Ler Lamba-me se puder – Capítulo 168 Online

Modo Claro

Sempre que os lábios se tocavam e se afastavam, um leve som de fricção se fazia ouvir. Aquele ruído provocava um arrepio inquietante, fazendo Koy estremecer de leve por todo o corpo. Sentindo Koy se remexer aos poucos sob ele, Ashley o pressionou com o próprio corpo. Somente quando Koy, preso entre Ashley e o colchão, não conseguiu se mover nem mesmo um milímetro, Ashley finalmente sorriu fracamente, aparentemente satisfeito.

— Koy.

Depois de se afastar e roçar de leve os lábios nos de Koy, Ashley sussurrou:

— Abre mais a boca. Eu vou te lamber.

Por um instante, o coração de Koy parou, para em seguida começar a bater de forma enlouquecida. Com o olhar completamente perdido, ele encarou Ashley e, hesitante, fez o que lhe foi pedido. Assim que os lábios se abriram, a língua de Ashley avançou. Ele acariciou o céu da boca firme, em seguida, investiu mais fundo, tateando a carne macia logo adiante. Koy nunca havia imaginado que alguém pudesse lamber um lugar assim, e se assustou tanto que quase perdeu o fôlego.

Mas não parou por aí. Ele pressionou seus lábios e chupou com força. Sugando seu fôlego com tanta intensidade que suas bochechas se afundaram, Ashley então envolveu a língua de Koy com a sua e a esfregou.

Saliva misturada escorreu pela garganta e escapou pelos cantos da boca. O sangue parecia se concentrar cada vez mais na parte de baixo, a ponto de Koy achar que ia enlouquecer. Ashley certamente também sentia o membro endurecido de Koy, rígido de tanta excitação. Vergonha e desejo se misturavam, deixando sua cabeça à beira de explodir, sem que ele soubesse como lidar com isso.

— A-a… antes… — Koy murmurou, ofegante, aproveitando o breve  instante quando os lábios se separaram.  — A gente não… se beijava assim…

— Koy.

Ashley riu, como se achasse aquilo absurdo.

— Agora você entende o quanto eu estava me segurando por você?

Sem lhe dar tempo de responder, o beijo recomeçou. A língua avançou sem piedade, erguendo a de Koy e esfregando a parte macia logo abaixo, fazendo a saliva transbordar sozinha. Enquanto trocavam beijos pegajosos e repetidos, a mão de Ashley deslizou para baixo.

— …!

Quando a mão grande agarrou seu membro, Koy se assustou e deixou escapar um grito, mas o som acabou se desfazendo dentro da boca de Ashley como uma respiração estranha e abafada. Ignorando completamente a reação de Koy, Ashley continuou a massagear a parte de baixo e riu baixinho.

— Você gosta mais em cima ou embaixo?

Sem entender o que aquilo significava, Koy só conseguiu ofegar. Então Ashley afastou os lábios e se inclinou sobre ele. Antes mesmo que Koy tivesse tempo de sentir frustração, seus mamilos, já bem eriçados, foram engolidos pela boca dele.

— ah… aahh!

Dessa vez, um grito de verdade escapou, mas Ashley continuou, mordiscando os mamilos de Koy com os dentes enquanto, com a mão, brincava com seu membro.

— Hm? Koy.

Roçando os lábios nos mamilos de Koy, molhados de saliva, Ashley sussurrou:

— Em cima? Ou embaixo?

Só então Koy compreendeu o sentido da pergunta, mas ainda assim não conseguiu responder. Pensar em qualquer coisa naquela situação era simplesmente impossível. Cada vez que Ashley falava, o sopro frio atingia seus mamilos sensíveis, causando arrepios por todo o corpo. E não era só isso. Sempre que os dedos grandes e firmes de Ashley percorriam seu membro com habilidade, Koy acabava se contorcendo, gemendo, os olhos marejados.

— Koy, responde.

Ashley insistiu. Enquanto lambia um mamilo, como se estivesse avaliando, esfregava a cabeça do membro de Koy com o polegar. Diante daquela sensação, Koy acabou soltando, quase como um grito:

— C-como é que eu vou saber isso…

Outra risadinha de Ashley soou. Ao perceber que estava sendo provocado, Koy teve vontade de bater nele, mas não conseguiu sequer fechar o punho. Não importava o que Ashley fizesse, era impossível bater nele. Desde o começo, se não fosse Ashley, Koy nem estaria naquela situação.

Em vez disso, Koy agarrou o rosto de Ashley e o puxou para si. Ashley se deixou conduzir sem resistência e o beijou do jeito que ele queria. Só então um suspiro de alívio escapou dos lábios de Koy. Smack, smack, ele distribuiu beijos leves, como um pássaro bicando grãos. Ashley, que até então apenas aceitava em silêncio o que Koy fazia, deixou escapar uma risada curta.

— É só isso mesmo?

Koy sentiu o coração dar um solavanco, mas Ashley não parecia decepcionado nem o censurava. Pelo contrário, reagia como se estivesse se divertindo, o que lhe trouxe um leve alívio. Então Ashley disse:

— Não se force. Eu te falei, não vou até o fim.

‘Por quê’?

O coração, que mal tinha voltado ao lugar, voltou a afundar. De repente, uma lembrança que ele havia deixado de lado veio à tona. Ashley também não tinha querido ir até o fim antes. Mesmo quando Koy disse que estava tudo bem.

Você é um beta.

Naquela época e agora, Ashley dizia a mesma coisa. Será que ser de um subgênero diferente era um problema tão grande assim? É porque eu não despertei? Se ele não vai até o fim comigo, então…

‘Com outras pessoas… ele vai’?

Não era só Ashley que conseguia perceber o estado do outro pelo contato dos corpos. Recebendo todo o peso dele sobre si, Koy sentia de forma ainda mais crua a excitação de Ashley. Até mesmo a pulsação de seu pênis quente e latejante.

Foi então. Por puro acaso, o pulso de Ashley entrou no campo de visão de Koy. E ali estava a cicatriz nítida.

Koy sabia como aquela marca tinha surgido. Ele tinha visto com os próprios olhos Ashley se ferir. As marcas deixadas quando ele mordeu a si mesmo para não violentar Koy. Ao lembrar disso, o peito de Koy se apertou dolorosamente.

‘Ele não transa comigo porque eu sou beta’.

‘Então… com quem ele transa’?

‘Com quem você extrai feromônios’?

— Ash.

Koy virou o rosto às pressas, desviando do beijo que Ashley tentava dar, e perguntou:

— Você não vai até o fim comigo porque acha que eu sou inexperiente… ou porque eu sou beta?

Ashley franziu a testa, como se estivesse pensando se fazia mesmo sentido perguntar aquilo naquela situação. Mas, para Koy, era uma resposta que precisava ouvir agora. Porque com base nisso, ele também precisava tomar uma decisão.

Depois de soltar um suspiro, Ashley falou.

— Os dois.

Koy engoliu em seco. Ele tinha considerado essa possibilidade. Só não achava que fosse tão provável assim.

— Então…

Segurando a voz trêmula, Koy perguntou com dificuldade:

— É por ser eu que não dá?

Vocês namoraram por mais de um ano, não foi? E, nesse tempo todo, o máximo que fizeram foi beijar?

As palavras de Ariel passaram por sua mente. Koy não duvidava de que Ashley gostava dele. Mas isso e desejo sexual eram coisas completamente diferentes.

‘Será que o Ash simplesmente não sente esse tipo de atração por mim’?

‘Não. Isso não é verdade’.

Koy se negou a aceitar a ideia veementemente. Antes e agora, Ashley estava claramente excitado. Acima de tudo, seu membro, duro e inchado, era a prova disso.

— Koy.

Como se tivesse lido seus pensamentos, Ashley suspirou.

— Você sabe. Você é um beta. Se formos até o fim, você se machucaria feio.

— Não. Eu vou ficar bem.

Koy rebateu na hora.

— Mesmo sem ser alfa ou ômega, existem casos de sexo entre pessoas do mesmo sexo.

— Entre betas, — Ashley continuou. — Você fala isso porque não sabe como é o sexo entre um alfa e um ômega. Seu interior ia ficar todo destruído. Você não entende?

Claro que ele não sabia. Todas as experiências de Koy tinham sido com Ashley.

Mas, ainda assim, ele não conseguia simplesmente aceitar, de coração tranquilo, que Ashley tivesse relações com outras pessoas. Se ele não ia até o fim com Koy, era porque havia outras opções.

A imagem de Ashley deitado numa cama como aquela com alguém que não fosse ele surgiu em sua mente. Koy não aguentou mais e falou.

— Eu sei.

Sentindo um estranhamento, como se estivesse ouvindo a voz de outra pessoa, Koy continuou:

— Eu sei… Eu também já transei. …Com um alfa.

O rosto de Ashley, que o encarava, foi ficando cada vez mais frio.

— …O quê?

Ashley abriu a boca, mas o som só saiu alguns segundos depois. Ao ver a expressão atordoada dele, como se tivesse levado um golpe, Koy sentiu, ao contrário do que esperava, um fio de confiança nascer dentro de si.

— Eu já transei com um alfa. Então tá tudo bem. Dá pra fazer.

Ashley continuava sem dizer nada. Era a primeira vez que Koy via aquele rosto com uma expressão tão abobalhada. Por dentro, Koy estava ansioso e inquieto, mas implorava com desespero silencioso. Por favor, que o Ashley caia nessa.

— …Mentira.

Depois de um longo tempo, Ashley finalmente abriu a boca.

— Não tem como você ter dormido com um alfa.

— Por que não?

Koy perguntou como se estivesse esperando exatamente por aquilo. Mas, dessa vez também, Ashley não conseguiu responder de imediato. O golpe inesperado ainda o deixava incapaz de organizar os próprios pensamentos.

‘Betas naturalmente namoram pessoas do sexo oposto’.

Ele sempre pensara assim e acreditava que Koy também. Se Koy tivesse se relacionado com alguém, era óbvio que teria sido com uma mulher. Mas não era o caso.

‘E ainda por cima, com um alfa’?

Sexo entre pessoas do mesmo sexo não era algo comum. E, se fosse um beta com esse tipo de inclinação, envolver-se com um alfa tornava o sexo mais fácil. Alfas e ômegas não se prendem ao gênero.

‘Mas o Koy… dormiu com um alfa’?

‘O meu Koy’?

Parecia que um terremoto tinha sacudido sua mente.

 

°

°

Continua….

 

Tradução:  Ana Luiza

Revisão:  Thaís

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Em breve será disponibilizado uma sinopse!
Nome alternativo: Kiss Me If You Can

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