como pode demonstrar tamanha falta de respeito com Sua Majestade? Haverá tantos olhos observando, e ele deve estar aguardando ansiosamente seu retorno após ouvir as notícias. De onde vem tanta audácia…

— Eu irei eventualmente. Agendarei quando minha Izzy estiver totalmente recuperada.

— O que disse? — perguntou novamente, a voz tensa de incredulidade.

Maxim recostou-se levemente, o tom leve, mas com algo mais afiado por baixo.

— Tia, anda tendo problemas de audição ultimamente? Talvez o ouvido bom esteja falhando? Ou algum zumbido? Tinnitus, talvez?

— Que bobagem você está falando?

Ele deu um leve sorriso, embora uma sombra já tivesse tomado seu olhar.

— A senhora continua pedindo que eu repita. Se for sua audição, procure um médico. Caso contrário, não me faça dizer as coisas duas vezes. Eu odeio isso.

Sua voz esfriou, tão seca com ela quanto às vezes era com os criados. O ar na sala tornou-se visivelmente tenso.

Então, como se ligasse um interruptor, ele se voltou para Daisy com expressão mais suave.

— Não se sinta mal, Izzy.

Dizer para ela não se preocupar não ajudava em nada. Daisy respondeu, desconfortável:

— Vá sozinho, Max. Vou ficar em casa e descansar. Acho que é melhor assim.

— Não. — Apesar do pedido sincero, Maxim recusou categoricamente.

— Maxim, por que está sendo tão imprudente com Sua Majestade? Pare de pensar só em si mesmo e reconsidere suas ações como Senhor da Casa Waldeck.

— Isso mesmo. Eu não gostaria de causar problemas à família. Estou realmente bem — acrescentou Daisy rapidamente, apoiando a tia, que, dessa vez, parecia totalmente razoável.

A expressão de Maxim esfriou.

— Sou imprudente porque posso me dar ao luxo de ser. E, se houver consequências, não ficarei quieto.

O silêncio que se seguiu foi frio e pesado.

— Essa resposta é suficiente para a senhora, tia?

Então este era o Cão de Guarda Real. Ao contrário dos rumores, ele estava longe de ser cortês. Mais parecido com um cão raivoso que nem mesmo reconhece seu próprio mestre do que com um cão de caça.

Daisy sentiu o olhar ressentido da tia se voltar para ela, como se tudo isso fosse de alguma forma culpa sua.

Ela não queria aumentar ainda mais a tensão. Com um suspiro discreto, cedeu.

— Hum, Max. Não é tão grave assim. Se eu descansar um pouco, acho que posso partir esta tarde.

— Não precisa se forçar — disse ele gentilmente. — Você mal está comendo.

— Estou realmente bem. Uma mudança de ares pode me fazer bem.

— Izzy, eu cuidarei de você até se recuperar totalmente.

‘Cuidar de mim? De jeito nenhum, obrigada.’

Daisy acenou com as mãos.

— Não, não. Se está tão preocupado, chame meu médico para me examinar.

Era tudo encenação, afinal. Claro que o médico diria que ela estava perfeitamente bem. Sem perder o ritmo, ela enfiou o resto de sua comida na boca e começou a mastigar com entusiasmo determinado.

A tia a observou com desaprovação por um longo momento antes de finalmente falar:

— Pretendem ficar em um hotel na capital?

— Sim.

— Vocês ficarão lá por várias semanas. Mesmo uma suíte se tornaria desconfortável após tanto tempo. Por que não arrumar as coisas, reunir a casa e se mudar para a residência da cidade?

— A senhora também vai, tia? — perguntou Maxim, indiferente.

— Sim, irei também. Bem… é meio repentino para mim também, mas você nunca demonstrou muito interesse pela sociedade, e Daisy, sendo de origem comum, pode achar as festas um pouco esmagadoras. Não seria melhor se eu os acompanhasse?

Falou como se estivesse fazendo um favor a Maxim, forçando um sorriso para ocultar o desconforto. Para uma mulher tão orgulhosa agir assim, devia ter exigido grande determinação para iniciar a conversa. Daisy lançou um olhar de soslaio para Maxim, avaliando sua reação.

— Tenho me sentido um pouco solitária ultimamente também. Seria uma boa mudança visitar a capital pela primeira vez em tanto tempo.

Como Maxim permaneceu neutro, ela rapidamente acrescentou:

— Se não quer que eu vá, diga logo. Está com vergonha? Está enrolando.

Daisy, que observava a troca com cautela, interveio imediatamente:

— Então… a senhora poderia me acompanhar? Pelo meu bem?

Ela ofereceu um sorriso gentil, seu tom suavizando.

— Confesso que me sinto um pouco apreensiva com a ideia de visitar a capital sozinha pela primeira vez. Agradeço por sua gentileza, Vossa Graça.

Era melhor levar qualquer pessoa do que ir sozinha com aquele louco. Até a pata de um gato seria útil naquela situação; qualquer um que aceitasse acompanhá-los era bem-vindo.

Alugar a residência da cidade seria preferível a dividir um quarto de hotel apenas com ele. Em muitos aspectos, também era vantajoso ir com a grã-duquesa viúva.

— Você é Vossa Graça, Izzy. Chame-a de tia — disse Maxim com um leve sorriso.

Ele levava nomes e títulos a sério, nunca deixando escapar nem o menor deslize. A expressão da antiga grã-duquesa escureceu ainda mais.

Ela sempre intimidou Daisy às escondidas, mas agora estava humildemente diante de seu sobrinho, incapaz até de erguer a cabeça. A visão despertou uma estranha pontada de pena em Daisy, como observar um tigre que perdeu suas presas.

Ela tinha um ponto fraco por quem parecia indefeso e sentiu vontade de ajudar.

— Venha comigo, tia. Max, você também.

— Por favor — acrescentou Daisy, com sinceridade. — Ainda sou inexperiente e preciso dos conselhos de alguém com mais conhecimento e sabedoria. Seria uma verdadeira honra se me acompanhasse, tia.

Não era difícil bajular a velha senhora. Ao ver o sorriso suave de Maxim e a expressão ligeiramente mais branda da velha senhora, os lábios de Daisy também se curvaram em um leve sorriso.

Continua…

Tradução: Elisa Erzet 

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Protagonista Masculino: Maxim von Waldeck (26)
Ex-mercenário infame e cruel que espalhou sua má fama pelo continente. Um homem exímio com armas de fogo e tem talento para tortura. Filho ilegítimo da princesa, é herdeiro direto da linhagem real, mantido em segredo. Quando criança, jurou vingança contra os revolucionários que mataram seus pais e o sequestraram, e por isso se tornou o cão de caça da monarquia. Embora tenha sido enviado para uma guerra em que estava fadado a morrer, retornou como herói vitorioso, sem um único arranhão.
Frio e impiedoso por fora, mas surpreendentemente devotado à esposa. Faz de tudo para impedir Daisy de pedir o divórcio: chantagens, seduções, jogos de manipulação, nada está fora dos seus planos. Um estrategista carismático e articulado. Impossível saber o que realmente se passa por trás de seus olhos enigmáticos.
 
Protagonista Feminina: Daisy von Waldeck (23) Codinome “Easy”. Assassina de elite da organização secreta revolucionária “Clean”. Inteligente, ágil e calculista, mas surpreende por sua ingenuidade e doçura inesperadas, características que destoam de sua profissão implacável. Tem um ponto fraco por tudo o que é fofo e frágil: bebês, animais, flores… e Maxim. Uma típica durona com coração mole.
Após quase morrer em uma missão, é salva pela freira Sophia, que a leva a se batizar e buscar redenção. Decide se aposentar prometendo jamais matar de novo. Mas, o líder dos revolucionários a chantageia forçando a mulher a cumprir uma última missão.
 
Seu objetivo, se casar com um homem condenado à morte na guerra, e desaparecer assim que ele morrer. O nome? Maxim von Waldeck.
Mas o que não esperava… era que o marido “de fachada” voltaria vivo.
O pior que este homem seria o mais perigoso que ela já conheceu.
 
Quando quiser ler:
 
Uma batalha conjugal entre uma protagonista determinada a se divorciar e sair com os bolsos cheios, e um marido perturbado, pervertido e boca suja que fará de tudo para impedir esse divórcio. 
 
Frase que define a história:
 
— Quem em sã consciência exterminaria todo o exército inimigo só para transar?
 
Trecho da Novel:
 
[Torne-se a esposa de fachada, de Sua Graça, o Grão-Duque Maxim von Waldeck.]
 
Esse era o único e último trabalho de Daisy, agente secreta da revolução.
Maxim von Waldeck, bastardo da realeza e cão de caça da monarquia, foi enviado para a morte como um peão descartável.
Ninguém queria aquele posto de viúva antes mesmo do casamento.
 
O plano era simples: Se casar, aguardar o fim da guerra e, quando a derrota fosse declarada, desaparecer antes que o ducado fosse tomado.
Após a missão cumprida = Uma aposentadoria gorda a esperava.
 
— Até logo, querida esposa.
 
‘Sim, foi um prazer te conhecer. Já estou rezando pelo seu descanso eterno.’ 
 
— Teremos nossa noite de núpcias quando eu voltar.
 
‘Que sonhador. Espero que sua morte seja pacífica.’
 
Ela pensou que era apenas um sonho tolo de um homem com ilusões cor-de-rosa.
 
… Mas.
 
[Maxim von Waldeck obtém uma vitória sem precedentes!]
 
A realidade virou de cabeça para baixo.
 
[Grão-Duque Waldeck, herói da nação! O que deseja fazer primeiro ao retornar?]
 
— Abraçar minha adorável esposa, Daisy.
 
Impossível, isso é mentira, só podia ser. Uma distorção da imprensa.
 
Mas Maxim von Waldeck era um homem que levava promessas muito a sério.
 
— Voltei, querida esposa.
 
E com um abraço apertado, a envolveu.
 
O olhar de Daisy vacilou. Aquilo era loucura.
 
— Vamos para o quarto agora?
 
— Desculpa, o quê?
 
Ele sorriu languidamente e sussurrou em seu ouvido:
 
— Me perdoe, mas estou com um pouco de… pressa.
 
Seu corpo queimava de desejo, seu membro parecia prestes a explodir.  
 
‘Esse cara é louco, um… pervertido completo, não é?’
 
Será que Daisy conseguirá se divorciar em segurança antes que ele descubra quem ela realmente é?
Nome alternativo: The Battle Of Divorce

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