Ler Cão Real. – Capítulo 58 Online
Ao entrar no quarto, Pavel jogou Hayul sobre a cama e imediatamente se lançou sobre ele. Ele puxou e rasgou o roupão que mal cobria Hayul, deixando-o nu, e o virou de bruços. As cintas do coldre presas à sua cintura e coxas ainda estavam no lugar.
Devido à porta destruída pelo ataque momentos antes, o vento gélido da noite invadiu o lugar, esfriando seu corpo encharcado de suor, fazendo arrepios percorrerem a coluna de Hayul. Pavel acariciou as belas costas com uma mão, enquanto com a outra puxava as nádegas para cima, e imediatamente cravou seu pau dentro dele.
Era um acasalamento bestial, sem qualquer carícia ou preliminares.
A penetração não foi muito difícil. Apenas com os beijos, a parte de trás de Hayul já estava tão molhada que o líquido escorria pela coxa. Mas mesmo estando suficientemente lubrificado, não significava que não fosse doloroso. Como poderia ser indolor se fora violentamente penetrado por algo tão grosso e comprido? Hayul soltou um gemido misturado com dor e seu corpo tremeu violentamente. Da cintura erguida até as costas, ele estremeceu como se tivesse levado um choque. Não importava o quão preparado estivesse, enfiar tudo de uma vez era maldade demais. Ainda mais porque essa posição fazia a penetração ser mais profunda e dolorosa.
— A… Ai, dói. Dói, porra. Tira.
— Dói? Impossível.
Uma voz grave soou atrás dele, e a coisa enfiada profundamente dentro dele moveu-se como uma serpente. Só o fato de estar dentro já deixava o ventre dele pressionado e completamente cheio; quando aquilo se movia, Hayul sentiu a nítida sensação que ia enlouquecer.
— N-não se mexa. Aa… ugh…
— Por que está doendo?
— F-filho da… Você pergunta porque não sabe? Se você também tivesse um…. ah, ugh, um pau enorme enfiado em você, aahh.
— Agora que somos casados, podia me chamar de “querido”, não acha?
— V-vai se… aaah!
Pavel apertou as nádegas trêmulas de Hayul e deu uma estocada mais pronfunda ainda.
A lombar dele arqueou, e seu próprio pênis balançou, batendo contra o abdômen. Embora doesse um pouco, seu pênis estava ereto e balançando impotente. Gotas de fluido pingavam da ponta pulsante. Sem lhe dar tempo para recuperar o fôlego, Pavel puxou seu pau para fora até a metade e em seguida, enfiou-o de volta de uma vez com força, com isso o rosto de Hayul foi pressionado contra o lençol da cama, abafando seus gemidos. Ele agarrou o tecido sem direção, respirando com dificuldade.
— Ver essa cinta-liga no seu corpo, me deixou fora de mim….
— Seu de-desgraçado pervertido, haah, você sabe que não é uma cinta-li…, ugh.
As sílabas saíam entrecortadas, quase como um lamento. Os gemidos vieram logo depois, quando Pavel deslizou a mão pelo coldre preso à cintura dele e respirou fundo, pesadamente. Então, o membro enterrado dentro de Hayul também tremeu levemente. O toque frio na cintura o fez estremecer.
Aquele bastardo pervertido estava agindo assim sabendo muito bem que não era uma cinta-liga. O coldre que ele usou para lutar contra o inimigo deve ter agradado aquele pervertido.
A mão fria dele passou pelas curvas da cintura e bunda até chegar à coxa, onde a faixa do coldre estava presa. Os músculos da coxa de Hayul se contraíram, apertando ainda mais a tira. Pavel arrancou o coldre – que tinha velcro – com um som áspero e o jogou no chão. Restaram apenas os cintos presos a sua cintura e pernas.
— Sabe como está agora? Seu buraco está engolindo meu pau direitinho, todo arreganhado… enquanto sua cintura e coxas brancas estão usando uma cinta preta. Eu devia mostrar essa visão maravilhosa para o hyung também.
— Por favor… cala a boca.
— Haha. Seu buraco está se contraindo e pingando de novo… que coisa fofa.
Enquanto dizia isso, o pervertido passou a mão ao redor da entrada que mastigava seu pênis, tocando o lugar que se abria quase até o limite. Cada toque fazia o orifício pulsar e liberar fluidos. Os dedos que acariciavam as dobras trêmulas ao redor do buraco deslizaram para dentro.
— Aaah…
A parte inferior de Hayul se contraiu completamente e um gemido escapou. Parecia que iria rasgar, mas não rasgou. Ha-yul já sabia muito bem que o próprio corpo era absurdamente elástico ali atrás. Parecia que os músculos daquela parte se esticavam sem parar.
— Está fazendo escândalo pedindo por mais. Meu pau não é suficiente?
Um dedo abriu caminho e entrou ainda mais fundo no orifício. Mas, como Pavel disse, aquilo não era suficiente. A parte de trás de Hayul, que engolia o pênis junto de dois dedos, pulsava como se estivesse enlouquecida.
Ele queria um estímulo mais forte. Seu corpo, aquecido ao máximo, ansiava por uma estimulação tão intensa que o fizesse perder o fôlego – mas Pavel apenas enfiava, sem dar o tipo de sensação que Hayul desesperadamente esperava.
— Ha… ugh… porra… seu pervertido desgraçado… haah…
Os dedos de Pavel, cravados dentro dele, curvaram-se em forma de gancho, revirando a mucosa. Uma sensação vertiginosa, de prazer tão intenso que seus olhos pareciam virar, percorreu-lhe a espinha. Cada vez que, com o pau ainda cravado, os dedos arranhavam seu interior, um estímulo eletrizante surgia, fazendo suas nádegas estremecerem e se contorcerem, balançando involuntariamente.
Como Pavel permanecia imóvel, Hayul se movia sozinho, buscando o estímulo, quase como se estivesse se masturbando usando o corpo do outro.
— O hyung é realmente safado.
Pavel riu baixo atrás dele, puxando para fora os dedos que remexiam seu interior.
— Hahk! A-ah!
A entrada se contraiu brutalmente; as nádegas estremeceram e suas coxas ficaram tensas. Pavel soltou um gemido longo, quase rouco, — Haaa — ,enquanto acariciava a bunda de Hayul em círculos e passava a mão lentamente pelas coxas tremendo. Ele parecia se deliciar com a sensação do orifício que tremia, apertava e relaxava ao redor do nada, implorando para ser preenchido de novo.
— Hyung. Você usaria lingerie de seda para mim? Se vestisse uma lingerie preta, ficaria insanamente sexy.
— Para de falar essas… haah… porcarias de pervertido, só cala a boca e… e enfia logo… hnngh…
‘Filho da puta.’
Ele nem conseguiu terminar o insulto mentalmente, porque Pavel de repente enfiou de novo com tanta força, como se fosse empurrar até as próprias bolas para dentro dele, Hayul arqueou como um peixe atravessado por um arpão. Sentiu como se todos os órgãos fossem ser empurrados para cima.
— Haa… ngh…!
Foi doloroso como se fosse morrer, mas justamente por isso era bom. Em algum momento, a dor e o prazer tinham se misturado ao ponto de quanto maior um maior o outro. Desde que conhecera Pavel, ele também parecia ter se tornado um pervertido. A mucosa interna ondulou de prazer, apertando e engolindo o membro do outro com avidez. Simultaneamente, seus fluidos jorraram, encharcando tudo por dentro.
— Haaah… Que delícia… o interior de hyung… se existe um paraíso, deve ser dentro do seu buraco.
Pavel murmurou com uma voz extasiada, seu corpo tremendo. O pênis dele, enterrado até a base, também vibrou. Ao ouvir isso, Hayul pensou que um dia ainda iria calar aquela boca. Pavel parecia ter decidido jogar fora qualquer resquício de autocontrole. Com as mãos enormes, agarrou firme as nádegas que tremiam em espasmos e puxou seu quadril para trás, retirando-se devagar… muito devagar… infernalmente devagar.
A sensação do penis saindo, abrindo caminho por dentro, fez Hayul tremer violentamente. E então Pavel o empurrou de volta, enfiando tudo de uma vez no orifício ainda não totalmente fechado. Com a penetração rápida, a próstata foi atingida sem piedade. Cada vez que isso acontecia, o corpo de Hayul se debatia loucamente. Sem lhe dar chance de respirar, Pavel começou um movimento rápido e brutal. Ele também abandonou a calma cruel com que o provocava antes, entregando-se completamente ao instinto.
“Papapapa, papapa!”
O interior de Hayul era golpeado sem descanso. Faíscas brilhavam diante de seus olhos, sua parte traseira estava sendo praticamente virada do avesso. Devido aos fluidos que fluíam sem cessar, o som úmido de fricção vindo de trás soava lascivamente.
A penetração era tão profunda que as bolas de Pavel batiam contra a entrada, e junto disso a sanidade de Hayul também se foi.
— Ha… ugh… ah! C-caralho… m-mais devagar… aaah! Aahh… nghh…
Nem conseguia xingar mais. Seu corpo só conseguia sacudir, gemer, chorar e soluçar ao ritmo frenético das estocadas. Enquanto o líquido escorria em fios de seu membro que se contraía violentamente, fluidos também fluíam por trás, escorrendo pelas suas coxas. Lágrimas rolavam sem controle. Parecia que toda a água do seu corpo estava escapando de alguma forma.
‘Porra… é bom. Isso é tão bom que dá medo.’
Era exatamente isso que Hayul queria, esse estímulo que parecia esmagar o corpo inteiro.
Ele gritou até ficar rouco, enquanto instintivamente balançava as nádegas e contraía o orifício ao redor de Pavel. O pau era tão grande e tão longo que, quando entrava até a base, parecia que iria rasgar o ventre e sair pela frente. O ponto interno de estimulação era constantemente esmagado e amassado. Toda vez que faziam sexo, ele se preocupava se não iria estourar por dentro, mas era só paranoia.
De repente, como se precisasse urinar, sua bexiga se expandiu rapidamente, fazendo seu membro inchar e ficar tenso.
— Aaah… aahhhhhh!
Antes mesmo que pudesse ser envolvido pela mão, o sêmen jorrou da ponta do membro pulsante de Hayul. Como alguém que segura o xixi por muito tempo e finalmente solta, o esperma explodiu, espirrando por todo o lençol, pelo próprio abdômen, pelo peito e até pelo queixo. Apesar da sensação de relaxamento pós-orgasmo, o calor em seu corpo não diminuiu em nada. Mesmo após ejacular aquela enorme quantidade, seu membro permanecia ereto, balançando a cada empurrão na parte de trás.
O sexo com Pavel nunca terminava facilmente. Não existia o conceito de “só uma vez”. Uma vez que começava, ele seguia até que Hayul finalmente desmaiasse. Não havia jeito, afinal Pavel era um Alfa Real.
Ha-yul enfiou o rosto no lençol e soluçou, chorando. O tecido em contato com seu rosto já estava completamente encharcado e bagunçado.
Sem dar-lhe um momento para respirar, Pavel, que continuava estocando vigorosamente, parou após uma enfiada profunda e respirou fundo.
— Fuuu…
Hayul sentiu, nitidamente, o pênis de Pavel inchar ainda mais por dentro. Achou que enfim ele fosse gozar, mas Pavel apenas estabilizou a respiração… e então, rapidamente, virou o corpo de Hayul de lado e depois o puxou para ficar deitado de frente, sem tirar o que estava dentro. A sensação do pilar enfiado mexendo e bagunçando toda a mucosa já inchada e sensível arrancou um som que nem chegou a virar gemido.
Hayul apenas tremia incontrolavelmente, mal conseguindo respirar. Com o corpo torcido, não apenas a mucosa interna, mas a entrada do orifício também foi estimulada, ardendo e latejando a cada respiração.
O rosto de Pavel, posicionado entre suas pernas abertas, ainda estava rubro. Com o rosto avermelhado pela fadiga extrema, ele sorriu.
— Quero fazer isso olhando para o rosto do hyung.
Com os olhos azuis brilhando e os dentes brancos à mostra enquanto arfava, Pavel parecia um verdadeiro demônio. A cada respiração profunda, um aroma intenso cítrico, misturado ao cheiro de sangue e fluidos corporais, invadia as narinas de Hayul. Os olhos azuis, brilhando com desejo, cintilavam de forma perigosamente vertiginosa. Com o corpo sujo de sangue, ele nem parecia humano – parecia uma criatura da noite.
— Você… parece um demônio com chifres.
Hayul murmurou com a voz rouca de tanto chorar.
— Então hyung é um anjo?
Os lábios de Pavel se curvaram para cima, revelando todos os seus dentes brancos. Anjo? Hayul havia acabado de matar alguém com uma faca. Os feromônios emanando do corpo do homem enchiam o quarto, onde o ar frio entrava implacavelmente.
— Um anjo cheirando a sangue… isso me deixa tonto.
Sussurrando baixo, de forma doce e perigosa, Pavel ergueu a mão suja de sangue e abriu as pernas de Hayul ainda mais. E então, reiniciou o movimento. Enterrou de uma vez até a base e, ao puxar de volta, Hayul voltou a gritar. As lágrimas escorriam sem parar, embaçando a visão, e no meio disso tudo, o rosto de Pavel permanecia ali, encarando-o sem piscar.
Pavel capturava em suas pupilas azuis a imagem de Hayul, preso sob seu corpo, contorcendo-se e choramingando. Ele encarava sem piscar, como se não quisesse perder um único instante daquela visão. Era o olhar de um predador prestes a devorar sua presa.
O calor daquele olhar fervia. Tudo em Pavel era intenso, quente, obsessivo. Sempre fora assim. Ele sempre despejava tudo, absolutamente tudo, sobre Hayul.
— Eu te amo. Eu te amo, hyung. Jin Hayul, eu te amo.
A confissão repetida várias vezes mais parecia um grito desesperado do que algo doce. O mesmo se aplicava ao pau que perfurava e revirava o interior de Hayul. Dava para sentir que Pavel queria levá-lo até o limite, fazê-lo desmoronar. Ele continuou enfiando com toda a força, sem parar um unico um segundo, para que Hayul não pudesse pensar em mais nada.
Hayul uivou como um animal. Gritos, gemidos, soluços, sussurros sem sentido escapavam de sua boca aberta, sem nenhum controle.
— Você não vai… dizer que me ama, hyung?
— Ah… agh.. aaah! Dói… dói… porra… é grande demais… fundo demais… haaa…
— Diga que me ama.
— Aaaah!
Pavel o pressionava com a confissão como se empurrasse Hayul para um precipício. O prazer que vinha era tão avassalador que parecia que ia morrer ali mesmo. Toda vez que fazia sexo com aquele alfa, ele sentia uma ameaça genuína à sua vida.
— Dizer ‘eu te amo’ é assim tão difícil?
Enquanto cobrava uma resposta, ele se afastou rapidamente e depois abriu as pernas de Hayul como se fosse rasgá-lo ao meio, entrando de novo com força. Foi uma investida tão forte que parecia que ele estava sendo atravessado por uma lança.
— Ha, aaagh… eu… eu vou te matar. Vai com calma, p-porra… aah, aaah…
Da boca entreaberta não saía declaração de amor alguma, e sim ameaças e saliva escorrendo. Era difícil dizer “eu te amo”? Para Hayul, era. Tão simples para outras pessoas, mas extremamente difícil para ele. Não era algo que conseguia pronunciar com a facilidade de Pavel.
— Nós já somos casados, haaah… já passou da hora de ser um pouco mais carinhoso, não acha? Fuuuu.. Até quando você vai ficar dizendo que vai me matar? Isso me magoa.
Pavel parecia decidido a atormentar Hayul até que ele cedesse e respondesse. Cada estocada fazia o corpo inteiro do Omega estremecer. ‘Vá com calma, caralho.’ Hayul, com os olhos inchados de tanto chorar, arregalou-os e encarou Pavel, mordendo os lábios com força. Quando seus dentes superiores morderam o lábio inferior repetidamente, o gosto metálico de sangue se espalhou.
— Haha… sempre tão teimoso.
No mesmo instante em que Pavel empinou os quadris com força, rindo, o pau do sujeito, enfiado dentro dele, também vibrou, inchando subitamente e então explodindo. A sensação dos fluidos quentes jorrando dentro de seu corpo era arrepiantemente vívida. Era uma sensação sempre difícil de suportar.
— Haaah…
Pavel respirou fundo, aproveitando o prazer pós-ejaculação. Parecendo satisfeito por estar encharcado com seu próprio fluido, ele girou lentamente os quadris, ainda cravado na parte de trás de Hayul. Gozou, então devia tirar, mas ele não parecia pensar em sair. Mesmo após ejacular aquela enorme quantidade, o pilar ainda rígido remexia cruelmente o interior mole de Hayul. Era realmente um pau desgraçado.
— Hhh… hngh… uugh…
Hayul soltou um gemido abafado por entre os lábios mordidos e continuou tremendo. Sentia o corpo inteiro derreter. Os olhos ardiam, cada parte dele doía e seu interior, que ainda abraçava Pavel, doía mais do que tudo.
— Meu Deus… por que você fica tão fofo chorando assim? Você é realmente provocante, hyung.
Ao ver Hayul chorando, Pavel voltou a se excitar, e seu membro inchou novamente, preenchendo completamente o interior já sensível e encharcado. Os olhos dele brilharam de um jeito assustador.
— Para… aaah… tira. Tira, chega…
Mas Pavel não era alguém que tirava só porque mandaram. Hayul tentou se mexer, mas o corpo não tinha mais força. O membro inchado e duro do outro estava entalado como uma rolha, bloqueando a saída sem se mover. Ele sentiu o fluido que o sujeito havia despejado dentro dele vazando pelo espaço entre os corpos unidos. Era uma sensação verdadeiramente miserável.
— Diga que me ama. Aí eu tiro.
Pavel sorriu, um sorriso bonito, cruel, com os dentes brancos à mostra. ‘Por que esse desgraçado está tão insistente hoje?’ Nesse momento, ouviram vozes do lado de fora e o corpo de Hayul ficou rígido.
— Jovem mestre! Senhor Jin! Onde estão?
A voz de Lock ecoou, seguida por outras dos empregados.
— Será que os dois estão bem? O senhor Jin estava com o jovem mestre, então imagino que esteja tudo certo…
— Os invasores já foram todos neutralizados?
As vozes estavam cada vez mais próximas, enquanto Pavel ainda estava dentro dele.
— Consigo sentir o feromônio do jovem mestre por aqui…
Hayul conseguiu imaginar Lock parado no corredor cheio de corpos, olhando ao redor. Outros empregados provavelmente vinham atrás, vasculhando tudo. Em pânico, ele sussurrou o mais baixo que conseguiu, suplicante:
— Tira. Por favor.
— Hmm… é complicado. Não sei se consigo tirar agora.
O desgraçado ainda achou espaço para provocá-lo com calma, mesmo nessa situação. Foi então que sentiram a presença de Lock abrindo a porta do quarto com um rangido.
— Senhor Jin? Está aí com o jovem mestre?
Uma coisa era certa: Hayul não queria que ninguém visse aquela cena. Estar deitado sob Pavel, os dois conectados daquela forma, completamente nu exceto pelo coldre e a bandagem. A única sorte era que o quarto estava escuro, então a menos que se aproximassem muito, não veriam os detalhes dessa situação.
Como Hayul estava congelado, apenas mordendo os lábios e tremendo incontrolavelmente, Pavel puxou o cobertor e cobriu o corpo dele.
— O hyung Jin está aqui. Estamos em um momento privado, você pode sair, por favor?
— Ah, me desculpe!
Pela voz de Pavel, Lock rapidamente se desculpou e parecia que iria embora, mas logo em seguida a porta rangeu de novo quando ele entrou outra vez.
— Ahn… mas o que fazemos com os corpos no quarto?
— Chame a equipe de limpeza.
— Quer que eu chame o Kingjo? Ou então-
— Pelo amor de Deus, Lock. Resolve como achar melhor. Eu estou ocupado.
— Desculpe! Então… bom então, aproveitem seu tempo juntos. Mas o senhor Jin se machucou em algum…
— Lock.
Ao ouvir Pavel chamando seu nome em um tom de voz grave, Lock finalmente fechou a boca e saiu. Ainda assim, não esqueceu de fazer uma reverência educada.
— O senhor Jin está bem?
Assim que Lock saiu para o corredor, os outros empregados imediatamente o cercaram fazendo perguntas, e ele respondeu com toda a seriedade.
— Os dois estão lá dentro passando um bom momento juntos, não precisamos nos preocupar.
Só depois de ouvir isso é que os empregados parecem ter ficado aliviados. As vozes deles ecoavam claramente dentro do quarto. Hayul sabia que era porque estavam mais preocupados com ele do que com o próprio jovem mestre – mas isso só o fez querer morrer de vergonha. Droga. Nem pensava mais em sexo ou qualquer coisa do tipo; só queria encontrar um buraco para se esconder.
E, no meio disso, o pênis de Pavel, ainda enterrado dentro dele, latejou e inchou mais.
— Se não tirar, haah… eu vou cortar fora.
— Diga que me ama.
— … Eu vou te matar.
Pavel ergueu o canto dos lábios num sorriso curto antes de voltar a se mover. Hayul teve que morder o lábio de novo até sentir gosto de sangue. ‘Por que eu fui fazer isso?’ Ele se arrependia amargamente de ter cedido ao impulso do momento e de ter pulado em cima daquele desgraçado.
***
°
°
Continua….
Ler Cão Real. Yaoi Mangá Online
(Do mesmo universo de: Noite De Caça.)
O telefone tocou em uma noite chuvosa.
Do outro lado do aparelho flui a voz de um homem que carinhosamente chama Hayul de ‘Rosie’.
[Você não sente minha falta? Eu estou quase enlouquecendo de tanta saudade.]
A ligação vinha de um número desconhecido, mas a voz de alguma forma era bastante familiar.
[Espere, irei ver você em breve.]
‘Agora me lembro dessa voz. A única pessoa que me chama de ‘Rosie’ – Pavel Yates Headington, o homem que eu matei sete anos atrás.’
***
A história de como um (Cão real) que cortou sua coleira e mordeu o dono antes de fugir, se tornou uma (Noiva real.)
Nome alternativo: Royal Dog