Ler A Batalha pelo Divórcio – Capítulo 18 Online
A visão de Maxim deitado na cama, completamente nu, sem um único fio de roupa, era profundamente perturbadora.
Daisy apertou o revólver com mais força e perguntou com a voz trêmula:
— V-Você disse que não faria sexo.
— Não vou. Eu prometi.
— Então por que você está completamente nu?
— Ah, isso.
Maxim soltou uma risadinha constrangida sob seu olhar intenso.
— Eu sempre durmo nu. É apenas um hábito.
— Você dorme… nu?
— Sim. Roupa me deixa meio sufocado.
Então ele estava mesmo completamente nu. Nem mesmo de cueca?
A cor sumiu do rosto de Daisy.
— Mesmo assim, você não está dormindo sozinho agora… não deveria vestir alguma coisa?
— Por quê? Desde que não façamos sexo, isso não é suficiente?
— Estou apenas desconfortável dividindo a cama com você desse jeito.
— Entendo. Mas não tem o que fazer. Vim direto pra este quarto, então não tenho nada pra vestir.
Ele falava de forma casual demais para alguém completamente nu deitado na cama de outra pessoa. Por outro, ele tinha razão. Acabaram de voltar de um passeio e foram direto para ali. Fazia sentido que ele não tivesse nada para vestir. Afinal, aquele era o quarto particular de Daisy.
‘Eu entendo a situação dele, mas mesmo assim… dormir nu ao meu lado? Isso é impossível de aguentar.’
— Na verdade, não achei que precisasse vestir algo — ele acrescentou.
— …
Devia ser só desejo pessoal dele. Ela nem quis responder.
— O que foi? Não está com sono? — perguntou Maxim, alheio ao seu turbilhão interno, enquanto insistia para que Daisy fosse para a cama.
— Estou com sono. Mas não consigo dormir com você assim.
— Quer que eu vá aí e te carregue?
— Espera… não! Eu vou.
‘Aonde você pensa que vai, tentando exibir esse corpo nu?’
Logo quando Maxim estava prestes a se sentar, Daisy correu até a cama. Maxim sorriu de forma travessa, claramente se divertindo com o nervosismo dela.
‘Seu desgraçado, você fez isso de propósito.’
A testa de Daisy se franziu levemente, a raiva fervendo por dentro. Parou na beira da cama, hesitando. Subir e se deitar parecia o mesmo que entrar numa armadilha. Além disso…
De perto, a parte superior do corpo de Maxim era ainda mais impressionante. O pescoço longo, a linha afiada da clavícula, os ombros largos formando ângulos perfeitos e o peito amplo davam a Daisy a sensação de estar admirando uma escultura num museu.
— Está escuro. Dá pra ver alguma coisa? Chega mais perto e olha direito — ele provocou.
— E-Eu não estava olhando!
— Olhando o quê?
Ele parecia estar se divertindo imensamente em provocá-la. Lidar com ele só a puxaria ainda mais para o seu jogo, então ela decidiu mudar de assunto o mais rápido possível.
— Hum, Max?
— Sim, Izzy.
— Max, você disse que compromisso e comunicação são importantes num casamento, certo?
— Disse.
— Então estou pedindo um compromisso agora. Vou me deitar na cama, então por favor, pelo menos vista um roupão.
Os olhos de Maxim se arregalaram um pouco diante do tom firme.
— Bem, se minha Izzy está realmente tão desconfortável assim…
Sem qualquer aviso, Maxim jogou o cobertor para trás e se sentou, assustando Daisy tanto que ela virou o rosto por instinto. O suave farfalhar de tecido roçando em tecido chegou aos seus ouvidos, fazendo um arrepio percorrer sua espinha.
— Pronto — anunciou Maxim.
Francamente, Daisy não acreditou de imediato, então virou-se de volta com os olhos semicerrados. Através da visão ainda turva, viu Maxim sentado na cama, vestindo apenas um roupão.
Mas. Era apenas sua imaginação?
Parecia que ainda havia algo que precisava confirmar.
— Você está usando cueca?
— Dá um desconto nisso. É desconfortável.
— …Max.
— Eu não estava usando antes também. Por que de repente isso te incomoda?
— ….
Mesmo que fossem casados. Esse homem não tinha nenhum senso de vergonha?
— Eu te dei o roupão. Você pode me dar isso.
Os olhos de Daisy se estreitaram ainda mais com suas palavras.
— Então amarre bem apertado para não aparecer nada, e tem uma linha no meio da cama, então não cruze.
— Não posso garantir isso, mas tudo bem.
— ……
— Estou brincando. Eu prometo que vou cumprir minha palavra. Agora vai dormir.
— Se você quebrar sua promessa, tudo bem se eu atirar em você?
— Faça como quiser.
Ele prometeu cumprir sua palavra, então nada de ruim aconteceria, certo?
Daisy, que vinha resistindo, entrou a contragosto debaixo das cobertas e estava prestes a se deitar quando lembrou que não tinha rezado.
Mesmo exausta, ela não podia pular suas orações. Prometera à Irmã Sophia nunca faltar às suas devoções matinais e noturnas. Especialmente agora, com dificuldades e adversidades se acumulando, ela precisava superá-las através da força de sua fé.
Encostada na cabeceira, como Maxim, Daisy pegou o rosário da mesa de cabeceira e juntou as mãos.
— Senhor Deus, agradeço por me conceder mais um dia precioso.
Como sempre, sua oração começava com gratidão. Ela não se esqueceu de se arrepender por tirar vidas e de rezar pelas almas dos falecidos. Antes, costumava terminar olhando para o retrato do falecido marido, Maxim von Waldeck, e rezando para que sua alma alcançasse o céu, mas…
— ….
Havia mesmo necessidade de olhar para o retrato? O modelo estava bem ao lado dela, encarando Daisy com intensidade.
Em vez de levantar a moldura, Daisy lançou um olhar ao rosto dele. Seus olhares se encontraram, e o homem perigoso — que parecia mais adequado para o inferno do que ao céu — exibiu um sorriso perverso.
‘Por fim… conceda-me a força para proteger minha carne pura deste demônio selvagem e depravado do desejo.’
Após concluir sua oração mais fervorosa até então, Daisy colocou o rosário de volta na mesa de cabeceira. Em seguida, deliberadamente enfiando o revólver sob o travesseiro, deitou-se e apertou os olhos com força.
— Boa noite, Max.
— Se mudar de ideia no meio da noite, é só me avisar, Izzy.
— …
— Estou sempre à disposição.
Daisy não respondeu à voz brincalhona que ecoou em seu ouvido. Ela simplesmente se virou de lado e se deitou.
— Boa noite, Izzy.
Com sua despedida noturna, Maxim finalmente caiu em silêncio.
Ela estava claramente exausta. Suas pálpebras pareciam insuportavelmente pesadas, mas uma inquietação inexplicável a mantinha acordada.
A noite de núpcias do Grão-Duque e da Grã-Duquesa Waldeck foi excepcionalmente longa, mas Maxim von Waldeck manteve sua promessa e não tocou na esposa.
Na manhã seguinte, Daisy encarou sonolenta a comida diante dela. Uma tensão constrangedora pairava no recinto.
— Você ainda está meio adormecida — repreendeu a tia de Maxim, com evidente desagrado.
— Por favor, compreenda, tia. Ela mal me deixou dormir — respondeu Maxim von Waldeck com naturalidade, fazendo mais um comentário facilmente mal-interpretável.
Daisy estava sentada entre os dois, sentindo-se cada vez mais desconfortável. A senhora viúva parecia inquieta, pigarreando repetidas vezes.
Maxim mal tocou na refeição, mantendo o olhar fixo na esposa.
‘Eu nem comi nada, mas me sinto enjoada. ‘
Era a receita perfeita para a indigestão de Daisy.
— Izzy, você está assim desde ontem. Não gostou da comida de hoje também? Mal tocou na comida — perguntou Maxim, a voz carregada de preocupação.
— N-Não, é só que… ainda não acordei direito. Vou beber um pouco de água — murmurou Daisy, pegando o copo e dando um longo gole para aliviar a garganta seca.
‘É tudo culpa sua.’
As palavras subiram afiadas até a ponta da língua, mas ela as engoliu à força. A garganta ardia, e ela esvaziou o copo de uma vez.
— Tia, acho que deveríamos trocar o chef — disse Maxim calmamente.
— Que absurdo é esse de repente? Matthew é um veterano que trabalha aqui há mais de trinta anos — retrucou a velha senhora, indignada.
— Água parada apodrece. Acho que ficar aqui tempo demais embotou os sentidos dele — respondeu Maxim friamente.
— A comida não mudou. Ela só está sendo desnecessariamente exigente.
— Mesmo assim, se a Izzy não consegue comer, de que adianta a experiência dele?
— Sinceramente, eu também não a entendo. Ela sempre comeu tão bem. Por que essa mudança repentina? — murmurou a viúva, lançando um olhar afiado a Daisy.
— Mesmo que seja só um capricho, o que podemos fazer? Os criados devem se adaptar à sua senhora, não é?
‘Tudo bem, eu como. Por que todo mundo se importa tanto com o que os outros colocam na boca?’
Sinceramente, estava tão exausta que queria simplesmente sumir.
Mas a verdade era que Daisy sempre adorou a comida de Matthew. As refeições sempre foram sua parte favorita de viver em Waldeck.
— Não, eu gosto da comida do Matthew. Então não mande ele embora.
Maxim suspirou fundo e respondeu:
— A Izzy adora carne, mas ele serviu peixe. Matthew, ou seja lá qual for o nome dele, está claramente relaxando demais.
— Está tudo bem — acrescentou ela. — Eu gosto muito de peixe também.
Claro, ela preferia carne, mas o peixe não era o problema. De qualquer forma, ela não podia se dar ao luxo de perder Matthew. Ele era o bem mais valioso de Waldeck. A contragosto, enfiou um pedaço de robalo na boca.
— Coma devagar e mastigue bem — disse Maxim, num tom gentil, como se estivesse cuidando de uma criança. — Vai acabar engasgando.
‘E de quem é a culpa de eu estar assim?’
Era simplesmente detestável.
— Maxim, você vai para a capital, certo? Com tanta gente te chamando, provavelmente vai levar algumas semanas.
— Sim — ele respondeu.
Maxim ia para a capital? E ficaria fora por semanas?
Para Daisy, que não tivera um momento de paz desde o retorno do marido, aquilo era uma notícia muito bem-vinda.
Continua…
Traduza: Elisa Erzet
Ler A Batalha pelo Divórcio Yaoi Mangá Online
Protagonista Masculino: Maxim von Waldeck (26)
Ex-mercenário infame e cruel que espalhou sua má fama pelo continente. Um homem exímio com armas de fogo e tem talento para tortura. Filho ilegítimo da princesa, é herdeiro direto da linhagem real, mantido em segredo. Quando criança, jurou vingança contra os revolucionários que mataram seus pais e o sequestraram, e por isso se tornou o cão de caça da monarquia. Embora tenha sido enviado para uma guerra em que estava fadado a morrer, retornou como herói vitorioso, sem um único arranhão.
Frio e impiedoso por fora, mas surpreendentemente devotado à esposa. Faz de tudo para impedir Daisy de pedir o divórcio: chantagens, seduções, jogos de manipulação, nada está fora dos seus planos. Um estrategista carismático e articulado. Impossível saber o que realmente se passa por trás de seus olhos enigmáticos.
Protagonista Feminina: Daisy von Waldeck (23) Codinome “Easy”. Assassina de elite da organização secreta revolucionária “Clean”. Inteligente, ágil e calculista, mas surpreende por sua ingenuidade e doçura inesperadas, características que destoam de sua profissão implacável. Tem um ponto fraco por tudo o que é fofo e frágil: bebês, animais, flores… e Maxim. Uma típica durona com coração mole.
Após quase morrer em uma missão, é salva pela freira Sophia, que a leva a se batizar e buscar redenção. Decide se aposentar prometendo jamais matar de novo. Mas, o líder dos revolucionários a chantageia forçando a mulher a cumprir uma última missão.
Seu objetivo, se casar com um homem condenado à morte na guerra, e desaparecer assim que ele morrer. O nome? Maxim von Waldeck.
Mas o que não esperava… era que o marido “de fachada” voltaria vivo.
O pior que este homem seria o mais perigoso que ela já conheceu.
Quando quiser ler:
Uma batalha conjugal entre uma protagonista determinada a se divorciar e sair com os bolsos cheios, e um marido perturbado, pervertido e boca suja que fará de tudo para impedir esse divórcio.
Frase que define a história:
— Quem em sã consciência exterminaria todo o exército inimigo só para transar?
Trecho da Novel:
[Torne-se a esposa de fachada, de Sua Graça, o Grão-Duque Maxim von Waldeck.]
Esse era o único e último trabalho de Daisy, agente secreta da revolução.
Maxim von Waldeck, bastardo da realeza e cão de caça da monarquia, foi enviado para a morte como um peão descartável.
Ninguém queria aquele posto de viúva antes mesmo do casamento.
O plano era simples: Se casar, aguardar o fim da guerra e, quando a derrota fosse declarada, desaparecer antes que o ducado fosse tomado.
Após a missão cumprida = Uma aposentadoria gorda a esperava.
— Até logo, querida esposa.
‘Sim, foi um prazer te conhecer. Já estou rezando pelo seu descanso eterno.’
— Teremos nossa noite de núpcias quando eu voltar.
‘Que sonhador. Espero que sua morte seja pacífica.’
Ela pensou que era apenas um sonho tolo de um homem com ilusões cor-de-rosa.
… Mas.
[Maxim von Waldeck obtém uma vitória sem precedentes!]
A realidade virou de cabeça para baixo.
[Grão-Duque Waldeck, herói da nação! O que deseja fazer primeiro ao retornar?]
— Abraçar minha adorável esposa, Daisy.
Impossível, isso é mentira, só podia ser. Uma distorção da imprensa.
Mas Maxim von Waldeck era um homem que levava promessas muito a sério.
— Voltei, querida esposa.
E com um abraço apertado, a envolveu.
O olhar de Daisy vacilou. Aquilo era loucura.
— Vamos para o quarto agora?
— Desculpa, o quê?
Ele sorriu languidamente e sussurrou em seu ouvido:
— Me perdoe, mas estou com um pouco de… pressa.
Seu corpo queimava de desejo, seu membro parecia prestes a explodir.
‘Esse cara é louco, um… pervertido completo, não é?’
Será que Daisy conseguirá se divorciar em segurança antes que ele descubra quem ela realmente é?
Nome alternativo: The Battle Of Divorce