Ler Fuja se puder – Capítulo 91 Online
A intenção do homem era clara. Sua respiração áspera e seus olhos brilhantes refletidos na luz fraca ficaram perfeitamente nítidos na visão de Chrissy.
Não podia acreditar que tivesse caído tão fácil.
Chrissy engoliu em seco, nervoso. Ele havia preparado um plano B caso falhasse, mas aquilo se tornou desnecessário. Agora, o que precisava fazer já estava decidido.
— Claro que sim, Ben.
Ele sussurrou, esforçando-se para deixar a voz mais suave.
— Se fechar os olhos, você pode imaginar “Hope” perfeitamente. Então….
Chrissy segurou as grades com as duas mãos e as deslizou lentamente, num gesto calculado.
— Entende?
— S-sim, entendo, claro que entendo!
Chrissy segurou as barras de ferro com as duas mãos e as acariciou lentamente.
O homem estava completamente fisgado. Ele agitou o cinto com pressa, tentando abaixar o cós da calça, mas Chrissy franziu a testa e recuou o corpo. Sentindo o clima estranho, o homem perguntou impaciente:
— O quê? O que foi?
Em vez de responder, Chrissy apenas apontou com o queixo para as grades.
— Acha mesmo que dá para fazer isso assim? Não vou conseguir desse jeito.
— O quê? Você está brincando comigo agora?
— Calma.
Chrissy falou em tom sereno, tentando acalmá-lo.
— “Hope” era pequeno, mas eu não sou. Preso assim, vai ser difícil. Olha só, mal consigo me mexer, como eu poderia fazer direito? Hein?
Chrissy balançou a cabeça, como se fosse algo impossível. O rosto de Ben se contorceu. Ele mordeu o lábio inferior, nervoso, e bagunçou os próprios cabelos. Seus olhos iam e vinham entre Chrissy e a porta da cela, claramente mostravam sua hesitação, ainda assim, a escolha parecia praticamente decidida.
No entanto, Chrissy não tinha tempo para esperar com paciência. Precisava tirar as crianças dali o quanto antes, então resolveu provocá-lo mais uma vez.
— Ben.
Ele chamou, como se implorasse, soltando um suspiro antes de continuar.
— Você não quer arruinar a boca do Hope?
Ben olhou para ele sem dizer nada.O rosto iluminado pela luz fraca era, sem dúvida, o de um adulto, mas a aparência de criança não havia desaparecido completamente. Ao sobrepor o rosto juvenil da criança pela qual era obcecado com o rosto de Chrissy, todos os seus conflitos se dissolveram e apenas o desejo fervilhou.
— Porra, droga!
Xingando, ele tirou a chave do bolso e se abaixou rapidamente para abrir o cadeado.
— Seu garotinho safado… Vou enfiar meu pau nessa boquinha perversa. Hope, filho da puta… Quantas vezes eu imaginei enfiando meu pau nos seus buracos toda noite, porra, porra…
Como se estivesse possuído, soltando palavrões e monólogos vulgares, o homem enfiou a chave no cadeado e girou de uma vez. “Clank”, logo ouviu se o som da trava destrancando e então a porta se abriu. Imediatamente, ele agarrou o braço de Chrissy e o puxou com força.
— …Uhg!
Por ter ficado agachado por tanto tempo, o corpo não respondeu direito e um gemido escapou involuntariamente. Arrastado para fora, Chrissy acabou caindo no chão. Mesmo assim, Ben não demonstrou nenhuma consideração pela condição dele e continuou avançando. Segurando-o enquanto ele estava deitado, virou-o para cima e começou a abaixar o zíper da calça.
— Ah, Hope. Você não sabe o quanto eu sonhei com isso…. Droga, porque cresceu assim. Se você tivesse demorado um pouco mais para crescer, eu poderia ter te abraçado. Porra, aquele idiota do Matthew, se tivesse tido a ideia um pouco mais cedo, naquela época eu…
‘…O quê?’
Ao ouvir aquele nome de repente, a mente de Chrissy esfriou por completo.
‘O que foi que eu acabei de ouvir? Matthew? Por que esse nome saiu da boca desse homem…’
Mas ele não teve tempo de pensar mais a fundo. O homem, sem qualquer aviso, empurrou o membro sexual na boca de Chrissy.
— …Ugh.
Pego de surpresa, Chrissy acabou soltando um gemido abafado, sufocado. Ainda assim, o homem não demonstrou qualquer consideração. De olhos fechados e cabeça jogada para trás, continuou se movendo acima dele, completamente absorto empurrando desesperadamente o pênis para dentro.
— Ah… Hope. Ha… Hope…. Isso, assim mesmo. Ah, está quente… mais, mais, aperte mais. Hope. Sua linguinha é tão boa. Hope, Hope…
Ele continuava despejando palavras vulgares e delirantes, mas Chrissy nunca teve a intenção de ouvir aquilo por muito tempo. No instante em que reuniu força no corpo tenso, ele não hesitou e mordeu com toda a violência o objeto estranho que havia entrado em sua boca.
— AAAAAAAAAH!
Um grito horrível ecoou por todo o porão. O gosto metálico de sangue invadiu sua boca, mas Chrissy não afrouxou. Pelo contrário, mordeu ainda mais forte. Acima dele, o homem entrou em completo desespero, berrando e se debatendo. Tentou afastá-lo com todas as forças, soltando gritos histéricos, mas quando Chrissy finalmente cuspiu o que estava mordendo, o pênis já estava quase cortado ao meio.
— Dói… dói… por favor… alguém… me ajude….
Com a parte inferior do corpo coberta de sangue, o homem parecia já ter perdido metade da consciência, talvez pelo choque da dor. Com os olhos virados para cima, ele murmurava palavras sem sentido. Chrissy não lhe deu atenção e começou a procurar a chave às pressas.
— Ahn…!
Quando o sangue voltou a circular no corpo que estava preso por tanto tempo, foi como se cada músculo gritasse de dor. Chrissy parou por um instante, engolindo o ar com dificuldade, antes de forçar o corpo a se mover novamente. A chave ainda estava enfiada no cadeado. Ao pensar no quanto aquele homem havia sido cegado pelo próprio desejo, uma onda de repulsa tomou conta dele.
Balançando a cabeça com força, ele se virou imediatamente. Foi quando Scott, que até então havia se encolhido no fundo de sua gaiola, tremendo de medo, encontrou os olhos de Chrissy. O garoto se sobressaltou, mas Chrissy não perdeu tempo e foi direto até a cela.
— Scott, está tudo bem. Eu vou abrir agora.
Mesmo depois de a porta ser destrancada, Scott apenas continuou ali, imóvel, com os olhos arregalados.
— Scott.
Chrissy chamou de novo, agora com urgência. Sem obter resposta, acabou elevando a voz, pressionando-o.
— Scott, anda! Sai logo daí! Solte as outras crianças, rápido!
Diante do tom áspero, o garoto pareceu finalmente voltar a si. Ele se encolheu, assustado, e então saiu às pressas, quase rastejando. Chrissy colocou a chave em sua mão e voltou na direção de Ben. Ainda incapaz de se levantar adequadamente, ele se aproximou quase engatinhando, e viu o homem praticamente inconsciente. A parte inferior do corpo ainda continuava sangrando, se continuasse assim, ele poderia morrer.
‘Não importa.’
Chrissy pensou friamente. De qualquer forma, ele era um criminoso. Alguém que havia sequestrado crianças com aquele tipo de intenção. Então, um desfecho como aquele não deixava de ser algo que ele mesmo provocou.
Ele sabia que o homem deveria enfrentar o julgamento da lei. Mas isso era algo para depois, quando as crianças e ele próprio estivessem a salvo. Pedir ajuda a alguém para salvar aquele sujeito era impensável, e permitir que ele recobrasse a consciência e colocasse todos em perigo era ainda pior. Nessas circunstâncias, era até melhor que ele continuasse desacordado.
Reunindo a determinação, Chrissy começou a revirar apressado as calças do homem. Pensou que talvez encontrasse um celular ou algo útil, mas o que apareceu foi apenas um pequeno rádio comunicador. Provavelmente servia apenas para eles se comunicarem entre si.
— Pronto!
Scott gritou. Quando Chrissy se virou, viu cerca de seis ou sete crianças paradas, meio hesitantes. Para garantir que o homem não entrasse em contato com ninguém, ele jogou o rádio dentro de uma cela, fechou o cadeado e, com a chave na mão, seguiu em direção à porta.
— Vamos lá, crianças. Hora de ir para casa. Vocês conseguem andar?
Ele sorriu para tranquilizá-los, mas nem ele mesmo tinha certeza do que viria a seguir.
‘Deve ter carros deles por perto. Se conseguisse roubar ao menos um, já seria o suficiente.’
Uff… Soltando um longo suspiro trêmulo, Chrissy segurou a maçaneta da porta. O metal frio envolveu sua mão e, ao empurrar lentamente, a porta se abriu com um rangido sinistro. E no momento seguinte, uma escada estreita e comprida se estendeu diante dos olhos de Chrissy.
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Continua….
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m caso chocante acontece: um alfa, junto com seu grupo, estupra e assassina um ômega. O promotor encarregado do caso, Chrissy Jin, recusa qualquer acordo e decide levar o caso a julgamento, determinado a garantir uma punição adequada.
É nesse contexto que ele encontra pela primeira vez Nathaniel Miller, representante da maior firma de advocacia dos Estados Unidos, o Miller. Mas a arrogância de Nathaniel não lhe agrada em nada.
Pouco depois, ao voltar de um encontro com seus pais adotivos, Chrissy se envolve num acidente de trânsito: por azar, o carro em que bateu é justamente o de Nathaniel. Diante do valor absurdo do conserto, Chrissy não tem escolha a não ser ir até o homem para explicar sua situação, mas o lugar onde Nathaniel se encontra é, na verdade, uma festa de feromônios.
Lá, Chrissy quase acaba sendo violentado por Nathaniel, mas consegue atingi-lo com um caco de vidro e escapa. A partir desse incidente, a atitude de Nathaniel muda radicalmente: ele demite o advogado responsável pelo caso e decide assumir a defesa pessoalmente.
Os dois passam a se enfrentar no tribunal. No entanto, mesmo em meio a essa relação de hostilidade, Chrissy se sente estranhamente atraído por ele. Nathaniel, por sua vez, não disfarça seu interesse por ele. Em meio a essa tensão crescente, um dos membros do júri surpreende Chrissy com uma revelação inesperada….
Nome alternativo: Run Away If You Can