Ler Cão Real. – Capítulo 51 Online

Modo Claro

 

— Hm.

Mas até aquele momento, Hayul ainda não havia dito com a própria boca que se casaria. Se Pavel tentasse obter um “sim” forçado para o casamento usando feromônios para subjugá-lo, ele estava decidido a resistir, mesmo que tivesse que morder a própria língua.

— Casar, um caralho… Eu não vou fazer, não vou casar com você. Vou te matar.

— Uhum.

Pavel respondeu de modo displicente, beijando repetidamente a bochecha de Hayul antes de segurar-lhe o queixo e virar seu rosto para si. Então, cobriu os lábios cerrados dele com os seus. O homem, com os lábios projetados para frente, lambeu os lábios cerrados de Hayul com a língua e sussurrou.

— Quando você diz que vai me matar, isso significa que aceitou o casamento, Viktor.

— Hã? O quê?

Pavel afastou levemente os lábios e virou a cabeça em direção a Viktor, murmurando:

— Agora mesmo, ele disse que vai casar comigo. O contrato está estabelecido. Não é?

Viktor, que entendeu o significado das palavras no mesmo instante, soltou um riso baixo, — Ha, ha —. Só então Hayul também entendeu o que Pavel tinha dito. Era como se dissesse: “Eu mudei os termos do contrato assim a partir de agora, então vocês é que se virem”. Ele entendeu racionalmente, mas não conseguia processar a situação direito e ficou apenas atordoado.

— Certo. A vontade dos Kirov é a própria lei. Que poder eu teria contra isso.

Viktor, murmurando sem energia, olhou para Hayul, que estava embaixo de Pavel e o encarava com uma expressão de incredulidade. Então, ele sorriu e disse:

— Parabéns pelo casamento, senhor Jin. Seja bem-vindo à família Kirov.

Ha… um riso vazio escapou pelos lábios cerrados de Hayul. A realidade absurda, que parecia correr um passo atrás da sanidade, o atingiu de uma vez, explodindo como uma bomba.

— Seu filho da puta! Argh! Aaaaah!

Hayul soltou um grito misto de raiva e desespero, debatendo-se como um louco. Ele bateu com força no peito e no rosto de Pavel, que o havia imobilizado, enquanto gritava até a voz falhar.

— Seu maldito, eu vou te matar. Vou te matar!

Mesmo que agora dizer “vou te matar” tivesse se tornado o mesmo que dizer “vou me casar com você”, Hayul continuou gritando descontroladamente. Não havia mais nada que pudesse dizer além disso.

— Haha. Tá bom, eu também te amo.

— Vou te matar! Vou te matar, seu filho da puta!

— Sim. Eu também te amo loucamente, hyung.

‘Maldito seja. Seu alfa real de merda. Ditador, tirano, seu filho da puta pior que chefe de cartel de drogas.’

Por mais que Hayul se debatesse e surtasse, Pavel só via tudo aquilo como um gesto carinhoso. Rindo sem parar, ele o envolveu num abraço apertado, repetindo: “Uhum, uhum, meu amor, que fofo”, enquanto enchia o rosto de Hayul de beijos e passava a língua em sua pele.

Então, como se não conseguisse mais se conter, Pavel se levantou do sofá e o ergueu nos braços.

— Eu vou te fazer feliz. Só vou olhar para você, só vou amar você pelo resto da vida. Meu amor.

— Seu lunático!

Hayul gritou, furioso, com o rosto completamente vermelho de raiva, os olhos arregalados, injetados de sangue, e as veias saltadas na testa e no pescoço. Mesmo assim, Pavel olhou para aquele rosto com olhos cheios de adoração. Aqueles olhos azuis brilhavam, transbordando amor, e desejo lascivo.

— Não entre no quarto até às cinco.

Pavel deixou essa ordem para Lock, que provavelmente estava observando a cena em silêncio, e então, com Hayul no colo, deu passos largos em direção ao quarto conectado à sala.

— Senhor Jin, o anel! Por favor, não destrua aquele anel! É um patrimônio cultural de outro país, trate-o com respeito!

A voz aflita de Viktor ecoou atrás deles. Logo depois, ouviu-se o estrondo da porta do quarto sendo fechada.

 

***

Assim que entrou no quarto, Pavel jogou Hayul na cama e avançou sobre ele como um animal, tirou suas roupas sem qualquer carícia e o penetrou. Lá embaixo já estava macio e úmido, então não sentiu dor. O problema era que ter sido penetrado de uma vez, de forma tão selvagem, foi tão prazeroso que ele já tinha se deixado levar desde o início.

Era uma espessura e tamanho que não podiam ser comparados aos dedos que haviam cutucado antes. Desde o momento em que o membro foi enterrado até a raiz, parecia que ele enlouqueceria, e durante toda a penetração, uma sensação intensa e prazerosa, como se estivesse perdendo o fôlego, continuou. Talvez estivesse com fome por ter ficado apenas dois dias sem fazer sexo, pois seu interior se contraía com força, mastigando vorazmente o pênis de Pavel.

O líquido sexual jorrava mais abundantemente que o normal, e o buraco se abria e fechava de forma obscena. Quando o pênis tentava sair, involuntariamente, a parte inferior se tencionava, segurando-o firmemente.

Devia ser óbvio para ele que Hayul estava sentindo tudo com mais intensidade do que de costume.

— Parece que o hyung também estava bem faminto, hein? Está mais apertado que o normal. Ahhhh, isso está me enlouquecendo…

Ele lambeu os lábios e moveu os quadris violentamente, metendo dentro do buraco úmido. Dessa forma, sem tirar nem uma vez, permanecendo dentro, ele puxou o pau para fora pela metade antes de enterrar novamente, esticando a mucosa que se contorcia e se enrolava ao redor, saindo e entrando completamente. Ele ainda não tinha gozado, mas o interior de Hayul já estava encharcado com o fluido que havia saído. Cada vez que o pênis se movia dentro, o buraco que se apertava e soltava fazia um som molhado, e o fluido borbulhante escapava aos poucos.

‘Droga. Isso é tão bom. Eu vou ficar louco.’

Cada vez que sua próstata, que mal conseguiu alcançar com os dedos, era atingida com força, gemidos explodiram da boca de Hayul.

—Ha, haah, ah. Haaa….

As palavras de raiva que antes diziam “vou te matar” agora vinham acompanhadas de saliva e de um gemido de entrega. Seu membro ereto também balançava e pulsava descontroladamente.

— Seus mamilos também estão inchados.

Ele empurrou o pênis lá dentro, remexendo violentamente a mucosa enquanto torcia o mamilo de Hayul. Estava tão duro que chegava a arder; ainda assim, ao invés de um gemido de dor, saiu um som agudo misturado com prazer — Haaah. — Sua cintura e nádegas se moviam, e o buraco se contraiu loucamente. Um gemido grosso escapou também da boca de Pavel.

— Isso está me deixando louco. Por que você é tão obsceno, hyung? Por que me provoca tanto? Você tem um dom natural para foder, sério. Ha, esse perfume realmente me deixa doido.

Ao que parecia, ele estava exalando aquele aroma de uva. Cada vez que ele soltava palavras obscenas em seu grave e elegante tom de voz, Hayul também ficava à beira da loucura.

— Hã… ugh. Cala a boca. Cala a porra da boca.

— Esse perfume só eu posso sentir, não é? Haa, é só para mim, certo? Só para me seduzir? Não é?

Em vez de responder, Hayul apenas deixou escapar gemidos que soavam como soluços, e Pavel torceu seu mamilo novamente. Parecia que seu peito inteiro estava sendo puxado para cima. Sua boca se abriu largamente com a dor e o prazer insanos.

— AAAH! Car-, caralho…

— Não espalhe esse perfume para nenhum outro. Esse é um perfume que só eu posso sentir.

Era claro que ele sabia das conversas sobre um odor especial que só um parceiro específico podia sentir.

Mas ele não queria admitir. ‘Merda.’ Um cheiro de uva que só Pavel podia sentir? Ele entendia que só ele podia sentir o cheiro cítrico no corpo do outro. Afinal, Pavel tinha sido obcecado por ele consistentemente por sete anos. Mas o que estava acontecendo com ele? Por que ele estava exalando um perfume que só o Pavel podia sentir?

— Heim?

‘Que idiota persistente.’

Como ele não respondia, Pavel moveu os quadris brutalmente, batendo dentro dele repetidamente. Ao mesmo tempo, torceu o mamilo, que parecia prestes a se desprender, e pressionou com a ponta da unha.

— Ah, agh, ah! Dói. Dói!

— Responda. Hm?

— Seu filho da puta! E se eu espalhar esse perfume para outro? O que você vai fazer? Você não controla o que eu sinto!

Era sempre o mesmo ciclo: provocava esse louco num acesso de raiva e depois se arrependia.

— Não se iluda com a ideia de que só você pode sentir esse perfume… Haaah!

Ele rosnou, mas foi cortado por um movimento rápido: o pênis de Pavel saiu com rapidez e entrou de novo. Com as duas mãos ele abriu ainda mais as pernas de Hayul  enterrou novamente até o fim. Talvez por causa do ângulo, a intensidade do prazer mudou; então uma onda de impacto subiu pelo corpo dele. Dessa forma, sua próstata foi atingida sem piedade. A próstata foi cutucada e esmagada de um ângulo diferente, e a mucosa interna foi devastada.

— Não faça isso. Nem pense nisso….

Só do membro estar ali dentro já era insuportável, mas ele rosnou baixo e moveu o quadril mais uma vez, enfiando ainda mais fundo.

O corpo curvado de Hayul estremeceu violentamente outra vez. O prazer era tão intenso que ele mal conseguia gemer, apenas tremia descontrolado, prestes a desmaiar. As pernas, que o outro segurava abertas como se fosse rasgá-las, começaram a ter espasmos.

— Ha… haa, aah…

— Quando estiver comigo, não  pense em outro homem. Posso realmente enlouquecer e acabar abrindo a cabeça do hyung. Só de imaginar que o hyung pensa em outro… me deixa arrasado.

Ele levou uma das mãos até o pequeno buraco e, com os dedos, roçou em volta do da abertura sensível, pressionando levemente com a ponta da unha. Estava tão esticado que doía até respirar, mas o outro parecia querer sentir cada detalhe, ele pressionou e esfregou com as unhas, como se estivesse examinando cada dobra do buraco.

O toque fez o corpo inteiro de Hayul se contorcer.

— Quantas vezes tenho que enfiar nesse buraco para o hyung ficar satisfeito? Quer que eu enfie a mão também?

Os dedos que até então deslizavam pela junção começaram a forçar o caminho para dentro do buraco. Mais do que a dor latejante, o medo de que pudesse rasgar subitamente o invadiu, e ele se debateu violentamente.

— Haa, não faça isso! Pare! Seu desgraçado!

— Então não vai pensar em mais ninguém?

Enquanto dizia isso, ele arranhou a entrada com a unha.

— Está bem!

Hayul gritou, torcendo o corpo. O outro riu de forma provocante, tirou a mão que explorava lá atrás e voltou a mover o quadril. O pênis enterrado lá dentro se remexeu, esfregando a mucosa sem piedade.

— Pense só em mim, faça amor só comigo. Eu sou só seu hyung, meu pau também pertence apenas a você. Por isso, o hyung também é meu, e esse buraco só pode ter o meu pau aqui dentro.

— Hhh…

— Eu te amo, minha noiva.

— Pare com essa porcaria de noiva…… Uuugh.

O pênis do alfa, que se contorcia dentro dele, tinha ficado assustadoramente maior. Parecia pior do que o normal. Geralmente, quando ficava assim, ele gozava imediatamente, mas agora estava duro e imóvel lá dentro. O medo o invadiu. Parecia que aquele desgraçado ficaria preso dentro dele para sempre, daquele jeito. Um tremendo pavor, diferente de tudo que ele já tinha sentido, veio sobre ele, sentiu que algo estava muito errado.

— Ha… aaah, tira. Tira!

Ele suplicou, tremendo incontrolavelmente, mas o outro respondeu com a maior cara de pau:

— Não consigo tirar. — E logo completou: —Não está saindo. Desculpa.

A respiração dele também estava pesada. Mas mais assustador que o “não está saindo” era o “não consigo tirar”. Hayul achou que era mais uma provocação, como de costume, mas o outro realmente pareceu puxar a cintura para trás, como se estivesse tentando tirar, e realmente não saía.

— Realmente não está saindo. E agora?

Ele suspirou profundamente, como se também estivesse em apuros. Era um pavor extremo. Parecia que nem ele mesmo entendia o que estava acontecendo.  A coisa que enchia seu interior começou a inchar ainda mais. Já estava apertado até o limite, e agora a pressão parecia esmagar as entranhas.

— Ah…. porra, uuugh, por que está ficando maior? Haa…. Merda, droga. Mas o quê? Ha. Haak. Uuh….

A força correu da barriga para baixo, seus membros ficaram rígidos e começaram a tremer violentamente.

—Ha… está me apertando demais. Quer arrancar fora?

Naquele estado, Pavel sussurrou baixo e moveu a cintura. A coisa enfiada dentro dele cavou ainda mais fundo.

— Aaagh! N-não se mexe! Haaaah!

Parecia que suas partes íntimas iam realmente ser destruídas. Era um medo que ele nunca tinha experimentado antes. Era estranho e assustador, mas, na mesma proporção do medo, o prazer também era enorme. Gemidos escapavam continuamente de sua boca, que estava aberta, e seu corpo se sacudiu sem controle. Seu pênis, inchado por conta própria, pulsou e então, sem aviso, o orgasmo chegou. O sêmen que jorrou com força do pênis curvado, respingou por todo abdômen, peito e até pescoço.

Ao mesmo tempo, uma quantidade enorme de fluido transbordava de dentro dele.

Mesmo depois de ter ejaculado fortemente, o pênis não amoleceu nem um pouco, permanecendo completamente ereto. Ele ficou imóvel, como se quisesse sentir todo o prazer ao máximo. Nesse meio-tempo, o corpo de Hayul se movia involuntariamente. O buraco, encharcado de fluidos, se contraía sozinho, e os quadris subiam e desciam. Por estar mais inchado que o normal, bastava um pequeno movimento para que o pênis se encaixasse perfeitamente nas paredes internas.

O feromônio de Pavel dominava não apenas o olfato de Hayul, mas todos os seus sentidos. Era como se as mãos dele estivessem acariciando cada parte do seu corpo, impregnadas com aquele cheiro. Mas, na realidade, as mãos de Pavel estavam apenas repousando sobre a cama.

— O que… o que é isso? O que está acontecendo? Ha, droga… o que é isso… estou com medo… dói… ha, merda… aaah…

Hayul estava quase fora de si. Ele não sabia o que estava dizendo, nem o que estava fazendo. Suas nádegas e cintura se moviam cada vez mais rápido, como se estivesse implorando para que ele não ficasse parado, se mexesse rápido, e enfiasse o pênis com força.

— Eu… eu vou enlouquecer… caralho… o que é isso?

— Quer dizer que está gostando tanto assim?

— Haah! Hhh… uuh…

— Eu também estou ficando maluco de tanto prazer.

Então, ele ergueu a cintura com força. A parte inferior das costas de Hayul saltou violentamente, Pavel começou a se mover. Ele movia a cintura rapidamente, sem piedade, enfiando sem parar, com estocadas quentes. Ele enfiava e perfurava com força, sem dar nem mesmo uma pausa para Hayul respirar.

Hayul tremia, gritava e chorava sem controle. Seus gemidos se tornaram gritos, e depois já nem conseguia mais emitir som. Não demorou até que o pênis de Pavel explodisse dentro dele, despejando um jato quente de esperma. Mesmo depois de gozar dentro de Hayul, a ereção não diminuía. Inchado e preso lá dentro, Pavel voltou a revirar o interior úmido de forma selvagem.

O prazer que ultrapassava os limites se transformava em tortura. Queria desmaiar, mas a mistura de dor e prazer era tão intensa que nem isso conseguia. Tudo o que podia fazer era gritar feito um animal debaixo do homem. Já havia ejaculado tantas vezes que perdera a conta – e não sabia mais quantas vezes Pavel tinha gozado dentro dele.

A resistência sobre-humana de Pavel parecia não ter fim. O membro preso dentro dele continuamente batia e esmagava seu interior, ejaculando repetidamente. Várias e várias vezes.

— Por favor… por favor, pare… ha… aah… para, por favor…

No fim, Hayul implorou chorando, mas o outro não demonstrava nenhum sinal de piedade.

— Eu te amo. Ha… eu gosto muito de você, hyung. Você é o único para mim. Eu te amo, Jin Hayul.

Ele apenas continuava falando essas malditas palavras enquanto movia a cintura descontroladamente. Quando o maldito ejaculou dentro de Hayul pela enésima vez – ele já tinha perdido a conta – Hayul não aguentou mais e perdeu a consciência. A escuridão foi bem-vinda.

Quando abriu os olhos, tudo já estava escuro, e uma agulha de soro estava fincada em seu braço. Já não era mais surpresa acordar depois de desmaiar e se deparar com um médico. Uma jovem médica colocou um termômetro debaixo de sua axila e disse:

— O Sr. Kirov acabou realizando um “nó” e você sofreu um choque de feromônio.

— Senhorita…

— Pode me chamar de Natasha. Sou a médica da família. Bem, na verdade, meu pai é o médico desta casa, mas como ele está doente, vim substituí-lo. Eu não queria pôr os pés nesse maldito lugar, mas meu pai idiota faliu, então não tive escolha. O dinheiro é uma desgraça, não é?

— Entendo, doutora Natasha. Mas… o que é exatamente “nó”?

Ele a interrompeu rapidamente, parecendo que ela continuaria falando sem parar se a deixasse.

— É o ato do pênis de um Alfa inchar significativamente dentro de um Ômega e ejacular durante muito tempo repetidas vezes. É um comportamento para aumentar a possibilidade de gravidez. Algo como um instinto de reprodução da espécie.

A médica tirou o termômetro que bipava da axila de Hayul, murmurou profissionalmente enquanto verificava a temperatura. ‘Nó, gravidez, reprodução da espécie…’ O que era tudo aquilo? Ele ia enlouquecer. Hayul mordeu o interior da bochecha, tremendo de raiva.

Pavel, que estava afastado, se aproximou da médica e olhou para Hayul com preocupação.

— Você é muito fraco, hyung. Não deveria desmaiar assim depois de apenas Uma noite de sexo.

‘Você não considera que o problema não é eu ser fraco, mas você ser um pervertido louco?’

Sem forças para responder, Hayul apenas o lançou um olhar furioso.

— Ele não é um Ômega Real, e seu corpo acabou de sofrer a mutação de Sub Beta para Ômega. Só o fato de ele aguentar até esse ponto já é impressionante. O senhor deve ajustar a frequência e a intensidade das relações de acordo com a condição física do seu parceiro.

— Eu já estou me controlando muito. A ponto de ser doloroso.

E ele não estava dizendo aquilo da boca pra fora. Bastou Hayul olhar de relance para a parte inferior do corpo de Pavel, coberta pela calça social preta, para ver o volume evidente à frente.

‘Monstro desgraçado.’

Os dentes de Hayul rangeram. Pavel, vendo essa expressão, apenas sorriu de leve.

— Mas ainda é excessivo. Toda vez que ele sofre um choque de feromônio, o corpo dele fica sobrecarregado.

— Mas não é natural se excitar só de olhar para o rosto adorável do próprio cônjuge? Ainda mais sendo recém-casados.

Enquanto dizia isso, Pavel inclinou o tronco e pousou um beijo na testa de Hayul. Encostou os lábios de leve, afastou-se e passou a mão por entre os cabelos dele, com um olhar transbordando de afeto.

— Me toca não. Porra.

Hayul xingou e empurrou o rosto do homem com um tapa. Sua voz estava rouca de tanto ter gritado e chorado.

— Bom, parece que o senhor Jin está bem. Pela forma desafiante e energética que está agindo.

Ao ouvir o comentário, Pavel soltou uma risada baixa. O som de sua risada fez o ar vibrar e o aroma cítrico de seu feromônio se espalhou. Como um cão de Pavlov, ao sentir aquele cheiro, o corpo de Hayul reagiu involuntariamente: o buraco se contraiu e depois relaxou. A dor esquecida voltou com força, fazendo-o franzir o rosto.

Ainda sentia uma sensação de peso, ardência e dor, como se a coisa do maldito ainda estivesse enfiada dentro dele. A cada respiração, seu traseiro latejava e um fluido escorria. Parece que o vestiram apenas com um pijama, sem roupa íntima, pois as costas do pijama e o lençol estavam encharcados.

‘Devem ter me deixado deitado assim, sem limpar nada.’

A sensação era terrivelmente incômoda e desagradável, o simples toque fazia seus dentes rangerem de novo.

— Ah, e o senhor já soube que o sistema de compatibilidade americano enviou os resultados do exame do Sr. Jin para a matriz do sistema britânico? Os resultados chegaram no meu e-mail ontem.

— O que dizem?

— Dizem que a probabilidade do Sr. Jin engravidar é baixa.

Essa foi, enfim, uma boa notícia.

— Mas o casal coreano, o senhor Baek e o senhor Yoo Seolwoo, também ouviram isso e no fim acabaram tendo um filho.

— O caso do presidente Baek Doha e do senhor Yoo Seolwoo na Coreia é uma exceção.

— O hyung também tem nacionalidade coreana, assim como o senhor Yoo Seolwoo. Eu acredito que não seja impossível para ele engravidar.

A maioria dos médicos até então reagirá com suspiros e frustração, mas aquela médica era diferente. Natasha olhou diretamente para Pavel e falou com confiança:

— Quer apostar, senhor Kirov? Se o Sr. Jin engravidar, eu lhe dou um filhote da Black como presente de comemoração pela gravidez. Sei que anda de olho nela há tempos. Mas se o sr Jin não engravidar, então o senhor me dá o Lamborghini especial que encomendou recentemente.

 

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°

Continua…

 

Ler Cão Real. Yaoi Mangá Online

(Do mesmo universo de: Noite De Caça.)
 
O telefone tocou em uma noite chuvosa.
Do outro lado do aparelho flui a voz de um homem que carinhosamente chama Hayul de ‘Rosie’.
[Você não sente minha falta? Eu estou quase enlouquecendo de tanta saudade.]
A ligação vinha de um número desconhecido, mas a voz de alguma forma era bastante familiar.
[Espere, irei ver você em breve.]
‘Agora me lembro dessa voz. A única pessoa que me chama de ‘Rosie’ – Pavel Yates Headington, o homem que eu matei sete anos atrás.’
***
A história de como um (Cão real) que cortou sua coleira e mordeu o dono antes de fugir, se tornou uma (Noiva real.)
Nome alternativo: Royal Dog

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