Ler A Batalha pelo Divórcio – Capítulo 17 Online

Modo Claro

— Ah, é porque faz tempo que não fumo. Normalmente sou muito boa nisso.

A desculpa saiu atropelada antes mesmo que ele perguntasse. Estava morrendo de vergonha por se sentir tão idiota.

Maxim não disse nada. Apenas apoiou o cotovelo no sofá, descansou o queixo na mão e ficou encarando Daisy, rindo baixinho.

‘O que eu faço? Meu rosto parece que vai explodir de vergonha.’

Um silêncio constrangedor se estendeu entre eles.

— …Não ria.

— Desculpe.

Daisy retrucou em um tom quase inaudível. Maxim rapidamente se desculpou e tentou suprimir o sorriso.

— Mas, Izzy, você vai continuar fumando isso?

— Por que pergunta?

‘Ele está me menosprezando só porque tossi um pouco?’

Os olhos de Daisy se estreitaram levemente enquanto Maxim perguntava casualmente, seu olhar fixo no charuto.

— Eu roubei, agora é meu, então faço o que eu quiser com isso. Está chateado porque é caro?

— Não, é só que… você parece meio desajeitada segurando assim. Parece perigoso.

— Não sou uma criança. Você se preocupa com tudo. Eu finalmente ia aproveitar para fumar pela primeira vez em séculos, então não me interrompa…

Então, sem aviso algum, Maxim arrancou o charuto da mão de Daisy. Determinada a não soltar, ela se inclinou para frente, tentando desesperadamente segurá-lo. Por um triz, a cinza pendurada na ponta do charuto caiu sobre a coxa de Maxim.

‘Meu Deus. Então foi por isso que ele disse que era perigoso.’

O rosto de Daisy ficou mortalmente pálido no instante em que ela viu o buraco queimado no roupão dele.

— O que eu faço…? Você está bem?

— …Está tudo bem, — disse Maxim, exalando lentamente. O homem cerrou os dentes ao responder, sua voz tensionada. Era claro que ele não estava bem.

Ela não tinha intenção de machucá-lo, mas sua teimosia claramente saíra pela culatra. Em pânico, ela esticou a mão para sua coxa, esfregando a área com movimentos rápidos e ansiosos.

— Você se queimou por minha causa. Sinto muito.

Talvez por ser um soldado excepcional, a pele sob suas pontas dos dedos era dura como pedra. Ainda assim, era cinza de tabaco em brasa. Não importava o quão resistente fosse sua pele, uma queimadura doía e ardia. Enquanto ela esfregava, sentia os músculos dele se contraírem sob sua mão.

 — D-Devo pegar uma toalha molhada?

— Já disse que está tudo bem.

Maxim colocou o charuto no cinzeiro e segurou a mão de Daisy, interrompendo seus movimentos. Por algum motivo, o aperto dele parecia apressado. Seus olhos se encontraram intensamente quando ele agarrou seu pulso.

— Se está tão preocupada, por que não verifica você mesma? Veja em que estado eu estou.

— Hã? —Daisy perguntou, confusa.

Maxim apenas gesticulou com o queixo para baixo. No instante em que ela seguiu o olhar, viu sua ereção — absurdamente dura. Os olhos de Daisy se arregalaram tanto que pareciam prestes a saltar.

— Por que diabos isso…?

‘…está acontecendo?’

Ela estava tão pasma que não conseguia falar. Sabia que ele era um pervertido, mas o que exatamente o estava excitando?

Ele não tinha acabado de se queimar?

Pensando bem, até antes, quando o lábio dela tinha se machucado…

— Haa… Minha querida. Assustada? Que fofinha.

Ele tinha sorrido brilhantemente, claramente gostando demais daquilo.

Será que ele tinha tendências masoquistas?

Era do tipo que ficava excitado ao apanhar?

A ideia a deixou desconfortável, mas parecia perturbadoramente plausível. Ele parecia o retrato do controle e da dominância, e ainda assim essa possibilidade pairava como um segredo logo abaixo da superfície.

Um lampejo de desprezo cruzou o rosto de Daisy, e os olhos de Maxim escureceram.

— Na verdade, sou eu quem deveria perguntar. Você é realmente tão ingênua assim ou está deliberadamente brincando comigo?

— Hã? Do que você está falando?

— Izzy, foi você quem me apalpou.

Ele estava tentando botar a culpa nela? Uma armação perfeita. Mas Maxim realmente parecia genuinamente injustiçado.

— Eu nunca toquei no senhor… quando foi que eu…?

Daisy rapidamente repassou suas ações na mente.

‘Seria possível…? Ele ficou duro porque minha mão roçou a coxa dele enquanto eu limpava a cinza?’

O rosto de Daisy ficou imediatamente vermelho como um tomate ao perceber o que havia feito.

— Se não vai me ajudar, então pare de olhar. Só vai piorar.

— D-Desculpa…

— Eu não acho que você realmente tenha roubado o charuto.

Quando Daisy baixou a guarda, o rosto de Maxim se aproximou de repente, e ela foi sendo forçada a se inclinar cada vez mais para trás.

‘O que é isso? Por que ele está agindo assim de repente?’

Seus olhos verdes esbugalharam, desnorteados pela situação inesperada. Instintivamente, Daisy mal conseguiu se conter para não acertar o queixo de Maxim com força.

Esse pervertido tinha dito que achava especialmente excitante quando ela se debatia, então resistir só o deixaria mais animado.

Mas como poderia detê-lo sem resistir?

Enquanto lutava para pensar numa solução, uma risada baixa e sem graça escapou de seus lábios, e seu hálito quente roçou suas bochechas.

— Primeiro o charuto… depois eu.

No mesmo instante, o objeto que Daisy escondia atrás das costas voltou para a mão dele.

— Agora até o revólver.

Os olhos de Maxim ficaram frios enquanto ele examinava a arma.

Que desculpa ela poderia dar? Sua mente ficou completamente em branco de tensão. Daisy engoliu em seco, sentindo sua espinha enrijecer como se estivesse congelada.

— …

— Brincando com coisas perigosas com um rosto tão inocente. Esse é um hobby bem safado.

— E-Eu não escondi de propósito.

— É melhor não mentir.

Seus olhos azul-acinzentados escureceram num instante.

— Sabe, quando se tortura prisioneiros, dá pra saber se estão dizendo a verdade só de olhar nos seus olhos.

Ele estava com a arma.

Provavelmente era melhor ficar quieta por agora.

Ela não podia dizer que estava procurando algo que justificasse um divórcio, então decidiu manter a desculpa anterior sobre sua cleptomania.

— Desculpa. Parecia caro, e eu fiquei gananciosa sem perceber… Foi culpa minha.

Era verdade que Daisy cobiçava a arma bonita. Então, tecnicamente, não estava mentindo — não totalmente, pelo menos.

Claro que tudo o que dissesse dali em diante seria mentira.

— Pensei que poderia fazer uma boa grana vendendo para um receptor que conheço. Eu juro.

— Se precisar de dinheiro, é só me pedir.

Maxim suspirou suavemente e colocou o revólver na mão de Daisy.

—Você só tem permissão para brincar com isso na minha frente. Entendeu?

Então ele estava dando aquilo a ela como um presente?

Daisy ficou encarando, atônita, o revólver em sua mão.

 — P-Por que você está me dando isso? Posso vender?

— Claro que não.

Maxim beliscou sua bochecha levemente e sorriu.

— Você sabe atirar?

— …N-Não. Na verdade não.

Claro que ela sabia. Mas não podia deixar transparecer.

Daisy balançou a cabeça, os olhos marejados. Maxim envolveu sua mãozinha com a dele, ajustando sua pegada no revólver e demonstrando.

— É simples. Segure assim.

Ele pressionou o cano contra o próprio queixo. Daisy engoliu em seco.

— Clique. Bang.

Para uma arma tão perigosa, suas instruções eram surpreendentemente claras e concisas. Mesmo sabendo que puxar o gatilho explodiria seus miolos, Maxim parecia totalmente despreocupado.

— M-Mas por que está me dando isso…?

— Fique com ele. É para autodefesa.

— Autodefesa…?

— Sim. Se eu não conseguir me controlar e invadir o banheiro, atire em mim.

Então ele estava dizendo para ela usar essa arma como legítima defesa contra ele. Não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Maxim riu baixinho, sussurrando no ouvido de Daisy como compartilhasse um segredo.

— Mesmo agora, pra ser sincero… só de imaginar minha Izzy tirando a roupa e tomando banho…

— …

— Acho que eu posso gozar.

Céus. Era algo tão obsceno que os pelinhos do corpo de Daisy se arrepiaram. Seu rosto ficou vermelho vivo.

— O que você está fazendo? Deixei a água ligada. Vá tomar um banho.

De repente, Daisy se viu dentro do banheiro, com o revólver de Maxim firmemente apertado em sua mão.

O homem lhe dissera para atirar em qualquer um que invadisse, mas desde que se tornara uma filha do Senhor Deus, Daisy havia jurado não matar. Assim, logo que entrou, trancou a porta, colocou o revólver ao alcance da mão e começou a tomar banho.

‘Por favor, Senhor Deus, dai-me forças para não matar aquele desgraçado.’

Em sua mente, Daisy repetia fervorosamente preces ao Senhor Deus. Segurando o revólver com as duas mãos, ela saiu hesitante do banheiro.

O quarto estava silencioso como um túmulo.

‘…Será que ele já dormiu?’

Ela demorou bastante secando completamente o cabelo, querendo evitar sair, mas será que ele já estava dormindo mesmo?

No instante em que seus olhos caíram sobre a cama, ela cruzou o olhar com Maxim von Waldeck, que estava sentado encostado na cabeceira. Seus olhos se curvaram suavemente em um sorriso.

Droga, ele não podia ter feito algum barulho?

— Deita aqui, — ele chamou, batendo levemente no espaço ao seu lado. Daisy permaneceu plantada no lugar, incapaz de mover um músculo.

A parte de cima do corpo de Maxim estava completamente nua… totalmente despida.

Continua…

Tradução: Elisa Erzet 

Ler A Batalha pelo Divórcio Yaoi Mangá Online

Protagonista Masculino: Maxim von Waldeck (26)
Ex-mercenário infame e cruel que espalhou sua má fama pelo continente. Um homem exímio com armas de fogo e tem talento para tortura. Filho ilegítimo da princesa, é herdeiro direto da linhagem real, mantido em segredo. Quando criança, jurou vingança contra os revolucionários que mataram seus pais e o sequestraram, e por isso se tornou o cão de caça da monarquia. Embora tenha sido enviado para uma guerra em que estava fadado a morrer, retornou como herói vitorioso, sem um único arranhão.
Frio e impiedoso por fora, mas surpreendentemente devotado à esposa. Faz de tudo para impedir Daisy de pedir o divórcio: chantagens, seduções, jogos de manipulação, nada está fora dos seus planos. Um estrategista carismático e articulado. Impossível saber o que realmente se passa por trás de seus olhos enigmáticos.
 
Protagonista Feminina: Daisy von Waldeck (23) Codinome “Easy”. Assassina de elite da organização secreta revolucionária “Clean”. Inteligente, ágil e calculista, mas surpreende por sua ingenuidade e doçura inesperadas, características que destoam de sua profissão implacável. Tem um ponto fraco por tudo o que é fofo e frágil: bebês, animais, flores… e Maxim. Uma típica durona com coração mole.
Após quase morrer em uma missão, é salva pela freira Sophia, que a leva a se batizar e buscar redenção. Decide se aposentar prometendo jamais matar de novo. Mas, o líder dos revolucionários a chantageia forçando a mulher a cumprir uma última missão.
 
Seu objetivo, se casar com um homem condenado à morte na guerra, e desaparecer assim que ele morrer. O nome? Maxim von Waldeck.
Mas o que não esperava… era que o marido “de fachada” voltaria vivo.
O pior que este homem seria o mais perigoso que ela já conheceu.
 
Quando quiser ler:
 
Uma batalha conjugal entre uma protagonista determinada a se divorciar e sair com os bolsos cheios, e um marido perturbado, pervertido e boca suja que fará de tudo para impedir esse divórcio. 
 
Frase que define a história:
 
— Quem em sã consciência exterminaria todo o exército inimigo só para transar?
 
Trecho da Novel:
 
[Torne-se a esposa de fachada, de Sua Graça, o Grão-Duque Maxim von Waldeck.]
 
Esse era o único e último trabalho de Daisy, agente secreta da revolução.
Maxim von Waldeck, bastardo da realeza e cão de caça da monarquia, foi enviado para a morte como um peão descartável.
Ninguém queria aquele posto de viúva antes mesmo do casamento.
 
O plano era simples: Se casar, aguardar o fim da guerra e, quando a derrota fosse declarada, desaparecer antes que o ducado fosse tomado.
Após a missão cumprida = Uma aposentadoria gorda a esperava.
 
— Até logo, querida esposa.
 
‘Sim, foi um prazer te conhecer. Já estou rezando pelo seu descanso eterno.’ 
 
— Teremos nossa noite de núpcias quando eu voltar.
 
‘Que sonhador. Espero que sua morte seja pacífica.’
 
Ela pensou que era apenas um sonho tolo de um homem com ilusões cor-de-rosa.
 
… Mas.
 
[Maxim von Waldeck obtém uma vitória sem precedentes!]
 
A realidade virou de cabeça para baixo.
 
[Grão-Duque Waldeck, herói da nação! O que deseja fazer primeiro ao retornar?]
 
— Abraçar minha adorável esposa, Daisy.
 
Impossível, isso é mentira, só podia ser. Uma distorção da imprensa.
 
Mas Maxim von Waldeck era um homem que levava promessas muito a sério.
 
— Voltei, querida esposa.
 
E com um abraço apertado, a envolveu.
 
O olhar de Daisy vacilou. Aquilo era loucura.
 
— Vamos para o quarto agora?
 
— Desculpa, o quê?
 
Ele sorriu languidamente e sussurrou em seu ouvido:
 
— Me perdoe, mas estou com um pouco de… pressa.
 
Seu corpo queimava de desejo, seu membro parecia prestes a explodir.  
 
‘Esse cara é louco, um… pervertido completo, não é?’
 
Será que Daisy conseguirá se divorciar em segurança antes que ele descubra quem ela realmente é?
Nome alternativo: The Battle Of Divorce

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