Ler Oh my Sunshine – Capítulo 02 Online

Modo Claro

Em meio a escuridão e barulhos de passos sobressalentes, alcançamos uma tortuosa claridade na qual vinha do outro lado de uma porta entre aberta, ali paramos por alguns instantes até que o jovem ao meu lado empurrasse a porta avermelhada para nos dar passagem, assim voltamos a caminhar por um corredor iluminado e cheio de vida.

Do lado esquerdo do corredor haviam salas de aula, todas com portas brancas e janelas cristalinas nas quais tinham a opção de serem cobertas por uma camada de cortina da cor azul Royal, já do lado esquerdo, se encontravam os armários prateados, alguns continham adesivos coloridos e outros eram Simples e sem gravuras. Já na mesma parede, ainda haviam alguns quadros de avisos em tom marrom, com papéis grudados por meio de tachinhas coloridas.

Por todo o trajeto, podia-se notar que aquela escola era cheia de cores vibrantes e mentes cheias de conhecimentos, porém, para yoongi, aquelas paredes brancas eram seu verdadeiro purgatório.

No final do longo corredor ainda havia uma porta dupla de ferro na qual era pintada de um tom de marrom escuro como a noite e era iluminada graças a algumas vidraças horizontais.

Naquele momento em que nossos passos foram novamente interrompidos, senti minha mão ser solta e um suave arrepio passar pela palma na qual, novamente, era atingida pelo frio. Meus olhos opacos direcionaram-se discretos para a face do jovem ao meu lado, meu rosto ainda avermelhado esboçava tremenda confusão enquanto o seu se mantinha neutro com indícios de cansaço. Ali percebi que você também usava uma máscara alegre para esconder do mundo suas frustrações.

No ato de soltar minhas mãos pálidas, Hoseok tomou seu guarda chuva novamente em mãos e o abriu ainda dentro da escola, suas mãos macias como algodão então empurraram a porta, na qual logo abriu em um estralo. Naquele instante seus olhos sorridentes se voltaram aos meus tão sem vida quanto a própria morte. Só então vi a oportunidade de novamente segurar sua mão, assim que a mesma subiu ao encontro da minha.

Novamente tomado por um impulso, segurei em sua mão podendo sentir novamente aquele calor aconchegante. Nossos pés então voltaram a se mover dessa vez com mais intensidade fazendo com que nossos corpos se apressassem a chegar mais rapidamente ao vestiário esportivo, no qual ficava a poucos metros da matriz escolar.

Com toda aquela correria, fomos capazes de alcançar o vestiário em menos de trinta minutos e para adentrar o mesmo foi ainda mais rápido. Assim que chegamos nas portas brancas do mesmo, Hoseok as abriu com facilidade como se já estivesse acostumado a ficar ali.

O local por dentro era escuro e tinha um cheiro não muito agradável. Assim como dentro da escola, aquela área era repleta de armários prateados uns decorados e outros nem tanto, haviam ali também alguns bancos compridos de madeira escura e cabines de banho guardadas por cortinas verdes escuras. O teto do local era apenas revestido por telhas prateadas de aço, oque ajudava a manter o local seco e aquecido, mas não lhes prevenia dos barulhos causados pelos pingos de chuva que ali caiam agressivos.

Novamente, minhas mãos foram soltas e meus olhos percebiam o afastamento do rapaz. O jovem de cabelos vermelhos então caminhou até o quadro de luz onde foi capaz de ligar as luzes gritantes do local, dessa vez, além dos pingos de chuva, sua voz também foi ouvida ecoando por aquele ambiente gélido.

– você é bem observador,não?

O jovem deu uma risadinha carinhosa com seus lábios e logo voltou a falar:

– vou te dar uma toalha para que se seque e algumas roupas para se trocar. Pode aproveitar e tomar um banho para se aquecer. claro! Se quiser.

Novamente seus lábios formaram um coração sorridente que não passou despercebido dos olhos atentos de yoongi, no qual sentiu um calor avassalador atingir seu coração em cheio. Desviando o olhar, yoongi se sentou em um dos bancos e juntou as mãos a frente do corpo continuando em silêncio.

Hoseok que estava do outro lado não queria mais provocar o jovem, no qual não parecia estar em um bom momento; logo ele simplesmente se afastou indo até seu próprio armário onde buscou uma toalha limpa e algumas roupas que usava nos treinos de educação física. Voltando para perto de Yoongi, Hoseok colocou as coisas que havia pego ao lado do garoto e suspirou, mas não esperava escutar tão cedo a voz do mesmo.

– obrigado…mas não precisa me tratar assim por dó.

Em uma tentativa desesperada de descobrir se minhas suposições estavam certas ou não, acabou que minhas palavras saíram rudes de certa forma. porém, as palavras rudes que esperava receber de Hoseok tão pouco foram proferidas. Em seu lugar palavras carinhosas soaram acompanhadas de um sutil e breve carinho sobre o topo de minha cabeça.

– eu não sei oque você passou ou passa, mas todos nós temos tempos difíceis…mas não estou te tratando assim por dó, só quero ter um amigo verdadeiro, ter alguém com quem contar e…acho que você também quer isso.

Por tempos me fechei ao mundo e apenas tudo que recebia em troca era a dor; por muito tempo estive sozinho e sem ninguém para contar minhas descobertas ou rir sobre bobagens alheias. Assim como não tive pais responsáveis também não tive escolhas, tendo que seguir meu caminho em uma plena escuridão. Ouvir aquelas palavras de certa forma tocaram meu coração e inesperadamente algumas lágrimas começaram a escorrer por meus olhos até o centro de meu queixo e, por fim, caírem em meus jeans molhados pela chuva; aquelas lágrimas então se tornaram mais intensas se transformando em um choro silencioso.

Jurei a mim mesmo que aquela situação não poderia ficar mais embaraçosa, foi aí que eu me enganei; nem mesmo percebi quando um par de braços quentes envolveram meu corpo em um abraço caloroso e apertado, deixando com que meu corpo tenso relaxasse por alguns instantes. Dentre aquele ato de carinho, uma voz sutil e calma como a de um anjo ecoou bem próxima ao meu ouvido, causando-me um arrepio.

– não chore…apenas me deixe ficar ao seu lado, deixe -me te mostrar o quão bom é criar memórias ao lado de seus amigos. Afinal eu também não tenho muitos amigos, ou melhor, não tenho amigos verdadeiros.

Eu já havia desistido do mundo e já não confiava nem em mim mesmo. Quem diria confiar em outra pessoa na qual mal conhecia. Porém, naquele instante em que estava acolhido em seus braços e aquecido pelo seu calor próprio, não fui capaz de pensar em mais nada além de concordar com tal proposta. Envolto no abraço, não deixei de pensar nas palavras que há pouco foram proferidas dos lábios carmesim de Hoseok, fazendo-me perceber que não era o único a ser rejeitado por todos. Hoseok também enfrentava certas dificuldades, mesmo que eu ainda não soubesse quais elas eram.

Passando um tempo com meu corpo emaranhado em seus braços, descidi que por fim era hora de se afastar. Com um sutil impulso, rompemos nosso abraço caloroso deixando apenas nossas faces frente a frente uma com a outra, podendo sentir ambas as respirações quentes se unindo em uma só ao mesmo que nossos olhares se cruzavam.

Observando sua face mais de perto, consegui absorver cada detalhe daquele rosto tão belo e jovial que ainda me causava certa intriga. Em poucos instantes de silêncio, encaramos fixamente a face um do outro sem perceber que fazíamos aquilo; quando nos demos conta, a situação havia se tornado embaraçosa o suficiente para nos afastarmos ainda mais um do outro.

Com o olhar envergonhado, Hoseok desviou seus olhos para um canto vazio no vestiário enquanto meus olhos focavam fixamente sobre minhas mãos trêmulas, ao mesmo tempo que um rubor rosado tingia minhas bochechas pálidas.

Levantando-me do banco de madeira, peguei a toalha e as roupas secas e enfim fui em rumo às cabines de banho do local; fechando a pequena cortina e encostando-me sobre a parede de pisos claros, levei a mão até meu peito, onde meu coração batia agitado. Aproveitei também e fechei meus olhos, para absorveram todas aquelas informações a pouco captadas.

 

Instantes depois, com os pensamentos já organizados, passei a me despir de minhas vestes encharcadas pela fria água da chuva, fazendo com que minha pele gélida vibrace com um sutil arrepio. Levando a mão até o registro do chuveiro, o girei com sutileza e logo a água fria começou a cair sobre meu corpo, relaxando meus músculos rígidos; pouco a pouco aquela água gelada foi esquentando, trazendo o calor amigável ao meu corpo.

 

Com o tempo, a pressão que sentia em minha nuca e a sensação de desespero que dominava meu subconsciente aos poucos foram levados embora junto com a água que escorria por meu corpo. Aquela sensação de relaxamento não me trouxe somente a paz, mas também a culpa, fazendo com que meu coração voltasse a doer e as lágrimas a rolarem silenciosas sobre meu rosto.

Cerca de trinta minutos mais tarde, meu choro já havia se acalmando e meu corpo voltava ao seu estado normal de tranquilidade. Assim, após um suspiro profundo, enfim pude abrir meus olhos sentindo o peso das lágrimas sobre eles; virando-me de costas para a cortina esverdeada do vestiário, localizei o registro do chuveiro e o girei para o lado oposto, assim fechando a água.

Suspirando novamente, peguei a toalha de banho branca que estava pendurada sobre a cabine de banho e, assim, comecei a secar meu corpo; em seguida deixei a toalha de lado e puxei as roupas que também estavam penduradas ali, podendo enfim me vestir e sair dali carregando minhas vestes molhadas a tiracolo.

Assim que sai da cabine avistei Hoseok com os olhos vidrados sobre o teto de aço, seus lábios estavam entre abertos enquanto seus olhos, volta e meia, teimavam em fechar. Contudo, assim que me coloquei ao seu lado, toda sua atenção foi depositada sobre a minha pessoa. Seus lábios antes entreabertos agora sorriam para mim e logo emitiram o som de sua voz.

– Você está melhor?. Venha, sente-se comigo. Ainda temos algum tempo antes do sinal tocar.

Em silêncio, sentei-me ao lado de Hoseok e, novamente, suspirei apoiando minhas costas sobre a parede atrás de nós. As roupas molhadas que carregava em meus braços foram enfim deixadas de lado, permitindo com que meu corpo relaxasse sem a umidade daquelas vestes; após isso minha voz enfim foi ouvida após algum tempo de silêncio.

– …obrigado…por tudo isso

Minha voz surgiu calma e vaga, sem tanta intensidade, mas ainda assim arrancou uma suave risada do Jung. Hoseok também escorou suas costas sobre a parede e voltou a dizer sem tirar seus olhos do teto.

– eu já disse, você não precisa agradecer.

Sua voz soava calma como sempre e sua áurea tranquila surgia dentre um suave sorriso que transpareceu em seus lábios finos.

Com o fim da conversa, um silêncio tortuoso pairou sobre o ar deixando apenas o som vago da chuva batendo contra o telhado. Pouco tempo depois, a cabeça do min despencou contra o ombro do Jung, com o peso da sua cabeça, o ombro do Jung escorregou fazendo sua cabeça pender para o lado e escorar-se contra a cabeça do min.

Em meio a tantas emoções, cansaço e silêncio, ambos acabaram por ceder ao sono e adormecer lado a lado. Contudo, aquele cochilo não durou muito tempo, afinal, o sinal escolar tocou após 30 minutos acordando os dois garotos adormecidos. Hoseok foi o primeiro a despertar, tendo a visão do min ainda adormecido ao seu lado; sorrindo sutilmente, Hoseok cutucou o braço do garoto que aos poucos começou a despertar se espreguiçando e bocejando.

– Você conseguiu descansar um pouco?

Disse Hoseok em um tom calmo.

Ouvindo aquilo, yoongi assentiu com a cabeça e logo ditou em tom sutil, diferente dos posteriores aos quais expressavam todas suas mágoas.

– sim, me sinto muito melhor agora.

Suspirando aliviado, Hoseok abriu um grande sorriso e deu leves tapinhas sobre o ombro do min e, em seguida, se levantou ditando.

– Ótimo!. Então é melhor irmos embora né? Amanhã pegamos as nossas coisas na secretaria.

Dando de ombros, Hoseok parecia não ligar para futuros problemas que nossas ações poderiam causar, aquilo era realmente o oposto de Mim, no qual já pensava na bronca que levaríamos do diretor por ter cabulado aula. Afastando tais pensamentos, apenas peguei minhas roupas e assenti em concordância.

Hoseok como sempre sorrio e saiu na minha frente para assim abrir a porta grande e pesada. Do outro lado, a claridade era gritante e a chuva já não era mais presente como antes, agora apenas poucos pingos caiam em terra, deixando apenas o frio predominar.

Deixando o galpão aquecido para trás, enfrentamos a temperatura fria do lado de fora , na qual, fazia nossa epiderme quente se arrepiar com o vento frio; logo após fechar a porta atrás de nós, Hoseok voltou seu olhar a mim e seus lábios sorridentes falaram em um tom animado.

– então…nos vemos amanhã?! Temos uma desculpa para nos encontrarmos novamente, certo?

Assentindo em concordância, Yoongi se pôs a sorrir, retribuindo toda a gentileza do Jung com um singelo sorriso amigável.

– sim, nos encontraremos amanhã novamente

Dito isso, ambos voltaram a caminhar em passos calmos em direção ao portão de saída da escola, ao qual milhares de alunos passavam diariamente. O local era pequeno, de muros baixos e um portão de correr na cor metálica. Ali diversos alunos se despediam de seus superiores e amigos queridos com abraços e apertos de mão, encerrando assim mais um dia naquela instituição.

Para Hoseok e yoongi não foi diferente, porém, ao invés de toques de mãos e abraços carinhosos, ambos os garotos apenas sorriram um para o outro; sorriso este que guardava não apenas um segredo entre ambos, mas que também guardava um sentimento de carinho e amizade. Virando-se de costas, ambos seguiram seus próprios caminhos para enfim encerrar aquele dia; Hoseok, por sua vez, caminhou alguns metros até encontrar um carro branco de janelas escuras, onde o mesmo entrou pela porta traseira e deixou ser levado para sua residência. Yoongi, por outro lado, seguiu a pé. sua caminhada duraria por volta de uma hora há uma hora e meia, dependendo de quão rápido ele fosse; durante aquela caminhada o min pode refletir sobre aquele dia e a sua repentinamente amizade com Hoseok, ao qual havia mexido com seu coração de certa forma.

Uma hora de caminhada depois, finalmente cheguei em minha casa sendo recepcionado por aqueles portões ferrosos de quase dois metros e meio de altura, os quais cobriam parcialmente a entrada do orfanato. Remexendo o bolso do casaco molhado em meus braços, pude sentir um objeto metálico e gelado passar por meus dedos, porém não era a mesma lâmina de antes mas sim a chave do grande portão a minha frente. retirando a chave do bolso, logo a levei até a fechadura, na qual destravou o portão após um estralo, me dando passagem para entrar, e assim fiz. A vista ali de dentro não era das piores, pelo contrário, era até mesmo um lugar muito bonito e cheio de risadas e brincadeiras. A vista inicial era a de um jardim com flores de cores vibrantes e alguns bancos longos de pedra pintados de branco, aos quais já estavam começando a desbotar. logo atrás se via um parquinho criado para as crianças passarem seu tempo livre após a escola; Ali haviam balanços, escorregadores, gira-gira, uma casinha e até mesmo um tanque de areia com alguns brinquedos espalhados sobre a parte superior. Em conjunto com aquela vista, podia-se contemplar também a visão de várias crianças, de diferentes idades, correndo de um lado para o outro enquanto riam entre si. Eu não podia negar, aquilo era realmente uma cena bonita de se ver, afinal, mostrava que aquelas crianças podiam facilmente esquecer seus medos e traumas com uma simples brincadeira, oque evidentemente, foi diferente de mim.

Desviando minha atenção das crianças que ali brincavam, meu olhar se voltou ao casarão pintado de azul-claro logo à minha frente, no qual me recepcionava de portas abertas.

Adentrando o orfanato passei por seus corredores pintados de branco, nos quais tinham pinturas de desenhos infantis em cores vibrantes e quadros de avisos pendurados sobre as paredes, juntamente a isso, haviam algumas portas que levavam a secretaria ou aos banheiros, enquanto o corredor do lado esquerdo levava ao refeitório local.

Andando um pouco mais finalmente cheguei à escadaria, que levavam ao andar superior da casa, onde estavam localizados os quartos e os banheiros, onde os moradores repousavam e faziam sua higiene diária. Subindo a escadaria, dei de cara com alguns funcionários e moradores, nos quais cumprimentei educadamente antes de seguir meu caminho até meu quarto, no qual era dividido com mais cinco pessoas divididas em três beliches, sendo uma delas a minha. Adentrando a porta de número três, avistei mais dois moradores nos quais estavam ajeitando suas coisas pessoais, porém não dei muita atenção a eles, afinal eu estava cansado e com indícios de dor de cabeça.

Assim, fui direto para meu armário onde peguei alguns produtos de higiene e roupas limpas, afinal, aquelas vestes que eu estava usando não eram minhas, e não queria estragá-las por descuido.

Saindo do quarto, fui direto ao banheiro, no qual não ficava muito distante dos quartos. Os banheiros eram espaçosos, e bem iluminados graças a três luminárias horizontais, postas sobre o teto branco. Assim como no vestiário da escola, ali também haviam cabines de banho separadas por blocos e portas de madeira pintadas de azul, oque era um pouco diferente da escola; dentro dessas cabines, além dos chuveiros, também havia um vaso sanitário e um baixo muro para colocar produtos pessoais durante o banho. Fora da cabine haviam também, bides, pias e um espelho horizontal que pegava boa parte da parede à frente das cabines.

Aproveitando que o local ainda estava vazio, adentrei a primeira porta à esquerda e a tranquei por dentro. Ali dentro deixei meus pertences sobre o pequeno muro e assim comecei a me despir novamente, deixando as roupas em um canto onde a água não alcançava graças à uma elevação no piso. Após isso, levei minha mão até o registro do chuveiro e girei para abrir a água que começou a sair morna; sem demora, peguei meu sabonete e esponja e comecei a me lavar, afinal, sabia que logo os moradores começariam a chegar querendo tomar banho antes do jantar.

Certa de trinta minutos depois, sai da cabine já vestido, porém com os cabelos levemente úmidos; em meus braços carregava minhas vestes molhadas e as roupas que Hoseok havia me emprestado, além disso também levava meu sabonete e minha esponja na mão vaga. Voltando para o quarto em passos calmos, avistei brevemente algumas crianças com uniformes escolares andando de um lado para o outro, subindo e descendo as escadas; já no quarto isso não era muito diferente, as camas antes vazias agora estavam ocupadas com seus respectivos donos, nos quais ajeitavam seus matérias escolares ou simplesmente mexiam em seus celulares.

Novamente não dei atenção a ninguém e fui direto para meu armário onde deixei meus objetos pessoais, antes de me virar e seguir rumo para o andar de baixo, ainda levando as roupas em meus braços. Minha intenção naquele momento era lavar aquelas roupas e colocá-las para secar, para que assim, pudessem estar secas no dia posterior; tendo isso em mente, segui caminho até a lavanderia na qual ficava nos fundos do orfanato. Chegando no local, acendi suas luzes dando de cara com o ambiente úmido e com cheiro de produtos de limpeza, diferente das outras partes da casa, aquele local apresentava um pouco de úmidade sobre as paredes e tinha o chão revestido por uma camada de cimento queimado na cor cinza escuro. Encostado nas paredes, haviam quatro máquinas de lavar e secar, já no canto esquerdo da lavanderia, haviam grandes armários que iam do chão até o teto feitos de concreto e madeira maciça; naqueles armários haviam diversos produtos de limpeza guardados, fora outros itens usados no local.

Após um suspiro cansado, caminhei até uma das máquinas de lavar e depositei as roupas ali dentro após abrir sua tampa; seguido disso, fui até o armário onde peguei um pouco de sabão em pó e amaciante para poder lavar aquelas roupas. Voltando até a máquina, coloquei todos os produtos dentro dos compartimentos e baixei a tampa para que pudesse começar a lavar.

Aproveitando o tempo que levaria até que a máquina parasse de trabalhar, yoongi sentou-se sobre o chão escorando suas costas contra a máquina, enquanto levava seus joelhos até o peito e os envolvia com seus braços. Seu rosto repentinamente mergulhou em monotonia, enquanto sua mente vagueava pelas lembranças daquele dia, nas quais lhe traziam boas e más recordações. Seu coração por sua vez apertava com a ideia da morte e do luto que levaria sua cuidadora, enquanto por outro lado, batia freneticamente ao lembrar do calor das mãos do Jung envoltas a sua, lhe trazendo uma confusa sensação.

Cerca de uma hora e meia depois, a máquina parou de trabalhar e destravou a tampa após um apito, indicando que todo o conteúdo dentro dela já estava lavado e seco. Yoongi então levantou-se do chão frio e retirou as roupas da máquina, começando a dobrar de modo desajeitado; com tudo limpo e dobrado, o min finalmente pode voltar para dentro onde ouviu conversas e risadas altas vindas do refeitório, onde posteriormente o mesmo iria para comer antes de dormir.

Indo para o andar de cima novamente, yoongi guardou seu uniforme no armário e ajeitou as roupas do Jung em uma sacola de papel na cor marrom claro, na qual entregaria para o mesmo no dia seguinte. Após deixar tudo arrumado e limpo, o min finalmente pode se permitir descansar, entregando-se ao cansaço sem ao menos comer alguma coisa antes de repousar seu corpo sobre o colchão macio e desfrutar o calor de suas cobertas.

Continua…

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“A depressão é uma doença na qual atinge duas em cada cinco pessoas mundo a fora; dentre essas pessoas temos jovens, adultos, crianças e idosos. porém a maioria dos casos são levados como “frescura” e não são tratados como deveriam, OQue leva a milhões de suicídios principalmente entre o público jovem.”
Fora de artigos científicos, está é minha história dês de meus dez anos de idade, quando fui abandonado em um orfanato por meus pais…creci solitário e aprendi a ser solitário, foi quando as crises de anciedade e automutilações começaram a surgir.
Fechado em meu próprio mundo, sentia como se nada fizesse sentido a minha volta, ao mesmo, pensava ser invisível aos olhos dos outros; contudo, certo dia, meus olhos manchados de amargura encontraram os seus cheios de um brilho vivaz.
                                                      -Min Yoongi-

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