Ler Beije o canalha. – Capítulo 12 Online

Modo Claro

 

‘Esse homem está louco?’

— Eu estou perfeitamente lúcido, Yujin.

Como se tivesse lido seus pensamentos, Winston apontou com um tom arrastado. Ainda assim, Yujin não conseguia acreditar. Se aquele homem não estava louco, então o louco seria ele mesmo? Será que ele estava tendo alucinações auditivas? Devia ser isso, só podia ser. Winston jamais diria que queria se casar com ele.

Diante de Yujin, ainda confuso, Winston voltou a puxá-lo para a realidade.

— Eu disse exatamente o que você ouviu. Nós temos que nos casar, Yujin. E também ter um filho.

A voz de Winston soava tão profissional. Falar de casamento e de ter filhos com tamanha indiferença era, em outro sentido, até impressionante.

— Não. Você enlouqueceu.

Yujin continuou negando, balançando a cabeça de um lado para o outro. Não fazia sentido de forma alguma. Aquele homem, falava sério em se casar com ele? E ainda ter um filho? Se estivesse em seu juízo perfeito, jamais diria algo assim. Ainda mais depois de tê-lo humilhado daquele jeito momentos antes.

— Eu libero meus feromônios regularmente.

Não era por causa do feromônio que sua cabeça estava estranha. Foi o que ele disse. Ao ouvir aquilo, Yujin se pegou curioso sobre de que maneira aquele homem lidava com os próprios feromônios.

‘Festas de feromônio.’

Uma frase do testamento de Harold surgiu de repente em sua mente. Era um fato tão claro que, enquanto estavam separados, Winston devia ter ido a essas festas de feromônios. Se não fosse assim, Harold não teria incluído tal cláusula em seu testamento

Era a escolha mais natural, afinal. Aquilo fazia parte da natureza daquele homem.

Não havia motivo algum para se surpreender. Mesmo que não fosse por isso e houvesse alguma outra intenção questionável, não fazia sentido Yujin sentir algo negativo a respeito. A vida privada daquele homem não tinha relação alguma com ele, e nunca teria.

— Eu não vou me casar com você. Então pense em outra solução. Você consegue, não consegue?

Yujin ergueu o queixo e encarou Winston de forma desafiadora, como se dissesse que era ridículo escolher uma solução preguiçosa assim. No entanto, a reação que recebeu ficou longe do que esperava.

— Não existe. Nenhuma.

Winston continuou falando com o mesmo tom desinteressado.

— Não há absolutamente nenhuma forma de alterar o testamento. Só existe um único jeito de herdar os bens. Você e eu nos casarmos e termos um filho. Dentro de um ano.

Yujin sentiu como se Winston estivesse empurrando-o para dentro de um caixão e martelando os pregos na tampa. O estômago se revirou, e sua mente ficou turva.

— Não… isso não pode.

Ele balançou a cabeça com urgência. A ansiedade tomou conta dele diante do medo de que, daquele jeito, tudo acabasse realmente acontecendo como Winston dizia.

— Isso é impossível. Você sabe muito bem que tipo de sentimentos nós temos um pelo outro. Você… você também não quer se casar comigo nem ter um filho comigo.

Ele protestou, espremendo as palavras com uma voz fraca, mas o alfa apenas puxou o canto dos lábios para cima, zombando.

— Claro que só de imaginar uma vagabunda como você tendo meu filho já me dá ânsia de vômito. Mas o que eu posso fazer? O ‘meu’ pai, que dizia ‘te’ amar tanto, fez questão de querer ver exatamente esse espetáculo grotesco.

Depois de soltar uma risada carregada de ar, ele arrastou as palavras de propósito, como se estivesse enfatizando cada uma, e franziu a testa.

— Não existe outro jeito.

‘Não, deve existir. Tem que existir.’

Com o desespero transbordando, Yujin retrucou:

— Você sabe o que precisamos fazer para ter um filho, não sabe? Você tem que dormir comigo. Tem que fazer sexo comigo.

Dessa vez, ele achou que homem ficaria ao menos constrangido. Mas, como sempre, estava enganado. Winston respondeu como se aquilo não fosse nada demais.

— Não faz diferença. Não é diferente de ejacular em um prostituto ômega em uma festa de feromônios.

Ele provavelmente já havia pensado em tudo inúmeras vezes. Cada problema que Yujin apontava já devia ter sido repetido várias vezes em sua cabeça, e ele certamente havia considerado todas as possibilidades imagináveis.

E, no fim, deve ter chegado exatamente a essa conclusão.

Não importava o que Yujin dissesse, nada mudaria. Ele já tinha tomado sua decisão, e nenhuma palavra a faria mudar de ideia. Winston Campbell era esse tipo de homem.

Mas Yujin não conseguia aceitar.

— Mas… uma criança, ter um filho…

A voz dele saiu espremida, quase forçada, mas Winston o interrompeu sem qualquer piedade.

— Não se preocupe. Eu não vou obrigar você a criar essa criança.

Como se já previsse aquela reação, ele continuou falando sem hesitar:

— Depois que a criança nascer, ela será minha. Você só precisa pegar o dinheiro e ir embora. Ah, e levar junto aquela criança que veio com você.

Não havia erro lógico nas palavras de Winston. Ainda assim, algo incomodava.

— …Você vai criar?

A expressão inesperada, vinda da boca de um homem que não combinava em nada com a ideia de paternidade, fez Yujin perguntar sem conseguir se conter. Como se tivesse percebido seus pensamentos, Winston franziu a testa e disse.

— Não é óbvio? Você achou mesmo que eu confiaria meu filho a você?

Ele nunca sequer tinha imaginado uma situação daquelas, e muito menos pensado no que viria depois. Sem dar a Yujin qualquer brecha, Winston continuou:

— Ou será que você está preocupado com a possibilidade de acabar carregando mais um filho indesejado?

— Do que você está falando?

Era impossível não reagir àquilo. A voz de Yujin saiu afiada, e o homem, com as mãos enfiadas nos bolsos da calça, apenas deu de ombros.

— Querido, nós dois nos conhecemos por completo. Essa sua pose falsa de boa pessoa, guarde para usar na frente dos outros.

Os olhos roxos, semicerrados, desceram sobre Yujin, carregados de desprezo.

— Me dá nojo.

Suas palavras e atitudes não eram diferentes do que vinha fazendo até então. Era como se humilhar e condenar Yujin fosse um direito legítimo seu. Se fosse apenas o desprezo dirigido a si mesmo, ele teria suportado. Mas insultar sua filha era algo que ele não podia tolerar.

— Não fale da Angie desse jeito. Você não sabe de nada.

Winston soltou uma breve risada, parecida com o som do vento, antes de provocar mais uma vez:

— Eu não sei de nada?

— Não sabe.

Yujin o encarou com intensidade e o advertiu:

— Pode falar o que quiser de mim, eu não me importo. Mas não mexa com a Angie. Se você voltar a mencioná-la desse jeito, eu nunca vou te perdoar.

Ele falou com sinceridade, mas a reação do homem foi indiferente, como se dissesse que ele não poderia fazer nada a respeito. E, infelizmente, isso era verdade.

— Então você não quer falar sobre a criança?

Winston perguntou num tom apático e sem esperar resposta, continuou:

— Claro que não vai querer. Aquela criança deve ser o preço da vida promíscua que você levou até agora.

Apesar do aviso, Winston continuou mencionando a criança enquanto zombava de Yujin de forma sutil, como se a filha fosse um castigo imposto por Deus.

— A Angie é uma bênção para mim.

Yujin retrucou de imediato, mas Winston, ainda com sarcasmo, perguntou:

— Você ao menos sabe de quem ela é filha?

— É minha filha.

— Hahaha.

Ao ouvir aquilo, Winston caiu na gargalhada sem qualquer hesitação. Era um riso que, para qualquer um, soava claramente como deboche dirigido a Yujin. Ainda assim, Yujin não vacilou e respondeu com firmeza:

— Ela não precisa de um pai. Nós estamos bem sozinhos.

Ele sempre pensou assim, e de fato tinha sido dessa forma até agora. E continuaria sendo. Em contraste com a expressão resoluta de Yujin, Winston abriu a boca com um rosto indiferente.

— Eu já preparei o contrato. Depois que você assinar, daremos início aos trâmites imediatamente.

— Que contrato?

Diante da fala repentina, ele franziu a testa, confuso. Winston deu um sorriso curto e respondeu:

— Um contrato pré-nupcial, é claro. Você não achou que eu me casaria com você de boa vontade, sem nenhuma condição, achou?

O homem estava convicto. Tinha total certeza de que Yujin faria qualquer coisa por dinheiro. E, de fato, ele veio preparado para isso, mas aquilo era uma exceção.

— Eu não vou me casar com você. E também não vou ter um filho seu.

Yujin endireitou as costas e falou com determinação.

— Pense em outro jeito. Se não houver nenhum, então não tem escolha a não ser abrir mão da herança.

— Abrir mão do dinheiro? Você?

Como se fosse um absurdo completo, Winston soltou uma risada desacreditada. Mas a postura de Yujin não cedeu.

— Sim. E daí? O que mudaria para mim, afinal? Eu só voltaria à vida que sempre tive até agora.

Claro que aquilo era, em parte, só pose. Se fosse apenas ele, rolar pela sarjeta não seria um problema, mas com Ângela era diferente. Mesmo depois de ter o orgulho esmagado, se ele tinha voltado e se sentado ali, encarando aquele homem arrogante, era unicamente por causa dela. O desejo de criar a criança em um ambiente melhor, seguro e confortável não era diferente do de qualquer outro pai. O único motivo pelo qual ele podia se dar ao luxo de blefar daquele jeito era simples.

Winston jamais abriria mão da herança.

E, para alcançar esse objetivo, Yujin era um requisito absolutamente indispensável. Para alguém que não possuía nada, aquilo era sua única arma. E ele não pretendia recuar.

— Eu nunca vou me casar com você.

Se ele continuasse insistindo que não se casaria de jeito nenhum, Winston acabaria sendo forçado a apresentar outra alternativa.

Convicto disso, Yujin o encarou. Mas, para sua surpresa, Winston exibiu uma expressão estranha.

— Não. Você vai se casar sim.

— Eu? Por quê?

Yujin franziu a testa e zombou dele.

— Você não está sendo narcisista demais? Lamento, mas eu não quero. Mesmo que você fosse o último alfa que restasse no mundo, eu jamais me casaria com você, nem transaria com você.

Diante da recusa categórica, Winston permaneceu em silêncio. Pela primeira vez, Yujin sentiu que tinha tomado a iniciativa naquela disputa. E prometeu a si mesmo que não a perderia novamente.

Observando Yujin com os olhos semicerrados, Winston abriu a boca lentamente.

— Querido.

No instante em que um pressentimento ruim percorreu o corpo dele, o homem ergueu os lábios num sorriso torto e murmurou:

— Você acha mesmo que eu não sei de quem é aquela criança?

Num segundo, a mente de Yujin ficou em branco. “Vazia” talvez fosse uma descrição ainda mais precisa. O coração, que parecia ter parado por um instante, passou a bater descontroladamente, e sua boca ficou seca.

‘O quê? O que foi isso que eu acabei de ouvir? O que esse homem acabou de me dizer?’

— D-de quem… de quem você está falando? Eu já disse, é minha filha.

Ao notar a mudança drástica na reação do Ômega, Winston franziu a testa e soltou uma risada curta. Ao mesmo tempo, Yujin percebeu que havia cometido um erro gigantesco. Não importava o que dissesse a partir dali, nada melhoraria. Para evitar o pior, o melhor teria sido simplesmente ficar calado.

Mas parecia que tudo já estava perdido.

— Não se dê ao trabalho de mentir. Eu sei. Sei de tudo.

Visivelmente abalado, Yujin foi observado por Winston, que continuou falando lentamente.

— Não pense que pode usar esses truques baratos comigo. No fim das contas, você só acaba expondo o quão baixo chegou.

— É mentira…

A voz fraca escapou dos lábios dele. Diante de seus olhos que tremiam de forma quase convulsiva, Winston perguntou de volta:

— Mentira?

— É!

Tomado pela ansiedade, Yujin gritou em desespero.

— Como é que você saberia disso? É um absurdo! Não adianta tentar me enganar com uma mentira dessas. Você acha mesmo que eu cairia nisso?

Ao contrário dele, Winston parecia transbordar calma. Depois de puxar uma tragada do cigarro, ele deixou escapar um sorriso curto. No instante em que Yujin sentiu um arrepio subir pela espinha, o homem abriu a boca:

— Eu vi a certidão de nascimento da criança.

Com o tom lento, Yujin se assustou e perguntou de supetão:

— Você investigou a minha vida?

Winston curvou os lábios num sorriso frio.

— Não é óbvio? Você ainda achava que eu ficaria à mercê dos seus joguinhos?

O controle da situação tinha passado completamente para o lado dele. Ainda assim, Yujin se esforçou ao máximo para negar.

— Só… só pela data de nascimento, o que você acha que sabe? Isso não… não faz sentido nenhum!

Quanto mais falava, mais parecia cavar a própria cova. A voz tremia, as palavras tropeçavam umas nas outras. Seu estado era tão patético que nem uma criança de três anos acreditaria nele. E, claro, muito menos Winston Campbell.

— Querido.

Winston semicerrrou os olhos, quase em tom de escárnio, e perguntou com falsa doçura:

— Você acha mesmo que eu não previ que você reagiria desse jeito?

A tranquilidade dele só deixava Yujin ainda mais inquieto. Encolhendo os ombros por reflexo, ele ouviu Winston propor, com a mesma voz suave de sempre:

— Se você insiste tanto em bancar o desentendido, não há outro jeito. Vamos fazer um teste de DNA.

Em um instante, o rosto de Yujin perdeu toda a cor.

‘Teste de DNA?’

— Isso mesmo.

Como se tivesse ouvido o grito silencioso dentro da mente de Yujin, Winston sorriu de leve.

— Nada é mais conclusivo do que isso, não acha? Se eu estiver errado, o resultado vai provar. Para você, inclusive, seria uma prova a seu favor. Não é até conveniente? Claro, isso se o que você diz for verdade.

Diante de uma situação tão inesperada, a mente de Yujin simplesmente não funcionava direito. Winston não lhe deu tempo para pensar e continuou pressionando:

— Claro que, mesmo assim, não há nenhuma chance de você sair ganhando.

Ele continuou sem hesitar, com um tom suave.

— Se formos para os tribunais, você perderá cem por cento… não, mil por cento. Vai perder a criança e acabar sem um tostão. Acha que consegue lidar com isso? Você é esperto, sabe fazer contas. Não vai me dizer que acredita que pode me vencer.

Yujin ficou com o olhar vazio, como se tivesse levado um choque.

‘Será que é verdade? Winston realmente descobriu tudo? Se fizer um teste de DNA…’

Sua visão escureceu.

‘O que vai acontecer se surgir uma prova de que Ângela é filha de Winston?’

“Você achou mesmo que eu confiaria meu filho a você?”

As palavras que ouvira pouco antes ecoaram vivas em seus ouvidos, fazendo o medo percorrer seu corpo em arrepios. Yujin nunca mais poderia ver a criança. Ao imaginar que jamais voltaria a encontrar aquela que era tudo para ele, sentiu como se o mundo desabasse.

‘O que eu faço… o que eu faço?’

Sua cabeça não funcionava direito. Quem poderia imaginar que algo assim aconteceria? Ele nunca deveria ter vindo até ali. O arrependimento veio, mas já era tarde demais.

— Agora… você está me chantageando? Está dizendo que vai tirar a Angie de mim?

A voz saía miseravelmente trêmula. Ao encarar Yujin daquela forma, o rosto de Winston se aproximou de uma expressão neutra. A mudança sutil em sua reação passou despercebida por Yujin.

— Não é algo que eu não possa fazer.

— Não! A Angie é minha filha! Eu não consigo viver sem ela!

Erguendo-se num pulo, Yujin gritou com a voz quase metálica. Winston, porém, abriu a boca lentamente.

— Quer proteger a criança?

Em segundos, os olhos de Yujin se encheram de lágrimas. Winston observou por um momento aquelas pupilas agitadas e, em seguida, levantou-se e caminhou até a escrivaninha. Bastaram três ou quatro passos até alcançar o destino. Ele pegou uma folha de papel e a ergueu.

— Assine aqui. Então a criança continua sendo sua.

Não era preciso nem ler para saber que tipo de documento Winston estava segurando. A boca de Yujin estava tão seca que parecia queimar. Diante dele, que permanecia pálido e imóvel, Winston continuou num tom frio:

— Você só precisa se casar comigo e dar à luz o meu filho. E depois de um ano, nos divorciamos, e tudo termina.

Ele enfatizou de propósito e acrescentou com desdém:

— Simples, não é?

Não havia erro em suas palavras. Não existia forma mais fácil e direta de cumprir o testamento. Se ganhasse tempo, talvez o coração de Winston mudasse. Pelo menos agora, ele estava disposto a deixar Ângela com Yujin.

‘Que misericordioso.’

Esta era exatamente a oportunidade que Yujin tanto queria.

‘Mas…’

Ainda assim, aceitar aquele contrato era impossível. Havia algo que Winston ainda não sabia. Se descobrisse a verdade, como reagiria? O medo era sufocante, mas Yujin não podia mais se calar.

— …Eu não posso.

Ao ouvir a voz espremida que mal conseguiu sair, Winston franziu a testa. Yujin confessou, tremendo:

— Eu não posso ter um filho. Um filho seu.

— Ha…

A resposta ao esforço de sua confissão foi um suspiro incrédulo. Winston passou a mão pelos cabelos bem penteados com um gesto irritado. Quando Yujin, hesitante, tentou falar de novo, o homem de repente socou a mesa.

Bam.

Com o estrondo, Yujin se calou imediatamente, assustado. Observando-o, Winston falou de novo, ainda com a voz baixa:

— Então você conseguiu ter o filho do meu pai, mas não consegue ter o meu?

— …O quê?

Aquelas palavras o deixaram desnorteado. Do que ele estava falando?

— …Um filho do Harold?

Repetindo em voz vazia, Yujin ouviu Winston cuspir as palavras:

— Você não lembra do que acabei de dizer? Quer que eu repita tudo desde o começo?

— N-não, não é isso…

A mente de Yujin começou finalmente a girar. Só então ele percebeu: desde o início, aquela conversa estava errada.

‘Ele não sabe.’

Um arrepio percorreu suas costas. Winston não sabia. Ele tinha descoberto a data de nascimento, mas a conclusão que tirara a partir disso estava completamente equivocada. Por que achou que Winston já sabia de tudo?

Aquele homem não confiava nele nem um pouco.

Seu coração disparou como se fosse sair do peito. A desconfiança profunda que Winston nutria por Yujin acabou se tornando, ironicamente, sua maior sorte.

‘Ele jamais vai pensar que Angie é sua filha.’

Yujin levou as mãos para trás e entrelaçou os dedos com força. Dessa vez, o corpo tremia por outro motivo. Ainda era cedo para relaxar. Ele precisava se acalmar a qualquer custo. Winston poderia chegar à verdade a qualquer momento. O que Yujin tinha conseguido era apenas um breve tempo para agir.

Se ele continuasse se recusando a casar, Winston talvez realmente exigisse um teste de DNA. E, se isso acontecesse, ele descobriria que Ângela não era filha de Harold, mas dele próprio. E então…

Seria o mesmo que já ter cumprido o testamento.

Yujin sentiu como se o sangue estivesse drenando de seus pés. O testamento dizia claramente “ter um filho dentro de um ano após o casamento”, mas isso podia ser interpretado. Um advogado como McCoy certamente encontraria brechas jurídicas para distorcer o sentido das palavras. O desfecho era óbvio. A imaginação terrível voltou a assombrá-lo, e o rosto de Yujin empalideceu ainda mais.

‘Eu preciso pensar. Rápido. Como usar essa situação a meu favor.’

Havia apenas uma saída.

Com enorme esforço, ele abriu a boca. Falar exigiu ainda mais coragem.

— …Eu vou me casar.

A voz rouca mal conseguiu sustentar aquelas palavras. Assim que tomou a decisão, o tremor cessou. Ele soltou lentamente as mãos entrelaçadas e respirou fundo.

— Eu vou… me casar com você.

Por enquanto, precisava ganhar tempo. Obedecer em silêncio, seguir o que fosse mandado, viver de forma dócil até Winston baixar a guarda. E quando esse momento chegasse…

Um leve sorriso frio surgiu nos lábios do alfa. Encarando diretamente aqueles olhos violeta gelados que o observavam de cima, Yujin firmou sua decisão.

‘Vou fugir levando a Angie comigo.’

 

°

°

Continua…

 

 

 

 

 

Ler Beije o canalha. Yaoi Mangá Online

Interesse Romântico Seme / Gong: Winston Campbell (terceiro filho e caçula. Alfa dominante. Herdeiro do conglomerado familiar. 28 anos) Protagonista masculino. 198 cm/90 kg. Cabelo castanho-escuro. Olhos roxos. Homem de físico enorme e musculoso.
Há cinco anos, manteve um relacionamento amoroso com Seol Yujin, mas acabou se separando ao acreditar que ele havia cometido adultério com seu pai.
— Querido, ninguém neste mundo sabe melhor do que eu que tipo de vadia barata você é.
***
Personagem Principal Uke/Su: Seol Yujin (ômega. 28 anos) 178 cm/60 kg. Órfão. Corpo magro, de ossatura longa. Cabelo castanho-claro. Olhos castanhos. Pele branca. Teve uma filha, Angela, com Winston, mas é acusado de que a criança seria de outro homem.
— O que aquele homem faria se soubesse que Angela é filha dele?
***
— De quem é essa criança?
Eles foram um casal apaixonado cinco anos atrás, mas se separaram devido a um grave mal-entendido. Winston ainda acredita que Yujin manteve um caso com seu próprio pai. Após ser descartado de forma cruel, Yujin passou a viver acreditando que nunca mais voltaria a encontrá-lo e, enquanto lutava para sobreviver com a filha, acabou perdendo tudo quando um incêndio destruiu seu apartamento, deixando-os na rua.
Em meio ao desespero, ele descobre que Harold Campbell, pai de Winston, deixou um testamento em seu nome. Na esperança de conseguir ao menos alguma ajuda, Yujin decide retornar à mansão.
O reencontro com Winston é marcado por ódio ainda mais intenso. Enquanto Winston continua desprezando-o, Yujin deseja apenas receber rapidamente a herança e ir embora. Para sua surpresa, Harold lhe deixou uma herança muito maior do que o esperado. No entanto, há uma condição.
Ele deve se casar com Winston e engravidar dentro de um ano.
Yujin tentou recusar, mas a realidade não era tão simples. Como forma de vingança pelas humilhações constantes que sofre de Winston, ele acaba aceitando o casamento. O alfa, por sua vez, deixa claro que tudo não passa do cumprimento do testamento e que entre eles não resta absolutamente nada.
No entanto, contra suas expectativas, eles não conseguem controlar a atração constante que sentem um pelo outro. Ambos tentam ignorar isso, convencendo-se de que não passa de desejo carnal…
mas será mesmo?
Nome alternativo: Kiss The Scumbag

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