Ler Beije o canalha. – Capítulo 03 Online

Modo Claro

O trem reduziu a velocidade aos poucos ao se aproximar da plataforma. Por cima da nuca da filha que estava grudada à janela, Yujin observou a paisagem que lhe parecia ao mesmo tempo familiar e estranha. O simples fato de ter voltado a esta cidade já lhe fazia suar frio e deixava sua respiração ofegante sem que ele percebesse.

Ele tinha jurado que nunca mais voltaria àquele lugar.

No instante em que viu, ao longe, o nome da estação, uma tontura o atingiu. Yujin fechou os olhos, apoiou a parte de trás da cabeça no encosto do assento e respirou fundo repetidas vezes. À medida que a respiração se acalmava, a mente também foi ficando mais clara. Quando abriu os olhos devagar, a filha, que já havia se afastado do vidro, estava olhando para ele.

— Papai, sua cabeça dói de novo?

Diante da pergunta feita com o rosto cheio de preocupação, Yujin forçou um sorriso e balançou a cabeça.

— Não, já passou.

— Não aguente a dor e tome seu remédio. É ruim para o corpo suportar a dor.

Com um jeito maduro demais para a idade, sua filha Ângela, deu o conselho. Yujin respondeu com um simples aceno.

— Depois que sairmos do trem.

Nesse momento, o trem parou na plataforma e o aviso sonoro ecoou. Levantando-se do assento, ele retirou a pequena mala do bagageiro acima da cabeça e estendeu uma das mãos para a filha, que esperava comportadamente.

— Vamos, Angie. Vamos descer.

— Sim.

Segurando firme a mão de Yujin, a menina começou a caminhar ao lado dele. Ao chegar à escada, ele desceu para a plataforma segurando a mala em uma mão e carregando sua filha no outro braço.

Assim que pisou no chão e respirou o ar fresco, sentiu o peito se aliviar um pouco. Colocou a criança no chão, respirou fundo uma vez e voltou a segurar a mão dela.

Havia muitas pessoas indo e vindo na estação, mas, como era de se esperar, ninguém o reconheceu. Ainda assim, toda vez que alguém passava distraidamente ao seu lado, ele se sobressaltava e se encolhia. Mesmo depois de tanto tempo, as lembranças do dia em que deixou aquele lugar voltaram à tona com a nitidez de algo que tivesse acontecido ontem.

‘Está tudo bem.’

Yujin repetiu para si mesmo, olhando fixamente para a frente.

‘Já se passaram cinco anos. Eu esqueci tudo.’

Enquanto caminhava segurando a mão da filha, ele reafirmou a própria decisão. Quantas vezes não havia prometido a si mesmo que nunca mais se deixaria ferir por ninguém? Agora era diferente. Ele tinha uma criança para proteger, e não havia nada que não fosse capaz de fazer por ela. Esse era o único princípio que carregava desde o instante em que Ângela nasceu e foi colocada em seus braços pela primeira vez.

O motivo de ter voltado a pisar naquele lugar, que jurara jamais retornar, era unicamente Ângela. Se não fosse pela filha, mesmo que fosse por causa de testamento ou qualquer outra coisa, ele teria preferido vagar pelas ruas e morrer de fome a voltar. Mas agora ele precisava de dinheiro para Ângela e, se Harold, que o expulsou de forma tão cruel, demonstrou um mínimo de compaixão em seus últimos momentos e lhe ofereceu alguma ajuda, ele estava disposto a aceitar. No momento, não havia espaço algum para orgulho.

Dois meses antes, um grande incêndio havia atingido o prédio antigo e deteriorado onde Yujin morava. O fogo começou no apartamento de baixo e se espalhou rapidamente, deixando as paredes cobertas de fuligem preta antes de ser controlado, mas, no fim, várias famílias acabaram na rua.

Infelizmente, o apartamento de Yujin foi o segundo mais afetado. Ele acordou no meio da noite, agarrou a filha às pressas e saiu correndo apenas com a roupa do corpo, ficando literalmente sem nada. O fato de ter escapado com vida, sofrendo apenas algumas queimaduras leves nas costas, e de quem se machucou ter sido ele, e não sua filha, já era um enorme alívio. Mas a sorte deles parou por aí.

Para piorar, ele acabou sendo demitido do restaurante onde trabalhava, sob a justificativa de dificuldades financeiras. Por que o infortúnio sempre vinha tudo de uma vez? Naquela noite, depois de explicar sua situação na igreja, Yujin dormiu encolhido no banco vazio do santuário com sua filha nos braços e chorou, pela primeira vez em muito tempo.

O pequeno lampejo de salvação que ele viu surgiu no apartamento para onde havia voltado, pensando que talvez ainda restasse alguma coisa. Enquanto revirava os restos encharcados e carbonizados, alguém se aproximou e lhe dirigiu a palavra.

— Com licença, olá. Por acaso o senhor conhece alguém chamado Yujin… Sol?

Não era “Sol”, e sim “Seol”, mas fazia tempo que ele não se preocupava em corrigir esses detalhes, e agora também não tinha energia para isso. Yujin endireitou o corpo, olhou o homem de frente e respondeu:

— Sou eu. Do que se trata?

— Ah, então é mesmo! Eu imaginei, mas agora tenho certeza.

O homem demonstrou uma alegria visível e, às pressas, tirou a carteira do bolso, procurou um cartão e o estendeu.

— Sou Joseph Brown, advogado. Nossa, foi realmente difícil. Quando achei que finalmente tinha encontrado o senhor, descobri que o apartamento tinha sido incendiado por inteiro e fiquei sem saber o que fazer. Resolvi voltar mais uma vez, por via das dúvidas, e acabei encontrando o senhor assim… tive muita sorte, sabe. Haha…

Enquanto ele ria com entusiasmo, Yujin o encarava ainda com o rosto inexpressivo. Aos poucos, a gargalhada foi diminuindo, e o advogado pigarreou, visivelmente sem graça. Só então Yujin abriu a boca.

— Não sei por que o senhor estava me procurando, mas, como pode ver, estou nessa situação. Não tenho um tostão para lhe dar.

— Não, não, houve um mal-entendido, Yujin. É justamente o contrário.

O homem que se apresentou como advogado sorriu de maneira descontraída e fez um gesto com a mão. Diante do olhar ainda desconfiado de Yujin, ele continuou:

— O senhor conhece Harold Campbell, não é? Ele faleceu e deixou um testamento.

Por um instante, Yujin ficou paralisado. A lembrança da última vez em que havia visto Harold Campbell voltou com uma clareza perturbadora, e ao mesmo tempo seu coração começou a bater de forma descontrolada.

‘Então ele morreu.’

Deveria manter a indiferença? Ou sentir ao menos um pouco de pesar? Por um momento, Yujin não soube como reagir. A última lembrança ainda o atormentava, mas também era verdade que Harold tinha sido seu benfeitor. Foi ele quem acolheu Yujin quando este se tornou órfão de repente, sem ter para onde ir. Além disso, Harold cuidou bastante dele, e Yujin também o seguia com devoção.

‘Isso, claro, antes daquele acontecimento.’

Engolindo a amargura junto com as lembranças, ele tentou manter o máximo de calma possível e esperou pelas próximas palavras. O advogado olhou em volta, mas, não encontrando um lugar adequado para se sentar, fez uma expressão constrangida e perguntou:

— Há algum café por perto, ou algum lugar onde possamos conversar um pouco? Ou, se preferir, podemos entrar no carro e procurar um?

— Não tem. Fale aqui mesmo.

Yujin respondeu de forma seca. O advogado parecia desejar que Yujin reservasse ao menos um momento para demonstrar luto por Harold, mas ele não tinha nem motivo nem tempo para isso. Ele havia deixado a filha na igreja e precisava voltar logo. Se aquele homem não estivesse ali para lhe oferecer dinheiro, não pretendia perder mais tempo. Como se tivesse percebido os pensamentos de Yujin, o advogado pigarreou e, diferente de antes, passou a falar de maneira profissional.

— O seu nome consta no testamento. Depois do funeral, haverá a leitura oficial, e gostaríamos que o senhor estivesse presente. Precisamos que venha a Delight dentro de três dias.

Era impossível não deixar a expressão vacilar. O nome exato da mansão era “A Mais Perfeita Deleite” (the most perfect delight). Era o nome da casa principal, a maior da propriedade, mas também se referia a toda a extensão de terra da família Campbell na região.

‘Voltar àquele lugar outra vez.’

Diante de uma situação que jamais havia imaginado, Yujin se esforçou para recompor a mente que, por um instante, ficou em branco.

“Desapareça da minha frente agora, seu imundo…!”

O grito áspero do homem ressurgiu em seus ouvidos como uma alucinação e logo se dissipou. Yujin levou as mãos para trás, entrelaçando os dedos como em posição de descanso. Era um hábito para esconder a própria ansiedade, assim, mantendo o rosto com uma expressão de tranquilidade forçada, ele perguntou:

— O que está escrito no testamento? O senhor deve saber, não?

— O documento completo está com o advogado responsável, o senhor McCoy. É regra que o conteúdo do testamento seja divulgado no dia, com todos os herdeiros reunidos.

Diante das palavras recitadas de forma mecânica, quase como um texto de livro, Yujin franziu o rosto. Dar voltas com um homem desses não adiantaria. Ele decidiu falar com franqueza.

— Como o senhor pode ver, estou nessa situação. Não tenho dinheiro nem para a passagem, quanto mais outra coisa. Perdi meu emprego e preciso urgentemente arrumar outro. Vale mesmo a pena eu ir até lá? Existe algum benefício real para mim?

— Ah, claro que existe. Não se preocupe com isso.

O advogado sorriu aliviado, como se fosse óbvio. Era um alívio, ainda que pequeno, mas Yujin não confiava nele a ponto de se alegrar de imediato. Afinal, ele tinha conhecido aquele homem fazia apenas dez minutos. O advogado lançou um olhar para o relógio de pulso, cujo valor devia equivaler a um ano inteiro de aluguel do apartamento miserável onde Yujin morava, e continuou:

— Eu já transmiti o recado, então vou me despedindo. Mas reforço: o senhor precisa vir dentro de três dias. Caso não compareça à leitura do testamento, pode perder o direito à herança. Pelo seu próprio bem, espero que não cometa esse erro. O senhor se arrependeria pelo resto da vida.

Mesmo não havendo ninguém por perto, ele baixou a voz, como se estivesse contando um segredo.

— Segundo o que o senhor McCoy disse, o conteúdo será extremamente vantajoso para o senhor.

Depois de acrescentar aquilo de forma enigmática, ele voltou a tirar a carteira do bolso. Yujin observou enquanto o homem dobrou uma perna, apoiou a pasta sobre a coxa e assinou um cheque ali mesmo.

— Use isso para comprar o que precisar durante a estadia e também para cobrir as despesas da viagem. Não precisa devolver. Vou lançar como despesa da firma.

Como se já tivesse previsto a situação de penúria em que Yujin se encontrava, o advogado lhe entregou o cheque recém-assinado e, em seguida, desceu as escadas em direção ao carro estacionado na rua. Yujin permaneceu parado por um tempo, observando o veículo dar a partida e se afastar.

Aquilo tinha acontecido exatamente três dias antes. No momento em que voltou à igreja e viu o rosto da filha, Yujin decidiu que retornaria à mansão. Ele precisava desesperadamente de dinheiro.

O que era urgente foi resolvido com o dinheiro que o advogado lhe dera. Comprou roupas e alguns itens essenciais para a filha usar enquanto estivessem em Delight, adquiriu as passagens de trem e levou a menina para comer panquecas em um restaurante. Com o dinheiro restante, preparou as roupas que usaria no dia da leitura do testamento. Depois, entrou em um motel barato, tomou banho, passou a noite ali e, ao amanhecer, pegou a filha ainda sonolenta no colo, passou em uma lan house para conferir se o e-mail que havia enviado antes tinha sido recebido e, em seguida, embarcou direto no trem. E assim, finalmente, chegou àquele lugar.

— Ah, é aqui.

Ao sair da estação, o advogado, que estava ao telefone ao lado do carro estacionado, o reconheceu e acenou com a mão. Yujin forçou o olhar a se manter fixo no homem, tentando não se deixar abalar pelo entorno, segurou a mão da filha e caminhou até ele. Ao se aproximar, o advogado encerrou a ligação, e Yujin cumprimentou primeiro.

— Bom dia. Obrigado por ter vindo nos buscar.

— Não é nada. Para entrar naquela mansão, não tinha outra opção.

O advogado balançou a cabeça e ele mesmo abriu a porta traseira do carro. Depois de colocar a filha primeiro e guardar a bagagem no porta-malas, Yujin entrou em seguida. Angela segurou o braço dele.

— Papai, está tudo bem?

Diante do sussurro baixo, ele assentiu de propósito com um sorriso no rosto.

— Está tudo bem, Angie. Não precisa se preocupar.

Ao afagar a cabeça da filha, Ângela continuou com uma expressão séria, mas permaneceu em silêncio e se ajeitou corretamente no banco, ele afivelou o cinto de segurança da menina e depois o seu próprio. A mão tremeu tanto que o encaixe escorregou três vezes, mas, por sorte, ele conseguiu prendê-lo pouco antes de o carro arrancar. Yujin se esforçou ao máximo para parecer tranquilo, para não deixar a filha ansiosa, embora, no fundo, quisesse arrancar aquele cinto que apertava seu corpo e fugir daquele monte de ferro.

Mas o carro já havia começado a se mover, ele não tinha escapatória. Teria de suportar durante horas, preso ali dentro, até chegar ao inferno chamado “Delight”.

— O senhor não parece bem. Está tudo certo? Seria um problema se acabasse passando mal dentro do carro.

O advogado perguntou, observando pelo retrovisor. Yujin forçou-se a parecer calmo e respondeu no tom mais leve que conseguiu.

— É enjoo de movimento. Não se preocupe.

— Puxa… e o remédio? Se tiver, é melhor tomar. Aqui.

O advogado, segurando o volante com uma mão e abrindo o porta-objetos com a outra para pegar uma garrafa com água mineral. Yujin balançou a cabeça apressadamente e recusou.

— Não é tão sério assim, estou bem. Obrigado.

O advogado lançou um olhar de lado e murmurou, com uma expressão pouco convencida:

— Não parece nada bem… por favor, só não vomite. Se precisar, é só avisar que eu paro o carro.

— Sim.

Yujin respondeu e, apressado, mudou de assunto.

— O senhor é o advogado-consultor da família Campbell, não é? Confesso que me surpreendi. Pela sua experiência, não imaginei que viesse pessoalmente me encontrar, e ainda por cima me buscar.

— É um pedido da família Campbell.

O advogado respondeu de forma simples.

— Normalmente esse tipo de tarefa fica com advogados juniores, mas a família Campbell é o maior cliente do nosso escritório. Justamente por isso, para garantir que o testamento seja executado sem qualquer falha, fui designado para cuidar do caso. No momento, o mais importante para nós é cumprir à risca as últimas vontades do senhor Campbell. Todos os advogados estão concentrados nisso, dando o máximo de si. Claro, sob a direção do senhor McCoy.

McCoy era o advogado-chefe do escritório onde Brown trabalhava. Yujin já tinha visto o rosto dele antes. Muito provavelmente, o testamento estava sob a guarda de McCoy. E seria ele quem faria a leitura.

Yujin se lembrou do advogado de cabelos brancos que Harold costumava chamar sempre que surgia algum problema complicado. Era um homem alto e extremamente magro, com as maçãs do rosto salientes, o que lhe dava uma aparência ainda mais severa. O que ele teria pensado ao saber que precisaria procurá-lo para a execução do testamento?

De qualquer forma, segundo o que Brown explicou, o testamento havia sido redigido três meses antes da morte de Harold, depois que ele caiu subitamente doente. Apenas McCoy conhecia o conteúdo exato. Coube a Brown a responsabilidade de conduzir todo o processo e finalizar os preparativos até o dia da leitura.

Dentro da família, Harold era o único que podia convocar diretamente McCoy, o representante do escritório, e lhe dar instruções. Os outros membros sempre precisavam falar por meio da secretária de McCoy ou consultar outros advogados. E, ao que tudo indicava, esse sistema ainda permanecia o mesmo. Sendo assim, agora que Harold não estava mais ali, quem teria assumido o seu lugar?

— O Sr. Winston Campbell.

Brown respondeu como se estivesse esperando a pergunta. No mesmo instante, Yujin quase vomitou. Ele levou a mão à boca às pressas e bateu no encosto de cabeça. Assustado, Brown encostou o carro imediatamente no acostamento. Assim que o veículo parou, Yujin saiu às pressas, curvou o corpo e teve ânsia de vômito. Por sorte, desde a manhã ele só havia ingerido algumas xícaras de chá preto. No fim, só conseguiu cuspir saliva misturada com um gosto amargo de suco gástrico, ficou curvado pela metade, ofegando e recuperando o fôlego.

— Está tudo bem?

Temendo presenciar algo desagradável, Brown parou a certa distância e perguntou. Yujin, em vez de responder, apenas levantou a mão, sinalizando que estava bem. Depois de tomar um pouco de ar frio e conseguir acalmar o estômago, ele voltou para o carro. Brown abriu a tampa da garrafa e lhe ofereceu água. Dessa vez, Yujin não recusou e bebeu.

— Já se sente um pouco melhor?

Diante da pergunta, ele assentiu com dificuldade.

— Desculpe pelo transtorno.

A voz que conseguiu emitir tremia bastante. Brown interpretou aquela reação à sua maneira e fez uma expressão deliberadamente compreensiva.

— Passar o dia inteiro no trem e depois pegar um carro… é cansativo mesmo. Dá para entender.

Ele havia interpretado completamente errado o motivo da agitação de Yujin. Ainda assim, em vez de corrigir, apenas respondeu “é isso mesmo” com um sorriso fraco. Ficando ali, respirando fundo o ar gelado, aos poucos sua mente foi clareando.

‘Se controle. Foi só ouvir um nome. Se você se abalar assim, como vai aguentar o que vem pela frente?’

Em vez de se dar um tapa no rosto, ele esvaziou a garrafa de água de uma vez. Só havia um motivo para ter voltado àquele lugar miserável. Ouvir o conteúdo do testamento e conseguir nem que fosse um pouco de dinheiro. Era só nisso que precisava pensar. Winston Campbell não tinha mais nada a ver com a vida dele.

Depois de respirar fundo mais uma vez, ele finalmente se virou e voltou a caminhar em direção ao carro.

— Desculpe.

Ele pediu desculpas novamente pelo atraso. Brown sorriu, dizendo para não se preocupar, e deu partida. Ângela olhava para Yujin sem conseguir esconder a ansiedade. Desta vez, o pai abriu um sorriso sincero para ela.

— Está tudo bem mesmo, Angie.

Não havia razão alguma para não estar. Afinal, ele tinha ao seu lado a pessoa que mais amava no mundo: a filha.

 

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Continua…

 

 

 

 

Ler Beije o canalha. Yaoi Mangá Online

Interesse Romântico Seme / Gong: Winston Campbell (terceiro filho e caçula. Alfa dominante. Herdeiro do conglomerado familiar. 28 anos) Protagonista masculino. 198 cm/90 kg. Cabelo castanho-escuro. Olhos roxos. Homem de físico enorme e musculoso.
Há cinco anos, manteve um relacionamento amoroso com Seol Yujin, mas acabou se separando ao acreditar que ele havia cometido adultério com seu pai.
— Querido, ninguém neste mundo sabe melhor do que eu que tipo de vadia barata você é.
***
Personagem Principal Uke/Su: Seol Yujin (ômega. 28 anos) 178 cm/60 kg. Órfão. Corpo magro, de ossatura longa. Cabelo castanho-claro. Olhos castanhos. Pele branca. Teve uma filha, Angela, com Winston, mas é acusado de que a criança seria de outro homem.
— O que aquele homem faria se soubesse que Angela é filha dele?
***
— De quem é essa criança?
Eles foram um casal apaixonado cinco anos atrás, mas se separaram devido a um grave mal-entendido. Winston ainda acredita que Yujin manteve um caso com seu próprio pai. Após ser descartado de forma cruel, Yujin passou a viver acreditando que nunca mais voltaria a encontrá-lo e, enquanto lutava para sobreviver com a filha, acabou perdendo tudo quando um incêndio destruiu seu apartamento, deixando-os na rua.
Em meio ao desespero, ele descobre que Harold Campbell, pai de Winston, deixou um testamento em seu nome. Na esperança de conseguir ao menos alguma ajuda, Yujin decide retornar à mansão.
O reencontro com Winston é marcado por ódio ainda mais intenso. Enquanto Winston continua desprezando-o, Yujin deseja apenas receber rapidamente a herança e ir embora. Para sua surpresa, Harold lhe deixou uma herança muito maior do que o esperado. No entanto, há uma condição.
Ele deve se casar com Winston e engravidar dentro de um ano.
Yujin tentou recusar, mas a realidade não era tão simples. Como forma de vingança pelas humilhações constantes que sofre de Winston, ele acaba aceitando o casamento. O alfa, por sua vez, deixa claro que tudo não passa do cumprimento do testamento e que entre eles não resta absolutamente nada.
No entanto, contra suas expectativas, eles não conseguem controlar a atração constante que sentem um pelo outro. Ambos tentam ignorar isso, convencendo-se de que não passa de desejo carnal…
mas será mesmo?
Nome alternativo: Kiss The Scumbag

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