Ler Cão Real. – Capítulo 44 Online
— Vá cuidar dos seus afazeres. O banho do hyung eu mesmo vou dar.
Ele deu a ordem ao empregado com uma voz fria e contida, então escancarou a porta do banheiro. Entrou, fechando a porta com um estrondo, e jogou Hayul dentro da enorme banheira. Por mais que fosse um ex-fuzileiro naval, não tinha como se defender, ao ser lançado de surpresa na água. Hayul se debateu dentro da banheira, mas logo conseguiu se recompor e gritou:
— Seu desgraçado maluco!
— Vamos tomar banho juntos.
Ele entrou na banheira ainda vestido, depois de ter jogado Hayul na água. Com dois homens adultos dentro, a água transbordou, formando ondas. Imediatamente, Pavel afastou as pernas de Hayul, que estava sentado com os joelhos erguidos contra a beirada da banheira, e se posicionou entre elas. O rosto molhado de Pavel encheu o campo de visão de Hayul.
— Lunático.
Mesmo sendo insultado, Pavel sorriu. Seus olhos azuis úmidos brilhavam claramente. No instante em que ele ergueu a mão, Hayul instintivamente se encolheu. Mas ele apenas afastou os cabelos molhados da testa de Hayul e beijou sua testa, agora exposta.
— De agora em diante, não me bata no rosto, certo?
Sussurrou isso ao afastar os lábios da testa dele. O tom era provocante. Ele tinha arrastado Hayul para dentro todo altivo, dizendo que iria curá-lo de seu mau hábito de bater. Aquele jeito de falar, como se estivesse falando com uma criança, era o mais irritante. Desafiador, Hayul franziu os olhos e deu um tapa na bochecha do sujeito. Pavel, então, agarrou a mão que o golpeou e a levou até os lábios, beijando-a com estalo.
— Eu disse para não fazer isso. Não se deve bater no rosto do marido.
— Marido, uma ova! Quem você pensa que é para me dar ordens?
Hayul se debateu, tentando libertar a mão presa, e de repente o homem mudou, agarrando seus ombros e pressionando-o contra a borda da banheira com um baque, ele restringiu o corpo de Hayul, pressionando-o com o próprio. A superfície da água ondulou violentamente mais uma vez.
— Não é uma ordem, é um pedido. Não me bata. Ser atingido no rosto me deixa mal. Eu realmente não gosto.
Era possível perceber como ele estava se sentindo apenas por seus feromônios. Seus feromônios agitavam-se agressivamente, tentando sujeitar o corpo e a mente de Hayul. A raiva transbordou em nele, que se debateu violentamente, mas Pavel o suprimiu com força bruta. Ele lutou para conter a vontade de gritar como um louco, limitando-se a lançar olhares de ódio.
— Está de mal humor só porque levou uns tapas? Caralho, imagina como eu me sinto agora!
— Você devia estar feliz. É uma noiva prestes a se casar.
O sorriso cínico dele dava vontade de esmurrá-lo. Hayul estava tentando economizar forças, mas já não aguentava mais.
— Quem é noivo?! Quem é marido?! Quando eu disse que iria me casar com você?!
— Eu sabia que o meu avô também ia gostar do hyung. Ele é generoso com aqueles de quem gosta. Provavelmente vai preparar o casamento mais grandioso deste país.
— Eu não vou casar, porra!
— Gostou deste castelo? Tudo isso será seu.
Não importava os gritos desesperados de Hayul, Pavel continuou tagarelando sobre outras coisas, persistentemente, a partir daí, continuou excitado, falando sem parar. Apertava as mãos dele contra a beira da banheira, liberando feromônios sem restrição. Ele impediu Hayul de se mexer e beijou repetidamente seus lóbulos das orelhas, bochechas, queixo e lábios, que não paravam de soltar insultos.
Apesar de resistir com a mente, o corpo de Hayul respondia: o calor crescia inevitavelmente, e, junto aos insultos, escapavam gemidos entrecortados. Seu corpo, aquecido ao extremo, se contorcia sozinho, com os quadris e a pélvis se mexendo.
— Hahaha. Eu não consigo acreditar, que o hyung é meu. Que vou me casar com você de verdade.
Com o rosto enterrado no pescoço de Hayul, ele chupava e mordia sem parar, repetindo, tomado pela própria excitação. Ele parecia cada vez mais fora de si. Sempre foi um louco, mas agora estava ainda pior – e aquilo era assustador.
— F-foda-se… seu filho da puta… haah…
Ele tentou xingar com coragem e respiração ofegante, mas um gemido constrangedor se misturou no fim da sílaba. O calor subiu, e o membro ereto de Hayul se roçou contra o baixo-ventre de Pavel, que aproximou o próprio corpo e começou a se esfregar sem parar. O pênis dele também estava duro a ponto de parecer prestes a explodir. A entrada de Hayul se contraiu violentamente. O pênis do canalha tocando sua parte inferior estava quente como se estivesse tocando a pele nua. Ele não sabia dizer se era por causa da água ou se estava encharcado de fluidos corporais.
— Hh, uh… merda.
Hayul não aguentou e arqueou as costas numa curva, deixando escapar um gemido. Seu pescoço se curvou para trás involuntariamente.
— Eu te amo.
Os lábios de Pavel tocaram a ponta do queixo de Hayul, que tremia ligeiramente, a voz soava como um afrodisíaco. Seu baixo-ventre quente se contorceu, as nádegas tremiam e o buraco traseiro abria e fechava loucamente. Sentiu o fluido quente se aglomerando e escorrendo com força pelo orifício. Era como se o corpo inteiro estivesse em ebulição.
Ao perceber que o corpo de Hayul amoleceu e perdia as forças, Pavel relaxou o aperto das mãos. As mãos antes presas ficaram livres, mas apenas caíram impotentes na água. Já não tinha forças para empurrá-lo.
— Eu te amo, hyung.
Beijos e mais beijos. Beijos incessantes, sussurros doces, e o cheiro dos feromônios do alfa invadindo suas narinas. Com o tato, a audição e o olfato sendo estimulados ao mesmo tempo, Hayul perdia a razão. Não tinha tempo para se recompor entre os beijos, mordidas, chupões e carícias – ele apenas gemia e se contorcia.
Enquanto Hayul, ofegava, fora de si, Pavel movia as mãos ágeis, tirando as roupas molhadas. A parte superior do corpo, exposta acima da superfície da água, estava arrepiada, enquanto a parte inferior, submersa, fervia de calor. Especialmente o anus que se contraía sem parar, tão sensível e quente a ponto de enlouquecê-lo.
Pavel enfiou a mão entre as coxas trêmulas de Hayul e ergueu-lhe o joelho. Sua mão, que acariciava o pênis ereto e brincava ao redor do orifício que se abria, não parecia ter nenhuma cerimônia. Ele estava apenas apressado, mexendo de qualquer jeito.
Mesmo esse toque sem cuidado fazia Hayul estremecer como se tivesse levado um choque. Onde quer que a mão do homem tocasse, ardia como se estivesse sendo queimada.
— Ha… haah… está quente. Está quente demais, vou enlouquecer… haaah.
No instante em que um dedo dele foi empurrado para dentro do orifício, o corpo de Hayul sacudiu violentamente. Ele queria que o dedo entrasse mais fundo, que remexesse seu interior, mas Pavel o puxou para fora de uma vez. A frustração o estava deixando louco.
— Po… porra. Só enfia logo…
Ofegante, deixou escapar sem perceber, depois mordeu os lábios com força. Ele praticamente implorou para que o penetrasse. Mordendo os lábios até sangrar, Hayul tremia convulsivamente enquanto Pavel, com um olhar fixo, continuava provocando ao redor da entrada com a ponta dos dedos.
— Hm? Quer que eu enfie?
Perguntou, fazendo cócegas na entrada com a ponta do dedo, quase dentro, quase fora, apenas atiçando o anus estreito. Pavel esfregava e arranhava cada prega, como se as esticasse uma a uma, deixando Hayul à beira do desespero. Hayul olhou para ele com raiva enquanto mordia os lábios.
— Hm?
Com um rosto sorridente, insistindo na pergunta, ele torceu cruelmente o mamilo de Hayul com os dedos molhados.
— Haagh!
Um grito irrompeu, e o corpo inteiro dele se arqueou violentamente. Pavel, achando divertida a reação, continuou torcendo, arranhando e apertando o mamilo.
— Ah… dói. Eu disse que está doendo. Dói! Haah… aahh… haa, uhg… aahng.
‘Seu desgraçado.’
Devia ter ficado calado. O som que escapou foi o mais constrangedor de todos os gemidos até então. Mas Pavel não era do tipo que ignorava isso.
— Por que até o jeito que o hyung chora é fofo? Por que você geme assim, de um jeito tão fofinho?
— Haa… dói. Tira a mão… maldito.
Precisava calar a boca, ou mais sons ridículos escapariam. Doía, mas também dava prazer. Esse era o problema, com ele, era sempre assim. A dor aguda e cortante logo se transformava em prazer. Seus mamilos pareciam que iam cair, mas quanto mais doía, mais intensa era a excitação.
Apesar de manter a boca fechada, os gemidos escapavam por entre os dentes e seu corpo não parava de se contorcer. O buraco excitado se abria e fechava em movimentos repetidos. Aqueles mamilos que sempre o faziam pensar, durante o banho, por que os homens tinham algo assim preso no peito, agora haviam se tornado zonas erógenas. Não apenas o peito, seu corpo inteiro estava se transformando em um ponto de prazer. Onde quer que a mão de Pavel tocasse, Hayul estremecia, sentindo choques agudos.
Ele parecia ter tomado gosto em brincar com o peito de Hayul. Até a mão que estava na parte de trás subiu para acariciar o outro lado do peito. Mesmo sem ser tocado diretamente, o mamilo já estava rígido e endurecido. Pavel, cruelmente, o prendeu entre os dedos e o torceu com força.
— Haahk!
Seu corpo inteiro arqueou como uma onda. Suas bochechas e olhos tensos tremiam, e lágrimas escorriam em fluxo constante.
— Maldito. Você realmente… Nn, hnn…
Os lábios de Pavel cobriram os de Hayul, que estavam firmemente cerrados. Ele passou a língua pelos lábios teimosamente fechados, insistindo em abri-los.
— Não feche a boca.
Sussurrou com uma voz úmida, enquanto pressionava e apertava o mamilo que havia torcido há pouco.
— Hhhngh…
— Geme. Quero que choramingue para mim. Hm? É tão bom. Tão fofo…o hyung gemendo. Vamos, faça mais.
— Ah, nghhh…
Cada vez que sons escapavam por entre os lábios, Pavel os lambia como se quisesse saborear até mesmo o ar entrecortado pelos soluços.
— Fofo. Fofo demais. Vou enlouquecer. Eu gosto tanto de você hyung….
Pavel ofegava e murmurava como se delirasse de excitação. Sua voz grave, encharcada, era arrepiante, como um eco que soava numa caverna úmida. Com uma mão, ele ainda estava brincando com o mamilo, e com a outra, acariciou amplamente a aréola, passou pela lateral do torso, contornando a cintura e puxando-o para mais perto.
Entre as pernas abertas e trêmulas de Hayul, o corpo musculoso de Pavel se encaixou com firmeza. A mão que abraçava sua cintura desceu, tateando, e de repente, um pênis enorme saltou para fora tocou entre as coxas de Hayul.
— Eu te amo. Eu te amo, Jin Hayul.
Estava quente. Fervendo. A voz e o hálito sussurrante de Pavel, seu toque, o corpo do alfa pressionado contra ele, o pênis roçando e esfregando na parte interna de suas coxas, até os feromônios intoxicantes dele – tudo isso aguçava sua sensibilidade sexual. Hayul também estava ardendo de desejo, sua excitação transbordava, fervendo sem controle.
A língua, que lambia os lábios cerrados de Hayul, deslizou para baixo e lambeu seu queixo. Ele cravou os dentes na ponta trêmula do queixo e, em seguida, fez os lábios descerem até sua nuca.
— Você é meu.
Os lábios tocando seu pescoço estavam quentes como ferro em brasa. Queimando até fazer as veias de seu pescoço se destacarem.
— O hyung Hayul é meu, não é?
Enquanto mordiscava a parte tensionada e saliente do pescoço, Pavel voltou a sussurrar. Ao mesmo tempo, ele empurrou com toda a força o pênis dentro de Hayul.
— Ahhh, nghhh!
Foi penetrado num instante. O membro foi enterrado até a raiz de uma só vez. O choque repentino e a pressão imensa fizeram seu corpo inteiro tremer sem controle. Era como se um prego enorme tivesse o atravessado por completo. O orifício, que até pouco antes apenas se contraía em expectativa, se expandiu até o ponto de quase se rasgar, tremendo. Há pouco, Hayul queria que ele o colocasse logo, mas agora que estava dentro, era sufocante e doloroso.
Estavam frente a frente, e aquela posição só tornava tudo pior. Foi a posição mais dolorosa até agora. A penetração era profunda demais – não apenas o corpo, parecia que até os órgãos internos estavam sendo esmagados.
Apenas aguentar aquela invasão já exigia todas as forças de Hayul. Seu corpo ficou em brasa, e ele ofegava, avermelhado e febril. Para suportar, precisou agarrar com força a borda da banheira, que era sua única âncora.
— Haa… haaahh… p-porra… eu vou te matar…
Mesmo que ele soltasse isso com os olhos vermelhos e injetados derramando lágrimas, não adiantava nada. Suas palavras soavam frágeis, e a voz tremia sem controle.
Os lábios de Pavel, colados ao pescoço de Hayul, se moveram suavemente.
— Agora, quando hyung diz que vai me matar… soa como se estivesse dizendo ‘eu te amo’.
Ele riu. Como estavam ligados em um só, Hayul sentia claramente a vibração do riso percorrer seu corpo. ‘O que é que esse desgraçado está dizendo?’ Queria dizer para ele não se enganar sozinho.
— Morra, seu desgraçado.
Mas até soltar uma única palavra era difícil.
— Sim. Eu te amo.
Pavel começou a mover a cintura enquanto cobria o pescoço de Hayul com uma sequência de beijos estalados, quase como se o mordiscasse. Só de estar sendo penetrado por trás já era doloroso, mas o pênis do outro agitava-se por toda a parede interna. Como se estivesse saboreando a sensação da mucosa interna se enrolando avidamente ao seu redor, o pilar saía lentamente e, quando voltava, enfiava tudo de uma vez. Quando Pavel recuava o corpo, Hayul escorregava junto, apenas para ser novamente empurrado contra a parede da banheira.
— Haaaah… é maravilhoso, estar dentro de você, hyung… o paraíso está dentro de você.
Ele sussurrou como um pervertido, jogando a cintura para frente com força, como se quisesse enfiar até as bolas.
— Cala essa boca… hhhagh!
Antes mesmo que terminasse a frase, o membro do outro escapou rapidamente e voltou a entrar de uma vez. Já não havia mais espaço para conversa. Pavel também parou de tagarelar e passou a mover a cintura de forma desenfreada. Hayul se sacudia sem parar a cada estocada, gemendo sem controle, ele já não tinha forças para dizer mais nada.
Pavel, como se tivesse perdido a razão, o penetrava com força brutal. Não havia tempo para que o interior se fechasse; era empurrado sem trégua. O ponto mais sensível de seu corpo era golpeado, perfurado, esmagado a cada movimento insano. O Alfa enfiava sua coisa colossal até a raiz, revirando tudo por dentro, deixava um caos e tornava a sair, apenas para voltar a socar com mais força.
Mesmo sem ser tocado pela mão, o pênis de Hayul ficou ereto por si só, pulsou debaixo d’água e liberou fluidos em fluxo contínuo. Em certo momento, inchou ao máximo e ele finalmente ejaculou.
— Po… Porra… vai se foder, seu… hhkk, nghhh, hhhht… uhh, aaahh, hhhhgggghhh…
Os xingamentos que ele sussurrava com dificuldade, usando toda sua força, transformavam-se repetidamente em gemidos, depois em gritos abafados de dor e, por fim, transformaram-se em soluços de orgasmo. O líquido escorria de todos os buracos. Teve a ilusão de que até seus mamilos, ardendo e sensíveis como se fossem cair após serem cruelmente torturados, estavam liberando um tipo de líquido.
***
Uma brisa fria veio de algum lugar. Era um frio cortante, como uma lâmina. Hayul gemeu baixinho, “uuhhh”, e se encolheu debaixo do cobertor. Mas seu rosto, exposto fora continuava gelado. Ele enterrou o rosto também sob o cobertor, mas o frio não passou facilmente.
‘Que diabos… Por que está tão frio assim?’
Hayul encolheu o corpo e começou a tremer.
— Está com frio?
Através do ar gelado, uma voz grave e quente ressoou. Logo depois, sentiu um movimento atrás de si e o corpo grande de Pavel o envolveu. O outro se colou às suas costas e abraçou firme o corpo encolhido.
Era um peito largo e acolhedor. Um corpo que exalava leve aroma cítrico e irradiava o calor de que Hayul mais precisava naquele momento. Assim como ele, Pavel também estava nu, e por isso a textura da pele em contato com a sua era sentida diretamente. Até o peso da região inferior do outro, encostada em sua cintura, se fazia notar.
Envolvido pelos braços grandes, o frio que fazia seus dentes baterem começou a diminuir gradualmente. Estava no colo da fera que, dentro da banheira, o havia levado à exaustão – e ainda assim, de maneira estranha, parecia reconfortante.
— Que horas são agora?
— Não se preocupe, apenas durma mais um pouco.
Ele sussurrou por trás, acariciando o ombro de Hayul. Tinha certeza de que mais cedo Oleg Kirov havia marcado de encontrá-lo na hora do jantar. De repente, uma onda de fome o atingiu e seu estômago se contorceu.
— Estou com fome.
Atrás dele, Pavel soltou uma risada.
— Claro. Está na hora de alimentar o meu cachorrinho.
— Já disse para não me tratar como cachorro.
Hayul resmungou irritado e deu uma cotovelada no lado do corpo de Pavel.
— Ai, ai, ai…
Mesmo sem doer, ele fingiu exageradamente estar machucado.
— Me solta. Eu disse que estou com fome.
Ele deu outra cotovelada no lado do outro e se remexeu, empurrando as cobertas para sair da cama. Fora do edredom, o frio era realmente insuportável. Parecia que o aquecedor do quarto estava ligado, mas o vento que entrava pelas frestas da janela era cortante.
O frio era um problema, mas a condição do seu corpo também estava um caos. Como se tivesse sido picado por insetos na selva, havia marcas vermelhas espalhadas por todo lugar. Seus mamilos, que ardiam loucamente, estavam vermelhos e inchados, doendo ao mínimo contato com o ar. A parte de baixo então estava em uma situação ainda mais terrível, doía em todos os cantos. Ele só queria ficar deitado e dormir, mas a fome não dava trégua.
Acima de tudo, se ficasse grudado nu com aquele idiota do Pavel, não sabia quando o sujeito poderia se excitar e atacá-lo de novo.
— Uhh…
Ele tentou se levantar de qualquer jeito, apoiando as mãos no colchão e movendo o corpo. Seu corpo inteiro rangeu e um gemido saiu involuntariamente. No momento em que cerrou os dentes, suportando a dor, e tirou as pernas para fora da cama, Pavel agarrou sua cintura.
— Eu queria ficar assim com você só mais um pouco.
Ele olhou para Pavel, que, deitado, esticou apenas o braço para prender sua cintura, e olhou de volta para ele rindo. Hayul até quis xingar, mas aquele rosto que o encarava era irritantemente bonito. Com os cabelos bagunçados e os olhos azuis brilhando por entre as mechas, havia algo de fofo nele. ‘Os olhos sempre foram grandes assim?’ Como, quando estavam de pé, era sempre Hayul quem olhava para cima para Pavel, nunca tinha reparado que os olhos dele eram tão grandes.
Era uma aparência anormal, de qualquer forma que se olhasse. Quanto mais observava, mais ele pensava: “Como pode uma pessoa ser assim?”. Ele ficou olhando fixamente em silêncio, e o homem estreitou os olhos, sorrindo.
— O que foi?
— É que… dá para ver que você é mesmo um Alfa Real.
Com aquele comentário do nada, ele caiu na risada e inflou o peito como uma criança exibindo um ótimo boletim.
— Claro. Eu sou um Alfa Real. Inclusive, no resultado do sistema de compatibilidade deste ano, tirei a pontuação mais alta. Entre todos os Alfas Reais que existem, provavelmente sou o mais superior. O sistema até me deu um certificado.
— Então se tornou um bom partido para marido, mesmo sem um anel de promessa de castidade.
Esse cara estava se tornando cada vez mais uma existência fora do comum. Nasceu com tudo, e agora realmente parecia ter conquistado o mundo inteiro. Então por que estava assim, grudado em alguém tão comum quanto ele?
— Mesmo sendo assim, eu sou apenas seu, hyung.
Pavel esfregou o rosto na cintura dele, fazendo graça como se fosse manhoso.
O presidente da matriz do sistema de compatibilidade que tinha lhe dado até um certificado de qualidade deveria estar arrancando os cabelos agora. Depois do que aconteceu recentemente, certamente os rumores sobre Pavel tinham se espalhado até a sede. O Alfa Real escolhido como o melhor do ano, o reprodutor mais valioso para gerar descendentes superiores, estava agora obcecado por um Sub-Beta que havia acabado de sofrer uma mutação para Ômega.
Como ele não tinha energia nem para mover um dedo, e o corpo grande do homem grudado nele era quente e agradável, ele ficou quieto.
— Para me tornar um marido digno de você, hyung, eu realmente me esforcei muito nesses sete anos. Precisava me tornar perfeito primeiro, para poder te pedir em casamento de cabeça erguida. Quando disse que, se você casasse comigo, não se arrependeria, eu não estava brincando. Se você quiser, eu posso até te dar um satélite do espaço, ou lançar uma nave espacial com o seu nome escrito em letras enormes, hyung.
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°
Continua…
Ler Cão Real. Yaoi Mangá Online
(Do mesmo universo de: Noite De Caça.)
O telefone tocou em uma noite chuvosa.
Do outro lado do aparelho flui a voz de um homem que carinhosamente chama Hayul de ‘Rosie’.
[Você não sente minha falta? Eu estou quase enlouquecendo de tanta saudade.]
A ligação vinha de um número desconhecido, mas a voz de alguma forma era bastante familiar.
[Espere, irei ver você em breve.]
‘Agora me lembro dessa voz. A única pessoa que me chama de ‘Rosie’ – Pavel Yates Headington, o homem que eu matei sete anos atrás.’
***
A história de como um (Cão real) que cortou sua coleira e mordeu o dono antes de fugir, se tornou uma (Noiva real.)
Nome alternativo: Royal Dog