Ler Cão Real. – Capítulo 10 Online
— S-snif…. Me ajudem, por favor. Não tem ninguém aí? Alguém, por favor, me ajude.
O som de alguém chorando e fungando ecoou. Era a voz de Antônio. O som de fungadas era terrivelmente irritante de ouvir.
— Pode calar a boca?
— Ugh…
Quando Hayul resmungou, gemendo de dor, Antônio exclamou alegremente:
— Anjo!
No mesmo instante em que recuperou a consciência, uma dor excruciante o atingiu. Seu corpo inteiro doía como se tivesse sido esmagado. Ele tinha sido golpeado na cabeça. O chão de terra fria onde Hayul estava deitado fazia o frio penetrar sem piedade.
Do lado de fora, o barulho pesado da chuva batendo no telhado de zinco ecoava por todo o ambiente. O ar úmido e gelado fazia o corpo já dolorido tremer de frio.
— Anjo, você está bem? Como não acordava, achei que tivesse morrido.
Hayul se mexeu, tentando se levantar. Suas mãos estavam amarradas atrás das costas, as de Antônio também. Não havia mais ninguém por perto – apenas os dois, sozinhos naquele espaço vazio.
— Onde a gente está?
— Não sei. Quando acordei, já estava aqui.
Hayul olhou ao redor, não havia buzinas, nem movimento algum. Parecia uma fábrica abandonada nos arredores da cidade. Quando levantou a cabeça, gotas de chuva caíram pelo buraco no teto, molhando seu rosto. Um gemido escapou de seus lábios. Se ao menos essa maldita dor de cabeça desaparecesse… A chuva incessante só piorava tudo.
— A gente vai morrer agora, não vai? Estou com muito medo. Eu ainda sou jovem demais pra morrer.
Quando ia mandar Antônio calar a boca, ouviu-se o rangido de uma porta de ferro enferrujada se abrindo. Em seguida, alguns homens entraram, eram Steve e seus seguranças. Os capangas o cercaram, levantando Antônio e Hayul para sentá-los em cadeiras velhas.
— É a primeira vez que vejo o Anjo da Morte pessoalmente.
Steve inclinou ligeiramente o corpo e observou Hayul com atenção. Sua constituição naturalmente grande, somada à aura característica de um Alfa Real, transmitia uma intimidação esmagadora.
— Você é até bem bonitinho. Agora entendo por que o Marco gosta tanto de você. Qual é o seu nome verdadeiro?
— Por que eu diria meu nome pro cara que vai me matar?
Respondeu encarando o homem diante de si. Steve riu, esticando a mão e passando os dedos pelo rosto de Hayul. Ele tentou se levantar de supetão, mas os dois homens ao lado o empurraram de volta para a cadeira. Duas armas foram apontadas diretamente para sua cabeça.
— Olha só, que bravinho. Daqui a pouco vai me morder.
— Não me toque com essas mãos imundas. Eu corto os seus pulsos fora.
‘O que achou tão engraçado?’
Steve caiu em gargalhadas.
— Você realmente me agrada. A maioria fica intimidada só com o meu feromônio, mas você ainda tem energia. Para um ômega, é bem impressionante.
‘Do que diabos esse cara tá falando?’
Hayul franziu a testa, encarando-o com desprezo.
— Que besteira é essa? Eu sou um beta.
Na verdade, era um Sub beta, mas jogou a mentira mesmo assim. ‘Ômega? Que absurdo sem pé nem cabeça.’ Steve voltou a estender a mão. Quando a ponta fria dos dedos tocou sua pele, o corpo de Hayul estremeceu em espasmos involuntários. Os dedos grossos acariciaram sua bochecha trêmula antes de descer até seu queixo. O toque era repugnante, como uma cobra rastejando sobre sua pele.
O rosto de Steve se aproximou ainda mais.
— Você pode tentar disfarçar o cheiro de Omega, mas não engana o meu nariz. Eu tenho um olfato acima da média.
O sopro úmido junto ao ouvido lhe causou arrepios. Revirando os olhos, Hayul o encarou diretamente e repetiu:
— Eu sou um beta.
Um sorriso se espalhou pelos olhos verdes de Steve. Acariciando o queixo, deslizou o polegar pelo pescoço de Hayul, que se contraía de nervoso, e em seguida lambeu a borda de sua orelha.
— E então? Que tal se tornar o meu anjo? Eu ia matar você, mas se for um ômega, a história muda. Eu posso acolhê-lo. Imagine só a repercussão quando todos souberem que o lendário Anjo da Morte é, na verdade, um ômega. O Marco não terá poder para protegê-lo.
Com a cabeça latejando de dor, Hayul franziu ainda mais o rosto. Precisava controlar a raiva e pensar de forma racional.
Ele não fazia ideia do que aquele sujeito queria dizer com esse papo de ômega, mas era hora de fazer uma escolha de novo. Viver ou morrer. Será que, para sobreviver, teria que trocar de dono mais uma vez? Mas desta vez, um pressentimento diferente o assombrava – a certeza de que esse homem não tinha a menor intenção de poupá-lo. Não conseguia pensar além disso. A dor na cabeça era insuportável.
‘Maldita chuva.’
Hayul decidiu ganhar tempo soltando qualquer bobagem:
— Atualmente, o Marco me fornece casa e sustento. Me pague o dobro do que ele me dá. Se eu trair o Marco e ficar do seu lado, os membros da organização vão se jogar sobre mim como cães famintos, então você vai ter que me proteger direito. Também vou precisar de um esconderijo seguro.
Steve arqueou as sobrancelhas sem responder.
— Se quiser que eu continue trabalhando como assassino, lembre-se: eu tenho uma regra. Eu só mato Alfas Reais.
Steve apenas o olhou com um sorriso, como se dissesse para continuar falando mais.
— Se quiser, eu faço sexo oral. Mas não toque na minha bunda… Eu, na verdade, sou um sub-beta. Se me foder, pode acabar pegando uma doença.
— Acabou?
— Sim. Ah, você tem remédio pra dor de cabeça? Pode ser até uma droga, eu aceito.
Mesmo jogando palavras ao acaso, a dor de cabeça latejante parecia querer rachar seu crânio. Steve soltou uma risadinha incrédula.
— Nunca vi alguém ser tão atrevido assim. Acho que o Marco mimou você demais.
Ele deu uma risada sarcástica antes de agarrar o queixo de Hayul com força brutal, quase esmagando os ossos.
— Quando alguém te dá uma chance, você deveria agradecer e implorar pela vida como um cão. Quem disse que podia negociar, hein? Seu arrogante de merda.
A pressão era tanta que parecia que seu maxilar ia se despedaçar. Exatamente como havia previsto: desde o início, aquele desgraçado nunca pensou em poupá-lo. Só queria vê-lo se humilhar. Hayul arregalou os olhos, encarando diretamente os olhos verdes do homem. Não importava se fosse morrer ou não, não iria implorar de forma covarde pela própria vida a um Alfa Real.
— Então me mata logo. Se não fizer isso agora, eu vou matar você.
O rosto lustroso de Steve se contorceu num sorriso vil. O som da chuva batendo no telhado se intensificou, acompanhando a piora da dor de cabeça. Os olhos de Hayul tremiam enquanto encarava Steve.
— É sério que ninguém mais sente esse cheiro?
Steve perguntou aos homens ao redor, sem desviar os olhos de Hayul. Ninguém respondeu. Então ele aproximou o rosto e encostou o nariz no pescoço dele, inspirando profundamente.
— Esse cheiro… É definitivamente cheiro de um ômega.
Os lábios de Steve roçaram na pele do pescoço de Hayul, onde as veias estavam saltadas de tensão.
— E se eu te marcar agora? O que aconteceria?
E, dizendo isso, simulou uma mordida exatamente sobre a veia saliente de sua nuca. Hayul se debateu como um animal eletrocutado, lutando com todas as forças.
— NÃO FAÇA ISSO!
— Ui, que medo.
Steve ergueu as mãos, simulando rendição, e recuou um passo.
Hayul não conseguia entender por que aquele homem insistia em dizer que ele era um ômega. Mas ele sabia muito bem o que significava a “marca” de um Alfa Real. A menos que fosse um Ômega Real – capaz de suportar os feromônios deles – a maioria simplesmente cuspia sangue até morrer ou desmaiava de dor.
Um garoto de programa que ele conhecia tinha sido chamado para uma festa de Alfas reais. Sem perceber, acabou exposto ao cio de um cliente e foi marcado a força por ele. O resultado: morreu vomitando sangue. Mesmo sendo um sub beta, Hayul não tinha certeza se conseguiria resistir àquilo, ainda mais naquele estado físico. Se fosse morrer, que fosse, mas não queria acabar com as vísceras explodindo em meio a um jogo sádico de um Alfa Real.
Seu instinto gritava em alerta. Perigo. Dessa vez, ele realmente não sabia o que poderia acontecer. O pressentimento era tão forte que seu corpo inteiro se agitava em reação. Não era hora de ficar paralisado por uma maldita dor de cabeça.
— Não faça essa merda! Você tá louco? Eu juro que te mato! NÃO FAÇA ISSO!
Ao vê-lo se debater furiosamente cada vez que era tocado, Steve sorriu, os olhos brilhando.
— Quanto mais você se debate assim, mais vontade eu tenho de torturá-lo.
Seus olhos tinham o mesmo brilho travesso de um garoto que acabara de encontrar um novo brinquedo interessante. Era por isso que Hayul odiava esses malditos Alfas Reais. Sempre no topo, esmagando os outros com a força e o poder que tinham, brincando com as pessoas como se fossem meros objetos. Eles se divertiam observando a luta desesperada de quem tentava resistir até o fim. Todos os Alfas Reais que ele conhecera eram assim.
Os homens ao lado de Steve o seguraram à força, imobilizando-o. Um deles ergueu o punho para acertar Hayul.
— Deixem o rosto intacto.
Ao comando de Steve, o homem socou o abdômen de Hayul. Depois de alguns golpes, sua mente ficou turva. Enquanto ele arfava de dor, os homens o prenderam firmemente à cadeira, amarrando-o com força.
— Ah, você tinha pedido um remédio, não foi?
Steve tirou do bolso um pequeno frasco de ampola. Com uma das mãos, agarrou o cabelo de Hayul e puxou sua cabeça bruscamente para trás. Em seguida, abriu a tampa e aproximou o frasco de seu nariz. Ele deveria ter prendido a respiração, mas, sem perceber, inalou profundamente. O cheiro químico invadiu suas narinas, tão forte que o fez tossir violentamente.
— É uma droga que intensifica os feromônios de um ômega. A maioria deles anda escondendo o cheiro com supressores.
Steve voltou a fechar o frasco e o guardou no bolso. O efeito foi imediato. Em poucos instantes, toda a força abandonou o corpo de Hayul, que começou a ser consumido por uma onda de calor. O corpo queimava, e o buraco entre suas pernas ardia de desejo. Com certeza havia algum componente afrodisíaco naquela droga. Ironia cruel: a mesma excitação que o envergonhava estava também diminuindo a dor terrível que o enlouquecia.
— Vou te levar para uma festa hoje à noite. Não se preocupe em não se adaptar a um lugar estranho. Todos estão ansiosos para vê-lo pessoalmente. Você vai receber muito, muito amor.
Hayul baixou a cabeça, mordendo com força o interior da boca enquanto ouvia as bobagens de Steve. Com a dor amenizada, lembrou-se da faca escondida em sua manga. Mexeu discretamente os pulsos amarrados até conseguir puxar a lâmina. Com o fio voltado para dentro da palma, ele cortou de uma vez só a corda que prendia seus punhos.
O calor entre suas pernas parecia prestes a explodir. Seu corpo estava em chamas e sua respiração saía pesada, descompassada. Até o simples toque do hálito de Steve sobre sua pele lhe causava arrepios. Sem aviso, Steve mordeu sua orelha com força – Hayul quase achou que a arrancaria. Depois, com a língua viscosa como a de uma cobra, desceu lambendo desde a orelha até a nuca e, de repente, cravou os dentes na pele macia.
— Haagh!
Seu pescoço arqueou para trás, um grito escapando de sua boca. — Anjo! — Antônio, imóvel ao lado, soluçou alto. Steve mordiscou o pescoço trêmulo de Hayul enquanto acariciava seu corpo. As palmas grudavam na pele suada. Ofegante e trêmulo, Hayul não parava de trabalhar com os pulsos até que, por fim, a corda se rompeu com um estalo seco.
No instante em que suas mãos ficaram livres, ele empunhou firmemente a faca e a ergueu, cortando o rosto de Steve, que recuou urrando de dor. Hayul não perdeu a chance: levantou-se rapidamente, abaixou o corpo e golpeou o pulso do homem que apontava uma arma contra sua cabeça. O sujeito gritou e largou a pistola, que Hayul rapidamente agarrou. Então, girando o corpo e mantendo-se baixo, disparou contra os outros homens.
O som dos tiros ecoou e, em questão de segundos, quatro deles estavam caídos. Sem hesitar, Hayul correu até Antônio.
— ANJO!
O rosto de Antônio, que chorava de alegria, de repente empalideceu. Hayul seguiu seu olhar e, ao virar-se, um braço musculoso envolveu seu pescoço por trás, apertando com força brutal. A pressão era esmagadora. Ele se debateu com todas as forças, mas o braço que o sufocava não cedeu. Tentou cravar a faca no antebraço que o asfixiava, mas de nada adiantou.
— Não esqueça que eu sou um Alfa Real.
Steve murmurou em voz baixa, apertando ainda mais. O ar foi bloqueado de repente, e Hayul soltou sons roucos, engasgados, enquanto suas forças o abandonaram. A falta de oxigênio deixou sua visão turva e, por um instante, sua mente se apagou.
— Quem diria que daria tanto trabalho acabar com um simples rato. Subestimei você, e agora paguei o preço.
— Nunca pensei que dominar um rato seria tão trabalhoso. O subestimei e fui mordido.
Steve jogou Hayul, completamente mole, no chão. Enquanto limpava o próprio rosto ensanguentado pelo corte, Steve estalou a língua. Sobre seu corpo maciço parecia arder uma chama vermelha de fúria. Parecia que ele havia liberado seus feromônios ao máximo consumido pela raiva, pois Antônio gemeu agonizando.
Hayul arregalou os olhos com desespero e tentou mover o corpo que já não respondia. Chegou a puxar a pequena faca de defesa presa ao tornozelo, mas Steve avançou em passos largos e chutou-a para longe com a sola de seu sapato. Em seguida, se lançou contra ele. Apesar do corpo imenso, seus movimentos eram incrivelmente ágeis. Não houve tempo para reagir. Em um instante, Steve imobilizou Hayul, agarrou a nuca dele com uma mão e puxou para baixo suas calças e roupas íntimas com a outra.
Encostou seu pênis ereto contra as nádegas arredondadas de Hayul, enquanto respirava pesadamente, se esfregando como uma besta no cio.
Hayul se debateu desesperadamente. Ele não queria. Era horrível. Não era a primeira vez que era subjugado pela força, mas desta vez seu estômago embrulhou a ponto de sentir ânsia de vômito.
— Saia… de cima… desgraçado.
Talvez fosse efeito da droga, ou da maldita chuva, ou da mistura do nojo enlouquecedor com a febre que queimava por dentro. Respirar se tornou quase impossível. Ele só se contorcia e gemia como um inseto.
Aquilo era insuportável. Era horrível e frustrante a ponto de chorar. Dolorosamente humilhante. Como podia ser tão fraco? Treinou o corpo para ser forte, mas diante do poder de um Alfa Real não passava de uma formiga indefesa. Era um momento de intensa agonia sobre sua própria impotência, e lágrimas escorreram de seus olhos arregalados.
Um fedor de peixe podre que impregnava o ar, misturado ao suor de Steve. Mas, de repente, um aroma agradável se infiltrou no ambiente. Um cheiro cítrico, fresco.
‘Esse perfume… onde eu o senti antes?’
No instante em que pensou nisso, um disparo ecoou.
Bang!
Apenas um tiro.
Steve, que estava esfregando seu pênis como um animal no cio, de repente tombou sem forças. ‘O que aconteceu?’ Quando Hayul se moveu, o corpo pesado que estava sobre suas costas caiu inerte no chão. O ar se encheu com o odor de sangue. Um buraco aberto se destacava na testa de Steve. Um tiro limpo, direto na cabeça.
Com os olhos embaçados pelas lágrimas, Hayul olhou para o homem que havia explodido a cabeça de Steve. Um homem alto e esguio, segurando uma arma à distância.
Era exatamente igual à figura que surgia em seus pesadelos ocasionais. Lindo, vibrante e impecável, assim como sete anos atrás. No meio daquele lugar fétido, ele parecia o único ser puro.
— Pavel…
Quando Hayul chamou seu nome, ele estreitou seus olhos azuis e sorriu. Os guarda-costas de Steve, que estavam caídos no chão, gemeram e se contorceram. Pavel ergueu a arma e, sem hesitar, disparou contra cada um deles, estourando suas cabeças. Não houve a menor hesitação em seus movimentos.
Só depois de exterminar todos os homens de Steve, Pavel começou a caminhar em direção a Hayul, abrindo a boca:
— O que está fazendo? Debaixo de outro homem… Quem mandou você ficar assim?
Era sem dúvida o mesmo homem de sete anos atrás, mas de alguma forma havia algo estranho, algo diferente nele.
De repente, o celular em seu bolso tocou estridentemente. Reflexivamente, Hayul vasculhou com a mão fraca, pegou o celular do bolso e o colocou no ouvido.
[Sean, a cobertura foi atacada!]
A voz de Maria soou aguda e urgente. Maria era a contadora responsável pelos fundos de Marco. Hayul, com o telefone ainda colado ao ouvido, olhou fixamente para Pavel. O outro, como se estivesse se livrando de um incômodo, empurrou o cadáver de Steve com a ponta do sapato, estendeu a mão e sorriu.
Nesse instante, Hayul compreendeu. Aquele homem não era o mesmo Pavel que ele conhecera no passado. As correntes que o prendiam haviam sido quebradas. O homem à sua frente era agora um cão louco, fora de controle.
[Todos os guarda-costas foram mortos. Marco sumiu, não consigo contata-lo. Onde você está agora? Sean, você está ouvindo?]
A voz de Maria ecoava insistente em seu ouvido. Mas Hayul não conseguia desviar o olhar. Pavel agarrou seu braço e o puxou com força, o toque frio da mão dele percorreu o corpo de Hayul como um choque. Uma dor aguda, como se fosse eletrocutado, atravessou-o de ponta a ponta, seu corpo estremeceu violentamente.
E, então, Hayul perdeu a consciência ali mesmo.
°
°
Continua…
Ler Cão Real. Yaoi Mangá Online
(Do mesmo universo de: Noite De Caça.)
O telefone tocou em uma noite chuvosa.
Do outro lado do aparelho flui a voz de um homem que carinhosamente chama Hayul de ‘Rosie’.
[Você não sente minha falta? Eu estou quase enlouquecendo de tanta saudade.]
A ligação vinha de um número desconhecido, mas a voz de alguma forma era bastante familiar.
[Espere, irei ver você em breve.]
‘Agora me lembro dessa voz. A única pessoa que me chama de ‘Rosie’ – Pavel Yates Headington, o homem que eu matei sete anos atrás.’
***
A história de como um (Cão real) que cortou sua coleira e mordeu o dono antes de fugir, se tornou uma (Noiva real.)
Nome alternativo: Royal Dog